É o bem a qualquer custo?Ou tenho que ver?

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Posted on 9th dezembro 2009 by Roberto in Cartas

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Caio, acabei de ler o seguinte e tenho algumas dúvidas.

Aí vai, é seu texto sobre coisas que fazem mal quando a gente faz o bem… mais ou menos isso.

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As afirmações abaixo são verdadeiras.

E se você gosta de evitar fazer o mal, não leia.

Caso você deseje fazer o mal, leia.

Se você é bom, leia com atenção. Pode ser que você mude de idéia acerca de você mesmo.

Havendo dúvida, leia assim mesmo.

Havendo certeza, não perca seu tempo. Leia outra coisa.

Não havendo nada para fazer, faça o bem.

Se você não sabe o que é bom, olhe no espelho, abra a janela, beba água, ande, coma, beba, ame, e não se sinta culpado por gostar dessas banalidades.

Faz bem!

Preparado?

Não fique demais. Não há nada maravilhoso e nem tampouco novo sendo escrito aqui.

Leia então!

1. É mal fazer o bem para todo aquele que é mau. Ele o odiará pela maldade de seu bem.

2. É mal pensar o bem acerca de quem só concebe o mal. Ele usará você sem escrúpulos.

3. É mal desejar que o Bem aconteça a quem o inveje por você ser bom. Ele o julgará superior e o invejará com todo ódio.

4. É mal realizar o bem a quem tem complexo de inferioridade em relação a você. Ele crerá que você o está humilhando.

5. É mal não fazer nada de mal a quem só deseja o mal a você. Ele não agüentará a sua não resposta às provocações.

6. É mal ajudar o covarde quando está em desvantagem. Ele pensará que você é cúmplice.

7. É mal fazer o bem aos que tudo vêem como impuro. Sua bondade será interpretada como frouxidão.

8. É mal fazer o bem aos que o adulam. Eles pensarão que sua bondade é pagamento e tentarão ampliar os negócios com sua alma.

9. É mal fazer o bem a quem não ama. Ele nunca acreditará em você.

10. É mal fazer o bem a quem cobiça. Ele desejará seu bem a serviço dos interesses dele.

Bem, já que é assim, dê uma surra de bondade no mundo!

Transgrida esses princípios sempre.

Será para o seu Bem.

Espero que você seja incorrigível.

Seja esse pecador.

Peque esse pecado.

Sofra desse mal.

Você está condenado!

Graças a Deus!

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—– Original Message —–
From: É O BEM A QUALQUER CUSTO? Ou o custo determina se devo fazer o bem?
To: Pr. Caio Fábio
Sent: Friday, December 30, 2005 2:09 PM
Subject: O bem a “qualquer custo” ou o custo determina se devo fazer o bem?

Graça e paz, Caio.

Fui criado na Assembléia de Deus, que em 99% dos casos se preocupa mais com a forma do que com a essência… mais com a aparência (roupas, coques, brincos e etc), do que com ser sal e luz.

De uns tempos pra cá, tenho lido quase que compulsivamente o seu site… tenho aprendido bastante e tenho crescido bastante… tenho entrado em crise (mas crises que me levam ao crescimento), principalmente pelo fato da minha origem eclesiástica e pq estou descobrindo que o evangelho de Cristo, contradiz muito do que eu tinha como verdade absoluta… tenho tido o santo de privilégio de pensar, o que, se somos francos o bastante, não é costume da grande “massa” evangélica… atuamos no regime do “embrulha e manda”… o que o Pastor fala, tá falado; eu nem preciso refletir sobre isso… questionar?… o que é isso, é uma heresia!

Mas vamos ao que interessa é que é o motivo desse e-mail.

Acabo de ler a reflexão: Coisas que fazem mal quando você faz bem. E aprendi bastante com essa reflexão… mas fiquei com uma dúvida: no fim das declarações você diz:

“Bem, já que é assim, dê uma surra de bondade no mundo!”

“Transgrida esses princípios sempre.”

“Será para o seu Bem.”

Quero entender. O que você quer dizer? Que devemos praticar o bem, mesmo que esse bem seja entendido como mal pelos outros? Ou que devemos, antes de fazer o bem, analisar como ele será recebido pelo outro?

Fiquei com essa dúvida: O bem a “qualquer custo” ou o custo determina se devo fazer o bem?

Aguardo a sua reposta e manterei contato para perguntar mais e crescer mais na graça através da graça e do conhecimento que o Senhor tem depositado sobre ti.

Graça, paz e crescimento n’Ele.

Abração

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Resposta:

Meu querido amigo: Graça e Paz!

Não! Não há barganhas a fazer com o bem ensinado como Vida por Jesus!

Sim, Jesus disse que era para ser praticado até contra-em-favor do próprio inimigo declarado. E mais: nesses casos, a recomendação é para que se o inimigo tiver fome, que a ele se dê de comer; se tiver sede, que a ele se dê de beber; porque assim fazendo se cria uma acumulação de “brasas vivas” na consciência dele.

Ou seja: as “orelhas dos Malcos” precisam ser curadas, se se pode curá-las, mesmo que eles sejam os que foram enviados para nos prender!

O que Jesus recomenda, entretanto, é que sejamos sábios e tenhamos bom senso em todas as coisas. Também diz pra não lançar perolas aos que se fazem porcos pelas escolhas preferenciais das babugens desta vida.

Jesus mandou, em alguns casos, ficar em silencio, como Ele mesmo fez. No entanto, mesmo no silencio de palavras, aquilo que é o bem do Evangelho, não deve jamais ser supresso como gesto e ação pró-ativa em favor de todos os homens.

Por outro lado, não há nas “recomendações feitas”, nenhum convite à bondade chata, persecutória, insistente, vigilante, que anda no encalço, e que se não for rejeitada em razão da natureza perversa ou preconceituosa de quem ouve, correrá o risco de o ser rejeitada em razão da chatice de alguns, que desejam fazer bondade como estupro da vontade alheia.

Você vê Jesus andando sem jamais se desviar de Seu próprio caminho. Ninguém jamais conseguiu faze-lo agir de outro modo.

Não há seletividade no mandamento do amor, que é devido a todos os homens, mesmo àqueles que não crêem em nada.

Sim, porque tal forma de amar não se condiciona a nenhum resultado; tipo: amá-lo até que ele se converta… Pois, nesses casos, tal amor não é amor; mas sim estratégia de seita, que ama até seduzir; e depois o cara vira parte do pacote, quando então se diz acerca dele que ame a quem manda nele, e, aos outros, os “de fora”, que ame de modo “evangelístico”; ou seja: artificial.

Jesus mandou amar a quem aceita e a quem rejeita. Ele disse que os pagãos é que amam no sistema de barganha; ou seja: amam apenas os que os amam e tratam bem.

O mais, meu irmão, é saber que fomos e somos enviados como ovelhas para o meio de lobos; e que entre eles, os lobos, estranhamente, a ovelha mais segura é justamente a que anda distraída e anda seu próprio caminho de bondade e mansidão.

A segurança da ovelha do Pastor Jesus, que é Quem nos guarda entre os lobos, é que a ovelha jamais troque o amor sincero, como forma de ser, abraçando os modos do lobo; pois, nesse caso, virando lobos com os lobos, perdemos a proteção do Pastor, o qual, não é Pastor de lobos, mas de ovelhas corajosas e que não mudam ante o lobo; pelo contrário, mesmo em sua presença reafirmam sua natureza de ovelha do Pastor Jesus.

Receba meu abraço e meu carinho!

Nele, em Quem o amor não tem barganhas a fazer,

Caio

Qual a vontade de Deus para mim?

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Posted on 5th novembro 2008 by Roberto in Reflexões

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May God help me!

Obviamente a vontade de Deus é de Deus.

Sim! A vontade Dele é Dele; e de mais ninguém.

Jesus disse que comia a vontade do Pai, que se alimentava dela.

Ora, se eu tenho muitas vontades e se as exerço de modo pessoal e incompartilhavel, que não dizer da vontade de Deus?

“Quem conheceu a mente do Senhor?”

Além disso, o que me separa de Deus em todos os sentidos possíveis é infinitamente mais do que o que separa de um organismo mono-celular.
Assim, Deus se revela às amebas como as amebas podem processar.
Ora, o mesmo Deus faz com os homens!
O problema é o surto humano. Sim! O homem crê que é “capaz de Deus”, e, sobretudo, de dizer aos outros humanos qual seja a vontade de Deus para o outro.
A vontade de Deus é uma só: que nos amemos uns aos outros!
Deus não tem planos profissionais para ninguém. Nem de qualquer outra natureza tópica. O plano de Deus, não importando onde eu esteja, é que eu ame e pratique o amor. O resto é insignificante!
É o que Paulo diz quando afirma: “… ainda que eu...” fale línguas de homens e anjos, ou profetize, ou saiba todas as ciências e adquira todas as sabedorias, ou me entregue às praticas de martírio ou de entrega social de todas as minhas produções aos demais homens necessitados, mas, “se não tiver amor, nada me aproveitará”; e mais: nada será vontade de Deus.
Paulo nunca discutiu nada disso. Sabia fazer tendas. Mas era chamado para pregar. Por isso, tendo dinheiro para entregar-se apenas à pregação, assim fazia. Mas se não tinha, então, fazia tendas, e, pregava nas horas possíveis.
Ou seja:
Paulo tratava tudo com simplicidade, pois, a vontade de Deus era amor, e, amor, cabe em qualquer oficina de tendas.
As pessoas perguntam, referindo-se aos detalhes da vida, como se eu ou qualquer outro ser ameba humano pudéssemos responder: Qual é a vontade de Deus para a minha vida?
Ora, eu posso responder, mas a resposta que tenho a dar não satisfaz as pessoas que querem saber a vontade de Deus como um guia afetivo e profissional das jornadas na Terra.
Então, não sei!… Afinal, nessas coisas, à semelhança de Paulo, apenas uso o bom senso para decidir, e nunca o faço como quem consulta um “guia de jornada”, mas apenas como uma decisão de agora, da circunstancia do existir; e isto, sempre, apenas conforme o espírito do Evangelho, que é amor.
A vontade de Deus são os Seus mandamentos, embora Jesus tenha nos dito que até os mandamentos, sem que sejam vividos em amor, são desagradáveis a Deus; pois, sem amor, todo mandamento não passa de presunção e arrogância.
A vontade de Deus é amor, alegria, paz, bondade, longanimidade, mansidão e domínio próprio!
Se você faz isso entregando o lixo, operando na mais rica clinica de neurocirurgia, ou se o faz pregando como um ensinador da Palavra, não importa; pois, a única coisa que importa para Deus é se você vive ou não o amor como o mandamento de seu ser.
O que Deus quer de mim? Onde quer que eu trabalhe? Com quer que eu case?
Ora, Jesus não respondeu tais perguntas a ninguém!
Quando Pedro quis saber… Jesus apenas disse: “Que te importa? Quanto a ti, vem e segue-me”.
Quanto mais a pessoa se dispõe a andar em amor e fé, sem buscar mais nada, tanto mais ela encontrará uma sintonia fina com Deus e com a vida, e, assim, sem que ela sinta, irá sendo posta no leito do rio de sua própria vida.
É claro que Deus tem a vontade que diz “não”. Mas essa é a não-vontade de Deus. É o que Deus não quer, pois, é o que Deus não é.
Deus não é mentira, nem engano, nem ódio, nem cobiça, nem traição, não injustiça, nem maldade, nem indiferença, nem descrença, nem altivez, nem orgulho, nem arrogância, nem vaidade, nem medo e nem frieza de ser.
Assim, a tais coisas Deus diz “não”, mas não como quem diz a Sua vontade, mas apenas aquilo que não é vontade Dele.
Portanto, a vontade de Deus não é “não”, mas “sim”, embora a maioria apenas pense na vontade de Deus como negação.
Ou seja:
Para tais pessoas Deus é Aquele que diz “Não”.
A proporção, todavia, continua idêntica à que foi estabelecida no Éden. Pode-se comer de tudo, e, apenas diz-se não a uma coisa: inventar a nossa vontade contra essa única coisa à qual Deus disse “não”.
Todas as árvores do Jardim são comestíveis, mas, continuamos discutindo a única arvore proibida, tamanha é a nossa fixação na transgressão como obsessão na vida.
Entretanto, a vontade de Deus é sim, e, para aqueles que desejam fazer a vontade de Deus, e não apenas discuti-la, Deus revela Sua vontade como fé e amor, e, nos diz que se assim vivermos provaremos tudo o que é bom, perfeito e agradável, não porque a vida deixe de doer, mas apenas porque o pagamento do amor transcende a toda dor.
A vontade de Deus é que eu desista das coisas de menino nesta vida e abrace as coisas de um homem segundo Deus.
Agora, se você vai trocar de casa, de carro, de mulher, de emprego, de cidade, de país, de nome — sinceramente, é melhor consultar um bruxo, uma feiticeira ou um profeta que aceite pagamento para contar tal historinha.
Você pergunta a Jesus:
Senhor, qual é a Tua vontade para mim?
Ele responde:
É a mesma para todos os homens. Sim! Que você ame e pratique o amor, pois, sem amor, nada será vontade de Deus para você, ainda que você distribua todos os seus bens aos pobres e entregue o seu corpo para ser queimado em martírio de dignidade pela consciência e pela liberdade.
Dá pra entender ou é difícil demais?
Que tal a gente parar de brincar de vontade de Deus? Vamos?
Chega; não é gente?
Nele, que é a vontade de Deus para o homem,
Caio
29 de outubro de 2008
Lago Norte
Brasília
DF

O que é o caminho estreito?

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Posted on 10th julho 2008 by Roberto in Cartas

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Prezado Caio, É “mais ou menos” dessa forma que posso dizer que estou no caminho estreito? Jesus quer dizer mais sobre andar no caminho estreito? O que é “o reino de Deus é ganho a força”? Olhe esse texto: “Os cristãos não se distinguem dos outros homens, nem por território, nem por língua, nem pela maneira de se vestir.
Eles não moram em cidades próprias, não usam uma linguagem particular, nem levam um tipo de vida especial.
A sua doutrina não é conquista do gênio inquieto de homem perscrutadores; nem professam, como fazem alguns, um sistema filosófico humano.
Vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte reserva a cada um, e adaptando-se aos costumes da localidade, na maneira de vestir, de comer, e em todo o resto de seu viver, dão exemplo de uma forma de vida social maravilhosa, que, como todos confirmam, tem em si qualquer coisa de incrível.
Vivem em sua respectiva pátria, mas como estrangeiros. Participam de todos os deveres como cidadãos e suportam as obrigações como estrangeiros. Qualquer terra estrangeira é pátria para eles, e qualquer pátria lhes é terra estrangeira. Casam-se como todos os outros e geram filhos, mas não os abandonam. Tem em comum a mesa, mas não o leito. Vivem na carne, mas não segundo a carne. Passam a sua vida na terra, mas são cidadãos do céu. Observam as leis estabelecidas, mas com seu modo de vida superam as leis. Para dizê-lo em uma só palavra os cristãos são no mundo, o que a alma é para o corpo.” II D.C. Um cristão anônimo a um pagão de nome Diagoneto, descrevendo o modo de vida dos cristãos. Um abraço, Silvio  ___________________________________________________
Resposta: Meu irmão amado: Graça e Paz! O Caminho é Estreito porque tudo se concentra numa só coisa: em Jesus e em Sua Graça. Fora…ficam as justiças próprias, as superioridades, os desejos de poder e conquista, a propaganda moral auto-glorificante, o espírito de juízo e julgamento, e os caprichos homicidas e utilitários em relação ao próximo. No Caminho entra-se pela Porta Estreita, que é estreita apenas para quem deseja enfiar consigo todas essas coisas para dentro. É Estreita porque por ela só passa o ser que creu na justiça de Deus em seu favor…e deixou tudo para trás. Deixar tudo para trás não é um ato externo, é uma decisão interna. É dentro onde ficam as bijuterias de minha justiça própria e arrogância, e que são maiores em quantidade que as riquezas de faraó. Com justiça própria ninguém entra. O camelo passa, mas o ser auto-convencido de que com seus aparatos de justiça própria ele pode; e, não só isto, mas que crê que pode entrar por causa de suas próprias justiças, esse fica fora. Note que quando Jesus disse isto havia um tipo de gente que se sentiu “fora” justamente porque, apesar do estreitismo de sua visão, eles sabiam que tentavam fazer os seus camelos passarem pelo fundo da agulha: os fariseus, e os ricos auto-suficientes em sua riqueza generosa. Os publicanos e pecadores-candidatos naturais à Porta Larga, e ao Caminho Largo, da Perdição-foram justamente os que mais entraram pela Porta Estreita. E por que? Porque eles não levavam consigo uma “Mudança de Caminhão” cheia de apetrechos de justiça própria e mobília de conquistas morais. A Porta é Estreita apenas para quem deseja não levar consigo qualquer outra coisa que não seja confiança no amor de Deus. E quem deseja se despojar tanto? Andar na Graça é andar despojado de justiça própria e viver revestido de Cristo. Entrar pela Porta Estreita é um milagre. Ninguém “acerta” por conta própria, e nem por méritos próprios. De fato, entrar pela Porta Estreita é tarefa impossível para os homens; é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Ou seja: é impossível. Mas, Jesus disse: “Os impossíveis dos homens, são possíveis para Deus”. Portanto, trata-se de algo impossível aos homens. Somente Deus torna esse “caminho largo o suficiente para eu passar”. Pedro se conflituou quando viu Jesus olhar para o “jovem rico”, amá-lo, e depois não se impressionar com seu currículo de bondades; ao contrário, dizer a ele que se a questão fosse de “barganha com Deus”, então, que ele fosse, vendesse tudo, e voltasse para segui-Lo. E o homem retirou-se triste por ser dono de muitas riquezas. A questão de Pedro foi: “Sendo assim, quem pode ser salvo?” A resposta é simples: Ninguém. A salvação está na total falta de fé nas justiças próprias, e na total fé na justiça justificadora que vem do fato de Deus ser amor; e o justificador dos homens. O que Jesus queria fazer? Fazer o homem se perder? É claro que não. Ao contrário: o Caminho Estreito tem que ser visto por mim como total impossibilidade. Só quando ele é impossível para os homens é que vemos que “para Deus tudo é possível”. Portanto, os que andam no Caminho Estreito não têm dietas, vestuário, jeitos especiais de se comportar, ou qualquer outra coisa. São apenas seres humanos constrangidos pelo amor de Deus, e que desistiram de se apresentar a Deus e aos homens com as imensas alegorias de suas justiças próprias, nessa Sapucaí de desfiles de belezas que não sobrevivem à tempestade. O Caminho Estreito é o caminho da fé, pura e simples; e completamente confiante no fato de que eu sou uma solução divina na minha total impossibilidade de me tornar uma solução para Deus. Somente quando eu desisto de ser uma solução humana para Deus, é que me torno, em Deus, pela minha impotência, parte da solução divina; visto que essa só se opera na consciência que sabe que não pode; é aí que a Graça se instala como o milagre que faz “esse camelo aqui” entrar pelo fundo da agulha…sem nem saber como…e sem poder negar que o milagre aconteceu. O mais é invenção humana. É doutrina dos fariseus sobre a Porta Estreita, que é um dos textos mais pervertidos do Novo Testamento; pois ao invés de ser o Caminho de Jesus, passou a ser uma estreita passarela de desfiles de fariseus, vestidos de fariseus, e tentando convencer o mundo de que a salvação é uma moda de vestuário, de morais, de costumes, de culturas e, sobretudo, de justiça própria. Do ponto de vista de Jesus, isso que nós chamamos de Caminho Estreito, é o que Ele chama de Caminho Largo. Sobre “tomar o reino à força”, saiba: significa isso mesmo; visto que o maior esforço que um homem que deseja salvação pode fazer é desistir de seus próprio esforço, e confiar na Graça de Deus. Você conhece tarefa mais pesada do que essa? Estranho, largar todo peso, é a coisa mais difícil para mim. Meu maior esforço é esse: me esforçar para não me esforçar; confiar é que é difícil. Aqui no site tem muito mais coisas sobre este tema. Se você procurar você vai achar. Nele, em quem minha salvação era impossível para mim, e se tornou um milagre Nele, Caio

www.caiofabio.net