Lula lá e Dilma aqui: Um governo de aiatolá

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Posted on 29th outubro 2010 by Roberto in Opinião

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Comício da vitória com Mercadante, Lula e Dilma
Creative Commons License photo credit: Aloizio Mercadante

Nos últimos meses não respondi cartas por puro e simples cansaço. Depois foi porque ganhei um computador novo [o meu laptop há tinha quase cinco anos], e o pessoal que instalou Os novos programas no computador o fez na época em que mudávamos de .com para .net, e, por causa disso e de minha viagem à Turquia, Jordânia e Israel, não tive como re-configurar tudo outra vez, já que eu mesmo, sozinho, não sou bom nessas coisas. Portanto, não podia e nem posso ainda responder cartas; elas não vão…

Hoje, no entanto, abri o e-mail do que me chega já pelo .net do site [recebo, mas não consigo ainda enviar], mas confesso que a temática me deu dor nos ossos antes mesmo de tentar esboçar a 1ª resposta.

É muito nada sobre nada; é muita fofoca, tipo: “O senhor sabe o que o fulano diz sobre o senhor?”; ou então são os temas de sempre, para os quais não tenho mais respostas novas a dar, pois tudo gira em torno do sexo adoecido, da igreja adoecida, do cristianismo falido; ou, quando não [...], são ataques de Severos malucos a gente boa de Deus como meu amigo querido Ariovaldo Ramos.

Então meus braços descaem… Não tenho forças para responder mais nada disso. O meu site www.caiofabio.net está entupido de tais respostas e opiniões minhas a tais coisas; as quais me nego a responder definitivamente de-novo-velho.

Aplicar o coração a tais repetições é como mergulhar num pesadelo recorrente, que nunca acaba, e que jamais deixa que você também tenha o poder de acordar e dizer: “É só um pesadelo!” — sim, pois os mesmos temas não buscam resposta, mas apenas um retorno particular ao missivista que tem na minha resposta um fetiche…

Em meio a tantas cartas que eu já disse que não mais respondo em razão de que as respostas a elas existem em abundancia no meu site, vi que havia algumas indagações sobre minha Opinião acerca do que o “alinhamento” Lula , na ONU, e Dilma aqui, na Presidência, podem fazer de mal ao Brasil.

Ora, simplificando digo o seguinte:

1.   Não tenho nada contra o Lula desejar ser Sec. Geral da ONU; é direito dele sonhar… O problema é que ele não está fazendo isto como ex-presidente, mas como o atual Presidente em Exercício do Brasil; o que tanto é algo anômalo na ONU, como também é aético e perigoso para o Brasil; posto que assim fazendo ele use o Brasil como respaldo político e econômico para fazer seu lobby mundial; usando não apenas o peso político do cargo, mas, além disso, o dinheiro do Brasil para fazer tal Campanha mundial… Assim, a “máquina pública” do governo brasileiro está sendo usada no mínimo duas vezes: para financiar o PAC, que é o Programa de Apoio às Campanhas [do Lula], e não um programa de aceleração do crescimento [prova disso é que o PAC 1 não foi implementado em quase nada e já se lançou o PAC 2], e em razão da Campanha dupla do Lula, por si mesmo e pela Dilma.

2. Quando um Presidente pleiteia um cargo como esse, de Sec. Geral da ONU, o que é inédito na história daquela instituição/fórum/mundial, ele, o postulante, deve levar as suas opiniões fundadas em consensos estabelecidos em um programa de governo exposto ao povo e aprovado nas eleições; mas, ao contrário disso, o Lula usa o poder do cargo para fazer média e vínculos políticos nem sempre recomendáveis, a fim de dar base de sustentação ao seu projeto pessoal e ideológico, sem qualquer consulta ao povo que a ele emprestou tal poder pela via do processo democrático.

3.   Se o Lula tivesse dito nas duas últimas eleições que ganhou que sua política externa seria essa que se tem visto nos últimos dois anos, e em especial no último ano, e, mesmo assim tivesse sido eleito, por mais que eu achasse a mesma coisa sobre sua insanidade nessa área, ficaria calado, ou, pelo menos, diria o que digo com menos agressividade. Mas não foi assim… Portanto, digo que se trata de uma agenda pessoal, praticada como política externa oficial do Brasil, quando de fato não o é. Ou seja: se ele tivesse sido eleito com tal programa de PAC Mundial, mesmo reconhecendo o surto megalômano do “cara”, diria que era insanidade histórica total, bem como de natureza política insana, e, sobretudo, espiritual; porém, ainda assim aceitaria, embora não sem emitir a minha opinião. O problema é que o Lula jamais disse em nenhuma de suas campanhas que, uma vez eleito, levaria o Brasil para dentro dos piores antros de conflito mundial, apenas porque ele, o Lula, já tinha uma segunda agenda pronta para depois do fim do seu mandato; ou seja: tornar-se Sec. Geral da ONU.

4.   Além disso, o bem senso e a ética mandariam que ele deixasse a Presidência, para, então, com meios e carismas próprios, como fazem os demais postulantes ao posto da ONU, lançar-se à sua empreitada. Do contrário, ele usa a Presidência da Republica como trampolim para seu projeto particular; e com isso põe o Brasil numa lista ruim do ponto de vista das nações que lutam por um mundo sem loucuras e insanidades.

5.   Além disso, dado ao “histórico” que eu já cri no passado que no passado tivesse ficado, vejo que não sendo assim, o que o Lula busca como projeto político mundial e pessoal é tornar-se o homem mais importante do mundo, como um Sec. Geral da ONU alinhado com tudo aquilo que faz diferença na Terra entre legalidade e ilegalidade entre nações e nações, escolhendo o lado bandido das forças políticas do planeta, a fim de tornar-se o líder desses que não amam a humanidade, mas apenas seu próprio fanatismo político e ideológico; no caso das ligações com figuras terroristas, ligações de banditismo mundial.

6.    Fazer o que já está fazendo enquanto ainda é Presidente do Brasil, usando o Brasil e seu atual poder econômico como força de barganha para seu projeto mundialulal, ele, o Lula, vai se tornando uma Lula Gigante, surtada, buscando ter um tentáculo em cada poder maligno que ele julga poder dar a ele tudo, se pelo menos meio prostrado ele os adorar…

7.   Ora, se tudo isto acontecer [...], e que é errado em si mesmo, mas se não houver o correspondência de poder transferido dele para a eleição da Dilma, terá sido vergonhoso para o Brasil, e nem ainda por isto estaremos livres de sermos postos em lugares de risco [...], mas, pelo menos, não se terá o alinhamento entre o Lula das Nações Divididas, a ONU, que de fato é uma OND — e o Governo do Brasil; em tal caso o que faria o Lula Sec. da ONU falar apenas em nome de seus coleguinhas de tirania e de terror, mas não do Brasil. Mas com a Dilma aqui eleita por ele e por mais ninguém [...], posto que todos saibam que sem o Lulaaqui não tem Dilmalá, o que se terá será o alinhamento dos poderes do Lula Global com a Dilma Nacional, o que dará ao Lula Gigante um poder oficial de falar como Sec. Geral da ONU e Eminência Absoluta do Brasil; o que nos colocará numa zona de perigo sem tamanho nos anos por vir…

8.   A Dilma não existe a não ser como ecolulal… Portanto, elegê-la é também dar ao Lula o poder de praticar as políticas de solidariedade com amigos seus Marcolianos de natureza e amplitude mundial, sendo que com o amparo irrestrito do Brasil; coisa essa que se faria oficial pela autenticação ao Lula recebida em razão de ele ter elegido a Dilma.

9.   O Brasil está tendo a sua primeira boa e genuína chance de se tornar uma nação desenvolvida não apenas economicamente, mas também do ponto de vista da distribuição de renda real, e, além disso, podendo figurar entre as nações sóbrias da Terra, as genuinamente democráticas e pró-liberdade; o que pelas sinalizações do Lula não será um fato de âmbito político mundial, já que ele tem determinado quem são os seus colegas de sonho global; todos tiranos ou terroristas de Estado, ou mesmo surtados com desejo genocida.

10.                   Pode ser que eu esteja enganado, e que o Lula esteja fazendo essa Campanha Global por crer mesmo na causa do Irã, da Venezuela que virou uma moela do Hugo Chaves, ou que deseje apenas ser “o cara” [que o Obama jamais diria hoje que ele era ou seria...] dos pobres do Planeta ou dos radicais da morte aos quais ele chama de companheiros… Ora, se assim for é mal para nós também, mas se pelo menos tivéssemos outro governo que não fosse um Lulaaqui do ponto de vista político, poderia estabelecer a distinção para o mundo entre o Lula e o Brasil, o que hoje não possível, e nem o será se a Dilma ganhar.

11.                   O fato é que temos a nossa melhor chance histórica de fazermos parte de Grupos menos raivosos e hostis no Planeta se não for a Dilmalulal quem venha a ganhar. Qualquer outro candidato que não seja o Lula versão de saia, saberá fazer a distinção entre o Brasil e o Lulalá na ONU, se ele lá conseguir chegar. Mas um Lulalá com uma Dilmaqui será um governo de “Aiatolá” do Lulalá e da Dilmalá também; e, com eles, nós todos.

12.                   E a conversa que agora o Lula pretende impor como tema da Campanha aqui, ou seja: que nunca antes na história desse país se terá a chance de se ter um Brasil Soberano, ainda que de soberania unida às forças da não soberania democrática na Terra — será do mesmo tom que ele antes se queixava de que contra ele fosse praticada; ou seja: de que a presença de qualquer outro vai parar o processo de sorte petrolífera dos últimos anos; o que tanto não é verdade como também não é verdade…

13.                   Preguei domingo passado direto de Jerusalém dizendo que não se trata apenas de um tema político [mesmo que a política seja um poderoso principado espiritual], mas, sobretudo, que se trata de um tema de natureza espiritual; afinal ele, o Lula, está se associando ao Principado da Pérsia, o Irã, contra Miguel e as forças espirituais vinculadas a Israel, que não mudaram desde que o Profeta Daniel assim advertiu, visto que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis — mas, além disso, pela ignorância ambiciosa do Lula, por tal alinhamento louco, ele nos põe como pombas simples no meio do viveiro das serpentes…

14.                   Basta ao Brasil o seu próprio mal. Tudo o que não precisamos é de um Presidente com sede de poder mundial; e nem de uma sucessora dele que nada mais seja do que sua amante política sem voz e sem autodeterminação para além de sua paixão endividada para com seu chefe e senhor; no caso o Lula.

Infelizmente não tenho errado nas percepções dessas coisas, o site dá testemunho disto desde 2003; mas peço a Deus que tudo seja um exagero meu, um grande equivoco, e que contra todas as evidencias nada disso venha a acontecer.

Por enquanto, todavia, tudo em mim grita tais MINHAS ANGUSTIAS LULARAFATIANAS E DILMAHMADINEJADIANAS…
Leia mais…

Ainda leia: O LULA DAS CAUSAS NUCLEARES…

Eu disse o que disse; e peço a Deus que esteja engano; se estiver ficarei feliz; e se estiver certo ficarei muito angustiado pelo Brasil e até pelo mundo; pois se o Lula tratar a maluquice mundial como ele trata as maluquices, por exemplo, do MST aqui, nós estaremos danados…

É o que penso!

Nele, em Quem peço para não estar certo,

Caio

3 de abril de 2010

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

Apocalipse para ser lido hoje

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Posted on 13th maio 2010 by Roberto in Devocionais

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sp doom
Creative Commons License photo credit: f_mafra

Deixei os primeiros três capitulos de fora desta facilitação de leitura, pois daqui a uns dias pretendo comentar o texto que segue, e que compreende Apocalipse 4 ao final. Leia com um bom coração.

Caio

www.caiofabio.net

12 de novembro de 2008.

Lago Norte

Brasília

DF

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Depois das primeiras visões sobre as Igrejas da Ásia, eu, João, olhei outra vez, e eis que não somente havia um Portal Aberto no Céu, mas também ouvi a Primeira Voz que antes ouvira, no começo das Revelações, e que era como se uma trombeta falasse comigo, dizendo:

Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

Imediatamente, eu me achei em espírito em outro ambiente ou dimensão, e eis que vi, armado no céu, um Trono, e, no Trono, Alguém sentado; e esse Alguém que se acha assentado no Trono, era semelhante, no Seu aspecto, à pedra de jaspe e de sardônio.

[Era como uma aparência mineral indefinida!]

Ao redor do Trono, há um arco-íris que é semelhante a uma pedra de esmeralda.

[Como se o feixe do arco fosse de esmeralda densa, mas que carrega o arco-íris].

À volta do Trono há também vinte e quatro outros tronos, e, assentados neles, Vinte e Quatro Anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

Do Trono saem permanentemente relâmpagos, vozes e trovões; e, diante do Trono, ardem Sete Tochas de Fogo, que são os Sete Espíritos de Deus.

Há diante do Trono algo como um Mar de Vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do Trono e à volta do Trono, estão Quatro Seres Viventes, cheios de olhos na frente e nas costas.

O Primeiro Ser Vivente é semelhante a Leão, o Segundo, semelhante a Novilho, o Terceiro tem o rosto como de Homem, e o Quarto Ser Vivente é semelhante à Águia quando está voando.

[Assim era a aparência dos seres viventes!]

E os Quatro Seres Viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando:

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.

Quando esses Seres Viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no Trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os Vinte e Quatro Anciãos prostrar-se-ão diante Daquele que se encontra sentado no Trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:

Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas.

Vi, na mão direita Daquele que estava sentado no Trono, um Livro escrito por dentro e por fora, completamente lacrado com sete selos.

Vi, também, um Anjo Forte, que proclamava em grande voz:

Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?

Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém era digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo olhar para ele.

Diante disso eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo de olhar para ele.

Todavia, um dos Vinte e Quatro Anciãos me disse:

Pare de chorar; pois o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

Então, vi, no meio do Trono e dos Quatro Seres Viventes e entre os Vinte e Quatro Anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha Sete Chifres, bem como Sete Olhos, que são os Sete Espíritos de Deus enviados por toda a Terra.

Veio, pois, o Cordeiro e tomou o Livro da Redenção da Terra da mão direita Daquele que estava sentado no Trono!

Ora, quando Ele tomou o Livro da Redenção da Terra, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

Eles, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos, entoavam novo cântico, dizendo:

Digno és Tu, ó Cordeiro, de tomares o Livro da Redenção da Terra e de abrir-lhes os selos, porque somente Tu foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e, por isto, reinarão sobre a terra.

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do Trono, dos Seres Viventes, [que estão no meio do Trono e à volta dele], e dos Vinte e Quatro Anciãos, [que ficam assentados em tronos ao redor do Trono] — e a voz de anjos que eu ouvia, era de um número que passava milhões de milhões e milhares de milhares.

Ora, essas vozes de muitos anjos proclamavam em grande voz:

Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há — Sim! Vi que tudo o que existe dizia:

Àquele que está sentado no Trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.

E os Quatro Seres Viventes respondiam:

Amém!

Também os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se e adoraram.

Vi quando o Cordeiro abriu um dos Sete Selos que selavam o Livro da Redenção da Terra, o qual estava selado por dentro e por fora.

O Livro começou a ser aberto!

Assim, ouvi um dos Quatro Seres Viventes, o que se assemelha ao Leão, dizendo, como se fosse Voz de Trovão:

Vem!

Então eu vi, e eis que vinha um Cavalo Branco e o seu cavaleiro tinha um Arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.

Quando o Cordeiro abriu o Segundo Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi o Segundo Ser Vivente, o que é semelhante a Novilho, dizendo:

Vem!

E saiu outro Cavalo, Vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.

Quando o Cordeiro abriu o Terceiro Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi o Terceiro Ser Vivente, o que é semelhante ao Homem, dizendo:

Vem!

Então, vi, e eis que vi um Cavalo Preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos Quatro Seres Viventes dizendo:

Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.

Quando o Cordeiro abriu o Quarto Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi a voz do Quarto Ser Vivente, que é semelhante à Águia, dizendo:

Vem!

E olhei, e eis um Cavalo Amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo; e foi-lhes dada autoridade sobre ¼ da Terra, para matar pela guerra ou pela violência, pela fome, com a mortandade e por meio das criaturas hostis da Terra.

Quando o Cordeiro abriu o Quinto Selo do Livro Selado por dentro e por fora com Sete Selos, que o Livro da Redenção da Terra, vi, debaixo do Altar, no ambiente do Trono, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho de fé e consciência que sustentavam.

Esses cujas almas vi debaixo do Altar no lugar do Trono clamaram em grande voz, dizendo:

Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?

Então, a cada um deles foi dada uma vestimenta branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus companheiros de testemunho e o número de seus irmãos que iam ser mortos, como um dia igualmente eles haviam sido.

Vi quando o Cordeiro abriu o Sexto Selo, e aconteceu grande terremoto. O sol escureceu como se coberto por um saco de carvoeiro, a lua toda ficou como sangue, as estrelas do céu caíram pela Terra como uma mangueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus frutos maduros, e o céu recolheu-se como um antigo pergaminho quando era enrolado.

Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar na terra e no mar.

Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo homem escravizado e todo homem livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, em todos os abrigos profundos, e disseram aos montes e aos rochedos:

Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

Depois disto, vi Quatro Anjos em pé nos Quatro Cantos da Terra, conservando seguros os Quatro Ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.

Vi outro anjo que vinha do Nascente do Sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos que antes eu vira em pé nos Quatro Cantos da Terra, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo:

Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.

[Então foram selados os filhos de Israel, os que entre eles sustentaram o testemunho do Cordeiro representando aquele povo].

Ouvi o número dos que foram selados, que era 144 mil, de todas as tribos dos filhos de Israel:

Da tribo de Judá foram selados doze mil; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim foram selados doze mil.

Depois destas coisas, vi, e eis Grande Multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do Trono e diante do Cordeiro, vestidos com vestes brancas, com palmas em suas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo:

Ao nosso Deus, que se assenta no Trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.

[Sim! Pois os que são do Cordeiro dentre os filhos de Israel se podem contar — 144 mil —, mas os que dentre os povos são do Cordeiro são uma multidão que não se pode contar].

Vi que todos os anjos estavam de pé rodeando o Trono, ao redor do qual estão também os Vinte Quatro Anciãos e os Quatro Seres Viventes — e vi que ante o Trono todos os anjos se prostraram sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo:

Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!

Um dos Vinte e Quatro Anciãos tomou a palavra, dizendo-me:

Estes, que se vestem de vestes brancas, que são uma Grande Multidão, que carregam palmas em suas mãos, e que clamam dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no Trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação! quem são e donde vieram?

Eu, então, respondi ao ancião:

Meu Senhor, tu o sabes.

Ele, então, me disse:

São estes os que vêm da Grande Tribulação [antes anunciada], lavaram suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro, razão por que se acham diante do Trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e Aquele que se assenta no Trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, nem o sol os queimará mais, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do Trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

Quando o Cordeiro abriu o Sétimo Selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.

Então, vi os Sete Anjos que se acham em pé diante de Deus, os mesmos que no início tinham as Sete Trombetas e que prepararam-se para tocar.

Ora, veio outro anjo e ficou de pé junto ao Altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo junto com as orações de todos os santos sobre o Altar de ouro que se acha diante do Trono; e da mão desse anjo que estava junto ao Altar, subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.

E então o mesmo anjo que estava junto ao Altar tomou o incensário, encheu-o do fogo do Altar e o atirou à Terra.

E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto!

Então, os Sete Anjos que tinham as Sete Trombetas prepararam-se para tocar.

O Primeiro Anjo tocou a trombeta, e houve Saraiva e Fogo de mistura com Sangue, e foram atirados sobre a Terra. Então foi queimado 1/3 da Terra, e das árvores, e também toda erva verde.

O Segundo Anjo tocou a trombeta, e uma como que Grande Montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações.

O Terceiro Anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas uma Grande Estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram envenenadas e amargosas.

O Quarto Anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse tanto o dia como a noite.

Então, vi e ouvi uma Águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz:

Ai! Ai! Ai dos que moram na Terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!

O Quinto Anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na Terra. E foi dada à Estrela a chave do Poço do Abismo.

A Estrela abriu o poço do Abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos para a Terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da Terra, e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da Terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.

Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém.

Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles.

O aspecto geral dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; e tinham sobre eles, como seu rei, o Anjo do Abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.

O Primeiro Ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda Dois Ais.

O Sexto Anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos Quatro Ângulos do Altar de Ouro que se encontra na presença de Deus, dizendo ao Sexto Anjo, o mesmo que tem a trombeta:

Solta os Quatro Anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates.

Foram, então, soltos os Quatro Anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens. O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; ou seja: de 200 milhões; e eu ouvi o seu número.

Assim, nesta visão, vi os cavalos desses exércitos e vi que os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre.

Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da boca dos cavalos, foi morta a terça parte dos homens; pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano.

Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.

Vi outro Anjo Forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o seu rosto era como o sol, e as suas pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um Livrinho Aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os Sete Trovões as suas próprias vozes.

Logo que falaram os Sete Trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo:

Guarda em segredo as coisas que os Sete Trovões falaram e não as escrevas.

Então, o mesmo anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe:

Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do Sétimo Anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.

A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo:

Vai e toma o Livrinho que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o Livrinho.

Ele, então, me falou:

Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel.

Tomei o Livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo.

Então, me disseram [sobre o conteúdo do Livrinho]:

É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

Foi-me dado um Caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito:

Dispõe-te e mede o Santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram;     mas deixa de parte o átrio exterior do Santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, ou três anos e cinco meses, pisarão a Cidade Santa.

Nesse tempo darei às minhas Duas Testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.

Ora, as Duas Testemunhas são as Duas Oliveiras e os Dois Candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da Terra.

Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer.

As Duas Testemunhas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem.

Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, o Monstro que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, e o seu cadáver ficará estirado na praça da Grande Cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.

Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados.

Os que habitam sobre a terra se alegram por causa da morte deles, e, por isto, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a Terra.

Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as Duas Testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes:

Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram.

Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a 1/10ª parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.

Passou o Segundo Ai. Eis que, sem demora, vem o Terceiro Ai.

O Sétimo Anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.

E os Vinte e Quatro Anciãos que se encontram sentados no seu Trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo:

Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o Teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a Tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

Abriu-se, então, o Santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a Arca da Aliança no Seu Santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma Mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um Grande Dragão Vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.

A cauda do Dragão arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a Terra; e o Dragão se deteve em frente da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.

Nasceu-lhe, pois, um Filho Varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu Trono.

A Mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o Dragão. Também pelejaram o Dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles.

E foi expulso o Grande Dragão, a Antiga Serpente, que se chama Diabo e Satanás, o Sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos.

Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o Acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, venceram o Acusador por causa do Sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da Terra e do mar, pois o Diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.

Quando, pois, o Dragão se viu atirado para a Terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; e foram dadas à Mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da Serpente ou do Grande Dragão.

Então, a Serpente arrojou da sua boca, atrás da Mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.

A terra, porém, socorreu a Mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha arrojado de sua boca.

Irou-se o Dragão contra a Mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

E o Dragão se pôs em pé sobre a areia do mar!

E vi subir de um Mar de nações, povos e línguas um Monstro que tinha sete aliados e dez grandes outros poderes entre os homens. Os poderes aliados ao Monstro do Mar de Povos foram ungidos pela aceitação dos homens, e sobre as suas cabeças foram postos um nome de blasfêmia.

O Monstro que vi era semelhante a uma mistura de forças e poderes, como se fosse um ente parecido com um leopardo, mas com os pés como os de urso, a sua boca como a de leão…

[O Monstro é um mix de forças e poderes de naturezas distintas. O Monstro é um hibrido!]

E a Serpente deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

Então vi uma das suas cabeças de poder como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após do monstro.

[Pois a cura do Monstro foi celebrada com alegria e admiração entre muitos povos. Pois o mundo amava o Monstro].

E, [assim, por este modo], adoraram a Serpente, que deu ao Monstro o seu poder!

Também adoraram ao Monstro, dizendo:

Quem é semelhante ao nosso Monstro? Quem poderá batalhar contra ele?

[Assim, o Monstro torna-se objeto de toda admiração e fascínio].

E foi dado ao Monstro o poder de falar ao mundo, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por [pouco tempo, algo como se fora] quarenta e dois meses, [ou como três anos e cinco meses].

E, então, o Monstro abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e o seu testemunho, e também contra os que são os habitantes dos céus.

[O Monstro se tornou supremo sobre tudo. A Terra queria ouvi-lo! Os céus têm que calar!]

E foi concedido ao Monstro fazer guerra aos separados para Deus, e vencê-los; e, assim, deu-se ao Monstro poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.

[O Monstro surge do Mar de nações, e, por essas mesmas nações que a ele associam-se, é feito a Referencia de todos os humanos].

E, por isto, as nações adoraram ao Monstro; todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Se alguém tem ouvidos, ouça.

Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a dos santos.

[Suportar até que o ciclo de mortes se esgote, pois, a fome de vingança que existe na Terra é insaciável].

E vi agora, de outra feita, subir da terra outro Monstro, e tinha dois poderes; mostrava-se manso à semelhança da autoridade exercida por um cordeiro; embora falasse como o dragão-serpente.

[O 2º Monstro é também ambivalente: tem a cara boa de um cordeiro, mas suas palavras carregam o espírito do engano da Serpente, desde o início].

Ora, esse Monstro que vem da terra, não do mar, exerce todo o poder do 1º Monstro na presença deste; e faz que a terra e os que nela habitam adorem o 1º Monstro, que veio do Mar de Povos, o mesmo cuja chaga mortal fora curada.

E, assim, o Monstro da terra faz grandes sinais, [pois, tem modos de profeta], de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.

[No Monstro da terra existe carisma profético e violência; mas tal poder se associará ao 1º Monstro].

Portanto, o Monstro da terra engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse na presença do 1º Monstro, dizendo aos que habitam na terra que fizessem “uma imagem ao poder” deste, o qual tinha sido ferido, mas vivia.

[O 1º Monstro sofrerá um golpe mortal, mas conseguirá sair de tudo mais forte do que nunca; e daí resultará o fortalecimento do culto ao seu nome].

Ora, ao Monstro da terra foi-lhe concedido que desse vida à [“representação construída para designar”] a “imagem” do 1º Monstro, para que também a “imagem” dele impactasse o mundo; e fizesse que fossem mortos todos os que não se curvassem à representação do poder da “imagem mundial” do Monstro.

[O Monstro da Terra, mais antigo historicamente, embora mais fraco, tem poder, e, usa tal poder como profeta e abençoador do surgimento do 1º Monstro].

E, assim, o Monstro da terra faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome do 1º Monstro, ou o número do seu nome — concordando e convencendo o mundo de que o 1º Monstro, o Monstro dos Povos, é a salvação Econômica da Humanidade.

Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número do Monstro, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele 144 mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.

Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa.

Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos Quatro Seres Viventes e dos Vinte e Quatro Anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os 144 mil que foram comprados da terra.

São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.

Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um Evangelho Eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz:

Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo:

Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.

Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz:

Se alguém adora ao Monstro e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.

A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Então, ouvi uma voz do céu, dizendo:

Escreve:

Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.

Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.

Outro anjo saiu do Santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem:

Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!

E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.

Então, saiu do Santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada.

Saiu ainda do Altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o Fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo:

Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!

Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus.

E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios.

Vi no céu outro sinal grande e admirável: Sete Anjos tendo os Sete Últimos Flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus.

Vi como que um Mar de Vidro, mesclado de fogo, e os vencedores do Monstro, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no Mar de Vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo:

Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.

Depois destas coisas, olhei, e abriu-se no céu o Santuário da Tenda do Testemunho, e os Sete Anjos que tinham os Sete Flagelos saíram do Santuário, vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos ao peito com cintas de ouro.

Então, um dos Quatro Seres Viventes deu aos Sete Anjos, Sete Taças de ouro, cheias da cólera de Deus, que vive pelos séculos dos séculos.

O Santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no Santuário, enquanto não se cumprissem os Sete flagelos dos Sete anjos.

Ouvi, vinda do Santuário, uma grande voz, dizendo aos Sete Anjos:

Ide e derramai pela terra as Sete Taças da cólera de Deus.

Saiu, pois, o Primeiro Anjo e derramou a sua Taça pela terra, e, aos homens portadores da marca do Monstro e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas.

Derramou o Segundo Anjo a sua Taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar.

Derramou o Terceiro Anjo a sua Taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.

Então, ouvi o Anjo das Águas dizendo:

Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso.

Ouvi que do Altar que se dizia:

Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.

O Quarto Anjo derramou a sua Taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo.

Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.

Derramou o Quinto Anjo a sua Taça sobre o trono do Monstro, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.

Derramou o Sexto Anjo a sua Taça sobre o grande Rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.

Então, vi sair da boca do Dragão, da boca do Monstro e da boca do Falso Profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.

(Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.)

Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

Então, derramou o Sétimo Anjo a sua Taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo:

Feito está!

E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande.

E a Grande Cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações.

E lembrou-se Deus da Grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.

Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande.

Veio um dos Sete Anjos que têm as Sete Taças e falou comigo, dizendo:

Vem, mostrar-te-ei o julgamento da Grande Meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, [sobre muitas nações; de onde emerge o 1º Monstro], com quem se prostituíram os governantes da terra; e, com o vinho de sua devassidão foi que se embebedaram os [cidadãos da humanidade].

[Assim, a fim de me mostrar o que dissera], transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto, e, no deserto, vi uma Mulher montada num Monstro Escarlate, que era um Monstro repleto de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres .

[A Mulher inicia montada no 1º Monstro, até que o Monstro e os governantes conspirem contra a Mulher].

Eis como era a aparência da Mulher:

A Mulher vestia púrpura e escarlata, com jóias de ouro, de pedras preciosas e de pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição [universal].

Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA.

Então, vi a Mulher embriagada com o sangue dos santos da Terra e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto.

[Pois, era impensável o significado da Mulher na Revelação. Quem poderia imaginar?].

O anjo, porém, me disse:

Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da Mulher e do Monstro que tem as sete cabeças e os dez chifres e que é montado pela Mulher:

O Monstro que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo o surgir do Monstro que era e não é, mas aparecerá.

Aqui está o sentido, que tem sabedoria:

As Sete Cabeças são Sete Montes, nos quais a Mulher está sentada, [como é no caso da cidade de Roma, erguida sobre sete colinas]. Ora, essas colinas são também sete governantes, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.

[Clara alusão histórica imediata à seqüência de Imperadores Romanos até os dias do escritor dessas palavras].

E o Monstro, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.

[Assim, o 1º Monstro é o oitavo rei de uma sucessão espiritual da mesma qualidade, e que teve em vários Imperadores Romanos seus modelos arquetipicos].

Disse o anjo ainda:

Os dez chifres que viste são dez governantes, os quais ainda não receberam reino no poder, mas recebem autoridade como governante-representantes, junto com ao 1º Monstro, durante um tempo rápido como uma hora. Esses governantes têm um só pensamento: oferecer ao 1º Monstro o poder e a autoridade que possuem.

[Desse modo, surge uma convergência de interesses estranhos em total apoio ao 1º Monstro].

Assim, unidos, pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos governantes; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele.

Falou-me ainda o anjo:

As águas que viste no início, onde a Mulher Meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas.

[São também os povos e nações que antes seguiam a Mulher, que, agora, entregam-se ao 1º Monstro, traindo a mulher. Portanto, o Monstro que emerge do Mar, surge do desejo de muitos e muitos povos, culturas e interesses, os quais antes existiam sob o domínio das seduções da Mulher Meretriz do engano!].

[Entre os dez chifres que viste e o 1º Monstro, surgirá, portanto, ódio] contra a Meretriz, e a farão devastada e despojada [será a Era Pós Meretriz], e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo. Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, que o executem juntos e unidos, e dêem ao 1º Monstro o reino que eles [constituem em poder]; e isto será até que se cumpram as palavras de Deus.

A Mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os governantes da terra.

[Portanto, é a capital de Domínio mundial, onde quer que exista real Controle sobre a Humanidade, como no passado foi o caso de Roma, a cidade das sete colinas].

Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória.

Então, exclamou com potente voz, dizendo:

Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.

Ouvi outra voz do céu, dizendo:

Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela. O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.

Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem:

Ai! Ai! Tu, Grande Cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.

E, sobre ela, choram e pranteiam os Mercadores da Terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas. O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados.

Os Mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, dizendo:

Ai! Ai da Grande Cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza!

E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam:

Que cidade se compara à Grande Cidade?

Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam:

Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada! Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.

Então, um Anjo Forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo:

Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria.

E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.

Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo:

Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.

Segunda vez disseram:

Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos.

Os Vinte e Quatro Anciãos e os Quatro Seres Viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo:

Amém! Aleluia!

Saiu uma voz do Trono, exclamando:

Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes.

Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo:

Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.

Então, me falou o anjo:

Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.

Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse:

Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

Vi o céu aberto, e eis um Cavalo Branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão Ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e Ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.

Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito:

REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu:

Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes.

E vi o 1º Monstro e os governantes da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra Aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas o Monstro foi aprisionado, e com ele o 2º Monstro, o Falso Profeta que, com os sinais feitos diante do 1º Monstro, seduziu aqueles que receberam a marca do Monstro e eram os adoradores da sua imagem.

Os dois Monstros foram lançados vivos dentro do Lago de Fogo que arde com enxofre.

Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca Daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.

Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a Chave do Abismo e uma grande corrente. Ele segurou o Dragão, a Antiga Serpente, que é o Diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no Abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.

Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar.

Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram o Monstro, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.

Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos.

Esta é a primeira ressurreição.

Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na Primeira Ressurreição; sobre esses a Segunda Morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja.

O número deles é como a areia do mar.

Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o Acampamento dos santos e a Cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu.

O Diabo, o Sedutor deles, foi lançado para dentro do Lago de Fogo e Enxofre, onde já se encontram não só o 1º Monstro como também o Falso Profeta, o 2º Monstro; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

Vi um Grande Trono Branco e Aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.

Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono.

Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto.

E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.

Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.

Então, a Morte e o Inferno foram lançados para dentro do Lago de Fogo. Esta é a segunda morte, o Lago de Fogo.

E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do Lago de Fogo.

Então, vi Novo Céu e Nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

Vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.

Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo:

Eis o Tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

E Aquele que está assentado no Trono disse:

Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

Disse-me ainda:

Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Então, veio um dos Sete Anjos que têm as Sete Taças cheias dos Últimos Sete Flagelos e falou comigo, dizendo:

Vem, mostrar-te-ei a Noiva, a esposa do Cordeiro!

E me transportou, em espírito, até a uma Grande e Elevada Montanha e me mostrou a Santa Cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre as portas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Aquele que falava comigo tinha por medida uma vara de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.

A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais.

Mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, isto é, de anjo.

A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas.

O primeiro fundamento é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; o quinto, de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; e o duodécimo, de ametista.

As doze portas são doze pérolas, e cada uma dessas portas, de uma só pérola. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente.

Nela, não vi Santuário, porque o seu Santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.

A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.

As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque, nela, não haverá noite.

E lhe trarão a glória e a honra das nações.

Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.

Então, me mostrou o Rio da Água da Vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a Árvore da Vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.

Nunca mais haverá qualquer maldição.

Nela, estará o Trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.

Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.

Disse-me ainda:

Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer. Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.

Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo.

Então, ele me disse:

Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.

Disse-me ainda:

Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras {no sangue do Cordeiro}, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.        Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.

Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico:

Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.

Aquele que dá testemunho destas coisas diz:

Certamente, venho sem demora.

Amém! Vem, Senhor Jesus!

A graça do Senhor Jesus seja com todos.

Graça – você acha que é moleza?

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Posted on 21st março 2010 by Roberto in A mente de Paulo

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Ora, irmãos, não quero que vocês sejam ignorantes quanto ao fato que nossos pais, no Êxodo, estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar.

Assim, podemos dizer que todos eles foram batizados, tanto na nuvem como no mar; e isto no que dizia respeito a Moisés.

E mais: podemos dizer que todos eles comeram de um pão espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia…

A pedra era Cristo!

Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto.

Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.

Não se tornem, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.

Também não pratiquemos a promiscuidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil.

Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes.

Nem tampouco murmuremos, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador.

Ora, estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.

Não nos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, nos proverá livramento, de sorte que a possamos suportar.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria.

Paulo nos diz que o caminho do Evangelho, que é caminho de Graça — é bondade e favor de Deus para que vençamos as tentações da jornada.

Não nos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, nos proverá livramento, de sorte que a possamos suportar.

No entanto, Paulo também nos diz que as conseqüências de se querer a Graça de Deus como Graxa de Deus, são claramente demonstradas pelo caminhar do povo de Israel pelo deserto, conduzidos por Moisés.

A ênfase de Paulo é em “todos”. Todos receberam os benefícios. Todos saíram do cativeiro. Todos foram batizados tanto na chuva da nuvem [conforme o salmo] como no passar pelo mar sem se afogarem. Todos tomaram a “ceia do maná” e todos beberam da água viva que escorria da rocha. Mas a maioria deles não se fez agradável a Deus pelo seu modo de andar…

Paulo diz que os “sacramentos” da eucaristia e do batismo em nada os ajudaram, pois, a vida com Deus é feita de sacramentos de obediência e não de ritos.

Então o apóstolo adverte dizendo que houve algumas coisas no coração dos que peregrinavam pelo deserto e que são as mesmas coisas presentes em todos nós, os que caminhamos pelo chão árido desta terra de peregrinações.

Cobiçaram o que não tinham como se fosse obrigação de Deus libertá-los para uma vida de hedonismo. E faziam isto como fantasia, posto que desejassem agora os alhos e cebolas do Egito, dizendo: Como era boa a nossa vida na terra do Faraó!

Tornaram-se idolatras não por causa exclusivamente do culto ao Bezerro de Ouro, mas, sobretudo, diz Paulo, em razão de que a mente deles se tornara um altar de idolatria do prazer e do deus do imediato; posto que apenas pensassem na vida como um acontecimento de comida, bebidas e prazeres. E, segundo Paulo, este é o espírito mais sutil da idolatria: a idolatria do imediato e dos sentidos. É a tal vida feliz que só é feliz na confusão dos muitos folguedos o tempo todo. No tédio de Deus, então, devaneio…

Além disso, entregaram-se à promiscuidade, especialmente depois de pensarem que como Israel havia vencido a macumba de Balaão, agora, então, estavam livres para a promiscuidade; posto que se Deus os amava, como aparentemente demonstrara protegendo-os da “mandinga do Bruxo” — então, pensavam: “Se estamos livres da mandinga do Bruxo, estamos livres para pegar a mulher dos nossos amaldiçoadores!” Assim, agora, na confusão mental deles, a Graça era um sinal de que estariam livres para tudo. Portanto, mergulharam na promiscuidade.

Por último Paulo adverte contra o espírito de insatisfação e de murmuração, dizendo que tal espírito suscita na existência o poder do exterminador.

Assim, sem delongas, Paulo diz:

A Graça que cobre o pecado e o pecador, cobre todo pecado e todo pecador que deseje viver livre do pecado como escravidão; mas não é um documento de alforria das conseqüências da vida; como se por causa da Graça alguém recebesse permissão a fim de que viva como quem morra…; e, ainda assim, colham-se os frutos que somente colhem os que vivem como quem vive, segundo Deus.

Desse modo, Paulo lhes diz:

Vocês pensam que porque são de Cristo, foram libertos dos ídolos explícitos, receberam batismos, tomam a eucaristia do Corpo de Cristo e bebem da fonte da Vida — vocês ficaram imunes ao pecado?

Que nada! — diz ele.

E conclui:

Aquele que assim segue andando… crendo que  apenas porque tenha provado benefícios espirituais está livre para se entregar aos ídolos do coração: cobiça, volúpia, promiscuidade, hedonismo, alienação, auto-engano, murmuração, ingratidão, etc. — está caído no chão da vereda e não sabe.

Pode haver inflação de cultos, batismos, ritos, dízimos, ofertas, pertencimento ao grupo, etc. Mas se o coração não andar no caminho em Graça responsiva ante ao perdão e a libertação, esse fica no estado piorado do qual Jesus falou, sete vezes pior, e, também, põe-se no estado que Pedro descreveu como o de uma porca lavada que volta à lama.

Quanto a nós, cabe a advertência:

Aquele que julga está em pé, cuide para que não caia!

E a razão é simples:

Não nos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, nos proverá livramento, de sorte que a possamos suportar.

Nele, que nos tira de uma vida de cobra, comendo o pó da terra, e nos põe sobre os nossos próprios pés, andando como gente,

Caio

2 de fevereiro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

Como Deus quer salvar a todos e escolhe alguns?

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Posted on 11th março 2010 by Roberto in Cartas

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It is Finished

Pastor Caio !


Esses versos abaixo me angustiam muito,  pois se Deus predestinou ou elegeu alguns para salvação e outros para perdição, por que ele quer que todos os homens sejam salvos??

ITm 2:4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.


ITm 2:6 O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

Aguardo seu retorno.

Idevaldo.

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Resposta:


Meu amigo Idevaldo: Graça e Paz!



Leia aqui no site os textos “O que vem antes: a criação ou a redenção”, e também os que o seguem: “Criação ou Redenção: você me confundiu todo” — e você entenderá um pouco melhor o tema em questão, pois assim não tenho repetir o que já está escrito com fartura no site.


Além dos textos mencionados, há dezenas de outros sobre o mesmo tema. Portanto, leia o site e você me poupará de escrever dezenas de coisas que já estão escritas, e nos termos de sua questão e angustia.


Isto dito, e supondo que você lerá o textos mencionados, bem como tudo o mais sobre a Ordem de Melquizedeque, e sobre a Eterna Cruz: o Cordeiro imolado antes da fundação do mundo, não direi muita coisa sobre seus dois textos de aflição.


Portanto, não me queira mal, mas é que não posso escrever um site novo para quem vai chegando e não lê os milhares de textos que estão aí. Do contrário, nem em mil vidas eu conseguiria cumprir tal missão.


Ora, os textos significam exatamente o que eles dizem. E não são apenas esses dois que dizem isto, mas muitos outros.


E, para quem ama, qualquer que seja a promessa de misericórdia de Deus por todos os homens (mas especialmente dos fiéis), tal fato só deveria trazer alegria, e nunca angustia.


Portanto, eis minha questão para você:


Você está em crise porque se pergunta: De que me serve ser de Deus e serví-Lo, se Ele pode simplesmente fazer o que Ele bem quiser, e salvar a tantos quanto desejar?


Ou seja: essa é angustia de quem serve a Deus por medo, e não por amor. Pois quem serve a Deus por medo é que se assusta quando pensa que sua “obediência temerosa” pode não ser o elemento essencial da salvação, e, portanto, fica confuso e meio angustiado, e mais que isto: fica se perguntando: Por que eu tenho que andar com Deus se quem não anda pode, quem sabe, chegar ao mesmo lugar?


Assim, sua aflição me diz o seguinte de você:


Se você ficasse sabendo que todos serão salvos, possivelmente você cairia na gandaia!


Do contrário, nada disso o afligiria, ainda que você esconda a real razão atrás de uma dúvida teológica.


Se eu estiver errado, me perdoe!


Mas é que em geral é assim que acontece!


Leia o site e isto não só o ajudará, mas me poupa de escrever o que já está dito!


Segue um texto que também passa pela sua questão. Porém, não deixe de ler os acima mencionados.


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Hoje, dia 20, no Fantástico, um menino que fez parte do documentário “Facão”, disse o seguinte: “Essa vida é um bagulho difícil”. Certamente ele, nos seus 17 anos, já havia internalizado, pela via da catástrofe na favela e da orfandade paterna, o que Sidarta teve que conhecer buscando. Esse menino, não; ele foi buscado pela dor; e já começa do fato dele viver onde vive, e nas condições de existência e convício aos quais ele é submetido à revelia desde sempre.


A conclusão do menino da favela e do tráfico de que essa vida é um bagulho difícil, coincide com a conclusão filosófica e religiosa de todos os pensadores e de todos os credos da Terra.


“No mundo tereis aflições”…. “Essa vida é um bagulho difícil”… “Viver é sofrer…” “… é vaidade e correr atrás do vento…”… “O existir humano é desespero…”…. “A existência é nausea”— todos dizendo a mesma coisa acerca do diagnóstico da existência.


A questão é: por quê a vida tem que ser esse bagulho tão difícil?


À cuja questão, eu coloco as minha próprias:


Como seria possível haver o desenvolvimento da consciência sem dor e contradição?


E que tipo diferenciado de consciência é essa, que apenas a conhece esse ente humano, que é animal-instintual ao mesmo tempo em que carrega todos os desejos da eternidade em si mesmo?


Seria ela, a consciência, passível de desenvolvimento sem dor, num ser que já é em si sofrimento e tensão entre o tempo e a eternidade, entre o finito e o infinito, entre o visível e material e o invisível e espiritual?


Ou seja: eternizados num Éden sem tentação, quem seríamos nós?


O que sei é que se olhássemos com nossos olhos-morais-de-hoje, lá para trás…; sim, se nos fosse possível adentrar os portões do Éden, antes da Queda, e ver Adão e Eva no Paraíso, que cenas nós veríamos? E como as veríamos e as julgaríamos?


Minha certeza é que elas, embora sejam nosso desejo terreno mais profundo, certamente não eram para ser comparadas com o que nos foi dado, apesar da Queda, visto que é indubitável que o Segundo Adão, Jesus, é maior do que o Primeiro Adão; assim como a Graça e excelentemente superior à Lei; assim como o menor no Reino de Deus é ainda maior do que o maior de todos “antes”: João Batista.


O que aconteceu no Éden, para mim, faz parte de mais um dos paradoxos e até inexplicáveis contradições da Escritura. Sim, porque se de um lado o que lá havia era “muito bom”; o que se diz que o Segundo Adão fez, depois da Queda, é de uma dimensão que não é para comparar com a Primeira; assim como é tolo tentar comparar a glória de Moisés com a de Cristo, posto Moisés cobria a face em razão do desvanecer, e Jesus deixava o rosto para fora em razão de Seu resplandecer.


Ora, como creio na Escritura e em sua revelação, e, sobretudo, creio que Jesus é quem mostrou e disse ser, não me é possível deixar de ver que a Queda é também um acontecimento “para cima”, a menos que haja um outro meio de formar consciência fora do choque das contradições, e conforme a existência a que nos pusemos submetidos, por escolha própria, porém, ainda conforme a soberania de Deus; a qual é tão soberana e sutil, que nos deixa livres enquanto trabalha usando os próprios atos livres do humanos, a fim de esculpir o Homem no homem.


Se o Cordeiro foi imolado antes de tudo, então, não há como a Queda não ser vista e entendida como “contradição essencial e necessária” ao processo da formação da consciência. Posto que ela mesma, a consciência ainda não existente, já havia recebido a provisão do Cordeiro. Razão pela qual, após a Queda, os humanos são imediatamente cobertos por Deus com peles de animais; os quais morreram para cobrir os humanos; do mesmo modo como a Cruz de Jesus foi a Cunsumação histórica do fato eterno estabelecido antes da fundação do mundo: a Cruz do Cordeiro.


É por causa da Cruz do Cordeiro Eterno, imolado Antes, que todo o proceso de formação da consciência acontece numa contradição que tem que ser sentida como transgressão, ao mesmo tempo em que precisa ser percebida sob a Graça Eterna.


Do contrário, não se tem um adorador, mas apenas um religioso perdido entre a dúvida de “onde” se deve adorar: se em Jerusalém ou se no Monte Gerezim; conforme a Samaritana antes de beber da Água da Vida. Ou, então, tem-se apenas um ser de conciência culpada e neurótica, mas jamais consciente e pacificada. A outra alternativa é a alienação deliberada ou o cinismo consciente.


O que de fato estou dizendo é que até a Queda contribuiu para o bem dos que amam a Deus!


Pense nisto!



Caio

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Agora, leia mais este outro!


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QUAL O SIGNIFICADO DA ORDEM DE MELQUIZEDEQUE?



Muita gente tem me escrito pedindo que eu fale um pouco mais sobre a Ordem de Melquizedeque. Ora, há duas maneiras de se fazer isto. Um é defensiva e a outra é propositiva. A forma defensiva parte do pressuposto de que a realidade do tema é algo alienígena nos credos do Cristianismo; e, mais ainda, que não se tem nenhum interesse em pensar em suas implicações, visto que isto dês-construiria um sistema que foi desenvolvido durante pelo menos 1700 anos de história da igreja como instituição.


Se fosse falar no assunto na defensiva, teria que provar que Deus tem na Ordem de Melquizedeque sua “justificativa” teológica para ser livre como Deus, derramando Sua Graça onde bem entenda, e sem dar explicações. Mas ainda é uma tentativa de “pedir licença” e rogar por clemência aos doutores da ortodoxia e senhores da verdade. E mais: ainda é também uma confissão muito forte acerca do poder inquisitorial dos doutores e escribas do Cristianismo; os perpétuos neuróticos da verdade-cartilha; e supostos guardiões do “Santo Graal da Doutrina”.


Ou seja: ainda é uma tese para “eles”, como foi o caso da primeira vez que escrevi sobre o assunto, aos 22 anos, quando de minha “tese” de ordenação.


Hoje, entretanto, não sinto a menor obrigação de ser defensivo e explicativo em nada. O que creio, isto falo; e não me explico no meu crer.


Desse modo, a fim de também simplificar ao máximo este texto e fazê-lo também sucinto, apenas descreverei o que creio sobre a Ordem de Melquizedeque, conforme mencionada nas Escrituras.


Melquizedeque aparece do nada, sem antecedentes e sem explicações. Abraão encontra com ele e se verga diante dele, e lhe paga o dízimo de tudo quanto tinha consigo. Melquizedeque abençoa a Abraão. Então, assim como veio, ele vai, sem deixar vestígios.


Mais tarde, séculos depois disto, Melquizedeque aparece nos Salmos, quando, também do nada, se diz que o Senhor jurou que Seu Enviado seria feito Sumo Sacerdote, segundo a Ordem de Melquizedeque. Somente isto e nada mais.


Até a Carta aos Hebreus. É nela que Melquizedeque volta como nunca antes. Agora ele é aquele que em Cristo tem seu Sumo Sacerdote. Jesus se torna Sumo Sacerdote de uma nova ordem sacerdotal, a qual não era étnica, pois não era judaica. Nem era levitica, posto que Jesus não era da tribo de Levi, mas de Judá; não tendo, portanto, qualquer relação com o sacerdócio anterior, o qual tinha na Ordem Levitica, da tribo de Levi, um dos doze patriarcas de Israel, os representantes humanos do culto que se prestava ao Deus de Abraão. Do mesmo modo se pode dizer que ela nem tampouco se condicionava à informação histórica, carregada de esperança redentiva, que viajava como fé, mas também como especulação teológica e fixação de tradição em Israel.


Jesus sendo Sumo Sacerdote segundo uma ordem à qual o próprio Abraão — pai do povo da revelação escrita — se curvava, é apresentado na Carta aos Hebreus como Aquele que TAMBÉM abençoa a Israel e todos os que conhecem a informação da Escritura; porém, que não se condiciona nem à geografia, nem à história registrada como sagrada, nem à informação, nem a qualquer fronteira, de qualquer que seja a natureza, estando Suas mãos sobre todos os que Ele mesmo desejar, e com a mesma liberdade com a qual abençoou a Abraão.


A Carta aos Hebreus diz que esse Melquizedeque é semelhante ao Filho de Deus, sem principio de dias e sem fim de existência; sendo superior a tudo quanto era relativo a Abraão, visto que é o maior quem abençoa o menor.


Assim, Melquizedeque não é explicado, mas apenas afirmado. De fato, ele paira sobre a História, é um pingo de peso explosivo num Salmo, e arrebenta tudo e todas as ordens, quando relativiza a mais importante de todas, a que procedia de Abraão.


Ora, o mistério de Melquizedeque é algo que ecoa o Cordeiro imolado antes de tudo, antes de qualquer ato criador de Deus.


Desse modo, pode-se dizer que o espírito da Carta aos Hebreus acerca de Melquizedeque, é aquele que o apresenta como uma manifestação do Cristo Eterno, o qual não foi feito Cristo, no Jesus Histórico; mas sim, sendo o Cristo Eterno, se mostrou como tal em Jesus, na História. Talvez seja por esta razão, também, que Jesus disse que Abraão viu os Seus dias e regozijou-se.


O Jesus Histórico não fez surgir o Cordeiro e nem a Ordem de Melquizedeque. Pelo contrário, se diz que Jesus é Sumo Sacerdote “segundo” a Ordem de Melquizedeque; assim como se diz que o Cordeiro foi imolado antes de tudo; antes de haver mundo.


Jesus é a Encarnação de tudo o que Nele preexistia como Cordeiro Eterno, como o Cristo de Tudo e Todos, como o Sacrifício da Ordem de Melquizedeque (que manifesta na História a invasão livre do eterno, se revelando aos homens, e derramando Graça de todas as ordens); e como Jesus; o Cordeiro de Deus; o Cristo; ou Cristo Jesus; ou apenas o Cristo; ou ainda o Cristo de Deus; ou simplesmente Jesus Cristo — que é o que se diz Dele; enquanto Ele mesmo se define como Filho do Homem, o Caminho, a Verdade, a Vida, o Pão da Vida, a Porta, o Bom Pastor, o Noivo, e Aquele que é Um com o Pai (entre outras autodefinições).


As implicações de tal realidade é que são insuportáveis para a religião, pois, virtualmente acaba com ela, com seus poderes de representação, com suas certezas, com seus dogmas; e, sobretudo, com seu poder dela “administrar” a graça de Deus aos homens.


A Ordem de Melquizedeque é a Ordem da Nova Jerusalém, na qual os povos são curados, e todos trazem ao Cordeiro as belezas dos povos.


É em razão da Ordem de Melquizedeque que Jesus diz que muitos virão de todos os quadrantes da Terra, gente de todas as gerações, e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó. É também por tal razão que o Evangelho deixa claro que a maior fé que Jesus vira, não viera de dentro de Israel, mas de um pagão de fora: o Centurião Romano. Assim como é pela mesma razão que a mulher que dá um “ santo banho” em Jesus é uma mulher de fora de tudo, uma siro-fenícia.


O problema atual é que a humanidade entende a Ordem de Melquizedeque, mas já não entende a ordem de Levi, conforme a Bíblia, posto que tal coisa, para a humanidade, tiveram no Judaísmo e, sobretudo, no Cristianismo, os seus representantes históricos, o que fez com que um sentimento de repudio se espalhasse pela Terra em relação a tudo quanto possa carregar tais “representações”.


Ora, quando digo que este é o problema, não quero, todavia, universalizá-lo; afinal, ainda há bilhões que não passam sem um bom paganismo judaico-cristão. O que afirmo é que as mentes que desejam alguma forma de espiritualidade não vinculada à religião, assim sentem por não conseguirem mais tolerar a mensagem e o resultado histórico do que o Cristianismo produziu, tanto como religião, como também como potestade ideológica e política.


Esses, de fora, os pós-cristãos, todavia, quando ouvem acerca de tal Ordem superior à religião, conseguem entender o Evangelho em sua maior largueza de percepção. Por esta razão essa tal “Era Pós-Cristã” é um problema para o “Cristianismo”, mas não significa nada para o Evangelho.


Mas como disse no inicio, o problema não é dizer que Jesus é Sumo Sacerdote segundo a Ordem de Melquizedeque. O problema são as implicações dessa compreensão, as quais, sendo levadas a sério, acabam com os poderes da religião.


E quem, na “igreja”, deseja tal coisa?


Nele, que é Senhor e Salvador de todos os homens; pois se imolou pela criação antes de haver mundo,



Caio




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Espero que comece a ajudá-lo!


Um abração!


Nele, que é Quem sempre foi,




Caio

[O Portal dos Invisíveis]


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