E como fica o dízimo?

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Posted on 24th fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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Caio, o que você acha do dízimo?” — é uma pergunta recorrente aqui no meu computador.

Entretanto, para quem usa o sistema de “Busca” do site [por mais deficiente que ele esteja], nele ainda é possível encontrar muita coisa sobre Dízimo — eu pelo menos encontro nele [...]

Entretanto, acerca de Dízimo, já há os seguintes textos escritos no site:

E COMO FICA O DÍZIMO?

QUESTÕES SÉRIAS DE UM JOVEM: G12, DÍZIMO, MELQUISEDEQUE

ONDE DEVO DAR O DÍZIMO?

QUEM NÃO DÁ O DÍZIMO DEVERIA SER PRESO?

PASTOR, SE EU NÃO DER O DÍZIMO EU VOU PRO INFERNO?

E SEM LEI, QUEM VAI CONTRIBUIR?

EU OUVI DO PÚLPITO DA MINHA IGREJA: “QUEM NÃO É DIZIMISTA, V

O DÍZIMO, É UMA LEI PARA HOJE?

ESTOU DEVENDO O DÍZIMO E ESTOU ME DANDO MAL

DÍZIMO OU RECEITA CELESTIAL?

Ora, se você leu o que já está escrito, então prossiga lendo; do contrário, vá ler o que está nos links acima, pois, o que está dito lá não será repetido aqui.

Além disso, leia também o link do meu livro “Uma Graça que poucos desejam” [http://caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=03194]

Isto feito… — tenho a acrescentar apenas o seguinte, e apenas com finalidade pedagógica de mera simplificação.

Leia o que Jesus disse em Mateus:

  • Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas. Mateus 23:23

Agora o que Ele disse conforme Lucas:

  • Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais a justiça e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. Lucas 11:42

Ora, o que fica do dízimo para nós hoje?

1.        Ele fica como medida mínima da dádiva, mas não como Lei da Oferta, pois, antes de tudo, o que vale não é o dar o dízimo, mas sim a sua dádiva com amor, alegria e gratidão. Sem tais coisas nada é dízimo espiritualmente falando.

2.        Ele fica como referência prática do que o amor e a justiça e miseriócordia realizam quando nos habitam.

3.        Ele fica como algo invadido pelo amor ao próximo, e não apenas como ritual do templo.

4.        Ele fica divorciado do Templo como único lugar para se dizimar o bem material, pois, agora, em Cristo, o dar é em amor ao próximo carente, e, também, segundo Paulo, para ajudar a continuidade do anuncio do Evangelho. Isto pode acontecer também num lugar de culto, mas não se circunscreve a ele.

5.        Ele fica como algo a ser gerido pelo próprio discípulo, devendo ele dar prioridade ao pai e a mãe, e, depois, aos pobres e ao anuncio do Evangelho. E gestão é do discípulo por é fruto do amor, e ninguém pode fazer gestão de amor por nínguém. Simples assim.

Desse modo, conforme Jesus, deve-se dar o dízimo assim como se deve viver em justiça, amor e misericórdia; ao mesmo tempo em que aquele que vive em justiça, amor e misericórdia dá todos os dízimos, sem deixar de contribuir materialmente com as causas e necessidades reais.

No entanto, o espirito não é aquele de Malaquias, com as maldiçoes do devorador. Pedro disse a Anananias e Safira que retendo o que deram com mentira [com exagero na dadivosidade, fazendo um marketing de filantropia pessoal], nada de mal lhes aconteceria. Como, porém, a situação deles era a de quem mentia ao Espírito da Verdade, então, sobre eles viria o juízo.

Assim, a questão não estar no dar, mas em como se dá; posto que Ananias e Safira deram, mas o fizeram sem sinceridade nas motivaçoes e no modo.

Este é o espirito das contribuições conforme o Novo Testamento. Entretanto, quando digo este é o espirito, refiro-me a tudo quanto recomendei a você como leitura anterior.

Desse modo encerro por aqui as milhas falas sobre “Dízimo”.

Nele, em Quem amor e ato nunca se separam,

Caio

12/12/07

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

Pastor diz:sem medo não entra grana…

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Posted on 17th fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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money, dinheiro, real, vendaval
Creative Commons License photo credit: GilbertoFilho .

Ao ler seu “artigo” na HP Atos Dois, me surpreendi, não com a verdade sobre Malaquias, mas a falácia apresentada sobre “generosidade“.

Aprecio a participação de todos em expressarem sua fé.

Porém alguns aspectos podem causar danos sérios…

Um deles é o texto de Caio Fábio sobre São Malaquias e o dinheiro dos crentes.

Se a idéia pega, nem esta home page se sustentará.

A generosidade financeira sempre será um ato de fé e amor, porém a ausência dela será como fé sem obras… é morta.

É importante apresentar a verdade, sem omitir o restante dela.
Se a proposta é ser polêmico, nota 10.

Se o desejo é acrescentar no reino, nota -10, porque não acrescenta, tira.

Então nota 0 para o senhor.

Muito cuidado “seu” Caio!

Continuo, a despeito de tudo e todos, orando por sua vida.

Vai dar tudo certo!!!

Deus o abençoe,

Em Cristo Jesus,

Pastor XYZ

______________________________________________________________________
Resposta:

Meu irmão,

Você acredita mais na obrigação que no amor.

Eu, por exemplo, não ganho nada…nunca ganhei…sempre fui voluntário.

E trabalho mais do que a maioria dos bem remunerados.

Sabe o que é isso?

Amor!

Mostre-me a sua fé sem obras e eu, com minhas obras, mostrarei a minha fé.

O problema é que os pastores precisam “tocar terror” para que as pessoas doarem seu dinheirinho.

Eu prefiro não ter nada, mas falar a verdade.

À menos que você me diga que estou ensinado mentiras.

Chame o melhor exegeta que você conheça e o ponha diante de mim e peça a ele que me convença de que estou ensinando o “erro”.

Você quer se candidatar ou conhece alguém com essa coragem de tentar poder contra a verdade?

Sinto muito: que pena que você pense que a verdade pode levar sua igreja à falência…

Mas que Deus seja verdadeiro…

E mais: só vão à falência…as igrejas que só se sustentam pelo medo.
Realmente, nesse caso, como não há amor pelas boas novas na Graça de Deus, o que sobra é usar o medo para conduzir as pessoas…e o caixa da igreja.

Não creio que você seja assim.

Acho apenas que você mergulhou num “esquemão” e não sabe como é a vida fora dessa “pirâmide” de terrores.

Pois lembre: Paulo e os apóstolos se sustentaram sem nada disso.
Não sinto que em seu coração você seja um desses que só pensam em dinheiro.

Sei que você só está com medo da sobrevivência.

Pelas várias cópias do mesmo texto que você me enviou, vi que isso deixou o irmão meio sem chão.

Não tenha medo.

Deus é o Senhor de seu sustento.

Termino esse e-mail com as suas carinhosas palavras para mim:

Continuo, a despeito de tudo e todos, orando por sua vida.

Vai dar tudo certo!!!

Vai sim, meu amado!

Um abraço,

Caio

Ps: não tenho nota nenhuma a dar a você. Estou aprovado…não sou professor de ninguém. E se eu gostasse de “nota” não me faltariam só notas de Cem. Mas meu negócio é outro…meu tesouro também.

Escrito em 2003

Mais textos em www.caiofabio.com

O “Jesus” que Jesus não conhece!

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Posted on 15th fevereiro 2010 by Roberto in Reflexões

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Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem, mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho.

O ardil é simples:

A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].

Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.

Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.

Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!

Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].

E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.

Assim, vão se enganando enquanto enganam!

O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!

O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!

Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!

Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!

Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.

Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.

Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!

Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!

O que esperar como bem para tal povo?

Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.

Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!

Nele , que não é quem dizem que Ele é,

Caio

09/05/08

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.com

Para que servia o dízimo?

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Posted on 29th janeiro 2010 by Roberto in Estudo Bíblico

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Você pode estar querendo saber: porque e para que ele exigiu que o israelita lhe trouxesse a décima parte de suas colheitas e das crias de seus animais? De que forma era usado o dizimo no antigo testamento?
A bíblia nos responde essas perguntas a partir de Nm 18:21-27.
Nesta passagem vemos claramente que todo o dízimo que os israelitas levaram a tenda da congregação era dado ao levitas, verso 21.
Os dízimos eram entregues ao levitas em especial aos filhos de Arão que não teriam possessão de terra:

“na sua terra possessão nenhuma terás; eu sou atua parte e a tua herança o meio dos filhos de Israel”

Porque os levitas?

Quando Deus libertou o povo de Israel do Egito (alguns estudiosos afirmam que êxodo ou saída dos hebreus do Egito se deu por volta do ano 1446 a .C.), durante a celebração de primeira páscoa, Deus instruiu cada família israelita a dedicar seu primeiro filho a ele (Ex 13.2).

Os primogênitos eram separados para servir a Moisés e Arão nos ministérios, Entretanto está medida foi apenas temporária; pois no deserto do Sinai após Deus chamar Moisés a subir o monte a fim de revelar a sua vontade o povo de Israel se corrompeu fazendo com que Deus escolhesse os levitas ao invés do resto do povo.

O que houve?

O povo se entregou as danças e orgia e persuadiu a Arão, que era um alto dirigente espiritual de Israel a infligir as normas de conduta estabelecida por Deus a fim de agregar o povo a qual servir.

É uma situação caótica quando um líder espiritual deixa seu compromisso com Deus e com a palavra e cede aos desejos ímpios de alguns do seu povo, usando artimanhas ilícitas e antibíblicas para agradá-lo, deixando de anunciar os desígnios de Deus para massagear o ego de sua igreja.

É preciso entender que os crentes em processos de crescimento espiritual são incapazes de ter uma fé mais forte do que a dos seus lideres, em termos gerais, na maioria das vezes,eles tem uma fé mais fraca do que a dos seus lideres.

Ao sentir pressionado ao invés de ir a Deus pedir seu auxílio cedeu:

E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos.

Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão.

E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. (Êxodo 32.2-4)

O bezerro como símbolo de divindade era muito comum no mundo antigo, talvez fosse um símbolo de Apis, o Deus touro egípcio da fertilidade.

O próprio Arão pode ter apresentado o bezerro como um símbolo ao Deus verdadeiro, já que aparentemente, tentou abandonar a apostasia construindo um altar e anunciando uma festa ao Senhor (verso 5), mas mesmo assim fosse eles ainda seriam culpados de idolatria, pois o segundo mandamento proibia a produção de imagens de escultura. Nosso Deus e um Deus zeloso ele não aceita ser substituído por ídolos.

É dever dos cristãos dessa era não deixar os “ídolos” ocuparem nossos corações.

Ao observar esta cena de tão grande apostasia o Senhor decide destruir toda a nação por causa do seu pecado, porem Moises implorou por misericórdia e Deus os poupou.
Ao observar que o povo estava corrompido,

Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.

E disse-lhes: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho.

E os filhos de Levi fizeram conforme à palavra de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns três mil homens. (Êxodo 32:26-28)

Devido ao seu zelo espiritual eles foram divinamente escolhidos como substitutos dos filhos mais velhos de cada família de Israel.

E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus. (Nm 3:12)

Assim voltando ao Nm 18:20 verificamos que os levitas não tinham possessão e nem herança no meios dos filhos de Israel, sendo assim os filhos de Levi ou os levitas eram os ajudantes dos sacerdotes, assistindo diante dEle em todos os seus deveres, transportando e cuidando do tabernáculo.

Assim o dizimo que os levitas recebiam das tribos de Israel, eram para a sua sobrevivência e, mesmo assim, quando eles recebiam os dízimos também dizimavam para a casa de Arão de onde surgiam os sacerdotes, assim estava garantida a sobrevivência dos descendentes de Levi e dos sacerdotes da casa de Arão.