Uma carta aos pais de gays

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Posted on 2nd maio 2010 by Roberto in Cartas

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He Loves His Gay Son
Creative Commons License photo credit: Poldavo (Alex)

Muitos pais me escrevem falando de sua angústia ante as confissões feitas por filhos que se sentem gays desde a infância.

Sei que a angústia que se abate sobre os pais nessa hora é sempre esmagadora. Afinal, nem casais gays adotam uma criança do sexo masculino esperando ter entre eles uma “menina psicológica”. E se há tais casos de errada expectativa quanto ao filho adotado por um casal de gays, todavia, ainda assim eles pertencem à minoria microscópica em relação ao padrão de expectativas.

Quando se tem um filho homem ou mulher, sempre se espera que eles sejam conforme o gênero explicitado: macho ou fêmea.

Entretanto, quando este não é o caso, em geral os pais sofrem tanto, e manifestam tanto desgosto, dor e repúdio à condição, que acabam por transferir tudo para o próprio filho, e, assim, o abismam no chão profundo da possibilidade de suicídio, ou, na maior parte das vezes, em grande promiscuidade.

Filho ou filha que se confessem gays devem ser chamados à avaliação à luz da verdade, a fim de que vejam se são ou não, pois existe muito auto-engano, muito mecanismo de fuga ou de chamada de atenção, muito vício, ou mesmo muita determinação oriunda de conflitos na área da sexualidade, e que acabam por supostamente definir para a pessoa uma preferência gay como simbolização de outras confusões interiores.

O que os pais devem fazer?

Ora, devem orar no secreto, e, além disso, devem amar seus filhos e tratá-los na verdade, pois, somente assim se poderá ajudá-los em qualquer que seja a configuração ou evolução da situação.

Além disso, deve-se também esquecer do instinto egoísta de encobrir o filho a fim de que os pais não se vejam expostos ao julgamento de milhões de juizes de tudo; e até da culpa do pai ou mãe que tiveram tal filho; ou ainda da culpa por serem os pais que não souberam educar bem o filho; ou ainda: em razão de que tais pais são postos na posição de escolha entre serem leprosos com os filhos ou afirmarem os filhos como leprosos como “sobrevivência social” para eles. Sim! Há pais que renegam seus filhos como os pais do Cego de Nascença o renegaram, de acordo com a narrativa de João 9.

Para completar a angústia de tais pais ainda existe a condenação imediata do filho ao inferno. Sim! Pois no meio evangélico e católico (e S/A) há certos trigos e joios que já foram separados antes da hora, e, portanto, já se os pode lançar no inferno de antemão; e, entre tais, estão todos os gays.

Há pais que sofrem tanto, que o filho ou filha gay vêm a se matar a fim de evitar que os pais sofram com sua existência. Tais filhos internalizam o sentimento de que seus pais prefeririam a dor da condenação do suicida à vergonha provocada pela existência de um filho gay. Por isso é tão alta a incidência de suicídios entre gays cristãos.

De fato, numa hora assim é que se sabe se o pai ou mãe de fato são convertidos aos seus filhos, conforme o espírito do Reino.

Um pai ou mãe têm sempre que agir como o Pai que está nos céus, que ama mais que qualquer mãe.

Somente no amor tal família terá ar e saúde para prosseguir. Somente amor e muita misericórdia fazem com que cada parte envolvida no processo possa ajudar a outra a sofrer menos; e, depois, pararem de sofrer, quando a consciência de todos se firmar na certeza do amor de Deus e na perseverança na verdade do Evangelho.

Amor e amor. Nada além de amor. Nada aquém de amor. Amor é tudo. O amor fala todas as línguas e entende tudo. O amor ajuda em qualquer que seja a viagem. Sem amor, qualquer viagem é morte para qualquer homem.

Assim, pais: amem em verdade, justiça e liberdade; pois, é no ambiente do amor que a saúde se estabelece sobre a situação.

Nele, em cujo amor sou guiado pelo Seu Espírito,

Caio

28/01/08

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

As pedradas de um severo

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Posted on 14th março 2010 by Roberto in Cartas

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Severo: não envio nada “undisclosed”.

Aqui neste site só tratamos de conteúdos, nunca nomeando pessoas.

Mas há um princípio: o que se anuncia no interior da casa–undisclosed–, será publicado no site.

Trate de meus pensamentos à vontade, mas faça-o com honestidade e não de má fé. E trate a mim e todos, como todos aqui estão sendo tratados: com respeito e privacidade.

Aqui está a sua carta—que você enviou para uma seleta e “undisclosed” mala direta. Você não se deu nem ao trabalho de me perguntar. Preferiu julgar o que quis, usar a “língua virtual” para pronunciar juízos; e, apenas por esta razão é que você está recebendo de mim um resposta pública. Com certeza nem um pouco severa e imprópria quanto foi a sua acusação.
Está na hora de crente aprender a ser Homem.
Antes da Questão Gay vem a Questão Homem.
Ainda nem aprendemos a ser homens, estamos querendo discutir o quê?

Caio
***************************************************
Um amigo me mandou:
Caio:

Olha só o cara abaixo te metendo o pau…rs…
Um tal de Julio Severo (mais embaixo).
Em primeiro plano o cara rjustino@urbi.com.br que não sei quem é comenta….

Beijo!

Robson
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—– Original Message —–
From: RAJ
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Friday, November 14, 2003 1:18 AM
Subject: Spam Alert: Fw: Caio Fábio e o homossexualismo

Tenho uma fita gravada com o Caio Fábio entrevistando pessoas que deixaram a homossexualidade, mas agora ele declara  que desconhece conhecer quem tenha mudado.
Foi ele quem criou o termo “Complexo de Gabriela” para aqueles que pensam que nasceram assim, cresceram assim e  vão ser sempre assim… E agora …
Vejam a mensagem que recebi abaixo:

—– Original Message —–
From: Julio Severo
Sent: Sunday, November 09, 2003 4:41 PM
Subject: Caio Fábio e o homossexualismo

Estimados irmãos

Enquanto vemos muitos veículos evangélicos de comunicação procurando restaurar Caio Fábio à sua posição de “conselheiro” e “opinador importante”, veja a posição dele com relação ao homossexualismo. No texto abaixo, há a mensagem de uma jovem pedindo conselho e, logo em seguida, está o “conselho” do Caio. Sua filosofia doce e delicada envolve o leitor de tal maneira que chega a camuflar o estado em que está a sua ética cristã. Extraí o texto do site pessoal do Caio.

Julio Severo
Autor de O Movimento Homossexual
(Editora Betânia)

—–Original Message—–
From: ACHO QUE ESTOU GOSTANDO DE UM HOMEM GAY
Sent: domingo, 24 de agosto de 2003 15:44
To: contato@caiofabio.com
Subject: O QUE VOCÊ ME DIZ?


Mensagem:

Boa tarde, Rev. Caio Fábio.

Antes de qualquer palavra, gostaria de lhe dizer que fiquei muito feliz ao visitar seu site e ter lido várias reflexões suas, tenho sido muito edificada.
Acredito, fazer parte daquelas pessoas que tem se cansado da igreja, mas nunca deixou ser igreja.
Sabe, tenho enfrentado um conflito dentro de mim, e já faz algum tempo que sinto a necessidade de compartilhar com alguém que possa me dizer algo verdadeiro sobre o assunto.
Acredito, sinceramente, que você é essa pessoa que pode me orientar.
Estou me envolvendo com um jovem evangélico. Ele tem muito conhecimento da Palavra, prega muito bem. Temos uma amizade muito gostosa.
Só que já tivemos alguns momentos de intimidade também.
De todos os rapazes com quem já me envolvi, ele é com quem mais me identifiquei.
É alguém com quem me sinto à vontade para ser eu mesma e compartilhar meus conflitos.
Existe tanta cumplicidade entre nós que passamos cerca de três horas conversando ao telefone sem percebermos o tempo passar… Mas existe um fator que tem me assustado muito: é que acredito que ele enfrenta uma crise de identidade sexual.
Talvez você esteja se perguntando: “Se são tão cúmplices por que ela não compartilha isso com ele?”
Ainda pretendo fazê-lo, no momento certo. Pois deve concordar comigo que esse é um assunto um tanto delicado, que se não souber tratá-lo, posso afastá-lo de vez.
Além do mais, ainda não tenho certeza, mas já estou me adiantando e te pedindo orientação, porque se eu constatar o fato, vou ter que mencioná-lo, mas tenho que estar preparada para isso, pois sou um pouco leiga nesse assunto e ainda tenho muitas dúvidas.
Uma delas é: Será possível ser feliz com alguém assim?
Será que Deus cura plenamente alguém que sente atração por uma pessoa do mesmo sexo?
Gostaria que me escrevesse me dizendo o que realmente pensa sobre esse assunto.
Como gosto muito dele, prefiro acreditar que sim. Mas ao mesmo tempo não quero construir castelos de areia, ou viver iludida.
Então, por favor, me escreva me dizendo aquilo que eu preciso saber.
Espero ansiosamente,
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Resposta:
Minha querida amiga: Luz e Sabedoria!

Você acredita que um homem que goste de mulher poderá deixar de fazê-lo por alguma mudança nesta vida?
O que consigo ver é a pessoa—o homem—conseguindo se equilibrar, sublimando seus desejos, re-orientando suas energias e transformando-as em outras formas de expressão; ou até fazendo supressão definitiva de qualquer contato com mulheres, isso se não encontrar alguém a quem ame e com quem se case—mas não consigo vê-lo se assexuando na sua inclinação.

Se é assim com heterossexuais, é assim também com  homossexuais!

Os únicos homossexuais que eu já vi serem “curados” são os que nunca foram.

Esses são aqueles que experimentaram o homossexualismo como “prática” por terem tido sua “iniciação” sexual desse modo.

Mas, de fato, não o eram. Tinham ficado apenas “viciados” naquele tipo de experiência.

A bi-sexualidade, para mim, é pior do que a homossexualidade.

Digo isto pelo mal que faz ao “bi” e pelo mal que causa aos “parceiros”, homens e mulheres.

Conheço uma quantidade enorme de “bi” dentro da igreja.

Casaram-se e tiveram filhos apenas para poderem ter a devida camuflagem para fazer o que gostam dento do armário.

De fato, quando uma pessoa nasce com a inclinação homossexual—digo a você: ela pode até se educar espiritualmente para não praticar—, ela carregará aquela semente na alma para sempre.

Eu não tenho dúvida de que em muito breve ficará definitivamente provado—já se caminha com muita rapidez para isso—que a homossexualidade tem como fator preponderante a genética.

Há pessoas homossexuais que nunca praticaram um único ato homossexual, mas nem por causa disso deixaram de ser.

São os eunucos por amor ao Reino de Deus.
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[Julio Severo comenta: esse raciocínio de Caio e exatamente igual ao do Luiz Mott, líder gay brasileiro!]—comenta o Acusador.
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Imagino que a tarefa de um ser humano homossexual e que tem que se casar a fim de manter a fachada seja horrível.

Se eu fosse você, em sendo fato a inclinação dele, não entraria nessa.

Não tem nada a ver com preconceito. Mas apenas com saúde psicológica, sua e dele.

Muitas vezes o cristão gay casa com uma mulher legal, e quem a demanda sexual não seja pesada, e com quem tenha muita amizade.

Gays são ótimos amigos. Sei disso porque sempre tive amigos gays. Alguns, com o passar do tempo, pararam; viraram titias e titios, mas não deixaram de ser quem são: homossexuais não praticantes!

Conheço gays cristãos que adoram, inclusive, aparecer com mulheres em eventos, festas, restaurantes e na igreja—mesmo que nem sempre esteja “rolando” nada entre eles—a fim de darem uma “circulada” do tipo: “estou limpando a barra.”

É uma pena que não haja liberdade para as pessoas dizerem quem são.

Creio, de todo o coração, que esse silencio sobre a questão só piora as coisas.

Quem é, e é cristão, ou fica neurótico ou mergulha na promiscuidade camuflada—sempre parceiros diferentes para que ninguém flagre um “relacionamento”—, e assim só adoecem suas almas.

Quem não é, mas ficou viciado na prática—em geral na infância—acaba ficando definitivamente viciado e depois se entrega ao vício como vocação, porque não teve a chance de tratar a questão na luz; ou seja: de modo manifesto.

Tudo o que se manifesta é luz!

Portanto, se seu negócio é casar, não faça isto nem a você e nem a ele.

Vejo até alguns gays de casando com mulheres no “tempo da delicadeza”. Nesse caso, é um casamento de amizade, de companhia e para cuidarem um do outro na velhice—mas já não há sexo envolvido na questão.

Diante do pouco que você me disse, esse é o pouco que posso lhe falar.

Receba meu beijo.

Nele,
Caio
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AGORA VEM A MINHA RESPOSTA AO SENHOR SEVERO:
Prezado SEVERO: se é que há tal coisa!

Minha opinião sobre o assunto é esta mesma.

É uma pena que não haja liberdade para as pessoas dizerem quem são–pois somente a verdade liberta da ilusão de quem não se é. E Deus trabalha na verdade.

Tenho a mesma opinião faz muito tempo. Desde o tempo em que todos me “admiravam”.

Veja a ironia: todos se dizendo abençoados, e eu sendo exatamente quem sou hoje–crendo nas mesmas coisas–e não caía o pedaço de ninguém.

Meu querido: quem tem ouvidos para ouvir, ouça; quem tem olhos para ler, leia; e quem tem coração para discernir, que discirna!

Mas estou dizendo as mesmas coisas. Sabe qual é a diferença?

AQUILO QUE EU DIZIA NO INTERIOR DA CASA, ACONSELHANDO, HOJE GRITO DA VARANDA VIRTUAL, E DEIXO DOCUMENTADO!

Já entrevistei gays que se converteram, sim. Algumas vezes.

Infelizmente, não conheço até hoje praticamente nenhum que não me tenha procurado depois para me falar de como vivem caindo sempre outra vez.

“Mato um leão por dia”—é frase que mais ouço.

Isto sem falar nos inúmeros, que nunca entrevistei, e que comigo conversam há anos—não é de hoje—, e que vivem de tombo em tombo, de queda em queda, sempre ficando mais adoecidos.

Se você foi gay e ficou completamente restaurado, meu amado, diante de Deus, folgo e me regozijo. E, portanto, creia em sua própria mudança e não fique “nervoso”.

Se conhece pessoas que viveram a mesma experiência de total libertação não apenas do “comportamento”, mas também da inclinação latente; manifestar-me-ei com a mesma alegria. Deus sabe!

Eu sou pela vida, e creio que ninguém é feliz quando não vive o mais próximo possível do ideal de Deus na criação: Ele criou homem e mulher; macho e fêmea. Este site está repleto dessa afirmação.

Nunca conheci um gay completamente feliz.

Assim como nunca conheci um heterossexual “galinha” e “mulherengo” que seja feliz.

Ninguém viola o principio original ou existe fora dele—e vive sem as conseqüências.

Digo isto, não como quem não crê em conversão. Você sabe que eu creio mais do que você. Chego a crer até na conversão de fariseus!

É por isso que me afadigo pregando a Palavra!
Sobre se converter e não ter tudo ainda mudado na vida; pelo amor de Deus, se ENXERGUE!

Você é ainda um monte de coisas ruins a serem convertidas; ou você pensa que parar um ou dois comportamentos significam uma conversão?

O que dizer de sua “insegurança” sobre o tema?
O que dizer desse seu coração raivoso?
O que dizer de seus tons irritados?
O que dizer de sua inveja dissimulada?
O que dizer do desconforto que você está tendo com o fato de que as pessoas me ouvem mesmo, e me levam à sério mesmo?
O que dizer desse incômodo acerca de que minhas opiniões sejam buscadas?
O que dizer dessa preocupação com a “mídia” desejar me ouvir?

Desde quando isso é novo?

Você mesmo confessa que tem fitas minhas em casa!

Ou você não está nem aí para o que eu digo e penso?

Se é assim, faça como eu: não sei quem é você. Se você tivesse um site eu nem saberia; e jamais o visitaria para saber o que você pensa.

Sua carta, meu amado severo, não é sobre homossexualismo, mas é sobre você mesmo.

E como ela entrega você!

Sobre os gays e homossexuais, vejo-os sofrendo por não conseguirem ser quem gostariam de ser: seres humanos normais, vivendo de modo liberto e feliz—como qualquer outro ser humano.

Você não tem a menor idéia da quantidade enorme de gays praticantes que deixaram a pratica homossexual em razão de terem tido contato com a Graça de Deus, conforme eu sempre cri e preguei.

Mesmo nunca tendo me dedicado à questão gay e nem da conversão de gays, sei—e o país inteiro também—, que todos os ministérios de ajuda a gays que existem no Brasil, somados, não realizaram o benefício de conversão e pacificação que Deus, por sua Graça, realizou nas vidas de milhares de sofredores dessa angustia por meu intermédio.

Se minha opinião lhe fez mal, sinceramente, sinto muito.

Eu creio, por isso falo.

E aqui não há nenhum tentativa de nada, a não ser a de ser verdadeiro com o que vejo, sei, e, sobretudo, creio.

Não sou candidato a nada. E não tenho barganhas a fazer.

Esse é o problema.

Estou livre para dizer aquilo que vejo como sendo verdade e realidade.

Mas não tente associar a “movimentos” e nem a “raciocínios”. Os meus são somente meus. E vivo com as conseqüências.

Minhas convicções essenciais são outras.

Creio na Graça de Deus, na misericórdia, e na justificação pela fé em Jesus. É a este mister que dedico minha existência.

Jesus é o único Evangelho que conheço e prego.

E duvido que qualquer pessoa coerente que leia o Evangelho tenha dúvidas acerca de que conteúdos se assemelham mais à Boa Nova de Jesus: se minha certeza de que mesmo aquilo que não se pode mudar na natureza, pode, ainda assim, ser objeto de pacificação e perdão? Ou a sua posição, que afirma a obrigatoriedade desse milagre de conversão de impulso sexual como evidencia da salvação?

Ora, severo amado, todo mundo sabe que esse seu discurso apenas oprime e afasta ainda mais as pessoas da verdade, e da possibilidade de que em vindo a se encarar em Cristo, possa crescer para uma pacificação de alma que desinstale suas compulsões!

Meu amigo severo: faz mais de 1700 anos esse discurso vem sendo propalado, e as conseqüências estão aí: uma igreja adoecida e tarada.

Não me julgue!
Meu juiz é o Senhor!
Não brinque com coisa séria.
Deus está vendo.
Não estou aqui brincando.
Cuide, pois quem nos julga é o Senhor.

Sei que você carrega “severo” no nome.
Não viva para encarnar seu nome, pois, severo é Deus, e só Ele pode sê-lo, pois também somente Ele é justo e vê os segredos dos corações.

Gostaria de ver você levantar-se em minha presença com a mesma ousadia. Pela Internet todos os bobos ficam sábios e todos os covardes ficam corajosos.

O que digo aqui, digo na presença de qualquer um. E me agradaria, não estar mandando esse e-mail para você, mas olhando dentro de seus olhos, a fim de discernir melhor quem você é. Não para julgá-lo. Apenas para entendê-lo um pouco melhor.

Nele, que é a Luz,
Caio

www.caiofabio.net

Lei da mordaça (PLC122)

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Posted on 5th março 2010 by Roberto in Opinião

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Amanhã (esse texto foi escrito em 24/06/08 ) haverá grande manifestação em Brasília contra a PLC122, cujo texto de projeto de lei pode ser lido no seguinte site: http://www.senado.gov.br/sf/publicacoes/diarios/pdf/sf/2006/12/14122006/38854.pdf

Muita gente vem me escrevendo acerca do tal Lei Contra a Homofobia pedindo de mim uma opinião, a qual, tendo em vista que em geral os “religiosos” são homofóbicos mesmo, não me interessei nem em ver o texto e menos ainda em discuti-lo.

Ontem, no entanto, atendendo ao pedido de uma pessoa amiga que ocupa o cargo de Senador da Republica, li o texto a fim de dar a minha opinião. Ora, a simples leitura do texto do projeto de lei me evidenciou, de saída, o fato de que o tal projeto não apenas incorre em várias inconstitucionalidades, mas, também, muito além disso, cria precedentes hostis e perversos, sem falar que dá, em tal caso, aos queixosos homossexuais, um poder de arbítrio sobre inúmeras áreas da vida comum, gerando o espaço legal para grande quantidade de exageros e exacerbações.

Em minha opinião o projeto de lei é inconstitucional na forma como está redigido, pois, gera uma soberania de direito ao grupo que demanda tal direito, que, pela própria natureza da formulação legal, anula outros direitos superiores e bem mais antigos em sua legitimidade.

Por exemplo, por tal lei, no caso de ela um dia vigorar, os demais direitos universais (como o de expressão de opinião de qualquer natureza, se for contrária às manifestações homossexuais, ainda que escandalosas), serão subjugados pelos direitos de qualidade “Homocráticas” de tal grupo, posto que, pelo bojo da proposta, declara-se mesmo a impossibilidade de discordar publicamente de práticas ou ideologias de conteúdo homossexual.

Ora, a tal PL122 supostamente se fundamenta em direitos inalienáveis, como os que protegem condições intrínsecas dos humanos, como raça, etnia e cor, mas, apesar de tudo, evoca os direitos da própria expressão religiosa (um dos direitos inalienáveis da Constituição), pondo-se em equivalência com aquilo que sendo objetivo não necessita nem de demonstração e nem de prova, como é o caso de uma raça ou etnia.

Uma raça é uma raça. Uma etnia é uma etnia. Portanto, são realidades universais e objetivas em sua constituição.

Não é a mesma coisa com a condição homossexual, a qual, como se sabe, tem casos de homossexualidade inata e intrínseca, tanto quanto também possui uma enorme quantidade de casos que não carregam traços inatos da condição, mas apenas configuram uma “escolha”, não sendo, dessa forma, em hipótese alguma, algo que possa ser universalizado como universal é o direito de uma raça ou etnia.

Isso sem falar que a PL 122 também cria, de modo inerente, uma espécie de vitaliciedade empregatícia. Sim! Pois com as descrições de direito que teria um suposto homossexual ante um patrão (podendo ele alegar pela via da simples queixa que está sendo objeto de discriminação, não importando o grau de objetividade e de constatabilidade da denuncia) — todos os patrões são postos na difícil situação de temer despedir um funcionário homossexual, por qualquer que seja a razão trabalhista ou funcional, em razão de que sob ele pesará a possibilidade de ser condenado pela subjetividade ou até mesmo esperteza e ou maldade do funcionário queixoso.

Há de se ter leis que protejam os homossexuais de toda forma de discriminação real e objetiva. Do mesmo modo, há de se ter sempre leis que ao garantirem os direitos de minorias não o façam contra a expressão da maioria.

A presente PL 122, todavia, vai além da proteção aos direitos dos homossexuais, e, por outra via, passa a ser uma lei de Homossexualismo ao invés de ser um lei de proteção ao direito de ser homossexual numa sociedade democrática e pluralista.

Acho fundamental aqui fazer duas distinções que julgo importantes:

  1. Homossexualidade não é homossexualismo. Homossexualidade pode ser uma condição psíquica ou até congênita (ainda a ser completamente provada, e, até agora, relacionada à minoria dos casos), a qual, na maior parte das vezes, é praticada com descrição e recato natural, assim como deve proceder um heterossexual sadio. Já o homossexualismo é ideológico, político, impositivo, catequético, fundamentalista em seu fervor fanático, e, sobretudo, trata-se de um movimento “sindicalizante” e hostil. Ora, a presente PL 122 é tipicamente um projeto de lei homossexualista e altamente ideológico.
  1. Direitos Universais são caracterizados pela inafastabilidade objetiva da condição existente. Assim, etnias e raças carregam a si mesmas em seus direitos universais. Ora, o mesmo não se pode dizer da homossexualidade, a qual existe em estado de profunda subjetividade, além de que está há anos luz de distancia de qualquer coisa que se possa chamar de condição universal. Desse modo, creio que a presente PL 122 faz universal um particular da existência humana. Ora, em tal caso, creio que uma outra PL deve ser proposta, mas que não carregue em si “direitos” que soneguem outros direitos universais já estabelecidos e por todos aceitos como fruto do bom senso.

Aqui me eximo de falar sobre outras implicações do presente Projeto de Lei 122, posto que a meu ver são apenas reações angustiadas ante a desvairada propositura da PL122, mas que não tratam das questões de sua inviabilidade Constitucional.

Isto posto de modo muito rápido, concluo dizendo que creio que o que de melhor se faria seria derrubar tal PL122, e, no lugar dela, que parlamentares equilibrados —e que, portanto, não fossem nem militantes homofóbicos e nem militantes homossexualistas— propusessem um novo projeto de lei, o qual deveria dar respeito e dignidade aos homossexuais em nossa sociedade ao mesmo tempo em que eles não fossem feitos os juizes e os executores de leis conforme se prevê nesta fatídica PL122.

O meu temor agora é pelas manifestações de amanhã, como Silas, Linhares e Cia. Ltda. vociferando ódios, de um lado; enquanto, do outro lado, os “homossexualistas” ganham mais um argumento apenas assistindo ao destilar do ódio de seus opositores.

A PL 122 é uma desgraça. Pena que não é apenas ela, pois, sendo justo, tem-se que admitir que os modos da refutação sejam tão cheios de ódio e de homofobia, que, por tal razão, até quem está errado fica certo pelo ódio do antagonista.

A verdade tem que ser seguida em amor. Pois, do contrário, até a verdade se torna mentira quando os modos são os do ódio.

Podendo escrever muitas outras coisas, mas atendo-me apenas a estas, peço as orações de todos, pois, o resultado de tudo isto pode ser a criação de muito mais ódio numa sociedade que está perdendo por completo o amor e a reverência pelo próximo.

No espírito que Dele tenho aprendido,

Caio

24/06/08

Lago Norte

Brasília

DF

O site do pastor Caio Fábio agora é www.caiofabio.net

Swing de evangélicos

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Posted on 22nd junho 2009 by Roberto in Cartas

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Caio,

Cremos que somente o Nosso Senhor é quem pode nos entender e apesar de nossos defeitos e neuras, nos orientar no seu caminho, com amor e paciência.

Porém a dúvida que nos leva até o senhor não tem nada de religioso, sei lá, às vezes até tem.

Sabemos que é um assunto extremamente íntimo e delicado por isso decidimos procurar o senhor de forma anônima para nos orientar.

Sabemos que muitos evangélicos só sabem reprimir e “sentar o pau” em qualquer forma de sexualidade humana.

Esclarecemos que somos contra o homossexualismo e a traição; isto é: eu ou a minha mulher termos um outro parceiro (a) nas costas um do outro. Para nós trair é ter um outro relacionamento escondido, mesmo que rapidinho.

Nossa pergunta é, sem mais delongas, a seguinte: como fica a questão do chamado “swing” para um casal que conhece a Palavra de Deus?

É evidente que esse assunto é polêmico e extremamente íntimo, por isso mesmo não se fala por aí em qualquer roda de relacionamento.

Até que ponto essa prática é contrária à Palavra de Deus?

Quanto à traição temos a seguinte opinião: Trair é “facada nas costas”. Fazer sem o outro saber ou consentir. Enfim, para nós, trair é trair.

Agora, se tanto eu quanto minha esposa temos a consciência quando vamos a um barzinho de “troca de casais” que pode rolar sexo ou carícia com outra pessoa, e isso passa pelo nosso consentimento, apesar dos tabus, preconceitos e limites, não vemos como traição.

Dá um ciúme danado, é verdade, e o coração vem na boca; o que, penso, nos leva a amadurecer quanto à questão da posse e da insegurança.

Ressaltamos que esse fato, o nosso relacionamento sexual com a participação de outra pessoa, não se consumou; até hoje não fizemos na “real”; somente em sites de casais. Sexo virtual com outro casal. Mesmo porque o que vale para nós é o ambiente sensual que vem a “apimentar” nossa relação que é bastante intensa.

Quanto ao barzinho de casais, pergunto que mal há em um momento de excitação dito “diferente” – indo a um lugar como esse, onde ela pode usar uma roupa mais sensual e excitante, sem arrumarmos briga ou confusão com terceiros?

Perguntamos isso ao senhor, pois, se estivermos desagradando a nosso Deus com essa nossa atitude “reprovável” diante dos homens, teremos que repensar nosso “tesão”.

Será isso fruto da época do “não pode”, que agora quer “tirar o atraso”?

Essa questão, Tesão x Evangelho, tem nos angustiado um pouco. Enfim tivemos coragem e viemos buscar sua orientação; pois, sabemos que o senhor é uma pessoa que tem uma compreensão mais abrangente da alma do ser humano.

Enfim, fazendo assim nós vamos para o inferno ou só teremos de lidar com os nossos próprios sentimentos íntimos? Na cabeça de muitos religiosos, nem preciso dizer, vamos para o inferno rapidinho; mas e em relação ao evangelho? Tesão sem traição leva a pessoa a perder a salvação?

Enfim é isso, desculpe a maneira escondida, via e-mail, de relatar o
assunto, mas foi o modo que arrumamos para dirimir uma dúvida tão íntima e peculiar.

Que Deus abençoe o senhor e seu ministério.

Gostamos muito do senhor.

Obrigado.

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Resposta:

Meu querido amigo: Graça e Paz!

O seu jeito de escrever e de contar revelam que você é gente boa. Um assunto tão forte desse raramente é posto com a leveza sincera com a qual você colocou. Entretanto, observei que todas as questões de vocês acerca de se é pecado ou não, todas têm natureza moral. A questão, todavia, não é moral, mas sim psicológica e espiritual. A prova de que a visão de vocês é moral é que, do nada, você emitiu seu juízo sobre o homossexualismo ou sobre o adultério. E o tem foi mais que moralista.
O que penso sobre swing?
Nem mesmo tratarei a questão do ponto de vista do Evangelho, pois, nele, nem mesmo precisaríamos ir longe, visto que Jesus já diz “Não foi assim desde o principio”. E mais: Ele não apresenta concessão para a dureza de nosso coração nesse quesito, como o fez com o divórcio.
O que tenho a dizer, antes de tudo, é que ninguém serve, no coração, a dois nada. Nem dois senhores, nem duas senhoras, nem dois desejos, nem dois corpos, nem dois sentimentos iguais, nem a dois mundos – nem que um seja real e o outro apenas virtual.
Do mesmo modo, também creio, e também observo na existência, que ninguém é feliz contra a verdade. Ninguém. Sem exceções. Sim, o que a vida me mostra, observando de modo amplo e sem preconceitos, é que onde quer que não haja verdade e Verdade, ninguém consegue se dar bem.
Por “verdade” em minúsculo quero dizer “aquilo que é sincero”. Já por “Verdade” em maiúsculo, quero dizer aquilo que é, conforme Deus, o Criador.
Portanto, felicidade vem do casamento da sinceridade humana com a verdade de Deus!
Assim, antes de qualquer coisa, digo a você que nunca vi um casal que faz swing ser feliz.
Vejo-os se sentindo “liberados”; ‘upgradados’ a um nível de liberdade mais ampla na vida sexual; ou mesmo buscando justificar para si mesmos a tal pratica com os mesmos argumentos que você apresentou. Ou seja: não é traição; é consentido; é visto por ambos; apimenta nossa tesão; aquece nossa vida sexual; e não vemos mal algum nisso. Ou mais: é apenas um problema relacionado à “moral humana”, mas nada tem a ver com Deus.

Em minha opinião não precisamos nem mesmo levar a questão até Deus. Ela tem sua verdade mais básica dentro de você, em sua alma; não necessitando, portanto, nem mesmo de um julgamento superior.

Swing faz mal à alma, ao ser. Sim, e esse mal vem da impossibilidade do espírito humano de se dividir de modo tão estanque assim. Pode gerar excitamento psicológico e aumentar o tesão fetichezado do casal. Mas, depois de um tempo, trás todos os males de alma e de relacionalidade possíveis.

Você tem que evocar o “politicamente correto” a fim de justificar para você mesmo o tal ato. Sua alma quase morre quando vê sua mulher tendo uma transa ou trocando um beijo virtual num desses sites de swing. Mas diz que isso deve ser bom para amadurecer emocionalmente. Sim, sofrer tendo duas recompensas. A primeira é a de que amadurece e acaba com essa criancice de exclusividade sexual no casamento, caso haja acordo nesse sentido. A segunda “recompensa” seria poder “pegar” outras mulheres, casadas, sem a culpa que você sentiria caso fizesse isso nas costas de sua mulher.
De fato, traição é traição. E, além disso, nada que tenha a anuência de dois implicados num pacto de exclusividade, é traição; posto que o consentimento de ambos mata tal designação. Entretanto, não é só de traição que a alma sofre. Traição faz mal, mas não é o único meio de se fazer mal ao casamento.
Vocês são um caso típico de coar o mosquito e engolir o camelo. Ficaram se “poupando” antes do casamento, nem mesmo transando entre vocês, para, depois, partirem para o swing.
Assim, vejamos. O que acontece num swing e o que leva um casal a desejá-lo?

Num swing o que se tem é um casal que diz para si mesmo que traição é errada, mas que a troca sexual consentida não é. E tal questão só surge em razão de que ambos, e somente eles mesmos, já não se plenificam sexualmente sendo apenas os dois. Precisam de novidade. Necessitam ter outros excitamentos. Desejam provar outras pessoas e coisas sem terem de se separar. Assim (sempre um desejando mais que o outro) aceitam a variedade a fim de manter a unidade.

Na realidade um deles tem uma enorme tesão quanto a ter outros parceiros sexuais, embora não queira perder o casamento. O outro igualmente inseguro quanto a desfazer o casamento, depois de relutar, consente; e passa até mesmo a liberar a tesão no sentido de encontrar outros focos. E isso acontece até como defesa, pois, caso um deles consinta, não seria bom que apenas o outro praticasse. Desse modo os dois vão… Prova do que digo você tem ao seu lado. Sim, porque um de vocês dois é o mais ávido e demonstrou isso como proposta, não tanto tempo atrás. Quem foi? Você ou ela? Digo isto porque dificilmente seriam os dois, a um só tempo, a terem essa disposição. Um de vocês dois iniciou o processo…
Assim, no swing, não sendo os dois apenas um casal que se uniu por outros interesses para além do sexo e da vida a dois, e em família (sendo, portanto, dois seres sexualmente ávidos e livres; posto que o parceiro de casamento não tem significado maior como marido ou mulher) – o que acontece é que um quer muito transar com outros, mas não quer perder o par conjugal e nem trair tal pessoa, e, assim, esse (o ávido) tenta convencer o outro de que isso apenas apimenta o casamento, pois, não tem significado além do físico; e, por tal razão, não ameaça nada. E para provar a tese, o mais ávido propõe que isso seja algo que os dois façam; e, não raramente, o mais ávido propõe que o outro inicie o processo, a fim de que ele (a) veja que o proponente assiste “sem grilo”; o que, nesse caso, prova a tal tese do sexo sem significado.
Como disse, a menos que ambos estejam casados por outras razões, em geral o swing é patrocinado por um marido ávido sexualmente, e que convence a sua esposa insegura; ou é a mulher ávida, mas que gosta da companhia e da vida que tem com o marido, quem diz a ele que não quer trair; e, portanto, abre a porta para a proposta designificada do swing; ou então se trata de uma tara, existente em um; o qual, pelas mesmas razões acima descritas, busca fazer o parceiro parte do fetiche; até porque o “politicamente correto” é uma droga, visto que em nome de não trair eles aceitam se designificar.

Para que um casal não se fizesse mal como casal (embora ainda assim se fizessem mal individualmente) num swing, necessário seria que nenhum dos dois sentisse qualquer coisa conjugal um pelo outro; como se fossem apenas sócios em alguns aspectos da vida. Mas eles jamais terão um casamento; e nem tampouco haverão de ter uma família equilibrada e feliz.

O mais simples é apenas dizer: “Eu tenho um tesão danado; uma vontade imensa de pegar outras mulheres; mas como fui fiel até aqui e não quero perder meu casamento, estou disposto a ver minha mulher transando com outro apenas para não perder o privilégio de pegar quem eu quiser”. Ou: “Detesto isso. Jamais faria. Mas minha mulher quer. Diz que melhora o nosso sexo. E como a amo e não quero perdê-la, aceitei o swing. Além disso, com o tempo, apesar de sofrer vendo-a transar com outros caras, fui aprendendo a me controlar nas emoções, e hoje agüento a barra, ao mesmo tempo em que tento aproveitar também”.

A vida do swing é curta. Dura poucos meses ou apenas poucos anos. Depois de um tempo começam as brigas. O cara diz que a mulher “deu” melhor do que “dá” para ele. Ela começa a dizer que ele anda fazendo por trás, tendo mulheres sem ela saber. Depois de um tempo, “dando” para tantos ou “comendo” tantas, ele ou ela poderão se apaixonar; ou seja: gostar mais de fazer com um outro (a). Então os conflitos aumentarão, a relação virará “Lua de Fel”.

E pior: viciados em swing, ambos continuarão casados, se fazendo mal; e sempre praticando o swing, mesmo que seja para transformar o cônjuge, depois, num fetiche; e por quem se tem um tesão que é movido a mágoas e ressentimentos.

Nesse processo entra a violência. Depois de um tempo eles começam a ficar com raiva, muita raiva; e como extensão passam a transar sempre com muita violência. É a tara movida à raiva.

Ou seja: praticar o swing é uma possibilidade menos dolorida apenas para aqueles casais sacanas e que não se amam, e que gostam de sexo por sexo; e que têm apenas a uni-los interesses de natureza não profundamente conjugal. Assim mesmo não ficarão isentos de muita dor.

E se houver filhos no processo, maior é a calamidade. Sim, porque a alma das crianças saberá que existe algo; e, tal coisa, diluirá profundamente o sentido espiritual de família que eles deveriam ter; e corroerá a segurança interior que eles, os filhos, necessitam.

Portanto, podendo falar muito ainda sobre o tema, porém limitado pelo tempo, apenas digo o seguinte:
1. O swing é um triturador de significados. Banaliza o que é sublime: o sexo. E mais: tira do coração o ninho de afeto e de exclusividade que a alma quer e o espírito necessita.
2. O swing não é a causa de alguém ir para o inferno; posto que nele, no swing, a pessoa estará no inferno em pouco tempo. Sim! Num inferno psicológico terrível; mesmo que não morra…
3. O swing é o modo pós-moderno dos seres politicamente corretos freqüentarem um bordel sem a culpa moral de antes. E mais: é um modo politicamente correto de fazer valer a máxima de que o que é bom para um pode ser bom para o outro; ou nesse caso, para ambos.
Na realidade ninguém deve trair ninguém. Além disso, é fora de dúvida que a traição destrói tudo. Entretanto, em geral, destrói menos; pois, dela, da traição, pelo menos um ser sai doído, ainda que se sentindo digno por não ter traído ninguém. Já no swing a destruição é lenta e muito mais profunda. A traição gera trauma. O swing gera tara. E mais: a traição provoca dor. Já o swing tira o poder abençoador da dor do coração, zumbificando a percepção dos praticantes.

O que acho é que vocês não vão se segurar, pois, um de vocês dois já passou a linha limítrofe e desejará passar do swing virtual para o presencial. E mais: quando isto acontecer, em não muito tempo, o casamento de vocês virará um inferno; e, como conseqüência, vocês se farão duplamente mal.

Entretanto, como disse, creio que se não houver um convencimento do Espírito de Deus no coração de vocês, já é tarde; posto que tanto você quanto ela estão no ponto no qual a pratica virtual já os pôs na situação interior de não mais poderem viver sem saber “o que é isso” na prática.

Portanto, fica aqui meu aviso amigo; embora com ele venha a minha tristeza acerca do fato que vocês provavelmente só acreditarão no que digo na hora em que estiverem chorando a tolice que estão fazendo; e que, provavelmente, ainda farão pior.

Assim, fico orando por vocês. E pedindo a Deus que lhes traga revelação do significado da vida; e do que nela convém e edifica; e do que nela não convém, pois destrói o ser.

Aqui no site há outras respostas ao mesmo tema. Leiam.

Nele, que fez Adão e Eva, e não um monte de casais swingando no Paraíso,

Caio

www.caiofabio.net