Apocalipse para ser lido hoje

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Posted on 13th maio 2010 by Roberto in Devocionais

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Deixei os primeiros três capitulos de fora desta facilitação de leitura, pois daqui a uns dias pretendo comentar o texto que segue, e que compreende Apocalipse 4 ao final. Leia com um bom coração.

Caio

www.caiofabio.net

12 de novembro de 2008.

Lago Norte

Brasília

DF

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Depois das primeiras visões sobre as Igrejas da Ásia, eu, João, olhei outra vez, e eis que não somente havia um Portal Aberto no Céu, mas também ouvi a Primeira Voz que antes ouvira, no começo das Revelações, e que era como se uma trombeta falasse comigo, dizendo:

Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

Imediatamente, eu me achei em espírito em outro ambiente ou dimensão, e eis que vi, armado no céu, um Trono, e, no Trono, Alguém sentado; e esse Alguém que se acha assentado no Trono, era semelhante, no Seu aspecto, à pedra de jaspe e de sardônio.

[Era como uma aparência mineral indefinida!]

Ao redor do Trono, há um arco-íris que é semelhante a uma pedra de esmeralda.

[Como se o feixe do arco fosse de esmeralda densa, mas que carrega o arco-íris].

À volta do Trono há também vinte e quatro outros tronos, e, assentados neles, Vinte e Quatro Anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

Do Trono saem permanentemente relâmpagos, vozes e trovões; e, diante do Trono, ardem Sete Tochas de Fogo, que são os Sete Espíritos de Deus.

Há diante do Trono algo como um Mar de Vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do Trono e à volta do Trono, estão Quatro Seres Viventes, cheios de olhos na frente e nas costas.

O Primeiro Ser Vivente é semelhante a Leão, o Segundo, semelhante a Novilho, o Terceiro tem o rosto como de Homem, e o Quarto Ser Vivente é semelhante à Águia quando está voando.

[Assim era a aparência dos seres viventes!]

E os Quatro Seres Viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando:

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.

Quando esses Seres Viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no Trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os Vinte e Quatro Anciãos prostrar-se-ão diante Daquele que se encontra sentado no Trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:

Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas.

Vi, na mão direita Daquele que estava sentado no Trono, um Livro escrito por dentro e por fora, completamente lacrado com sete selos.

Vi, também, um Anjo Forte, que proclamava em grande voz:

Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?

Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém era digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo olhar para ele.

Diante disso eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo de olhar para ele.

Todavia, um dos Vinte e Quatro Anciãos me disse:

Pare de chorar; pois o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

Então, vi, no meio do Trono e dos Quatro Seres Viventes e entre os Vinte e Quatro Anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha Sete Chifres, bem como Sete Olhos, que são os Sete Espíritos de Deus enviados por toda a Terra.

Veio, pois, o Cordeiro e tomou o Livro da Redenção da Terra da mão direita Daquele que estava sentado no Trono!

Ora, quando Ele tomou o Livro da Redenção da Terra, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

Eles, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos, entoavam novo cântico, dizendo:

Digno és Tu, ó Cordeiro, de tomares o Livro da Redenção da Terra e de abrir-lhes os selos, porque somente Tu foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e, por isto, reinarão sobre a terra.

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do Trono, dos Seres Viventes, [que estão no meio do Trono e à volta dele], e dos Vinte e Quatro Anciãos, [que ficam assentados em tronos ao redor do Trono] — e a voz de anjos que eu ouvia, era de um número que passava milhões de milhões e milhares de milhares.

Ora, essas vozes de muitos anjos proclamavam em grande voz:

Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há — Sim! Vi que tudo o que existe dizia:

Àquele que está sentado no Trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.

E os Quatro Seres Viventes respondiam:

Amém!

Também os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se e adoraram.

Vi quando o Cordeiro abriu um dos Sete Selos que selavam o Livro da Redenção da Terra, o qual estava selado por dentro e por fora.

O Livro começou a ser aberto!

Assim, ouvi um dos Quatro Seres Viventes, o que se assemelha ao Leão, dizendo, como se fosse Voz de Trovão:

Vem!

Então eu vi, e eis que vinha um Cavalo Branco e o seu cavaleiro tinha um Arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.

Quando o Cordeiro abriu o Segundo Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi o Segundo Ser Vivente, o que é semelhante a Novilho, dizendo:

Vem!

E saiu outro Cavalo, Vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.

Quando o Cordeiro abriu o Terceiro Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi o Terceiro Ser Vivente, o que é semelhante ao Homem, dizendo:

Vem!

Então, vi, e eis que vi um Cavalo Preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos Quatro Seres Viventes dizendo:

Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.

Quando o Cordeiro abriu o Quarto Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi a voz do Quarto Ser Vivente, que é semelhante à Águia, dizendo:

Vem!

E olhei, e eis um Cavalo Amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo; e foi-lhes dada autoridade sobre ¼ da Terra, para matar pela guerra ou pela violência, pela fome, com a mortandade e por meio das criaturas hostis da Terra.

Quando o Cordeiro abriu o Quinto Selo do Livro Selado por dentro e por fora com Sete Selos, que o Livro da Redenção da Terra, vi, debaixo do Altar, no ambiente do Trono, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho de fé e consciência que sustentavam.

Esses cujas almas vi debaixo do Altar no lugar do Trono clamaram em grande voz, dizendo:

Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?

Então, a cada um deles foi dada uma vestimenta branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus companheiros de testemunho e o número de seus irmãos que iam ser mortos, como um dia igualmente eles haviam sido.

Vi quando o Cordeiro abriu o Sexto Selo, e aconteceu grande terremoto. O sol escureceu como se coberto por um saco de carvoeiro, a lua toda ficou como sangue, as estrelas do céu caíram pela Terra como uma mangueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus frutos maduros, e o céu recolheu-se como um antigo pergaminho quando era enrolado.

Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar na terra e no mar.

Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo homem escravizado e todo homem livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, em todos os abrigos profundos, e disseram aos montes e aos rochedos:

Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

Depois disto, vi Quatro Anjos em pé nos Quatro Cantos da Terra, conservando seguros os Quatro Ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.

Vi outro anjo que vinha do Nascente do Sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos que antes eu vira em pé nos Quatro Cantos da Terra, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo:

Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.

[Então foram selados os filhos de Israel, os que entre eles sustentaram o testemunho do Cordeiro representando aquele povo].

Ouvi o número dos que foram selados, que era 144 mil, de todas as tribos dos filhos de Israel:

Da tribo de Judá foram selados doze mil; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim foram selados doze mil.

Depois destas coisas, vi, e eis Grande Multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do Trono e diante do Cordeiro, vestidos com vestes brancas, com palmas em suas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo:

Ao nosso Deus, que se assenta no Trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.

[Sim! Pois os que são do Cordeiro dentre os filhos de Israel se podem contar — 144 mil —, mas os que dentre os povos são do Cordeiro são uma multidão que não se pode contar].

Vi que todos os anjos estavam de pé rodeando o Trono, ao redor do qual estão também os Vinte Quatro Anciãos e os Quatro Seres Viventes — e vi que ante o Trono todos os anjos se prostraram sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo:

Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!

Um dos Vinte e Quatro Anciãos tomou a palavra, dizendo-me:

Estes, que se vestem de vestes brancas, que são uma Grande Multidão, que carregam palmas em suas mãos, e que clamam dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no Trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação! quem são e donde vieram?

Eu, então, respondi ao ancião:

Meu Senhor, tu o sabes.

Ele, então, me disse:

São estes os que vêm da Grande Tribulação [antes anunciada], lavaram suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro, razão por que se acham diante do Trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e Aquele que se assenta no Trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, nem o sol os queimará mais, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do Trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

Quando o Cordeiro abriu o Sétimo Selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.

Então, vi os Sete Anjos que se acham em pé diante de Deus, os mesmos que no início tinham as Sete Trombetas e que prepararam-se para tocar.

Ora, veio outro anjo e ficou de pé junto ao Altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo junto com as orações de todos os santos sobre o Altar de ouro que se acha diante do Trono; e da mão desse anjo que estava junto ao Altar, subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.

E então o mesmo anjo que estava junto ao Altar tomou o incensário, encheu-o do fogo do Altar e o atirou à Terra.

E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto!

Então, os Sete Anjos que tinham as Sete Trombetas prepararam-se para tocar.

O Primeiro Anjo tocou a trombeta, e houve Saraiva e Fogo de mistura com Sangue, e foram atirados sobre a Terra. Então foi queimado 1/3 da Terra, e das árvores, e também toda erva verde.

O Segundo Anjo tocou a trombeta, e uma como que Grande Montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações.

O Terceiro Anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas uma Grande Estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram envenenadas e amargosas.

O Quarto Anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse tanto o dia como a noite.

Então, vi e ouvi uma Águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz:

Ai! Ai! Ai dos que moram na Terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!

O Quinto Anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na Terra. E foi dada à Estrela a chave do Poço do Abismo.

A Estrela abriu o poço do Abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos para a Terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da Terra, e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da Terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.

Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém.

Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles.

O aspecto geral dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; e tinham sobre eles, como seu rei, o Anjo do Abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.

O Primeiro Ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda Dois Ais.

O Sexto Anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos Quatro Ângulos do Altar de Ouro que se encontra na presença de Deus, dizendo ao Sexto Anjo, o mesmo que tem a trombeta:

Solta os Quatro Anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates.

Foram, então, soltos os Quatro Anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens. O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; ou seja: de 200 milhões; e eu ouvi o seu número.

Assim, nesta visão, vi os cavalos desses exércitos e vi que os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre.

Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da boca dos cavalos, foi morta a terça parte dos homens; pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano.

Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.

Vi outro Anjo Forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o seu rosto era como o sol, e as suas pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um Livrinho Aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os Sete Trovões as suas próprias vozes.

Logo que falaram os Sete Trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo:

Guarda em segredo as coisas que os Sete Trovões falaram e não as escrevas.

Então, o mesmo anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe:

Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do Sétimo Anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.

A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo:

Vai e toma o Livrinho que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o Livrinho.

Ele, então, me falou:

Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel.

Tomei o Livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo.

Então, me disseram [sobre o conteúdo do Livrinho]:

É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

Foi-me dado um Caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito:

Dispõe-te e mede o Santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram;     mas deixa de parte o átrio exterior do Santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, ou três anos e cinco meses, pisarão a Cidade Santa.

Nesse tempo darei às minhas Duas Testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.

Ora, as Duas Testemunhas são as Duas Oliveiras e os Dois Candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da Terra.

Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer.

As Duas Testemunhas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem.

Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, o Monstro que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, e o seu cadáver ficará estirado na praça da Grande Cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.

Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados.

Os que habitam sobre a terra se alegram por causa da morte deles, e, por isto, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a Terra.

Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as Duas Testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes:

Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram.

Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a 1/10ª parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.

Passou o Segundo Ai. Eis que, sem demora, vem o Terceiro Ai.

O Sétimo Anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.

E os Vinte e Quatro Anciãos que se encontram sentados no seu Trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo:

Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o Teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a Tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

Abriu-se, então, o Santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a Arca da Aliança no Seu Santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma Mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um Grande Dragão Vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.

A cauda do Dragão arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a Terra; e o Dragão se deteve em frente da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.

Nasceu-lhe, pois, um Filho Varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu Trono.

A Mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o Dragão. Também pelejaram o Dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles.

E foi expulso o Grande Dragão, a Antiga Serpente, que se chama Diabo e Satanás, o Sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos.

Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o Acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, venceram o Acusador por causa do Sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da Terra e do mar, pois o Diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.

Quando, pois, o Dragão se viu atirado para a Terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; e foram dadas à Mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da Serpente ou do Grande Dragão.

Então, a Serpente arrojou da sua boca, atrás da Mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.

A terra, porém, socorreu a Mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha arrojado de sua boca.

Irou-se o Dragão contra a Mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

E o Dragão se pôs em pé sobre a areia do mar!

E vi subir de um Mar de nações, povos e línguas um Monstro que tinha sete aliados e dez grandes outros poderes entre os homens. Os poderes aliados ao Monstro do Mar de Povos foram ungidos pela aceitação dos homens, e sobre as suas cabeças foram postos um nome de blasfêmia.

O Monstro que vi era semelhante a uma mistura de forças e poderes, como se fosse um ente parecido com um leopardo, mas com os pés como os de urso, a sua boca como a de leão…

[O Monstro é um mix de forças e poderes de naturezas distintas. O Monstro é um hibrido!]

E a Serpente deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

Então vi uma das suas cabeças de poder como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após do monstro.

[Pois a cura do Monstro foi celebrada com alegria e admiração entre muitos povos. Pois o mundo amava o Monstro].

E, [assim, por este modo], adoraram a Serpente, que deu ao Monstro o seu poder!

Também adoraram ao Monstro, dizendo:

Quem é semelhante ao nosso Monstro? Quem poderá batalhar contra ele?

[Assim, o Monstro torna-se objeto de toda admiração e fascínio].

E foi dado ao Monstro o poder de falar ao mundo, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por [pouco tempo, algo como se fora] quarenta e dois meses, [ou como três anos e cinco meses].

E, então, o Monstro abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e o seu testemunho, e também contra os que são os habitantes dos céus.

[O Monstro se tornou supremo sobre tudo. A Terra queria ouvi-lo! Os céus têm que calar!]

E foi concedido ao Monstro fazer guerra aos separados para Deus, e vencê-los; e, assim, deu-se ao Monstro poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.

[O Monstro surge do Mar de nações, e, por essas mesmas nações que a ele associam-se, é feito a Referencia de todos os humanos].

E, por isto, as nações adoraram ao Monstro; todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Se alguém tem ouvidos, ouça.

Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a dos santos.

[Suportar até que o ciclo de mortes se esgote, pois, a fome de vingança que existe na Terra é insaciável].

E vi agora, de outra feita, subir da terra outro Monstro, e tinha dois poderes; mostrava-se manso à semelhança da autoridade exercida por um cordeiro; embora falasse como o dragão-serpente.

[O 2º Monstro é também ambivalente: tem a cara boa de um cordeiro, mas suas palavras carregam o espírito do engano da Serpente, desde o início].

Ora, esse Monstro que vem da terra, não do mar, exerce todo o poder do 1º Monstro na presença deste; e faz que a terra e os que nela habitam adorem o 1º Monstro, que veio do Mar de Povos, o mesmo cuja chaga mortal fora curada.

E, assim, o Monstro da terra faz grandes sinais, [pois, tem modos de profeta], de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.

[No Monstro da terra existe carisma profético e violência; mas tal poder se associará ao 1º Monstro].

Portanto, o Monstro da terra engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse na presença do 1º Monstro, dizendo aos que habitam na terra que fizessem “uma imagem ao poder” deste, o qual tinha sido ferido, mas vivia.

[O 1º Monstro sofrerá um golpe mortal, mas conseguirá sair de tudo mais forte do que nunca; e daí resultará o fortalecimento do culto ao seu nome].

Ora, ao Monstro da terra foi-lhe concedido que desse vida à [“representação construída para designar”] a “imagem” do 1º Monstro, para que também a “imagem” dele impactasse o mundo; e fizesse que fossem mortos todos os que não se curvassem à representação do poder da “imagem mundial” do Monstro.

[O Monstro da Terra, mais antigo historicamente, embora mais fraco, tem poder, e, usa tal poder como profeta e abençoador do surgimento do 1º Monstro].

E, assim, o Monstro da terra faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome do 1º Monstro, ou o número do seu nome — concordando e convencendo o mundo de que o 1º Monstro, o Monstro dos Povos, é a salvação Econômica da Humanidade.

Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número do Monstro, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele 144 mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.

Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa.

Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos Quatro Seres Viventes e dos Vinte e Quatro Anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os 144 mil que foram comprados da terra.

São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.

Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um Evangelho Eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz:

Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo:

Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.

Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz:

Se alguém adora ao Monstro e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.

A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Então, ouvi uma voz do céu, dizendo:

Escreve:

Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.

Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.

Outro anjo saiu do Santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem:

Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!

E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.

Então, saiu do Santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada.

Saiu ainda do Altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o Fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo:

Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!

Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus.

E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios.

Vi no céu outro sinal grande e admirável: Sete Anjos tendo os Sete Últimos Flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus.

Vi como que um Mar de Vidro, mesclado de fogo, e os vencedores do Monstro, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no Mar de Vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo:

Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.

Depois destas coisas, olhei, e abriu-se no céu o Santuário da Tenda do Testemunho, e os Sete Anjos que tinham os Sete Flagelos saíram do Santuário, vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos ao peito com cintas de ouro.

Então, um dos Quatro Seres Viventes deu aos Sete Anjos, Sete Taças de ouro, cheias da cólera de Deus, que vive pelos séculos dos séculos.

O Santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no Santuário, enquanto não se cumprissem os Sete flagelos dos Sete anjos.

Ouvi, vinda do Santuário, uma grande voz, dizendo aos Sete Anjos:

Ide e derramai pela terra as Sete Taças da cólera de Deus.

Saiu, pois, o Primeiro Anjo e derramou a sua Taça pela terra, e, aos homens portadores da marca do Monstro e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas.

Derramou o Segundo Anjo a sua Taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar.

Derramou o Terceiro Anjo a sua Taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.

Então, ouvi o Anjo das Águas dizendo:

Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso.

Ouvi que do Altar que se dizia:

Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.

O Quarto Anjo derramou a sua Taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo.

Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.

Derramou o Quinto Anjo a sua Taça sobre o trono do Monstro, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.

Derramou o Sexto Anjo a sua Taça sobre o grande Rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.

Então, vi sair da boca do Dragão, da boca do Monstro e da boca do Falso Profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.

(Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.)

Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

Então, derramou o Sétimo Anjo a sua Taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo:

Feito está!

E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande.

E a Grande Cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações.

E lembrou-se Deus da Grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.

Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande.

Veio um dos Sete Anjos que têm as Sete Taças e falou comigo, dizendo:

Vem, mostrar-te-ei o julgamento da Grande Meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, [sobre muitas nações; de onde emerge o 1º Monstro], com quem se prostituíram os governantes da terra; e, com o vinho de sua devassidão foi que se embebedaram os [cidadãos da humanidade].

[Assim, a fim de me mostrar o que dissera], transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto, e, no deserto, vi uma Mulher montada num Monstro Escarlate, que era um Monstro repleto de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres .

[A Mulher inicia montada no 1º Monstro, até que o Monstro e os governantes conspirem contra a Mulher].

Eis como era a aparência da Mulher:

A Mulher vestia púrpura e escarlata, com jóias de ouro, de pedras preciosas e de pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição [universal].

Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA.

Então, vi a Mulher embriagada com o sangue dos santos da Terra e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto.

[Pois, era impensável o significado da Mulher na Revelação. Quem poderia imaginar?].

O anjo, porém, me disse:

Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da Mulher e do Monstro que tem as sete cabeças e os dez chifres e que é montado pela Mulher:

O Monstro que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo o surgir do Monstro que era e não é, mas aparecerá.

Aqui está o sentido, que tem sabedoria:

As Sete Cabeças são Sete Montes, nos quais a Mulher está sentada, [como é no caso da cidade de Roma, erguida sobre sete colinas]. Ora, essas colinas são também sete governantes, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.

[Clara alusão histórica imediata à seqüência de Imperadores Romanos até os dias do escritor dessas palavras].

E o Monstro, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.

[Assim, o 1º Monstro é o oitavo rei de uma sucessão espiritual da mesma qualidade, e que teve em vários Imperadores Romanos seus modelos arquetipicos].

Disse o anjo ainda:

Os dez chifres que viste são dez governantes, os quais ainda não receberam reino no poder, mas recebem autoridade como governante-representantes, junto com ao 1º Monstro, durante um tempo rápido como uma hora. Esses governantes têm um só pensamento: oferecer ao 1º Monstro o poder e a autoridade que possuem.

[Desse modo, surge uma convergência de interesses estranhos em total apoio ao 1º Monstro].

Assim, unidos, pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos governantes; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele.

Falou-me ainda o anjo:

As águas que viste no início, onde a Mulher Meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas.

[São também os povos e nações que antes seguiam a Mulher, que, agora, entregam-se ao 1º Monstro, traindo a mulher. Portanto, o Monstro que emerge do Mar, surge do desejo de muitos e muitos povos, culturas e interesses, os quais antes existiam sob o domínio das seduções da Mulher Meretriz do engano!].

[Entre os dez chifres que viste e o 1º Monstro, surgirá, portanto, ódio] contra a Meretriz, e a farão devastada e despojada [será a Era Pós Meretriz], e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo. Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, que o executem juntos e unidos, e dêem ao 1º Monstro o reino que eles [constituem em poder]; e isto será até que se cumpram as palavras de Deus.

A Mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os governantes da terra.

[Portanto, é a capital de Domínio mundial, onde quer que exista real Controle sobre a Humanidade, como no passado foi o caso de Roma, a cidade das sete colinas].

Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória.

Então, exclamou com potente voz, dizendo:

Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.

Ouvi outra voz do céu, dizendo:

Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela. O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.

Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem:

Ai! Ai! Tu, Grande Cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.

E, sobre ela, choram e pranteiam os Mercadores da Terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas. O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados.

Os Mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, dizendo:

Ai! Ai da Grande Cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza!

E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam:

Que cidade se compara à Grande Cidade?

Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam:

Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada! Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.

Então, um Anjo Forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo:

Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria.

E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.

Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo:

Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.

Segunda vez disseram:

Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos.

Os Vinte e Quatro Anciãos e os Quatro Seres Viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo:

Amém! Aleluia!

Saiu uma voz do Trono, exclamando:

Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes.

Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo:

Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.

Então, me falou o anjo:

Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.

Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse:

Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

Vi o céu aberto, e eis um Cavalo Branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão Ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e Ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.

Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito:

REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu:

Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes.

E vi o 1º Monstro e os governantes da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra Aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas o Monstro foi aprisionado, e com ele o 2º Monstro, o Falso Profeta que, com os sinais feitos diante do 1º Monstro, seduziu aqueles que receberam a marca do Monstro e eram os adoradores da sua imagem.

Os dois Monstros foram lançados vivos dentro do Lago de Fogo que arde com enxofre.

Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca Daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.

Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a Chave do Abismo e uma grande corrente. Ele segurou o Dragão, a Antiga Serpente, que é o Diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no Abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.

Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar.

Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram o Monstro, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.

Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos.

Esta é a primeira ressurreição.

Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na Primeira Ressurreição; sobre esses a Segunda Morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja.

O número deles é como a areia do mar.

Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o Acampamento dos santos e a Cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu.

O Diabo, o Sedutor deles, foi lançado para dentro do Lago de Fogo e Enxofre, onde já se encontram não só o 1º Monstro como também o Falso Profeta, o 2º Monstro; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

Vi um Grande Trono Branco e Aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.

Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono.

Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto.

E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.

Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.

Então, a Morte e o Inferno foram lançados para dentro do Lago de Fogo. Esta é a segunda morte, o Lago de Fogo.

E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do Lago de Fogo.

Então, vi Novo Céu e Nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

Vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.

Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo:

Eis o Tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

E Aquele que está assentado no Trono disse:

Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

Disse-me ainda:

Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Então, veio um dos Sete Anjos que têm as Sete Taças cheias dos Últimos Sete Flagelos e falou comigo, dizendo:

Vem, mostrar-te-ei a Noiva, a esposa do Cordeiro!

E me transportou, em espírito, até a uma Grande e Elevada Montanha e me mostrou a Santa Cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre as portas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Aquele que falava comigo tinha por medida uma vara de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.

A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais.

Mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, isto é, de anjo.

A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas.

O primeiro fundamento é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; o quinto, de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; e o duodécimo, de ametista.

As doze portas são doze pérolas, e cada uma dessas portas, de uma só pérola. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente.

Nela, não vi Santuário, porque o seu Santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.

A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.

As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque, nela, não haverá noite.

E lhe trarão a glória e a honra das nações.

Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.

Então, me mostrou o Rio da Água da Vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a Árvore da Vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.

Nunca mais haverá qualquer maldição.

Nela, estará o Trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.

Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.

Disse-me ainda:

Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer. Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.

Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo.

Então, ele me disse:

Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.

Disse-me ainda:

Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras {no sangue do Cordeiro}, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.        Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.

Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico:

Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.

Aquele que dá testemunho destas coisas diz:

Certamente, venho sem demora.

Amém! Vem, Senhor Jesus!

A graça do Senhor Jesus seja com todos.

Não consigo parar de trair meu marido…

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Posted on 10th maio 2010 by Roberto in Cartas

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Placas do Brasil
Creative Commons License photo credit: jmarconi

Querido Pastor Caio, graça e paz!!

Meu querido pastor, já enviei um e-mail para o senhor, mas não tive nenhuma resposta. Por isto resolvi lhe escrever de novo.

Minha historia é muito longa, mas vou tentar resumir o quanto puder, pois sei que o senhor tem muitas ocupações. Mas gostaria muito que o senhor me desse alguns conselhos, pois me encontro nesse momento passando por uma luta interior muito grande.

Sou casada e tenho dois filhos maravilhosos, e um marido também. Sou evangélica e tenho 38 anos.

Minha vida tem sido recheada de adultério. Eu já trai meu marido muitas vezes. Primeiro tive uma pessoa que eu achava que era o homem da minha vida. Mas puro engano. Depois desse rapaz, com quem eu tive um caso que durou 4 anos, eu me envolvi com mais três homens.

Mas esse homem com quem estou tendo um caso foi o que mais me trouxe estragos emocionais. Mas mesmo assim não estou tendo força para deixá-lo. Sabe, pastor, com esse já faz 6 anos que eu estou envolvida, e durante esses anos, eu já sofri muito por causa dele.

Quando começamos tudo era muito bom entre nós. Só que começaram a acontecer muitas coisas entre nós. Ele é uma pessoa que muda de humor muito rápido. Quando eu passei a conhecê-lo melhor, fui descobrindo que ele não era essa pessoa que eu achava tão maravilhosa que antes eu tinha conhecido. Eu saí muitas vezes com ele para motéis, e numa dessas vezes ele me acusou, dizendo que eu tinha colocado o papel do pagamento do motel dentro do carro dele só pra a mulher dele pegar. Mas pastor, eu lhe juro que jamais, em momento algum, eu pensei em fazer uma coisa dessas. Pro senhor ver até que ponto esse homem tentou me prejudicar.

Mas o pior disso tudo é que depois de algum tempo ele me procura e começamos a nos encontrar de novo. Eu tentei fugir, mas só que eu já estava muito envolvida com ele. Eu sou daquelas pessoas que sempre acha que a outra pessoa merece uma segunda chance, só que ele me magoou muitas vezes. Ele é o tipo de homem que se envolve com muitas mulheres e não sabe o que quer da vida. Tem um casamento que é a vida dele, mas trai a esposa, que fica achando que ele a ama mesmo traindo. Isto porque ele é do tipo de homem que não vive sem “dar em cima de mulher”, o conhecido GARANHÃO.

Não sei por que, depois de tanta coisa que ele já me fez, eu não consigo me desligar dele. Será que o amo? Não sei, pois às vezes tenho muito pavor só de pensar que vou sair com ele de novo, mas quando me vejo, já estou nos braços dele de novo. Posso dizer pro senhor que eu me sinto como se estivesse presa.

Tenho orado muito, pois muitas vezes eu tenho até vontade de morrer. Já não sei mais o que fazer. Gostaria muito que o senhor me respondesse, pois tenho entrado no seu site e tenho sido muito edificada. Por favor, pastor, me responda, pois preciso muito dos seus conselhos. Me diga como devo agir, pois estou muito perdida.

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Resposta:

Minha querida amiga e irmã: Graça e Paz!

Você inicia falando de filhos e marido maravilhosos. Porém, apesar disso, você diz que “não se segura”; e, durante o casamento, já teve longos casos sexuais.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção é que você abandona a sua narrativa da família maravilhosa, e passa a falar dos casos sexuais, especialmente deste último, com o “seu galinha”… Mas nunca fala de sonho, ou de culpa, ou de dor existencial, ou de amor, ou de ter uma vida boa e fiel a seu marido, ou de qualquer desejo mais profundo para a sua alma.

A própria narrativa acerca do homem, de como e quem ele é, de sua repulsa por ele, mas de seu vício em se dar a ele já suscita em qualquer mulher a seguinte pergunta: “Minha filha, o que você ainda está fazendo aí?” Ora, isto tudo segue acrescido do fato de que você ainda suporta as grosserias e indiferenças dele, posto que você mesma sabe que para ele você é apenas mais uma transa gostosa, e na hora que ele quer.

Todavia, como você suporta ser parte desse harém pertencente a esse Sheik Galinha, passa pela sua cabeça que tal sujeição pode ser amor. Amor? Que amor? Amor por quem? Por ele? Não, minha querida, é justamente a falta de amor que faz isto, especialmente a falta de amor-próprio. É a total falta de valor próprio, movida pela falta de amor conjugal e libido em seu casamento, aquilo que põe você nas mãos desse “Matador”. Somente uma mulher sem nenhum amor próprio se submete a isto, até mesmo sendo mal casada.

Você falou em já ter tido vontade de morrer, mas nunca associou a sua não-morte a uma esperança de cura na vida conjugal com seu marido. Às vezes dá até a impressão de que se o cara não fosse tão ruim e perverso, você estaria contente; digo, no caso de ele ser um amante fiel, amigo, meigo, cuidadoso, afetivamente ligado a você, etc… Ou seja: em momento algum sua dor é pela traição a seu marido, mas apenas vincula-se ao fato de que você se entrega a um amante perverso e fica com pena de você mesma.

Na realidade, possivelmente você não ame ninguém e nem jamais tenha amado. E por quê? Porque quem não se ama não tem poder para amar ninguém, posto que para amar o próximo, eu preciso amar a mim mesmo antes. Nosso potencial para amar o outro é sempre proporcional ao amor próprio e ao respeito próprio que a gente possui. Gente que não se ama jamais saberá amar, nem tampouco saberá o que é amor por outros!

Se você se amasse, você não estaria casada sem amor. Isto porque se você amasse seu marido de verdade, não estaria tendo todos esses casos sexuais. Depois, caso você se amasse, certamente jamais se entregaria a um homem como esse. Além disso, se você se amasse, não amando o seu marido como macho e homem, você iria preferir terminar o casamento a traí-lo. Sim, porque você iria desejar muito mais amor do que sexo. Você desejaria antes de tudo amar e ser amada.

Assim, pra gente não perder tempo, me fale de você, de como foi sua vida, sua iniciação sexual, e, sobretudo, como é a sua vida com seu marido; e, também, como é que ele não desconfia de nada, e há tanto tempo… Só assim poderei entender você um pouco melhor, e, desse modo, tentar ajudar nas soluções, não apenas nos paliativos.

E por falar em paliativo, pare logo de sair com esse cara. Você não merece isso. Não atenda mais aos telefonemas dele (aliás, mude de número). E não faça concessões. E isso não tem nada a ver com coisa alguma que não seja respeito próprio. Você precisa começar a exercitar seu amor próprio. Chega de ser eguazinha desse garanhão viciado que já virou um pangaré.

No mais, saiba que manter esse estado de alma será destruidor para você. Essa sua vontade de morrer é fruto dessa falta de significado para a sua vida. Isso porque sem amor a vida não tem significado. Só o amor justifica a vida para a própria alma.

Quanto a ser “evangélica”, esqueça isso. Você precisa mesmo é de um encontro profundo com Deus, mediante a internalização do Evangelho. Portanto, leia os evangelhos, de cabo a rabo. E desenvolva uma vida de devoção e oração. Mas não fique fazendo “orações pelo cara”, pois, desse modo, a oração vai virar tentação. Ore apenas a Deus por Deus, e por você mesma.

Faça isso todos os dias. Mude seus pensamentos. Ocupe-se. E quando a mente a tomar de assalto lembrando de “tesões com o garanhão”, não lute contra, mas apenas mude o olhar, pense nas coisas que dão significado à vida e discirna que esse homem não é um homem, mas só um pedaço de carne. E lembre-se que nas mãos dele você é apenas, na melhor das hipóteses, uma “Picanha”.

Receba meu abraço e minhas orações!

NEle, que nos ama, e quer que nos amemos a fim de podermos amar,

Caio

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Pastor Caio, graça e paz para o senhor!

Li sua resposta e gostaria muito de lhe agradecer por tudo.

O senhor pediu para que eu lhe falasse mais sobre meu casamento e minha vida sexual.

Eu me casei com 19 anos. Ele foi o meu primeiro namorado. Tivemos um namoro legal. Me casei virgem. Nossa relação sexual sempre foi muito boa. Mas, passando algum tempo, eu fui me desencantando com ele… Já não conseguia mais sentir muito tesão por ele. Eu sei que isso não é tudo, mas foi uma das causas (eu acho) que me fez traí-lo.

Eu sei que sou uma pessoa covarde, porque até hoje eu não tive coragem de deixá-lo. Mas tudo tem sido muito difícil pra mim. O senhor não sabe como eu tenho me sentido suja e imunda com tudo isso. Eu sei que meu marido não merece, e muitas vezes eu me arrependi muito de ter feito isso, pois eu sei que eu fiz mal a mim mesma. Todas as vezes que eu o traio, eu me sinto muito mal.

Não pense o senhor que eu não quero sair desta situação e que eu gosto de viver desse jeito. Só que muitas vezes eu tento, mas só que não tenho tido forças. Eu já chorei muito, já entrei em depressão por causa desta situação. Sabe o que é você entrar em uma situação e não ver uma saída? Eu confesso que já não sei mais o que fazer, pois me sinto com se estivesse presa (e estou).

Me ajude, em nome de Jesus, pois estou muito desesperada e quero ser uma pessoa livre; quero e preciso muito ter comunhão com Jesus Cristo, pois eu sei que não existe nada melhor do que ter uma vida na presença de Deus. Só que esse pecado sempre me afasta da Sua presença.

Sabe, pastor Caio, eu tenho lutado muito contra isso, só que esse homem é do tipo que nunca deixa a pessoa em paz. Ele muitas vezes passa um tempo sem me procurar, mas depois aparece e me convidar para sair… e eu, como não sei dizer não, caio nos braços dele de novo.

Eu sempre falo que a mulher que se envolve com ele sempre sai muito machucada, porque ele é do tipo que só pensa nele. Agora não me pergunte por que eu fico. Eu sei disso tudo e mesmo assim não o deixo… O porquê nem eu mesma sei…

O senhor também me pediu pra falar de como esse tempo todo eu venho traindo meu marido e ele nunca desconfiou de nada. Eu acho que ele até já desconfiou, porque muitas vezes já tentei falar em separação com ele. Mas só que ele é do tipo que prefere não saber da verdade. Eu já dei muitos sinais de que não o amo mais. Mas ele prefere ficar calado a falar sobre qualquer coisa que esteja relacionada à nossa situação.

Pastor, minha situação é muito complicada, porque eu tenho muito medo de que um dia toda essa situação venha à tona. O que vai ser de minha vida? Estou muito angustiada, pois não sei como resolver tudo isso… Ou até sei, mas só que não estou com força pra resolver.

Me ajude, por favor. Desde já agradeço o seu carinho e cuidado em me ajudar. Pois o senhor não sabe como a resposta que o senhor me mandou tem me feito parar e pensar seriamente na minha situação. O senhor tem sido uma bênção na minha vida e na vida de muitas pessoas. Pode ter certeza disso. Eu o admiro muito.

Peço, em nome de Jesus, que o senhor ore por mim; para que Jesus possa realizar um milagre na minha vida. Pois o meu maior desejo é servi-lO de todo meu coração e com toda a minha alma. Minha alma tem muita sede de Deus.

Um forte abraço, e que Deus lhe abençoe por tudo. Aguardo sua resposta, se possível.

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Resposta:

Minha querida amiga: Graça e Paz!

Antes de ser o seu marido quem não merece isto, eu lhe digo: você é quem não merece isto.

E pior: é você quem está cometendo este atentado contra você mesma.

“Passividade” é seu escudo para não mudar! Todos arranjamos álibis a fim de não nos encararmos e não assumirmos responsabilidades. O seu álibi é a sua passividade. O amante diz “vem”, e você vai… O marido não diz nada, ou evita a conversa, e você deixa tudo como está.

Em ambos os casos você descreveu os dois homens (o amante e o marido) como sendo “do tipo de homem” que é do jeito que é… E você se conforma com ambas as situações.

E você? De que tipo é? Do tipo que se conforma? Que aceita? Que obedece ao outro apenas porque não tem coragem de dizer “eu quero” ou “eu não quero”?

Outra vez você não falou em amor, mas apenas em sexo bom (durante um período com o marido), vindo, depois, a falta de tesão… Você disse que crê que esta é uma das causas em razão das quais você começou a trair o seu marido. No entanto, a falta de tesão pelo marido leva apenas um pequeno grupo de mulheres a terem casos extraconjugais (falo de algumas “matadoras”), posto que a maioria, caso venha a fazer tal coisa, o faz, em geral, porque não ama o marido (e nem se sente amada), mas não porque acabou o tesão.

Na realidade, o tesão acabou porque provavelmente nunca houve amor. Ora, a menos que ele tivesse traído você ou atentado contra o casamento, poderia haver uma explicação para o arrefecimento do amor entre vocês. Porém, aparentemente, isso não aconteceu. Assim, melhor é assumir que você provavelmente nunca o tenha amado.

Se ele sente ou desconfia que você o trai, mas não faz nada, sobram poucas alternativas: a) ele é um marido covarde, que prefere dividir você com outros a correr o risco de ficar só, caso abra o assunto; b) ele é um ser muito inseguro e adoecido de alma, que veio a se tornar totalmente dependente de você; c) ele também não ama você, mas ama a vida familiar, e por tal razão prefere não “mexer” no assunto, pois sabe o que vai achar…

O que você deve fazer é uma decisão sua. Minha opinião, todavia, é que você deveria conversar com seu marido, não sobre as traições, mas sim sobre a ausência de razões para vocês continuarem juntos, já que aparentemente não há amor conjugal entre vocês. Isso porque se a situação é esta, melhor é que você se separe dele do que viver sempre traindo o cara. E, de fato, caso não haja amor conjugal entre vocês, as probabilidades de que coisas deste tipo aconteçam aumentam muito, especialmente quando já se traiu antes, como é o seu caso.

Pouca coisa é tão difícil de combater quanto o hábito de trair. Isso porque uma vez que a pessoa foi “desvirginada na traição”, por mais que ela sofra e ache errado, o “hímen psicológico da conjugalidade” foi rompido, o que torna a decisão de trair muito mais fácil. É o tal “trair e coçar é só começar”.

Você também sofre de um medo horrível de ficar só. Por isso é que você se dá a quem não merece você, e trai quem não merece ser traído (como se houvesse alguém que merecesse!). No fundo, tudo isso é fruto de falta de amor-próprio, conforme já lhe disse antes. No entanto, o que pode acontecer com você (e muito provavelmente irá acontecer caso você não mude seus caminhos), é que você venha a ficar só. Aliás, caso você nunca tenha amado o seu marido, o melhor a fazer é ficar só. Sim! Só, só, só… Sem ninguém de “estepe”, muito menos esse “estepe” rodado e esburacado que hoje lhe serve de perversa roda-quadrada: o garanhão-pangaré.

Portanto, três são as minhas sugestões:

1. Converse com seu marido. Simplesmente o faça parar e falar. Não precisa humilhá-lo contando os “casos”, mas diga a ele que o casamento de vocês virou um caso de enfermidade, covardia e morte afetiva.

2. Não atenda mais o “garanhão-pangaré”. E faça isso logo, pois mulheres como você tendem a se viciar no abuso. Sim, o abuso passa a dar tesão em almas esburacadas como a sua.

3. Leia os evangelhos todos os dias e dedique-se a buscar as coisas lá do alto, conforme já lhe disse antes. Leia o site o máximo que você puder. Tenho certeza que ele também a ajudará a se enxergar e a se entender. Não diga “não consigo”, pois caso você realmente deseje, você consegue.

Pelo fato de que você vem se submetendo a isso já há alguns anos, ouso dizer que você já está viciada no abuso como fetiche. A relação que você tem com o pangaré é sadomasoquista. Ele é sádico. Você é masoquista. Portanto, conforme já sugeri antes, inicie urgentemente um tratamento de natureza psicoterapêutica. Faça isso por amor e respeito a você mesma.

Como você vê, eu digo as mesmas coisas. Afinal, não há nada novo a dizer, mas sim muito a agir e decidir. E tal ajuda somente você pode dar a você mesma.

Receba meu carinho!

NEle, em Quem podemos encontrar Graça para ocasião própria,

Caio

www.caiofabio.net

O Jesus que eu conheço

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Posted on 18th abril 2010 by Roberto in Reflexões

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Eu não tenho nada a ver com “Jesus”, mas somente com Jesus conforme aprendi nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Nenhum outro Jesus me interessa.

Não me interesso pelo Jesus dos evangelhos de Maria Madalena, Tomé ou de Judas Iscariotes, por exemplo.

Leio os evangelhos chamados apócrifos com a minha melhor mente. A cada nova disponibilidade de texto punha-me e ponho-me logo à busca de lê-los.

Neles gosto de coisas aqui e ali, mas são apenas gostos que se fundamentam no fato de que aquela dita coisa acerca de Jesus se pareça com os que os Quatro Evangelhos digam. No mais, sinceramente, o resto me parece apenas um monte de bobagem antiga, ungida com a unção da arqueologia bíblica.

É o mesmo que sinto com a versão do Jesus do Cristianismo!

Sim, pois o Jesus apresentando nos Quatro Evangelhos não tem nada a ver com Jesus Segundo Constantino e seus teólogos fazedores de ídolos de “Credos”.

O Deus Anatomizado e cujo DNA foi destrinchado nas Sumas Teológicas e nas Dogmáticas e nas Sistemáticas da Igreja de Constantino [o Cristianismo] — me é tão tolo e feio que não gosto de olhar para elezinho, coitado.

Sim, o Deus Anatomizado e cujo DNA foi destrinchado nos Necrotérios de Constantino -  é tão infantil e meninão que me dá vontade de dizer a ele: Cresce Homem! Me é tão substancia e tão nada que se me torna menos interessante do que a Física e o Estudo do Cosmo. Me é tão um Deus de Vitrine que não compro dele coisa alguma.

No processo histórico gosto de muita gente dentro desse engano. Gente boa de Deus, que, apesar de tudo, fez o melhor do que tinha, pôde e viu.

No entanto são poucos os que me inspiram hoje a qualquer coisa.

E os que mais admiro no meio dessa turma histórica, em geral não são os que mais pensaram, mas os que mais amaram e se deram em obras factuais.

Quando a viagem chega aos Protestantes, é claro que tenho grande carinho pelos irmãos Lutero e Calvino. Fizeram o melhor que puderam com a luz que tinham e nos tempo em que viviam.

A desgraça foi terem feito deles Pedro e Paulo de uma nova era: a Era Protestante.

E mais: a desgraça também foi que eles, mais Calvino que Lutero, que era mais pragmático nas implicações da fé, ainda trabalhavam com os critérios interpretativos herdados pelos Pais da Igreja influenciados pelos “Credos” de Constantino e pelas “ferramentas hermenêuticas” dos gregos.

Então, para mim, o movimento Protestante se tornou apenas o forjador de uma nova moral, de uma nova religião cristã e de um novo modelo econômico e social, o capitalismo.

Somente isto e nada além disto!

Quem me dá razão é a História!

Como tenho dito em muitos lugares, e ultimamente no livro “Sem Barganhas com Deus” [sem demérito ao esforço e à paixão dos que se deram por amor no e pelo Movimento Reformado], no fim o Protestantismo é apenas um Catolicismo que fez Dieta teológica, hierárquica, litúrgica e simbólica.

Sim! Pois, afinal, é apenas uma Reforma; ou seja: uma tentativa de botar remendo de pano novo em vestes velhas.

Era natural que com o tempo as vestes se rasgassem e o odre rebentasse ante o destempero do vinho quase novo que nele foi posto.

O fato é que essas obviedades que aqui digo soam heréticas ou caretas para muita gente.

Soam heréticas para os que amam a Reforma Protestante ou o Catolicismo.

Soam caretas para os que amam os esoterismos do Evangelho de Tomé, o feminismo do Evangelho de Maria Madalena, e o resgata de Judas pela via da traição solicitada por Jesus, o que teria feito dele o Grande Apóstolo de Cristo.

Entretanto, pergunto a você:

Você de fato acredita que apenas porque uns carinhas se reúnem e dizem “como Deus é” que seja de Deus mesmo que eles estejam falando ou Deus mesmo que eles estejam definindo?

Você de fato crê que Deus, Deus mesmo, esteja sendo apresentado nesses tratados escritos por teólogos, no passado, ou pelos doutrinadores do presente?

Você realmente crê que sendo Jesus conforme os Quatro Evangelhos o apresentam, Ele possa ter alguma coisa a ver com toda essa loucura e estelionato que fazem com o nome Dele; sim apenas por que o suposto nome que o apelida na História esteja sendo “mencionado”?

Você se apresentaria a Policia apenas porque ouviu no “Jornal Nacional” o nome de um homônimo sendo mencionado como tendo assassinado alguém porque a pessoa deixou de dar o dizimo?

Se você não se apresentaria por saber que o nome era o mesmo, mas que a pessoa não é você — por que então você crê que mesmo não sendo de Jesus que se fale nos lugares, mas apenas se mencione o seu apelido, que, por tal razão, Ele mesmo se apresentaria?

Você acha que Jesus está preso à construção cabalística das letras J.E.S.U.S.?

Você acredita que essas cinco letras juntas, nesta seqüência de J.E.S.U.S., obriguem Jesus a se apresentar mesmo que o que Dele se esteja dizendo não tenha nada a ver com Ele?

Você realmente acredita que um prédio que leve o nome de “igreja” é a casa de Deus?

Você de fato crê que o Senhor de todas as coisas e mundos, não tem povo na terra se não acontecer em um lugar com funções determinadas pelas hierarquias de poder herdadas da administração publica do mundo grego, como presbíteros, diáconos e Superintendentes, ou seja: bispos?

Você acredita em culto?

Acredita que quando certo hino toca e o louvor começa e o pastor prega, que isto é culto?

Você crê que culto é o que acontece quando um monte de gente canta junto usando o nome Jesus?

Você acredita que orações de pastor, de bispo e de apostolo são mais importantes que as suas preces?

Você acredita que a ordenação com imposição de mãos de homens é o poder que cria um pastor ou qualquer coisa?

Você realmente crê que o Senhor, o Criador dos fins da terra, Aquele que não se cansa e nem se fatiga, de fato leve a sério uma reunião de Presbitério, cheia de politicagem, de armações, de mentiras e de calunias?

Você realmente acredita que existe diferença entre artista gospel e uma Fafá de Belém?

Sim! Me diga: você acredita nessas coisas?

Por exemplo: você acredita que se você não estiver indo ao lugar do “culto” você está longe de Deus apenas por esta razão?

E mais: se é assim, me diga: é o seu Deus maior ou melhor do que o diabo?

Por isto, digo: Eu só conheço Jesus pelos Quatro Evangelhos!

Sei o que a “rapaziada” falou e fala supostamente Dele, e, por vezes, Dele mesmo, nesses dois mil anos.

Mas é fala de uns acerca Dele, não é a fala Dele sobre uns e acerca de todos!

Para mim, saber o que os outros disseram é apenas cultura. Mas saber e crer no que Ele disse e diz, é Vida.

Com o passar dos anos os Quatro Evangelhos foram saindo da Bíblia e foram se mudando para dentro de mim. Do mesmo modo Jesus deixou de ser minha inspiração de leitura e busca de prática na vida, e passou a viver em mim, como se a História dos Evangelhos acontecesse todos os dias na minha vida.

Hoje leio o Evangelho escrito no meu coração e cada vez menos nas páginas do livro.

Não que eu não leia o livro. Aliás, leio-o muito mais, a questão é que o livro anda em estado de ditado o dia inteiro em minha mente.

Sim! O Evangelho foi virando sangue e transe!

E mais:

Minha decisão é radical…

Já faz tempo que não leio mais ninguém que fale de Jesus conforme o Cristianismo.

Também não tenho mais nenhuma paciência com a Academia Teológica ou com o ambiente Masturbatológico, posto que apenas seja apenas Mais Turba Teológica.

Sim! Minha ruptura é radical e muito bem pensada, há muitos anos.

Não estou aqui de gaiato…

O que desejo é promover uma ruptura radical ao ponto de que não nos sobre outro interesse a não ser na simplicidade de Jesus no caminho…

E mesmo quando leio os apóstolos do NT, sempre os leio buscando ver amparo para cada coisa que digam no Jesus dos Quatro Evangelhos. O que passa no teste, fica; o que não passa, guardo apenas como um aplicativo circunstancial que eles fizeram da fé, nos limites da compreensão histórica que tinham, mas não adoto a circunstancia como revelação perene.

Ou seja:

O que estou dizendo é que Jesus, Ele mesmo, Encarnado, é tudo!

E mais: digo também que Pedro, Paulo, João, Judas, Tiago ou qualquer outro autor, incluindo, sobretudo, o livro de Atos, estão sob Jesus em Seu modo de ser, amar, interpretar e escolher… Se houver coerência, fica; se não houver, sai. Foi isto que Jesus ensinou e os apóstolos reafirmaram.

Assim, chamem-me de herege!

Afinal, minha heresia é Jesus; sem necessitar de nada mais que não seja Ele apenas!

Fiquei primeiro sabendo Dele pelos Quatro Evangelhos. Mas, como disse, depois de um tempo, Ele mesmo se formou em mim… E não cessa de continuar se formando em mim.

Daí, tudo o que não combine com o que aprendi Dele nos Quatro Evangelhos e com o Espírito Dele em mim, e que é conforme a revelação acerca Dele que encontro nos Quatro Evangelhos — fica fora, sem apelo e sem discussão.

Estes são os meus fatos; e contra eles não encontro argumentos.

E mais; também não estou aberto a discussões.

Afinal, hoje, discutir Jesus comigo, sinceramente, é para mim tão ridículo e inaceitável quanto um estranho desejar discutir comigo sobre quem era o meu pai, que foi a pessoa a quem mais conheci até onde foi possível um homem conhecer outro homem.

Não sou candidato a nada!

Digo apenas o que creio.

Quem assim crer, venha; quem não crer, faça uma boa viagem!

Nele, que não discutiu o Caminho, mas apenas disse “Vem e Segue-me”, ou, ainda: “Vem e vê”,

Caio

19 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

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Leia também - CREIO NOS QUATRO EVANGELHOS E EM TODA A PALAVRA DE DEUS!

Os espíritas samaritanos e os pastores sacerdotes e levitas

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Posted on 5th abril 2010 by Roberto in Cartas

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Olá Pr.Caio!

Graça e paz!
Primeiro quero parabenizá-lo por não ter deixado ser derrotado!
Fui “criada” na AD. Hoje tenho 31 anos,… e já não consigo mais aceitar a “mentalidade” da mesma.
A maioria só quer dinheiro e ganhar “membros cooperadores”… — não se importando com a qualidade, mas com a quantidade.
E passei a conhecer melhor a denominação quando precisei…
Meu pai teve um grave problema na coluna devido uma queda; gastei muito dinheiro com exames e medicamentos, as coisas apertaram…

Precisei de uma cadeira de rodas porque não tinha como locomovê-lo; ele não se levantava mais para nada; onde eu poderia buscar socorro?

Na Igreja; e para minha surpresa as respostas foram…
Na Igreja que eu congregava:

“Não podemos sacrificar a Igreja, nossos povo já coopera muito pra manter esse lugar de portas abertas…”
Mais ou menos uma semana depois a Igreja foi assaltada e levaram toda aparelhagem de som e instrumentos; ele, o pastor, levantou uma oferta e em 2 dias comprou tudo novamente a vista!
Na Igreja do Pastor Silas Malafaia:

“Não fazemos este tipo de doação.”
Na Igreja Batista aqui do Rio próxima à minha casa:

“Não temos nenhuma disponível; e se levantarmos alguma oferta para comprar uma vai demorar muito…”
Na Apascentar de Nova Iguaçu- RJ:

“Só ajudamos os membros de nossa Igreja..”
Fiquei muito desacreditada das Igrejas, e minha mãe também… choramos muito e sem saber o que fazer entregamos a Deus; não tínhamos mais opção; a “Igreja” nos deu as costas!

Não demorou muito e colocaram um papel em nossa caixa de correio com um endereço e telefone de um Centro Espírita; no desespero minha mãe ligou pra lá e qual foi a resposta?
“Não temos no momento, mas passe aqui depois das 17:00 hs e teremos a cadeira disponível.”
Eles compraram a cadeira!
Falei com meu Pr. que um centro Espírita havia doado a cadeira e ele me exortou e ainda fez isso de púlpito!
Porque que a Igreja critica mais não faz?
Com este episódio Deus me mostrou que a “Igreja” está mais preocupada com as quatro paredes do que com o próximo!
Hoje Deus nos ajudou, meu pai foi operado, fui efetivada a gerente da loja que trabalho, e meu marido recebeu aumento de salário.
Ainda gastamos muito com remédios, mas não nos falta nada.
Ouço suas mensagens e vejo que são corretas biblicamente. Gostaria de conhecer melhor a Estação.

Vocês têm alguma próxima do Méier onde eu moro?
Sou grata pela sua atenção.

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Resposta:

Minha querida amiga: Graça e Paz!

Quando comparo a história do “Bom Samaritano” [e faço isso há anos!...] aos dias de hoje no Brasil, sempre digo que o Sacerdote seria um “Grande Homem de Deus Evangélico”, que o Levita é um outro “líder evangélico” que admira e se espelha no “Grande Sacerdote Evangélico” — e que ambos passam, vêem e seguem sem fazer nada…

Afinal, para a mentalidade “evangélica”, sim, como ela se tornou, quando é que um homem doente, que não sai de casa, que não tenha dinheiro, será visto com cuidado e carinho pela “igreja”?

Mas o “Samaritano”, assim como o espírita, não tinha com que se preocupar… A única coisa que o “Samaritano” via no homem era o homem; mas o “Sacerdote” e o “Levita” viam apenas se era ou não vantajoso parar e gastar aquele tempo e dinheiro…

Ora, se o homem caído fosse um “judeu rico”, creia: tanto o “Sacerdote” quanto o “Levita” teriam parado e feito um estardalhaço; e ainda dariam “testemunho”…

Minha amiga: qualquer grupo humano, até o Rotary, está muito mais preocupado com cadeiras de rodas do que a “igreja”.

Esta “igreja” nem diz “Levanta, toma o teu leito e anda”, como também não diz “Espere um pouco, pois essa cadeira é nossa… Nós somos a Graça da cadeira para ele!…”

A “igreja” não se vê como resposta à oração de ninguém que não tenha nada para dar a ela!…

Assim, não se surpreenda…

Se você tivesse ido, por exemplo, à Catedral Presbiteriana do Rio, dificilmente você sairia sem a cadeira; assim como aqui no “Caminho da Graça” seu pai receberia a cadeira no mesmo dia. Afinal, uma cadeira de rodas ainda é acessível e fácil de adquirir.

Com isso não estou fazendo propaganda… Estou apenas dizendo que uma cadeira de rodas é uma merreca em dinheiro e fácil de adquirir se a pessoa ou grupo tiverem um mínimo de boa vontade e compaixão.

Estou passando a sua carta para o Alexandre Araújo, nosso mentor do Caminho aí no Rio. Ele encaminhará você para o grupo mais próximo.

Entretanto, continue no site e na Vem e Vê TV; pois, eu sei que é o Evangelho que eu anuncio, e que sua alma não se enganará.

Receba meu beijo; e o transmita a seu paizinho, sua mãe e seu marido.

E que Deus prospere vocês em tudo!

Nele, que espera que aqueles que não puderem andar sejam andados pelo amor simples dos irmãos,

Caio

5 de agosto de 2009

Lago Norte

Brasília

DF