Acerca do sexo anal

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Posted on 21st abril 2010 by Roberto in Artigos |Cartas

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Postei alguns textos “antigos” num único texto, pois, ultimamente, conforme acontecia quando comecei a responder aqui, muita gente que está chegando agora, e que ainda não entrou no site, e em tudo o que ele diz e guarda de informação —, tem me perguntado as mesmas coisas de antes.

E como está tudo aqui, e como não mudei de pensamento, apenas transcrevi, em ordem, algumas cartas sobre o tema sexo anal.

Não é o tema de minha vida desde que sou muito jovem. Mas cada um anda conforme já alcançou.

Portanto, o que aqui segue é apenas uma ajuda para os que estão chegando agora e ainda não leram os conteúdos acerca de quase tudo e que aqui já estão tratados em Cartas, Reflexões, Artigos, Opiniões e até em Devocionais.

Um beijo a todos!


Nele, que nunca se escandalizou de nada que fosse humano,


Caio

9/6/06


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Mensagem:


Caro pastor Caio.

Estive lendo algumas orientações suas acerca da prática sexual anal e oral. Concordo em parte com o que você escreve. Por exemplo: penso, como você, que dentro de um quarto o casal decide o que ele julga válido ou não.

Sobre o sexo oral eu não tenho grande desconforto por não ver na sua prática nada que possa se contrapor ao mesmo.
Contudo, em se tratando do sexo anal, eu gostaria de contribuir com uma análise de natureza fisiológica.

Não existe em nenhum compêndio de anatomia humana a atribuição para o ânus de o mesmo ser um órgão de funcionamento sexual.

Sua estrutura interna dotada de válvulas não colaboram com a penetração, pois são estruturas internas de retenção quando contraídas, e de expulsão quando relaxadas.

Logo, me parece que um relacionamento anal é no mínimo agressivo à natureza orgânica e isso nada tem a ver com Rm. 1.26 conforme você já discorreu com tanta propriedade.

Eu penso que a relação sexual anal além de traumática, agressiva e intensamente algésica, traz desconfortos para o casal além de outros tipos de dificuldades.

Conta um amigo meu, médico, que ele presenciou quando de um plantão em um Pronto Socorro em nossa Cidade, a chegada de um casal literalmente conectado pela via anal. A mulher havia travado involuntariamente o pênis do seu companheiro e precisaram tomar um relaxante muscular para poderem se desvencilhar.

Sendo assim, penso que questões como essas podem ajudar alguns casais a refletirem sobre a melhor decisão a tomar no que tange à liberdade deles no trato da questão sexual.

Por razões como essas que eu levantei e por viver na perspectiva do que eu acredito, eu sou contra a prática sexual anal.

Na paz do Imolado e Ressuscitado,

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Resposta:


Flávio, meu amigo:


Acho que há elementos de natureza higiênica que também precisam ser levados em consideração. Mas minha tese aqui é simples. A pergunta sobre sexo anal me soa, quando feita, como algo que carregue “impureza” espiritual, ou “moral”. Pra mim, entretanto, é como carne de porco. Não deve comer quem não gosta do sabor. Mas se alguém gosta, então, prepare bem, e coma sem dúvida.

A maioria dos casais que “perguntam”, é porque “fazem” sempre; porém nunca deixam de carregar Rm 1: 26 como “lubrificante”.

Trava mesmo!

Nesse caso, dói como queimadura de pimenta malagueta; não no corpo, mas na alma.

Mas há infinitamente mais gente fazendo, que perguntando. E os que perguntam, o fazem não para decidir se fazem ou não; mas apenas na esperança de poderem fazer em paz.

O fato é simples: há pessoas que jamais sentiram ou sentirão conforto físico no sexo anal.

Encontro mulheres que adorariam agradar a seus maridos com uma “oferta” dessas. Mas, simplesmente, não relaxam; não descontraem nunca.

Nesses casos, acho que um marido com um mínimo de bom senso, jamais deveria conduzir as coisas nessa “direção”.

De um outro lado, ouço muitas outras mulheres contarem de como não apenas fazem, mas como também desenvolveram suficiente “relaxamento” anal, que permite a elas, inclusive, não praticarem apenas para “agradar ao marido”, mas, sobretudo, para agradar a si mesmas.

Gostam e sentem muito prazer também!

A maioria sensata usa preservativo e lubrificante a fim de realizar o ato.

Certos homens muito “avantajados” deveriam antes olhar para si mesmos; e ver que a presença deles “ali”,  jamais poderá significar conforto pra ninguém; nem mesmo para a mulher que gosta de “receber”.

Enfim, o que penso é o que já disse:
Cada um veja como faz; e que o faz — se o fizer —, faça-o com higiene, cuidado, bom senso, consideração pelo desejo ou não do outro, e pela consciência de liberdade e conforto para ambos.

E mais: se todas as vezes que acontecer for um desconforto para a mulher — raramente o é para o homem —, que não se insista em tal prática; afinal, alguém está gemendo não de prazer, mas de dor. E não é bom que as coisas sejam assim!

Sentir muita dor por falta de “relaxamento” na intimidade, não é também incomum até mesmo em relações sexuais “normais”. Há mulheres que sofrem de excesso de contração vaginal, o que dificulta sempre a penetração.

O que sinceramente acho, é que quem sabe fazer relaxar e sabe o jeito das coisas, não apenas tem o que gosta; mas só continuará a desejar ter, se vir que o outro está apreciando muito também. Se for bom apenas para um, não deve ser praticado por dois. Afinal, os dois estão ali para que seja bom e prazeroso para ambos.

Gostei muito de você. E, sobretudo, gostei de seu jeito limpo de colocar as coisas.

Um abração,

Caio
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Caro pastor Caio,


Com relação ao sexo anal, quero dizer o que penso:

Sobre Romanos 1 de 18 a 32, não creio que Paulo se referisse somente aos pecados dos romanos em suas festas de orgias, bacanais e libertinagem.
Para mim essa carta, embora dirigida especialmente aos romanos, é universal.

Aí encontramos a condenação de Deus a todo esse comportamento, que tem existido em todas as nações e em praticamente todas as épocas da história.
Estou enganada?

Está escrito que o homem é condenado porque a verdade lhe foi dada e que por suas ações ele a rejeitou. (vv. 19-20 e vv.21-32)

E também não está “dito”?

Pastor, olha que maravilha, que beleza de texto:

“quando pois os gentios que não têm lei, procedem por natureza de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos; estes mostram a norma da lei gravadas em seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se, no dia em que Deus, por meio de Jesus Cristo, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho”. (Rom.2:14 a 16).

Agora, pastor, com relação às experiências de cada um, eu posso testemunhar de dois parentes muito próximos, já falecidos.
Um deles era bi-sexual e até casou-se e teve filhos. Tinha “colite”, que é uma séria inflamação no colo do reto, e sofria muitas dores, que muitas vezes não lhe permitiam trabalhar. Morreu com 37 anos.
O outro era homossexual e precisou fazer cirurgias no colo do reto.Vivia com dores e machucados precisando de tratamentos e  de providências de higiene bem constrangedoras. Este morreu com Aids também muito jovem.

O que o sr. me diz se, numa relação sexual anal homem-mulher, acontecerem esses traumatismos na mulher?

Para mim, a prática do sexo anal  com uma mulher é a mesma coisa que sodomia!

Se eu estiver errada, por favor me esclareça.

Um abraço

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Resposta:

Minha amada amiga e irmã: a senhora é muito amada!

Romanos é universal! Sim, é católico!

Toda e qualquer fala de Deus, é para todo homem; sempre que o homem colidir com a Palavra; ou a fim de preveni-lo.

Mesmo os textos culturalmente ultrapassados — quanto ao aplicativo imediato; como é caso do texto do véu em I Co 11 —, continuam a ser princípios universais.

Mas pessoas não entendem o princípio, nem tampouco sua aplicabilidade, como texto, no contexto cultural ocidental. Afinal, ninguém anda mais de véu no ocidente; embora num país árabe, o princípio pudesse ser naturalmente aplicado, pois, entre eles as mulheres ainda usam véu, e pelas mesmas razões que usavam no passado.

Mas quem não entende o contexto de I Coríntios 11, considera o texto ultrapassado, e joga a bacia, a água, o véu e o menino pela janela — isso tudo junto com o princípio.

E por que a senhora perguntou sobre Romanos e eu venho com Coríntios?

Porque também é Palavra de Deus. E para que se a interprete corretamente, tem-se que entender o contexto; caso contrário, o texto, sem o contexto, nos deixaria ou diante do patético — sair por aí usando véu —; ou nos poria diante do total descaso sobre a possibilidade de que ali houvesse um contexto histórico, e que naquele contexto o texto cabia como uma luva, mas que houve mudanças culturais, sendo que há um principio ainda vigente.

Ou seja: I Coríntios 11 está descartado de qualquer ensino cristão contemporâneo — a menos que seja literalmente entendido e em algumas poucas igrejas as mulheres ainda coloquem o véu na hora do culto!

Ora, isto é assim apenas porque não se conhece o contexto.

Sem o contexto histórico a maior parte dos textos ficam soltos, no vazio.

Então, como ficam ali, suspensos, existindo como afirmação, porém sem uma prévia explicação de porque ele está ali; e passa a ser veladamente visto como algo ultrapassado—daí a senhora praticamente jamais ouvir pregações sobre a questão do véu em I Coríntios; é ou não é verdade?

A senhora escreveu:

“Sobre Romanos 1 de 18 a 32, não creio que Paulo se referisse somente aos pecados dos romanos em suas festas de orgias, bacanais e libertinagem. Para mim essa carta, embora dirigida especialmente aos romanos, é universal. Aí encontramos a condenação de Deus a todo esse comportamento, que tem existido em todas as nações e em praticamente todas as épocas da história”.

Concordo com a senhora em gênero, numero e grau!

É claro que a Palavra não ficou presa ao contexto dos Romanos; assim como I Co 11 não ficou morta com a mudança cultural havida no resto do planeta: o princípio está vivo, e sua aplicabilidade é a mesma, sempre e onde o contexto corresponder às intenções originais do texto!

Portanto, Romanos 1: 18-32 é para hoje, como para Hoje é toda a Palavra!

Então, como ficamos?

Bem, antes de dizer o que penso sobre o tópico em questão, desejo dizer o seguinte:

A epístola aos Romanos tem uma estrutura. Ela é uma construção crescente. Para mim é a mais estruturada de todas as cartas de Paulo.

Ora, essa “construção” começa com a descrição do estado de coisas que se instalara — e que se instala em qualquer sociedade humana onde a inversão dos valores e das percepções se estabeleçam com as mesmas categorias em que estavam estabelecidas no império romano!

A senhora quer uma prova disso?

Leia o próprio texto que a senhora transcreveu, tirado já de Romanos 2—portanto, na seqüência de Romanos 1.

“Quando pois os gentios que não têm lei, procedem por natureza de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos; estes mostram a norma da lei gravadas em seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se, no dia em que Deus, por meio de Jesus Cristo, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho”. (Rom.2:14 a 16).


Ora, o contexto do texto acima já não é mais o imediato anterior: o das orgias coletivas e do anestesiamento quase que total da consciência, descrito por Paulo em relação aos “romanos”, onde a disposição mental reprovável conduziu a consciência ao auto-anestisiamento; portanto, impossibilitando-a de se perceber conforme Romanos 2: 14-16.

Em Romanos 2: 14-16 os gentios têm sensibilidade, e podem interagir com a voz de Deus na consciência.

Não era mais o caso apresentado por Paulo quando da analise do “primeiro caso”.

De fato Paulo está “examinando casos”.

Começa com o caso da sociedade poderosa, dominante, narcisista, cultuadora dos prazeres, e entregue coletivamente à dissolução.

Seria essa uma situação “geral” nos dias de Paulo?

É claro que não!

Não era verdade geral para a percepção de mundo dele, e nem era tampouco universalmente verdadeira se comparada com os registros históricos do que acontecia na civilização humana enquanto Paulo escrevia aquilo.

O que estou dizendo?

Bem, Romanos 1: 18-32 caía como uma luva na sociedade dos romanos, mas era totalmente inaplicável aos índios americanos ou aos indígenas da Amazônia; que já existiam desde muito antes de Paulo escrever aquelas palavras.

Ou seja: Romanos 2: 12-16 é o que descreve muito bem a dignidade daquele tipo de gentio que não era parecido com o gentio dos bacanais de dissolvência do ser, conforme as praticas coletivas de grande parte da sociedade romana.

O mesmo se pode dizer de outras porções daquela descrição evolutiva.

Paulo estava trabalhando com um único critério: colocar a todos sob o pecado, a fim de afirmar a Graça todos.

Assim, ele começa com os romanos—era, afinal, para eles que estava escrevendo de modo imediato—; e continua falando de um outro tipo de comportamento humano—conforme a senhora mesma transcreveu no cap. dois da epístola—; e avança para incluir os judeus, cujo processo de anestesiamento do ser não era fruto de bacanais e orgias; mas sim de uma orgia de presunções religiosas, que fazia com que eles odiassem a idolatria, mas roubassem o ouro do ídolo, etc…

Toda a construção caminha para demonstrar que não há nenhum justo, nem um sequer…pois todos pecaram, e todos igualmente carecem da gloria de Deus.

Paulo, em outras palavras, nos diz:

Os Romanos se des-sensibilizaram porque obstacularam a verdade simples de Deus, preferindo a mentira; o que os levou ao estado de insensibilidade. Já os Judeus ficaram pedrados por outra via, porém, igualmente condenável, e capaz de produzir o mesmo resultado de des-sensibilização.

Já os “gentios longínquos” podem muitas vezes parecer bárbaros à distancia, porém, não sem culpa e não sem pecado, ainda assim têm uma relação de interatividade com suas próprias consciências, que não são interações comuns de encontrar entre os sofisticados romanos e nem entre os empertigados e auto-exaltados judeus.

E concluiu nos mandando preparar o coração para surpresas, no dia em que os segredos do coração forem abertos.

Ora, se Paulo estivesse colocando os gentios de Romanos 2 exatamente no mesmo nível de obviedade tanto dos romanos, quanto dos judeus—cujas expressões ele apresenta como gritantemente obvias—, ele não teria estabelecido a possibilidade da surpresa positiva.

Ou seja: com relação aos demais não deveria haver surpresas; as surpresas estariam vindo de onde nosso juízo já está preconceituosamente estabelecido—os pagãos que viviam sem lei.

Portanto, minha querida, Romanos é universal, tão universal quanto seus aplicativos sejam universalmente encontrados; podendo ser entre romanos-cariocas, ou romanos-evangélicos, ou romanos-indígenas, ou romanos-germânicos ou romanos-árabes.

Romano, aqui, é todo homem; embora nem todo homem seja um romano!

Cada um tem seu próprio aplicativo contemporâneo de romanos, conforme a condição de correspondência com o espírito do texto em que venham a encontrar-se.

Daí eu afirmar que o contexto de Romanos 1: 16-32 não ser descritivo de um vínculo conjugal entre um homem e uma mulher, mas sim a descrição de uma sociedade adoecida pelo entorpecimento da consciência coletiva.

Com relação ao tema tópico—a questão do sexo anal—, tenho a dizer, em acréscimo ao que já disse nos textos anteriores, que não repetirei o que já escrevi aqui sobre o assunto!

Quero apenas acrescentar o seguinte:

1. Quem tem suas certezas, não precisa ter dúvidas.

2. Quem não gosta, que não faça.

3. Quem faz, não o faça como regra de prática sexual; do contrário, terá problemas de ordem fisiológica.

4. Quem não faz sexo anal, mas faz em excesso até mesmo o sexo  “normal”, ainda assim tem que se precaver; afinal, irritações, inflamações, e outras coisas, também podem atingir a genitália; obviamente se o excesso for absurdamente maior que o que pode ser designado como excesso na prática anal — onde o risco de inflamações é incomparavelmente maior.

5. Os casais que gostam da prática, não pleiteiam a liberdade como regra, mas tão somente como opção; e conforme um critério de auto-permissão eventual.

6. Quem pretende substituir a prática frontal — sexo normal —, pela prática anal, está se candidatando a ter as conseqüências físicas que a senhora mesma descreveu tão bem em sua carta, conforme os exemplos que deu. Sem falar que tal busca de “substituição” já denota certas disfunções psicológicas na sexualidade do casal.

7. O mesmo se pode dizer do sexo oral. A boca não foi prioritariamente feita para a prática do sexo oral; assim como também não foi feita prioritariamente para o beijo: foi feita para a ingestão de alimentos.

Pois bem, em resumo, não estou advogando nada.

Um homem maduro na Palavra de Deus não precisa discutir assuntos para ver até onde vai a minha própria liberdade em Cristo.

A fé que eu tenho, tenho-a para mim mesmo.

Além do mais, não estou trabalhando com as categorias do que é lícito ou não; mas do que convém ou não convém.

O que tenho respondido aqui é semelhante ao que fiz a vida toda.

Exemplo: Eu não era do PT. Os evangélicos quase todos — inclusive os que hoje estão bajulando o Lula —, diziam que o PT era do diabo e que o Lula era mensageiro de satanás, que trazia em si um espírito de guerrilha.

Levantei-me contra. Fui acusado de ter interesses pessoais, etc… Ou seja: nem tudo o que defendo como direito de meu próximo é aquilo no que, pessoalmente, me engajo.

E fiz isto desde sempre!

Advogava em meu próprio favor?

É claro que não!

Eu não era petista. Mas achava que as “interpretações” eram falsas.

Aqui é a mesma coisa. Não preciso advogar nada em causa própria. Minha vida acontece no espaço confortável de minha própria consciência; e não me permito ser julgado por homem algum.

Advogo apenas a liberdade de que todo casal adulto, responsável e consciente do que deseja, e de como deseja, exerça tal liberdade na intimidade da própria conjugalidade sem culpa e sem censores.

De fato, o que estamos discutindo aqui não é sobre sexo oral, anal, ou qualquer outro tipo. Mas sim, estamos falando de que cada um cuide de si mesmo; e que não faça de seus gostos ou desgostos pessoais, regras para a vida de ninguém.

Espero ter me feito claro.

Receba meu beijo e meu carinho cheio de admiração pela senhora.

Um beijo,


Caio

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—–Original Message—–
From: Acerca do Pecado
Sent: quinta-feira, 28 de agosto de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: Existe distinção entre pecado objetivo e subjetivo?

Mensagem:


Minha dúvida é a seguinte:

Existe o pecado objetivo? ou o pecado é considerado somente na subjetividade de cada pessoa?

Respeitando que você não quer tocar mais no assunto sobre sexo oral, anal, normal… mas tirando o princípio do que é pecado, de repente me pareceu que o pecado é algo subjetivo…

Não sei se deu pra entender minha dúvida.
Não estou falando da nossa posição em Cristo, de justificados, mas de nosso estado real de pecadores.

Citei os textos de Marcos e Romanos porque me parecem coisas subjetivas, mas aí para uns o pecado seria uma coisa e, para outros, outra coisa.

Um abraço,

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Resposta:

Meu querido amigo: Graça e Paz!


Existe pecado!

Há aqueles que ficam somente na subjetividade. Há outros que se tornam objetivos. Mas nenhum pecado viaja do objetivo para o subjetivo. Ao contrário: sempre vai do subjetivo para o objetivo.

No caso dos sexos e seus anais, a questão está não em como se faz, ou do que se gosta.

A questão é de quem se gosta; de quem se não gosta, mas se “usa” assim mesmo; do que se gosta de usar, mas não se gosta de quem se usa; e de porque se gosta daquilo que se gosta.

O problema não é o sexo anal.

Antes o problema é a “fissura” em ter que se ter ou fazer sempre.

Assim como a questão não é sobre o tipo “normal” de sexo, mas sim sobre a “anormalidade” da busca de um padrão de “normalidade” — o que já é anormal, se for uma “fixação”.

Deus olha a normalidade do ser, mesmo em seu estado caído.

Por “anormalidade” refiro-me ao espírito de “uso” e de “abuso” que se faz do próximo; a anormalidade é tratar o próximo como se ele fora apenas um objeto; ou mesmo um fetiche.

Nesse caso, tanto faz como se faz; o por que se está “fixado” no tema já realiza o pior, mesmo que nada de pior se esteja fazendo.

Odiar e matar — ambas são homicídio diante de Deus.

Mas diante dos homens, somente a última é pecado.

E por que?

Porque os homens não podem julgar segundo o coração, mas apenas conforme a aparência.

Daí o ladrão que morria ao lado de Jesus na Cruz, ter sido absolvido por Deus de todo o pecado, mas não ter sido livre de morrer pelos seus crimes objetivos, conforme a lei.

Espero que tenha entendido.

Aqui no site há longo texto sobre as diferenciações entre as expressões de pecado.

Navegue e leia.

Um beijão,

Caio
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—–Original Message—–
From: Mulher Crente
Sent: sexta-feira, 8 de agosto de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: Sexo Oral ou Anal

Mensagem:

Olá Pastor Caio, a paz de Jesus!

Gostaria de saber o que o senhor acha do sexo anal, e do sexo oral, qual seu ponto de vista a respeito?

Segundo a Bíblia é pecado?

É abominação para Deus, como muitos dizem por aí??

Andei lendo alguns artigos evangélicos a respeito do assunto (por curiosidade), e ao que me pareceu, essa prática é considerada um pecado terrível no meio da igreja.

Será???

Onde esta escrito?

Gostaria que o senhor me esclarecesse melhor.

Um casal (crente) deve abominar essa prática do seu relacionamento sexual?


Agradeço desde já!

Um abraço

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Resposta:


Minha irmã:

Pecado terrível não vem da região anal, vem do coração, de onde procedem não anais desígnios, mas mau desígnios—conforme Jesus. E o pecado da língua não é sexual, mas é o uso perverso e mentiroso da língua para destruir toda uma carreira humana — conforme o irmão de Jesus, Tiago.

A Bíblia não fala disso.

Pecado sexual a gente comete até transando com o cônjuge que a gente não ama, às vezes, até detesta.

E há muita mulher que transa com o marido e vai pro banheiro vomitar, até de culpa!

As mulheres sabem do que estou falando!

A Bíblia não se refere ao que um homem e uma mulher devem fazer na cama. Não há descrição de “posições sexuais” boas ou más na Bíblia. Há sim, em Cantares de Salomão, a afirmação de que a genitália da esposa era o copo de vinho do marido. Mas o pudor dos “tradutores”, mudou a zona descrita para uma região uns poucos centímetros acima da genitália, e traduziram por “umbigo”.

Sobre como o cristianismo é sexualmente uma religião doente, recomendo a leitura do livro “Eunucos Por Amor ao Reino de Deus” (você pode achá-lo nas boas livrarias seculares).

Prosseguindo:

Depois que Paulo diz que o corpo do marido não pertence a ele, e sim à sua mulher; e que nem o corpo da mulher pertence mais a ela, mas sim ao seu marido; fica difícil desejar criar zonas proibidas no corpo.

Daí em diante passa a ser apenas questão de gosto mútuo, como em toda a relação sexual.

Nabal não conheceu sua “esposa” Abigail.
Davi, que veio a desposá-la após o enfarto do malvado, com certeza conheceu Abigail completamente.

Por isto, é que a experiência ensina o seguinte:

Uma mulher que não quer se dar toda, é porque ainda não encontrou tudo.
Quem encontra, não restringe; e, muito menos, tem qualquer grilo sobre o assunto.

Quem está grilada (o), é porque ou ainda está sob muita neura religiosa; ou porque está se escondendo atrás da Bíblia pra não conceder intimidade a quem não ama tanto, ou nem ama; ou mesmo porque pensa que Deus está preocupado em diminuir o prazer humano.

Portanto, que ninguém se entregue a quem não ama de verdade.

A promiscuidade nasce da banalização do encontro sexual.

Me se houver amor, vá firme e seja muito feliz.

Quem proíbe, geralmente é porque não tem, e gostaria de ter; ou, não quer ter com quem tem o direito da intimidade; e , por isto, não quer que mais ninguém tenha; ou proíbe porque está apenas expressando sua própria doença sexual como proibição para os outros.

Tem tarado de todo tipo!

E mais: 80% dos crentes que estão lendo esta resposta, fazem o que sabem que gostam, mas, ainda assim, guardam uma “culpinha pro gasto”. Parece até que sem culpa não há santificação!

Sem rodeios e sem conversa fiada, é isto que digo a todo mundo há pelo menos 20 anos.

E recomendo a leitura de meu livro Entre um Homem e Uma Mulher: um texto sobre Cantares de Salomão.

Que Deus a abençoe!

Mas lembre, você tem todas as razões do mundo para não se entregar a alguém que você não ame!

Respeitosamente,

Caio

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Outra pessoa, outra carta, a mesma questão.
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—–Original Message—–
From: G.
Sent: terça-feira, 12 de agosto de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: Acerca do que pode no sexo…

Mensagem:

Querido pastor Caio,

Em Rom.1:26 está escrito assim:

“Por causa disso os entregou Deus a paixões infames, porque até suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza;” e continua…

Pastor, já no seu livro “Brincadeira de gente grande” e agora no site em sua resposta a uma carta, “Sexo oral ou anal”, eu entendi que o sr. desconsidera Rom.1: 26. Gostaria de saber porquê.
Um grande abraço da
G.
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Resposta:

Minha amada irmã e querida amiga:

Paulo falava dos bacanais de lesbianismo e de homossexualismo em Roma.

César era o amante de todas as esposas, e era a mulherzinha de todos os maridos.

Uma viagem histórica pelo mundo de Paulo nos faz enxergar melhor o que ele estava dizendo.

Ele falava das saunas de promiscuidade; dos banquetes de glutonaria e orgia; e dos grandes e públicos bacanais de dissolvência de todo pudor humano.

Aliás, o contexto histórico nos fala de algo muito mais forte que a mera ocorrência homossexual individual. Veja que todos os termos são plurais. Trata-se de uma descrição de um estado coletivo de existência. E, honestamente, conhecendo a Bíblia como Palavra, a História como contexto, e a realidade da natureza humana como condição-em-si, não poderia ter outra opinião.

Roma, como a senhora e todos sabem, era um grande bacanal publico e oficial.

Em Roma a orgia era parte oficial da instituição. É a História quem nos fala disso.

No mais, minha amada amiga, creio que o que acontece dentro de um quarto de qualquer casal — entre um homem e uma mulher —, concerne apenas aos dois, e a mais ninguém.

Não pode haver abusos. Mas também não deve haver pudores que ofendam a alegria de ambos.

Portanto, quem não quer e quem não gosta, que não faça. Mas também não julgue a quem, na intimidade de sua própria vida, pensa e sente diferente, sem que de nada lhe acuse o coração.


Ou por que dois, dentro de um quarto, haveriam de ser julgados pela consciência fraca de outros dois, em qualquer outro quarto de casal da terra?

Uns fazem distinção até mesmo entre dia e dia—veja o nível de consciência fraca!
Outros consideram iguais a todos os dias—veja o nível de liberdade!

Todavia, repito insistentemente, o de sempre: a fé que tu tens, tem-na para ti mesmo. E, bem-aventurado é todo aquele que não se condena naquilo que aprova. Pois tudo o que não provêm de fé, é pecado.

Portanto, quem não tem fé para exercer sua liberdade conjugal, que fique nos parâmetros de sua própria consciência, mas também não se queixe!

Honestamente é o que penso!

E com isto não estou “ensinando” ninguém a “fazer nada”.

Estou apenas dizendo que “nada”, tem que ser “nada”. E nada além de nada. Mas cada um deve saber o que é nada para si mesmo!

Por último, quero dizer que não “desconsidero” Romanos 1: 26.
Sinceramente apenas acho que entendo Romanos 1:26; e não tenho medo de dizer isto.

De fato, não digo nada que eu não creia conforme o meu entendimento da Palavra. E vivo com as conseqüências.


Um beijão carinhoso.

Caio

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—–Original Message—–
From: G.
Sent: sábado, 16 de agosto de 2003 15:10
To: contato@caiofabio.com
Subject: Anais do sexo


Mensagem:

Caro pastor Caio,

Muito grata por responder o e-mail.
Só que não entendi a resposta!!!!!

Enfim, paciência.

Um abraço da

G.
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Resposta:


Minha amada amiga:


Se ainda for sobre a questão de Rm 1:26, o que lhe digo é que Paulo estava falando das relações de homem com homem, e mulher com mulher.

O “contrário à natureza” não é o modo como um homem e uma mulher fazerem amor.

Paulo está se referindo é a anormalidade de ser homem com homem, e mulher com mulher; e em grande orgias, bacanais e surubas, conforme o português bem claro.

Isso é contrário á natureza.

Mas quando Paulo diz: “até as suas mulheres”… — e descreve que elas agiam contra a natureza; ele não fala do “modo” como um casal se relacionava, mas sim que Roma estava um caos tão grande, que homens casados tinham os seus amantes masculinos; e as mulheres casadas tinham suas amantes femininas.

No princípio, conforme a natureza, Deus criou Homem e Mulher.

Um homem e uma mulher: esse é o padrão da natureza.

Nesse caso, o que viola a natureza das coisas?

Bem, estamos falando de sexo e de sua realização.

Nesse caso, veja o que Romanos nos faz pensar que seja contra a natureza; ou seja: desconforme com a ordem original:

Um homem e mais de uma mulher — é contrário a natureza.

Uma mulher e mais de um homem — é contrário a natureza.

Um homem com um ou mais homens — é contrário a natureza.

Uma mulher com uma ou mais mulheres — é contrario a natureza.

Um ser humano com um o mais animais — é contrario a natureza.

O que é conforme a natureza?

Um homem e uma mulher — é conforme a natureza.

E quanto a “como” e “o quê” um homem e uma mulher “fazem” sexualmente, deve ser conforme a natureza de ambos goste; de acordo com seus próprios acordos íntimos.

Mas saiba: há uma infinidade de coisas que são contra a natureza, e que nós fazemos, em todas as áreas da vida, e ninguém diz nada.

Nesse caso, mesmo dizendo apenas o que Paulo disse em Romanos 1:26, quero deixar claro que se transgressões contra a natureza são assim tão importantes, os cristãos deveriam ampliar bastante a lista. Pois, para Deus, o padrão da natureza não se confina ao sexo. Todavia, a fixação cristã no tema, já revela a fixação do tema como realidade psicopatológica na cabeça dos cristãos.

Enquanto sexo for a coisa mais importante, para o mal, nas cabeça dos crentes, a “igreja” será sempre a mais adoecida de todas as comunidades humanas, sexualmente falando.

Espero que esteja mais claro.

Um beijo,


Caio
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—–Original Message—–
From: CONFUSA…E CANSADA DE MEU MARIDO:ELE SÓ QUER ANAL…
To: contato@caiofabio.com
Subject: ELE SÓ QUER SEXO ANAL


Mensagem:

Gostaria de ouvi-lo sobre a minha questão.

Vou fazer 8 anos de casamento.

Tenho uma filha ainda bebê.

Há dois anos meu esposo me traiu.
Foi muito difícil.

Fui acompanhada pelo meu pastor, que foi como um pai, me deu colo, me ouviu …

Eu decidi então pelo perdão e tentamos retomar.

Ele pediu demissão do trabalho ( pela própria vontade), já que a pessoa era sua colega de trabalho.

Fizemos terapia individual/casal – o que nos ajudou muito nesse recomeço.

Depois de tudo, Deus me deu um emprego maravilhoso, o qual recebi como um prêmio.

Bem, aí vieram os problemas…

Meu esposo continua em casa, atrás de um sonho profissional muito difícil de se realizar.

Eu mantenho a casa e tenho estado muito desgastada, estressada.

Não temos tido um relacionamento sexual satisfatório, pois só temos tempo à noite/madrugada, quando a filha dorme; e eu não consigo muito corresponder; acordo muito cedo prá trabalhar; também não tenho tido desejo…

Ele está chato, implicante, reclama de tudo, diz que eu quero mandar nele, etc…

Estou distante.

Sei que é uma crise conjugal, mas estou muito confusa.

Algo em mim não vai bem.

Tenho questionado se foi certa a decisão de retomar o casamento, meus sentimentos…

Além disso, existe a questão sexual. Meu esposo tem verdadeira compulsão por sexo anal. Não quero, não concordo, não gosto, odeio…

Ele não aceita, tenta me convencer, brigamos…

Será que terei que viver o resto da vida assim ?!

Não quero ! Não posso ! Estou confusa…

Ele me disse que tenho que provar biblicamente que ele está errado. E agora ?

Estou disposta a me separar se ele continuar com essa questão.

Conversamos, mas estamos num impasse.

Enfim, resumindo, está tudo ruim: sexualmente, relacionalmente, etc…

Depois de tudo o que passei resolvi que estou disposta a não mais ser infeliz, e nem deixar que NINGUÉM me faça infeliz.

Eu me amo muito para permitir isso.

AUTO-PRESERVAÇÃO.

Não sei, mas acho que algo se perdeu em mim, e que nunca mais retornará. Só ainda não descobri o que é… o brilho se foi …

Obrigado por me “ler” …..

Com carinho.
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Resposta:


Minha querida amiga: Paz e Lucidez!


Realmente é muito difícil recuperar um casamento depois de uma traição.

A coisa é tão séria que na antiguidade nem havia discussão sobre a questão.

De fato, a questão não é apenas relacionada ao Perdão. Perdão acontece entre a maioria dos casais que passam por tal crise.

O problema é a encantação. Aí, neste sentido, a maioria se perde na desvanecencia…

O que “li” e senti em sua carta é basicamente o seguinte:


1. Você se decepcionou terrivelmente com ele.

2. O perdoou por amor a firma conjugal, como quase sempre acontece.

3. Ele além de ter perdido o brilho como marido, perdeu também como homem. Prova disso são suas palavras: “Meu esposo continua em casa, atrás de um sonho profissional muito difícil de se realizar”.

4. Você, além de desiludida com o marido e com o homem, ainda sustenta a casa; o que certamente o deixa inseguro; daí as chatices dele, e o seu cansaço com ele, que é perceptível mesmo na carta.

5. E ainda há essa fixação dele na relação anal, o que também denota um sexo que não contempla a graça do amor, por parte dele. Já que quem ama não quer só isto; e quem ama, não constrange o outra a tal se nem é vontade da pessoa.

6. Seu arrependimento quanto a ter “perdoado” expressa sua vontade de pular fora.

7. E seu discurso de Auto-Preservação confirma isto. Nada de errado. Mas é preciso chamar as coisas pelo nome próprio.

Bem, este é o quadro. Agora vamos às considerações.

1. Provavelmente vocês de fato não tenham mais como acender esse fogo. A menos que você me diga que já houve um tempo no qual você realmente o amou, e GOSTOU dele como homem, macho, amigo, amante, marido e companheiro. Se houve esse tempo, há esperança. Mas se nunca houve, e as coisas foram como foram e ficaram como ficaram, sinceramente, só um milagre que raramente vejo acontecer pode reverter o quadro.

2. As demais questões se tornam irrelevantes diante desse quadro básico, de natureza essencial. Por exemplo, mesmo crendo que um homem com fixação em sexo anal — ou seja: um cara que só pensa em sexo com essa inclusão — esteja revelando algo mais profundo de si mesmo, e não apenas de seus gostos — embora, quem visite este site saiba que para mim essa é uma questão de acordos internos entre os casais —, está sobretudo expressando a sua própria falta de realização no significado do ato sexual. Um homem que só quer fazer se for anal — ou de qualquer outra forma que se expresse como uma fixação —, está com a alma tomada não de amor, carinho e desejo, mas de fetiche. Aliás, o perfil que você descreveu da condição de vida dele bem explica essa necessidade de ter um fetiche. Fetiches, quase sempre, são fruto da insegurança, e da necessidade de afirmação e de supremacia.


3. Diante de tudo o que você disse e descreveu, a questão da fixação anal dele — e que você usou como um pretexto para terminar o casamento —, deve ser colocada em seu próprio lugar. Na realidade, se você o amasse ou gostasse dele, mesmo não gostando dessa fixação anal, você encontraria um modo de “educá-lo”, e de “moderá-lo”, chegando a níveis “razoáveis” em relação à questão. O problema é outro. Mesmo essas questões de tempo, trabalho, filho, dormir tarde e acordar cedo, etc… são apenas desculpas. Você acredita que se vocês estivessem bem de alma um com o outro, qualquer dessas coisas seria um problema? É claro que não! Gente que se gosta “faz” em qualquer lugar, a qualquer hora, e não sabe o que é problema. Somente gente que não se gosta é que tem no sexo um problema. Mesmo aqueles que sofrem de disfunções orgânicas ou psicológicas, quando se amam, sempre encontrarão um bom caminho sexual. Desse modo, minha querida, tudo isto é pretexto; e pretexto para algo que não precisa de pretexto: você não gosta dele, está cansada, perdeu o encanto, não o admira, detesta transar com ele, e ainda tem que lidar com o infantilismo fetichista dele, que não quer fazer amor, quer apenas extravasar a raiva e a frustração dele.

4. Portanto, pense em tudo com lucidez e decida. Mas não precisa de muito “arranjo” para justificar. Dois não podem andar juntos se não houver acordo entre eles? Quando são casados, fica insuportável a tentativa, por tudo o que um casamento implica.

Bem, era apenas isto que eu teria por enquanto para lhe dizer. Afinal, quem está dentro desse buraco é você, e não há ninguém neste mundo com autoridade para ordenar que você fique.

Essa é uma decisão que passa apenas pela sua relação com Deus, e pelas decisões que você mesma julgue que promovam a vida, e não o rancor, a amargura, o ressentimento, a frustração, e o repudio…

Minha oração é que seja qual for o encaminhamento, você jamais use nada contra ele.

É lícito a uma mulher “sair fora” simplesmente porque não mais suporta estar dentro.

E mais: se você vai sair, saia assim como você está.

Numa hora dessas o outro começa a pedir uma “razão objetiva” para explicar a decisão do cônjuge que deseja sair. E, não raramente, o conjugue já quebrado, carente, cansado e de saco cheio, acaba arranjando uma “razão objetiva”.

Assim, se relaciona com alguém a fim de ser descoberto, ou apenas para poder dizer: Viu? Não dá!

O problema é que em geral isso desgraça a existência da pessoa.

A melhor e mais razoável razão para duas pessoas não ficarem juntas, é uma só: elas não se amarem, e não gostarem nem do cheiro uma da outra!

O que passa disso é camuflagem da religião a fim de não encarar um fato simples da confissão cristã:

“Se eu não tiver amor…nada me aproveitará”…nem o casamento!

Deus abençoe vocês, e os ilumine nesta hora tão crucial.


Nele, que não se divorcia de nenhum de Seus filhos (mesmo os divorciados),


Caio

Todas as respostas aconteceram em 2003

www.caiofabio.net

Como Deus quer salvar a todos e escolhe alguns?

2 comments

Posted on 11th março 2010 by Roberto in Cartas

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It is Finished

Pastor Caio !


Esses versos abaixo me angustiam muito,  pois se Deus predestinou ou elegeu alguns para salvação e outros para perdição, por que ele quer que todos os homens sejam salvos??

ITm 2:4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.


ITm 2:6 O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

Aguardo seu retorno.

Idevaldo.

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Resposta:


Meu amigo Idevaldo: Graça e Paz!



Leia aqui no site os textos “O que vem antes: a criação ou a redenção”, e também os que o seguem: “Criação ou Redenção: você me confundiu todo” — e você entenderá um pouco melhor o tema em questão, pois assim não tenho repetir o que já está escrito com fartura no site.


Além dos textos mencionados, há dezenas de outros sobre o mesmo tema. Portanto, leia o site e você me poupará de escrever dezenas de coisas que já estão escritas, e nos termos de sua questão e angustia.


Isto dito, e supondo que você lerá o textos mencionados, bem como tudo o mais sobre a Ordem de Melquizedeque, e sobre a Eterna Cruz: o Cordeiro imolado antes da fundação do mundo, não direi muita coisa sobre seus dois textos de aflição.


Portanto, não me queira mal, mas é que não posso escrever um site novo para quem vai chegando e não lê os milhares de textos que estão aí. Do contrário, nem em mil vidas eu conseguiria cumprir tal missão.


Ora, os textos significam exatamente o que eles dizem. E não são apenas esses dois que dizem isto, mas muitos outros.


E, para quem ama, qualquer que seja a promessa de misericórdia de Deus por todos os homens (mas especialmente dos fiéis), tal fato só deveria trazer alegria, e nunca angustia.


Portanto, eis minha questão para você:


Você está em crise porque se pergunta: De que me serve ser de Deus e serví-Lo, se Ele pode simplesmente fazer o que Ele bem quiser, e salvar a tantos quanto desejar?


Ou seja: essa é angustia de quem serve a Deus por medo, e não por amor. Pois quem serve a Deus por medo é que se assusta quando pensa que sua “obediência temerosa” pode não ser o elemento essencial da salvação, e, portanto, fica confuso e meio angustiado, e mais que isto: fica se perguntando: Por que eu tenho que andar com Deus se quem não anda pode, quem sabe, chegar ao mesmo lugar?


Assim, sua aflição me diz o seguinte de você:


Se você ficasse sabendo que todos serão salvos, possivelmente você cairia na gandaia!


Do contrário, nada disso o afligiria, ainda que você esconda a real razão atrás de uma dúvida teológica.


Se eu estiver errado, me perdoe!


Mas é que em geral é assim que acontece!


Leia o site e isto não só o ajudará, mas me poupa de escrever o que já está dito!


Segue um texto que também passa pela sua questão. Porém, não deixe de ler os acima mencionados.


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Hoje, dia 20, no Fantástico, um menino que fez parte do documentário “Facão”, disse o seguinte: “Essa vida é um bagulho difícil”. Certamente ele, nos seus 17 anos, já havia internalizado, pela via da catástrofe na favela e da orfandade paterna, o que Sidarta teve que conhecer buscando. Esse menino, não; ele foi buscado pela dor; e já começa do fato dele viver onde vive, e nas condições de existência e convício aos quais ele é submetido à revelia desde sempre.


A conclusão do menino da favela e do tráfico de que essa vida é um bagulho difícil, coincide com a conclusão filosófica e religiosa de todos os pensadores e de todos os credos da Terra.


“No mundo tereis aflições”…. “Essa vida é um bagulho difícil”… “Viver é sofrer…” “… é vaidade e correr atrás do vento…”… “O existir humano é desespero…”…. “A existência é nausea”— todos dizendo a mesma coisa acerca do diagnóstico da existência.


A questão é: por quê a vida tem que ser esse bagulho tão difícil?


À cuja questão, eu coloco as minha próprias:


Como seria possível haver o desenvolvimento da consciência sem dor e contradição?


E que tipo diferenciado de consciência é essa, que apenas a conhece esse ente humano, que é animal-instintual ao mesmo tempo em que carrega todos os desejos da eternidade em si mesmo?


Seria ela, a consciência, passível de desenvolvimento sem dor, num ser que já é em si sofrimento e tensão entre o tempo e a eternidade, entre o finito e o infinito, entre o visível e material e o invisível e espiritual?


Ou seja: eternizados num Éden sem tentação, quem seríamos nós?


O que sei é que se olhássemos com nossos olhos-morais-de-hoje, lá para trás…; sim, se nos fosse possível adentrar os portões do Éden, antes da Queda, e ver Adão e Eva no Paraíso, que cenas nós veríamos? E como as veríamos e as julgaríamos?


Minha certeza é que elas, embora sejam nosso desejo terreno mais profundo, certamente não eram para ser comparadas com o que nos foi dado, apesar da Queda, visto que é indubitável que o Segundo Adão, Jesus, é maior do que o Primeiro Adão; assim como a Graça e excelentemente superior à Lei; assim como o menor no Reino de Deus é ainda maior do que o maior de todos “antes”: João Batista.


O que aconteceu no Éden, para mim, faz parte de mais um dos paradoxos e até inexplicáveis contradições da Escritura. Sim, porque se de um lado o que lá havia era “muito bom”; o que se diz que o Segundo Adão fez, depois da Queda, é de uma dimensão que não é para comparar com a Primeira; assim como é tolo tentar comparar a glória de Moisés com a de Cristo, posto Moisés cobria a face em razão do desvanecer, e Jesus deixava o rosto para fora em razão de Seu resplandecer.


Ora, como creio na Escritura e em sua revelação, e, sobretudo, creio que Jesus é quem mostrou e disse ser, não me é possível deixar de ver que a Queda é também um acontecimento “para cima”, a menos que haja um outro meio de formar consciência fora do choque das contradições, e conforme a existência a que nos pusemos submetidos, por escolha própria, porém, ainda conforme a soberania de Deus; a qual é tão soberana e sutil, que nos deixa livres enquanto trabalha usando os próprios atos livres do humanos, a fim de esculpir o Homem no homem.


Se o Cordeiro foi imolado antes de tudo, então, não há como a Queda não ser vista e entendida como “contradição essencial e necessária” ao processo da formação da consciência. Posto que ela mesma, a consciência ainda não existente, já havia recebido a provisão do Cordeiro. Razão pela qual, após a Queda, os humanos são imediatamente cobertos por Deus com peles de animais; os quais morreram para cobrir os humanos; do mesmo modo como a Cruz de Jesus foi a Cunsumação histórica do fato eterno estabelecido antes da fundação do mundo: a Cruz do Cordeiro.


É por causa da Cruz do Cordeiro Eterno, imolado Antes, que todo o proceso de formação da consciência acontece numa contradição que tem que ser sentida como transgressão, ao mesmo tempo em que precisa ser percebida sob a Graça Eterna.


Do contrário, não se tem um adorador, mas apenas um religioso perdido entre a dúvida de “onde” se deve adorar: se em Jerusalém ou se no Monte Gerezim; conforme a Samaritana antes de beber da Água da Vida. Ou, então, tem-se apenas um ser de conciência culpada e neurótica, mas jamais consciente e pacificada. A outra alternativa é a alienação deliberada ou o cinismo consciente.


O que de fato estou dizendo é que até a Queda contribuiu para o bem dos que amam a Deus!


Pense nisto!



Caio

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Agora, leia mais este outro!


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QUAL O SIGNIFICADO DA ORDEM DE MELQUIZEDEQUE?



Muita gente tem me escrito pedindo que eu fale um pouco mais sobre a Ordem de Melquizedeque. Ora, há duas maneiras de se fazer isto. Um é defensiva e a outra é propositiva. A forma defensiva parte do pressuposto de que a realidade do tema é algo alienígena nos credos do Cristianismo; e, mais ainda, que não se tem nenhum interesse em pensar em suas implicações, visto que isto dês-construiria um sistema que foi desenvolvido durante pelo menos 1700 anos de história da igreja como instituição.


Se fosse falar no assunto na defensiva, teria que provar que Deus tem na Ordem de Melquizedeque sua “justificativa” teológica para ser livre como Deus, derramando Sua Graça onde bem entenda, e sem dar explicações. Mas ainda é uma tentativa de “pedir licença” e rogar por clemência aos doutores da ortodoxia e senhores da verdade. E mais: ainda é também uma confissão muito forte acerca do poder inquisitorial dos doutores e escribas do Cristianismo; os perpétuos neuróticos da verdade-cartilha; e supostos guardiões do “Santo Graal da Doutrina”.


Ou seja: ainda é uma tese para “eles”, como foi o caso da primeira vez que escrevi sobre o assunto, aos 22 anos, quando de minha “tese” de ordenação.


Hoje, entretanto, não sinto a menor obrigação de ser defensivo e explicativo em nada. O que creio, isto falo; e não me explico no meu crer.


Desse modo, a fim de também simplificar ao máximo este texto e fazê-lo também sucinto, apenas descreverei o que creio sobre a Ordem de Melquizedeque, conforme mencionada nas Escrituras.


Melquizedeque aparece do nada, sem antecedentes e sem explicações. Abraão encontra com ele e se verga diante dele, e lhe paga o dízimo de tudo quanto tinha consigo. Melquizedeque abençoa a Abraão. Então, assim como veio, ele vai, sem deixar vestígios.


Mais tarde, séculos depois disto, Melquizedeque aparece nos Salmos, quando, também do nada, se diz que o Senhor jurou que Seu Enviado seria feito Sumo Sacerdote, segundo a Ordem de Melquizedeque. Somente isto e nada mais.


Até a Carta aos Hebreus. É nela que Melquizedeque volta como nunca antes. Agora ele é aquele que em Cristo tem seu Sumo Sacerdote. Jesus se torna Sumo Sacerdote de uma nova ordem sacerdotal, a qual não era étnica, pois não era judaica. Nem era levitica, posto que Jesus não era da tribo de Levi, mas de Judá; não tendo, portanto, qualquer relação com o sacerdócio anterior, o qual tinha na Ordem Levitica, da tribo de Levi, um dos doze patriarcas de Israel, os representantes humanos do culto que se prestava ao Deus de Abraão. Do mesmo modo se pode dizer que ela nem tampouco se condicionava à informação histórica, carregada de esperança redentiva, que viajava como fé, mas também como especulação teológica e fixação de tradição em Israel.


Jesus sendo Sumo Sacerdote segundo uma ordem à qual o próprio Abraão — pai do povo da revelação escrita — se curvava, é apresentado na Carta aos Hebreus como Aquele que TAMBÉM abençoa a Israel e todos os que conhecem a informação da Escritura; porém, que não se condiciona nem à geografia, nem à história registrada como sagrada, nem à informação, nem a qualquer fronteira, de qualquer que seja a natureza, estando Suas mãos sobre todos os que Ele mesmo desejar, e com a mesma liberdade com a qual abençoou a Abraão.


A Carta aos Hebreus diz que esse Melquizedeque é semelhante ao Filho de Deus, sem principio de dias e sem fim de existência; sendo superior a tudo quanto era relativo a Abraão, visto que é o maior quem abençoa o menor.


Assim, Melquizedeque não é explicado, mas apenas afirmado. De fato, ele paira sobre a História, é um pingo de peso explosivo num Salmo, e arrebenta tudo e todas as ordens, quando relativiza a mais importante de todas, a que procedia de Abraão.


Ora, o mistério de Melquizedeque é algo que ecoa o Cordeiro imolado antes de tudo, antes de qualquer ato criador de Deus.


Desse modo, pode-se dizer que o espírito da Carta aos Hebreus acerca de Melquizedeque, é aquele que o apresenta como uma manifestação do Cristo Eterno, o qual não foi feito Cristo, no Jesus Histórico; mas sim, sendo o Cristo Eterno, se mostrou como tal em Jesus, na História. Talvez seja por esta razão, também, que Jesus disse que Abraão viu os Seus dias e regozijou-se.


O Jesus Histórico não fez surgir o Cordeiro e nem a Ordem de Melquizedeque. Pelo contrário, se diz que Jesus é Sumo Sacerdote “segundo” a Ordem de Melquizedeque; assim como se diz que o Cordeiro foi imolado antes de tudo; antes de haver mundo.


Jesus é a Encarnação de tudo o que Nele preexistia como Cordeiro Eterno, como o Cristo de Tudo e Todos, como o Sacrifício da Ordem de Melquizedeque (que manifesta na História a invasão livre do eterno, se revelando aos homens, e derramando Graça de todas as ordens); e como Jesus; o Cordeiro de Deus; o Cristo; ou Cristo Jesus; ou apenas o Cristo; ou ainda o Cristo de Deus; ou simplesmente Jesus Cristo — que é o que se diz Dele; enquanto Ele mesmo se define como Filho do Homem, o Caminho, a Verdade, a Vida, o Pão da Vida, a Porta, o Bom Pastor, o Noivo, e Aquele que é Um com o Pai (entre outras autodefinições).


As implicações de tal realidade é que são insuportáveis para a religião, pois, virtualmente acaba com ela, com seus poderes de representação, com suas certezas, com seus dogmas; e, sobretudo, com seu poder dela “administrar” a graça de Deus aos homens.


A Ordem de Melquizedeque é a Ordem da Nova Jerusalém, na qual os povos são curados, e todos trazem ao Cordeiro as belezas dos povos.


É em razão da Ordem de Melquizedeque que Jesus diz que muitos virão de todos os quadrantes da Terra, gente de todas as gerações, e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó. É também por tal razão que o Evangelho deixa claro que a maior fé que Jesus vira, não viera de dentro de Israel, mas de um pagão de fora: o Centurião Romano. Assim como é pela mesma razão que a mulher que dá um “ santo banho” em Jesus é uma mulher de fora de tudo, uma siro-fenícia.


O problema atual é que a humanidade entende a Ordem de Melquizedeque, mas já não entende a ordem de Levi, conforme a Bíblia, posto que tal coisa, para a humanidade, tiveram no Judaísmo e, sobretudo, no Cristianismo, os seus representantes históricos, o que fez com que um sentimento de repudio se espalhasse pela Terra em relação a tudo quanto possa carregar tais “representações”.


Ora, quando digo que este é o problema, não quero, todavia, universalizá-lo; afinal, ainda há bilhões que não passam sem um bom paganismo judaico-cristão. O que afirmo é que as mentes que desejam alguma forma de espiritualidade não vinculada à religião, assim sentem por não conseguirem mais tolerar a mensagem e o resultado histórico do que o Cristianismo produziu, tanto como religião, como também como potestade ideológica e política.


Esses, de fora, os pós-cristãos, todavia, quando ouvem acerca de tal Ordem superior à religião, conseguem entender o Evangelho em sua maior largueza de percepção. Por esta razão essa tal “Era Pós-Cristã” é um problema para o “Cristianismo”, mas não significa nada para o Evangelho.


Mas como disse no inicio, o problema não é dizer que Jesus é Sumo Sacerdote segundo a Ordem de Melquizedeque. O problema são as implicações dessa compreensão, as quais, sendo levadas a sério, acabam com os poderes da religião.


E quem, na “igreja”, deseja tal coisa?


Nele, que é Senhor e Salvador de todos os homens; pois se imolou pela criação antes de haver mundo,



Caio




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Espero que comece a ajudá-lo!


Um abração!


Nele, que é Quem sempre foi,




Caio

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