Angústia humana por promessas divinas

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Posted on 9th abril 2009 by Roberto in Cartas

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Oi Caio

Relutei muito em te escrever porque eu sei o quanto vc é ocupado, e eu não queria tomar seu tempo… vou tentar não me alongar muito
Estou escrevendo esse e-mail entre muitas lágrimas…

Tenho esperado uma promessa no Senhor há quase quatro anos.

O Senhor sempre me sustentou, e sempre que eu estive prestes a cair Ele sempre me mandou uma palavra de ânimo.

Só que de umas semanas pra cá tenho sentido uma angústia muito grande.

É como se eu estivesse morrendo no deserto.

Eu confio em Deus, sei que se Ele prometeu Ele vai cumprir, mas ultimamente meu lado humano tem falado mais alto que a minha fé.

Não quero murmurar, não quero deixar de crer, não quero ser ingrata porque o Senhor tem feito grandes coisas por mim…

Mas é como se eu não agüentasse mais esperar.

No início do ano eu li uma frase sua que eu tomei como lema pra minha vida:

“Fale com Deus. Com os homens adianta muito pouco!”.

Só que ultimamente nem orar eu consigo.

Ouço suas mensagens na rádio e só choro o tempo todo.

Não quero quebrar a pedra como Moisés, mas me sinto tão fraca.

Tenho-te como referência de homem de Deus desde a minha infância, e sei que a oração do justo pode muito em seus efeitos, por isso queria te pedir que vc se lembrasse de mim em suas orações.
Muito obrigada!
No amor de Cristo,

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Resposta:

Minha querida filha: Graça e Paz!

A primeira coisa a discernir é o que você chama de “uma promessa”.

Sim! Pois a “promessa” está fazendo você sofrer.

Entre os Católicos antigos e até modernos, “promessa” é o que o devoto faz a Deus, a fim de conseguir alguma coisa em troca.

Entre os Evangélicos “promessa” é o oposto: é que o que se julga Deus tenha ficado de fazer para gente.

Entretanto, em ambos os casos, é sempre o desejo do devoto que estabelece a promessa. No 1º caso porque a pessoa quer, quer muito, e diz: “Se me deres… irei andando até Aparecida”, por exemplo. No 2º caso porque é o desejo que está em operação também. Só que a responsabilidade da realização da promessa é de Deus. Sim! Pela fé transferimos o nosso desejo para Deus, como divida de palavra Dele para conosco.

Quando digo que essas promessas que nos fazem sofrer resultam do nosso desejo, afirmo isso porque a Bíblia está cheia de promessas que não nos fazem sofrer, apenas porque não batem com o nosso desejo na hora ou nem na vida.

Exemplo:

Jesus disse que aquele que O seguisse poderia até deixar para trás pai, mãe, irmãos, amigos, casas e bens, pois, assim mesmo, ainda nesta vida, teria muitos pais, mães, irmãos, amigos e casas, e isto com perseguições.

Nunca vi ninguém orando pedindo o cumprimento dessas palavras no seu todo. Tem gente que quer ter seus tudos e mais tudo o mais que Jesus prometeu, mas sem as perseguições. Sim. Sem perdas e sem perseguições.

As promessas no NT não são expectativas, como Abraão esperando ter um filho, baseado em uma Promessa de Deus.

Hoje a promessa é a esperança da vida eterna.

Pegue o NT e leia. Tente encontrar nele amparo para dizer:

“Recebi uma promessa de Deus de que terei um marido e Deus terá de cumpri-la”.

Paulo diz, falando do tema “esperança de converter o marido”: “Pois, como sabes, ó mulher, se converterás o teu marido?” Ao invés de fazer uma promessa ele acaba com expectativas de promessas.

O que sinto é que você creu no Evangelho da Graça de Deus, mas, ao mesmo tempo, ainda se deixa levar pela promessa como loteria do desejo consagrado a Deus.

Às vezes elegemos nossas subjetividades piedosas, adicionamos a elas uma noite feliz, ou uma palavra de fé; e, do dia seguinte em diante, temos uma “promessa a ser cumprida por Deus em nossa vida”.

Creio que Deus fale o que desejar com quem desejar, sempre. Pois, Ele é Deus.

Entretanto, também creio que 99% do que as pessoas demandam de Deus como cumprimento de promessa, seja apenas o desejo beatificado delas; mas, mesmo assim, sendo apenas o desejo pessoal, no entanto, pela “promessa”, é transferido para Deus como responsável pelo seu cumprimento em nossas vidas.

É mais ou menos assim:

Eu sou bom. Amo coisas boas. Idealizo coisas boas. Apaixono-me por algo que julgo ser bom e justo. Então, ouço na Palavra ou leio na Bíblia algo que alimenta o meu desejo. Então, pela co-incidência dos fatos, cria-se a seguinte equação existencial:

Meu desejo x Palavra ou Bíblia = Promessa.

Esta é a equação: md x pb = p.

Ora, tudo isto acontece do modo mais limpo e bem intencionado possível, mas, nem por causa disso, deixa de ser este o fenômeno.

Observando como as “promessas” são criadas na mente, vejo que em geral esse é o caminho, no caso de uma pessoinha amada de Deus como você.

No entanto…

A Promessa é apenas uma:

Está Consumado!

Acabou!

Daí em diante a vida é apenas assim:

“Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; e se morremos, para o Senhor morremos; quer pois vivamos ou morramos, somos do Senhor”.

Para eu dizer a você que tenho uma Promessa de Deus que não seja a Promessa já Consumada em Jesus, creia: Gabriel teria que vir conversar comigo. Do contrário, nem abrindo e pondo o dedo em um texto, nem ouvindo um profeta, nem tomando uma “promessa do meu gosto para mim”, e nem de qualquer modo – eu jamais achei ou acharia que haveria algo a ser esperado por mim, no meu futuro, que não seja aquilo que me anima a viver: encontrar com o Senhor.

Assim, sempre separei as coisas. Sempre que quis, quis eu; e assumi a responsabilidade por estar querendo ou desejando; e nunca associei meu melhor desejo que fosse ao cumprimento de uma promessa de Deus para mim.

Na realidade, afora as esperanças do amor para com os que se ama e em relação ao que se deve desejar de um modo geral como bem da vida, nunca alimentei sequer sonhos dramáticos, quanto mais expectativas de promessas.

A Promessa de Deus para mim se cumpriu em Jesus!

Tudo o mais é pirulito…

Mas a culpa não é sua.

De fato, ensinaram os crentes a transformar desejo em promessa/dívida de Deus.

Eu quase embarquei numa dessas quando tinha 19 anos e fiquei doente, seriamente enfermo. E como eu orava com os doentes e eles eram curados, achei que Deus me devia a experiência de uma cura milagrosa, em mim mesmo, em meu corpo, e não no dos outros apenas.

Orei e orei. Gemi e bufei de angustia…

Mas a bondade de Deus não cumpriu o meu desejo já em processo de virar promessa; pois, promessa é divida.

Já imaginou se Deus tivesse me feito o mal de cumprir o meu desejo/promessa?

Eu não seria quem sou Nele.

Outro Caio emergiria de tal equivoco e rasteirice de expectativas.

Afinal, as dívidas de Deus não existem. As dividas eram apenas nossas. E já estão pagas na Cruz.

Então, tudo está feito.

E mais:

Andar pela fé é não ter promessas como Roteiro de Estrada ao estilo Quatro Rodas.

Não! A gente só sabe com Quem vai… [com Ele], como vai… [em amor e verdade], e para onde vai [o Pai].

O mais, ninguém sabe coisa alguma.

É por isto que é pela fé.

Assim, com todo amor, peço a você que veja se o que você tem é uma promessa de Deus, ou apenas um casamento da sua carência, com o reforço de algo inspirado aos seus sentidos, mais algum objeto de desejo.

No caso de que fosse algo como a promessa da conversão do seu pai, diria: Deixe com o Pai e seja boa.

No caso de que fosse algo como a promessa acerca de um namorado…, diria: Deixe com o Pai e seja natural.

No caso de que fosse algo como a promessa de uma expectativa de cura, diria: Deixe com o Pai e relaxe fazendo a sua parte nos cuidados normais.

Já vi muitas moças perderem anos da vida por causa de alguma “promessa”.

Se Deus tem promessas para a sua vida, então, deixe com Ele. Ele cumpre.

A boa promessa não é a prometida, é a que ao se cumprir a gente vê que era Promessa, e que a gente nem sabia, embora todo o caminho tivesse sido feito sempre e apenas de fé em fé.

Diria apenas de modo estatístico que há 95% de chance de que sua expectativa de promessa tenha seu vinculo de cumprimento no plano afetivo.

Mas pouco ou nada importa.

O que importa é que a Promessa já se cumpriu; e não está por se cumprir.

Sobraram expectativas humanas… Mas até essas existem sob a advertência de Jesus:

“Não andeis ansiosos de coisa alguma…”

Assim, o mandamento universal da não ansiedade existencial expresso por Jesus, anula qualquer que seja a expectativa de “promessa” que se alimente da ansiedade.

Só está apto para divisar promessas quem possa fazê-lo sem ansiedade!

Entretanto, até quando Jesus mandou não andar ansioso de nada, a Promessa é uma só:

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”.

Assim, querida filha, pela fé desista da “promessa”; e, pela fé, viva a vida que é a promessa andante; a saber: a vida que caminha na alegria de que o Pai cuida e sabe sempre o que seja o melhor para nós.

Repetindo:

“Promessa” é também um modo piedoso de fazer de uma idéia fixa, nossa, uma obrigação divina para conosco.

Sei que você não me escreveu esperando receber esta minha resposta.

Mas eu não agiria com amor para com você se não lhe dissesse as coisas que lhe disse.

Fiquei tocado quando você disse que recebe minha ajuda desde a infância. Por isto, como um avô que põe a neta no colo, e, com carinho, diz verdades fortes em amor, assim faço com você agora.

Receba meu carinho e orações por você!

Mas saiba: sua oração sempre será melhor que a minha!

A melhor oração é a nossa, com o coração obediente e quebrantado.

Nele, em Quem temos o Amém de Deus; ou seja: temos a Promessa,

Caio

23 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

A imposição de mãos: uma rápida história e reflexão

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Posted on 15th fevereiro 2009 by Roberto in Reflexões

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Geralmente, quando se fica confinado ao espírito de submissão interpretativa em todas as coisas, corre-se o risco de se pensar que o mundo começa e termina onde estamos, freqüentamos ou pertencemos. Por exemplo, a “imposição de mãos”, acerca da qual os evangelhos sobejam em afirmações, aparece antes que neles, ainda no Velho Testamento, como expectativa relacionada à cura, apenas nas crenças de Naamã, o sírio, o qual esperava que sua cura incluísse um movimento de mãos sobre ele, como veremos adiante. Fora da alusão feita pelo pagão Naamã, ninguém mais menciona o assunto até Jesus aparecer. Portanto, mais uma vez tem-se que admitir que na Bíblia há muitas coisas que já faziam parte de crenças universais, mas que em Jesus ganharam o caráter de realidade instantânea e, portanto, empiricamente verificável de modo súbito. Identificar as origens da imposição de mãos é realizar longa viagem aos tempos imemoriais de indefinível distancia. A imposição de mãos nasceu nas civilizações antigas, como um ritual das crenças primitivas. A agilidade das mãos sugeria a existência de poderes misteriosos, praticamente comprovados pelas ações cotidianas da fricção que acalmava a dor. As bênçãos paternas foram as primeiras manifestações típicas das imposições de mãos como transmissão do bem. No Antigo Testamento, em II Reis, encontramos a expectativa de Naamã: “…pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, ‘moveria’ a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso”. Era, portanto, um homem distante da cultura religiosa de Israel quem associava o mover das mãos, à cura; e somente ele no Antigo Testamento faz tal alusão. Entretanto, na Caldéia e na Índia, os magos e brâmanes, respectivamente, buscavam curar pela aplicação do olhar, estimulando a letargia e o sono. No Egito, no templo da deusa Isis, as multidões ali acorriam, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos. Dos egípcios, os gregos buscaram aprender as artes de curar. O historiador Heródoto destaca, em suas obras, os santuários que existiam nessa época para a realização das fricções com as mãos. Em Roma, se cria que a saúde poderia ser recuperada através de imposição de mãos. Hipócrates também falava de uma medicina que relacionava cura à imposição de mãos e aos sonhos. Depreendemos, a partir desses breves registros, que a crença na cura pela imposição de mãos era algo normal desde tempos antigos e que não se limitava à sua prática conforme se lê na Bíblia, especialmente no Novo Testamento. Então, que diferença há na imposição de mãos praticada nos relatos dos evangelhos e do Novo Testamento, e os relatos de curas realizadas pela mesma prática? O episodio de Marcos seis, no qual aparece a história da admiração de Jesus com a incredulidade dos Seus conterrâneos em relação a Ele; incredulidade essa que fez com que ali em Nazaré Ele não pudesse fazer muitos sinais, exceto realizar alguns milagres pela imposição das mãos, bem ilustra duas realidade: o toque CARREGAVA a cura no caso das sensibilidades humanas estarem diminuida; a realidade da cura divina aumenta quando a alma se mostra aberta. Ou seja: a imposição de mãos, neste caso, aparece como uma espécie de brutalidade e total não-sutileza na pratica da cura, posto que, sem o recurso sensorial do toque das mãos, praticamente nenhum deles se despertaria para a possibilidade de receber o beneficio da restituição da saúde. No caso de Jesus, que curava a distancia, ou meramente com a palavra, embora pudesse também aplicar saliva nos olhos ou na língua dos doentes, ou mesmo fazer aquela ‘massa’ de terra com saliva, que aplicou nos olhos do cego de nascença – a imposição de mãos era quase como que uma total falta de sutileza, mas à qual Ele recorre, apenas porque sem sensorialidade certas mentes não se abrem para a fé que trás cura. Assim, em minha opinião, há dois tipos de poder na imposição das mãos, e, em Jesus, foi o único momento nesta vida onde ambos se fundiram em plenitude: o natural e o sobrenatural; gerando o naturalsobrenatural. Ora, do que estou falando? Hoje é mais que sabido que a mente em si mesma carrega poder. E tal poder não é pequeno, e se manifesta para o bem e para o mal. Há inúmeros estudos, desde há mais de quarenta anos, que mostram que o ato de impor as mãos com desejo de cura, deflagra um processo, na maioria das vezes lento, porém benéfico; e isto independentemente de tal imposição de mãos ter sido carrega de fé ou de ser simplesmente uma bondosa esperança em amor. Assim, se determina que pode haver troca natural de energia psíquica entre as pessoas, por várias vias, mas também pela imposição de mãos. Até aqui, entretanto, se está falando de algo natural, ainda que operando de modo psíquico. E afirmo isto também baseado no fato de que a humanidade inteira não creria nos benefícios da imposição de mãos, não tivesse tal beneficio sido verificado durante milênios. Portanto, afirmo que creio num poder natural de curar, pela imposição de mãos; e, neste caso, o beneficio é fruto do toque carregado de amor e esperança de cura, o que beneficia quem impõe as mãos com amor, pois ama; e beneficia aquele que recebe a imposição das mãos, se a receber de modo grato e esperançoso. Entretanto, percebesse melhora; e tal melhora é sempre processual, quase nunca instantânea. Muitos, entretanto, não crêem que a mente seja mais que o cérebro, e, portanto, todas as manifestações do tipo definido acima, quando acontecem, ou são negadas pelos céticos; ou são afirmadas como “obra do diabo”, isto no caso dos crentes. Em geral crente não crê na mente. Tudo existe entre Deus e o diabo. Nesse caso, a imposição de mãos que aconteça sem a consciência carismática-cristã-pentecostal, e que produza algum resultado de cura, é sempre vista como manifestação do poder dissimulado e bonzinho do diabo através daquele que impôs as mãos. Eu, entretanto, tanto creio no poder da mente, como também no poder de manifestações espirituais. E mais: sei que impor as mãos com amor, sempre é benéfico e ajuda em todo processo de cura. E isto sem que necessariamente o praticante o faça como oração de cura. Também creio que além do poder da mente, há forças espirituais que podem se utilizar de tais manifestações para o bem ou para o mal. Entretanto, eu creio que tais forças espirituais somente se manifestam mediante a barganha que as pessoas façam com tais poderes. No entanto, o que vem de Deus, vem sempre de Graça e sem barganhas. Todavia, para que, por exemplo, uma imposição de mãos carregada de força maligna se faça transmitir para outra pessoa, alguma forma de consentimento tácito já se estabeleceu com aquele poder. Desse modo, há imposição de mãos cujos resultados são de natureza fenomenológica e estudável; bem como há a imposição de mãos cujos resultados são obtidos por intervenção espiritual, podendo ser boa ou má, independentemente do possível fato da cura acontecer. Ora, esse segundo tipo, em geral, não é de resultados processuais e lentos, como acontece com o fenômeno natural, mas sim intervenções que geram a cura súbita. Em Jesus o natural e o sobrenatural operavam em plenitude de poder; daí eu ter dito que Nele, e Nele somente, houve a fusão absoluta de ambas as dimensões, fazendo nascer o naturalsobrenatural. O naturalsobrenatural é a harmonia de todas as coisas. Assim, quando Jesus impunha as mãos, tanto a mais plena força humana e mental de poder se abria em direção ao sujeito-objeto da intervenção, como também Dele vazava o poder divino de curar até o impensável, e instantaneamente. Por esta razão é que conquanto Ele cure com soberania absoluta, todavia, se limita pela incredulidade dos de Nazaré, onde não pode realizar muitos sinais, senão umas poucas curas, realizadas pela brutalidade sensorial da imposição de mãos. O interessante é que a imposição de mãos, em Jesus, não é algo mágico, mas apenas sensorial, simbólico, e inter-relacional; o que atingia a simplicidade da compreensão humana milenar de que a imposição das mãos poderia curar; e o que gerava SUSTO, é que as curas eram de toda sorte e instantâneas. Além disso, também a imposição de mãos, em Jesus, é a realidade mais básica do ato de curar. Isto porque, de fato, as maiores curas e milagres de Jesus não aconteceram mediante o toque, ou a imposição de mãos. Ao contrário, quando levanta o filho da viúva de Naim dos mortos, Ele apenas toca o caixão e fala ao morto, o qual ergueu-se. Também quando ressuscita Lázaro dentre os mortos, não há qualquer toque, mas apenas um chamado feito pela Sua palavra: Vem para fora! Estou escrevendo isto porque me parece que os discípulos já não impõem as mãos; e, quando o fazem, o fazem mecanicamente. Meu desejo ao escrever esse rápido texto, é simples. Quero sugerir que levemos a sério o ato de tocar. E mais: quero afirmar que toda imposição de mãos feita em amor, move a vida na direção da saúde, sendo ou não uma oração formal. Além disso, digo também que no impor das mãos com consciência em fé e com amor deliberado e consciente, em tal gesto, há grande meio de Graça humana e divina de cura humana; sendo que tal, gesto praticado em amor humilde, tem em si a carga da graça que habita todo amor genuíno. No entanto, saiba que tudo é Graça, pois, que amor há no homem que não seja dom de Deus? E que cura pode nos alcançar para o bem, e sem barganhas, se não for tão somente Graça? Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm de Deus; descendo do Pai das Luzes, em quem não há mudança ou sombra de variação! Nele, que é Aquele que cura pela fé que atua pelo amor, Caio

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