Matei minha amiga!

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Posted on 9th maio 2010 by Roberto in Cartas

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andrea 110
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Caio,

Vinte anos atrás eu amei um homem e amo até hoje. Mas ele casou com outra mulher, mas nunca me deixou…

Caio, a gente não transava. Ele é pastor de uma igreja muito cheia de lei e dizia que se não transássemos não era pecado.

Foram anos e anos de masturbação… Até pro motel a gente ia para ficar rolando de roupa, só umas vezes sem roupa, mas não fazíamos sexo.

Mês passado a mulher dele (minha amiga de infância) se matou tomando remédios.

Tô doida de culpa e tudo o mais, Caio.

Ela nunca soube de nada, mas será?

Estou morrendo de angustia e medo de tudo.

Me ajude.

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Resposta:

Minha amiga: Graça e Paz!

Somente hoje cheguei à sua carta. Pelo visto tudo já faz dois meses agora.

O que posso dizer a você?

Primeiro: Devo dizer que seu “amigo-amante” é louco, pois, quem fica em tal estado vinte anos sem ser insano?

Segundo: É o que acontece nas igrejas nas quais a imagem é o culto. Pois, em tais grupos, qualquer pecado é ainda melhor do que uma má imagem aos olhos dos outros.

Terceiro: Que há entre “evangélicos” um grupo crescente de pessoas que vivem assim: não trepam e nem saem de cima; não chovem e nem molham — e, tudo, a fim de manterem o pecado como sombra. São os tais “amores no espírito”; e que são evocados a fim de “santificar tesões” impossíveis nesses meios religiosos.

Quarto: Que tanto faz ficar de platonismos assim como esse, ou, ao invés, ir e fazer, pois, o pecado é o pecado nas entranhas do ser, e não na colcha do motel.

Quinto: Que tais energias vazam, e, para uma mulher que ame seu marido, mesmo que não tenha informações, e, não sendo ela uma surtada de ciúmes infundados, em geral, a mulher sabe mesmo quando não tem o informe.

Sexto: Que possivelmente a mulher tenha se matado pelo “conjunto da obra”, e não apenas em razão de você. Afinal, para viver assim 20 anos, esse homem tem que ter feito muito mal a essa mulher mesmo que ela nunca tenha sabido de nada, pois, tais males, não precisam de palavras e nem de discussões, posto que a energia do amor ou desejo por outro [a], sempre deixa impressões fortíssimas em um cônjuge que fique exposto a tal vazamento psicológico e mental.

Agora, o que fazer?

Ora, é hora de grande arrependimento e de muita contrição.

Leia o Salmo 51 como se você o estivesse escrevendo para Deus. Leia também o Salmo 32, no mesmo espírito.

Agora, saiba:

Dificilmente você terá paz para ser feliz com o “amigo-amante”, agora que a mulher se foi, e, principalmente, do modo como foi.

Não estou “profetizando nada”. Apenas lhe digo o que a experiência me ensina.

Leia o site. Procure palavras como Graça, Perdão, Arrependimento, ou, ainda, links como os seguintes:

Profecia de morte!

Obsessão como amor – que doença!

Quando a “fixação” passa por amor

Agora, é fazer o seu melhor. Sem culpas perenes, mas apenas, por enquanto, com a sadia tristeza que gera vida e paz.

Mas saiba:

Não dá pra brincar de amar e de ter algo com alguém sem que isto já seja uma vereda de morte e de muita dor.

Receba meu amor no Senhor e minhas orações!

Nele, que sabe tudo o que implica a partir de nossas vidas, e que perdoa a quem, como Davi, salmodia em arrependimento sincero,

Caio

18 de setembro de 2008

Lago Norte

Brasília

DF

Será que não fui batizada no Espírito porque fumo?

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Posted on 13th abril 2010 by Roberto in Cartas

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Não Fume - Don't Smoke
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Pastor Caio, A Paz de Deus!

Eu estava em busca de respostas sobre o Batismo no Espírito Santo, aí comecei a procurar livros que falassem sobre esse assunto.

Na igreja onde sou membro havia vários livros, e só olhando o título, e não para o autor, eu peguei dois, e coincidentemente (?) os dois eram de sua autoria: “Espírito Santo – O Deus que vive em nós” e também o “A Sengunda Unção”.

Li os dois e gostei muito… Mas ainda tenho dúvidas se fui ou não fui batizada no Espírito Santo; não reconheci dom nenhum em mim; apenas sinto uma vontade enorme de aprender mais e mais, conhecer mais e mais a Palavra de Deus…

Fico lendo muito, e assim vou ocupando minha mente apenas com assuntos de Deus.

Meu grande problema é a luta que enfrento!

Você pode pensar que é fraqueza, ou falta de fé, nem eu mesma sei responder o porque isso ainda acontece comigo.

Apesar de toda a busca por Deus, e de todo meu envolvimento com a igreja e com a Palavra, eu não consegui parar de fumar.

Nas várias vezes que tentei, quase entrei em coma nas primeiras horas; pela fé vou agüentando, mas ao passar muito tempo, a crise começa, não tenho mais forças; oro, e peço a Deus que me ajude, mas tudo parece aumentar.

Não consigo ler nessa crise, pois as letras começam a se moverem na Bíblia, parece coisa demoníaca até…

Na minha igreja já tentaram me ajudar, as respostas são as mesmas, começo a achar que sou eu o problema, que tenho pouca fé ou esteja tentando da maneira errada.

Gostaria de saber a sua opinião quanto a isso, se devo procurar um médico para me auxiliar com remédios que me ajudem a parar com esse vício maldito que odeio. Mas não consigo me livrar.

Quem me vê, deve pensar que prego o que não faço, pois prego a vida com Jesus, e, no entanto, minhas própria luta eu não consigo vencer.

Nem estou mais tentando fazer discípulo, pois não teria muitos argumentos para isso.

Tenho clamado, mas cada vez fica mais difícil, sempre fico triste por isso, e toda vez que acendo um cigarro, me culpo, sinto Deus chorando com isso.

Pastor, por favor, preciso de uma palavra amiga.

Quero ser uma pessoa correta, ser uma pessoa verdadeiramente Cristã, sem esse tipo de prisão.

Já pensei várias vezes, que talvez Deus não tenha me escolhido, por isso não consigo parar, mas por outro lado, não teria então o porque de tanta vontade de agradar a Deus, de buscá-Lo…

Aguardo sua resposta se possível.

Que Deus o abençoe sempre…

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Resposta:

Minha amada irmã: Paz e Paz!

Creio que você precisa re-ler o livro “Espírito Santo: o Deus que Vive em Nós”. Digo isto porque creio que se você o leu, você não o entendeu.

Lá eu digo o oposto do que você confessou como sendo a “evidência” do batismo com o Espírito Santo, e o associou aos “dons”; o que é a tese oposta àquela que demonstro ser bíblica.
Batismo com o Espírito Santo é sinônimo de conversão, regeneração, novo nascimento, salvação, e crer para a justiça.

Os evangélicos, há cerca de duzentos anos, inventaram esse batismo mágico com o Espírito Santo, que seria uma segunda benção, e que, supostamente, faria aqueles que o recebessem se tornarem “super-homens”, seres acima do bem e do mal, com poder sobre tudo e todas as coisas, e livres de todo mal.

Ora, quem lê as cartas de Paulo aos Coríntios vê que tudo o que não faltava lá eram dons, embora tudo o que faltasse lá fossem os frutos do Espírito, pois, mesmo cheios de dons e salvos na Graça, ainda eram meninos carnais e bobos.

Seu problema é duplo:

1. Você freqüenta, certamente, uma igreja na qual se ensina que o batismo com o Espírito Santo resolve todos os problemas. É a segunda benção. E quem vive tendo dificuldades, e ainda não falou em línguas estranhas, é porque não tem essa “segunda benção”. Então, o cara fica lá gemendo, e se comparando aos demais, e sempre sentindo que está andando para trás. Depois de um tempo começa até a questionar se de fato, algum dia, já conheceu o Senhor. Essa doutrina é perversa com a alma, viola a liberdade de Deus de se manifestar a quem quer e como quer, não ensina que em Cristo o que já está feito em nosso favor continuar a ser, para nós, um processo de apropriação cotidiana, e enfraquece a esperança e a segurança no coração. Por isto também os crentes dessas igrejas acordam “salvos” e dormem “perdidos”, dependendo de se foram “corretos” ou não durante o dia. Essa perspectiva de “fé” nega os bens da Graça, que é favor imerecido.

2. O fato de você fumar torna seu conflito ainda maior. Afinal, você pensa, que crente sou eu que não consegue deixar esse “vício desgraçado”? Aí, então, o bicho pega, e a alma se condena até onde conseguir se condenar. Tem gente que até se auto-excluiu da vida eterna por causa de um Carlton. Já pensou?

Isto dito, vamos falar um pouco de seu “cigarro”.

Minha querida, seu cigarro faz apenas dois males—e são importantes, mas não tocam áreas essenciais da vida, pois não tocam o seu coração.

1. É uma desgraça para a sua saúde, especialmente seu pulmão e coração (físico). Sem falar na pele, dentes, e em outras áreas físicas que são afetadas pelo fumo.

2. Diminui sua liberdade, e aumenta sua ansiedade. Diminuiu sua liberdade porque há inúmeros lugares onde você não pode e ou não deve fumar. Aumenta a ansiedade porque a pessoa fica louca para chegar a um “lugar livre” a fim de acender um cigarrinho.

Mas os males desse negócio ficam aí, restritos a essas áreas. O que entra pela boca pode até fazer mal ao corpo, mas não afeta o homem, pois não chega ao espírito-coração, conforme Jesus, em Marcos 7.

O pior problema de um fumante cristão é o julgamento da igreja.

Eu não sei porque, mas no meio evangélico o cara pode bater na mulher, espancar os filhos, mentir inveteradamente, ser cheio de orgulho e empáfia, ser arrogante e desonesto, maligno sem seus juízos, e sem compaixão, que estará tudo bem se ele não fumar, e tiver o descaramento de acusar quem fuma.

O cigarro é o monstro diabólico que “desvia” uma quantidade enorme de pessoas da igreja.

Encontro todos os dias pessoas que dizem que não ficaram na igreja porque não conseguiram parar de fumar. Trata-se, portanto, de mais uma doutrina dos escribas e fariseus, mais uma maldade da religião contra a graça de nosso Deus.

Você pode imaginar Jesus deixando alguém de fora de qualquer coisa por causa de cigarro?

Você sabia que nos dias de Jesus já se fumava? Não era esse tipo de cigarro que se fuma aqui no ocidente, mas já havia outras formas de uso de aparatos destinados à distração, coisas semelhantes aos cachimbos, só que bem grandes.

Se você for hoje a muitos países e visitar muitas igrejas, você encontrará amados irmãos, santos e abençoados, puxando seu cachimbo ou cigarro após o culto e fumando em comunhão.

É recomendável? É claro que não! mas apenas por questões de saúde e de liberdade psicológica quanto a não se sentir premido por nada. No mais, é apenas mais uma Lei dos Homens, e mais um instrumento do diabo, usado pelos crentes, a fim de impedir a muitos de entrarem no Reino.

Minha irmã, assumo a responsabilidade espiritual, diante de Deus, se porventura o que lhe disse não for a verdade!

E mais: não deixe de ler a Palavra, nem de orar, nem de ir a igreja, e nem de fazer discípulos.

Se o critério para fazer discípulos de Jesus fosse o de que o discipulador já houvesse se tornado liberto de todo o mal, não haveria ninguém que pudesse abrir a boca!

O argumento é o que o corpo é o templo do Espírito. E é mesmo. Mas o “corpo” é a totalidade do ser, e nessa totalidade o pulmão e a barriga são partes insignificantes, o que mais conta no “corpo-totalidade-física-do-ser” é a mente. Ou você acha que o Espírito está preocupado com o tamanho da barriga de alguém?

A usar-se o critério do corpo-corpo todos os crentes estariam perdidos, pois, em poucos lugares o corpo é tão mal tratado como na visão evangélica do corpo.

Tiago não diz que é a fumaça que sai da boca aquilo que destrói a cerreira humana, mas sim as palavras que a língua produz. Portanto, se você quiser cuidar do que sai da sua boca, antes de se preocupar com a fumaça, preocupe-se com sua língua, e com as palavras que dela procedem.

Será bom você parar de fumar por causa de sua saúde, mas não para entrar no reino, ter dons, ou ser mais santa.

Tem gente que não fuma cigarro, mas fuma a alma do próximo o dia todo.

Receba meu carinho.

Nele, que não apaga o fogo de nenhum lamparina,

Caio

www.caiofabio.com

As pedradas de um severo

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Posted on 14th março 2010 by Roberto in Cartas

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Severo: não envio nada “undisclosed”.

Aqui neste site só tratamos de conteúdos, nunca nomeando pessoas.

Mas há um princípio: o que se anuncia no interior da casa–undisclosed–, será publicado no site.

Trate de meus pensamentos à vontade, mas faça-o com honestidade e não de má fé. E trate a mim e todos, como todos aqui estão sendo tratados: com respeito e privacidade.

Aqui está a sua carta—que você enviou para uma seleta e “undisclosed” mala direta. Você não se deu nem ao trabalho de me perguntar. Preferiu julgar o que quis, usar a “língua virtual” para pronunciar juízos; e, apenas por esta razão é que você está recebendo de mim um resposta pública. Com certeza nem um pouco severa e imprópria quanto foi a sua acusação.
Está na hora de crente aprender a ser Homem.
Antes da Questão Gay vem a Questão Homem.
Ainda nem aprendemos a ser homens, estamos querendo discutir o quê?

Caio
***************************************************
Um amigo me mandou:
Caio:

Olha só o cara abaixo te metendo o pau…rs…
Um tal de Julio Severo (mais embaixo).
Em primeiro plano o cara rjustino@urbi.com.br que não sei quem é comenta….

Beijo!

Robson
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—– Original Message —–
From: RAJ
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Friday, November 14, 2003 1:18 AM
Subject: Spam Alert: Fw: Caio Fábio e o homossexualismo

Tenho uma fita gravada com o Caio Fábio entrevistando pessoas que deixaram a homossexualidade, mas agora ele declara  que desconhece conhecer quem tenha mudado.
Foi ele quem criou o termo “Complexo de Gabriela” para aqueles que pensam que nasceram assim, cresceram assim e  vão ser sempre assim… E agora …
Vejam a mensagem que recebi abaixo:

—– Original Message —–
From: Julio Severo
Sent: Sunday, November 09, 2003 4:41 PM
Subject: Caio Fábio e o homossexualismo

Estimados irmãos

Enquanto vemos muitos veículos evangélicos de comunicação procurando restaurar Caio Fábio à sua posição de “conselheiro” e “opinador importante”, veja a posição dele com relação ao homossexualismo. No texto abaixo, há a mensagem de uma jovem pedindo conselho e, logo em seguida, está o “conselho” do Caio. Sua filosofia doce e delicada envolve o leitor de tal maneira que chega a camuflar o estado em que está a sua ética cristã. Extraí o texto do site pessoal do Caio.

Julio Severo
Autor de O Movimento Homossexual
(Editora Betânia)

—–Original Message—–
From: ACHO QUE ESTOU GOSTANDO DE UM HOMEM GAY
Sent: domingo, 24 de agosto de 2003 15:44
To: contato@caiofabio.com
Subject: O QUE VOCÊ ME DIZ?


Mensagem:

Boa tarde, Rev. Caio Fábio.

Antes de qualquer palavra, gostaria de lhe dizer que fiquei muito feliz ao visitar seu site e ter lido várias reflexões suas, tenho sido muito edificada.
Acredito, fazer parte daquelas pessoas que tem se cansado da igreja, mas nunca deixou ser igreja.
Sabe, tenho enfrentado um conflito dentro de mim, e já faz algum tempo que sinto a necessidade de compartilhar com alguém que possa me dizer algo verdadeiro sobre o assunto.
Acredito, sinceramente, que você é essa pessoa que pode me orientar.
Estou me envolvendo com um jovem evangélico. Ele tem muito conhecimento da Palavra, prega muito bem. Temos uma amizade muito gostosa.
Só que já tivemos alguns momentos de intimidade também.
De todos os rapazes com quem já me envolvi, ele é com quem mais me identifiquei.
É alguém com quem me sinto à vontade para ser eu mesma e compartilhar meus conflitos.
Existe tanta cumplicidade entre nós que passamos cerca de três horas conversando ao telefone sem percebermos o tempo passar… Mas existe um fator que tem me assustado muito: é que acredito que ele enfrenta uma crise de identidade sexual.
Talvez você esteja se perguntando: “Se são tão cúmplices por que ela não compartilha isso com ele?”
Ainda pretendo fazê-lo, no momento certo. Pois deve concordar comigo que esse é um assunto um tanto delicado, que se não souber tratá-lo, posso afastá-lo de vez.
Além do mais, ainda não tenho certeza, mas já estou me adiantando e te pedindo orientação, porque se eu constatar o fato, vou ter que mencioná-lo, mas tenho que estar preparada para isso, pois sou um pouco leiga nesse assunto e ainda tenho muitas dúvidas.
Uma delas é: Será possível ser feliz com alguém assim?
Será que Deus cura plenamente alguém que sente atração por uma pessoa do mesmo sexo?
Gostaria que me escrevesse me dizendo o que realmente pensa sobre esse assunto.
Como gosto muito dele, prefiro acreditar que sim. Mas ao mesmo tempo não quero construir castelos de areia, ou viver iludida.
Então, por favor, me escreva me dizendo aquilo que eu preciso saber.
Espero ansiosamente,
*************************
Resposta:
Minha querida amiga: Luz e Sabedoria!

Você acredita que um homem que goste de mulher poderá deixar de fazê-lo por alguma mudança nesta vida?
O que consigo ver é a pessoa—o homem—conseguindo se equilibrar, sublimando seus desejos, re-orientando suas energias e transformando-as em outras formas de expressão; ou até fazendo supressão definitiva de qualquer contato com mulheres, isso se não encontrar alguém a quem ame e com quem se case—mas não consigo vê-lo se assexuando na sua inclinação.

Se é assim com heterossexuais, é assim também com  homossexuais!

Os únicos homossexuais que eu já vi serem “curados” são os que nunca foram.

Esses são aqueles que experimentaram o homossexualismo como “prática” por terem tido sua “iniciação” sexual desse modo.

Mas, de fato, não o eram. Tinham ficado apenas “viciados” naquele tipo de experiência.

A bi-sexualidade, para mim, é pior do que a homossexualidade.

Digo isto pelo mal que faz ao “bi” e pelo mal que causa aos “parceiros”, homens e mulheres.

Conheço uma quantidade enorme de “bi” dentro da igreja.

Casaram-se e tiveram filhos apenas para poderem ter a devida camuflagem para fazer o que gostam dento do armário.

De fato, quando uma pessoa nasce com a inclinação homossexual—digo a você: ela pode até se educar espiritualmente para não praticar—, ela carregará aquela semente na alma para sempre.

Eu não tenho dúvida de que em muito breve ficará definitivamente provado—já se caminha com muita rapidez para isso—que a homossexualidade tem como fator preponderante a genética.

Há pessoas homossexuais que nunca praticaram um único ato homossexual, mas nem por causa disso deixaram de ser.

São os eunucos por amor ao Reino de Deus.
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[Julio Severo comenta: esse raciocínio de Caio e exatamente igual ao do Luiz Mott, líder gay brasileiro!]—comenta o Acusador.
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Imagino que a tarefa de um ser humano homossexual e que tem que se casar a fim de manter a fachada seja horrível.

Se eu fosse você, em sendo fato a inclinação dele, não entraria nessa.

Não tem nada a ver com preconceito. Mas apenas com saúde psicológica, sua e dele.

Muitas vezes o cristão gay casa com uma mulher legal, e quem a demanda sexual não seja pesada, e com quem tenha muita amizade.

Gays são ótimos amigos. Sei disso porque sempre tive amigos gays. Alguns, com o passar do tempo, pararam; viraram titias e titios, mas não deixaram de ser quem são: homossexuais não praticantes!

Conheço gays cristãos que adoram, inclusive, aparecer com mulheres em eventos, festas, restaurantes e na igreja—mesmo que nem sempre esteja “rolando” nada entre eles—a fim de darem uma “circulada” do tipo: “estou limpando a barra.”

É uma pena que não haja liberdade para as pessoas dizerem quem são.

Creio, de todo o coração, que esse silencio sobre a questão só piora as coisas.

Quem é, e é cristão, ou fica neurótico ou mergulha na promiscuidade camuflada—sempre parceiros diferentes para que ninguém flagre um “relacionamento”—, e assim só adoecem suas almas.

Quem não é, mas ficou viciado na prática—em geral na infância—acaba ficando definitivamente viciado e depois se entrega ao vício como vocação, porque não teve a chance de tratar a questão na luz; ou seja: de modo manifesto.

Tudo o que se manifesta é luz!

Portanto, se seu negócio é casar, não faça isto nem a você e nem a ele.

Vejo até alguns gays de casando com mulheres no “tempo da delicadeza”. Nesse caso, é um casamento de amizade, de companhia e para cuidarem um do outro na velhice—mas já não há sexo envolvido na questão.

Diante do pouco que você me disse, esse é o pouco que posso lhe falar.

Receba meu beijo.

Nele,
Caio
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AGORA VEM A MINHA RESPOSTA AO SENHOR SEVERO:
Prezado SEVERO: se é que há tal coisa!

Minha opinião sobre o assunto é esta mesma.

É uma pena que não haja liberdade para as pessoas dizerem quem são–pois somente a verdade liberta da ilusão de quem não se é. E Deus trabalha na verdade.

Tenho a mesma opinião faz muito tempo. Desde o tempo em que todos me “admiravam”.

Veja a ironia: todos se dizendo abençoados, e eu sendo exatamente quem sou hoje–crendo nas mesmas coisas–e não caía o pedaço de ninguém.

Meu querido: quem tem ouvidos para ouvir, ouça; quem tem olhos para ler, leia; e quem tem coração para discernir, que discirna!

Mas estou dizendo as mesmas coisas. Sabe qual é a diferença?

AQUILO QUE EU DIZIA NO INTERIOR DA CASA, ACONSELHANDO, HOJE GRITO DA VARANDA VIRTUAL, E DEIXO DOCUMENTADO!

Já entrevistei gays que se converteram, sim. Algumas vezes.

Infelizmente, não conheço até hoje praticamente nenhum que não me tenha procurado depois para me falar de como vivem caindo sempre outra vez.

“Mato um leão por dia”—é frase que mais ouço.

Isto sem falar nos inúmeros, que nunca entrevistei, e que comigo conversam há anos—não é de hoje—, e que vivem de tombo em tombo, de queda em queda, sempre ficando mais adoecidos.

Se você foi gay e ficou completamente restaurado, meu amado, diante de Deus, folgo e me regozijo. E, portanto, creia em sua própria mudança e não fique “nervoso”.

Se conhece pessoas que viveram a mesma experiência de total libertação não apenas do “comportamento”, mas também da inclinação latente; manifestar-me-ei com a mesma alegria. Deus sabe!

Eu sou pela vida, e creio que ninguém é feliz quando não vive o mais próximo possível do ideal de Deus na criação: Ele criou homem e mulher; macho e fêmea. Este site está repleto dessa afirmação.

Nunca conheci um gay completamente feliz.

Assim como nunca conheci um heterossexual “galinha” e “mulherengo” que seja feliz.

Ninguém viola o principio original ou existe fora dele—e vive sem as conseqüências.

Digo isto, não como quem não crê em conversão. Você sabe que eu creio mais do que você. Chego a crer até na conversão de fariseus!

É por isso que me afadigo pregando a Palavra!
Sobre se converter e não ter tudo ainda mudado na vida; pelo amor de Deus, se ENXERGUE!

Você é ainda um monte de coisas ruins a serem convertidas; ou você pensa que parar um ou dois comportamentos significam uma conversão?

O que dizer de sua “insegurança” sobre o tema?
O que dizer desse seu coração raivoso?
O que dizer de seus tons irritados?
O que dizer de sua inveja dissimulada?
O que dizer do desconforto que você está tendo com o fato de que as pessoas me ouvem mesmo, e me levam à sério mesmo?
O que dizer desse incômodo acerca de que minhas opiniões sejam buscadas?
O que dizer dessa preocupação com a “mídia” desejar me ouvir?

Desde quando isso é novo?

Você mesmo confessa que tem fitas minhas em casa!

Ou você não está nem aí para o que eu digo e penso?

Se é assim, faça como eu: não sei quem é você. Se você tivesse um site eu nem saberia; e jamais o visitaria para saber o que você pensa.

Sua carta, meu amado severo, não é sobre homossexualismo, mas é sobre você mesmo.

E como ela entrega você!

Sobre os gays e homossexuais, vejo-os sofrendo por não conseguirem ser quem gostariam de ser: seres humanos normais, vivendo de modo liberto e feliz—como qualquer outro ser humano.

Você não tem a menor idéia da quantidade enorme de gays praticantes que deixaram a pratica homossexual em razão de terem tido contato com a Graça de Deus, conforme eu sempre cri e preguei.

Mesmo nunca tendo me dedicado à questão gay e nem da conversão de gays, sei—e o país inteiro também—, que todos os ministérios de ajuda a gays que existem no Brasil, somados, não realizaram o benefício de conversão e pacificação que Deus, por sua Graça, realizou nas vidas de milhares de sofredores dessa angustia por meu intermédio.

Se minha opinião lhe fez mal, sinceramente, sinto muito.

Eu creio, por isso falo.

E aqui não há nenhum tentativa de nada, a não ser a de ser verdadeiro com o que vejo, sei, e, sobretudo, creio.

Não sou candidato a nada. E não tenho barganhas a fazer.

Esse é o problema.

Estou livre para dizer aquilo que vejo como sendo verdade e realidade.

Mas não tente associar a “movimentos” e nem a “raciocínios”. Os meus são somente meus. E vivo com as conseqüências.

Minhas convicções essenciais são outras.

Creio na Graça de Deus, na misericórdia, e na justificação pela fé em Jesus. É a este mister que dedico minha existência.

Jesus é o único Evangelho que conheço e prego.

E duvido que qualquer pessoa coerente que leia o Evangelho tenha dúvidas acerca de que conteúdos se assemelham mais à Boa Nova de Jesus: se minha certeza de que mesmo aquilo que não se pode mudar na natureza, pode, ainda assim, ser objeto de pacificação e perdão? Ou a sua posição, que afirma a obrigatoriedade desse milagre de conversão de impulso sexual como evidencia da salvação?

Ora, severo amado, todo mundo sabe que esse seu discurso apenas oprime e afasta ainda mais as pessoas da verdade, e da possibilidade de que em vindo a se encarar em Cristo, possa crescer para uma pacificação de alma que desinstale suas compulsões!

Meu amigo severo: faz mais de 1700 anos esse discurso vem sendo propalado, e as conseqüências estão aí: uma igreja adoecida e tarada.

Não me julgue!
Meu juiz é o Senhor!
Não brinque com coisa séria.
Deus está vendo.
Não estou aqui brincando.
Cuide, pois quem nos julga é o Senhor.

Sei que você carrega “severo” no nome.
Não viva para encarnar seu nome, pois, severo é Deus, e só Ele pode sê-lo, pois também somente Ele é justo e vê os segredos dos corações.

Gostaria de ver você levantar-se em minha presença com a mesma ousadia. Pela Internet todos os bobos ficam sábios e todos os covardes ficam corajosos.

O que digo aqui, digo na presença de qualquer um. E me agradaria, não estar mandando esse e-mail para você, mas olhando dentro de seus olhos, a fim de discernir melhor quem você é. Não para julgá-lo. Apenas para entendê-lo um pouco melhor.

Nele, que é a Luz,
Caio

www.caiofabio.net

Tem gente que nasce gay?

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Posted on 5th março 2010 by Roberto in Cartas

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Us, Drying

Rev. Caio Fábio,

Primeiramente gostaria de dizer que sou apaixonado pelo modo que você escreve e que fala acerca do evangelho, e tenho acompanhado isto aqui no site, o que tem sido ótimo para mim e para os que me rodeiam.

O motivo pelo qual te escrevo é referente à carta na qual a moça “lésbica filha de pastor” pede a sua ajuda.

Eu concordo que a “igreja” deveria ser local de acolhimento e expressão do amor do Pai, e que nenhum homossexual deveria ser discriminado dentro da “igreja”, visto que todos nós pecamos e somos totalmente dependentes da graça de Deus e estaremos sempre sendo transformados.

Mas uma coisa me deixou com muitas indagações, é quando você fala sobre os homossexuais que já nascem neste estado, eu até hoje não acreditava nesta hipótese, visto que Deus criou homem e mulher para se relacionarem, sendo isto o natural, daí como pode uma pessoa nascer gay?

Seria algo contra a natureza das coisas, por isso acho isso muito confuso. Por que não vemos este tipo de “anomalia” entre os animais?

Agora como já disse acima, eu não concordo com discriminação e até mesmo pressão sobre a pessoa homossexual na “igreja”, pois devemos confiar na graça, pois existem coisas que são realmente difíceis de deixarmos, e às vezes nunca deixamos, já que somos de natureza pecaminosa.

Os homossexuais não devem esforçar-se para sair deste estado?

Abraços de quem muito admira o seu trabalho,

Luciano Costa


Amado Luciano: Graça e Paz!

Conforme eu disse à moça que me escreveu, se nós fôssemos reunir um congresso de filhos de apóstolos, bispos, pastores, mestres, presbíteros, diáconos — sem falar em muitos dos próprios pais, muitos deles casados, porém gays também, matando um leão por dia para dar conta do recado —, nós, sem dúvida, teríamos que ir para um grande ginásio de esportes, ou até para um pequeno estádio, um “Maracanãzinho”, a fim de comportar apenas a moçada imediata.

Isto porque aproximadamente 15% da população se declara gay. Ora, está provado que os índices estatísticos da “igreja” (fenômeno humano e histórico), não são em nada diferentes dos do resto da sociedade, o que numa população de uns 30 milhões de evangélicos faria com que uns 3 milhões de evangélicos sejam gays; gays enrustidos, trancados no armário pastoral; ou, muitas vezes, se promiscuindo mais que qualquer promíscuo, pois, não podendo se abrir, a pessoa acaba “fugindo” para encontrar gays, e, nesse caso, acham apenas os gays-pra-consumo, nas boates ou na internet; e, assim, escondem quem são na “igreja”, enquanto, em razão disso, vão se tornando os gays mais descontrolados da praça.

Assim, mais uma vez, a fim de coar o mosquito, manda-se o cara para uma dieta de camelos contaminados.

Tenho dito repetidas vezes neste site que conheço aqueles que nasceram gays (esses são gays de fato); os que foram feitos homossexuais (em geral são vítimas de sexo homossexual com gente mais velha na infância; e vicia, como qualquer outra coisa; posto que o primeiro estímulo erótico objetivo veio de uma relação homossexual, o que, muitas vezes, “fixa” o padrão das pulsões da pessoa naquela área); e os que se fizeram gays (normalmente nem gays são, mas, por razões distintas, “optaram” por aquela inclinação ou desejo mesmo).

Nesses três casos, o primeiro é de natureza “humanamente imutável”, tão imutável quanto as chances que eu teria de me tornar gay: nenhuma. Já na segunda perspectiva, a situação é reversível, não sem muito trabalho e esforço psicoterapêutico; tudo dependendo, é claro, da vontade que a pessoa tenha ou não de enfrentar a si mesma, na forma do vicio que se instalou. De fato, em geral, esses são os mais culpados, pois sabem que não nasceram gays, mas ficaram viciados no sexo por essa via. E, por último, há os que “optaram”, a maioria dos quais por escolha de prazer e por privilegiarem as sensações do sexo chamado “invertido”.

Ora, as duas últimas categorias (desculpe chamar de “categoria”, não há nada além de terminologia aqui) são reversíveis, isso quando a pessoa deseja muito que tal aconteça, mas, como disse, nunca sem muita luta.

Entretanto, esses dois últimos grupos, em geral, não querem “relacionamentos”, mas apenas sexo; posto que somente os gays-gays se apaixonam mesmo.

Portanto, para mim, depois de anos de observação e milhares de conversas, concluí que no geral somente os que nasceram gays se apaixonam e querem ter uma relação única, estável e monogâmica com o seu parceiro(a). Os demais, também em geral, querem apenas a transa. Daí haver sempre muito mais promiscuidade relacionada a esses dois grupos. Isso porque os gays-gays, mais do que sexo, eles querem é afeto, só que o único tipo de afeto que os inspira é de natureza homossexual.

Portanto, acredito na condição irreversível de gays-gays (a menos que haja um milagre que até hoje não vi). Mas creio na reversibilidade dos gays-feitos-gay e na daqueles que gostam de transadas gays apenas por diversão, mas que foi ficando algo fixo.

No primeiro caso, parar só se for por uma escolha de natureza celibatária, como muitos considerados “santos” o fizeram (embora Deus saiba suas lutas). Nesse caso, não há mais sexo, embora a sexualidade continue homossexual para sempre.

Já nos dois últimos casos, somente um forte desejo de reversão, e que não deve ser motivado por culpa moral, mas por identificação da verdade interior como sendo outra, a qual a pessoa precisa reconhecer como tendo sido desfigurada pelas más esculturas que se fez na alma, ou que se permitiu que fossem feitas na matéria da alma.

Você disse que eu falei que em alguns casos não se trata de uma opção. E é verdade, conforme acabo de admitir mais uma vez acima.

Como você me acompanha aqui no site, já deve saber que minha questão é outra, visto que não fui chamado para fazer reversões sexuais impossíveis, e nem tampouco enganar as pessoas vendendo tal mentira e impossibilidade. No entanto, como meu interesse é em saúde humana, psicológica e espiritual, sempre que ouço que alguém é gay, mas também gosta ou já gostou do oposto, então, minha consciência manda que tal pessoa busque mais fundo a verdade dentro de sua alma; e isso não por questões morais ou de danação eterna, mas sim em razão de que a vida abundante em Cristo só é possível quando a pessoa, em verdade, diante Dele, abraça quem ela própria é; deixando-se, daí para frente, conduzir pela Graça que põe tudo e todos em seus próprios lugares interiores.

Mas quando as pulsões sexuais são da mesma natureza consistente a vida toda, não há dúvida que tal pessoa é quem sente ser; e nada há a fazer a esse respeito, a não ser abraçar a alma com respeito, dignidade, reverencia, e amor próprio; levando todo o ser à presença da Luz, para, então, aprender a crescer na paz.

Creio que Deus quer que as pessoas sejam quem são no melhor do que elas podem ser, no conjunto de possibilidades que cada um tem e vive.

Quanto a ser gay e ser de Jesus, uma coisa nada tem a ver com a outra; e no dia da Luz, quando os segredos dos corações se abrirem, eu estarei lá, e verei o quão perversos os “irmãos” foram com quem não teve a ventura natural de nascer gostando do que todos nasceram para gostar, embora haja anomalias na constituição da alma de alguns.

A Bíblia condena na Lei um homem deitar com outro homem, assim como condena deitar com a tia, a prima, a parenta chegada, o cachorro, a vaca, a cabritinha, etc… Assim como também proíbe um monte de outras coisas, todas no mesmo contexto, variando apenas as “penas”, que poderiam ser de natureza apenas purificatória, passando pelo exílio, e podendo chegar ao apedrejamento.

No Novo Testamento há algumas denúncias feitas aos efeminados e homossexuais, do mesmo modo que há contra os fofoqueiros, os facciosos, os inafetivos, os mentirosos, os feiticeiros, os falsos profetas, e os hipócritas. Ora, todas essas coisas, se absolutizadas como comportamentos e atitudes irredimíveis, colocam, virtualmente, todos sob condenação (até porque as listas são bem mais extensas, e vão de coisas comportamentais a realidades apenas interiores, como o espírito faccioso e inafetivo: “sem afeição natural pelos pais”, por exemplo).

Portanto, duas coisas devem ser ditas:

1. Todos pecaram, e todos, igualmente, carecem da glória de Deus. E isto é absoluto.

2. As referências que Paulo faz em Romanos 1 às praticas romanas não podem e não devem ser aplicadas ao contexto do homossexual, mas apenas do “homossexualismo”, o qual, mais do que uma condição constitutiva (muitas vezes nem é), é uma escolha pela “putaria”, pela suruba, pela orgia, pelo bacanal (Baco), pela glutonaria, pelos swings, pela troca de casais, e por um estilo de existência no qual Sodoma e Gomorra haviam se tornado um “jardim da infância”. Acho uma perversidade fazer da análise “conjuntural” que Paulo fez de uma situação que se instalara como ideologia da perversão social e global, e aplicarem isto a um indivíduo simples, que não deseja a corrupção, nem ama a promiscuidade, desejando apenas um lugar ao sol.

Eu, todavia, creio que a Igreja tem que ser como uma Família cheia do Amor de Deus.

Nesse caso, pessoalmente, levando em consideração que o Projeto do Principio (Gênesis) tem a ver com a união de macho e fêmea, homem e mulher, julgo que a liderança da comunidade deve manter tal referência, embora, na igreja, deva haver lugar e espaço para todos, até porque não é papel da igreja se meter na vida de ninguém que não tenha pedido opinião, desejando apenas estar no lugar e ouvir a Palavra, como qualquer outro ser humano.

A Igreja não é o Espírito Santo, não é o Pai, nem o Filho, e nem a representante do Juízo de Deus na Terra; sendo seu chamado apenas para ser a proclamadora da Boa Nova de que Deus já se reconciliou com o mundo, em Cristo.

Seja qual for o caminho de Deus para a vida humana, saiba: Ele nunca acontecerá em nenhum chão que não seja Verdade.

Agora vamos às suas perguntas:

1. Uma coisa me deixou com muitas indagações, é quando você fala sobre os homossexuais que já nascem neste estado, eu até hoje não acreditava nesta hipótese, visto que Deus criou homem e mulher para se relacionarem, sendo isto o natural, daí como pode uma pessoa nascer gay?

Resposta:

Conforme já respondi acima, tais casos acontecem em várias perspectivas; há aqueles que carregam distúrbios hormonais desde sempre; há aqueles que nasceram com anomalias genéticas e até físicas, sexualmente falando (como hermafroditas); há aqueles que nasceram com um “aparelho psíquico” invertido, conforme inúmeras demonstrações. Eu mesmo acompanhei meninos que nasceram “psicologicamente meninas” desde sempre. E como já ilustrei muito este tema aqui, pedirei a você que leia tais respostas, posto que eu mesmo acho que já dei minha cota de opinião e esclarecimento acerca do assunto, conforme meu entendimento sincero.

2. Seria algo contra a natureza das coisas, por isso acho isso muito confuso. Por que não vemos este tipo de “anomalia” entre os animais?

Resposta:

O mundo animal não só está cheio de relações homossexuais, como também está cheio de seres mutantes, os quais mudam de sexo ou são andrógenos, sem falar que há criaturas que mudam de sexo conforme a necessidade ambiental.

Golfinhos e outros animais (especialmente mamíferos) praticam relações homossexuais com total naturalidade e com mais freqüência do que praticam as relações heterossexuais; as quais, quase sempre, só acontecem quando as fêmeas estão dispostas ao acasalamento. Do contrário, uma vez passada a “estação da procriação”, as fêmeas seguem juntas — com muita troca de carinho entre elas, enquanto cuidam dos filhos — e os machos prosseguem viagem, praticando sexo uns com os outros mar afora, até o tempo de encontrarem as fêmeas para procriar outra vez. Aqui, todavia, não “justifico” nada; mas apenas digo a você que a natureza está cheia de exemplos, ao contrário do que você disse.

Ora, o mesmo se pode dizer de muitos outros animais. Todavia, macacos são os mais frenéticos nessa liberdade; e diversas espécies vivem naturalmente esse tipo de coisa.

O que eu particularmente noto é que quanto mais “mamífera” é a espécie, mais comum é a homossexualidade.

O conceito de “anomalia” é algo muito moral para nós humanos. Veja: os leprosos já foram os grandes doentes físicos que carregaram o estigma moral de algo que nada mais era que “anomalia”, do ponto de vista médico. Mas até que isto ficasse claro (há poucas décadas), os leprosos continuavam a ser os amaldiçoados “leprosos”.

Até a “cegueira de nascença” foi interpretada como uma “anomalia” de natureza “moral”: “Quem pecou?” (Jo 9).

A resposta de Jesus diz que as “anomalias” são coisas “particulares”. Ou seja: Ele não nos deu uma “teologia do anômalo”, mas apenas disse que “naquele caso” aquilo tinha um propósito para o homem, não para a sociedade julgadora. E o interessante é que Jesus sempre trata caso a caso, coisa a coisa, e não dá mandamentos acerca das “anomalias”, exatamente porque as “anomalias” são “particulares”; e, portanto, cada uma delas merece um trato direto, particular, pessoal, e não universal.

O problema é que alguém nascer com Síndrome de Down, ou com desordens de natureza genética, ou de qualquer outra forma, não choca tanto, pois não atinge a área sexual como função ou desejo invertido.

Há dois grandes tabus acerca de anomalias no meio cristão:

1. O tabu da doença mental ou da disfunção cerebral, neurológica ou psíquica.

2. O tabu das anomalias sexuais, as quais são sempre vistas como se via o antigo “leproso”.

Homem e mulher foram feitos um para o outro, e esse é o ideal de Deus para a vida humana.

No entanto, há homens que nascem desejando uma mulher, mas o pênis é anômalo (pequeno ou monstruosamente grande); há aqueles que querem casar, mas são doentes fisicamente; e há aqueles que desejam se unir a alguém, mas, por um grave defeito físico, acabam sozinhos. O que é isso? Não é anomalia? Não está presente na natureza?

Ora, este mundo é caído; e, nele, crescem “cardos e abrolhos” (conforme o Gênesis), o que é uma simbolização das mutações e das anomalias que invadiriam a vida no “Jardim” que um dia a Terra foi.

Meu irmão, minha consciência em Cristo me manda crer como creio e dizer o que digo; posto que sei que num mundo caído, o principio é o seguinte:

Foste chamado livre, não te tornes escravo de ninguém; foste chamado sendo escravo, aproveita a oportunidade da libertação se ela vier. Mas se não vier, faze o melhor que tu puderes da vida que tu tens. Cada um ande conforme foi chamado!

Esta é a síntese do que Paulo ensina em I Coríntios 7.

O mesmo se vê quando Paulo anuncia o ideal em Cristo de que não há mais sexismos (homem e mulher), nem mais etnicismos (judeu, grego, bárbaro, cita, etc…), nem carmas sociais e econômicos (escravo ou livre); posto que em Cristo, todos são Um. No entanto, mesmo crendo assim, Paulo faz “gestão do mundo real”, visto que o ideal não chegou como real ainda; de tal modo, que se deve buscar o ideal, mas, enquanto isto, deve-se fazer gestão sábia do mundo real, onde pessoas reais, com situações reais, existem, vivem, sofrem; e, muitas vezes, estão totalmente presas, e sem alternativas que lhes sejam divisadas.

Desse modo, mesmo crendo que não deveria haver sexismo, etnicismos, ou carmas sociais e econômicos, Paulo recomenda que os “senhores” tratem bem os “escravos”; que os “escravos” trabalhem de coração servindo a seus “donos”; que os “diferentes etnicamente” se aceitem; e que as mulheres não sejam escandalosas no exercício da liberdade que em Cristo já “tinham” (naqueles dias), mas que não era ainda algo assimilado como “costume social” — Paulo usa essa palavra: costume; em I Coríntios de 10 a 14.

Ora, é também por essa razão que ele manda que os bispos sejam maridos de uma só mulher. E por quê? Ora, nas sociedades onde ele pregava, havia muita gente vivendo e possuindo não só mais de uma mulher, mas, também, mais de uma família. Então, o que ele faz? Ora, ele acolhe tais pessoas, conforme vêm, porém, recomenda que a liderança da igreja aponte na direção do ideal monogâmico da Escritura; daí, quem já veio com o problema, mas foi “chamado” pela Graça assim mesmo, que seja acolhido; porém, como suas vidas já estão marcadas por uma situação não ideal e, todavia, irreversível, Paulo então recomenda que do meio de tais contradições a liderança não seja escolhida; e isto apenas porque a verdadeira Igreja acolhe quem vem e como vem, mas aponta o sentido ideal quando apenas escolhe para ser bispo aquele que é casado de modo monogâmico.

Esse é o espírito de Paulo no trato das “anomalias da existência”.

Dê graças a Deus que você não tem em casa um filho ou parente amado que nasceu gay (poderia ter sido cego de nascença). Isto porque, meu irmão, se isso lhe acontecer ou acontecesse, na mesma hora você entenderia sem hesitação o que eu estou dizendo; posto que somente os duros de coração, ou os que só vêem o problema de longe, em gente que nem existe para eles, é que pode achar que o modo de tratar a questão e acolher as pessoas pode ser diferente, e, ainda assim, ser conforme o espírito do Evangelho.

O que Jesus disse dos eunucos serve também para os gays: uns nascem, outros se fazem, e outros são feitos!

E que ninguém pense de mim nada além do que aqui digo.

Reconheço, no entanto, estudando a história, que há “surtos” de nascimentos gays, escolhas gays, e formações e condicionamentos gays de tempos em tempos na história humana; especialmente do ocidente.

Também creio que uma das razoes pelas quais há mais gays no ocidente do que no oriente, assim como há mais gays urbanos do que indígenas, revela que além de casos de “anomalias”, há, sobretudo, a favorabilidade do ambiente cristão ocidental, o qual, pela moral neurótica, e pela fixação também neurótica na questão sexual, acabou por se tornar no maior viveiro de gays da Terra; tanto de gays-gays, como também dos “produzidos”; e, sobretudo, dos que se entregaram à orgia; fato esse muito mais comum no ocidente cristão e sexualmente compulsivo do que em qualquer outro lugar da Terra.

Esta é minha opinião!

E faz tempo que vejo, observo, estudo, lido, e me apiedo de tais situações!

Espero lhe ter sido útil!

Receba meu carinho!

Nele, em Quem todos são filhos quando o amam como Pai,

Caio

O site do pastor Caio Fábio agora é www.caiofabio.net

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