John Lennon pregou no Caminho da Graça

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Posted on 14th março 2010 by Roberto in Vídeos

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John Lennon Painting

Imagine there’s no heaven,

Imagine que não há céu

It’s easy if you try,

É fácil se você tentar

No hell below us,

Nenhum inferno sob os pés

Above us only sky,

Acima de nós só os céus

Imagine all the people

Imagine todos os povos

living for today…

Vivendo apenas pelo hoje…

Imagine there’s no countries,

Imagine que não há mais países

It isn’t hard to do,

Isto não é difícil de realizar

Nothing to kill or die for,

Nada para matar ou morrer

No religion too,

Nenhuma religião também

Imagine all the people

Imagine todos os povos

living life in peace…

Vivendo a vida em paz…

Imagine no possesions,

Imagine não haver possessões

I wonder if you can,

Eu duvido que você consiga

No need for greed or hunger,

Nenhuma ganância nem fome

A brotherhood of man,

Uma verdadeira irmandade humana

Imagine all the people

Imagine todos os povos

Sharing all the world…

Compartilhando o mundo todo…

You may say I’m a dreamer,

Você pode dizer que sou um sonhador

but I’m not the only one,

Mas não sou o único

I hope some day you’ll join us,

Tomara que um dia você se una a nós

And the world will live as one.

E então o mundo viverá como sendo apenas um.

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Hoje eu preguei pela manhã na Catedral Presbiteriana do Rio, e, à noite, no Caminho, em Brasília.

Fui para a reunião no Caminho com quatro mensagens pulando dentro de mim, mas nenhuma se fixando.

Tomei a palavra, apresentei duas crianças a Deus, a pedido dos pais; e apresentei a Maria Helena, minha amiga e irmã do Café com Graça, e que está em Brasília internada para sério tratamento de saúde.

Então lemos juntos os 20 artigos do texto “o Reino é Simples”, e que está aqui no site. Eu havia pedido ao André Barcelos para tocar “Imagine”, de John Lennon.

Acabamos a leitura e oramos.

De repente um texto de Apocalipse 21. “Nela não vi nenhum santuário”. Então perguntei se eles sabiam cantar o Imagine. Tentamos. Não íamos bem. De súbito aparece um pastor que freqüenta o Caminho, e com ele mais dois, e, os três, assumiram os microfones e mandaram ver. O povo cantou junto com muita alegria.

A seguir eu mostrei como aquela letra era completamente compatível com o sonho da Nova Jerusalém. E daí fui embora…, mostrando o significado de Jesus ser Sumo Sacerdote segundo a Ordem de Melquizedeque. Acabamos no Cordeiro imolado antes da fundação do mundo. E, aí, cantamos Imagine outra vez…

Então convidei quem tinha entendido o Evangelho naquela noite, e que desejava manifestar por meio da confissão pública e simples aquela decisão, para virem até a frente. Muitos e muitos vieram na hora; alguns chorando.

Lennon jamais pensou que Imagine poderia, de fato, levar o individuo à Nova Jerusalém. Porém, explicada a partir do Cordeiro e da Luz eterna, a letra ficou clara para muitos; e como a mensagem era Cristo e sua conquista absoluta; sendo digno de realizar o que prometera; e, portanto, sendo Aquele que desata os selos da história; pois é digno (Apc 5)—o Espírito de Deus trouxe convicção de fé e esperança ao coração de muitos.

O fato é que ao final eu ouvi toda sorte de testemunhos; de curas físicas até libertações de depressões antigas. Mas as mais lindas declarações vieram daqueles que disseram que encontram uma intensa alegria na herança que já têm em Cristo garantida para eles em glória.

Paulo disse: Imagine! Pense nas coisas lá do alto, não nas que são aqui de baixo!

Nele, em Quem todo Imagine é pobre; pois, o que olhos não viram; ouvidos não ouviram; e jamais subiu ao coração de poeta ou profeta algum, é isto mesmo que Ele tem preparado para aqueles que o amam; o que, em parte, já nos foi revelado pelo Espírito,

Caio
www.caiofabio.net

Creative Commons License photo credit: CJ Sorg

Caio Fábio – Imagine – Viver a vida em paz

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Posted on 14th março 2010 by Roberto in Vídeos

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“E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.”  (Apocalipse 21 : 22)

Imagine there’s no heaven,

Imagine que não há céu

It’s easy if you try,

É fácil se você tentar

No hell below us,

Nenhum inferno sob os pés

Above us only sky,

Acima de nós só os céus

Imagine all the people

Imagine todos os povos

living for today…

Vivendo apenas pelo hoje…

Imagine there’s no countries,

Imagine que não há mais países

It isn’t hard to do,

Isto não é difícil de realizar

Nothing to kill or die for,

Nada para matar ou morrer

No religion too,

Nenhuma religião também

Imagine all the people

Imagine todos os povos

living life in peace…

Vivendo a vida em paz…

Imagine no possesions,

Imagine não haver possessões

I wonder if you can,

Eu duvido que você consiga

No need for greed or hunger,

Nenhuma ganância nem fome

A brotherhood of man,

Uma verdadeira irmandade humana

Imagine all the people

Imagine todos os povos

Sharing all the world…

Compartilhando o mundo todo…

You may say I’m a dreamer,

Você pode dizer que sou um sonhador

but I’m not the only one,

Mas não sou o único

I hope some day you’ll join us,

Tomara que um dia você se una a nós

And the world will live as one.

E então o mundo viverá como sendo apenas um.

Mais pregações em vídeo no site www.vemevetv.com.br

Gostaria de uma base bíblica para me suicidar

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Posted on 4th fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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Suicidio con pantalón azul
Creative Commons License photo credit: Carlos Aguilera

—– Original Message —–
From: GOSTARIA DE UMA BASE BÍBLICA PARA ME SUCIDAR
To: contato@caiofabio.com
Sent: Thursday, January 20, 2005 2:26 PM
Subject: falo do meu suicídio

Olá Pastor!

Hoje eu estou muito mal, nem sei se devo escrever, ou se adianta escrever.

Desde a minha adolescência eu sempre desejei me suicidar. Tive uma infância e adolescência cheia de problemas familiares
sérios.

Por incrível que pareça, sou casada, tenho 03 filhos e me encontro do mesmo jeito. Parece que fui predestinada para sofrer. Deixa para lá, isto é detalhe…

De julho do ano passado para cá as minhas tentativas de suicídio aumentaram consideravelmente. Mas na hora “h” interrompo, fico com medo de ir para o inferno, apesar de acreditar que já estou nele.

Ultimamente tenho imaginado como poderia fazer de uma forma que não chamasse a atenção para suicídio, pois não quero que meus filhos levem isso para o resto da vida deles, mas apenas pensem que morri.

Conheci o meio evangélico com 23 anos, estava no último ano da faculdade e aceitei Jesus como Senhor e Salvador. Mas as lutas, as dificuldades, os problemas, continuam os mesmos. Tenho apenas a salvação e a vida eterna como promessa para quando partisse deste mundo desgraçado.

Mas as pessoas que já me aconselharam na Igreja disseram que se eu me suicidar vou perder esta benção, pois estaria interrompendo a Deus »”>vontade de Deus para minha vida; o tal plano que tantos falam que Ele tem, o tal propósito, a tal história que Ele não deixa a gente sofrer mais do que podemos suportar… etc.

Eu creio que estarei apenas interrompendo minha vida, e isso não é errado para Deus, Ele autoriza, e me entende; e poderei estar lá no Céu; cheia de paz, alegria, aproveitar de tudo que Ele preparou para mim….

Estou chorando compulsivamente, não estou conseguindo escrever direito.

Sabe pastor a coisa que mais quero é parar de sofrer, acabar com esta solidão…

É sim! Eu sou uma pessoa só, desde o ventre da minha mãe.

Minha mãe sempre me disse que por causa de problemas com meu pai ela tentou me abortar, e que ela acreditava que eu lutei
para sobreviver, pois ela tomou um abortivo fortíssimo.

Quando penso nessa hipótese eu fico com ódio de mim mesma… Por que não acabei com a minha vida no ventre de minha mãe?

Deixa pra lá…

Vou terminar dizendo apenas que desejo terminar essa vida sem sentido, e que posso agir sem medo de ir para o inferno…

Será que posso interromper esta vida desgraçada e confusa?

Gostaria apenas de ler algum versículo na Bíblia que me certificasse disso.

Aguardo ansiosamente seu retorno.

Um beijo no seu coração, amado pastor.



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Resposta:

Minha querida irmã no Senhor da Vida: Graça e Paz!

“A gente não veio porque quis, então não tem que ir porque quer”—Adriana D’Araújo.

Na minha Bíblia não há um único versículo que autorize alguém a se suicidar. Encontro na Bíblia um constante chamado à vida e à esperança, pois, quando se diz que o homem só vive se o faz pela fé, também se diz com isso que não existe lugar para a ambição da morte na fé, posto que a fé gera vida.

É verdade que Paulo diz que se desesperou da própria vida, mas não tentou se matar. No máximo ele desejou morrer em razão das angustias que experimentou.

A Escritura diz que a opressão faz ter vontade de morrer. Mas apenas constata isso, sem, todavia, recomendar a morte.

Paulo também disse que preferia “partir e estar com Cristo”, o que para ele “era incomparavelmente melhor”. Porém, há um “no entanto” na seqüência do que ele diz, pois afirma que “por causa dos irmãos” ele preferia continuar a sua existência no corpo físico.

Paulo também diz que “enquanto vivemos neste tabernáculo, gememos angustiados, aspirando ser revestidos de nossa habitação celestial”. Ele também diz que mesmo aqueles que têm “as primícias do Espírito” ainda assim “gemem aguardando o dia da redenção”.

Jesus disse que neste mundo se tem aflição, e recomenda que se mantenha “o bom ânimo”, pois, Ele “venceu o mundo”.

Ora, em razão do que lhe disse acima, devo concluir que a Palavra de Deus ensina que viver é difícil, e que ninguém, nem mesmo aqueles que andam em fé, estão livres de aflições, angustias e desesperos. Ao contrário, o estimulo é para que “nos gloriemos nas próprias tribulações”, sabendo que as adversidades e angustias desta vida são as portas de acesso à consciência do que seja uma vida madura. Isto porque a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência, e a experiência gera esperança no coração. E o resultado desse processo desemboca em segurança, posto que a esperança não confunde.

Problemas, angustias, gemidos e dificuldades são comuns à existência de todos os homens, e é pura ingenuidade cristã julgar que os crentes estão livres de ter que enfrentar a vida, com todas as suas conseqüências e implicações.

Aliás, é esse romantismo cristão uma das coisas que mais impedem os crentes de se tornarem pessoas maduras e livres. Digo isto porque quem sabe que no mundo se tem aflições, e sabe que não há exceções, esse mesmo não busca dificuldades para si, todavia, não foge delas quando elas aparecem. Pelo contrário, a pessoa madura na sua consciência sabe que terá aflições, e também sabe que é justamente por tais dificuldades que ela própria cresce como ser humano, sendo impossível crescer nesta vida sem que se passe pela tribulação.

A diferença entre os amadurecidos e os eternamente aflitos e entregues à aflição—como se estivessem sendo sabotados por Deus e pela vida—, é que os amadurecidos sabem que a tribulação faz parte, é natural, é inevitável, e pode vir por quaisquer meios e modos, não havendo, portanto, da parte deles—dos amadurecidos—nenhum tipo de crise e de questão acerca do fato de que nesta vida se sofre mesmo. No entanto, os “eternamente aflitos” são aqueles que não querem crescer, que preferem pensar que a vida é um porcaria, e que eles são impotentes para viver. Nesse caso, entregam-se às aflições e existem como vitimas perenes desta existência.

O que se precisa saber é que o estado perene de angustia é uma droga. É uma droga porque é uma “droga”, e, também, porque de fato tem o poder de uma droga. Sim, tal sentir mexe com o nosso cérebro quando se faz um estado psicológico. E, nesse caso, a infantilidade da alma que não quer encarar a realidade de que a vida é dura mesmo, faz com que a perenização desse estado acabe por provocar mudanças no próprio cérebro, o qual se condiciona e se predispõe a existir sob as influencias de uma atitude negativa, a qual, quase sempre, determina uma mudança nos estímulos do cérebro, fazendo com que ele termine por se entregar àquela disposição mental, fazendo, daí em diante, “coro” com a dor; e faz isto liberando substancias químicas que reforçam aquele estado depressivo ou angustiado.

Há aqueles que enfrentam a dificuldades e vêem nelas oportunidades de crescimento, por isso se gloriam nas próprias tribulações e amadurecem a cada dia; e há aqueles que fogem das dificuldades inevitáveis ou que se fazem “pobres coitadas e vitimas” de tais realidades da existência.

O processo que acabou por gerar o SENTIR que hoje parece habitar você diuturnamente precisa ser devidamente pesquisado.

Daí ser importante para você buscar ajuda profissional. Nesse caso recomendo-lhe um psico-terapeuta—a fim de ajudar você a enxergar o histórico dessa angustia (e até o seu vício nela); e também recomendo-lhe um psiquiatra; pois, no estado atual, você precisa re-equilibrar o seu organismo, e ajuda química será muito importante a fim de aliviar paliativamente o presente estado de aflição.

Todavia, no fim de tudo, o que está em questão, saiba, é a sua coragem ou não para crescer, para aceitar a vida como ela é—com seus sustos e dores inevitáveis—, a fim de poder ver nas dificuldades, que são comuns a todos os homens, não uma conspiração, mas a simples realidade, e, sobretudo, a oportunidade para crescer e amadurecer.

Portanto, sem jamais questionar as agonias que a visitam e perturbam, devo dizer que muito provavelmente seu problema seja medo de crescer, e infantilismo psicológico, coisas essas que a paralisam sob o pretexto de que a vida é uma desgraça.

Já sofri muito nesta vida e provavelmente ainda sofrerei. Mas seja como for, pela Graça de Deus, eu sei que faz parte…

Ora, quanto mais você sente assim, menos você sente contra você. Ao contrario: estranhamente toma conta de você um sentimento de privilégio, de coragem, de vontade de vencer, de encarar e de se gloriar nas próprias tribulações.

A gente começa a crescer quando aceita que aflições fazem parte desta existência. Então isso fortalece você com bom animo para enfrentar as coisas, pois, você sabe que Jesus venceu o mundo.

Ora, o fim dessa jornada é fazer você se gloriar nas próprias tribulações.

No entanto, nada disso tem valor enquanto a pessoa não se enxerga e vê que ela está viciada em suas próprias dores; o que a impede de enxergar qualquer beleza na existência à volta de si, posto que só tem olhos para a escuridade criada pelo estado de lamuria e amargura existencial que se tornaram seu cenário interior.

Egoísmo combinado com covardia também estão sempre presentes nesse estado. Digo isto porque é o egoísmo que faz com que tais pessoas pensem que são únicas em suas dores; ou seja: que suas dores são especiais. A covardia, todavia, é o que impede a pessoa de sair de si e olhar a realidade, posto que se fizer isso, ela sabe, não poderá mais pensar que suas dores são peculiares e especiais; antes verá, conforme diz o apóstolo Pedro, que tais angustias se cumprem em toda a nossa irmandade espalhada pela terra.

Com tudo o que estou escrevendo aqui provavelmente você esteja pensando que não estou ajudando você a se consolar de suas dores. E é verdade. Não quero consolar você. Quero sim é ajudar você a parar de viver de consolo; e, com coragem, abrir os olhos, romper com seu vício de agonias, encarar a realidade, buscar crescer em Deus, e, dedicar-se à vida sem medo; com toda vontade de vencer esse estado vicioso que se instalou em sua alma.

Não se esqueça que segundo Jesus os bem-aventurados também choram. Portanto, não existe felicidade sem lágrimas na terra. O segredo é aprender a felicidade apesar das lágrimas, pois, no fim de tudo, se aprende que é justamente nas lagrimas que nasce a verdadeira felicidade.

A pessoa feliz é aquela que aprendeu a lidar com a inevitabilidade do sofrimento!

Tais pessoas não mergulham na resignação passiva. Ao contrário, elas aceitam que sofrer é parte do viver, e que o sofrer acaba, ironicamente, por ser parte da alegria de existir. Tais pessoas não são resignadas passivas, mas pessoas ativas, e que transformam o vale de lágrimas num manancial, conforme o Salmo 84.

Mas quero repetir: você precisa de um psico-terapeuta e de um psiquiatra. O primeiro para ajudar você a descobrir quais são as fontes psicológicas do seu vício. Já o psiquiatra será indispensável para receitar a você uma medicação anti-depressiva que ajude você a ter um alivio sintomático.

Sugiro também a você que pesquise acerca de seu estado físico como um todo, buscando por alguns desequilíbrios de natureza química. Você não pode imaginar como a ausência de certas substancias químicas podem levar uma pessoa a se sentir terrivelmente deprimida.

No mais, como dever de casa, recomendo-lhe a Natureza. Sim, água, mar, piscina, sol, passeio ao ar livre, almoços, jantares, amigos, busca de prazer nos filhos, amor ao marido (com todas as implicações físicas de tal realidade), e uma devoção sem lamuria e sem perguntas. Comece a praticar essas coisas e elas a ajudarão imensamente.

No mais, aguardo novas notícias. Mas não me escreva dizendo que não fez nada, pois, não se pode ajudar quem não quer nada.

Eu sei que você quer viver e quer deixar de se sentir permanentemente angustiada e aflita. E eu creio que você pode amadurecer a fim de deixar de viver assim… Mas isso só acontecerá se você crer que na vida se tem aflições, e que se deve ter bom animo, pois Jesus venceu o mundo.

Receba todo meu carinho e vontade de ver você bem.

Pare de chocar a sua aflição!

Deus é com você!

Nele, que conhece as nossas angustias,

Caio

www.caiofabio.com

Suicídio!

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Posted on 3rd fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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Gallows
Creative Commons License photo credit: Wiros

—– Original Message —–

From: SUICÍDIO!

To: contato@caiofabio.com

Sent: Monday, April 30, 2007 1:09 PM

Subject: Suicídio!

Querido Caio,

Já acompanho seu ministério desde o início da década de noventa. Sempre te admirei pelas suas colocações claras, honestas, simples e coerentes com a Palavra. Já li muitas de suas obras. Ainda não todas. Mas, acompanho as novidades do site. Nunca te escrevi antes por não achar necessário. Mas agora gostaria de sua ajuda e opinião sobre um tema que estou estudando e precisando me definir com mais convicção: o suicídio.

Minha dificuldade é de entender esta realidade na vida de um alcançado pela genuína Graça do Evangelho.

Não duvido da realidade da depressão e outros males da alma na vida de um genuíno salvo, mas tenho dificuldade de entender que um renovado na mente do Evangelho da graça chegue ao ponto de dar cabo de sua vida. Inclusive não consigo ver a morte de Sansão como um suicídio, mas como um sacrifício altruísta. Até porque Deus atendeu a sua oração. Todavia gostaria muito que me respondesse com todo o carinho que lhe é peculiar.

Em Cristo, que é a nossa esperança.

God Bless You!

PR A. M.

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Resposta:

Meu querido irmão: Graça e Paz!

Paulo disse que sofreu tantas angustias na Acaia que esteve a ponto de “desesperar da própria vida”.

Estamos falando de Paulo, o apostolo, o mesmo que viu a Luz na Estrada e que conheceu o amor de Deus como muito pouca gente jamais sonhou em conhecer.

Ora, Paulo não era esquizofrênico; não tinha nenhuma Desordem Bipolar; não sofria de depressão; não era acossado por nenhuma Síndrome do Pânico; não tinha nenhum tumor maligno pressionando seu cérebro; não era enfermo de nada que fosse essencial; e não sofria de nenhuma forma de doença mental que pudesse lhe fazer ter impulsos incontroláveis e ou à revelia — como muitas vezes acontece com pessoas que se suicidam.

A menos que você me diga que um “salvo” não sofre de nenhum desses males (o que seria um terrível equivoco, com danos irreparáveis no papel de um pastor em relação aos que sofrem) — a implicação de não poder negar essa possibilidade conduz imediatamente à seguinte conclusão:

É possível que uma pessoa que sofra tais perturbações possa ficar em tamanho estado de desespero, que venha a praticar um ato suicida como quem busca a morte como “esperança”.

A Bíblia não fale em suicídio na perspectiva de juntar a ele qualquer forma de “interpretação” do ato.

De fato Sansão se matou, mas não se suicidou. Matou-se porque dele veio a decisão de derrubar o Templo e morrer no desastre. Entretanto, sua motivação era de vida e esperança de libertação — pois cria que aquele ato poderia trazer livramento para o seu povo por algum tempo.

Creio que quem se mata em razão do desespero da presente existência, e o faz na esperança de uma vida pós-morte, de fato se mata, embora não esteja se suicidando.

O suicida é aquele que não tendo pulsões provocadas por nada interno ou externo a si mesmo, mata-se por uma total descrença nesta ou em qualquer outra vida.

Assim, em minha opinião, somente um ser totalmente ateu e materialista em sua visão da existência tem o poder de matando-se, suicidar-se.

Os demais são coitados buscando alivio e vida, não morte.

Portanto, o suicídio não deve ser nunca objeto de juízo humano, pois, de fato, ninguém sabe quem, matando-se, suicidava-se.

Além disso, como a Bíblia não “teologiza” sobre o tema, tem-se mais uma razão para não especular. Afinal, trata-se de “terra santa”, na qual se deve entrar sem as sandálias das falsas certezas e das muitas presunções.

Ante um suicida inerte dentro de um caixão, tem-se que apenas calar.

Sim! Porque qualquer fala, juízo ou interpretação acerca do tema pode nos fazer incorrer no risco de blasfêmia contra a vida humana!

O que se sabe pela experiência é que todo aquele que na existência tem na morte seu maior inimigo, esse quer viver. Mas quando o que a pessoa conhece de pior na existência é a própria vida, então, nesse dia, tal pessoa quer morrer; posto que para ela a morte fala de algo melhor que a existência.

Ora, digo isso tudo desnecessariamente, pois, de fato, qualquer das causas físicas e psicológicas por mim mencionadas no início desta carta, por si mesmas já possuem o poder de levar uma alma adoentada ou um cérebro adoecido, ao desespero do suicídio.

“Crentes” podem sofrer de tudo o que qualquer pessoa sofre nesta vida.

Ou então me diga qual é a área da vida que um “crente” recebeu licença divina de não experimentar.

É claro (mais que claro) que uma mente que esteja normal e bem fixada na fé, não apela para o suicídio apesar dos desesperos da presente existência.

Do mesmo modo que uma pessoa sadia na mente e na fé não apela para um monte de coisas que se vê os “crentes” apelarem todos os dias.

Portanto, o suicídio deve ser sempre combatido em razão da esperança e da promessa da vida já AQUI, mas nunca deve ser tratado como ato de auto-perdição ou de pecado imperdoável contra os céus.

Na realidade essa percepção que você advoga acerca do suicídio é “católica”; e foi desenvolvida nos porões escuros da “Igreja” nos anos chamados de “Idade das Trevas”.

Peça a Deus que livre você de ter que aprender o entendimento da misericórdia acerca desse tema por ter tido que lidar com ele relacionado a alguém de sua família e de sua casa.

Ora, se tal dia chegar você saberá em seu coração que aquele ente querido estava buscando vida em face da dor de existir — seja porque razão for.

A ênfase da Escritura é em não matar os outros, mas não fala do ato de auto-morte em razão da dor.

Assim, no que Jesus fez silencio e no que as Escrituras ficam caladas, quem ousará condenar quem quer que seja?

O trabalho de um pastor é fazer prevenção de todo ato de morte. Entretanto, isso tem a ver com a vida AQUI, mas não deve se estender para trazer juízo relacionado à vida ALÉM.

Aqui no site há mais sobre tema. Procure em “Busca” e você achará.

Receba meu carinho e todas as minhas melhores esperanças de Vida!

Nele, em Quem todo aquele que busca vida a encontra,

Caio

02/08/07

Lago Norte

Brasília

www.caiofabio.com