Creio nos quatro evangelhos e em toda a Palavra de Deus! – A Verdade e a realidade como demonstrações…

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Posted on 16th outubro 2011 by Roberto in Reflexões

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Dando seqüência ao texto O JESUS QUE EU CONHEÇO!

 

Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João – temos a melhor e mais divina descrição de Jesus, não me fundamento nas discussões acerca de texto e autor; discussões que acompanhei durante anos, lendo livros de técnicos alucinados pela idéia de que seria possível atestar a veracidade do texto canônico pela sua antiguidade e proximidade das fontes históricas originais; sem falar que, além disso, havia ainda toda a questão relacionada ao ceticismo das décadas de 30 e 40 nos Estados Unidos e na Europa; fenômeno esse que levou de roldão a imaginação e a alma angustiada dos crentes da lógica teológica prevalente por milênios, e que já não sabiam o que pensar ante os novos fatos da ciência, e que, por causa disso, entregaram-se à tentativa de fazer de Jesus um ente mais palatável para aqueles tempos de não-milagre.

Sim! Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João — temos a imagem real de Jesus, pois temos a verdade essencial de Sua pessoa em plena e simples apresentação humana despretensiosa, exceto pela fé na Encarnação do Cristo, o Filho do Deus vivo — faço tal confissão não por causa da suposição de que os sábios inspirados na confecção do chamado cânon sagrado tenham sido inspirados a fazê-lo e ponto.

Houve um tempo em que foi assim para mim. Depois me esforcei mentalmente para dar razão à minha fé. Foi quando depois de anos de estudo de natureza apologética, verifiquei que tudo não passava de luta inócua, posto que nada sobre autorias, antiguidades, proximidade das testemunhas oculares, e integridade textual de manuscritos, tivesse qualquer valor se o conteúdo dos textos não se mostrasse verdadeiro no seu encontro com a natureza humana, com a história humana, e com os prognósticos ou profecias sobre o futuro humano e universal.

Ou seja:

Discerni que os Quatro Evangelhos como narrativas acerca de Jesus, somente seriam verdadeiros se tudo o que narrassem se mostrasse verdadeiro no encontro daquelas histórias e ensinos com a realidade das coisas criadas.

Então vi que o mesmo valia para tudo, só que agora a partir de Jesus, tendo-o como Referencia Absoluta para a validação de qualquer coisa na Escritura ou no que chamamos de Realidades e de História.

Então, bem jovem, vi que os evangelhos estavam certos sobre demônios, pois os vi em ação real, e atestei o poder de Jesus sobre eles.

O mesmo aconteceu com o chamado Sermão do Monte, por exemplo. Vi nas vidas de perdão e graça de meus pais que o Sermão do Monte era verdade porque era possível.

Gandhi foi uma figura muito importante para mim na demonstração da verdade pregada nos Quatro Evangelhos.

Sim! Pois Gandhi, sem livro e sem texto, sem usar o nome de Jesus e sem fazer proselitismo de natureza alguma, viveu os princípios do Evangelho com tanta tenacidade e fé, que, por ele, o mundo teve a primeira experiência global com o poder demolidor dos ensinos de Jesus no Sermão do Monte.

O mesmo digo de tudo o mais…

A autoria de Paulo, Pedro, Lucas, Marcos, Mateus, João, Tiago, Judas, e quem quer que tenha escrito Hebreus, não se fundamenta na autoria, mas na verdade ou não do conteúdo; pois, se o conteúdo não for maior que a realidade em sua proposição, e inescapável na sua analise e diagnostico do mundo real e porvir [profético], então, poder-se-ia encontrar meleca de Mateus no texto original, com prova de DNA, que nem assim para mim seria verdade, sendo apenas arqueologicamente verdadeiro quanto a autoria.

O que torna o Evangelho verdade histórica é a própria história como testemunho da verdade do Evangelho, para o bem e para o mal.

Por exemplo, não importa se quem escreveu o Apocalipse foi o João Apóstolo de Jesus ou um certo João de Pátmos. O que importa é que hoje até a ciência se ocupa do Apocalipse pela inegabilidade de suas predições sobre o mundo e seus sistemas, sobre os fenômenos ecológicos e climáticos que o livro descreve, pelas forças globais de poder, pela crescente capacidade de controle universal, pela coisificaçao do homem chegando ao nível da possibilidade de que o homem vire quase um robô e os robôs se tornem humanóides de laboratório [estatuas falantes], até ao ponto de que o próprio homem se assentará no trono de Deus, como abominável da desolação, intervindo em todas as áreas possíveis do saber, exercendo o arbítrio de mudar o homem, as criaturas e a natureza das coisas; isso indo da inteligência artificial, passando pela revolução bio-tecnológica [manipulando de todos os modos o DNA, para o bem e para o mal impensável], e, sobretudo, pela necessidade que toda a humanidade terá de se vincular pelo conforto, pelo comercio e pela comodidade, a um Poder Central que saberá de tudo e de todos, e, por fim, a tudo controlará.

Assim, que razão em saber quem é o autor do Apocalipse?

O mesmo posso dizer, por exemplo, sobre as questões supostamente tão importantes da autoria do Gênesis ou mesmo acerca de sua literalidade ou não.

Ora, nada disso é importante. De fato o que importa é que o cenário do Gênesis é tão real e verdadeiro que se repete todos os dias diante dos nossos olhos.

Vejo a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, a Serpente, os humanos, a Árvore da Vida, o um dia Jardim; e vejo que nada mudou, exceto pelo fato de que tudo se repete cada vez mais pioradamente, sem jamais deixar de se repetir.

Portanto, o que é importante: Quem escreveu o Gênesis ou qual seja o seu estilo literário ou se o que ele diz é verdade na realidade das coisas?

Acabo de ver em companhia da Adriana uma série de três horas no History Channel chamada “Visões do Futuro”.

Ora, as tais visões do futuro são tão assombrosamente apocalípticas e genesisticas em tudo o que afirmam como futuro, de um lado, e como origem do desejo de comer do fruto mais alto a qualquer preço, de outro lado — que, sinceramente, toda a questão acadêmica acerca do Apocalipse ou do Gênesis se torna insignificante ou mesmo blasfema, em razão de seu interesse por espinha no rosto quando se está ante o Incêndio do Mundo.

Alguns judeus indagavam Jesus acerca de que sinais Ele apresentava a fim de demonstrar a verdade da autoria de Suas declarações. Jesus, entretanto, perguntou se eles, os indagantes, cerzidores de roupa mortuária, não sabiam ler os sinais do tempo, como, por exemplo, os sinais de chuva à vista ou de grande calor chegando.

Assim, o que Jesus dizia também era que a Verdade da Palavra tem que ser vista na Realidade da Existência, para o bem e para o mal.

Ora, é porque vejo que o que a Palavra diz é verdade nos intestinos da realidade, para o bem e para o mal, que sei que o que os Quatro Evangelhos dizem acerca de Jesus é verdade; pois, se não fosse, não teria a pertinência de espada de dois gumes que possui e com a qual fere a realidade e as nações, conforme a profecia — ou seja: com o cetro de Sua Boca.

E mais: tudo na existência que carregue a mesma pertinência de analise inescapável da realidade, será verdade; pois, a verdade não é um livro, é apenas Verdade.

Quanto mais a História cresce, mais vejo que a Bíblia é a verdade da analise da condição humana; e mais vejo que nela, o Novo Testamento é o remédio desprezado e que poderia salvar o mundo, na mesma medida em que pela sua rejeição os mesmos homens que dizem crer no “Jesus do Cristianismo”, são as que hoje destroem o mundo.

Assim, não apenas a humanidade, tanto em sua condição e natureza, quanto também em sua realidade e perspectiva histórica, e dentro dela o próprio Cristianismo — me provam por antítese todos os dias que a Palavra de Jesus é a Verdade; e que, portanto, o Jesus apresentando nos Quatro Evangelhos e no Novo Testamento, corresponde ao Jesus em cujo ombro João reclinou a cabeça e perguntou: “Senhor, quem é o traidor?”

 

Nele, em Quem se fica sabendo que se for Verdade libertará sempre, ainda que assuste os que estão ainda na luta de crerem ou não,

 

Caio

21 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

Tem gente que nasce gay?

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Posted on 5th março 2010 by Roberto in Cartas

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Us, Drying

Rev. Caio Fábio,

Primeiramente gostaria de dizer que sou apaixonado pelo modo que você escreve e que fala acerca do evangelho, e tenho acompanhado isto aqui no site, o que tem sido ótimo para mim e para os que me rodeiam.

O motivo pelo qual te escrevo é referente à carta na qual a moça “lésbica filha de pastor” pede a sua ajuda.

Eu concordo que a “igreja” deveria ser local de acolhimento e expressão do amor do Pai, e que nenhum homossexual deveria ser discriminado dentro da “igreja”, visto que todos nós pecamos e somos totalmente dependentes da graça de Deus e estaremos sempre sendo transformados.

Mas uma coisa me deixou com muitas indagações, é quando você fala sobre os homossexuais que já nascem neste estado, eu até hoje não acreditava nesta hipótese, visto que Deus criou homem e mulher para se relacionarem, sendo isto o natural, daí como pode uma pessoa nascer gay?

Seria algo contra a natureza das coisas, por isso acho isso muito confuso. Por que não vemos este tipo de “anomalia” entre os animais?

Agora como já disse acima, eu não concordo com discriminação e até mesmo pressão sobre a pessoa homossexual na “igreja”, pois devemos confiar na graça, pois existem coisas que são realmente difíceis de deixarmos, e às vezes nunca deixamos, já que somos de natureza pecaminosa.

Os homossexuais não devem esforçar-se para sair deste estado?

Abraços de quem muito admira o seu trabalho,

Luciano Costa


Amado Luciano: Graça e Paz!

Conforme eu disse à moça que me escreveu, se nós fôssemos reunir um congresso de filhos de apóstolos, bispos, pastores, mestres, presbíteros, diáconos — sem falar em muitos dos próprios pais, muitos deles casados, porém gays também, matando um leão por dia para dar conta do recado —, nós, sem dúvida, teríamos que ir para um grande ginásio de esportes, ou até para um pequeno estádio, um “Maracanãzinho”, a fim de comportar apenas a moçada imediata.

Isto porque aproximadamente 15% da população se declara gay. Ora, está provado que os índices estatísticos da “igreja” (fenômeno humano e histórico), não são em nada diferentes dos do resto da sociedade, o que numa população de uns 30 milhões de evangélicos faria com que uns 3 milhões de evangélicos sejam gays; gays enrustidos, trancados no armário pastoral; ou, muitas vezes, se promiscuindo mais que qualquer promíscuo, pois, não podendo se abrir, a pessoa acaba “fugindo” para encontrar gays, e, nesse caso, acham apenas os gays-pra-consumo, nas boates ou na internet; e, assim, escondem quem são na “igreja”, enquanto, em razão disso, vão se tornando os gays mais descontrolados da praça.

Assim, mais uma vez, a fim de coar o mosquito, manda-se o cara para uma dieta de camelos contaminados.

Tenho dito repetidas vezes neste site que conheço aqueles que nasceram gays (esses são gays de fato); os que foram feitos homossexuais (em geral são vítimas de sexo homossexual com gente mais velha na infância; e vicia, como qualquer outra coisa; posto que o primeiro estímulo erótico objetivo veio de uma relação homossexual, o que, muitas vezes, “fixa” o padrão das pulsões da pessoa naquela área); e os que se fizeram gays (normalmente nem gays são, mas, por razões distintas, “optaram” por aquela inclinação ou desejo mesmo).

Nesses três casos, o primeiro é de natureza “humanamente imutável”, tão imutável quanto as chances que eu teria de me tornar gay: nenhuma. Já na segunda perspectiva, a situação é reversível, não sem muito trabalho e esforço psicoterapêutico; tudo dependendo, é claro, da vontade que a pessoa tenha ou não de enfrentar a si mesma, na forma do vicio que se instalou. De fato, em geral, esses são os mais culpados, pois sabem que não nasceram gays, mas ficaram viciados no sexo por essa via. E, por último, há os que “optaram”, a maioria dos quais por escolha de prazer e por privilegiarem as sensações do sexo chamado “invertido”.

Ora, as duas últimas categorias (desculpe chamar de “categoria”, não há nada além de terminologia aqui) são reversíveis, isso quando a pessoa deseja muito que tal aconteça, mas, como disse, nunca sem muita luta.

Entretanto, esses dois últimos grupos, em geral, não querem “relacionamentos”, mas apenas sexo; posto que somente os gays-gays se apaixonam mesmo.

Portanto, para mim, depois de anos de observação e milhares de conversas, concluí que no geral somente os que nasceram gays se apaixonam e querem ter uma relação única, estável e monogâmica com o seu parceiro(a). Os demais, também em geral, querem apenas a transa. Daí haver sempre muito mais promiscuidade relacionada a esses dois grupos. Isso porque os gays-gays, mais do que sexo, eles querem é afeto, só que o único tipo de afeto que os inspira é de natureza homossexual.

Portanto, acredito na condição irreversível de gays-gays (a menos que haja um milagre que até hoje não vi). Mas creio na reversibilidade dos gays-feitos-gay e na daqueles que gostam de transadas gays apenas por diversão, mas que foi ficando algo fixo.

No primeiro caso, parar só se for por uma escolha de natureza celibatária, como muitos considerados “santos” o fizeram (embora Deus saiba suas lutas). Nesse caso, não há mais sexo, embora a sexualidade continue homossexual para sempre.

Já nos dois últimos casos, somente um forte desejo de reversão, e que não deve ser motivado por culpa moral, mas por identificação da verdade interior como sendo outra, a qual a pessoa precisa reconhecer como tendo sido desfigurada pelas más esculturas que se fez na alma, ou que se permitiu que fossem feitas na matéria da alma.

Você disse que eu falei que em alguns casos não se trata de uma opção. E é verdade, conforme acabo de admitir mais uma vez acima.

Como você me acompanha aqui no site, já deve saber que minha questão é outra, visto que não fui chamado para fazer reversões sexuais impossíveis, e nem tampouco enganar as pessoas vendendo tal mentira e impossibilidade. No entanto, como meu interesse é em saúde humana, psicológica e espiritual, sempre que ouço que alguém é gay, mas também gosta ou já gostou do oposto, então, minha consciência manda que tal pessoa busque mais fundo a verdade dentro de sua alma; e isso não por questões morais ou de danação eterna, mas sim em razão de que a vida abundante em Cristo só é possível quando a pessoa, em verdade, diante Dele, abraça quem ela própria é; deixando-se, daí para frente, conduzir pela Graça que põe tudo e todos em seus próprios lugares interiores.

Mas quando as pulsões sexuais são da mesma natureza consistente a vida toda, não há dúvida que tal pessoa é quem sente ser; e nada há a fazer a esse respeito, a não ser abraçar a alma com respeito, dignidade, reverencia, e amor próprio; levando todo o ser à presença da Luz, para, então, aprender a crescer na paz.

Creio que Deus quer que as pessoas sejam quem são no melhor do que elas podem ser, no conjunto de possibilidades que cada um tem e vive.

Quanto a ser gay e ser de Jesus, uma coisa nada tem a ver com a outra; e no dia da Luz, quando os segredos dos corações se abrirem, eu estarei lá, e verei o quão perversos os “irmãos” foram com quem não teve a ventura natural de nascer gostando do que todos nasceram para gostar, embora haja anomalias na constituição da alma de alguns.

A Bíblia condena na Lei um homem deitar com outro homem, assim como condena deitar com a tia, a prima, a parenta chegada, o cachorro, a vaca, a cabritinha, etc… Assim como também proíbe um monte de outras coisas, todas no mesmo contexto, variando apenas as “penas”, que poderiam ser de natureza apenas purificatória, passando pelo exílio, e podendo chegar ao apedrejamento.

No Novo Testamento há algumas denúncias feitas aos efeminados e homossexuais, do mesmo modo que há contra os fofoqueiros, os facciosos, os inafetivos, os mentirosos, os feiticeiros, os falsos profetas, e os hipócritas. Ora, todas essas coisas, se absolutizadas como comportamentos e atitudes irredimíveis, colocam, virtualmente, todos sob condenação (até porque as listas são bem mais extensas, e vão de coisas comportamentais a realidades apenas interiores, como o espírito faccioso e inafetivo: “sem afeição natural pelos pais”, por exemplo).

Portanto, duas coisas devem ser ditas:

1. Todos pecaram, e todos, igualmente, carecem da glória de Deus. E isto é absoluto.

2. As referências que Paulo faz em Romanos 1 às praticas romanas não podem e não devem ser aplicadas ao contexto do homossexual, mas apenas do “homossexualismo”, o qual, mais do que uma condição constitutiva (muitas vezes nem é), é uma escolha pela “putaria”, pela suruba, pela orgia, pelo bacanal (Baco), pela glutonaria, pelos swings, pela troca de casais, e por um estilo de existência no qual Sodoma e Gomorra haviam se tornado um “jardim da infância”. Acho uma perversidade fazer da análise “conjuntural” que Paulo fez de uma situação que se instalara como ideologia da perversão social e global, e aplicarem isto a um indivíduo simples, que não deseja a corrupção, nem ama a promiscuidade, desejando apenas um lugar ao sol.

Eu, todavia, creio que a Igreja tem que ser como uma Família cheia do Amor de Deus.

Nesse caso, pessoalmente, levando em consideração que o Projeto do Principio (Gênesis) tem a ver com a união de macho e fêmea, homem e mulher, julgo que a liderança da comunidade deve manter tal referência, embora, na igreja, deva haver lugar e espaço para todos, até porque não é papel da igreja se meter na vida de ninguém que não tenha pedido opinião, desejando apenas estar no lugar e ouvir a Palavra, como qualquer outro ser humano.

A Igreja não é o Espírito Santo, não é o Pai, nem o Filho, e nem a representante do Juízo de Deus na Terra; sendo seu chamado apenas para ser a proclamadora da Boa Nova de que Deus já se reconciliou com o mundo, em Cristo.

Seja qual for o caminho de Deus para a vida humana, saiba: Ele nunca acontecerá em nenhum chão que não seja Verdade.

Agora vamos às suas perguntas:

1. Uma coisa me deixou com muitas indagações, é quando você fala sobre os homossexuais que já nascem neste estado, eu até hoje não acreditava nesta hipótese, visto que Deus criou homem e mulher para se relacionarem, sendo isto o natural, daí como pode uma pessoa nascer gay?

Resposta:

Conforme já respondi acima, tais casos acontecem em várias perspectivas; há aqueles que carregam distúrbios hormonais desde sempre; há aqueles que nasceram com anomalias genéticas e até físicas, sexualmente falando (como hermafroditas); há aqueles que nasceram com um “aparelho psíquico” invertido, conforme inúmeras demonstrações. Eu mesmo acompanhei meninos que nasceram “psicologicamente meninas” desde sempre. E como já ilustrei muito este tema aqui, pedirei a você que leia tais respostas, posto que eu mesmo acho que já dei minha cota de opinião e esclarecimento acerca do assunto, conforme meu entendimento sincero.

2. Seria algo contra a natureza das coisas, por isso acho isso muito confuso. Por que não vemos este tipo de “anomalia” entre os animais?

Resposta:

O mundo animal não só está cheio de relações homossexuais, como também está cheio de seres mutantes, os quais mudam de sexo ou são andrógenos, sem falar que há criaturas que mudam de sexo conforme a necessidade ambiental.

Golfinhos e outros animais (especialmente mamíferos) praticam relações homossexuais com total naturalidade e com mais freqüência do que praticam as relações heterossexuais; as quais, quase sempre, só acontecem quando as fêmeas estão dispostas ao acasalamento. Do contrário, uma vez passada a “estação da procriação”, as fêmeas seguem juntas — com muita troca de carinho entre elas, enquanto cuidam dos filhos — e os machos prosseguem viagem, praticando sexo uns com os outros mar afora, até o tempo de encontrarem as fêmeas para procriar outra vez. Aqui, todavia, não “justifico” nada; mas apenas digo a você que a natureza está cheia de exemplos, ao contrário do que você disse.

Ora, o mesmo se pode dizer de muitos outros animais. Todavia, macacos são os mais frenéticos nessa liberdade; e diversas espécies vivem naturalmente esse tipo de coisa.

O que eu particularmente noto é que quanto mais “mamífera” é a espécie, mais comum é a homossexualidade.

O conceito de “anomalia” é algo muito moral para nós humanos. Veja: os leprosos já foram os grandes doentes físicos que carregaram o estigma moral de algo que nada mais era que “anomalia”, do ponto de vista médico. Mas até que isto ficasse claro (há poucas décadas), os leprosos continuavam a ser os amaldiçoados “leprosos”.

Até a “cegueira de nascença” foi interpretada como uma “anomalia” de natureza “moral”: “Quem pecou?” (Jo 9).

A resposta de Jesus diz que as “anomalias” são coisas “particulares”. Ou seja: Ele não nos deu uma “teologia do anômalo”, mas apenas disse que “naquele caso” aquilo tinha um propósito para o homem, não para a sociedade julgadora. E o interessante é que Jesus sempre trata caso a caso, coisa a coisa, e não dá mandamentos acerca das “anomalias”, exatamente porque as “anomalias” são “particulares”; e, portanto, cada uma delas merece um trato direto, particular, pessoal, e não universal.

O problema é que alguém nascer com Síndrome de Down, ou com desordens de natureza genética, ou de qualquer outra forma, não choca tanto, pois não atinge a área sexual como função ou desejo invertido.

Há dois grandes tabus acerca de anomalias no meio cristão:

1. O tabu da doença mental ou da disfunção cerebral, neurológica ou psíquica.

2. O tabu das anomalias sexuais, as quais são sempre vistas como se via o antigo “leproso”.

Homem e mulher foram feitos um para o outro, e esse é o ideal de Deus para a vida humana.

No entanto, há homens que nascem desejando uma mulher, mas o pênis é anômalo (pequeno ou monstruosamente grande); há aqueles que querem casar, mas são doentes fisicamente; e há aqueles que desejam se unir a alguém, mas, por um grave defeito físico, acabam sozinhos. O que é isso? Não é anomalia? Não está presente na natureza?

Ora, este mundo é caído; e, nele, crescem “cardos e abrolhos” (conforme o Gênesis), o que é uma simbolização das mutações e das anomalias que invadiriam a vida no “Jardim” que um dia a Terra foi.

Meu irmão, minha consciência em Cristo me manda crer como creio e dizer o que digo; posto que sei que num mundo caído, o principio é o seguinte:

Foste chamado livre, não te tornes escravo de ninguém; foste chamado sendo escravo, aproveita a oportunidade da libertação se ela vier. Mas se não vier, faze o melhor que tu puderes da vida que tu tens. Cada um ande conforme foi chamado!

Esta é a síntese do que Paulo ensina em I Coríntios 7.

O mesmo se vê quando Paulo anuncia o ideal em Cristo de que não há mais sexismos (homem e mulher), nem mais etnicismos (judeu, grego, bárbaro, cita, etc…), nem carmas sociais e econômicos (escravo ou livre); posto que em Cristo, todos são Um. No entanto, mesmo crendo assim, Paulo faz “gestão do mundo real”, visto que o ideal não chegou como real ainda; de tal modo, que se deve buscar o ideal, mas, enquanto isto, deve-se fazer gestão sábia do mundo real, onde pessoas reais, com situações reais, existem, vivem, sofrem; e, muitas vezes, estão totalmente presas, e sem alternativas que lhes sejam divisadas.

Desse modo, mesmo crendo que não deveria haver sexismo, etnicismos, ou carmas sociais e econômicos, Paulo recomenda que os “senhores” tratem bem os “escravos”; que os “escravos” trabalhem de coração servindo a seus “donos”; que os “diferentes etnicamente” se aceitem; e que as mulheres não sejam escandalosas no exercício da liberdade que em Cristo já “tinham” (naqueles dias), mas que não era ainda algo assimilado como “costume social” — Paulo usa essa palavra: costume; em I Coríntios de 10 a 14.

Ora, é também por essa razão que ele manda que os bispos sejam maridos de uma só mulher. E por quê? Ora, nas sociedades onde ele pregava, havia muita gente vivendo e possuindo não só mais de uma mulher, mas, também, mais de uma família. Então, o que ele faz? Ora, ele acolhe tais pessoas, conforme vêm, porém, recomenda que a liderança da igreja aponte na direção do ideal monogâmico da Escritura; daí, quem já veio com o problema, mas foi “chamado” pela Graça assim mesmo, que seja acolhido; porém, como suas vidas já estão marcadas por uma situação não ideal e, todavia, irreversível, Paulo então recomenda que do meio de tais contradições a liderança não seja escolhida; e isto apenas porque a verdadeira Igreja acolhe quem vem e como vem, mas aponta o sentido ideal quando apenas escolhe para ser bispo aquele que é casado de modo monogâmico.

Esse é o espírito de Paulo no trato das “anomalias da existência”.

Dê graças a Deus que você não tem em casa um filho ou parente amado que nasceu gay (poderia ter sido cego de nascença). Isto porque, meu irmão, se isso lhe acontecer ou acontecesse, na mesma hora você entenderia sem hesitação o que eu estou dizendo; posto que somente os duros de coração, ou os que só vêem o problema de longe, em gente que nem existe para eles, é que pode achar que o modo de tratar a questão e acolher as pessoas pode ser diferente, e, ainda assim, ser conforme o espírito do Evangelho.

O que Jesus disse dos eunucos serve também para os gays: uns nascem, outros se fazem, e outros são feitos!

E que ninguém pense de mim nada além do que aqui digo.

Reconheço, no entanto, estudando a história, que há “surtos” de nascimentos gays, escolhas gays, e formações e condicionamentos gays de tempos em tempos na história humana; especialmente do ocidente.

Também creio que uma das razoes pelas quais há mais gays no ocidente do que no oriente, assim como há mais gays urbanos do que indígenas, revela que além de casos de “anomalias”, há, sobretudo, a favorabilidade do ambiente cristão ocidental, o qual, pela moral neurótica, e pela fixação também neurótica na questão sexual, acabou por se tornar no maior viveiro de gays da Terra; tanto de gays-gays, como também dos “produzidos”; e, sobretudo, dos que se entregaram à orgia; fato esse muito mais comum no ocidente cristão e sexualmente compulsivo do que em qualquer outro lugar da Terra.

Esta é minha opinião!

E faz tempo que vejo, observo, estudo, lido, e me apiedo de tais situações!

Espero lhe ter sido útil!

Receba meu carinho!

Nele, em Quem todos são filhos quando o amam como Pai,

Caio

O site do pastor Caio Fábio agora é www.caiofabio.net

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A verdade sobre o dízimo – Introdução

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Posted on 29th janeiro 2010 by Roberto in Estudo Bíblico

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Para estudarmos, qualquer parte da escritura sagrada é necessário termos em mente, o que o Pedro escreveu em sua 2ª epistola universal cap. 1 verso 20 :

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.

Portanto precisamos conferir a Bíblia com a Bíblia, e jamais teremos nossa própria, ou particular interpretação.

Além disso, à luz do que Paulo diz em Colossenses cap. 2 verso 17, nos devemos reconhecer que o Antigo Testamento, totalmente, não nos deve servir com regra de fé e prática, antes devemos considerá-lo como sombras de realidades futuras que haveriam de vir, pois se o Antigo Testamento ainda nos servisse como regra de fé e prática, estaríamos tirando o valor do Novo Testamento que foi aberto e selado com o precioso sangue de Cristo na cruz do calvário.


Um mundo para amar e um para não amar

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Posted on 23rd janeiro 2009 by Roberto in Reflexões

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kurdistan
Creative Commons License photo credit: jan kurdistan

Para mim o “conceito de mundo” é uma das principais confusões cristãs, e de onde procede boa parte dos conflitos e irreconciliabilidades de pensamento que aparecem no meio dos que confessam ser gente do evangelho ou da igreja, mas vivem em estado de “reclusão-inserida” no espírito do mundo. (Em meu livro “Mais que um sonho”, trato disso com um pouco mais de atenção). Na cabeça dos crentes a loucura e o processo de descolamento entre realidade e fantasia, começa aqui… na confusão do significado “de mundo”. Sim, porque de um lado Deus ama o mundo, e Jesus se deu pela humanidade e toda a criação. Entretanto, também se lê que aquele que ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Na mesma seqüência de contradições vem a oração de Jesus, pedindo ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas que apenas nos guardasse do mal, pois não somos do mundo, como Ele também não era. Estava no mundo… mas não era do mundo! Assim, segundo Jesus, mesmo não sendo do mundo, tem-se que ser ativo e partícipe nele; afinal, somos o sal do mundo, ou da terra, como se preferir chamar. Entretanto, a lista de conflitos entre mundo-e-mundo apenas cresce na cabeça dos crentes, apesar de Paulo dizer em II Coríntios que “o mundo é nosso”, assim como a vida, a morte, as coisas do presente e as do porvir. “Tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus“, conclui ele. Simplificando a questão, eu diria apenas que o Novo Testamento usa várias palavras diferentes para designar coisas distintas, mas que são traduzidas, algumas vezes, pelo mesmo termo, como é o caso da palavra mundo; e não somente palavras diferentes são usadas nas Escritura, mas se as faz ganharem a devida conotação de acordo com o contexto em questão. Entretanto, Deus amou o mundo das coisas criadas e dos humanos. Todavia, Ele não está “presente” no “curso desde mundo”, que não é nem a criação e nem os indivíduos humanos, mas o entendimento de valores que movem a ambição da civilização -, que é controle, manipulação, domínio, e poder. Ora, esta dimensão do mundo jaz no maligno e é pervertida em seu entendimento; e a História está aí para nos comprovar tal fato. Além disso, tem-se também o aeon de cada tempo, que é a Era de certo momento histórico, a qual, na maioria das vezes, está tomado pela carga dos ódios, modas, irreflexões-feitas-valores, banais e perversas causas de vida ou morte, assentimentos emocionais com a morte, concentração de riquezas, imperialismo, colonialismo, guerras religiosas, espíritos de vícios generacionais, e tudo o mais que mantenha uma dada geração correndo atrás do vento, como se tal fizesse sentido. Isto é mundo! Desse modo, Deus ama a criação e todas as criaturas, incluindo a espécie humana, por quem se diz que Ele deu seu Filho. Ele também ama todas as produções da criatividade humana que se dedicam à vida, ao belo (e aqui não falo de estética apenas) e ao significativo. Por esta razão as portas da Nova Jerusalém estarão abertas para que os povos levem ao Cordeiro as belezas de suas riquezas e produções culturais, artísticas e espirituais dedicadas à vida. Assim, sem ter que ir tão longe, o Apocalipse diz: “…fora ficam…”; e também diz: “… nela entram…”. Fora ficam as maldades do sistema e todas as energias que as motivaram, emularam e alimentaram. Nela entram pessoas, gente, povos curados pelas folhas da Árvore da Vida. Desse modo, sabe-se que Deus não odeia a criação, ao contrario, ama o cosmos e todos os universos e suas criaturas, bem como ama toda produção da inteligência e da alma que sejam dedicados à vida. O que Deus não ama, e sou convidado a também não amar, é o sistema de morte e controle que existe na Terra, o qual, em nossos dias, anda para o ideal de controle do diabo e dos seus “anticristos”. Ora, esse sistema é de marcar homens como gado, e exercer controle até sobre suas almas, gerando em cada indivíduo emulações de desejo, consumo, e entrega da mente ao curso do mundo, que é o que mantém a humanidade sem poder comprar, vender, ir e vir, ser ou deixar de ser, sem que tenha que verificar se está sob o conceito aceitável dos fazedores de imagens falantes, que são, cada vez mais, os humanos de nossa geração. Quem ama tais valores e sistemas, os quais são sempre movidos pela ambição do controle e das riquezas, não pode dizer que ama a Deus, pois, tal sistema, é a antítese de tudo quando Deus é: Ele ama, e deixa livre; o sistema, entretanto, é frio e perverso, e seu ideal é controlar. Deus se dá; o sistema, porém, apenas quer tirar, roubar, tomar, expropriar e possuir. Deus ama a todos, mas o sistema separa os homens a quem Deus ama. Etc… Ora, se pensarmos na “igreja na história”, de um lado; e de outro pensarmos apenas no que é e no que não é mundo; veremos que mesmo com sua obsessão antimundo, por seguir e praticar o mesmo espírito de poder, controle e manipulação que há no mundo, a igreja, ainda que “invocando” o nome de Deus, é MUNDO, no pior sentido da palavra; visto que é parte do curso dos sistemas da morte, e o pratica sob o manto do engano de que em nome de Jesus toda perversidade é santificada. Sim, porque a igreja odeia o que Deus ama e ama o que Deus aborrece! Odeia o mundo que Deus ama, e ama o mundo que Deus abomina. E, desse modo, quase que só existe na contra-mão do amor de Deus no mundo. Isto porque a pobre e infeliz igreja pensa que o mundo é um lugar, uma geografia, uma coisa que existe diante dos olhos… e não é. Por esta razão, para a “igreja-burra-de-espírito” e preguiçosa na “busca da verdade interior”, é mais fácil dizer que mundo “é tudo que não é ela”; embora, dentro dela exista tudo o que “no mundo” se faz ou se deixa de fazer com muito mais honestidade-perversa, no primeiro caso; ou consciência livre, no segundo caso. Desse modo, mesmo sendo perversamente do mundo, entregue ao mal, a “igreja” acha que se as coisas dela foram feitas “consagradas nominalmente a Deus”, não importando as motivações, as ambições mercadológicas, os marketings de manipulação, e todas as demais decisões dela, quase sempre baseadas em “imagem” – essas coisas, mesmo sendo más, não são mais do “mundo”; pois teriam sido feitas nesse “lugar-institucional” no qual existe, supostamente, uma suspensão da verdade para Deus, valendo tudo, desde que feito para a “glória Dele”. Assim a “igreja” não enxerga que existe no “pior dos mundos” em sua total e mais sutil manifestação. Desse modo, se for para Deus, pensa ela que toda bosta é ouro, e todo mijo é vinho de Caná. O que a “igreja” não quer ver é que como ela é, ela é mundo; e não é objeto do amor contente de Deus, mas apenas de Sua paciência; enquanto Ele aguarda o dia em que aqueles que o confessam, entendam que o Evangelho não é um sistema, uma geografia santificada e nem um poder mundano, o qual, ainda que seja operado confessadamente para “a gloria de Deus”, nem por isto deixa de ser o que é: mundo em sua pior manifestação. Pois a placa de “igreja” na porta não é um lugar de alquimia divina no qual todo esterco se torna em diamante espiritual. Para simplificar ainda mais, apenas pense: quem foram aqueles com quem Jesus se sentiu bem, em que lugares e com que gente Ele apreciava estar, onde Ele aceitava comer com mais liberdade, onde Sua presença era celebrada, e Sua mensagem acolhida? Responda isto à luz do Evangelho e você verá o que para Jesus era o mundo a ser amado, apesar de tudo. Por outro lado, veja onde Ele se sentia mal, com que tipo de espírito, tema, interesse, papo e valores com os quais Ele se incompatibilizou – e você verá o que para Ele era mundo. Por tal olhar a partir do Verbo Encarnado, um monte de gente que a “igreja” diz que é do mundo, não é; sendo apenas pessoas que não sabem como fazer para não ser, posto que em suas almas aborrecem aquilo que a “igreja” chama bom e de sua “tarefa”, discernindo eles que tais coisas não podem ser de Deus pelo simples fato que não carregam graça e amor; e isto enquanto a própria “igreja” nem mesmo consegue enxergar seu estado patético. Entretanto, conforme o Evangelho, o verdadeiro mundo não é feito de publicanos, pecadores, meretrizes, bebedores de vinho ou de pecadores quebrados; mas sim de gente “piedosa”, jejuante como um camelo, curvados como islâmicos, e tarados homicidamente pelo que eles chamam de “verdade de Deus”. Sim, conforme o olhar do Evangelho de Jesus, onde estava o mundo em sua forma mais letal e perversa: entre os pecadores e infelizes da terra ou entre os “sãos” que não precisavam de médico? O que a “igreja” precisa aceitar a fim de ser salva de sua morte e arrogância, é que ela está para o Presente da História assim como o Sinédrio, os doutores da Lei, os escribas e os fariseus estavam para Jesus, nas narrativas do Evangelho! Ora, o mundo é o mundo; e faz menos mal como é, mesmo em sua forma pior, do que a “igreja”; posto que o mundo se sabe perdido, e pode ser alcançado; a “igreja”, porém, se vê como a salvadora desses perdidos que estão mais achados do que ela própria; visto que se pelo menos dissesse que não vê, não teria pecado algum; mas como diz: “… nós vemos…”, subsiste seu grande engano, pecado, e narcisistico espírito de auto-engano luciferiano. Assim, o mundo que Deus ama, entre os humanos, é feito de gente doente e que precisa de médico; já o mundo que Ele aborrece é feito do espírito dos doentes que não se enxergam, e, por esta razão, oferecem-se para ser os guias de cegos que ainda vêem um pouco melhor do que a maioria de seus guias. Nele, que não nos deu do espírito do mundo, mas do Espírito de Deus, Caio

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