<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Site cristão &#187; véu</title>
	<atom:link href="http://www.sitecristao.com/tag/veu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.sitecristao.com</link>
	<description>Busca cristã, links, downloads, vídeos, imagens bíblicas, textos e mais</description>
	<lastBuildDate>Sun, 29 Jan 2012 14:03:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>A moral não é a ética dos evangelhos</title>
		<link>http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/</link>
		<comments>http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 18:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[adultério]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[bem]]></category>
		<category><![CDATA[bondade]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[castigo]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[cordeiro]]></category>
		<category><![CDATA[demônios]]></category>
		<category><![CDATA[devorador]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[disciplina]]></category>
		<category><![CDATA[divórcio]]></category>
		<category><![CDATA[dízimo]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[falsos profetas]]></category>
		<category><![CDATA[fariseus]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>
		<category><![CDATA[mal]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[milagres]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[oração]]></category>
		<category><![CDATA[pecado]]></category>
		<category><![CDATA[promessas]]></category>
		<category><![CDATA[prostituta]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[religiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>
		<category><![CDATA[samaritano]]></category>
		<category><![CDATA[templo]]></category>
		<category><![CDATA[teologia]]></category>
		<category><![CDATA[unção]]></category>
		<category><![CDATA[Verbo]]></category>
		<category><![CDATA[véu]]></category>
		<category><![CDATA[Videira Verdadeira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sitecristao.com/?p=606</guid>
		<description><![CDATA[O Gênesis do ministério de Jesus é tomar as “talhas que os judeus usavam para as purificação” e enchê-las de vinho! E mais: é inegável que Jesus estivesse também dizendo que Nele, Deus estava casando agora apenas com quem queria talhas religiosas com vinho novo, na pior das hipóteses; ; e, na melhor delas, o [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/">A moral não é a ética dos evangelhos</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/apocalipse-para-ser-lido-hoje/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Apocalipse para ser lido hoje'>Apocalipse para ser lido hoje</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/como-deus-quer-salvar-a-todos-e-escolhe-alguns/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Como Deus quer salvar a todos e escolhe alguns?'>Como Deus quer salvar a todos e escolhe alguns?</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/meu-pastor-meu-medo-e-minha-fobia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Meu pastor, meu medo e minha fobia'>Meu pastor, meu medo e minha fobia</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-que-e-o-caminho-estreito/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O que é o caminho estreito?'>O que é o caminho estreito?</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-graca-que-inclui-gente-e-que-exclui-pecado-e-doenca-do-ser/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser'>A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Gênesis do ministério de Jesus é tomar as “talhas que os judeus usavam  para as  purificação” e enchê-las de vinho!</p>
<p>E mais: é inegável que Jesus  estivesse também dizendo que Nele, <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a>  estava casando agora apenas com quem  queria talhas religiosas com vinho  novo, na pior das hipóteses; ; e, na melhor  delas, o que se deveria  fazer, era deixar de lado o vinho velho e seu odre roto  e pingantemente  misturado ao próprio vinho, pois, nesse estágio, já não se sabe  mais o  que é odre e nem tampouco o que é vinho! O que se deve fazer é começar   outra vez à partir de conteineres que se deixem curtir no vinho novo,  que de  acordo com o apóstolo João, não é novo, mas aquele que desde o  princípio  tivemos!</p>
<p>Sim, para Ele, aquele odre-vinho-vinho-odre—o da <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religião &raquo;">religião</a> das  talhas de  pedra usadas para as purificações—era já um vinagre, que servia apenas   para ser bebido por aqueles que de tão acostumados que estão aos gostos  ruins,  já não sabem a diferença entre o gosto-gostoso e o  gosto-viciado. É para o  de-Lei-te de seus viciados consumidores que o  vinho-odre-odre-vinho serve ainda  como diversão, sendo que o juízo ao  próximo é o espetáculo!</p>
<p>Os  discípulos de Jesus, todavia, não devem perder tempo com essas  questões, e, por  isto, precisam partir resolutamente para buscar odres  mais adequados à sempre  auto-renovação desse Vinho Novo. Afinal,  ninguém que tenha se viciado no vinagre  dirá que o vinho novo é  excelente.</p>
<p>Ora, a Teologia <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">Moral</a> de Causa e  Efeito é a fabrica de Odres com Grife e  também a marmorearia onde são esculpidas  as talhas de pedra usadas  para as purificações!</p>
<p>O problema é que em  Jesus não dá para se fazer mais nenhum tipo de  aproveitamento dessa Industria  Religiosa e de suas Grifes e Selos  Autorizadas. E a razão é simples: ela está  para o Evangelho de Jesus  assim como um perverso e desumano traficante de  cocaína e heroína está  para o bom samaritano—digo: mal comparando, e, apenas, no  plano das  relatividades humanas, pois, espiritualmente, o meu exemplo é muito   menos grave que o contraste espiritual que tento expressar!</p>
<p>Dali,  infelizmente, nada se aproveitava, pois eles pensavam que fora  dali nada mais  tinha valor.</p>
<p>A prova dessa impossibilidade de reutilização daquele  sistema de  pensamento e suas construções, alcança seu ápice quando Jesus diz que   aquele Templo seria derrubado e que dele não ficaria pedra sobre pedra.</p>
<p>No entanto, para que não sejamos exaustivos demais na demonstração,   quero apenas que você compare os valores anti-téticos dos ensinos de  Jesus em  relação aos da Teologia Moral de Causa e Efeito, vigentíssima  em Seus dias, e,  infelizmente, no nosso tempo também!</p>
<p>E para isto, não precisamos ir além  do Sermão do Monte, ou do Abismo,  como eu explico que ele pode se tornar em O  Enigma da Graça!</p>
<p>A Teologia Moral de Causa e Efeito não pode praticar o  sermão do monte  porque ele inverte complemente os princípios de causalidades por  ela  ensinados. Jesus subverte radical e rupturalmente, de uma vez e para  sempre,  com essa lógica predatória.</p>
<p>Para Jesus os heróis da Graça eram os  anti-heróis da religiosidade que o  circundava e dos valores por ela ensinados.</p>
<p>Para a Teologia Moral de Causa e Efeito, TMCE— como daqui para frente   chamaremos esse derivado natural da Teologia da Terra, filha religiosa  do  Sacrifício Competitivo de Caim —, o humilde de espírito era o lixo  da  espiritualidade; os que choravam eram vistos como  culpados-infelizes; os mansos  eram percebidos como desinteressados pelo  zelo que disputava o espaço no chão da  Terra; os que tem fome e sede  de justiça eram interpretados como seres  equivocados em suas  ignorâncias radicais, pois, a única justiça que os mestres  da TMCE  conheciam era aquela que eles mesmos decidiam.</p>
<p>Já os  misericordiosos eram os que tinham algo a esconder, daí se  protegerem sendo bons  com o próximo; os limpos de coração eram eles  mesmos— os membros daquela  confraria de amigos de Jó, é claro! afinal,  não enxergavam seus próprios  corações, pois só viam para fora de si  mesmos, e, também, não esqueçamos:  lavavam as mãos antes de comer!<br />
Os pacificadores eram, em geral, considerados  amigos de hereges; os  perseguidos por causa da justiça, eram comum-mente aqueles  acerca de  quem eles patrocinavam o cartaz Wanted Dead or Alive! De preferência,   bem dead !</p>
<p>E os injuriados e perseguidos figuravam, sobretudo, como foi  no caso  dos profetas, em sua lista de Most Wanted ! Esses, afinal, os Profetas,   eram sempre a sua pior desGraça, eram os mais terríveis subversivos!</p>
<p>O  seu “sal” não era para a Terra, era apenas uma produção egoísta e  independente  fadada a se petrificar em seus sa-Lei-ros inúteis. Afinal,  não se viam no papel  de dar gosto à vida, mas, ao contrário, o de  roubar-lhe todo o sabor!</p>
<p>Luz do Mundo? Como? Eles não reconheciam nenhum outro mundo que não   fosse o deles!</p>
<p>Quanto a Jesus ter vindo para cumprir a <a href="http://www.robertosoares.com/a-lei-como-remendo-de-pano-novo-em-veste-velha/" class="kblinker" title="More about lei &raquo;">Lei</a>, eles se  perguntavam: Que  Lei? Afinal, Jesus era o des-cumprimento de suas “Leis” a fim  de poder  ser o único cumpridor da Lei da Graça em nosso lugar, para, então,   dizer: “Está Consumado”.</p>
<p>Até mesmo o des-cumprimento da Lei pelos  homens—todo aquele que&#8230;—,  Jesus trata com relatividade quanto a seus efeitos.  Ensina-la  erradamente, faz alguém ser pequeno; ensina-la corretamente e vive-la,   torna alguém grande no reino dos céus. Assim Ele está dizendo que não se  deveria  jamais ensina-la de modo adaptado e nem tampouco cumpri-la de  modo farisaico ou  religioso, pois, para Ele, a justiça excede as  exterioridades na direção de  dentro, pois, nasce no coração.</p>
<p>O que segue é uma des-construção total  de todas as “interpretações” da  Lei, especialmente as explicitamente defendidas  pelos discípulos da  teologia dos amigos de Jó, os escribas e fariseus dos dias  de Jesus e  seus confrades em nossos dias!</p>
<p>“Não matarás”—era o que estava  escrito. Homicídio, todavia, é algo que  sempre começa, lentamente, nos ambientes  de causa e efeito das normas  adoecidas do coração, e tem uma progressão que vai  da ira sem motivo às  tentativas de des-construir o ser do próximo. Por isto, Ele  ensina que  todo homicida existencial precisar se livrar dos desejos de morte   durante o caminho, do contrário, duas coisas lhe acontecerão: ele nunca  mais  terá nenhuma razão para falar com Deus ou tentar cultua-Lo e,  também, esse homem  se tornará vítima de seu próprio ódio e se  alimentará de suas próprias carnes,  por muito tempo—pelo menos enquanto  o tempo for tempo!<br />
O <a href="http://www.robertosoares.com/voce-nunca-adulterou/" class="kblinker" title="More about adultério &raquo;">adultério</a>, para  Ele, acontecia na cama—ou em qualquer outro  lugar—apenas depois de ter sido  praticado muito tempo antes no coração.<br />
Portanto, os maiores adúlteros podem  nunca ter praticado um ato sequer  de adultério. É quando o fazer é um detalhe se  comparado ao permanente  estado de ser dos que nunca cometeram historicamente o  delito, mas que  vivem em permanente estado de imersão interior nos abismos e  dinâmicas  permanentes do adultério fantasioso.</p>
<p>O interessante é que entre  o tema do Adultério e o do <a href="http://www.robertosoares.com/tag/divorcio/" class="kblinker" title="More about divórcio &raquo;">Divórcio</a>, Jesus  introduz a questão das perdas  circunstanciais ou até mesmo de natureza  disciplinar-existencial, que eram nada  se comparadas aos ganhos que  certos “cortes e amputações” produzem para o bem do  ser.</p>
<p>E Sua preocupação maior quando fala do divórcio, não é com o   divórcio-em-si, mas com suas vítimas. Naquele caso, era sempre a mulher.<br />
E  por quê? Porque naqueles dias ela era o objeto descartável em  questão, fruto da  dureza de coração de todos nós e todas as sociedades.  Ele trabalha contra expor  alguém a tornar-se “algo” apenas porque “sem  motivo” sua pessoa foi descartada.  A denuncia, portanto, recai sobre  aquele que “expõe” o outro a ser aquilo que  este não deseja ser. E  depois, o descartador, ainda faz pior: estigmatiza o  “outro” pelo que  ele mesmo decidiu: des-carta-lo! Assim, Jesus se insurge contra  a  estigmatização das desgraças causadas pela infelicidade humana. O que  era uma  total violação dos ensinos da TMCE!</p>
<p>Juramentos e promessas são por Ele  totalmente rejeitados. Primeiro  porque ninguém pode bancar nada em espaço ou  dimensão alguma da vida.<br />
Depois, porque a única dimensão que vale diante de  Deus é a do Hoje.<br />
Portanto, o que Ele espera é que as respostas do ser não  sejam  piedosas, necessariamente, mas, ao contrário, realidades verdadeiras,  como  “sim, significando sim” e “não, eqüivalendo a não”. Para Ele o  “maligno” morava  na fantasia que falsificava a realidade.</p>
<p>“Olho por olho, dente por  dente”—era e ainda é a Lei áurea da TMCE.</p>
<p>Jesus, porém, a relativiza  para sempre, mostrando sua des-construção  como negação de seus princípios de  causa e efeito. Afinal, o que Ele  recomenda é o oposto daquilo quem em qualquer  Moral social, é chamado  de Direito. Ser Seu discípulo não implica em que se  obedeça tais Leis  de causa e efeito, podemos apanhar, ser obrigados, ser até  mesmo  altruisticamente abusados. Estamos livres para tal. Ou seja: Jesus   recomenda que não obedeçamos as Leis de causa e efeito a fim de podermos  ser  Seus discípulos. E isto inclui os inimigos, que são os que mais  poder tem de nos  desviar do curso da Graça e nos fazer cair nas guerras  patrocinadas pela TMCE. O  que eles esperam é uma reação de causa e  efeito. O que Jesus propõe é um efeito  (misericórdia) sem causa  equivalente!</p>
<p>E, assim, Jesus prossegue  des-construindo a Teologia Moral de Causa e  Efeito.</p>
<p>“Guardai-vos de  exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de  serdes vistos por eles;  doutra sorte, não tereis galardão junto ao  vosso Pai que está nos céus”.</p>
<p>Ora, esta declaração de Jesus nos des-monta de tudo o que a TMCE ensina   como verdade, justiça e piedade.</p>
<p>“Perdoa as nossas dívidas assim como  nós perdoamos aos nossos  devedores”—é o golpe de misericórdia que Ele dá na  estrutura de  pensamento desse engano humano.</p>
<p>E pior: as causas de vida e  morte na Terra são aquelas cujos efeitos  são invertidos nos céus. O dinheiro  incluído no pacote das inversões de  valores.</p>
<p>E avisa sobre a não  causalidade entre o comportamento e a verdade do  ser, pois, a “luz que há em  ti”, segundo Ele, podem se tornar nossas  trevas.</p>
<p>Então, Jesus dá um  Xeque-mate! Tem-se que fazer uma opção sobre quem é o  nosso Senhor. E, sendo Ele  o Senhor, o que sobra é “aborrecer-se” e  “desprezar” o antigo senhor, e que  agora tem que ser coisa de nosso  perdoado passado.</p>
<p>Quando Ele fala das  ansiedades da vida e nos recomenda descansar na  Graça Providencial de Deus, o  que Ele também está fazendo é afirmar que  as “Leis de causa e efeito” estão  relativizados pela Graça da  Providência.</p>
<p>O grito que se faz ouvir em  objeção ao juízo contra o próximo, é curto e  decisivo. Juízo tem, quem se  enxerga. Juízo tem, quem não julga. E  juízo tem, quem sabe que por melhor que se  veja a si mesmo, jamais se  verá completamente. Por isto, é melhor não julgar a  alma do próximo  nunca. E a razão é simples: as medidas de nosso próprio juízo  estão  estabelecidas pelos nossos próprios critérios no julgamento que  exercemos  contra o próximo!</p>
<p>E mais: Ele recomenda que não se use nunca as pérolas  da verdade de  nosso ser para alimentar quem só gosta de babugem e depois se  volta  contra nós. A percepção da verdade não a banaliza e nem se faz suicida  por  ela!</p>
<p>Ao recomendar a <a href="http://www.sitecristao.com/oracao-de-alguem-que-so-queria-falar-com-deus/" class="kblinker" title="More about oração &raquo;">oração</a>, Jesus estabelece a quebra dos princípios de   causa e efeito. A oração é a devoção que em si quebra as Leis do carma. A  oração  anula a Teologia Moral de Causa e Efeito, pois, dela, até o  pecador sai  justificado.</p>
<p>Neste ponto Ele diz que a Lei e os Profetas não eram  inimigos entre si.  Ao contrário, os Profetas haviam sido os melhores interpretes  da Lei.  Ou seja: antes do Verbo haver se encarnado, foi nos Profetas que a Lei   encontrou sua interpretação e seu melhor cumprimento existencial.</p>
<p>Jesus,  porém, nos diz:</p>
<p>“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam,  assim fazei-o vós  também a eles; porque esta é a lei e os profetas”.</p>
<p>O  “resumo” que Jesus faz de todo o seu ensino é horroroso para o  coração honesto.  Primeiro, porque ninguém, de fato, indo dos abismos da  alma à prática cotidiana,  consegue encarnar o tempo todo essa verdade.<br />
Ao contrário: nós vivemos a  maior parte do tempo de modo oposto, pois,  uma das coisas que a Queda gerou em  nós foi um terrível poder de  auto-engano e auto-anestesiamento.</p>
<p>A  segunda razão pela qual o “resumo” de Jesus é contra nós tem a ver  com sua  propositividade. Jesus propõe que tomemos a iniciativa sempre—  sem amargura, sem  troca e sem negociação—e tratemos o próximo, seja ele  quem for, do modo como  gostaríamos de ser tratados se estivéssemos no  lugar dele. E aqui não importa em  que lugar o outro está, pois, há  única pergunta a fazer é: “E se eu estivesse  nesta situação, como  gostaria de ser tratado?” Ou ainda uma única confissão de  fé a ser  declarada sempre: “Sistematicamente farei pelos outros aquilo que   desejo que os outros façam também por mim o tempo todo”.</p>
<p>Sem falar que  quando alguém não se trata bem costuma piorar no  tratamento com o próximo. Aqui  todos nós temos que humildemente assumir  nosso déficit de bondade e nossa  profunda capacidade de nos  anestesiarmos na vida. A prova disto é que o mundo é  como é—e, pior  ainda: a “igreja” é como é!</p>
<p>Então, Ele entra no Caminho  Estreito e adverte contra o Caminho Largo.  Ora, como nos enganamos! Pensamos  sempre que o <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-o-caminho-estreito/" class="kblinker" title="More about caminho estreito &raquo;">Caminho Estreito</a> é o dos  Fariseus e que o Caminho Largo e o dos  Publicanos e Pecadores. O  Caminho Estreito conduz a Vida, Ele diz.</p>
<p>Então, é fácil saber do que é que Ele está falando. Jesus só recomenda   como Caminho aquilo Ele viveu, e como amigos de caminhada, gente como  aquela com  a qual Ele conviveu.</p>
<p>Como podemos então pensar de modo inverso?</p>
<p>É que somos discípulos da TMCE e não o sabemos. O Caminho Estreito, na   Terra, para Jesus, era justamente aquilo que os fariseus chamavam de  Caminho  Largo. E o que Jesus chamava de Caminho Largo era aquilo que os  fariseus  chamavam de Caminho Estreito.</p>
<p>O Caminho é Jesus, e o jeito de ser, é  também o Dele!</p>
<p>Chega então a vez dos “falsos profetas que se apresentam  disfarçados de  ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. E que ironia.  Jesus diz  que se deve observar causa e feito apenas nas produções do ser.<br />
Isto porque, na utilização do Nome de Jesus com fins lucrativos e   roubadores— ou mesmo pela simples e mera auto-sedução narcisista que o  poder de  encantar e seduzir com o sobrenatural faz nascer como doença  em muitos— não há  uma relação de causa e efeito entre o ser-devorador  (os lobos) e os milagres que  acontecem do lado de fora quando o lobo  fala usando o nome de Jesus.</p>
<p>Não  há nada no mundo espiritual que negue mais as relações de causa e  efeito que  essa inversão. A Graça de Deus é livre para des-conhecer o  suposto  “cordeiro-lobista” e levar a Graça do Cordeiro a quem quiser e  como bem desejar.</p>
<p>Todavia, que ninguém faça disso a evidência de sua <a href="http://www.sitecristao.com/voce-gostaria-que-poucos-fossem-os-salvos/" class="kblinker" title="More about salvação &raquo;">salvação</a>. A salvação   é conhecer e ser conhecidos por Deus, em Jesus. E mais: é produzir o  fruto que  dessa verdade de ser nasce agora naturalmente de modo  sobrenatural.</p>
<p>A  conclusão Dele nos põe diante da necessidade de escolhermos de duas   alternativas, Um Fundamento para a nossa vida. Ou o alicerce de Rocha ou  o  alicerce das regiões arenosas. A emoção cristã, em geral, quando lê  isto aqui é  também pervertida. Pensamos na Rocha com categorias  farisaicas, com suas  manifestações de rigidez, e, sobretudo, de  imutabilidade-morta, sem vida e,  portanto, estática!</p>
<p>Assim, lemos a des-construção da Teologia Moral de  Causa e Efeito feita  por Jesus, no Sermão do Monte para, então, no final,  voltarmos às  emoções patrocinadas pelas Tábuas da Lei de Pedra.</p>
<p>Então,  transformamos o Sermão do Monte em Lei, e, por essa razão, ele,  no mesmo  instante, se torna o Sermão do Abismo, pois, como Lei ele  apenas nos enferma  ainda mais profundamente por dentro, mas não nos  resolve como pessoas, nem  dentro e nem fora—pois em ambas as “locações”  o Sermão do Monte se mostra  inviável: dentro, porque sabemos o quão  anti-natural ele é para a nossa própria  natureza atual, caída; e fora,  porque nossas existências, desde o intimo até ao  comportamento,  inviabilizam sua pratica, isto se não estivermos falando de   amestramento na conduta, mas da honestidade de quem quer ser conforme  sabe que  deveria ser, e não é!</p>
<p>E a maioria de nós existe nesse limbo entre o véu  e a revelação, entre  as Pedras das Leis e a Graça de Pedra. Mas poucos sabem da  Graça da  Rocha e da Rocha da Graça.</p>
<p>E por quê?</p>
<p>Porque nós não  cremos, de fato, que Jesus é a Pedra Angular—não o Jesus  de nossas invenções,  mas o do Evangelho—e nem tampouco cremos que é em  Sua Graça que temos a Rocha da  Nossa Salvação!</p>
<p>A Rocha é essa Palavra da Graça, que quebra os carmas,  destroi os  destinos, arrasa as certezas, desmonta os esquemas, a fim de que  aquele  que se gloria, glorie-se no Senhor. De outra sorte, onde estaria nossa   confiança? Na fé no Deus de toda Graça ou na nossa capacidade de sermos  o  alicerce de nós mesmos?</p>
<p>A Graça é onde o poder se aperfeiçoa na fraqueza,  daí ser o estarmos  fundados nessa Rocha o que nos faz, mesmo em fraqueza,  vencermos as  ondas, os ventos e os açoites das tempestades , e, não tendo do que   gloriar, pomo-nos em pé e dizemos:</p>
<p>Jesus, obrigado por teres feito o  Caminho Largo o Suficiente para eu  passar! E obrigado, porque na minha fraqueza  teu poder se aperfeiçoou  e, assim, tendo provado de todos os tempos, épocas e  estações da vida,  aqui estou para dizer, mais uma vez: ‘Para quem irei? Só Tu  tens as  Palavras da Vida Eterna!</p>
<p>A Rocha é a Graça e a Graça é a Rocha. E  a Palavra é a Vida que se vive  buscando em fé alcançar e conquistar aquilo que  já nos alcançou,  embora nós ainda não a tenhamos plenamente conquistado!</p>
<p>E quem é Esse que deve ser Aquele que é o nosso Caminho? E que Caminho é   esse? e que Rocha é essa?</p>
<p>Jesus é Caminho, Sua Palavra-Encarnada é a  Rocha, e Sua Graça é a Lei  do caminhar!</p>
<p>Jesus é aquele que quando se vê  no Pai recebendo um filho—qualquer  filho—de volta, de antemão avisa: “Não  esperem de mim nada menos que  uma festa regada ao melhor vinho, pois os <a href="http://www.robertosoares.com/?s=pecado" class="kblinker" title="More about pecado &raquo;">pecados</a>  já foram lavados com o  melhor Sangue!”.</p>
<p>Nesse Caminho com Ele, que é um  tabernáculo em movimento, tem de tudo:  <a href="http://www.sitecristao.com/quem-sao-os-anjos-e-demonios/" class="kblinker" title="More about demônio &raquo;">demônios</a> de todos os tipos, tempestades,  perplexidades, interesses  escusos, certezas satânicas, exageros desnecessários,  zelos homicidas,  familiares em pânico, medo de trair, frágeis certezas de jamais  trair,  traição explicita e implícita, negação e morte !</p>
<p>Mas, para além  disso tudo, vê-se que no Caminho com Ele, os ventos  cessam, as ondas se  abrandam, as Leis fixas do universo são  relativizadas, os demônios sabem quem  Ele é e quem somos Nele; e,  assustados reconhecemos Quem Ele É!</p>
<p>Nesse  Caminho as maiores demonstrações de fé vêm de fora da religião,  e, também  ouve-se a ameaça freqüente que Ele faz para que não se julgue  segundo a  aparência, mas conforme a reta justiça, pois, não raramente,  o que é elevado  entre os homens é abominação diante de Deus. Por essa  razão, tanto “malandros  arrependidos” quanto “réus confessos” podem  encontrar seu repouso.</p>
<p>E,  para além de tudo isto, a gente vê a morte sendo morta  definitivamente na  Ressurreição. Todavia, nele também se aprende que se  o Verbo entrou no mundo  pelas entranhas de uma virgem, Ele, no  entanto, saiu da morte ante o olhar de  uma mulher,  ex-possessa-prostituta!</p>
<p>Assim, a Encarnação des-instala a  Moral e a Ressurreição põe o  ser-moral no papel de ouvinte provocado, pois, tem  que crer no  testemunho da Graça nos lábios de quem não gostaria que tivesse sido   escolhida, se acontecesse no dia de Hoje—não para dar testemunho do fato  da  Ressurreição!</p>
<p>Do ponto de vista de uma moral-marketeira-publicitária  Madalena seria  uma testemunha que não seria selecionada, afinal, ela não tinha  nenhuma  credibilidade.</p>
<p>Nesse Caminho ninguém é perfeito, mas é da boca  de crianças de peito e  de pecadores quebrantados onde Ele enxerga louvor.</p>
<p>Sim, nesse Caminho você aprende o que é não estar nem varrido nem   ornamentado, porém, sabendo que se a festa já começa com o melhor vinho,  que  esperar então? Algo menos que a Ressurreição?</p>
<p>Nesse Caminho a gente  aprende que Ele nos conhece pelo nome, mesmo no  dia seguinte àquele no qual o  tenhamos negado—então, choramos amarga e  docemente!</p>
<p>A Graça é a Lei do  Caminho!</p>
<p>E, logo se percebe, porque Ele mostra, que o Caminho é Ele  mesmo, é ser  dele e ser conhecido por Ele, e que isto nos tira todo medo, e nos   conduz à Verdade, e que é somente nela que se pode experimentar a Vida.</p>
<p>Então você olha e o vê em você!</p>
<p>Você já não vive?</p>
<p>Não!  Ele vive em você!</p>
<p>E quem tentará tomar para si esse ser-tabernaculo que  se move pelo e no  Caminho?</p>
<p>Quem?</p>
<p>Não esqueça, o Mais Valente, é o  que faz Mais Valer!</p>
<p>No Caminho, Ele nos garante sempre! Pois é também  apenas no Caminho que  somos salvos de nos tornarmos parte de uma geração  perversa e que  espreita como ave de rapina a alma de seu próximo!</p>
<p>No  Caminho, “o diabo”, está amarrado e suas possessões na casa do  coração são  saqueadas pelo Mais Valente! E “ele” está “amarrado” porque  o “escrito de  dívidas que havia contra nós e que constava de  ordenanças” foi irreversivelmente  “rasgado e encravado na Cruz”.</p>
<p>Nós, por isto, estamos para sempre  livres!</p>
<p>E quando se fala assim, se diz que a salvação humana só acontece  num  embate de Deus contra Deus, onde o próprio Deus seja o Réu-Justo, sendo   julgado pelo Justo-Juiz, o qual, sendo também o Advogado do réu-réu— o  homem—,  possa oferecer o Réu-Justo como substituto em lugar do réu-réu.  Assim é que o  Réu-Justo—aquele que recebe o castigo da mais absoluta  justiça divina contra o  réu-réu—pode ser, Ele mesmo, também, o Advogado  do réu-réu.</p>
<p>E, em toda a  História só há um lugar onde Deus enfrenta Deus, num  combate onde Deus ganha e  Deus perde; onde o réu é condenado e  absolvido; onde Aquele que é o Justo é  feito o Injusto; o que não teve  pecado, é feito pecado em favor do homem e de  Deus!</p>
<p>Somente na Cruz de Cristo Deus-enfrenta-Deus, e Deus se aniquila e  se  supera a um só tempo . Na Cruz, Deus vence a Si mesmo e Sua Misericórdia   prevalece sobre o Seu próprio juízo; sendo Suas palavras finais a  respeito desse  Combate, as seguintes: “Está consumado!”</p>
<p>Ou seja: “Esta luta acabou”.  Mas para os “amigos de Jó” a luta continua  e a alma tem que sofrer todos os dias  a dor de acusações que só a  tornam menos alma e mais feia!</p>
<p>Nós, todavia,  não negociaremos, nem por um momento, a libertação que o  Evangelho de Cristo nós  trouxe de uma vez e para sempre da Teologia  Moral de Causa e Efeito!</p>
<p>Foi  para esses—os discípulos da TMCE—a quem Paulo disse: “Quanto ao  mais, ninguém me  moleste, pois eu trago no corpo as marcas de Jesus”.<br />
“Sem fé é impossível  agradar a Deus”. E sem Deus-contra-Deus é  impossível haver uma fé que justifique  o homem diante de Deus e que  traga a justiça de Deus para a consciência humana.  E essa certeza não  vem com explicações racionais. Ela é filha de uma inerente e   incompartilhável certeza de harmonia com Deus, mesmo no caos! E é filha  da  presença da Cruz sobre nós!</p>
<p>Aos amigos de Jó, o Evangelho diz que o  Senhor Jesus contou uma  parábola:</p>
<p>Propôs também esta parábola a alguns  que confiavam em si mesmos, por se  considerarem justos, e desprezavam os outros:</p>
<p>Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o   outro, publicando.</p>
<p>O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo,  desta forma: Ó Deus,  Graças te dou porque não sou como os demais homens,  roubadores,  injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas  vezes  por semana e dou o <a href="http://www.sitecristao.com/para-que-servia-o-dizimo/" class="kblinker" title="More about dízimo &raquo;">dízimo</a> de tudo quanto ganho.</p>
<p>O publicano,  estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os  olhos ao céu, mas batia  no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim,  pecador!</p>
<p>Digo-vos que este  desceu justificado para sua casa, e não aquele;  porque todo o que se exalta será  humilhado; mas o que se humilha será  exaltado.<br />
?</p>
<p>Somente “os amigos de  Jó” podem ler o Evangelho de Jesus e continuar  pensando como os fariseus. A  Ética do Amor—que é a única ética do  Evangelho— nega todos os pressupostos da  Teologia Moral de Causa e  Efeito.</p>
<p>A Graça inverte os pólos da Ética,  que, em Cristo, se vincula não à  Moral, mas à obediência amorosa a Deus; e se  expressa como resposta da  consciência do <a href="http://www.robertosoares.com/e-pelo-amor-que-somos-reconhecidos-como-discipulos-de-cristo/" class="kblinker" title="More about amor &raquo;">amor</a> à inconsciência do próximo, mesmo  que seja o  inimigo!</p>
<p>E só assim se pode estar livre para agir desse modo,  porque quem vive  na Graça também já não tem mais nada a provar. Afinal, ou é ou  não é! e  também não depende nem de quem quer nem de quem corre, mas de usar Deus   de misericórdia para com esse ser humano! para conosco! os que nos  entregarmos  em fé!</p>
<p>Conforme o apostolo João, a si mesmo se purifica, no amor, todo  aquele  que tem em Jesus sua esperança. Dessa forma, o Evangelho insiste em que   se ande no Caminho da Vida, cuja Porta é Estreita—embora esteja aberta a  todos—e  que nos põe sobe a Lei do Amor.</p>
<p>Sim! o Evangelho insiste em que a Lei do  Amor é o melhor de todos os  fundamentos para a vida!</p>
<p>E isto, para agora  usarmos outra imagem, nos faz ramos da Videira  Verdadeira, tornando-nos, assim,  pela prática da palavra-amor, Seus  ramos-discípulos.</p>
<p>E dessa Videira são  cortados apenas os ramos que se auto-excluem pela  presunção de pensarem que o  ramos pode dar fruto de si mesmo.</p>
<p>À esses, a Videira diz: “Sem mim nada  podeis fazer!!!”</p>
<p>Assim, somos chamados a mamar o amor de Deus e a  crescermos Nele na  frutificação do amor e da misericórdia praticada uns aos  outros.<br />
Isto fará com que o mundo nos odeie!</p>
<p>Afinal, o mundo,  incluindo sobretudo a moral religiosa, é feito de  todos os ramos que  auto-engaram-se crendo que o ramo pode produzir  fruto de si mesmo!</p>
<p>O  mundo são todos os ramos que não vivem da seiva da Videira, por isto  secam e são  lançados ao fogo.</p>
<p>Todo aquele que não depende da seiva da Graça que da  Videira Verdadeira  procede—não importa quem ele seja—, jamais produzira o fruto  que  permanece, pois, este, é o fruto do amor e da vida que brota do  casamento do  ramos com a Videira-Jesus!</p>
<p>Esses não são nunca amigos de Jó, pois, na  Graça, foram feitos amigos  de Jesus, pois, à esses, Ele disse tudo o que tinha  ouvido de Seu  Pai-Agricultor:</p>
<p>“Quem me ama, guarda os meus mandamentos;  assim como eu amo o Pai e  guardo os Seus mandamentos. E os mandamentos, são um:  que vos amais uns  aos outros, assim como eu vos amei.”</p>
<p>Caio</p>
<p><a href="http://www.caiofabio.net">www.caiofabio.net</a></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/">A moral não é a ética dos evangelhos</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/apocalipse-para-ser-lido-hoje/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Apocalipse para ser lido hoje'>Apocalipse para ser lido hoje</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/como-deus-quer-salvar-a-todos-e-escolhe-alguns/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Como Deus quer salvar a todos e escolhe alguns?'>Como Deus quer salvar a todos e escolhe alguns?</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/meu-pastor-meu-medo-e-minha-fobia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Meu pastor, meu medo e minha fobia'>Meu pastor, meu medo e minha fobia</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-que-e-o-caminho-estreito/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O que é o caminho estreito?'>O que é o caminho estreito?</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-graca-que-inclui-gente-e-que-exclui-pecado-e-doenca-do-ser/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser'>A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A doença do véu!</title>
		<link>http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/</link>
		<comments>http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 06:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[legalismo]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>
		<category><![CDATA[véu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sitecristao.com/?p=136</guid>
		<description><![CDATA[É somente na Graça que a Escritura não é uma pedra seca e morta. Ora, para que entendamos isto melhor, é necessário que olhemos com carinho para o texto de Paulo em II Coríntios 3: 1 a 18. A relação de Paulo com os Coríntios foi forte e contundentemente passional. Ele chegara à cidade e [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/">A doença do véu!</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/ou-e-evangelho-ou-e-doenca/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ou é Evangelho ou é doença!'>Ou é Evangelho ou é doença!</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-graca-que-inclui-gente-e-que-exclui-pecado-e-doenca-do-ser/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser'>A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A moral não é a ética dos evangelhos'>A moral não é a ética dos evangelhos</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/reforma-uma-doenca-de-nicodemos-e-arimateia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reforma: uma doença de Nicodemos e Arimatéia'>Reforma: uma doença de Nicodemos e Arimatéia</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-segredo-nao-confessado-de-paulo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O segredo não confessado de Paulo'>O segredo não confessado de Paulo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Somebody is watching us por lepiaf.geo, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/ajawin/2834168125/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3212/2834168125_22af31f3e2.jpg" alt="Somebody is watching us" width="500" height="333" /></a></p>
<p>É somente na Graça que a Escritura não é uma pedra seca e morta. Ora, para que entendamos isto melhor, é necessário que olhemos com carinho para o texto de Paulo em II Coríntios 3: 1 a 18.</p>
<p>A relação de Paulo com os Coríntios foi forte e contundentemente passional. Ele chegara à cidade e lá encontrara Priscila e Áquila—um casal de Judeus que haviam deixado Roma porque Cláudio, o Imperador, ordenara que de lá saíssem todos os judeus!</p>
<p>E como eram do mesmo ofício, Paulo e Áquila, começaram a trabalhar e morar juntos, fazendo tendas. Aos sábados, todavia, Paulo pregava na sinagoga!</p>
<p>Havendo conturbação entre os judeus ante a mensagem da Graça em Cristo anunciada pelo apóstolo, Paulo não teve mais ambiente para permanecer usando a sinagoga como lugar de pregação. Então, iniciou seus ensinos da Palavra na casa de Tício, que era vizinha à sinagoga.</p>
<p>Em meio a não poucos conflitos, envolvendo ameaças de natureza tanto legal quanto à vida de Paulo, este temeu. O Senhor, todavia, numa daquelas noites, lhe falou, dizendo: “Não temas! Fica na cidade pois eu tenho muito povo nela”. Paulo, portanto, permaneceu em Corinto quase dois anos.</p>
<p>A relação dele  com a <a href="http://www.robertosoares.com/voce-e-da-igreja-de-jesus/" class="kblinker" title="More about igreja &raquo;">igreja</a> que ali nasceu tornou-se forte, e, como já disse, de certa forma,  passional!</p>
<p>Para concluir isto, basta que se Leia as duas epístola que Paulo lhes escreveu. Todavia, é na segunda carta aos Coríntios que esse sentir apaixonadamente dolorido melhor se expressa.</p>
<p>O interessante é que mesmo em meio à paixão humana do apostolo, é fácil perceber como seus sentimentos aparecem sem comprometer jamais a verdade da Palavra.</p>
<p>Paulo era um homem que sabia sentir a dor da rejeição sem deixar de expor, com isenção, a verdade da Palavra, não adulterando-a jamais a seu favor!</p>
<p>Ora, é nessa viagem entre o sentir humano e a revelação da Palavra, que a verdade se manifesta como resposta divina ao contexto em questão!</p>
<p>A revelação, raramente, não se faz acompanhar pelo sentir de seus mensageiros. Sábios são aqueles que a separam de seu próprio sentir ou os que sentem sem, todavia, sentimentalizarem a revelação à seu favor.</p>
<p>É só assim que uma carta de um ser machucado pode se tornar uma epístola de  um ser inspirado!</p>
<p>Neste trabalho, no entanto, não desejo explorar essa dimensão da veicularão da revelação através dos ambientes conturbados da alma do mensageiro. Para mim, isto é tão óbvio que, pelo menos agora, não é do nosso interesse imediato.</p>
<p>A epístola toda tem sido objeto de inúmeros estudos eruditos. Os “arranjos” à que ela tem sido submetida, são inúmeros. Para nós, no entanto, todas as discussões de natureza literária são irrelevantes. O que vale é a mensagem e, esta, não importando as interpretações de natureza histórico-literária, é a mesma:</p>
<p>Um apóstolo apaixonadamente sofrido, sentindo-se traído e desconsiderado pela igreja que fundou, e que, agora, além de des-conhecer seu pai espiritual, ainda se entregava às seduções de “falsos apóstolos”, dos “obreiros fraudulentos”, que “adulteravam a Palavra de Deus”, e criavam um “outro evangelho”, pois eram, de fato, “mercadores do “evangelho”, ainda que tivessem o impressionante “poder” de se transformarem em “anjos de luz e ministros de justiça”.</p>
<p>A questão é: que “obreiros” são esses e que “evangelho” é esse que subverte aquilo à que Paulo chama de Evangelho da Graça de Deus?</p>
<p>É opinião praticamente unanime que os tais “adulteradores da Palavra” eram os cristãos judaizantes ou os judeus próximos à igreja, e que tentavam, insistentemente, trazer aos cristão a <a href="http://www.robertosoares.com/culpaprova-algo/" class="kblinker" title="More about culpa &raquo;">culpa</a> de não serem pessoas que observam a <a href="http://www.robertosoares.com/a-lei-como-remendo-de-pano-novo-em-veste-velha/" class="kblinker" title="More about lei &raquo;">Lei</a> de Moisés. A prova disto é a seqüência do texto, onde as ilustrações são todas as da Lei e de sua produção na mente humana.</p>
<p>Como eu disse inicialmente, corre-se o risco de se ficar tão impressionado com as “pulsões” emocionais do homem Paulo neste embate, que deixa-se de perceber a mensagem.</p>
<p>Ou seja: fica-se com o que está “escrito” e não se percebe, ao nível da Palavra, o que está, também, “dito”, como expressão dos conteúdos da revelação!</p>
<p>Propositadamente abandono aqui os aspectos de natureza histórico-factual e mergulho exclusivamente na mensagem que Paulo faz viajar em meio às suas dores e passionalidades apostólicas.</p>
<p>Ora, assim fazendo, o que  se vê, é, basicamente, o seguinte:</p>
<p>O que o ministério de Paulo gerara neles, pela obra do Espírito, era algo que realizava o <a href="http://www.sitecristao.com/sonho-seu-mar-e-seu-deus-calvinista-i-e-ii/" class="kblinker" title="More about sonho &raquo;">sonho</a> dos profetas, que era ver a Palavra inscrita não nas exterioridades do comportamento assustado pela Lei, mas impressa na consciência, nos ambientes do coração.</p>
<p>Os resultados da interiorização da Palavra, inscrita pelo Espírito do <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> vivente na consciência humana, não era humanamente realizável, sendo, portanto, algo à que Paulo se refere excluindo-se como agente essencial, pois, ele sabia, aquela era uma obra para a qual não há meios humanos de faze-la acontecer. A participação de Paulo era—sem suficiência própria—, apenas <a href="http://www.robertosoares.com/deus-nao-depende-de-pregadores-para-falar/" class="kblinker" title="More about pregar &raquo;">pregar</a> o Evangelho da Graça e crer que o resto do trabalho era obra do Espírito de Deus.</p>
<p>A certeza de Paulo de que dera uma passo muito para além das basicalidades das pregações estereotipadas e exteriorizadas sobre as virtudes da Lei, vinha do fato que ele sabia que a Lei—conquanto boa e santa—, servia apenas para mostrar a nossa “insuficiência”, em relação a sermos salvos por ela. Paulo não se sentia suficiente nem mesmo para pregar a Graça e suas virtudes—como se procedessem dele—, quanto mais a Lei, como se por ela alguém pudesse ser salvo!</p>
<p>O argumento dele é o de sempre: “a letra mata”. A observância da Lei salvaria apenas aquele que pudesse cumpri-la toda. E como não existe, à parte de Jesus, ninguém que a tenha cumprido complemente—dos ambientes interiores às suas sutis exterioridades—,todos, portanto, por ela, se colocavam apenas sob os desígnios da culpa e da morte.</p>
<p>Tendo isto em mente, chega agora a hora de olharmos para a Palavra e não apenas para a “epístola de Paulo”. E qual é a “mensagem” que ela carrega para nós hoje?</p>
<p>Inicialmente, Paulo diz que a Lei e sua Gloria são coisas de outrora, diante da sobreexcelente Gloria do evangelho da Graça de Cristo. Todos os verbos por ele usados em relação à Lei a posicionam no passado da revelação da Graça.</p>
<p>O que segue é a incomparabilidade de ambas as revelações: A Lei era externa, a Palavra é interna. A Lei era o ministério da morte, a Palavra é o ministério da Vida. A Lei falava de condenação, a Palavra fala de justificação. A Lei se desvanecia, a Palavra brilha de Gloria em Gloria.</p>
<p>E é neste ponto que Paulo assume a maior ousadia quando compara a caducidade, o esclerosamento da Lei frente a eterna vida produzida pelo ministério do Espírito.</p>
<p>Mas sua ousadia não pára aí. Ele chama, fundado na  certeza da Graça, até mesmo Moisés para um frente a frente, pois, diz:</p>
<p>“E não somos como Moisés que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do se desvanecia”.</p>
<p>Assim, ele diz que na Graça ele se sente com ousadia para tirar até mesmo a mascara de Moisés. O véu de Moisés, para Paulo, não escondia a Gloria, mas seu desvanecimento, sua morte, sua incapacidade de reacender a face, mediante a Lei, com a Luz da Graça.</p>
<p>O problema, para o apostolo, é que aquele véu se tornara um elemento de natureza espiritual. O véu se transformara numa camada de presunção que cegava os sentidos para as demais percepções da vida!</p>
<p>Ora, como a Lei estava dada, e sua constituição era fixa—desde o elemento no qual fora inscrita: pedra—, até mesmo as suas observâncias externas tornavam-se, também, fixas. Portanto, dela não se poderia esperar que nascesse vida, pois, esta acontece apenas onde há o humos da liberdade.</p>
<p>Assim, diz Paulo, há um véu espiritual sobre os sentidos  embotados de todos os legalistas, sejam eles judeus ou não!</p>
<p>A Lei embota os  sentidos!</p>
<p>A Lei tira a sensibilidade para a Palavra!</p>
<p>Somente a “conversão” ao Senhor—e aqui Paulo não fala de se tornar “cristão” ou “membro de igreja” ou “crentes na Bíblia”, conforme hoje entendemos a idéia de “conversão”, mas de se render à Graça em Cristo—, é o que pode des-anuviar os sentidos cegados pela presunção gerada pelo sentimento de superioridade oriundo da observância externa da Lei, bem como, pelo pre-conceito que dela se origina, criando uma barreira invisível para a percepção da Palavra no coração.</p>
<p>“Até  hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que diz  Paulo!</p>
<p>O que Paulo nunca imaginou é que dois mil anos depois nós ainda constatássemos a mesma cegueira, e muito menos ainda poderia ele imaginar que tivéssemos que repetir a sua frase relacionada aos judeus legalistas, agora, reatualizada e aplicada aos “cristãos”.</p>
<p>“Até hoje, quando é lida a <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/" class="kblinker" title="More about Bíblia &raquo;">Bíblia</a>, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que com dor melancólica tem-se que dizer acerca da grande maioria dos cristãos, especialmente de seus “lideres” e “mestres”.</p>
<p>Assim, o que se disse acerca “deles” é o mesmo que hoje temos que admitir acerca de “nós mesmos”, pois, se ainda há Lei, não há revelação da Graça.</p>
<p>Isto porque somente na Graça o véu é retirado. E este tirar o véu é fruto da libertação do medo, e que só acontece em nós como obra do Espírito no coração do ser humano que não tem nenhum tipo de auto-suficiência, porque confiou des-assustadamente na obra consumada de Jesus na Cruz.</p>
<p>Assim, onde  está-há o Espírito do Senhor, aí está-há liberdade!</p>
<p>Neste ponto o argumento  de Paulo nos remete, na Graça, para uma postura diametralmente oposta àquela  gerada pela Lei!</p>
<p>A Lei cobre o rosto, esconde o ser, camufla a culpa, veste-se de exterioridades compartimentais, se jactancia de seu conhecimento e teme mostrar a cara a Deus e ao próximo, daí, pela Lei, o ser não revelar jamais seu interior, pois, em o fazendo, mostrar seu estado de desvanecencia!</p>
<p>Na Graça, todavia, a <a href="http://www.sitecristao.com/voce-gostaria-que-poucos-fossem-os-salvos/" class="kblinker" title="More about salvação &raquo;">salvação</a> é o posto. Se a Lei cobre a face e esconde o ser, o Espírito, e a confiança na suficiência de Cristo, nos põe no extremo oposto dessa atitude:</p>
<p>“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando como por espelho a gloria do Senhor, somos transformados de gloria em gloria, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”—é o argumento antitético de Paulo.</p>
<p>E mais: não é algo apenas que ocorre na perspectiva individual, mas  também, comunitária. Afinal, Paulo diz: “E todos nós&#8230;”</p>
<p>A minha tentação agora é prosseguir em II Coríntios. Todavia, julgo ser mais sábio—a fim de ser também sintético—, parar por aqui a fim de verificarmos as implicações dessa verdade em relação à nossa temática.</p>
<p>Primeiramente quero chamar a sua atenção para um fato. A maioria dos comentaristas bíblicos fica tão aferrado ao sentido “histórico” da Escritura em questão que não se dedica à percepção do que está dito para nós hoje.</p>
<p>Em segundo lugar, fica também claro que como nós somos seres ocidentais— de origem não judaica apesar de que, quase todos nós, sermos pessoas de origem culturalmente judaico-cristã—, na maioria das vezes, nos permitamos ler a passagem apenas como critica aos judeus legalistas ou aos cristãos judaizantes; esquecendo-nos que a Escritura em questão não é “pedra”, é Palavra do Deus Vivente, e é re-atualizada em cada novo contexto da história. Portanto, é algo para nós, hoje!</p>
<p>A terceira observação é que as implicações do que Paulo diz aqui, transcendem, em muito, ao contexto histórico imediato, e recaem sobre todos os conteúdos da Teologia <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">Moral</a> de Causa e Efeito—sejam eles judaicos, espíritas kardecistas, afro-ameríndios, católicos, <a href="http://www.robertosoares.com/o-que-jesus-faria-se-fosse-evangelico/" class="kblinker" title="More about evangélico &raquo;">evangélicos</a>, animistas ou hindus!</p>
<p>Aí está o nosso problema: nós lemos a Palavra emblematicamente, o que nos faz pensar que ela foi dirigida a “outros”, não à nós!</p>
<p>Assim, onde se diz judeu não se pensa em nada que não seja “judaico”. É o que está “escrito” trabalhando contra o que foi “dito”!</p>
<p>A questão é que na maioria das vezes, onde se lê, negativamente, “judeu” ou “fariseu”, dever-se-ia ler “legalista”, “moralista”, “auto-suficiente”, ou mesmo, um praticante de qualquer Teologia Moral de Causa e Efeito e seus pretensos elementos de auto-justificação, fundados na presunção humana de agradar a Deus por seus próprios méritos!</p>
<p>Ora, isto posto, o texto em questão tem naqueles que Paulo chama de “todos nós com o rosto desvendado” um grupo que na história do Cristianismo é uma minoria insignificante!</p>
<p>A maior parte de nós é membro da “igreja em Corinto” e somos traidores do apostolo Paulo, pois nos entregamos aos “falsos apóstolos” e a seu “evangelho adulterado”, mesmo que embrulhado com papel de presente estampados com símbolos “cristãos”.</p>
<p>Quem,  honestamente, pode dizer que a História do Véu não é também a História do  Cristianismo?</p>
<p>Quem, sinceramente, não percebe que nós somos hoje, na maior parte dos casos, a repetição dos mesmos conteúdos humanos e espirituais contra os quais Jesus, os profetas, Paulo, os apóstolos e a Palavra se insurgem nas Escrituras?</p>
<p>Ninguém se engane!</p>
<p>Nós, cristãos, somos também parte do Povo  do Véu! E nossos sentidos estão igualmente embotados para a percepção do  Evangelho!</p>
<p>Como eu já disse antes, a aceitação do Jesus Histórico nada tem a  ver com o acolhimento dos conteúdos de Sua Palavra!</p>
<p>Ou seja:</p>
<p>É possível  conhecer a Jesus segundo a carne e não segundo o Espírito!</p>
<p>É a pressuposição da vigência da Lei o que nos impede de discernir o espírito da Palavra e a palavra do Espírito, com liberdade para mostrar a cara, crendo que somente pela expressão des-amedrontada do ser que confiou na Graça, é que vem a conversão incessante, de gloria em gloria, tendo a Jesus como a referência-infusa-cotidiano-existêncial, para a mudança.</p>
<p>Hoje as pessoas se  convertem à “igreja”, não à Cristo!</p>
<p>É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados entre nós. E pior: não enxergamos nada disso, pois, à semelhança deles—os judeus, os fariseus, os cristãos judaizantes—, nossos sentidos também estão “embotados”.</p>
<p>A Graça é hoje a mais  escandalosa de todas as mensagens cristãs!</p>
<p>E é por esta razão que não se pode nem mesmo usar mais as “nomenclaturas” do Cristianismo a fim de definir o conteúdo das palavras do Evangelho, pois, quase todos os termos se revestiram de outras conotações e de outros conteúdos.</p>
<p>A terminologia já não serve mais, pois, seus conteúdos foram adulterados por um “outro evangelho”, que usa os termos de sempre, mas nega, na prática, seus conteúdos inegociáveis e eternos!</p>
<p>Por exemplo, para Paulo, “lutar juntos pela fé evangélica” significava não fazer concessões que adulterassem os conteúdos do Evangelho da Graça de Deus!</p>
<p>Hoje, todavia, isto significa nos unirmos contra os que não  nos aceitam como os “representantes” de Cristo na Terra!</p>
<p>Ora, neste sentido—com as conotações que a palavra “evangélico” carrega entre nós—, Paulo já não a usaria, pois, nossa prática relacional nega aquilo que ele entendia como evangelho; e nossos conteúdos, falsificam ainda mais o significado original da mensagem à qual ele fazia referência.</p>
<p>Pior do que isto, entretanto, é saber que Paulo, por exemplo, não nos reconheceria como cristãos, mas como pagãos não convertidos ao Evangelho da Graça de Deus!</p>
<p>Por muito menos ele  escreveu aos Galatas e aos Coríntios temendo haver corrido em vão!</p>
<p>Mas e se ele estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? se visse “cristãos” curvados aos <a href="http://www.robertosoares.com/o-idolo-nao-e-nada-no-mundo/" class="kblinker" title="More about ídolo &raquo;">ídolos</a> visíveis e invisíveis, cultuando imagens—que vão das de barro e gesso à imagem como reputação ou, marketeiramente, apenas como “imagem”? e se assistisse pela <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/televisao" class="kblinker" title="More about televisão &raquo;">televisão</a> a venda de todos os significados cristãos na forma de crença em objetos de energia espiritual pagã? e se visitasse uma “igreja” e assistisse filas de pessoas para andarem sobre sal grosso, ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus—que nesse caso é iluminada com neon e não passa de um tapume religioso extremamente brega—a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? e se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como <a href="http://www.sitecristao.com/para-que-servia-o-dizimo/" class="kblinker" title="More about dízimo &raquo;">dízimos</a>, como troca de bênçãos por dinheiro, de cura pelo sacrifício de longas novenas e correntes, que só não são “quebradas” se a pessoa não deixar de largar sempre algum dinheiro no altar-bolso dos pastores?</p>
<p>O que enojaria a Paulo, todavia, seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” ––e que no caso é um suco de uva—e, segundo o anuncio, a pessoa deve ir ao templo e levar para casa o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. Desse modo estão voltando para muito menos que as materialidades da imolação do sangue de um cordeiro—ordenada por Deus no Êxodo — indo para um poderoso suco de uva. E o suco de uva, que é menos que o sangue de um cordeiro na simbolização do Êxodo—período usado pela seita para amparar biblicamente a sua campanha de dinheiro—, é apresentado como “o Sangue do Cordeiro”, que não é mais o que Jesus fez na Cruz e é apropriado somente pela fé na Palavra, mas passou a ser um fetiche, uma pedra de toque, uma imantação animista da uva, uma regressão ao paganismo mais primitivo, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico de uma verdade com a qual não se brinca impunemente: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, tem a vida eterna&#8230;As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida”—conforme o Cordeiro.</p>
<p>Desse modo, Paulo veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos à Baal, para as imagens de escultura, para um tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir.—coisas essas, que até mesmo perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas! A epistola aos Hebreus foi escrita por muitíssimo menos!</p>
<p>Fazer o que estão fazendo da <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/" class="kblinker" title="More about santidade &raquo;">santidade</a> do sangue do Cordeiro, tornando-o num amuleto de infusão animista e de interesse cambista, e que se materializa num suco de uva que carrega em si o poder de benzer uma casa e protege-la de todo mal, é insuportável, enojante, blasfemo e é Anátema!</p>
<p>Paulo vomitaria!</p>
<p>E Jesus?</p>
<p>O escritor de Hebreus diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias—fazendo Dele um produto de barganha, mágica e fetichismo, e que leva as pessoas não à Jesus, mas sim à “sessão”, pois, também segundo os mesmos “pastores”, Deus só fala no lugar onde eles, os pastores, estão com a sacola na mão!</p>
<p>E eles precisam que Deus se confine em seus templos, se imante nos seus sucos de uva—e outros produtos mágicos—e se deixe comprar pelo dinheiro depositado como sacrifício aos pés desses lobos que oferecem a Jesus como “poder” que se leva para casa em “pacote”; Cristo como “produto simbólico” que pode ser o Pai das luzes, não conforme Tiago, mas conforme Alam Kardec; o Sangue do Cordeiro como suco de uva bom para “proteger a casa”; sim! assim fazendo do que foi feito por Jesus, de Graça, de uma vez e para sempre, algo a ser vendido pelos camelôs do engano e do estelionato!</p>
<p>Meu Deus, e se&#8230; Paulo visse&#8230;!?</p>
<p>Sim, e se Paulo nos visitasse? que epístola nos escreveria? Será que a escreveria? Será que não nos trataria como o fez com as “sinagogas” durante a sua vida?</p>
<p>Ou seja: sendo acolhido e sendo-lhe dada a palavra, ficava até ser expulso, para depois disso abrir uma nova porta à Palavra, mesmo que fosse na casa vizinha, como foi no caso de Corinto!?</p>
<p>Ora, ser evangélico, antes–digo: para Paulo—significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma “igreja”, uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo, falsificou-o e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” simbólico.</p>
<p>Assim, ser evangélico já não tem nada a ver com ser Povo das Boas Novas de Jesus, mas ser membro de uma instituição religiosa que se utiliza das terminologias, enquanto, na maior parte das vezes, nega os conteúdos originais da expressão.</p>
<p>E se continuarmos assim, dentro de pouco tempo, quem for genuinamente evangélico—ou seja: alguém que crê conforme a Boa Nova da Graça em Cristo revelada nos evangelhos—, terá que deixar de se auto-definir desse modo sob pena de que as pessoas pensem que o Evangelho tem alguma coisa a ver com os “evangélicos”.</p>
<p>Nos dias de hoje, quase sempre, ser “um evangélico” já não  tem nada a ver com ser evangélico conforme o apostolo Paulo.</p>
<p>Hoje, quando um evangélico “evangeliza”, em geral, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder histórico visível. Ou seja: “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de que se quer salvar as almas do <a href="http://www.robertosoares.com/cristo-salva-ate-no-inferno/" class="kblinker" title="More about inferno &raquo;">inferno</a>. Pelo menos é isto que se diz e é isto que as “ovelhas” pensam, pura e ingenuamente.</p>
<p>De fato, se se conversar ou se se tiver alguma intimidade com o meio pastoral, ver-se-á que na maioria das vezes corre-se não atrás da vida humana, mas dos recursos humanos que com as multidões também chegam para dentro do negócio <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religioso &raquo;">religioso</a>.</p>
<p>Portanto, não é de admirar que o marketing seja hoje um dos mais importantes instrumentos usados pela “igreja”. Apenas uma “igreja” precisa de marketing. Isto porque quem de fato é, não tem que se preocupar em parecer ser.</p>
<p>O marketing religioso é o lugar onde nossos ídolos são fabricados e polidos, de tal modo que sua “imagem” possa continuar a inspirar os devotos ou a enganar os que se impressionam com aparências.</p>
<p>O marketing como pro-moção pessoal, é  moral, pois, é imagem de escultura, sendo, também, idolatria!</p>
<p>Explosão numérica, na História da Igreja, quase sempre correspondeu a diluição tanto da Palavra, como do caráter do discipulado, bem como implicou em des-significação da alma humana, afinal, uma multidão pode se beneficiar da Palavra, quando há Palavra, mas não pode experimentar reconstruções de individuação, pois, nas massas, ninguém cresce como indivíduo na comunhão fraterna, na afirmação individual e nos carinhos de quem conhece e se importa, pois, tais realidades, inexistem em todo processo de massificação.</p>
<p>Além disso, milhares de “acomodações” precisam ser feitas em relação ao conteúdo essencial do evangelho quando se utiliza do marketing religioso ou das associações políticas, culturais e econômicas que daí advêm— ou seja: da rendição ao significado-des-significado do capital das massas, que são reduzidas apenas ao testemunho de poder majoritário que elas trazem aos lideres, enquanto as almas dos indivíduos viram apenas números.</p>
<p>Quando Paulo evangelizava isto significava levar às pessoas a consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na perspectiva individual, como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura, que já começa a se humanizar na Terra, nos vínculos e nas mutações dinâmicas e permanentes que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!</p>
<p>Desse modo, como já disse antes, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois, voltamos atrás, e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo!</p>
<p>Isto nos coloca, no mínimo, diante de três reflexões. A primeira é que a atual “consciência cristã”, é, na maior parte das vezes, anti-cristã, e uma clara e escrachada negação dos conteúdos do Evangelho de Jesus!</p>
<p>A segunda, é a impossibilidade hermenêutica de que a Leitura da Escritura feita com “véu na face” possa nos conduzir à revelação da Palavra da Graça!</p>
<p>Portanto, não importa o “método” ou a “escola hermenêutica” em questão. Na Graça até o pior de todos os “métodos” trás mais revelação da Palavra que o melhor método hermenêutico usado com as viseiras da Lei, da Moral, dos Legalismos, dos Carismatismos narcisistas (que faz do totem carismático a forma referencial de ser para os demais), e seus derivados!</p>
<p>Todos são apenas  o sub-produto da formula conceitual da Teologia Moral de Causa e Efeito!</p>
<p>?</p>
<p>É triste ver pessoas cristãs, inteligentes, cultas, preparadas, letradas, instruídas, e com capacidade de “ler”, não conseguirem levar as implicações do que entendem, mesmo do ponto de vista da compreensão cognitiva, até as últimas conseqüências de sua própria percepção!</p>
<p>E por quê? Porque ainda estão presas às sistematizações da Lei às quais o Cristianismo subjugou a Palavra que pode nos libertar! Mas não sendo a Palavra, não liberta. E se não liberta, escraviza e gera medo!</p>
<p>Enquanto não se abandona o véu e se põe a cara para fora, olhando na Graça para a Graça, não se vive a dinâmica da conversão que muda não apenas as exterioridades do comportamento, mas as essências do ser e isto de modo constante e permanente.</p>
<p>Afinal, são dinâmicas  diametralmente opostas entre si: uma cobre a face, a outra a põe para  fora!</p>
<p>Ora, isto no remete para a terceira constatação. A Teologia Moral de Causa e Efeito—que é a mãe da Síndrome do Véu—é a patrocinadora de nossas piores doenças!</p>
<p>O medo que esconde o ser transforma o interior humano num viveiro de enfermidades psicopatológicas. Literalmente, o ser se desvanece. Assim é que a História do Cristianismo é eivada de enfermidades numa demonstração tão escandalosa que nega a fé em Jesus.</p>
<p>Ou seja: se o Evangelho de Cristo gera algo como o Cristianismo e seus derivados históricos—incluindo-se, obviamente, os “evangélicos”—então, ele não é a Verdade!</p>
<p>Assim, os cristãos, até neste particular, foram objeto de seu próprio veneno e juízo sobre os demais homens. Pregaram não a Graça, mas a teologia de causa e efeito e seus veredictos.</p>
<p>Hoje—e não é de hoje—os mesmos critérios se voltaram contra nós. Ao nos oferecermos ao mundo como o efeito visível de nossa relação causal com Deus, e, após isto, com a maior cara-de-pau, nos exibirmos como a demonstração comportamental do efeito, sem o percebermos, demos e continuamos a dar um passo a mais em nosso auto-enagano: jactamo-nos de nosso comportamento e, sem o discernirmos, tornamo-nos aos olhos do mundo a Causa de nossa própria salvação. E como nosso “showcase” de comportamento nega a mensagem de Jesus, e, pior ainda, como nossa saúde humana e histórica não visibiliza nem mesmo aquilo do que nos jactamos—nossa superioridade Moral e humana sobre os demais homens—, caímos em nossa própria armadilha e desviamos o olhar humano do único ponto de referência para todos—para o indivíduo, a igreja e o mundo—, que é Cristo.</p>
<p>Esta é a razão pela qual o Cristianismo, no mundo ocidental, tornou-se o principal patrocinador da des-percepção do Evangelho e o agente mais corruptor de todos os conteúdos da Verdade de Deus em Sua Palavra.</p>
<p>O Cristianismo histórico se tornou o pior promoter de qualquer Palavra do Evangelho, pois, para nós, o Evangelho é apenas uma versão cristã da Lei, e de uma Lei brega, feia, estereotipada, infantil, presunçosa e des-cumprida pelos seus patrocinadores.</p>
<p>Assim, a doutrina do Purgatório é verdade para todos os cristãos—incluindo  os protestantes e evangélicos!</p>
<p>E por quê? Ora, dizemo-nos “salvos” pela Graça, na chegada. Daí em diante, somos “santificados” pela Lei. Então, ficamos num limbo, num purgatório existencial sobre a Terra, pois, nem nos tornamos filhos da Graça a vida toda e nem nos entregamos aos rigores da Lei com honestidade. Desse modo, não usufruímos nem a saúde e nem a paz que vem da Graça e, nem tampouco, conseguimos viver pela Lei. Ou seja: vivemos em permanente estado de transgressão e culpa.</p>
<p>E quanto mais existimos nesse “purgatório”, mais orgulhosos, raivosos, arrogantes e mal-humorados nos tornamos. Afinal, nós sabemos que nós não passamos de um grande “estelionato” histórico, pois, no coração, nós temos consciência de que não somos nem uma coisa nem outra: nem Gente da Graça e nem tampouco o Povo da Lei.</p>
<p>Então, nos tornamos os doentes  que vendem cura!</p>
<p>Somos como o homem que sofreu um derrame generalizado—perdendo seus movimentos e poder de agir—e, ainda assim, se oferece ao mundo para dar aula de levantamento de peso, estética corpórea, e garante que é capaz de correr as Olimpíades, não sendo capaz de nem mesmo enxugar a própria baba que cai de seus lábios arrogantemente murchos, e, muito menos ainda, é capaz de cuidar do próximo que vive ao seu lado no mesmo estado.</p>
<p>O  Cristianismo não se enxerga. E os cristãos, raramente, o conseguem fazer!</p>
<p>Meu trabalho há muitos anos é tentar separar, ante a percepção histórica das pessoas, o que é o Evangelho daquilo no que o Cristianismo se tornou. Assim, vou vendo muitos voltarem a Cristo, ainda que, em muitos casos, jamais consigam botar os pés numa “igreja”. E, agindo assim, penso estar, de fato, também evangelizando, anunciando a Boa Nova aos Gentios como eu mesmo; ou seja: dizendo-lhes que estamos livres do Cristianismo a fim de podermos servir a Deus em novidade de vida e não segundo a caducidade da letra e nem tampouco de acordo com a perversão cristã do evangelho.</p>
<p>Assim faço por julgar que essa é a única maneira de ajudar aqueles que encontraram a Jesus, mas que jamais conseguiram encontrar na Terra a Sua Igreja porque esta não está perceptível aos nossos sentidos históricos, institucionalmente falando!</p>
<p>O Cristianismo não  carrega nem os conteúdos do Evangelho e nem se parece com Jesus!</p>
<p>E como creio que o Evangelho de Cristo é a Verdade que liberta, só posso—juntamente com milhões de outros seres humanos—, pensar que o que experimentamos, na maior parte do tempo, até aqui, é uma “falsificação do evangelho”, especialmente porque os conteúdos do Evangelho de Cristo foram institucionalizados como doutrinas ( a letra mata) e formas (odres envelhecem) que negam a Graça, a Misericórdia e a Liberdade em fé, que Jesus conquistou na Cruz.</p>
<p>Jesus não veio ao mundo para criar um Circo, em alguns casos; uma Penitenciária, conforme outros casos; um Estado Soberano, conforme o Vaticano Católico e os “vaticaninhos” dos outros grupos e seitas cristãs; e, nem tampouco, um Hospício, como acontece na maioria dos casos!</p>
<p>Além disto, Ele não veio ao mundo para que Sua mensagem se transformasse numa ideologia moral ou política; e, nem ainda, para que ela, a mensagem, gerasse uma espécie de Admirável Mundo Novo, onde, pelo controle, todos se tornassem clones de comportamentos que matam as produções individuais e saudáveis das dinâmicas do ser.</p>
<p>Até mesmo a Reforma Protestante não percebeu o tamanho nem a profundidade do engano ao qual nós, cristãos, nos havíamos rendido, inconscientemente, é claro!</p>
<p>As 95 tese de Lutero puseram a Escritura, Cristo, a Graça e a Fé num pacote “sistematizado”, como se fossem coisas diferentes uma da outra.</p>
<p>O que nem Lutero e nem Calvino—o mais culto deles, embora Lutero pareça ter sido mais humano em suas expressões francas sobre sua condição humana— perceberam em plenitude, é que havia não apenas uma “Reforma Doutrinária” a ser feita, mas, muito antes disso, uma “Desconstrução do Pressuposto Conceitual” a ser realizada!</p>
<p>E por quê? Porque o problema não era, sobretudo, “doutrinário”. Os erros doutrinários da Igreja Católica não eram “tópicos isolados”. Eles eram todos o sub-produto da mesma e única coisa: a Teologia Moral de Causa e Efeito, que estava presente em tudo e que continuou, mesmo que sob outras insígnias, a determinar também os valores do Protestantismo.</p>
<p>Crendo assim, Lutero não precisaria de 95 teses. Bastava uma. E essa é aquela “única” tese de Paulo em todas as suas epístolas: a Graça de Cristo é o fim de toda Lei e o começo-realizado de toda Vida, para a paz e a justiça de todo aquele que crê!</p>
<p>As demais “teses” não passavam de aplicativos históricos e circunstanciais, mas o Protestantismo as transformou, posteriormente, em letras e formas fixas, perdendo assim, outra vez, as mobilidades e liberdades histórico-aplicativas da missão de fazer nascer uma reforma que sempre se auto-reformasse, conforme os tempos e as épocas, e de acordo com a Imutabilidade dos Princípios da Palavra. A tese, portanto, é uma só. Os aplicativos e suas des-construções e re-construções é que precisam ser permanentemente re-atualizados!</p>
<p>E mais: é somente quando se tem a <a href="http://www.sitecristao.com/coragem-para-nao-revidar/" class="kblinker" title="More about coragem &raquo;">coragem</a> de se fazer essa ruptura radical é que o véu sai da face e nós ganhamos, movidos pelas certezas da fé na Graça, a coragem de botar o rosto para fora, saindo de nossos medos, sombras, fobias e auto-justificações neuróticas!</p>
<p>Neste sentido, perdoem-me os irmãos que beatificaram São Lutero e São Calvino—que, sem dúvida, são “santos protestantes” com as mesmas características de infalibilidade interpretativa da Escritura de um Papa Católico—, acerca dos quais eu digo, sendo muito menos atrevido do que Paulo— quando do ponto de vista judaico de seus dias, disse “E não somos como Moisés&#8230;”—, que aqueles dois baluartes da fé, Lutero e Calvino, ainda ficaram aquém do que é radicalmente proposto, pois, por razões que somente a Deus pertencem.</p>
<p><span style="font-family: Arial;">(Escrito em 20/04/2003 - primeiro ano do site <a href="http://www.caiofabio.net">www.caiofabio.net</a> )</span></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/">A doença do véu!</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/ou-e-evangelho-ou-e-doenca/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ou é Evangelho ou é doença!'>Ou é Evangelho ou é doença!</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-graca-que-inclui-gente-e-que-exclui-pecado-e-doenca-do-ser/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser'>A Graça que inclui gente e que exclui pecado e doença do ser</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A moral não é a ética dos evangelhos'>A moral não é a ética dos evangelhos</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/reforma-uma-doenca-de-nicodemos-e-arimateia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reforma: uma doença de Nicodemos e Arimatéia'>Reforma: uma doença de Nicodemos e Arimatéia</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-segredo-nao-confessado-de-paulo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O segredo não confessado de Paulo'>O segredo não confessado de Paulo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

