Matei minha amiga!

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Posted on 9th maio 2010 by Roberto in Cartas

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andrea 110
Creative Commons License photo credit: elward-photography

Caio,

Vinte anos atrás eu amei um homem e amo até hoje. Mas ele casou com outra mulher, mas nunca me deixou…

Caio, a gente não transava. Ele é pastor de uma igreja muito cheia de lei e dizia que se não transássemos não era pecado.

Foram anos e anos de masturbação… Até pro motel a gente ia para ficar rolando de roupa, só umas vezes sem roupa, mas não fazíamos sexo.

Mês passado a mulher dele (minha amiga de infância) se matou tomando remédios.

Tô doida de culpa e tudo o mais, Caio.

Ela nunca soube de nada, mas será?

Estou morrendo de angustia e medo de tudo.

Me ajude.

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Resposta:

Minha amiga: Graça e Paz!

Somente hoje cheguei à sua carta. Pelo visto tudo já faz dois meses agora.

O que posso dizer a você?

Primeiro: Devo dizer que seu “amigo-amante” é louco, pois, quem fica em tal estado vinte anos sem ser insano?

Segundo: É o que acontece nas igrejas nas quais a imagem é o culto. Pois, em tais grupos, qualquer pecado é ainda melhor do que uma má imagem aos olhos dos outros.

Terceiro: Que há entre “evangélicos” um grupo crescente de pessoas que vivem assim: não trepam e nem saem de cima; não chovem e nem molham — e, tudo, a fim de manterem o pecado como sombra. São os tais “amores no espírito”; e que são evocados a fim de “santificar tesões” impossíveis nesses meios religiosos.

Quarto: Que tanto faz ficar de platonismos assim como esse, ou, ao invés, ir e fazer, pois, o pecado é o pecado nas entranhas do ser, e não na colcha do motel.

Quinto: Que tais energias vazam, e, para uma mulher que ame seu marido, mesmo que não tenha informações, e, não sendo ela uma surtada de ciúmes infundados, em geral, a mulher sabe mesmo quando não tem o informe.

Sexto: Que possivelmente a mulher tenha se matado pelo “conjunto da obra”, e não apenas em razão de você. Afinal, para viver assim 20 anos, esse homem tem que ter feito muito mal a essa mulher mesmo que ela nunca tenha sabido de nada, pois, tais males, não precisam de palavras e nem de discussões, posto que a energia do amor ou desejo por outro [a], sempre deixa impressões fortíssimas em um cônjuge que fique exposto a tal vazamento psicológico e mental.

Agora, o que fazer?

Ora, é hora de grande arrependimento e de muita contrição.

Leia o Salmo 51 como se você o estivesse escrevendo para Deus. Leia também o Salmo 32, no mesmo espírito.

Agora, saiba:

Dificilmente você terá paz para ser feliz com o “amigo-amante”, agora que a mulher se foi, e, principalmente, do modo como foi.

Não estou “profetizando nada”. Apenas lhe digo o que a experiência me ensina.

Leia o site. Procure palavras como Graça, Perdão, Arrependimento, ou, ainda, links como os seguintes:

Profecia de morte!

Obsessão como amor – que doença!

Quando a “fixação” passa por amor

Agora, é fazer o seu melhor. Sem culpas perenes, mas apenas, por enquanto, com a sadia tristeza que gera vida e paz.

Mas saiba:

Não dá pra brincar de amar e de ter algo com alguém sem que isto já seja uma vereda de morte e de muita dor.

Receba meu amor no Senhor e minhas orações!

Nele, que sabe tudo o que implica a partir de nossas vidas, e que perdoa a quem, como Davi, salmodia em arrependimento sincero,

Caio

18 de setembro de 2008

Lago Norte

Brasília

DF

Uma carta aos pais de gays

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Posted on 2nd maio 2010 by Roberto in Cartas

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He Loves His Gay Son
Creative Commons License photo credit: Poldavo (Alex)

Muitos pais me escrevem falando de sua angústia ante as confissões feitas por filhos que se sentem gays desde a infância.

Sei que a angústia que se abate sobre os pais nessa hora é sempre esmagadora. Afinal, nem casais gays adotam uma criança do sexo masculino esperando ter entre eles uma “menina psicológica”. E se há tais casos de errada expectativa quanto ao filho adotado por um casal de gays, todavia, ainda assim eles pertencem à minoria microscópica em relação ao padrão de expectativas.

Quando se tem um filho homem ou mulher, sempre se espera que eles sejam conforme o gênero explicitado: macho ou fêmea.

Entretanto, quando este não é o caso, em geral os pais sofrem tanto, e manifestam tanto desgosto, dor e repúdio à condição, que acabam por transferir tudo para o próprio filho, e, assim, o abismam no chão profundo da possibilidade de suicídio, ou, na maior parte das vezes, em grande promiscuidade.

Filho ou filha que se confessem gays devem ser chamados à avaliação à luz da verdade, a fim de que vejam se são ou não, pois existe muito auto-engano, muito mecanismo de fuga ou de chamada de atenção, muito vício, ou mesmo muita determinação oriunda de conflitos na área da sexualidade, e que acabam por supostamente definir para a pessoa uma preferência gay como simbolização de outras confusões interiores.

O que os pais devem fazer?

Ora, devem orar no secreto, e, além disso, devem amar seus filhos e tratá-los na verdade, pois, somente assim se poderá ajudá-los em qualquer que seja a configuração ou evolução da situação.

Além disso, deve-se também esquecer do instinto egoísta de encobrir o filho a fim de que os pais não se vejam expostos ao julgamento de milhões de juizes de tudo; e até da culpa do pai ou mãe que tiveram tal filho; ou ainda da culpa por serem os pais que não souberam educar bem o filho; ou ainda: em razão de que tais pais são postos na posição de escolha entre serem leprosos com os filhos ou afirmarem os filhos como leprosos como “sobrevivência social” para eles. Sim! Há pais que renegam seus filhos como os pais do Cego de Nascença o renegaram, de acordo com a narrativa de João 9.

Para completar a angústia de tais pais ainda existe a condenação imediata do filho ao inferno. Sim! Pois no meio evangélico e católico (e S/A) há certos trigos e joios que já foram separados antes da hora, e, portanto, já se os pode lançar no inferno de antemão; e, entre tais, estão todos os gays.

Há pais que sofrem tanto, que o filho ou filha gay vêm a se matar a fim de evitar que os pais sofram com sua existência. Tais filhos internalizam o sentimento de que seus pais prefeririam a dor da condenação do suicida à vergonha provocada pela existência de um filho gay. Por isso é tão alta a incidência de suicídios entre gays cristãos.

De fato, numa hora assim é que se sabe se o pai ou mãe de fato são convertidos aos seus filhos, conforme o espírito do Reino.

Um pai ou mãe têm sempre que agir como o Pai que está nos céus, que ama mais que qualquer mãe.

Somente no amor tal família terá ar e saúde para prosseguir. Somente amor e muita misericórdia fazem com que cada parte envolvida no processo possa ajudar a outra a sofrer menos; e, depois, pararem de sofrer, quando a consciência de todos se firmar na certeza do amor de Deus e na perseverança na verdade do Evangelho.

Amor e amor. Nada além de amor. Nada aquém de amor. Amor é tudo. O amor fala todas as línguas e entende tudo. O amor ajuda em qualquer que seja a viagem. Sem amor, qualquer viagem é morte para qualquer homem.

Assim, pais: amem em verdade, justiça e liberdade; pois, é no ambiente do amor que a saúde se estabelece sobre a situação.

Nele, em cujo amor sou guiado pelo Seu Espírito,

Caio

28/01/08

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net