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	<title>Site cristão &#187; fetiche</title>
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	<description>Busca cristã, links, downloads, vídeos, imagens bíblicas, textos e mais</description>
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		<title>Swing de evangélicos</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 04:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[adultério]]></category>
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		<description><![CDATA[Caio,
Cremos que somente o Nosso Senhor é quem pode nos entender e apesar de nossos defeitos e neuras, nos orientar no seu caminho, com amor e paciência.
Porém a dúvida que nos leva até o senhor não tem nada de religioso, sei lá, às vezes até tem.
Sabemos que é um assunto extremamente íntimo e delicado por [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/swing-de-evangelicos/">Swing de evangélicos</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A moral não é a ética dos evangelhos'>A moral não é a ética dos evangelhos</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/sexo-antes-do-casamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sexo antes do casamento'>Sexo antes do casamento</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/voce-esta-em-adulterio-com-jesus/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Você está em adultério com Jesus?'>Você está em adultério com Jesus?</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-que-e-o-himen-para-deus/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O que é o hímen para Deus?'>O que é o hímen para Deus?</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caio,</p>
<p>Cremos que somente o Nosso Senhor é quem pode nos entender e apesar de nossos defeitos e neuras, nos orientar no seu caminho, com <a href="http://www.robertosoares.com/e-pelo-amor-que-somos-reconhecidos-como-discipulos-de-cristo/" class="kblinker" title="More about amor &raquo;">amor</a> e paciência.</p>
<p>Porém a dúvida que nos leva até o senhor não tem nada de <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religioso &raquo;">religioso</a>, sei lá, às vezes até tem.</p>
<p>Sabemos que é um assunto extremamente íntimo e delicado por isso decidimos procurar o senhor de forma anônima para nos orientar.</p>
<p>Sabemos que muitos evangélicos só sabem reprimir e &#8220;sentar o pau&#8221; em qualquer forma de sexualidade humana.</p>
<p>Esclarecemos que somos contra o homossexualismo e a traição; isto é: eu ou a minha mulher termos um outro parceiro (a) nas costas um do outro. Para nós trair é ter um outro relacionamento escondido, mesmo que rapidinho.</p>
<p>Nossa pergunta é, sem mais delongas, a seguinte: como fica a questão do chamado &#8220;<a href="http://www.sitecristao.com/swing-de-evangelicos/" class="kblinker" title="More about swing &raquo;">swing</a>&#8221; para um casal que conhece a Palavra de Deus?</p>
<p>É evidente que esse assunto é polêmico e extremamente íntimo, por isso mesmo não se fala por aí em qualquer roda de relacionamento.</p>
<p>Até que ponto essa prática é contrária à Palavra de Deus?</p>
<p>Quanto à traição temos a seguinte opinião: Trair é &#8220;facada nas costas&#8221;. Fazer sem o outro saber ou consentir. Enfim, para nós, trair é trair.</p>
<p>Agora, se tanto eu quanto minha esposa temos a consciência quando vamos a um barzinho de &#8220;troca de casais&#8221; que pode rolar <a href="http://www.robertosoares.com/tag/sexo/" class="kblinker" title="More about sexo &raquo;">sexo</a> ou carícia com outra pessoa, e isso passa pelo nosso consentimento, apesar dos tabus, preconceitos e limites, não vemos como traição.</p>
<p>Dá um ciúme danado, é verdade, e o coração vem na boca; o que, penso, nos leva a amadurecer quanto à questão da posse e da insegurança.</p>
<p>Ressaltamos que esse fato, o nosso relacionamento sexual com a participação de outra pessoa, não se consumou; até hoje não fizemos na &#8220;real&#8221;; somente em sites de casais. Sexo virtual com outro casal. Mesmo porque o que vale para nós é o ambiente sensual que vem a &#8220;apimentar&#8221; nossa relação que é bastante intensa.</p>
<p>Quanto ao barzinho de casais, pergunto que mal há em um momento de excitação dito &#8220;diferente&#8221; &#8211; indo a um lugar como esse, onde ela pode usar uma roupa mais sensual e excitante, sem arrumarmos briga ou confusão com terceiros?</p>
<p>Perguntamos isso ao senhor, pois, se estivermos desagradando a nosso <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> com essa nossa atitude &#8220;reprovável&#8221; diante dos homens, teremos que repensar nosso &#8220;tesão&#8221;.</p>
<p>Será isso fruto da época do &#8220;não pode&#8221;, que agora quer &#8220;tirar o atraso&#8221;?</p>
<p>Essa questão, Tesão x Evangelho, tem nos angustiado um pouco. Enfim tivemos <a href="http://www.sitecristao.com/coragem-para-nao-revidar/" class="kblinker" title="More about coragem &raquo;">coragem</a> e viemos buscar sua orientação; pois, sabemos que o senhor é uma pessoa que tem uma compreensão mais abrangente da alma do ser humano.</p>
<p>Enfim, fazendo assim nós vamos para o <a href="http://www.robertosoares.com/cristo-salva-ate-no-inferno/" class="kblinker" title="More about inferno &raquo;">inferno</a> ou só teremos de lidar com os nossos próprios sentimentos íntimos?  Na cabeça de muitos religiosos, nem preciso dizer, vamos para o inferno rapidinho; mas e em relação ao evangelho? Tesão sem traição leva a pessoa a perder a salvação?</p>
<p>Enfim é isso, desculpe a maneira escondida, via e-mail, de relatar o<br />
assunto, mas foi o modo que arrumamos para dirimir uma dúvida tão íntima e peculiar.</p>
<p>Que Deus abençoe o senhor e seu ministério.</p>
<p>Gostamos muito do senhor.</p>
<p>Obrigado.</p>
<p>____________________________________________</p>
<p>Resposta:</p>
<p>Meu querido amigo: Graça e Paz!</p>
<p>O seu jeito de escrever e de contar revelam que você é gente boa. Um assunto tão forte desse raramente é posto com a leveza sincera com a qual você colocou. Entretanto, observei que todas as questões de vocês acerca de se é <a href="http://www.robertosoares.com/?s=pecado" class="kblinker" title="More about pecado &raquo;">pecado</a> ou não, todas têm natureza moral. A questão, todavia, não é <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">moral</a>, mas sim psicológica e espiritual. A prova de que a visão de vocês é moral é que, do nada, você emitiu seu juízo sobre o homossexualismo ou sobre o <a href="http://www.robertosoares.com/voce-nunca-adulterou/" class="kblinker" title="More about adultério &raquo;">adultério</a>. E o tem foi mais que moralista.<br />
O que penso sobre swing?<br />
Nem mesmo tratarei a questão do ponto de vista do Evangelho, pois, nele, nem mesmo precisaríamos ir longe, visto que Jesus já diz &#8220;Não foi assim desde o principio&#8221;. E mais: Ele não apresenta concessão para a dureza de nosso coração nesse quesito, como o fez com o <a href="http://www.robertosoares.com/tag/divorcio/" class="kblinker" title="More about divórcio &raquo;">divórcio</a>.<br />
O que tenho a dizer, antes de tudo, é que ninguém serve, no coração, a dois nada. Nem dois senhores, nem duas senhoras, nem dois desejos, nem dois corpos, nem dois sentimentos iguais, nem a dois mundos &#8211; nem que um seja real e o outro apenas virtual.<br />
Do mesmo modo, também creio, e também observo na existência, que ninguém é feliz contra a verdade. Ninguém. Sem exceções. Sim, o que a vida me mostra, observando de modo amplo e sem preconceitos, é que onde quer que não haja verdade e Verdade, ninguém consegue se dar bem.<br />
Por &#8220;verdade&#8221; em minúsculo quero dizer &#8220;aquilo que é sincero&#8221;. Já por &#8220;Verdade&#8221; em maiúsculo, quero dizer aquilo que é, conforme Deus, o Criador.<br />
Portanto, felicidade vem do casamento da sinceridade humana com a verdade de Deus!<br />
Assim, antes de qualquer coisa, digo a você que nunca vi um casal que faz swing ser feliz.<br />
Vejo-os se sentindo &#8220;liberados&#8221;; &#8216;upgradados&#8217; a um nível de liberdade mais ampla na vida sexual; ou mesmo buscando justificar para si mesmos a tal pratica com os mesmos argumentos que você apresentou. Ou seja: não é traição; é consentido; é visto por ambos; apimenta nossa tesão; aquece nossa vida sexual; e não vemos mal algum nisso. Ou mais: é apenas um problema relacionado à &#8220;moral humana&#8221;, mas nada tem a ver com Deus.</p>
<p>Em minha opinião não precisamos nem mesmo levar a questão até Deus. Ela tem sua verdade mais básica dentro de você, em sua alma; não necessitando, portanto, nem mesmo de um julgamento superior.</p>
<p>Swing faz mal à alma, ao ser. Sim, e esse mal vem da impossibilidade do espírito humano de se dividir de modo tão estanque assim. Pode gerar excitamento psicológico e aumentar o tesão fetichezado do casal. Mas, depois de um tempo, trás todos os males de alma e de relacionalidade possíveis.</p>
<p>Você tem que evocar o &#8220;politicamente correto&#8221; a fim de justificar para você mesmo o tal ato. Sua alma quase morre quando vê sua mulher tendo uma transa ou trocando um beijo virtual num desses sites de swing. Mas diz que isso deve ser bom para amadurecer emocionalmente. Sim, sofrer tendo duas recompensas. A primeira é a de que amadurece e acaba com essa criancice de exclusividade sexual no casamento, caso haja acordo nesse sentido. A segunda &#8220;recompensa&#8221; seria poder &#8220;pegar&#8221; outras mulheres, casadas, sem a culpa que você sentiria caso fizesse isso nas costas de sua mulher.<br />
De fato, traição é traição. E, além disso, nada que tenha a anuência de dois implicados num pacto de exclusividade, é traição; posto que o consentimento de ambos mata tal designação. Entretanto, não é só de traição que a alma sofre. Traição faz mal, mas não é o único meio de se fazer mal ao casamento.<br />
Vocês são um caso típico de coar o mosquito e engolir o camelo. Ficaram se &#8220;poupando&#8221; antes do casamento, nem mesmo transando entre vocês, para, depois, partirem para o swing.<br />
Assim, vejamos. O que acontece num swing e o que leva um casal a desejá-lo?</p>
<p>Num swing o que se tem é um casal que diz para si mesmo que traição é errada, mas que a troca sexual consentida não é. E tal questão só surge em razão de que ambos, e somente eles mesmos, já não se plenificam sexualmente sendo apenas os dois. Precisam de novidade. Necessitam ter outros excitamentos. Desejam provar outras pessoas e coisas sem terem de se separar. Assim (sempre um desejando mais que o outro) aceitam a variedade a fim de manter a unidade.</p>
<p>Na realidade um deles tem uma enorme tesão quanto a ter outros parceiros sexuais, embora não queira perder o casamento. O outro igualmente inseguro quanto a desfazer o casamento, depois de relutar, consente; e passa até mesmo a liberar a tesão no sentido de encontrar outros focos. E isso acontece até como defesa, pois, caso um deles consinta, não seria bom que apenas o outro praticasse. Desse modo os dois vão&#8230; Prova do que digo você tem ao seu lado. Sim, porque um de vocês dois é o mais ávido e demonstrou isso como proposta, não tanto tempo atrás. Quem foi? Você ou ela? Digo isto porque dificilmente seriam os dois, a um só tempo, a terem essa disposição. Um de vocês dois iniciou o processo&#8230;<br />
Assim, no swing, não sendo os dois apenas um casal que se uniu por outros interesses para além do sexo e da vida a dois, e em família (sendo, portanto, dois seres sexualmente ávidos e livres; posto que o parceiro de casamento não tem significado maior como marido ou mulher) &#8211; o que acontece é que um quer muito transar com outros, mas não quer perder o par conjugal e nem trair tal pessoa, e, assim, esse (o ávido) tenta convencer o outro de que isso apenas apimenta o casamento, pois, não tem significado além do físico; e, por tal razão, não ameaça nada. E para provar a tese, o mais ávido propõe que isso seja algo que os dois façam; e, não raramente, o mais ávido propõe que o outro inicie o processo, a fim de que ele (a) veja que o proponente assiste &#8220;sem grilo&#8221;; o que, nesse caso, prova a tal tese do sexo sem significado.<br />
Como disse, a menos que ambos estejam <a href="http://www.robertosoares.com/o-que-e-casamento-afinal/" class="kblinker" title="More about casado &raquo;">casados</a> por outras razões, em geral o swing é patrocinado por um marido ávido sexualmente, e que convence a sua esposa insegura; ou é a mulher ávida, mas que gosta da companhia e da vida que tem com o marido, quem diz a ele que não quer trair; e, portanto, abre a porta para a proposta designificada do swing; ou então se trata de uma tara, existente em um; o qual, pelas mesmas razões acima descritas, busca fazer o parceiro parte do fetiche; até porque o &#8220;politicamente correto&#8221; é uma droga, visto que em nome de não trair eles aceitam se designificar.</p>
<p>Para que um casal não se fizesse mal como casal (embora ainda assim se fizessem mal individualmente) num swing, necessário seria que nenhum dos dois sentisse qualquer coisa conjugal um pelo outro; como se fossem apenas sócios em alguns aspectos da vida. Mas eles jamais terão um casamento; e nem tampouco haverão de ter uma família equilibrada e feliz.</p>
<p>O mais simples é apenas dizer: &#8220;Eu tenho um tesão danado; uma vontade imensa de pegar outras mulheres; mas como fui fiel até aqui e não quero perder meu casamento, estou disposto a ver minha mulher transando com outro apenas para não perder o privilégio de pegar quem eu quiser&#8221;. Ou: &#8220;Detesto isso. Jamais faria. Mas minha mulher quer. Diz que melhora o nosso sexo. E como a amo e não quero perdê-la, aceitei o swing. Além disso, com o tempo, apesar de sofrer vendo-a transar com outros caras, fui aprendendo a me controlar nas emoções, e hoje agüento a barra, ao mesmo tempo em que tento aproveitar também&#8221;.</p>
<p>A vida do swing é curta. Dura poucos meses ou apenas poucos anos. Depois de um tempo começam as brigas. O cara diz que a mulher &#8220;deu&#8221; melhor do que &#8220;dá&#8221; para ele. Ela começa a dizer que ele anda fazendo por trás, tendo mulheres sem ela saber. Depois de um tempo, &#8220;dando&#8221; para tantos ou &#8220;comendo&#8221; tantas, ele ou ela poderão se apaixonar; ou seja: gostar mais de fazer com um outro (a). Então os conflitos aumentarão, a relação virará &#8220;Lua de Fel&#8221;.</p>
<p>E pior: viciados em swing, ambos continuarão casados, se fazendo mal; e sempre praticando o swing, mesmo que seja para transformar o cônjuge, depois, num fetiche; e por quem se tem um tesão que é movido a mágoas e ressentimentos.</p>
<p>Nesse processo entra a violência. Depois de um tempo eles começam a ficar com raiva, muita raiva; e como extensão passam a transar sempre com muita violência. É a tara movida à raiva.</p>
<p>Ou seja: praticar o swing é uma possibilidade menos dolorida apenas para aqueles casais sacanas e que não se amam, e que gostam de <a href="http://www.robertosoares.com/o-que-e-impureza-sexual/" class="kblinker" title="More about sexo por sexo &raquo;">sexo por sexo</a>; e que têm apenas a uni-los interesses de natureza não profundamente conjugal. Assim mesmo não ficarão isentos de muita dor.</p>
<p>E se houver filhos no processo, maior é a calamidade. Sim, porque a alma das crianças saberá que existe algo; e, tal coisa, diluirá profundamente o sentido espiritual de família que eles deveriam ter; e corroerá a segurança interior que eles, os filhos, necessitam.</p>
<p>Portanto, podendo falar muito ainda sobre o tema, porém limitado pelo tempo, apenas digo o seguinte:<br />
1.            O swing é um triturador de significados. Banaliza o que é sublime: o sexo. E mais: tira do coração o ninho de afeto e de exclusividade que a alma quer e o espírito necessita.<br />
2.            O swing não é a causa de alguém ir para o inferno; posto que nele, no swing, a pessoa estará no inferno em pouco tempo. Sim! Num inferno psicológico terrível; mesmo que não morra&#8230;<br />
3.            O swing é o modo pós-moderno dos seres politicamente corretos freqüentarem um bordel sem a culpa moral de antes. E mais: é um modo politicamente correto de fazer valer a máxima de que o que é bom para um pode ser bom para o outro; ou nesse caso, para ambos.<br />
Na realidade ninguém deve trair ninguém. Além disso, é fora de dúvida que a traição destrói tudo. Entretanto, em geral, destrói menos; pois, dela, da traição, pelo menos um ser sai doído, ainda que se sentindo digno por não ter traído ninguém. Já no swing a destruição é lenta e muito mais profunda. A traição gera trauma. O swing gera tara. E mais: a traição provoca dor. Já o swing tira o poder abençoador da dor do coração, zumbificando a percepção dos praticantes.</p>
<p>O que acho é que vocês não vão se segurar, pois, um de vocês dois já passou a linha limítrofe e desejará passar do swing virtual para o presencial. E mais: quando isto acontecer, em não muito tempo, o casamento de vocês virará um inferno; e, como conseqüência, vocês se farão duplamente mal.</p>
<p>Entretanto, como disse, creio que se não houver um convencimento do Espírito de Deus no coração de vocês, já é tarde; posto que tanto você quanto ela estão no ponto no qual a pratica virtual já os pôs na situação interior de não mais poderem viver sem saber &#8220;o que é isso&#8221; na prática.</p>
<p>Portanto, fica aqui meu aviso amigo; embora com ele venha a minha tristeza acerca do fato que vocês provavelmente só acreditarão no que digo na hora em que estiverem chorando a tolice que estão fazendo; e que, provavelmente, ainda farão pior.</p>
<p>Assim, fico orando por vocês. E pedindo a Deus que lhes traga revelação do significado da vida; e do que nela convém e edifica; e do que nela não convém, pois destrói o ser.</p>
<p>Aqui no site há outras respostas ao mesmo tema. Leiam.</p>
<p>Nele, que fez Adão e Eva, e não um monte de casais swingando no Paraíso,</p>
<p>Caio</p>
<p><a href="http://www.caiofabio.net">www.caiofabio.net</a></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/swing-de-evangelicos/">Swing de evangélicos</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A moral não é a ética dos evangelhos'>A moral não é a ética dos evangelhos</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/sexo-antes-do-casamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sexo antes do casamento'>Sexo antes do casamento</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/voce-esta-em-adulterio-com-jesus/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Você está em adultério com Jesus?'>Você está em adultério com Jesus?</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-que-e-o-himen-para-deus/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O que é o hímen para Deus?'>O que é o hímen para Deus?</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A doença do véu!</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 06:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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É somente na Graça que a Escritura não é uma pedra seca e morta. Ora, para que entendamos isto melhor, é necessário que olhemos com carinho para o texto de Paulo em II Coríntios 3: 1 a 18.
// 


A relação de Paulo com os Coríntios foi forte e contundentemente passional. Ele chegara à cidade e [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/">A doença do véu!</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/ou-e-evangelho-ou-e-doenca/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Ou é Evangelho ou é doença!'>Ou é Evangelho ou é doença!</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A moral não é a ética dos evangelhos'>A moral não é a ética dos evangelhos</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/reforma-uma-doenca-de-nicodemos-e-arimateia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reforma: uma doença de Nicodemos e Arimatéia'>Reforma: uma doença de Nicodemos e Arimatéia</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-segredo-nao-confessado-de-paulo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O segredo não confessado de Paulo'>O segredo não confessado de Paulo</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/um-mestre-disse-que-a-lei-nao-acabou/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Um mestre disse que a lei não acabou'>Um mestre disse que a lei não acabou</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Somebody is watching us por lepiaf.geo, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/ajawin/2834168125/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3212/2834168125_22af31f3e2.jpg" alt="Somebody is watching us" width="500" height="333" /></a></p>
<p>É somente na Graça que a Escritura não é uma pedra seca e morta. Ora, para que entendamos isto melhor, é necessário que olhemos com carinho para o texto de Paulo em II Coríntios 3: 1 a 18.</p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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// ]]&gt;</script><br />
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</script></p>
<p>A relação de Paulo com os Coríntios foi forte e contundentemente passional. Ele chegara à cidade e lá encontrara Priscila e Áquila—um casal de Judeus que haviam deixado Roma porque Cláudio, o Imperador, ordenara que de lá saíssem todos os judeus!</p>
<p>E como eram do mesmo ofício, Paulo e Áquila, começaram a trabalhar e morar juntos, fazendo tendas. Aos sábados, todavia, Paulo pregava na sinagoga!</p>
<p>Havendo conturbação entre os judeus ante a mensagem da Graça em Cristo anunciada pelo apóstolo, Paulo não teve mais ambiente para permanecer usando a sinagoga como lugar de pregação. Então, iniciou seus ensinos da Palavra na casa de Tício, que era vizinha à sinagoga.</p>
<p>Em meio a não poucos conflitos, envolvendo ameaças de natureza tanto legal quanto à vida de Paulo, este temeu. O Senhor, todavia, numa daquelas noites, lhe falou, dizendo: “Não temas! Fica na cidade pois eu tenho muito povo nela”. Paulo, portanto, permaneceu em Corinto quase dois anos.</p>
<p>A relação dele  com a <a href="http://www.robertosoares.com/voce-e-da-igreja-de-jesus/" class="kblinker" title="More about igreja &raquo;">igreja</a> que ali nasceu tornou-se forte, e, como já disse, de certa forma,  passional!</p>
<p>Para concluir isto, basta que se Leia as duas epístola que Paulo lhes escreveu. Todavia, é na segunda carta aos Coríntios que esse sentir apaixonadamente dolorido melhor se expressa.</p>
<p>O interessante é que mesmo em meio à paixão humana do apostolo, é fácil perceber como seus sentimentos aparecem sem comprometer jamais a verdade da Palavra.</p>
<p>Paulo era um homem que sabia sentir a dor da rejeição sem deixar de expor, com isenção, a verdade da Palavra, não adulterando-a jamais a seu favor!</p>
<p>Ora, é nessa viagem entre o sentir humano e a revelação da Palavra, que a verdade se manifesta como resposta divina ao contexto em questão!</p>
<p>A revelação, raramente, não se faz acompanhar pelo sentir de seus mensageiros. Sábios são aqueles que a separam de seu próprio sentir ou os que sentem sem, todavia, sentimentalizarem a revelação à seu favor.</p>
<p>É só assim que uma carta de um ser machucado pode se tornar uma epístola de  um ser inspirado!</p>
<p>Neste trabalho, no entanto, não desejo explorar essa dimensão da veicularão da revelação através dos ambientes conturbados da alma do mensageiro. Para mim, isto é tão óbvio que, pelo menos agora, não é do nosso interesse imediato.</p>
<p>A epístola toda tem sido objeto de inúmeros estudos eruditos. Os “arranjos” à que ela tem sido submetida, são inúmeros. Para nós, no entanto, todas as discussões de natureza literária são irrelevantes. O que vale é a mensagem e, esta, não importando as interpretações de natureza histórico-literária, é a mesma:</p>
<p>Um apóstolo apaixonadamente sofrido, sentindo-se traído e desconsiderado pela igreja que fundou, e que, agora, além de des-conhecer seu pai espiritual, ainda se entregava às seduções de “falsos apóstolos”, dos “obreiros fraudulentos”, que “adulteravam a Palavra de Deus”, e criavam um “outro evangelho”, pois eram, de fato, “mercadores do “evangelho”, ainda que tivessem o impressionante “poder” de se transformarem em “anjos de luz e ministros de justiça”.</p>
<p>A questão é: que “obreiros” são esses e que “evangelho” é esse que subverte aquilo à que Paulo chama de Evangelho da Graça de Deus?</p>
<p>É opinião praticamente unanime que os tais “adulteradores da Palavra” eram os cristãos judaizantes ou os judeus próximos à igreja, e que tentavam, insistentemente, trazer aos cristão a culpa de não serem pessoas que observam a Lei de Moisés. A prova disto é a seqüência do texto, onde as ilustrações são todas as da Lei e de sua produção na mente humana.</p>
<p>Como eu disse inicialmente, corre-se o risco de se ficar tão impressionado com as “pulsões” emocionais do homem Paulo neste embate, que deixa-se de perceber a mensagem.</p>
<p>Ou seja: fica-se com o que está “escrito” e não se percebe, ao nível da Palavra, o que está, também, “dito”, como expressão dos conteúdos da revelação!</p>
<p>Propositadamente abandono aqui os aspectos de natureza histórico-factual e mergulho exclusivamente na mensagem que Paulo faz viajar em meio às suas dores e passionalidades apostólicas.</p>
<p>Ora, assim fazendo, o que  se vê, é, basicamente, o seguinte:</p>
<p>O que o ministério de Paulo gerara neles, pela obra do Espírito, era algo que realizava o sonho dos profetas, que era ver a Palavra inscrita não nas exterioridades do comportamento assustado pela Lei, mas impressa na consciência, nos ambientes do coração.</p>
<p>Os resultados da interiorização da Palavra, inscrita pelo Espírito do <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> vivente na consciência humana, não era humanamente realizável, sendo, portanto, algo à que Paulo se refere excluindo-se como agente essencial, pois, ele sabia, aquela era uma obra para a qual não há meios humanos de faze-la acontecer. A participação de Paulo era—sem suficiência própria—, apenas <a href="http://www.robertosoares.com/deus-nao-depende-de-pregadores-para-falar/" class="kblinker" title="More about pregar &raquo;">pregar</a> o Evangelho da Graça e crer que o resto do trabalho era obra do Espírito de Deus.</p>
<p>A certeza de Paulo de que dera uma passo muito para além das basicalidades das pregações estereotipadas e exteriorizadas sobre as virtudes da Lei, vinha do fato que ele sabia que a Lei—conquanto boa e santa—, servia apenas para mostrar a nossa “insuficiência”, em relação a sermos salvos por ela. Paulo não se sentia suficiente nem mesmo para pregar a Graça e suas virtudes—como se procedessem dele—, quanto mais a Lei, como se por ela alguém pudesse ser salvo!</p>
<p>O argumento dele é o de sempre: “a letra mata”. A observância da Lei salvaria apenas aquele que pudesse cumpri-la toda. E como não existe, à parte de Jesus, ninguém que a tenha cumprido complemente—dos ambientes interiores às suas sutis exterioridades—,todos, portanto, por ela, se colocavam apenas sob os desígnios da culpa e da morte.</p>
<p>Tendo isto em mente, chega agora a hora de olharmos para a Palavra e não apenas para a “epístola de Paulo”. E qual é a “mensagem” que ela carrega para nós hoje?</p>
<p>Inicialmente, Paulo diz que a Lei e sua Gloria são coisas de outrora, diante da sobreexcelente Gloria do evangelho da Graça de Cristo. Todos os verbos por ele usados em relação à Lei a posicionam no passado da revelação da Graça.</p>
<p>O que segue é a incomparabilidade de ambas as revelações: A Lei era externa, a Palavra é interna. A Lei era o ministério da morte, a Palavra é o ministério da Vida. A Lei falava de condenação, a Palavra fala de justificação. A Lei se desvanecia, a Palavra brilha de Gloria em Gloria.</p>
<p>E é neste ponto que Paulo assume a maior ousadia quando compara a caducidade, o esclerosamento da Lei frente a eterna vida produzida pelo ministério do Espírito.</p>
<p>Mas sua ousadia não pára aí. Ele chama, fundado na  certeza da Graça, até mesmo Moisés para um frente a frente, pois, diz:</p>
<p>“E não somos como Moisés que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do se desvanecia”.</p>
<p>Assim, ele diz que na Graça ele se sente com ousadia para tirar até mesmo a mascara de Moisés. O véu de Moisés, para Paulo, não escondia a Gloria, mas seu desvanecimento, sua morte, sua incapacidade de reacender a face, mediante a Lei, com a Luz da Graça.</p>
<p>O problema, para o apostolo, é que aquele véu se tornara um elemento de natureza espiritual. O véu se transformara numa camada de presunção que cegava os sentidos para as demais percepções da vida!</p>
<p>Ora, como a Lei estava dada, e sua constituição era fixa—desde o elemento no qual fora inscrita: pedra—, até mesmo as suas observâncias externas tornavam-se, também, fixas. Portanto, dela não se poderia esperar que nascesse vida, pois, esta acontece apenas onde há o humos da liberdade.</p>
<p>Assim, diz Paulo, há um véu espiritual sobre os sentidos  embotados de todos os legalistas, sejam eles judeus ou não!</p>
<p>A Lei embota os  sentidos!</p>
<p>A Lei tira a sensibilidade para a Palavra!</p>
<p>Somente a “conversão” ao Senhor—e aqui Paulo não fala de se tornar “cristão” ou “membro de igreja” ou “crentes na Bíblia”, conforme hoje entendemos a idéia de “conversão”, mas de se render à Graça em Cristo—, é o que pode des-anuviar os sentidos cegados pela presunção gerada pelo sentimento de superioridade oriundo da observância externa da Lei, bem como, pelo pre-conceito que dela se origina, criando uma barreira invisível para a percepção da Palavra no coração.</p>
<p>“Até  hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que diz  Paulo!</p>
<p>O que Paulo nunca imaginou é que dois mil anos depois nós ainda constatássemos a mesma cegueira, e muito menos ainda poderia ele imaginar que tivéssemos que repetir a sua frase relacionada aos judeus legalistas, agora, reatualizada e aplicada aos “cristãos”.</p>
<p>“Até hoje, quando é lida a <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/" class="kblinker" title="More about Bíblia &raquo;">Bíblia</a>, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que com dor melancólica tem-se que dizer acerca da grande maioria dos cristãos, especialmente de seus “lideres” e “mestres”.</p>
<p>Assim, o que se disse acerca “deles” é o mesmo que hoje temos que admitir acerca de “nós mesmos”, pois, se ainda há Lei, não há revelação da Graça.</p>
<p>Isto porque somente na Graça o véu é retirado. E este tirar o véu é fruto da libertação do medo, e que só acontece em nós como obra do Espírito no coração do ser humano que não tem nenhum tipo de auto-suficiência, porque confiou des-assustadamente na obra consumada de Jesus na Cruz.</p>
<p>Assim, onde  está-há o Espírito do Senhor, aí está-há liberdade!</p>
<p>Neste ponto o argumento  de Paulo nos remete, na Graça, para uma postura diametralmente oposta àquela  gerada pela Lei!</p>
<p>A Lei cobre o rosto, esconde o ser, camufla a culpa, veste-se de exterioridades compartimentais, se jactancia de seu conhecimento e teme mostrar a cara a Deus e ao próximo, daí, pela Lei, o ser não revelar jamais seu interior, pois, em o fazendo, mostrar seu estado de desvanecencia!</p>
<p>Na Graça, todavia, a salvação é o posto. Se a Lei cobre a face e esconde o ser, o Espírito, e a confiança na suficiência de Cristo, nos põe no extremo oposto dessa atitude:</p>
<p>“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando como por espelho a gloria do Senhor, somos transformados de gloria em gloria, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”—é o argumento antitético de Paulo.</p>
<p>E mais: não é algo apenas que ocorre na perspectiva individual, mas  também, comunitária. Afinal, Paulo diz: “E todos nós&#8230;”</p>
<p>A minha tentação agora é prosseguir em II Coríntios. Todavia, julgo ser mais sábio—a fim de ser também sintético—, parar por aqui a fim de verificarmos as implicações dessa verdade em relação à nossa temática.</p>
<p>Primeiramente quero chamar a sua atenção para um fato. A maioria dos comentaristas bíblicos fica tão aferrado ao sentido “histórico” da Escritura em questão que não se dedica à percepção do que está dito para nós hoje.</p>
<p>Em segundo lugar, fica também claro que como nós somos seres ocidentais— de origem não judaica apesar de que, quase todos nós, sermos pessoas de origem culturalmente judaico-cristã—, na maioria das vezes, nos permitamos ler a passagem apenas como critica aos judeus legalistas ou aos cristãos judaizantes; esquecendo-nos que a Escritura em questão não é “pedra”, é Palavra do Deus Vivente, e é re-atualizada em cada novo contexto da história. Portanto, é algo para nós, hoje!</p>
<p>A terceira observação é que as implicações do que Paulo diz aqui, transcendem, em muito, ao contexto histórico imediato, e recaem sobre todos os conteúdos da Teologia <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">Moral</a> de Causa e Efeito—sejam eles judaicos, espíritas kardecistas, afro-ameríndios, católicos, evangélicos, animistas ou hindus!</p>
<p>Aí está o nosso problema: nós lemos a Palavra emblematicamente, o que nos faz pensar que ela foi dirigida a “outros”, não à nós!</p>
<p>Assim, onde se diz judeu não se pensa em nada que não seja “judaico”. É o que está “escrito” trabalhando contra o que foi “dito”!</p>
<p>A questão é que na maioria das vezes, onde se lê, negativamente, “judeu” ou “fariseu”, dever-se-ia ler “legalista”, “moralista”, “auto-suficiente”, ou mesmo, um praticante de qualquer Teologia Moral de Causa e Efeito e seus pretensos elementos de auto-justificação, fundados na presunção humana de agradar a Deus por seus próprios méritos!</p>
<p>Ora, isto posto, o texto em questão tem naqueles que Paulo chama de “todos nós com o rosto desvendado” um grupo que na história do Cristianismo é uma minoria insignificante!</p>
<p>A maior parte de nós é membro da “igreja em Corinto” e somos traidores do apostolo Paulo, pois nos entregamos aos “falsos apóstolos” e a seu “evangelho adulterado”, mesmo que embrulhado com papel de presente estampados com símbolos “cristãos”.</p>
<p>Quem,  honestamente, pode dizer que a História do Véu não é também a História do  Cristianismo?</p>
<p>Quem, sinceramente, não percebe que nós somos hoje, na maior parte dos casos, a repetição dos mesmos conteúdos humanos e espirituais contra os quais Jesus, os profetas, Paulo, os apóstolos e a Palavra se insurgem nas Escrituras?</p>
<p>Ninguém se engane!</p>
<p>Nós, cristãos, somos também parte do Povo  do Véu! E nossos sentidos estão igualmente embotados para a percepção do  Evangelho!</p>
<p>Como eu já disse antes, a aceitação do Jesus Histórico nada tem a  ver com o acolhimento dos conteúdos de Sua Palavra!</p>
<p>Ou seja:</p>
<p>É possível  conhecer a Jesus segundo a carne e não segundo o Espírito!</p>
<p>É a pressuposição da vigência da Lei o que nos impede de discernir o espírito da Palavra e a palavra do Espírito, com liberdade para mostrar a cara, crendo que somente pela expressão des-amedrontada do ser que confiou na Graça, é que vem a conversão incessante, de gloria em gloria, tendo a Jesus como a referência-infusa-cotidiano-existêncial, para a mudança.</p>
<p>Hoje as pessoas se  convertem à “igreja”, não à Cristo!</p>
<p>É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados entre nós. E pior: não enxergamos nada disso, pois, à semelhança deles—os judeus, os fariseus, os cristãos judaizantes—, nossos sentidos também estão “embotados”.</p>
<p>A Graça é hoje a mais  escandalosa de todas as mensagens cristãs!</p>
<p>E é por esta razão que não se pode nem mesmo usar mais as “nomenclaturas” do Cristianismo a fim de definir o conteúdo das palavras do Evangelho, pois, quase todos os termos se revestiram de outras conotações e de outros conteúdos.</p>
<p>A terminologia já não serve mais, pois, seus conteúdos foram adulterados por um “outro evangelho”, que usa os termos de sempre, mas nega, na prática, seus conteúdos inegociáveis e eternos!</p>
<p>Por exemplo, para Paulo, “lutar juntos pela fé evangélica” significava não fazer concessões que adulterassem os conteúdos do Evangelho da Graça de Deus!</p>
<p>Hoje, todavia, isto significa nos unirmos contra os que não  nos aceitam como os “representantes” de Cristo na Terra!</p>
<p>Ora, neste sentido—com as conotações que a palavra “evangélico” carrega entre nós—, Paulo já não a usaria, pois, nossa prática relacional nega aquilo que ele entendia como evangelho; e nossos conteúdos, falsificam ainda mais o significado original da mensagem à qual ele fazia referência.</p>
<p>Pior do que isto, entretanto, é saber que Paulo, por exemplo, não nos reconheceria como cristãos, mas como pagãos não convertidos ao Evangelho da Graça de Deus!</p>
<p>Por muito menos ele  escreveu aos Galatas e aos Coríntios temendo haver corrido em vão!</p>
<p>Mas e se ele estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? se visse “cristãos” curvados aos ídolos visíveis e invisíveis, cultuando imagens—que vão das de barro e gesso à imagem como reputação ou, marketeiramente, apenas como “imagem”? e se assistisse pela <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/televisao" class="kblinker" title="More about televisão &raquo;">televisão</a> a venda de todos os significados cristãos na forma de crença em objetos de energia espiritual pagã? e se visitasse uma “igreja” e assistisse filas de pessoas para andarem sobre sal grosso, ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus—que nesse caso é iluminada com neon e não passa de um tapume religioso extremamente brega—a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? e se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como <a href="http://www.sitecristao.com/para-que-servia-o-dizimo/" class="kblinker" title="More about dízimo &raquo;">dízimos</a>, como troca de bênçãos por dinheiro, de cura pelo sacrifício de longas novenas e correntes, que só não são “quebradas” se a pessoa não deixar de largar sempre algum dinheiro no altar-bolso dos pastores?</p>
<p>O que enojaria a Paulo, todavia, seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” ––e que no caso é um suco de uva—e, segundo o anuncio, a pessoa deve ir ao templo e levar para casa o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. Desse modo estão voltando para muito menos que as materialidades da imolação do sangue de um cordeiro—ordenada por Deus no Êxodo — indo para um poderoso suco de uva. E o suco de uva, que é menos que o sangue de um cordeiro na simbolização do Êxodo—período usado pela seita para amparar biblicamente a sua campanha de dinheiro—, é apresentado como “o Sangue do Cordeiro”, que não é mais o que Jesus fez na Cruz e é apropriado somente pela fé na Palavra, mas passou a ser um fetiche, uma pedra de toque, uma imantação animista da uva, uma regressão ao paganismo mais primitivo, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico de uma verdade com a qual não se brinca impunemente: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, tem a vida eterna&#8230;As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida”—conforme o Cordeiro.</p>
<p>Desse modo, Paulo veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos à Baal, para as imagens de escultura, para um tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir.—coisas essas, que até mesmo perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas! A epistola aos Hebreus foi escrita por muitíssimo menos!</p>
<p>Fazer o que estão fazendo da <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/" class="kblinker" title="More about santidade &raquo;">santidade</a> do sangue do Cordeiro, tornando-o num amuleto de infusão animista e de interesse cambista, e que se materializa num suco de uva que carrega em si o poder de benzer uma casa e protege-la de todo mal, é insuportável, enojante, blasfemo e é Anátema!</p>
<p>Paulo vomitaria!</p>
<p>E Jesus?</p>
<p>O escritor de Hebreus diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias—fazendo Dele um produto de barganha, mágica e fetichismo, e que leva as pessoas não à Jesus, mas sim à “sessão”, pois, também segundo os mesmos “pastores”, Deus só fala no lugar onde eles, os pastores, estão com a sacola na mão!</p>
<p>E eles precisam que Deus se confine em seus templos, se imante nos seus sucos de uva—e outros produtos mágicos—e se deixe comprar pelo dinheiro depositado como sacrifício aos pés desses lobos que oferecem a Jesus como “poder” que se leva para casa em “pacote”; Cristo como “produto simbólico” que pode ser o Pai das luzes, não conforme Tiago, mas conforme Alam Kardec; o Sangue do Cordeiro como suco de uva bom para “proteger a casa”; sim! assim fazendo do que foi feito por Jesus, de Graça, de uma vez e para sempre, algo a ser vendido pelos camelôs do engano e do estelionato!</p>
<p>Meu Deus, e se&#8230; Paulo visse&#8230;!?</p>
<p>Sim, e se Paulo nos visitasse? que epístola nos escreveria? Será que a escreveria? Será que não nos trataria como o fez com as “sinagogas” durante a sua vida?</p>
<p>Ou seja: sendo acolhido e sendo-lhe dada a palavra, ficava até ser expulso, para depois disso abrir uma nova porta à Palavra, mesmo que fosse na casa vizinha, como foi no caso de Corinto!?</p>
<p>Ora, ser evangélico, antes–digo: para Paulo—significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma “igreja”, uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo, falsificou-o e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” simbólico.</p>
<p>Assim, ser evangélico já não tem nada a ver com ser Povo das Boas Novas de Jesus, mas ser membro de uma instituição religiosa que se utiliza das terminologias, enquanto, na maior parte das vezes, nega os conteúdos originais da expressão.</p>
<p>E se continuarmos assim, dentro de pouco tempo, quem for genuinamente evangélico—ou seja: alguém que crê conforme a Boa Nova da Graça em Cristo revelada nos evangelhos—, terá que deixar de se auto-definir desse modo sob pena de que as pessoas pensem que o Evangelho tem alguma coisa a ver com os “evangélicos”.</p>
<p>Nos dias de hoje, quase sempre, ser “um evangélico” já não  tem nada a ver com ser evangélico conforme o apostolo Paulo.</p>
<p>Hoje, quando um evangélico “evangeliza”, em geral, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder histórico visível. Ou seja: “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de que se quer salvar as almas do <a href="http://www.robertosoares.com/cristo-salva-ate-no-inferno/" class="kblinker" title="More about inferno &raquo;">inferno</a>. Pelo menos é isto que se diz e é isto que as “ovelhas” pensam, pura e ingenuamente.</p>
<p>De fato, se se conversar ou se se tiver alguma intimidade com o meio pastoral, ver-se-á que na maioria das vezes corre-se não atrás da vida humana, mas dos recursos humanos que com as multidões também chegam para dentro do negócio <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religioso &raquo;">religioso</a>.</p>
<p>Portanto, não é de admirar que o marketing seja hoje um dos mais importantes instrumentos usados pela “igreja”. Apenas uma “igreja” precisa de marketing. Isto porque quem de fato é, não tem que se preocupar em parecer ser.</p>
<p>O marketing religioso é o lugar onde nossos ídolos são fabricados e polidos, de tal modo que sua “imagem” possa continuar a inspirar os devotos ou a enganar os que se impressionam com aparências.</p>
<p>O marketing como pro-moção pessoal, é  moral, pois, é imagem de escultura, sendo, também, idolatria!</p>
<p>Explosão numérica, na História da Igreja, quase sempre correspondeu a diluição tanto da Palavra, como do caráter do discipulado, bem como implicou em des-significação da alma humana, afinal, uma multidão pode se beneficiar da Palavra, quando há Palavra, mas não pode experimentar reconstruções de individuação, pois, nas massas, ninguém cresce como indivíduo na comunhão fraterna, na afirmação individual e nos carinhos de quem conhece e se importa, pois, tais realidades, inexistem em todo processo de massificação.</p>
<p>Além disso, milhares de “acomodações” precisam ser feitas em relação ao conteúdo essencial do evangelho quando se utiliza do marketing religioso ou das associações políticas, culturais e econômicas que daí advêm— ou seja: da rendição ao significado-des-significado do capital das massas, que são reduzidas apenas ao testemunho de poder majoritário que elas trazem aos lideres, enquanto as almas dos indivíduos viram apenas números.</p>
<p>Quando Paulo evangelizava isto significava levar às pessoas a consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na perspectiva individual, como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura, que já começa a se humanizar na Terra, nos vínculos e nas mutações dinâmicas e permanentes que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!</p>
<p>Desse modo, como já disse antes, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois, voltamos atrás, e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo!</p>
<p>Isto nos coloca, no mínimo, diante de três reflexões. A primeira é que a atual “consciência cristã”, é, na maior parte das vezes, anti-cristã, e uma clara e escrachada negação dos conteúdos do Evangelho de Jesus!</p>
<p>A segunda, é a impossibilidade hermenêutica de que a Leitura da Escritura feita com “véu na face” possa nos conduzir à revelação da Palavra da Graça!</p>
<p>Portanto, não importa o “método” ou a “escola hermenêutica” em questão. Na Graça até o pior de todos os “métodos” trás mais revelação da Palavra que o melhor método hermenêutico usado com as viseiras da Lei, da Moral, dos Legalismos, dos Carismatismos narcisistas (que faz do totem carismático a forma referencial de ser para os demais), e seus derivados!</p>
<p>Todos são apenas  o sub-produto da formula conceitual da Teologia Moral de Causa e Efeito!</p>
<p>?</p>
<p>É triste ver pessoas cristãs, inteligentes, cultas, preparadas, letradas, instruídas, e com capacidade de “ler”, não conseguirem levar as implicações do que entendem, mesmo do ponto de vista da compreensão cognitiva, até as últimas conseqüências de sua própria percepção!</p>
<p>E por quê? Porque ainda estão presas às sistematizações da Lei às quais o Cristianismo subjugou a Palavra que pode nos libertar! Mas não sendo a Palavra, não liberta. E se não liberta, escraviza e gera medo!</p>
<p>Enquanto não se abandona o véu e se põe a cara para fora, olhando na Graça para a Graça, não se vive a dinâmica da conversão que muda não apenas as exterioridades do comportamento, mas as essências do ser e isto de modo constante e permanente.</p>
<p>Afinal, são dinâmicas  diametralmente opostas entre si: uma cobre a face, a outra a põe para  fora!</p>
<p>Ora, isto no remete para a terceira constatação. A Teologia Moral de Causa e Efeito—que é a mãe da Síndrome do Véu—é a patrocinadora de nossas piores doenças!</p>
<p>O medo que esconde o ser transforma o interior humano num viveiro de enfermidades psicopatológicas. Literalmente, o ser se desvanece. Assim é que a História do Cristianismo é eivada de enfermidades numa demonstração tão escandalosa que nega a fé em Jesus.</p>
<p>Ou seja: se o Evangelho de Cristo gera algo como o Cristianismo e seus derivados históricos—incluindo-se, obviamente, os “evangélicos”—então, ele não é a Verdade!</p>
<p>Assim, os cristãos, até neste particular, foram objeto de seu próprio veneno e juízo sobre os demais homens. Pregaram não a Graça, mas a teologia de causa e efeito e seus veredictos.</p>
<p>Hoje—e não é de hoje—os mesmos critérios se voltaram contra nós. Ao nos oferecermos ao mundo como o efeito visível de nossa relação causal com Deus, e, após isto, com a maior cara-de-pau, nos exibirmos como a demonstração comportamental do efeito, sem o percebermos, demos e continuamos a dar um passo a mais em nosso auto-enagano: jactamo-nos de nosso comportamento e, sem o discernirmos, tornamo-nos aos olhos do mundo a Causa de nossa própria salvação. E como nosso “showcase” de comportamento nega a mensagem de Jesus, e, pior ainda, como nossa saúde humana e histórica não visibiliza nem mesmo aquilo do que nos jactamos—nossa superioridade Moral e humana sobre os demais homens—, caímos em nossa própria armadilha e desviamos o olhar humano do único ponto de referência para todos—para o indivíduo, a igreja e o mundo—, que é Cristo.</p>
<p>Esta é a razão pela qual o Cristianismo, no mundo ocidental, tornou-se o principal patrocinador da des-percepção do Evangelho e o agente mais corruptor de todos os conteúdos da Verdade de Deus em Sua Palavra.</p>
<p>O Cristianismo histórico se tornou o pior promoter de qualquer Palavra do Evangelho, pois, para nós, o Evangelho é apenas uma versão cristã da Lei, e de uma Lei brega, feia, estereotipada, infantil, presunçosa e des-cumprida pelos seus patrocinadores.</p>
<p>Assim, a doutrina do Purgatório é verdade para todos os cristãos—incluindo  os protestantes e evangélicos!</p>
<p>E por quê? Ora, dizemo-nos “salvos” pela Graça, na chegada. Daí em diante, somos “santificados” pela Lei. Então, ficamos num limbo, num purgatório existencial sobre a Terra, pois, nem nos tornamos filhos da Graça a vida toda e nem nos entregamos aos rigores da Lei com honestidade. Desse modo, não usufruímos nem a saúde e nem a paz que vem da Graça e, nem tampouco, conseguimos viver pela Lei. Ou seja: vivemos em permanente estado de transgressão e culpa.</p>
<p>E quanto mais existimos nesse “purgatório”, mais orgulhosos, raivosos, arrogantes e mal-humorados nos tornamos. Afinal, nós sabemos que nós não passamos de um grande “estelionato” histórico, pois, no coração, nós temos consciência de que não somos nem uma coisa nem outra: nem Gente da Graça e nem tampouco o Povo da Lei.</p>
<p>Então, nos tornamos os doentes  que vendem cura!</p>
<p>Somos como o homem que sofreu um derrame generalizado—perdendo seus movimentos e poder de agir—e, ainda assim, se oferece ao mundo para dar aula de levantamento de peso, estética corpórea, e garante que é capaz de correr as Olimpíades, não sendo capaz de nem mesmo enxugar a própria baba que cai de seus lábios arrogantemente murchos, e, muito menos ainda, é capaz de cuidar do próximo que vive ao seu lado no mesmo estado.</p>
<p>O  Cristianismo não se enxerga. E os cristãos, raramente, o conseguem fazer!</p>
<p>Meu trabalho há muitos anos é tentar separar, ante a percepção histórica das pessoas, o que é o Evangelho daquilo no que o Cristianismo se tornou. Assim, vou vendo muitos voltarem a Cristo, ainda que, em muitos casos, jamais consigam botar os pés numa “igreja”. E, agindo assim, penso estar, de fato, também evangelizando, anunciando a Boa Nova aos Gentios como eu mesmo; ou seja: dizendo-lhes que estamos livres do Cristianismo a fim de podermos servir a Deus em novidade de vida e não segundo a caducidade da letra e nem tampouco de acordo com a perversão cristã do evangelho.</p>
<p>Assim faço por julgar que essa é a única maneira de ajudar aqueles que encontraram a Jesus, mas que jamais conseguiram encontrar na Terra a Sua Igreja porque esta não está perceptível aos nossos sentidos históricos, institucionalmente falando!</p>
<p>O Cristianismo não  carrega nem os conteúdos do Evangelho e nem se parece com Jesus!</p>
<p>E como creio que o Evangelho de Cristo é a Verdade que liberta, só posso—juntamente com milhões de outros seres humanos—, pensar que o que experimentamos, na maior parte do tempo, até aqui, é uma “falsificação do evangelho”, especialmente porque os conteúdos do Evangelho de Cristo foram institucionalizados como doutrinas ( a letra mata) e formas (odres envelhecem) que negam a Graça, a Misericórdia e a Liberdade em fé, que Jesus conquistou na Cruz.</p>
<p>Jesus não veio ao mundo para criar um Circo, em alguns casos; uma Penitenciária, conforme outros casos; um Estado Soberano, conforme o Vaticano Católico e os “vaticaninhos” dos outros grupos e seitas cristãs; e, nem tampouco, um Hospício, como acontece na maioria dos casos!</p>
<p>Além disto, Ele não veio ao mundo para que Sua mensagem se transformasse numa ideologia moral ou política; e, nem ainda, para que ela, a mensagem, gerasse uma espécie de Admirável Mundo Novo, onde, pelo controle, todos se tornassem clones de comportamentos que matam as produções individuais e saudáveis das dinâmicas do ser.</p>
<p>Até mesmo a Reforma Protestante não percebeu o tamanho nem a profundidade do engano ao qual nós, cristãos, nos havíamos rendido, inconscientemente, é claro!</p>
<p>As 95 tese de Lutero puseram a Escritura, Cristo, a Graça e a Fé num pacote “sistematizado”, como se fossem coisas diferentes uma da outra.</p>
<p>O que nem Lutero e nem Calvino—o mais culto deles, embora Lutero pareça ter sido mais humano em suas expressões francas sobre sua condição humana— perceberam em plenitude, é que havia não apenas uma “Reforma Doutrinária” a ser feita, mas, muito antes disso, uma “Desconstrução do Pressuposto Conceitual” a ser realizada!</p>
<p>E por quê? Porque o problema não era, sobretudo, “doutrinário”. Os erros doutrinários da Igreja Católica não eram “tópicos isolados”. Eles eram todos o sub-produto da mesma e única coisa: a Teologia Moral de Causa e Efeito, que estava presente em tudo e que continuou, mesmo que sob outras insígnias, a determinar também os valores do Protestantismo.</p>
<p>Crendo assim, Lutero não precisaria de 95 teses. Bastava uma. E essa é aquela “única” tese de Paulo em todas as suas epístolas: a Graça de Cristo é o fim de toda Lei e o começo-realizado de toda Vida, para a paz e a justiça de todo aquele que crê!</p>
<p>As demais “teses” não passavam de aplicativos históricos e circunstanciais, mas o Protestantismo as transformou, posteriormente, em letras e formas fixas, perdendo assim, outra vez, as mobilidades e liberdades histórico-aplicativas da missão de fazer nascer uma reforma que sempre se auto-reformasse, conforme os tempos e as épocas, e de acordo com a Imutabilidade dos Princípios da Palavra. A tese, portanto, é uma só. Os aplicativos e suas des-construções e re-construções é que precisam ser permanentemente re-atualizados!</p>
<p>E mais: é somente quando se tem a <a href="http://www.sitecristao.com/coragem-para-nao-revidar/" class="kblinker" title="More about coragem &raquo;">coragem</a> de se fazer essa ruptura radical é que o véu sai da face e nós ganhamos, movidos pelas certezas da fé na Graça, a coragem de botar o rosto para fora, saindo de nossos medos, sombras, fobias e auto-justificações neuróticas!</p>
<p>Neste sentido, perdoem-me os irmãos que beatificaram São Lutero e São Calvino—que, sem dúvida, são “santos protestantes” com as mesmas características de infalibilidade interpretativa da Escritura de um Papa Católico—, acerca dos quais eu digo, sendo muito menos atrevido do que Paulo— quando do ponto de vista judaico de seus dias, disse “E não somos como Moisés&#8230;”—, que aqueles dois baluartes da fé, Lutero e Calvino, ainda ficaram aquém do que é radicalmente proposto, pois, por razões que somente a Deus pertencem</p>
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