Uma carta aos pais de gays

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Posted on 2nd maio 2010 by Roberto in Cartas

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He Loves His Gay Son
Creative Commons License photo credit: Poldavo (Alex)

Muitos pais me escrevem falando de sua angústia ante as confissões feitas por filhos que se sentem gays desde a infância.

Sei que a angústia que se abate sobre os pais nessa hora é sempre esmagadora. Afinal, nem casais gays adotam uma criança do sexo masculino esperando ter entre eles uma “menina psicológica”. E se há tais casos de errada expectativa quanto ao filho adotado por um casal de gays, todavia, ainda assim eles pertencem à minoria microscópica em relação ao padrão de expectativas.

Quando se tem um filho homem ou mulher, sempre se espera que eles sejam conforme o gênero explicitado: macho ou fêmea.

Entretanto, quando este não é o caso, em geral os pais sofrem tanto, e manifestam tanto desgosto, dor e repúdio à condição, que acabam por transferir tudo para o próprio filho, e, assim, o abismam no chão profundo da possibilidade de suicídio, ou, na maior parte das vezes, em grande promiscuidade.

Filho ou filha que se confessem gays devem ser chamados à avaliação à luz da verdade, a fim de que vejam se são ou não, pois existe muito auto-engano, muito mecanismo de fuga ou de chamada de atenção, muito vício, ou mesmo muita determinação oriunda de conflitos na área da sexualidade, e que acabam por supostamente definir para a pessoa uma preferência gay como simbolização de outras confusões interiores.

O que os pais devem fazer?

Ora, devem orar no secreto, e, além disso, devem amar seus filhos e tratá-los na verdade, pois, somente assim se poderá ajudá-los em qualquer que seja a configuração ou evolução da situação.

Além disso, deve-se também esquecer do instinto egoísta de encobrir o filho a fim de que os pais não se vejam expostos ao julgamento de milhões de juizes de tudo; e até da culpa do pai ou mãe que tiveram tal filho; ou ainda da culpa por serem os pais que não souberam educar bem o filho; ou ainda: em razão de que tais pais são postos na posição de escolha entre serem leprosos com os filhos ou afirmarem os filhos como leprosos como “sobrevivência social” para eles. Sim! Há pais que renegam seus filhos como os pais do Cego de Nascença o renegaram, de acordo com a narrativa de João 9.

Para completar a angústia de tais pais ainda existe a condenação imediata do filho ao inferno. Sim! Pois no meio evangélico e católico (e S/A) há certos trigos e joios que já foram separados antes da hora, e, portanto, já se os pode lançar no inferno de antemão; e, entre tais, estão todos os gays.

Há pais que sofrem tanto, que o filho ou filha gay vêm a se matar a fim de evitar que os pais sofram com sua existência. Tais filhos internalizam o sentimento de que seus pais prefeririam a dor da condenação do suicida à vergonha provocada pela existência de um filho gay. Por isso é tão alta a incidência de suicídios entre gays cristãos.

De fato, numa hora assim é que se sabe se o pai ou mãe de fato são convertidos aos seus filhos, conforme o espírito do Reino.

Um pai ou mãe têm sempre que agir como o Pai que está nos céus, que ama mais que qualquer mãe.

Somente no amor tal família terá ar e saúde para prosseguir. Somente amor e muita misericórdia fazem com que cada parte envolvida no processo possa ajudar a outra a sofrer menos; e, depois, pararem de sofrer, quando a consciência de todos se firmar na certeza do amor de Deus e na perseverança na verdade do Evangelho.

Amor e amor. Nada além de amor. Nada aquém de amor. Amor é tudo. O amor fala todas as línguas e entende tudo. O amor ajuda em qualquer que seja a viagem. Sem amor, qualquer viagem é morte para qualquer homem.

Assim, pais: amem em verdade, justiça e liberdade; pois, é no ambiente do amor que a saúde se estabelece sobre a situação.

Nele, em cujo amor sou guiado pelo Seu Espírito,

Caio

28/01/08

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

Meu povo perece por falta de entendimento

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Posted on 13th fevereiro 2010 by Roberto in Reflexões

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Certas faltas de compreensão entre os cristãos religiosos (especialmente evangélicos pentecostais ou neo-pentecostais) – são sempre de impressionar pela eterna imaturidade e estado de imbecilização mental. Na realidade me assusta sempre ver que as pessoas se dizem crentes em Jesus, mas tanto não conhecem os evangelhos (não os lêem mesmo!), como também nada sabem acerca do significado do que Jesus veio fazer. São pagãos de mente, mas falam em nome de Jesus o tempo todo, como mágica devota e proteção supersticiosa. Brigam pela Bíblia, mas não a conhecem. E o que dela sabem vem da interpretação frequentemente tresloucada ou corrompida que outros fazem e apresentam. O que Jesus disse, pouco importa. A impressão que se tem é que até Jesus ficou “reverentemente obsoleto” para eles. Ou seja: Jesus é o Pelé da fé; mas depois “dele” muita coisa mudou; e hoje os tempos são outros. Assim, por Jesus tem-se carinho e respeito na hora que o bicho pega dentro da “igreja”. Mas se tudo estiver sob controle, o que vale é o ensino do “novo mover”, do novo profeta, do apostolo da moda, ou a empolgação de um novo modelo. Em um país de IURDS famigeradas; de franquias de cura e exorcismos; de cursos de libertação cobrados; de gente que confessa o nome de Jesus, mas que crê muito mais na “tia libertadora”; que dá dinheiro para os exploradores e ainda fica zangada quando o mal é descoberto; que não cansa jamais de apoiar o engano do falso profeta, e de se insurgir contra quem prega a Palavra – não há nada mais a dizer se não “Sejam infelizes no engano!” Num país no qual os falsos profetas, apesar de Mateus 7: 22-24, são tratados como gente de Deus em razão de milagres e exorcismos, não há lugar para a advertência de Jesus quanto ao fato que por fora se vestem de ovelhas, mas por dentro são lobos e mercenários roubadores. Sim! O que se pode dizer? A esses digo: Infelizmente não é possível ser feliz no engano! Podem tentar. Podem fazer campanhas. Podem dar o dinheirinho em barganhas sem fim. Podem idolatrar seus apóstolos e bispos. Podem até viver no templo como Samuel. Mas, ainda assim, jamais serão felizes. E por quê? Ora, é que eles ouvem a verdade como acusação; olham o Evangelho como algo obsoleto; vêem a Graça como bobagem de gente que “não se garante com Deus“; falam de Deus com o nervosismo de quem fala do diabo; e tratam o diabo como o poder que somente a Deus se deveria atribuir. O que lhes vale é apenas o guru que lhes “libera” a palavra de libertação e lhes dá a “cobertura” de proteção espiritual, sem a qual ficam sujeitos ao diabo e às maldições – tanto as do diabo, como também, eventualmente, as do líder zangado, no caso de ser abandonado por alguma ovelha que abra os olhos. Então, que fazer? Sim! Que povo é esse? Que gente é essa? E o que sobrou do Evangelho neles? Eu sou evangélico demais para ser ainda “evangélico“. Deixei de sê-lo quando ainda era “presidente da AEVB”, em 1994. Aguardei de todo o coração que meu mandato acabasse, pois, dali eu estava pulando fora (não da AEVB, que tinha muita gente boa; mas do que ela deseja representar). Ora, isso já faz dez anos; e de lá para cá minha certeza de ter feito o que deveria naquele particular, apenas se aprofundou em mim. Evangélico é o que se deriva do Evangelho. Portanto, evangélico é aquilo que carrega o conteúdo do Evangelho, tanto como ensino, como em espírito, em modo de ser, de ver, de ouvir, de sentir, e de se manifestar. Hoje, infelizmente, a “igreja evangélica” é católica-pré-reforma-ex-protestante; é a casa da escuridão; é o lugar dos medos; é a hospedaria da santa inquisição psicológica; é a morada dos espíritos da mentira; é o covil dos enganadores mais puníveis da terra; é a praça das falsas aparências; é o jardim dos loucos que vendem lucidez desconhecida; é o templo dos homens deuses; é a oficina na qual “Deus” é concertado pelos mecânicos da teologia ou dos novos moveres; é a guardiã das doutrinas dos homens; é a maior criadora de fantasias sobre a realidade… É macumbogélica! É casa mal assombrada! Dentro dela está cheio de gente boa, e também de gente boba! A minha dor é ver que muitos enxergam, mas, ainda assim, não querem ser curados! Se alguém perceber que essa é uma palavra de amor doído, e se puder ver que há verdade em tudo o que aqui digo, então, se quiser, venha, pois a jornada não acaba com os “evangélicos”. Ela começa no Evangelho! Afinal, não somos nem de homens e nem de movimentos históricos perecíveis, mas somos gente da Nova Jerusalém, da Assembléia dos primogênitos arrolados nos céus; e somos gente da Nova Aliança; e do sangue de Jesus; e da incontável hoste de anjos; e da nuvem de testemunhas; e da afinidade com o testemunho de todos os justos que amaram a Palavra para além da própria vida. Escolha se você é evangélico ou “evangélico”. No papel a diferença são “aspas”. Mas na vida a diferença é entre vida ou morte, paz ou angustia, serenidade ou neurose, proteção ou paranóia, alegria de Deus ou pânico do inferno! Não dá para por remendo de pano novo em vestes velhas. Não dá para tentar brincar com o vinho novo colocando-o no couro envinagrado dos odres velhos da religião do medo, do abuso e da exploração. Não dá para ser “evangélico” e ser evangélico. Essas aspas são mais largas que a Terra. Digo isto por amor a Jesus! É em nome Dele que falo. E sei que Nele tenho o amém em tudo o que aqui digo! Com a certeza da paz, Caio

Suicídio!

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Posted on 3rd fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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Gallows
Creative Commons License photo credit: Wiros

—– Original Message —–

From: SUICÍDIO!

To: contato@caiofabio.com

Sent: Monday, April 30, 2007 1:09 PM

Subject: Suicídio!

Querido Caio,

Já acompanho seu ministério desde o início da década de noventa. Sempre te admirei pelas suas colocações claras, honestas, simples e coerentes com a Palavra. Já li muitas de suas obras. Ainda não todas. Mas, acompanho as novidades do site. Nunca te escrevi antes por não achar necessário. Mas agora gostaria de sua ajuda e opinião sobre um tema que estou estudando e precisando me definir com mais convicção: o suicídio.

Minha dificuldade é de entender esta realidade na vida de um alcançado pela genuína Graça do Evangelho.

Não duvido da realidade da depressão e outros males da alma na vida de um genuíno salvo, mas tenho dificuldade de entender que um renovado na mente do Evangelho da graça chegue ao ponto de dar cabo de sua vida. Inclusive não consigo ver a morte de Sansão como um suicídio, mas como um sacrifício altruísta. Até porque Deus atendeu a sua oração. Todavia gostaria muito que me respondesse com todo o carinho que lhe é peculiar.

Em Cristo, que é a nossa esperança.

God Bless You!

PR A. M.

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Resposta:

Meu querido irmão: Graça e Paz!

Paulo disse que sofreu tantas angustias na Acaia que esteve a ponto de “desesperar da própria vida”.

Estamos falando de Paulo, o apostolo, o mesmo que viu a Luz na Estrada e que conheceu o amor de Deus como muito pouca gente jamais sonhou em conhecer.

Ora, Paulo não era esquizofrênico; não tinha nenhuma Desordem Bipolar; não sofria de depressão; não era acossado por nenhuma Síndrome do Pânico; não tinha nenhum tumor maligno pressionando seu cérebro; não era enfermo de nada que fosse essencial; e não sofria de nenhuma forma de doença mental que pudesse lhe fazer ter impulsos incontroláveis e ou à revelia — como muitas vezes acontece com pessoas que se suicidam.

A menos que você me diga que um “salvo” não sofre de nenhum desses males (o que seria um terrível equivoco, com danos irreparáveis no papel de um pastor em relação aos que sofrem) — a implicação de não poder negar essa possibilidade conduz imediatamente à seguinte conclusão:

É possível que uma pessoa que sofra tais perturbações possa ficar em tamanho estado de desespero, que venha a praticar um ato suicida como quem busca a morte como “esperança”.

A Bíblia não fale em suicídio na perspectiva de juntar a ele qualquer forma de “interpretação” do ato.

De fato Sansão se matou, mas não se suicidou. Matou-se porque dele veio a decisão de derrubar o Templo e morrer no desastre. Entretanto, sua motivação era de vida e esperança de libertação — pois cria que aquele ato poderia trazer livramento para o seu povo por algum tempo.

Creio que quem se mata em razão do desespero da presente existência, e o faz na esperança de uma vida pós-morte, de fato se mata, embora não esteja se suicidando.

O suicida é aquele que não tendo pulsões provocadas por nada interno ou externo a si mesmo, mata-se por uma total descrença nesta ou em qualquer outra vida.

Assim, em minha opinião, somente um ser totalmente ateu e materialista em sua visão da existência tem o poder de matando-se, suicidar-se.

Os demais são coitados buscando alivio e vida, não morte.

Portanto, o suicídio não deve ser nunca objeto de juízo humano, pois, de fato, ninguém sabe quem, matando-se, suicidava-se.

Além disso, como a Bíblia não “teologiza” sobre o tema, tem-se mais uma razão para não especular. Afinal, trata-se de “terra santa”, na qual se deve entrar sem as sandálias das falsas certezas e das muitas presunções.

Ante um suicida inerte dentro de um caixão, tem-se que apenas calar.

Sim! Porque qualquer fala, juízo ou interpretação acerca do tema pode nos fazer incorrer no risco de blasfêmia contra a vida humana!

O que se sabe pela experiência é que todo aquele que na existência tem na morte seu maior inimigo, esse quer viver. Mas quando o que a pessoa conhece de pior na existência é a própria vida, então, nesse dia, tal pessoa quer morrer; posto que para ela a morte fala de algo melhor que a existência.

Ora, digo isso tudo desnecessariamente, pois, de fato, qualquer das causas físicas e psicológicas por mim mencionadas no início desta carta, por si mesmas já possuem o poder de levar uma alma adoentada ou um cérebro adoecido, ao desespero do suicídio.

“Crentes” podem sofrer de tudo o que qualquer pessoa sofre nesta vida.

Ou então me diga qual é a área da vida que um “crente” recebeu licença divina de não experimentar.

É claro (mais que claro) que uma mente que esteja normal e bem fixada na fé, não apela para o suicídio apesar dos desesperos da presente existência.

Do mesmo modo que uma pessoa sadia na mente e na fé não apela para um monte de coisas que se vê os “crentes” apelarem todos os dias.

Portanto, o suicídio deve ser sempre combatido em razão da esperança e da promessa da vida já AQUI, mas nunca deve ser tratado como ato de auto-perdição ou de pecado imperdoável contra os céus.

Na realidade essa percepção que você advoga acerca do suicídio é “católica”; e foi desenvolvida nos porões escuros da “Igreja” nos anos chamados de “Idade das Trevas”.

Peça a Deus que livre você de ter que aprender o entendimento da misericórdia acerca desse tema por ter tido que lidar com ele relacionado a alguém de sua família e de sua casa.

Ora, se tal dia chegar você saberá em seu coração que aquele ente querido estava buscando vida em face da dor de existir — seja porque razão for.

A ênfase da Escritura é em não matar os outros, mas não fala do ato de auto-morte em razão da dor.

Assim, no que Jesus fez silencio e no que as Escrituras ficam caladas, quem ousará condenar quem quer que seja?

O trabalho de um pastor é fazer prevenção de todo ato de morte. Entretanto, isso tem a ver com a vida AQUI, mas não deve se estender para trazer juízo relacionado à vida ALÉM.

Aqui no site há mais sobre tema. Procure em “Busca” e você achará.

Receba meu carinho e todas as minhas melhores esperanças de Vida!

Nele, em Quem todo aquele que busca vida a encontra,

Caio

02/08/07

Lago Norte

Brasília

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