Estão me chamando de desviado…

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Posted on 4th março 2010 by Roberto in Cartas

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—– Original Message —–

From: ESTÃO ME CHAMANDO DESVIADO…

To: contato@caiofabio.com

Sent: Thursday, December 29, 2005 10:01 AM

Subject: NOIVA CORROMPIDA

Caio,

O negócio está ficando “feio” pro meu lado. Todos os irmãos ao falarem comigo só tem uma frase: Volte pra Cristo!

Cara, eu tô é sentindo raiva e não é pouca…

Eu queria entender essa “contradição”: As pessoas que lá (na igreja) continuaram podem sentar numa mesa de lanchonete e falarem livre e descabeladamente das pessoas que se “desviaram”, contudo, quem está “aqui fora”, não pode levantar um “dedin” de crítica que eles já dizem: Cuidado, você está “tocando” no “Ungido”.

Que loucura! O “estar” na igreja me dá o direito de massacrar os “ímpios” , mas se estiver fora, perco os “super-poderes”, pois pra falar mal de alguém, tenho que ter “cobertura”.

Na rua, passo por “irmãos” que viram a cara quando me vêem. Fico triste por mim, que não raras vezes virei a cara para aqueles que se “desviavam”.

Como fui hipócrita! Quantas “vidas” que saíram sangrando da igreja eu “atropelava com a moto” mas não dizia: Bom dia!

É estranho, realmente esquisito dizer isso, mas hoje me sinto livre: livre da hipocrisia, do xamanismo, da idolatria (por Nabuco Terra Nova), das profetadas de púlpito e outros “ingredientes” que têm feito muita igreja contemporânea irem pro “saco”.

Cara, o que quero é meu direito de viver. É andar pelas ruas sem ser chamado de desviado por esses hipócritas, porque dos “crimes” de que me acusam hoje, eu já os “cometia” na igreja e com eles.

Hoje todos sabem que tomo vinho (é um escândalo), mas quando bebia com eles não era pecado. Será que eles ungiam a bebida e eu não sabia?

Ouço “abertamente” a música do “mundo”, principalmente a Legião Urbana (misericórdia irmão! essa banda tem demônio até no nome!)

Cansei de ver irmãos “maduros” na fé dizerem assim: Eu tenho capacidade para ouvir esse tipo de música pois sempre fui evangélico, agora, você que veio do “mundo” não pode ouvir porque contamina.

É de lascar! Se Cristo viesse a Terra em nossos tempos , creio que seria crucificado de forma mais horrenda e sanguinária do que no filme de Gibson. Pois a sua “Noiva” se tornou politicamente mais forte e pervertida que os Fariseus do Templo, por isso, tenho certeza, “Ela” não deixaria um Homem simples, trazendo palavras simples, “corromper” a forma Piramidal da Igreja do século XXI.

Continuo no “mundo”. Para a “igreja” sou o herege Number 1. Todo dia acordo com “aquele gosto de caveira moída” na boca; por isso, não raramente, emborco um Pérgola e ouço minha musiqueta.

Quando você “caiu” se é que “aquilo” é cair, foi quando eu mais te conheci, na minha igreja tinha uma coleção de VHS seus (aqueles azuis) que, de repente, ficaram de lado (vamos fingir que não sabemos o por quê).

A Pregação que mais me marcou entre todas foi aquela baseada em Jeremias 31:3 : “…com amor eterno te amei, por isso, com benignidade te atrai”.

Reverendo amigo, já ouvi esse texto ser pregado ardente e ardilosamente diversas vezes por várias pessoas… mas “com Amor” apenas uma vez.

Toda vez que te escrevo, só tenho um sentimento: cresci, apareci e não vi nada; aprendi o que era certo com as pessoas erradas. Tenho fé que vou recuperar o tempo perdido.

Nele,

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Resposta:

Meu irmão amado: Graça e Paz!

Tudo é muito simples!

Veja: Quem é de Deus, ama. Quem não é de Deus, não ama. Quem nasceu de Deus não conhece nenhuma “nova revelação” além do “novo mandamento”, que nos amemos uns aos outros. Quem odeia jamais viu a Deus, pois Deus é amor. E aquele que diz que ama a Deus, porém odeia a seu irmão, esse segue pelo caminho de Caim. Aquele que diz que ama, mas vê seu irmão em apuros e nada faz, esse não ama; pois o amor de Deus em nós sempre acha no irmão a “carência de Deus”; e, assim, serve a Deus nos irmãos.

Isto digo, apenas para você não ter dúvidas acerca do que é o Evangelho, na prática, conforme o ensino e a prática de Jesus. O resto, meu irmão, é invenção da religião dos fariseus, que acabou ganhando a parada junto ao “cristianismo”, que é uma fusão do moralismo adoecido dos fariseus e do paganismo da Roma constantiniana… e mais alguns outros vírus e bactérias espirituais.

Tudo o que você disse não carece de resposta. Sua denuncia é tão simples, clara e repetida por milhões, todos os dias, que nem mesmo merece resposta que diga “Uau”.

Quero, entretanto, tratar rapidamente de dois temas mencionados por você; a saber: o dos desviados e o da maldição dos ungidos do Senhor.

Primeiro, você deve saber que Jesus era “um desviado” do ponto de vista dos fariseus e das autoridades da religião em Israel. E não era apenas um desviado qualquer. Por anunciar e ser a Boa Nova, Ele foi chamado de “samaritano louco”; de instrumento de “Belzebu”, o maioral os demônios; de “suicida” endiabrado; de “glutão e bebedor”; de licencioso por andar com gente como as meretrizes, os publicanos e os “pecadores”; de “blasfemo”; de “bastardo” sem pai e de origem questionável; e, por último, de bandido e agitador do povo — todas essas sendo as razões que se acumularam a fim de que Ele fosse morto.

Graças a Deus você achou a via certa, e, assim, se desviou dessa via da neurose, do medo, da culpa, do culto ao homem, da obediência serviçal a um louco, da prática dos ensinos de uma “seita” que vende um certo “outro evangelho”; o qual, saiba, mesmo que seja proclamado “por anjo de luz”, deve ser considerado “anátema”.

Aliás, nesse quesito, Paulo, que foi quem fez a declaração acima, disse que até se “ele mesmo” pregasse outra coisa, que era para que os discípulos não o ouvissem também.

Portanto, o que importa não é quem diz, mas o que é dito. Desse modo, Paulo adverte, dizendo: “Até eu mesmo, se for me alterando e pregando outra coisa, que seja repudiado”. Pois, não é o mensageiro o que vale, mas sim a mensagem, a qual é eterna e não deve ser mudada, exceto se alguém desejar sobre si o juízo de alterar o que não deve ser mexido nem por homens e nem por anjos; visto que se trata de algo eterno e imutável.

Assim, digo a você: o que chamam de seu desvio é justamente a Via Certa, pois, agora, você está deixando de seguir homens loucos e dando ouvidos não a mim, mas ao Evangelho, visto que eu também digo que se porventura eu aparecer com qualquer outra coisa que não seja o que já está “posto”, conforme a Pedra Angular, Jesus, e, também, conforme o fundamento dos Apóstolos e Profetas das Escrituras — que eu seja “anátema”.

Ora, este primeiro ponto nos remete para o segundo: o da maldição dos bruxos ungidos, os bons-mau-cumbeiros da “igreja do medo e da barganha”.

Eles evocam Davi, que não matou a Saul nas vezes em que pôde, a fim de não ferir e nem tocar num ungido do Senhor; e, também, evocam o Salmo que diz “não toqueis nos meus ungidos”.

Ora, no caso de Davi, não tocar no ungido era bem e bom para ele, que sabia que Deus mesmo, à Seu tempo, faria o que já estava designado; e Davi não queria meter a mão naquilo que não era dele, mas de Deus.

No entanto, a ordem das coisas é invertida entre nós, e o tal “não toques no ungido” passou a ser um discurso que nem Saul teve coragem de fazer (foi Davi quem disse isso, nunca Saul); mas que, os Sauls de hoje fazem, e isto a fim de poderem continuar Sauls para sempre, perseguindo, oprimindo, tiranizando, e maltratando o povo de Deus.

Desse modo, ninguém tem que tocar “no suposto ungido”, mas apenas não se deixar tocar por ele. E foi isto que Davi fez: ficou longe, muito longe, desse “ungido” que tinha ânsia de matar: Saul.

Hoje, entretanto, o que querem é que Davi diga “amém” a Saul, e que cumpra seus caprichos, e que continue na casa dele mesmo que ele seja louco. Davi não tocou em Saul, mas nunca mais deu a Saul a chance de tocar nele. Deus cuidou de Saul.

Entretanto, o que não se pode permitir é que Saul cuide da gente. Nesse caso, é como aceitar o pastoreio do surto e da loucura.

No caso do Salmo que manda não tocar nos ungidos, o contexto era outro:

Israel estava matando os profetas em razão de sua mensagem contra a iniqüidade, a feitiçaria, e a paganização da fé. Ou seja: se fosse esse o caso, se diria que o “ungido” é você; e quem o ataca é que deveria ver o que está fazendo contra a sua própria alma; pois Deus já avisou através de Jesus que Ele acha melhor que quem assim procede, “ate ao pescoço uma grande pedra e se atire ao mar”, antes de fazer mal aos que apenas crêem na Palavra do Evangelho.

Em Jesus, todavia, tudo isto acabou. Digo: esse negócio de haver uma “categoria especial de ungidos”. Afinal, isto é coisa de gente que vive com a mente ainda pagã, crendo em bruxos, magos, xamãs, feiticeiros, e, sobretudo, na cumplicidade de Deus com homens que se servem de Seu nome para manipular o próximo incauto.

Todos somos ungidos do Senhor Nele, e não há mais essa categoria especial de ungidos, visto que Paulo diz que em Jesus nós somos os ungidos do Senhor; sim, todos nós, os que cremos.

Ora, eles usam essas coisas como medo, como feitiço e como opressão do diabo sobre as almas dos homens.

Por que você acha que eles nunca me escreveram me “amaldiçoando”?

Ora, é que eles sabem que sei que eles estão apenas fazendo isto a fim de manipular os ignorantes e que ainda têm sem si o germe da fé pagã.

O “paipóstolo” não quer ser “Pai de Santo”, mas deseja ser o “padastro-dos-santos”. Desse modo, ele pode ser um “Pai de Santos”, mesmo que ele próprio pratique os métodos do medo que se encontra nas tribos primitivas, as quais, ainda são dirigidas pelo “oráculo do pagé”.

Escreva isto, pois o digo sem medo:

Eles estão servindo ao diabo e não a Deus, e suas obras de medo e controle são a própria expressão do modo como o diabo dirige as vidas humanas: pelo medo e pela tirania!

Assim, meu irmão, fique firme na Palavra e não se submeta nem mais por um momento ao pastoreio do medo e do lobo vestido de ovelha.

E mais: fique na paz de Cristo; pois, contra quem está na Graça, não vale maldição e nem encantamento, visto que Jesus mesmo já se fez, de uma vez para sempre, maldição em nosso lugar.

Fico com muita pena dos que amaldiçoam, pois sei que eles mesmos estão chamando juízo para si. Assim, quanto mais sei que me amaldiçoam à distância (pois, em minha presença nada dizem!), mais oro por eles, e mais peço a Deus que o salve dessa cegueira de seita perversa, e os converta ao Evangelho da Graça.

Eles, todavia, podem marcar uma reunião de todos os “apóstolos” do Brasil para me amaldiçoarem que a mim nada dirão; pois, saiba, meu mano: não há poder neste mundo que me faça teme-los. Eu sei quem sou em Cristo; e sei que eles escolheram o Caminho de Balaão, o qual, pela ganância de dinheiro e poder, entregou-se ao “carismatismo bruxo”, e pleno de ganância.

O melhor de tudo é que hoje você aprendeu o quanto importa sofrer pelo nome de Jesus e do Evangelho. Afinal, a única coisa que mudou em você é que agora você está livre em Jesus para seguir somente o Evangelho, e não a “sagrada escritura do paipóstolo”, a qual é pura e triste heresia, e perversão do Evangelho de Jesus.

Fique tranqüilo! Nenhum mal lhe sucederá!

Nele, que nos guarda do ódio dos homens,

Caio

OBS: desviado deveria ser alguém que deixou de ser “viado”; ou seja: alguém que não anda numa via… O bom do Evangelho é que o cara fica mesmo dês-viado. Fica na via, mas não fica viado por ninguém.

Ou é Evangelho ou é doença!

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Posted on 15th fevereiro 2010 by Roberto in Reflexões

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Como podemos conhecer Jesus nos evangelhos e, por tal via, confessarmos que O conhecemos pela fé, e, ainda assim, nos deixarmos levar por tantas outras coisas chamadas espirituais que nada têm a ver com Jesus ou com o espírito do Evangelho?

Paulo falou de conhecer Jesus no espírito e conhecer Jesus segundo a carne.

Ora, conhecer Jesus segundo a carne é conhecer apenas o Jesus-Informação-Histórico-Religiosa. Nos dias de Paulo, essa denúncia também incidia sobre aqueles que se diziam discípulos de Jesus mas viviam na Lei, e não na Graça.

Conquanto Jesus seja também uma informação histórica – afinal Ele existiu, e nós não estávamos lá quando isso aconteceu, razão pela qual dependemos completamente das descrições que os evangelhos fazem de Jesus a fim de melhor discernir Seu espírito -, no entanto, o discernimento de Quem Ele era só acontece como revelação de Deus no coração. Do contrário, a pessoa pode até confessar a Jesus como Senhor, mas fazer isso como crença religiosa, e não como o fruto de uma relação de Conhecimento de Jesus.

A História do Cristianismo está marcada por aqueles que conheceram Jesus segundo a carne (a maioria quase absoluta) e aqueles que O conheceram segundo o espírito. Aliás, se fôssemos medir qual dos inimigos do Evangelho mais demandaram energia de Jesus e de Paulo, veríamos que o diabo, o mundo, o império romano e todas as Potestades não estiveram na “pauta dos incômodos” de suas vidas tanto quanto os que conheciam Jesus apenas segundo a carne.

Jesus “gastou mais energia” nos encontros com escribas, fariseus, saduceus e autoridades do Templo do que com qualquer outra forma de oposição. Seus suspiros de angústia sempre foram provocados por estes.

Já Paulo teve nos “falsos irmãos” e nos “judeus zelosos da lei” seus maiores inimigos.  É como combate às heresias que pretendiam relativizar a Graça de Deus que o tema central de suas cartas acontece, ora combatendo o ascetismo religioso de influência grega, que buscava purificação pela abstinência de quase tudo ou pelo conhecimento de supostos mistérios, ora enfrentando as mesmas relativizações da Graça que eram feitas pelo outro pólo, o pólo da Lei, que, se fosse crida como estando ainda vigente, desconstruiria o significado da Cruz de Cristo. A respeito disso Paulo diz que a Lei morreu com Ele na Cruz para que, agora, libertos de nosso antigo e penoso casamento com a Lei, pudéssemos ficar livres para nos casar de novo, agora com a Graça de Deus em Cristo.

Desse modo, conhecer Jesus apenas segundo a carne faz de muita gente vampiros sugadores da energia de almas boas. Sim, porque os que mais sugaram o sangue de Paulo foram estes.

É esse conhecimento de Jesus segundo a carne, apenas como informação histórica e dogmática, o que mais drena a energia espiritual de quem deveria estar pregando o Reino de Deus, e não sendo sugado pelas sanguessugas da religião. Eu ousaria dizer que talvez 95 por cento do que suga a nossa energia na “causa cristã” nada tem a ver com Jesus segundo o espírito, mas apenas com o Jesus segundo a carne.

Ora, isso vai das formalidades e das politicagens dos concílios e das convenções denominacionais e ministeriais até as mais cretinas formas de perversidade praticadas em nome de Jesus, feitas de fofocas, intrigas, intervenções, tiranias, perseguições neuróticas e invenções mirabolantes que tiram a simplicidade do Evangelho, fazendo dele um feioso produto da religião.

Conhecer Jesus apenas segundo a carne faz mais mal do que não conhecer Jesus de modo algum. Isso porque nenhuma perversidade é mais chocante do que aquela que se faz em nome de Jesus ou que se torna farisaísmo legalista feito em nome dEle, pois isso introjeta o oposto na alma: o ser-diabo, como Judas, que O conheceu segundo a carne apenas.

Paulo um dia conheceu Jesus como informação histórica apenas, e dedicou-se a acabar com Ele na Terra. Resfolegava ódio. Ficou perverso. Torturou. Fez muitos sentirem tanto medo e dor que negaram a própria fé.

Paulo foi membro do “DOI COD” dos que apenas conhecem Jesus “de fora”. É que qualquer associação com Jesus que não seja no espírito, como conhecimento relacional, mediante apenas a fé, não tem o poder de fazer bem, embora tenha o poder de fazer o pior mal, que é o Mal de Lúcifer: aquele que vira diabo na presença-não-amada-de-Deus.

Sim, eu lhes digo, amigos, sem medo de errar: é melhor que uma pessoa não conheça nada de Jesus e viva solitária e ignorante na beira de um barranco de um rio da África ou do Amazonas do que dizer que conhece Jesus quando apenas conhece a Sua suposta representação: a igreja e seus muitos e muitos ídolos, lugar onde muitas vezes reina a soberba, que foi a condenação do diabo.

Sim! É melhor nada saber do que pensar que sabe e, naquele Dia, ouvir o Senhor dizer: “Eu nunca vos conheci”.

Conhecer Jesus segundo o espírito é conhecer o espírito do Evangelho, e, no poder e na liberdade no Espírito Santo, experimentar o Evangelho como supremo benefício para a vida.

Conhecer Jesus segundo a carne é como olhar para um Objeto do lado de fora, observando-o. Já conhecer Jesus segundo o espírito é como ver “de dentro” da Pessoa dEle.

Sim, você passa a ver tudo “de dentro”, não mais “de fora”. E isso só acontece como iluminação dos olhos do coração, os quais só são abertos pela manifestação da Graça, abrindo o entendimento. Do contrário, nem todos os seminários de teologia podem abrir espiritualmente o entendimento de ninguém.

Enquanto Deus é visto “de fora” e não “de dentro” dEle, saiba: a pessoa não conheceu ainda o que é “estar em Cristo”.

Ora, “estar em Cristo” é de fato estar em Cristo. Daí em diante se vive e se vê “de dentro”, pois, pela mesma razão, se pode também dizer: “Cristo vive em mim!”

NEle,

Caio
www.caiofabio.com

O que é o caminho estreito?

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Posted on 10th julho 2008 by Roberto in Cartas

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Prezado Caio, É “mais ou menos” dessa forma que posso dizer que estou no caminho estreito? Jesus quer dizer mais sobre andar no caminho estreito? O que é “o reino de Deus é ganho a força”? Olhe esse texto: “Os cristãos não se distinguem dos outros homens, nem por território, nem por língua, nem pela maneira de se vestir.
Eles não moram em cidades próprias, não usam uma linguagem particular, nem levam um tipo de vida especial.
A sua doutrina não é conquista do gênio inquieto de homem perscrutadores; nem professam, como fazem alguns, um sistema filosófico humano.
Vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte reserva a cada um, e adaptando-se aos costumes da localidade, na maneira de vestir, de comer, e em todo o resto de seu viver, dão exemplo de uma forma de vida social maravilhosa, que, como todos confirmam, tem em si qualquer coisa de incrível.
Vivem em sua respectiva pátria, mas como estrangeiros. Participam de todos os deveres como cidadãos e suportam as obrigações como estrangeiros. Qualquer terra estrangeira é pátria para eles, e qualquer pátria lhes é terra estrangeira. Casam-se como todos os outros e geram filhos, mas não os abandonam. Tem em comum a mesa, mas não o leito. Vivem na carne, mas não segundo a carne. Passam a sua vida na terra, mas são cidadãos do céu. Observam as leis estabelecidas, mas com seu modo de vida superam as leis. Para dizê-lo em uma só palavra os cristãos são no mundo, o que a alma é para o corpo.” II D.C. Um cristão anônimo a um pagão de nome Diagoneto, descrevendo o modo de vida dos cristãos. Um abraço, Silvio  ___________________________________________________
Resposta: Meu irmão amado: Graça e Paz! O Caminho é Estreito porque tudo se concentra numa só coisa: em Jesus e em Sua Graça. Fora…ficam as justiças próprias, as superioridades, os desejos de poder e conquista, a propaganda moral auto-glorificante, o espírito de juízo e julgamento, e os caprichos homicidas e utilitários em relação ao próximo. No Caminho entra-se pela Porta Estreita, que é estreita apenas para quem deseja enfiar consigo todas essas coisas para dentro. É Estreita porque por ela só passa o ser que creu na justiça de Deus em seu favor…e deixou tudo para trás. Deixar tudo para trás não é um ato externo, é uma decisão interna. É dentro onde ficam as bijuterias de minha justiça própria e arrogância, e que são maiores em quantidade que as riquezas de faraó. Com justiça própria ninguém entra. O camelo passa, mas o ser auto-convencido de que com seus aparatos de justiça própria ele pode; e, não só isto, mas que crê que pode entrar por causa de suas próprias justiças, esse fica fora. Note que quando Jesus disse isto havia um tipo de gente que se sentiu “fora” justamente porque, apesar do estreitismo de sua visão, eles sabiam que tentavam fazer os seus camelos passarem pelo fundo da agulha: os fariseus, e os ricos auto-suficientes em sua riqueza generosa. Os publicanos e pecadores-candidatos naturais à Porta Larga, e ao Caminho Largo, da Perdição-foram justamente os que mais entraram pela Porta Estreita. E por que? Porque eles não levavam consigo uma “Mudança de Caminhão” cheia de apetrechos de justiça própria e mobília de conquistas morais. A Porta é Estreita apenas para quem deseja não levar consigo qualquer outra coisa que não seja confiança no amor de Deus. E quem deseja se despojar tanto? Andar na Graça é andar despojado de justiça própria e viver revestido de Cristo. Entrar pela Porta Estreita é um milagre. Ninguém “acerta” por conta própria, e nem por méritos próprios. De fato, entrar pela Porta Estreita é tarefa impossível para os homens; é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Ou seja: é impossível. Mas, Jesus disse: “Os impossíveis dos homens, são possíveis para Deus”. Portanto, trata-se de algo impossível aos homens. Somente Deus torna esse “caminho largo o suficiente para eu passar”. Pedro se conflituou quando viu Jesus olhar para o “jovem rico”, amá-lo, e depois não se impressionar com seu currículo de bondades; ao contrário, dizer a ele que se a questão fosse de “barganha com Deus”, então, que ele fosse, vendesse tudo, e voltasse para segui-Lo. E o homem retirou-se triste por ser dono de muitas riquezas. A questão de Pedro foi: “Sendo assim, quem pode ser salvo?” A resposta é simples: Ninguém. A salvação está na total falta de fé nas justiças próprias, e na total fé na justiça justificadora que vem do fato de Deus ser amor; e o justificador dos homens. O que Jesus queria fazer? Fazer o homem se perder? É claro que não. Ao contrário: o Caminho Estreito tem que ser visto por mim como total impossibilidade. Só quando ele é impossível para os homens é que vemos que “para Deus tudo é possível”. Portanto, os que andam no Caminho Estreito não têm dietas, vestuário, jeitos especiais de se comportar, ou qualquer outra coisa. São apenas seres humanos constrangidos pelo amor de Deus, e que desistiram de se apresentar a Deus e aos homens com as imensas alegorias de suas justiças próprias, nessa Sapucaí de desfiles de belezas que não sobrevivem à tempestade. O Caminho Estreito é o caminho da fé, pura e simples; e completamente confiante no fato de que eu sou uma solução divina na minha total impossibilidade de me tornar uma solução para Deus. Somente quando eu desisto de ser uma solução humana para Deus, é que me torno, em Deus, pela minha impotência, parte da solução divina; visto que essa só se opera na consciência que sabe que não pode; é aí que a Graça se instala como o milagre que faz “esse camelo aqui” entrar pelo fundo da agulha…sem nem saber como…e sem poder negar que o milagre aconteceu. O mais é invenção humana. É doutrina dos fariseus sobre a Porta Estreita, que é um dos textos mais pervertidos do Novo Testamento; pois ao invés de ser o Caminho de Jesus, passou a ser uma estreita passarela de desfiles de fariseus, vestidos de fariseus, e tentando convencer o mundo de que a salvação é uma moda de vestuário, de morais, de costumes, de culturas e, sobretudo, de justiça própria. Do ponto de vista de Jesus, isso que nós chamamos de Caminho Estreito, é o que Ele chama de Caminho Largo. Sobre “tomar o reino à força”, saiba: significa isso mesmo; visto que o maior esforço que um homem que deseja salvação pode fazer é desistir de seus próprio esforço, e confiar na Graça de Deus. Você conhece tarefa mais pesada do que essa? Estranho, largar todo peso, é a coisa mais difícil para mim. Meu maior esforço é esse: me esforçar para não me esforçar; confiar é que é difícil. Aqui no site tem muito mais coisas sobre este tema. Se você procurar você vai achar. Nele, em quem minha salvação era impossível para mim, e se tornou um milagre Nele, Caio

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