Uniões contaminadas…

0 comments

Posted on 15th fevereiro 2010 by Roberto in Reflexões

, , , , , , ,

3D Full Spectrum Unity Holding Hands Concept
Creative Commons License photo credit: lumaxart

Tem gente que pensa que gente se entrega a outra gente e nada acontece. Tem gente que se dá a outra gente sem saber que a gente é feita de gente. Tem gente que se ilude com a idéia de que gente não transfere gente para outra gente. Tem gente que não entende que gente é contagiada quando se faz ‘um’ com outra gente. Tem gente que pensa que é brincadeira quando Deus diz pra gente não misturar o espírito com o espírito de certas gentes. Sim, gente passa gente pra gente! “Serão os dois uma só carne…” “Faz-se um com ela…” “Grande é este mistério…” Paulo disse que na união conjugal tais ‘misturas’ atingem seu clímax para o bem, mas também pode ser para o mal. Ele diz: “…dela cuida como de sua própria carne…” E mais: “… posto que já não são dois, porém um…” E em outro lugar: “… a mulher crente, santifica o marido incrédulo… de outra sorte seriam impuros…” Eu creio em vampiros psicológicos, em seres que comem você por dentro, em relacionamentos que são como o ‘bicho da goiaba”, o amazonense “tapurú”. Ninguém se une a ninguém sem contágio, para o bem ou para o mal. Uniões têm o poder de mudar interiores, alterar almas, atingir o espírito. Se alguém sai de casa e contrata uma prostituta, e faz isso uma vez, corre o risco de contaminar-se fisicamente, e, pode desenvolver um vício para a alma. Mas se alguém sai de casa sempre para se prostituir, essa pessoa, mesmo que mude de prostituta todas as vezes, será contaminada, não necessariamente no corpo, e não necessariamente pelo espírito de uma delas, mas com certeza o será pelo “espírito de prostituição”, que não é algo muito forte na prostituta-que não se entrega por prazer-, mas o é na alma do freguês, visto que ele sim, procura ‘algo’ com avidez física e psicológica. Amizades longas com pessoas ruins podem acabar com a gente. Mas amizades curtas e breves também têm o poder de contaminar, e desviar um ser humano de seu caminho. Nada, porém, é mais profundo no seu poder de contágio do que uma união conjugal. Nesse caso, se as pessoas são de espírito bom, mesmo que não se amem, provavelmente não se façam mal. Mas se ambas ou apenas uma delas for de ‘outro espírito’, então, é muito difícil que o parceiro não seja contaminado na alma. Por esta razão nada há melhor do que a união de duas pessoas do mesmo bom espírito, especialmente se tiverem a ventura de se encontrar bem cedo na vida, e se manterem em união por toda a vida. Tais pessoas são as mais leves, livres, felizes, e simples! Há quem queira muita ‘variedade’… Meu Deus, que ilusão! Mal sabem que a tal ‘variedade’ vai deixando gambiarras penduradas pela gente, como fios desencapados e ‘em curto’. Se pudéssemos ver espiritualmente tais pessoas, as veríamos como troncos cheios de cabeças, braços, olhos, e pernas. Sim, completamente monstrificadas… Simbiotizadas de tantas formas e de tantas maneiras, que elas mesmas assustar-se-iam se pudessem se enxergar. Mas não é preciso enxergar para ver. Basta que se olhe para dentro do coração, para as legiões de seres…, para sentimentos que cada vez mais se complexificam na alma, para mentes cada vez mais compartilhadas pelos entes psicológicos que foram sendo agregados no caminho. Por isso o homem de coração simples é bem mais feliz do que aquele que sofisticadamente se auto-designa de complexo. Quando a sabedoria ordena ao jovem que guarde puro o seu coração, que simplifique os seus caminhos, e que seja focado em seus sentimentos, ela quer apenas dizer o que acabei de expor. Sim, não é nada moral, como se pensa. Mas sim é algo que tem a ver com a saúde do ser, com a paz para viver, com a unicidade existencial, com a pureza psicológica. Hoje, porém, é moda ser infeliz, complexo, sensível (significando ‘sofrido’), indecifrável, misturado, multiuso…, de tal modo que essa pessoa tem que ter ‘seu próprio analista’. Toda gente é uma ‘mistura’ de todas as gentes que passaram pelo coração, para o bem e para o mal. Nessa viagem da formação do ser há aquelas pessoas que são inevitáveis para nós, como os pais e os irmãos-nossos primeiros e involuntários casamentos na existência. Ora, muitos são os estragos que essa ‘mistura’ pode causar quando mal discernida. As piores misturas, todavia, são aquelas que escolhemos-consciente ou inconscientemente-para viver e fazer parte da gente pela via da união. Uniões são coisa muito séria… Sim, elas podem nos erguer ou nos afundar; podem nos abençoar ou nos amaldiçoar; podem nos trazer paz ou podem nos trazer angustias; podem nos salvar ou nos destruir. Por isso, se você está só, ou vindo de algo que como ‘união’ fez mal a você, não tenha pressa. Abrace sua solidão com respeito e dignidade, e agradeça a Deus o livramento. E não sucumba à tirania de se fazer acompanhar. Afinal, veja bem quem vai lhe ‘acompanhar’. Mas se você está lendo isso e pensando: “E agora? Depois de tanto ‘experimento’, ainda haverá esperança para mim?” Eu lhe digo: Sempre há esperança. O Espírito Santo é real. O amor de Deus limpa e cura. Mas o homem haverá de ser curado enquanto discerne cada pedaço de outros que foram largados no baú de sua alma. E terá que ter a coragem de discerni-los e jogá-los para fora de si mesmo. Ora, tal cura implica em discernir ‘qual carne e qual sangue’ fazem parte de nossa ‘comunhão’ existencial e espiritual. E obviamente isto só tem a ver com quem permitimos entrar e ter algum pedaço de nós, especialmente em uniões. Tal exercício de discernimento é doloroso, porém libertador. E se você discernir tais espíritos na presente constituição de sua alma, mande-os sair… pois eles sairão. Depois disso, todavia, encha a sua ‘casa’ do que é bom, e não a deixe vazia, posto que essas coisas se vão… mas de vez em quando voltam a fim de ver como anda o lugar antes ocupado, conforme nos ensinou Jesus, tanto sobre espíritos demônios, quanto também acerca de qualquer espírito, inclusive os espíritos dos humanos que já nos possuíram ou tentaram faze-lo. Esses ‘entes’, todavia, cansam de voltar. E é assim que se vai alcançando paz mais e mais… Ora, é por tudo isso que lhe peço: Veja bem com quem você está se unindo. E mais: Veja bem que espíritos você contraiu durante vínculos adoecidos. E, assim, trazendo todas as coisas para a luz, deixe que a verdade expurgue de seu ser aquilo que não é você. E não esqueça: É na Luz e na Comunhão verdadeira que o Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. “Pois se andarmos na luz, como Ele na luz está; mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Seu filho, nos purifica de todo pecado”. Nele, Caio

Não se ponha em jugo desigual com os crentes

0 comments

Posted on 22nd junho 2009 by Roberto in Cartas

,



—–Original Message—–
From: NÃO SE PONHA EM JUGO DESIGUAL COM OS CRENTES
To: contato@caiofabio.com
Subject: ELE É BOM, MAS NÃO GOSTO DELE
Mensagem: Pastor Caio Fábio, Estou passando por um momento muito difícil da minha vida.
Estou noiva de um rapaz da minha igreja, que por sinal é uma das colunas; só que eu tive um relacionamento de quatro anos com um outro rapaz que foi muito marcante para mim.
Nosso relacionamento terminou porque minha família não gostava dele, e julgavam ele todo tempo. Sempre que o vejo me sinto fortemente balançada, até porque eu sei que ele ainda gosta de mim, e tem esperança.
Ele também já foi noivo. Por outro lado, estou noiva de um rapaz muito responsável, que minha
família ama; ele é um homem de Deus; líder na casa do Senhor (um dos mais respeitados); super atencioso; mas nosso relacionamento está um pouco balançado, por alguns problemas;
e eu não sei o que faço.
Sou líder de louvor, ministro na casa do Senhor, só que está tudo muito difícil. Não sei o que faço, espero que receba essa mensagem, e possa me ajudar… ***************************************************
Resposta: Minha amada irmã: Paz e Confiança! “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos”-disse Paulo. Eu digo a você: “…nem com os crentes também”.
Jugo desigual é todo caminhar onde o amor não se nivela.
Jugo desigual é toda caminhada conjugal onde não há amor.
Jugo desigual é o que você está vivendo: ele quer, você não! Será um desgraça dolorida insistir. Muitas vezes as pessoas casam por causa da família.
A pessoa é boa, é crente, é responsável, a família gosta, a gente se acostuma, vê apenas de vez em quando, casa, leva pra casa, começa a comer sal junto, a ter que enfrentar problemas, a conhecer o outro, e, então, BUM! EXPLODE!
Não case com ele. Não case com ninguém de quem você não goste. Será uma tragédia. Uma prisão horrível. Uma dor escandalosa! Seus pais e amigos não dormirão com ele, não terão filhos dele, não terão que agüentar a vida ao lado de alguém a quem não amam do jeito que a proposta de amor é dentro da conjugalidade. Pelo amor de Deus! não case com ele só porque ele é gente boa e porque você também é gente boa. Gente boa, quando não ama o outro, faz mal também. Sem amor tudo faz mal. Nada aproveita. Os maiores sacrifícios são em vão. E como tenho dito, casamento não é missão. Casar-se com alguém a quem se ama já trás seus pesos, imagine com quem não se ama! Não deixe que as formalidades, as aparências, as opiniões, as conveniências, os ministérios, o IBOPE eclesiástico, e os gostos familiares sejam a sua prisão para o resto da vida; ou quem sabe, a desgraça que se voltará contra você em pouco tempo; pois você casará, será infeliz, desejará se separar, e todos a JULGARÃO LEVIANA!
Minha querida irmã, não se entregue a ninguém contra o seu coração. Você não vive numa Republica Islâmica. Você vive na Liberdade da Graça de Deus, no Reino de Deus. Se no Reino de Deus a gente não tiver a liberdade de decidir com quem casa, então, que Boa Nova é essa? Não é boa nova, é a velha prisão! O que vai acontecer entre você e o rapaz que você diz amar é outra história. Mas antes saia dessa de agora. Digo isso sem temor. Daí a total objetividade! Um grande beijo. Nele, que não nos chama a nenhum jugo desigual, Caio

www.caiofabio.com

O que é jugo desigual no casamento?

13 comments

Posted on 10th julho 2008 by Roberto in Cartas

,

Olá, Pr. Caio! Estamos com uma dúvida que parecia simples, até nos depararmos com a questão. Minha irmã tem 35 anos, está divorciada há três anos, não tem filhos, e nunca mais teve nenhum relacionamento depois que se separou. Há algum tempo conheceu um homem que parece ter os predicados que ela desejava. É um cara legal, inteligente, tem idade próxima à dela, e também já teve uma experiência de um casamento. Eles estão gostando um do outro. Mas se apresentou um impasse: Ele não é crente! Não sei mais o que pensar sobre isso. Sei que existem homens bons e ruins dentro e fora da Igreja, e é ilusão pensar que uma relação daria certo só pelo fato dos dois serem crentes. Está difícil dar conselhos a ela sobre a situação. Ela é uma mulher linda, muito sensata, e uma pessoa maravilhosa. Nós estamos realmente querendo saber o seu ponto de vista sobre isso. Vai ajudar bastante! Desde já agradeço a atenção e o carinho. __________________________________________________________ Resposta: Minha querida: Graça e Paz! Há alguns meses respondi aqui no site[no site dele www.caiofabio.net] uma questão oposta, acerca do chamado “jugo desigual”, e que no meio evangélico apenas se aplica ao casamento com alguém que não seja evangélico. Ou seja: os evangélicos acham que as mulheres da igreja só podem casar com os homens da igreja, pois, supostamente, dentro da igreja, não há jugo desigual entre os membros, pois todos são “crentes” nas mesmas “doutrinas”. A implicação desse “raciocínio” (difícil é usar a palavra “raciocínio” para descrever qualquer coisas classicamente ” evangélica”) é que “fora da igreja” só há incrédulos. Isto porque ser “crente”, para os evangélicos, não é uma questão de ser, mas de estar… e estar em conexão institucional com a igreja e suas doutrinas. O que escrevi para a moça que estava na dúvida acerca de se casava ou não com um crente, teve o seguinte teor:
__________________________________________________________
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos”-disse Paulo. Eu digo a você: “…nem com os crentes também”. Jugo desigual é todo caminhar onde o amor não se nivela; é toda caminhada conjugal onde não há amor; é o que você está vivendo: ele quer, você não. Será um desgraça dolorida insistir. Muitas vezes as pessoas casam por causa da família. A pessoa é boa, é crente, é responsável, a família gosta, a gente se acostuma, vê apenas de vez em quando, casa, leva pra casa, começa a comer sal junto, a ter que enfrentar problemas, a conhecer o outro, e, então: BUM! EXPLODE! Se você não o ama, não case com ele. Não case com ninguém de quem você não goste. Será uma tragédia. Uma prisão horrível. Uma dor escandalosa! Seus pais e amigos não dormirão com ele, não terão filhos dele, não terão que agüentar nada, mas você sim. A vida ao lado de alguém a quem não se ama de acordo com a proposta de amor dentro da conjugalidade, é um inferno. Pelo amor de Deus! Não case com ele só porque ele é gente boa e porque você também é gente boa! Gente boa, quando não ama o outro, faz mal também, mesmo quando tenta evitar. O simples fato de não amar já é o mal, mesmo que a pessoa seja gente boa. Sem amor tudo faz mal. Nada aproveita. Os maiores sacrifícios são em vão. E como tenho dito, casamento não é missão. Casar-se com alguém a quem se ama já trás seus pesos, imagine com quem não se ama! Não deixe que as formalidades, as aparências, as opiniões, as conveniências, os ministérios, o IBOPE eclesiástico, e os gostos familiares sejam a sua prisão para o resto da vida; ou quem sabe, a desgraça que se voltará contra você em pouco tempo; pois você casará, será infeliz, desejará se separar, e todos a JULGARÃO LEVIANA! Minha querida irmã, não se entregue a ninguém contra o seu coração. Você não vive numa Republica Islâmica. Você vive na Liberdade da Graça de Deus, no Reino de Deus. E se no Reino de Deus a gente não tiver a liberdade de decidir com quem casa, então, que Boa Nova é essa? Não é Boa Nova, mas sim a Velha Prisão! _________________________________________________________
Ora, isto foi o que eu disse a quem era crente e estava na iminência de casar com um outro crente, só que a moça não o amava, mas estava dando uma chance ao casamento apenas porque o cara era crente e “ministro do louvor”. No caso de sua irmã, digo o seguinte:
1. Quando Paulo falou de não se prender ao jugo desigual com os “incrédulos” (Primeira Carta aos Coríntios), ele se referia a um espírito, não a uma “membresia de igreja”-nada disto existia naqueles dias! Sim, ele fazia referencia a um “modo de ser”. A prova disso aparece na carta seguinte dele aos Coríntios, quando o apóstolo diz que o “incrédulo” ao qual não se deve associar sob hipótese alguma é justamente aquele que se diz “crente”. Portanto, ele fala de um espírito, de um modo de ser, e não de uma filiação religiosa.
2. Quando Paulo disse isto havia um contexto bem diferente do nosso à volta dele. Corinto era uma cidade riodejaneirizada do ponto de vista do comportamento frouxo. Os cultos aos deuses lá grassavam de modo extremo. Afrodite era a deusa por excelência no alto da Acrópole de Corinto. O culto a Afrodite também envolvia a prática da “prostituição cultual e dos sacrifícios” à deusa. Além disso, dentro da cidade, ao lado do lugar onde os discípulos se reuniam, havia o templo de Apolo, imenso, e no qual oferendas eram feitas ao deus todos os dias. Esse era o contexto.
3. Assim, Paulo não quer saber de “membresia cristã” para validar o casamento-posto que alguém pode ser “da igreja” e ser um incrédulo existencial, vivendo sem Deus no ser, e sem atitudes e modos bondosos-, e também não acha que seja bom alguém se casar com a total disparidade de espírito e consciência, conforme poderia acontecer no caso de uma mulher (ou homem) discípula de Jesus vir a se casar com um adorador de Afrodite ou Apolo. Portanto, tratava-se de algo ostensivo e explicito, e equivaleria a dizer: “Não se prenda a desníveis relacionais com aqueles que andam conforme outra consciência pessoal, posto que isto jamais permitirá que haja um caminho de harmonia entre as partes”. Esse é o espírito do jugo desigual, e não se prende apenas ao casamento, mas a toda forma de vinculo que pretenda ser contínuo e estável.
4. Se o cara é gente boa e sua irmã gosta dele e ele dela, sugiro que namorem, e que se conheçam bem. E se após isto ela ainda julgar que ele é gente boa e um homem de verdade, que se case com ele, e que busque viver em paz. Aliás, se esse for o caso, é praticamente certo que ela o santificará nesse convívio; e, ele mesmo, logo estará confessando a fé juntamente com ela. Aliás, se ele é brasileiro, a incredulidade dele deve ser apenas aquela de não ser “evangélico”, mas duvido que haja nele qualquer outra forma de rejeição à fé; exceto aquela razoável rejeição de olhar para a jactância dos evangélicos e não gostar do resultado. No entanto, mesmo sem nada saber, acredito que ele nem tais avaliações pertinentes está fazendo. Certo?
5. Casamento é a profissão de fé do amor. E onde duas pessoas se amam, o caminho da comunhão é certo. No mais, o justo também casa pela fé. Mas a precondição é amor. Esta é a minha opinião. É nesse espírito que compreendo a Palavra nessa questão. E é assim que penso há pelo menos 26 anos.
Receba meu carinho!
Nele, Caio

www.caiofabio.net