A lei está matando a humanidade – A morte da consciência

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Posted on 16th outubro 2010 by Roberto in Reflexões

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White, Gray and Blacks
Creative Commons License photo credit: Hamed Saber

Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.

É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.

Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.

Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.

Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.

Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”

Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…

Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.

É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!

Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.

A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!

A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

Caio

(Escrito no início de 2004)

www.caiofabio.net

Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.

É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.

Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.

Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.

Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.

Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”

Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…

Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.

É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!

Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.

A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!

A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

Caio

(Escrito no início de 2004)

Não consigo parar de trair meu marido…

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Posted on 10th maio 2010 by Roberto in Cartas

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Placas do Brasil
Creative Commons License photo credit: jmarconi

Querido Pastor Caio, graça e paz!!

Meu querido pastor, já enviei um e-mail para o senhor, mas não tive nenhuma resposta. Por isto resolvi lhe escrever de novo.

Minha historia é muito longa, mas vou tentar resumir o quanto puder, pois sei que o senhor tem muitas ocupações. Mas gostaria muito que o senhor me desse alguns conselhos, pois me encontro nesse momento passando por uma luta interior muito grande.

Sou casada e tenho dois filhos maravilhosos, e um marido também. Sou evangélica e tenho 38 anos.

Minha vida tem sido recheada de adultério. Eu já trai meu marido muitas vezes. Primeiro tive uma pessoa que eu achava que era o homem da minha vida. Mas puro engano. Depois desse rapaz, com quem eu tive um caso que durou 4 anos, eu me envolvi com mais três homens.

Mas esse homem com quem estou tendo um caso foi o que mais me trouxe estragos emocionais. Mas mesmo assim não estou tendo força para deixá-lo. Sabe, pastor, com esse já faz 6 anos que eu estou envolvida, e durante esses anos, eu já sofri muito por causa dele.

Quando começamos tudo era muito bom entre nós. Só que começaram a acontecer muitas coisas entre nós. Ele é uma pessoa que muda de humor muito rápido. Quando eu passei a conhecê-lo melhor, fui descobrindo que ele não era essa pessoa que eu achava tão maravilhosa que antes eu tinha conhecido. Eu saí muitas vezes com ele para motéis, e numa dessas vezes ele me acusou, dizendo que eu tinha colocado o papel do pagamento do motel dentro do carro dele só pra a mulher dele pegar. Mas pastor, eu lhe juro que jamais, em momento algum, eu pensei em fazer uma coisa dessas. Pro senhor ver até que ponto esse homem tentou me prejudicar.

Mas o pior disso tudo é que depois de algum tempo ele me procura e começamos a nos encontrar de novo. Eu tentei fugir, mas só que eu já estava muito envolvida com ele. Eu sou daquelas pessoas que sempre acha que a outra pessoa merece uma segunda chance, só que ele me magoou muitas vezes. Ele é o tipo de homem que se envolve com muitas mulheres e não sabe o que quer da vida. Tem um casamento que é a vida dele, mas trai a esposa, que fica achando que ele a ama mesmo traindo. Isto porque ele é do tipo de homem que não vive sem “dar em cima de mulher”, o conhecido GARANHÃO.

Não sei por que, depois de tanta coisa que ele já me fez, eu não consigo me desligar dele. Será que o amo? Não sei, pois às vezes tenho muito pavor só de pensar que vou sair com ele de novo, mas quando me vejo, já estou nos braços dele de novo. Posso dizer pro senhor que eu me sinto como se estivesse presa.

Tenho orado muito, pois muitas vezes eu tenho até vontade de morrer. Já não sei mais o que fazer. Gostaria muito que o senhor me respondesse, pois tenho entrado no seu site e tenho sido muito edificada. Por favor, pastor, me responda, pois preciso muito dos seus conselhos. Me diga como devo agir, pois estou muito perdida.

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Resposta:

Minha querida amiga e irmã: Graça e Paz!

Você inicia falando de filhos e marido maravilhosos. Porém, apesar disso, você diz que “não se segura”; e, durante o casamento, já teve longos casos sexuais.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção é que você abandona a sua narrativa da família maravilhosa, e passa a falar dos casos sexuais, especialmente deste último, com o “seu galinha”… Mas nunca fala de sonho, ou de culpa, ou de dor existencial, ou de amor, ou de ter uma vida boa e fiel a seu marido, ou de qualquer desejo mais profundo para a sua alma.

A própria narrativa acerca do homem, de como e quem ele é, de sua repulsa por ele, mas de seu vício em se dar a ele já suscita em qualquer mulher a seguinte pergunta: “Minha filha, o que você ainda está fazendo aí?” Ora, isto tudo segue acrescido do fato de que você ainda suporta as grosserias e indiferenças dele, posto que você mesma sabe que para ele você é apenas mais uma transa gostosa, e na hora que ele quer.

Todavia, como você suporta ser parte desse harém pertencente a esse Sheik Galinha, passa pela sua cabeça que tal sujeição pode ser amor. Amor? Que amor? Amor por quem? Por ele? Não, minha querida, é justamente a falta de amor que faz isto, especialmente a falta de amor-próprio. É a total falta de valor próprio, movida pela falta de amor conjugal e libido em seu casamento, aquilo que põe você nas mãos desse “Matador”. Somente uma mulher sem nenhum amor próprio se submete a isto, até mesmo sendo mal casada.

Você falou em já ter tido vontade de morrer, mas nunca associou a sua não-morte a uma esperança de cura na vida conjugal com seu marido. Às vezes dá até a impressão de que se o cara não fosse tão ruim e perverso, você estaria contente; digo, no caso de ele ser um amante fiel, amigo, meigo, cuidadoso, afetivamente ligado a você, etc… Ou seja: em momento algum sua dor é pela traição a seu marido, mas apenas vincula-se ao fato de que você se entrega a um amante perverso e fica com pena de você mesma.

Na realidade, possivelmente você não ame ninguém e nem jamais tenha amado. E por quê? Porque quem não se ama não tem poder para amar ninguém, posto que para amar o próximo, eu preciso amar a mim mesmo antes. Nosso potencial para amar o outro é sempre proporcional ao amor próprio e ao respeito próprio que a gente possui. Gente que não se ama jamais saberá amar, nem tampouco saberá o que é amor por outros!

Se você se amasse, você não estaria casada sem amor. Isto porque se você amasse seu marido de verdade, não estaria tendo todos esses casos sexuais. Depois, caso você se amasse, certamente jamais se entregaria a um homem como esse. Além disso, se você se amasse, não amando o seu marido como macho e homem, você iria preferir terminar o casamento a traí-lo. Sim, porque você iria desejar muito mais amor do que sexo. Você desejaria antes de tudo amar e ser amada.

Assim, pra gente não perder tempo, me fale de você, de como foi sua vida, sua iniciação sexual, e, sobretudo, como é a sua vida com seu marido; e, também, como é que ele não desconfia de nada, e há tanto tempo… Só assim poderei entender você um pouco melhor, e, desse modo, tentar ajudar nas soluções, não apenas nos paliativos.

E por falar em paliativo, pare logo de sair com esse cara. Você não merece isso. Não atenda mais aos telefonemas dele (aliás, mude de número). E não faça concessões. E isso não tem nada a ver com coisa alguma que não seja respeito próprio. Você precisa começar a exercitar seu amor próprio. Chega de ser eguazinha desse garanhão viciado que já virou um pangaré.

No mais, saiba que manter esse estado de alma será destruidor para você. Essa sua vontade de morrer é fruto dessa falta de significado para a sua vida. Isso porque sem amor a vida não tem significado. Só o amor justifica a vida para a própria alma.

Quanto a ser “evangélica”, esqueça isso. Você precisa mesmo é de um encontro profundo com Deus, mediante a internalização do Evangelho. Portanto, leia os evangelhos, de cabo a rabo. E desenvolva uma vida de devoção e oração. Mas não fique fazendo “orações pelo cara”, pois, desse modo, a oração vai virar tentação. Ore apenas a Deus por Deus, e por você mesma.

Faça isso todos os dias. Mude seus pensamentos. Ocupe-se. E quando a mente a tomar de assalto lembrando de “tesões com o garanhão”, não lute contra, mas apenas mude o olhar, pense nas coisas que dão significado à vida e discirna que esse homem não é um homem, mas só um pedaço de carne. E lembre-se que nas mãos dele você é apenas, na melhor das hipóteses, uma “Picanha”.

Receba meu abraço e minhas orações!

NEle, que nos ama, e quer que nos amemos a fim de podermos amar,

Caio

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Pastor Caio, graça e paz para o senhor!

Li sua resposta e gostaria muito de lhe agradecer por tudo.

O senhor pediu para que eu lhe falasse mais sobre meu casamento e minha vida sexual.

Eu me casei com 19 anos. Ele foi o meu primeiro namorado. Tivemos um namoro legal. Me casei virgem. Nossa relação sexual sempre foi muito boa. Mas, passando algum tempo, eu fui me desencantando com ele… Já não conseguia mais sentir muito tesão por ele. Eu sei que isso não é tudo, mas foi uma das causas (eu acho) que me fez traí-lo.

Eu sei que sou uma pessoa covarde, porque até hoje eu não tive coragem de deixá-lo. Mas tudo tem sido muito difícil pra mim. O senhor não sabe como eu tenho me sentido suja e imunda com tudo isso. Eu sei que meu marido não merece, e muitas vezes eu me arrependi muito de ter feito isso, pois eu sei que eu fiz mal a mim mesma. Todas as vezes que eu o traio, eu me sinto muito mal.

Não pense o senhor que eu não quero sair desta situação e que eu gosto de viver desse jeito. Só que muitas vezes eu tento, mas só que não tenho tido forças. Eu já chorei muito, já entrei em depressão por causa desta situação. Sabe o que é você entrar em uma situação e não ver uma saída? Eu confesso que já não sei mais o que fazer, pois me sinto com se estivesse presa (e estou).

Me ajude, em nome de Jesus, pois estou muito desesperada e quero ser uma pessoa livre; quero e preciso muito ter comunhão com Jesus Cristo, pois eu sei que não existe nada melhor do que ter uma vida na presença de Deus. Só que esse pecado sempre me afasta da Sua presença.

Sabe, pastor Caio, eu tenho lutado muito contra isso, só que esse homem é do tipo que nunca deixa a pessoa em paz. Ele muitas vezes passa um tempo sem me procurar, mas depois aparece e me convidar para sair… e eu, como não sei dizer não, caio nos braços dele de novo.

Eu sempre falo que a mulher que se envolve com ele sempre sai muito machucada, porque ele é do tipo que só pensa nele. Agora não me pergunte por que eu fico. Eu sei disso tudo e mesmo assim não o deixo… O porquê nem eu mesma sei…

O senhor também me pediu pra falar de como esse tempo todo eu venho traindo meu marido e ele nunca desconfiou de nada. Eu acho que ele até já desconfiou, porque muitas vezes já tentei falar em separação com ele. Mas só que ele é do tipo que prefere não saber da verdade. Eu já dei muitos sinais de que não o amo mais. Mas ele prefere ficar calado a falar sobre qualquer coisa que esteja relacionada à nossa situação.

Pastor, minha situação é muito complicada, porque eu tenho muito medo de que um dia toda essa situação venha à tona. O que vai ser de minha vida? Estou muito angustiada, pois não sei como resolver tudo isso… Ou até sei, mas só que não estou com força pra resolver.

Me ajude, por favor. Desde já agradeço o seu carinho e cuidado em me ajudar. Pois o senhor não sabe como a resposta que o senhor me mandou tem me feito parar e pensar seriamente na minha situação. O senhor tem sido uma bênção na minha vida e na vida de muitas pessoas. Pode ter certeza disso. Eu o admiro muito.

Peço, em nome de Jesus, que o senhor ore por mim; para que Jesus possa realizar um milagre na minha vida. Pois o meu maior desejo é servi-lO de todo meu coração e com toda a minha alma. Minha alma tem muita sede de Deus.

Um forte abraço, e que Deus lhe abençoe por tudo. Aguardo sua resposta, se possível.

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Resposta:

Minha querida amiga: Graça e Paz!

Antes de ser o seu marido quem não merece isto, eu lhe digo: você é quem não merece isto.

E pior: é você quem está cometendo este atentado contra você mesma.

“Passividade” é seu escudo para não mudar! Todos arranjamos álibis a fim de não nos encararmos e não assumirmos responsabilidades. O seu álibi é a sua passividade. O amante diz “vem”, e você vai… O marido não diz nada, ou evita a conversa, e você deixa tudo como está.

Em ambos os casos você descreveu os dois homens (o amante e o marido) como sendo “do tipo de homem” que é do jeito que é… E você se conforma com ambas as situações.

E você? De que tipo é? Do tipo que se conforma? Que aceita? Que obedece ao outro apenas porque não tem coragem de dizer “eu quero” ou “eu não quero”?

Outra vez você não falou em amor, mas apenas em sexo bom (durante um período com o marido), vindo, depois, a falta de tesão… Você disse que crê que esta é uma das causas em razão das quais você começou a trair o seu marido. No entanto, a falta de tesão pelo marido leva apenas um pequeno grupo de mulheres a terem casos extraconjugais (falo de algumas “matadoras”), posto que a maioria, caso venha a fazer tal coisa, o faz, em geral, porque não ama o marido (e nem se sente amada), mas não porque acabou o tesão.

Na realidade, o tesão acabou porque provavelmente nunca houve amor. Ora, a menos que ele tivesse traído você ou atentado contra o casamento, poderia haver uma explicação para o arrefecimento do amor entre vocês. Porém, aparentemente, isso não aconteceu. Assim, melhor é assumir que você provavelmente nunca o tenha amado.

Se ele sente ou desconfia que você o trai, mas não faz nada, sobram poucas alternativas: a) ele é um marido covarde, que prefere dividir você com outros a correr o risco de ficar só, caso abra o assunto; b) ele é um ser muito inseguro e adoecido de alma, que veio a se tornar totalmente dependente de você; c) ele também não ama você, mas ama a vida familiar, e por tal razão prefere não “mexer” no assunto, pois sabe o que vai achar…

O que você deve fazer é uma decisão sua. Minha opinião, todavia, é que você deveria conversar com seu marido, não sobre as traições, mas sim sobre a ausência de razões para vocês continuarem juntos, já que aparentemente não há amor conjugal entre vocês. Isso porque se a situação é esta, melhor é que você se separe dele do que viver sempre traindo o cara. E, de fato, caso não haja amor conjugal entre vocês, as probabilidades de que coisas deste tipo aconteçam aumentam muito, especialmente quando já se traiu antes, como é o seu caso.

Pouca coisa é tão difícil de combater quanto o hábito de trair. Isso porque uma vez que a pessoa foi “desvirginada na traição”, por mais que ela sofra e ache errado, o “hímen psicológico da conjugalidade” foi rompido, o que torna a decisão de trair muito mais fácil. É o tal “trair e coçar é só começar”.

Você também sofre de um medo horrível de ficar só. Por isso é que você se dá a quem não merece você, e trai quem não merece ser traído (como se houvesse alguém que merecesse!). No fundo, tudo isso é fruto de falta de amor-próprio, conforme já lhe disse antes. No entanto, o que pode acontecer com você (e muito provavelmente irá acontecer caso você não mude seus caminhos), é que você venha a ficar só. Aliás, caso você nunca tenha amado o seu marido, o melhor a fazer é ficar só. Sim! Só, só, só… Sem ninguém de “estepe”, muito menos esse “estepe” rodado e esburacado que hoje lhe serve de perversa roda-quadrada: o garanhão-pangaré.

Portanto, três são as minhas sugestões:

1. Converse com seu marido. Simplesmente o faça parar e falar. Não precisa humilhá-lo contando os “casos”, mas diga a ele que o casamento de vocês virou um caso de enfermidade, covardia e morte afetiva.

2. Não atenda mais o “garanhão-pangaré”. E faça isso logo, pois mulheres como você tendem a se viciar no abuso. Sim, o abuso passa a dar tesão em almas esburacadas como a sua.

3. Leia os evangelhos todos os dias e dedique-se a buscar as coisas lá do alto, conforme já lhe disse antes. Leia o site o máximo que você puder. Tenho certeza que ele também a ajudará a se enxergar e a se entender. Não diga “não consigo”, pois caso você realmente deseje, você consegue.

Pelo fato de que você vem se submetendo a isso já há alguns anos, ouso dizer que você já está viciada no abuso como fetiche. A relação que você tem com o pangaré é sadomasoquista. Ele é sádico. Você é masoquista. Portanto, conforme já sugeri antes, inicie urgentemente um tratamento de natureza psicoterapêutica. Faça isso por amor e respeito a você mesma.

Como você vê, eu digo as mesmas coisas. Afinal, não há nada novo a dizer, mas sim muito a agir e decidir. E tal ajuda somente você pode dar a você mesma.

Receba meu carinho!

NEle, em Quem podemos encontrar Graça para ocasião própria,

Caio

www.caiofabio.net

Estão me chamando de desviado…

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Posted on 4th março 2010 by Roberto in Cartas

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—– Original Message —–

From: ESTÃO ME CHAMANDO DESVIADO…

To: contato@caiofabio.com

Sent: Thursday, December 29, 2005 10:01 AM

Subject: NOIVA CORROMPIDA

Caio,

O negócio está ficando “feio” pro meu lado. Todos os irmãos ao falarem comigo só tem uma frase: Volte pra Cristo!

Cara, eu tô é sentindo raiva e não é pouca…

Eu queria entender essa “contradição”: As pessoas que lá (na igreja) continuaram podem sentar numa mesa de lanchonete e falarem livre e descabeladamente das pessoas que se “desviaram”, contudo, quem está “aqui fora”, não pode levantar um “dedin” de crítica que eles já dizem: Cuidado, você está “tocando” no “Ungido”.

Que loucura! O “estar” na igreja me dá o direito de massacrar os “ímpios” , mas se estiver fora, perco os “super-poderes”, pois pra falar mal de alguém, tenho que ter “cobertura”.

Na rua, passo por “irmãos” que viram a cara quando me vêem. Fico triste por mim, que não raras vezes virei a cara para aqueles que se “desviavam”.

Como fui hipócrita! Quantas “vidas” que saíram sangrando da igreja eu “atropelava com a moto” mas não dizia: Bom dia!

É estranho, realmente esquisito dizer isso, mas hoje me sinto livre: livre da hipocrisia, do xamanismo, da idolatria (por Nabuco Terra Nova), das profetadas de púlpito e outros “ingredientes” que têm feito muita igreja contemporânea irem pro “saco”.

Cara, o que quero é meu direito de viver. É andar pelas ruas sem ser chamado de desviado por esses hipócritas, porque dos “crimes” de que me acusam hoje, eu já os “cometia” na igreja e com eles.

Hoje todos sabem que tomo vinho (é um escândalo), mas quando bebia com eles não era pecado. Será que eles ungiam a bebida e eu não sabia?

Ouço “abertamente” a música do “mundo”, principalmente a Legião Urbana (misericórdia irmão! essa banda tem demônio até no nome!)

Cansei de ver irmãos “maduros” na fé dizerem assim: Eu tenho capacidade para ouvir esse tipo de música pois sempre fui evangélico, agora, você que veio do “mundo” não pode ouvir porque contamina.

É de lascar! Se Cristo viesse a Terra em nossos tempos , creio que seria crucificado de forma mais horrenda e sanguinária do que no filme de Gibson. Pois a sua “Noiva” se tornou politicamente mais forte e pervertida que os Fariseus do Templo, por isso, tenho certeza, “Ela” não deixaria um Homem simples, trazendo palavras simples, “corromper” a forma Piramidal da Igreja do século XXI.

Continuo no “mundo”. Para a “igreja” sou o herege Number 1. Todo dia acordo com “aquele gosto de caveira moída” na boca; por isso, não raramente, emborco um Pérgola e ouço minha musiqueta.

Quando você “caiu” se é que “aquilo” é cair, foi quando eu mais te conheci, na minha igreja tinha uma coleção de VHS seus (aqueles azuis) que, de repente, ficaram de lado (vamos fingir que não sabemos o por quê).

A Pregação que mais me marcou entre todas foi aquela baseada em Jeremias 31:3 : “…com amor eterno te amei, por isso, com benignidade te atrai”.

Reverendo amigo, já ouvi esse texto ser pregado ardente e ardilosamente diversas vezes por várias pessoas… mas “com Amor” apenas uma vez.

Toda vez que te escrevo, só tenho um sentimento: cresci, apareci e não vi nada; aprendi o que era certo com as pessoas erradas. Tenho fé que vou recuperar o tempo perdido.

Nele,

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Resposta:

Meu irmão amado: Graça e Paz!

Tudo é muito simples!

Veja: Quem é de Deus, ama. Quem não é de Deus, não ama. Quem nasceu de Deus não conhece nenhuma “nova revelação” além do “novo mandamento”, que nos amemos uns aos outros. Quem odeia jamais viu a Deus, pois Deus é amor. E aquele que diz que ama a Deus, porém odeia a seu irmão, esse segue pelo caminho de Caim. Aquele que diz que ama, mas vê seu irmão em apuros e nada faz, esse não ama; pois o amor de Deus em nós sempre acha no irmão a “carência de Deus”; e, assim, serve a Deus nos irmãos.

Isto digo, apenas para você não ter dúvidas acerca do que é o Evangelho, na prática, conforme o ensino e a prática de Jesus. O resto, meu irmão, é invenção da religião dos fariseus, que acabou ganhando a parada junto ao “cristianismo”, que é uma fusão do moralismo adoecido dos fariseus e do paganismo da Roma constantiniana… e mais alguns outros vírus e bactérias espirituais.

Tudo o que você disse não carece de resposta. Sua denuncia é tão simples, clara e repetida por milhões, todos os dias, que nem mesmo merece resposta que diga “Uau”.

Quero, entretanto, tratar rapidamente de dois temas mencionados por você; a saber: o dos desviados e o da maldição dos ungidos do Senhor.

Primeiro, você deve saber que Jesus era “um desviado” do ponto de vista dos fariseus e das autoridades da religião em Israel. E não era apenas um desviado qualquer. Por anunciar e ser a Boa Nova, Ele foi chamado de “samaritano louco”; de instrumento de “Belzebu”, o maioral os demônios; de “suicida” endiabrado; de “glutão e bebedor”; de licencioso por andar com gente como as meretrizes, os publicanos e os “pecadores”; de “blasfemo”; de “bastardo” sem pai e de origem questionável; e, por último, de bandido e agitador do povo — todas essas sendo as razões que se acumularam a fim de que Ele fosse morto.

Graças a Deus você achou a via certa, e, assim, se desviou dessa via da neurose, do medo, da culpa, do culto ao homem, da obediência serviçal a um louco, da prática dos ensinos de uma “seita” que vende um certo “outro evangelho”; o qual, saiba, mesmo que seja proclamado “por anjo de luz”, deve ser considerado “anátema”.

Aliás, nesse quesito, Paulo, que foi quem fez a declaração acima, disse que até se “ele mesmo” pregasse outra coisa, que era para que os discípulos não o ouvissem também.

Portanto, o que importa não é quem diz, mas o que é dito. Desse modo, Paulo adverte, dizendo: “Até eu mesmo, se for me alterando e pregando outra coisa, que seja repudiado”. Pois, não é o mensageiro o que vale, mas sim a mensagem, a qual é eterna e não deve ser mudada, exceto se alguém desejar sobre si o juízo de alterar o que não deve ser mexido nem por homens e nem por anjos; visto que se trata de algo eterno e imutável.

Assim, digo a você: o que chamam de seu desvio é justamente a Via Certa, pois, agora, você está deixando de seguir homens loucos e dando ouvidos não a mim, mas ao Evangelho, visto que eu também digo que se porventura eu aparecer com qualquer outra coisa que não seja o que já está “posto”, conforme a Pedra Angular, Jesus, e, também, conforme o fundamento dos Apóstolos e Profetas das Escrituras — que eu seja “anátema”.

Ora, este primeiro ponto nos remete para o segundo: o da maldição dos bruxos ungidos, os bons-mau-cumbeiros da “igreja do medo e da barganha”.

Eles evocam Davi, que não matou a Saul nas vezes em que pôde, a fim de não ferir e nem tocar num ungido do Senhor; e, também, evocam o Salmo que diz “não toqueis nos meus ungidos”.

Ora, no caso de Davi, não tocar no ungido era bem e bom para ele, que sabia que Deus mesmo, à Seu tempo, faria o que já estava designado; e Davi não queria meter a mão naquilo que não era dele, mas de Deus.

No entanto, a ordem das coisas é invertida entre nós, e o tal “não toques no ungido” passou a ser um discurso que nem Saul teve coragem de fazer (foi Davi quem disse isso, nunca Saul); mas que, os Sauls de hoje fazem, e isto a fim de poderem continuar Sauls para sempre, perseguindo, oprimindo, tiranizando, e maltratando o povo de Deus.

Desse modo, ninguém tem que tocar “no suposto ungido”, mas apenas não se deixar tocar por ele. E foi isto que Davi fez: ficou longe, muito longe, desse “ungido” que tinha ânsia de matar: Saul.

Hoje, entretanto, o que querem é que Davi diga “amém” a Saul, e que cumpra seus caprichos, e que continue na casa dele mesmo que ele seja louco. Davi não tocou em Saul, mas nunca mais deu a Saul a chance de tocar nele. Deus cuidou de Saul.

Entretanto, o que não se pode permitir é que Saul cuide da gente. Nesse caso, é como aceitar o pastoreio do surto e da loucura.

No caso do Salmo que manda não tocar nos ungidos, o contexto era outro:

Israel estava matando os profetas em razão de sua mensagem contra a iniqüidade, a feitiçaria, e a paganização da fé. Ou seja: se fosse esse o caso, se diria que o “ungido” é você; e quem o ataca é que deveria ver o que está fazendo contra a sua própria alma; pois Deus já avisou através de Jesus que Ele acha melhor que quem assim procede, “ate ao pescoço uma grande pedra e se atire ao mar”, antes de fazer mal aos que apenas crêem na Palavra do Evangelho.

Em Jesus, todavia, tudo isto acabou. Digo: esse negócio de haver uma “categoria especial de ungidos”. Afinal, isto é coisa de gente que vive com a mente ainda pagã, crendo em bruxos, magos, xamãs, feiticeiros, e, sobretudo, na cumplicidade de Deus com homens que se servem de Seu nome para manipular o próximo incauto.

Todos somos ungidos do Senhor Nele, e não há mais essa categoria especial de ungidos, visto que Paulo diz que em Jesus nós somos os ungidos do Senhor; sim, todos nós, os que cremos.

Ora, eles usam essas coisas como medo, como feitiço e como opressão do diabo sobre as almas dos homens.

Por que você acha que eles nunca me escreveram me “amaldiçoando”?

Ora, é que eles sabem que sei que eles estão apenas fazendo isto a fim de manipular os ignorantes e que ainda têm sem si o germe da fé pagã.

O “paipóstolo” não quer ser “Pai de Santo”, mas deseja ser o “padastro-dos-santos”. Desse modo, ele pode ser um “Pai de Santos”, mesmo que ele próprio pratique os métodos do medo que se encontra nas tribos primitivas, as quais, ainda são dirigidas pelo “oráculo do pagé”.

Escreva isto, pois o digo sem medo:

Eles estão servindo ao diabo e não a Deus, e suas obras de medo e controle são a própria expressão do modo como o diabo dirige as vidas humanas: pelo medo e pela tirania!

Assim, meu irmão, fique firme na Palavra e não se submeta nem mais por um momento ao pastoreio do medo e do lobo vestido de ovelha.

E mais: fique na paz de Cristo; pois, contra quem está na Graça, não vale maldição e nem encantamento, visto que Jesus mesmo já se fez, de uma vez para sempre, maldição em nosso lugar.

Fico com muita pena dos que amaldiçoam, pois sei que eles mesmos estão chamando juízo para si. Assim, quanto mais sei que me amaldiçoam à distância (pois, em minha presença nada dizem!), mais oro por eles, e mais peço a Deus que o salve dessa cegueira de seita perversa, e os converta ao Evangelho da Graça.

Eles, todavia, podem marcar uma reunião de todos os “apóstolos” do Brasil para me amaldiçoarem que a mim nada dirão; pois, saiba, meu mano: não há poder neste mundo que me faça teme-los. Eu sei quem sou em Cristo; e sei que eles escolheram o Caminho de Balaão, o qual, pela ganância de dinheiro e poder, entregou-se ao “carismatismo bruxo”, e pleno de ganância.

O melhor de tudo é que hoje você aprendeu o quanto importa sofrer pelo nome de Jesus e do Evangelho. Afinal, a única coisa que mudou em você é que agora você está livre em Jesus para seguir somente o Evangelho, e não a “sagrada escritura do paipóstolo”, a qual é pura e triste heresia, e perversão do Evangelho de Jesus.

Fique tranqüilo! Nenhum mal lhe sucederá!

Nele, que nos guarda do ódio dos homens,

Caio

OBS: desviado deveria ser alguém que deixou de ser “viado”; ou seja: alguém que não anda numa via… O bom do Evangelho é que o cara fica mesmo dês-viado. Fica na via, mas não fica viado por ninguém.

Coragem para não revidar

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Posted on 26th fevereiro 2010 by Roberto in Reflexões

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“Deus não nos deu espírito de covardia, mas espírito de poder, amor e domínio próprio” (I Tim 1:7).

Jesus disse que se alguém vai à peleja contra um inimigo que vem contra ele com o dobro do contingente que ele tem para defender-se, uma corajosa decisão deve ser tomada: ir ou não ir à peleja. E Ele não disse que a coragem é ir, mas sim a moderação que DECIDE se aquilo é ou não sábio, ou se tem alguma a coisa a ver com o bom combate.

Jesus nos libertou da tirania das falsas coragens!

Ora, se a decisão é “não ir”, ninguém pode dizer que aí houve covardia, visto que o poder, conforme a Palavra, não é suicida e nem homicida. Além disso, o verdadeiro poder tem “domínio próprio”.

Assim, o corajoso não é o que vai de qualquer modo, mas aquele que tem a sabedoria para decidir o modo como vai.

Poder, amor e domínio próprio são a antítese espiritual da covardia.

O Covarde vai se pode ganhar, e quando vai, o faz sem amor, mas movido pelo ódio; daí não haver magnanimidade do covarde. Somente os corajosos são magnânimos.

Além disso, a coragem da qual a Palavra nos fala é também coragem para não ir contra a sabedoria. E, sem dúvida, esta é uma das mais difíceis formas de coragem, pois, implica, muitas vezes, na capacidade de sacrificar a honra em nome da sabedoria, do amor e do bom-senso.

De fato, coragem não é enfrentar algo fora de nós, mas sim enfrentar em nós aquilo que só pode ser enfrentado como uma decisão de não fazer, quando se PODE fazer, mas não se DEVE.

Ontem eu tive vontade de dar uns catiripapos numa pessoa. Mas seria covardia total. Então, tive que exercitar a mais terrível das coragens, que é aquela de decidir não reagir. E, lhes garanto, tal decisão é bem mais difícil que aquela de revidar, pois, nesse caso, o inimigo a ser vencido não é o fracote que está do lado de fora, e que não agüenta um cascudo, mas o que está do lado de dentro, e que sou eu, e pode fazer a covardia de subjugar aquele que não agüenta o que pede.

Assim, covardia, muitas vezes, é partir para provar que se pode.

Mas o grande poder, é aquele que se exerce com amor, e que implica em domar o pior bicho, eu, e que precisa ser contido pela coragem do domínio próprio.

Levar um tapa na cara e dar a outra face quando você pode quebrar o pescoço do franguinho, demandar coragem muito maior que aquela necessária para enfrentar gigantes.

Deus, todavia, não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação.

A grande coragem é a DECISÃO!

Nele,

Caio

Julho de 2004

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