A lei está matando a humanidade – A morte da consciência

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Posted on 16th outubro 2010 by Roberto in Reflexões

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White, Gray and Blacks
Creative Commons License photo credit: Hamed Saber

Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.

É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.

Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.

Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.

Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.

Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”

Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…

Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.

É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!

Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.

A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!

A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

Caio

(Escrito no início de 2004)

www.caiofabio.net

Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.

É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.

Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.

Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.

Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.

Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”

Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…

Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.

É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!

Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.

A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!

A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

Caio

(Escrito no início de 2004)

Apocalipse para ser lido hoje

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Posted on 13th maio 2010 by Roberto in Devocionais

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sp doom
Creative Commons License photo credit: f_mafra

Deixei os primeiros três capitulos de fora desta facilitação de leitura, pois daqui a uns dias pretendo comentar o texto que segue, e que compreende Apocalipse 4 ao final. Leia com um bom coração.

Caio

www.caiofabio.net

12 de novembro de 2008.

Lago Norte

Brasília

DF

_____________________________

Depois das primeiras visões sobre as Igrejas da Ásia, eu, João, olhei outra vez, e eis que não somente havia um Portal Aberto no Céu, mas também ouvi a Primeira Voz que antes ouvira, no começo das Revelações, e que era como se uma trombeta falasse comigo, dizendo:

Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

Imediatamente, eu me achei em espírito em outro ambiente ou dimensão, e eis que vi, armado no céu, um Trono, e, no Trono, Alguém sentado; e esse Alguém que se acha assentado no Trono, era semelhante, no Seu aspecto, à pedra de jaspe e de sardônio.

[Era como uma aparência mineral indefinida!]

Ao redor do Trono, há um arco-íris que é semelhante a uma pedra de esmeralda.

[Como se o feixe do arco fosse de esmeralda densa, mas que carrega o arco-íris].

À volta do Trono há também vinte e quatro outros tronos, e, assentados neles, Vinte e Quatro Anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

Do Trono saem permanentemente relâmpagos, vozes e trovões; e, diante do Trono, ardem Sete Tochas de Fogo, que são os Sete Espíritos de Deus.

Há diante do Trono algo como um Mar de Vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do Trono e à volta do Trono, estão Quatro Seres Viventes, cheios de olhos na frente e nas costas.

O Primeiro Ser Vivente é semelhante a Leão, o Segundo, semelhante a Novilho, o Terceiro tem o rosto como de Homem, e o Quarto Ser Vivente é semelhante à Águia quando está voando.

[Assim era a aparência dos seres viventes!]

E os Quatro Seres Viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando:

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.

Quando esses Seres Viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no Trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os Vinte e Quatro Anciãos prostrar-se-ão diante Daquele que se encontra sentado no Trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:

Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas.

Vi, na mão direita Daquele que estava sentado no Trono, um Livro escrito por dentro e por fora, completamente lacrado com sete selos.

Vi, também, um Anjo Forte, que proclamava em grande voz:

Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?

Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém era digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo olhar para ele.

Diante disso eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo de olhar para ele.

Todavia, um dos Vinte e Quatro Anciãos me disse:

Pare de chorar; pois o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

Então, vi, no meio do Trono e dos Quatro Seres Viventes e entre os Vinte e Quatro Anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha Sete Chifres, bem como Sete Olhos, que são os Sete Espíritos de Deus enviados por toda a Terra.

Veio, pois, o Cordeiro e tomou o Livro da Redenção da Terra da mão direita Daquele que estava sentado no Trono!

Ora, quando Ele tomou o Livro da Redenção da Terra, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

Eles, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos, entoavam novo cântico, dizendo:

Digno és Tu, ó Cordeiro, de tomares o Livro da Redenção da Terra e de abrir-lhes os selos, porque somente Tu foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e, por isto, reinarão sobre a terra.

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do Trono, dos Seres Viventes, [que estão no meio do Trono e à volta dele], e dos Vinte e Quatro Anciãos, [que ficam assentados em tronos ao redor do Trono] — e a voz de anjos que eu ouvia, era de um número que passava milhões de milhões e milhares de milhares.

Ora, essas vozes de muitos anjos proclamavam em grande voz:

Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há — Sim! Vi que tudo o que existe dizia:

Àquele que está sentado no Trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.

E os Quatro Seres Viventes respondiam:

Amém!

Também os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se e adoraram.

Vi quando o Cordeiro abriu um dos Sete Selos que selavam o Livro da Redenção da Terra, o qual estava selado por dentro e por fora.

O Livro começou a ser aberto!

Assim, ouvi um dos Quatro Seres Viventes, o que se assemelha ao Leão, dizendo, como se fosse Voz de Trovão:

Vem!

Então eu vi, e eis que vinha um Cavalo Branco e o seu cavaleiro tinha um Arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.

Quando o Cordeiro abriu o Segundo Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi o Segundo Ser Vivente, o que é semelhante a Novilho, dizendo:

Vem!

E saiu outro Cavalo, Vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.

Quando o Cordeiro abriu o Terceiro Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi o Terceiro Ser Vivente, o que é semelhante ao Homem, dizendo:

Vem!

Então, vi, e eis que vi um Cavalo Preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos Quatro Seres Viventes dizendo:

Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.

Quando o Cordeiro abriu o Quarto Selo do Livro da Redenção da Terra, ouvi a voz do Quarto Ser Vivente, que é semelhante à Águia, dizendo:

Vem!

E olhei, e eis um Cavalo Amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo; e foi-lhes dada autoridade sobre ¼ da Terra, para matar pela guerra ou pela violência, pela fome, com a mortandade e por meio das criaturas hostis da Terra.

Quando o Cordeiro abriu o Quinto Selo do Livro Selado por dentro e por fora com Sete Selos, que o Livro da Redenção da Terra, vi, debaixo do Altar, no ambiente do Trono, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho de fé e consciência que sustentavam.

Esses cujas almas vi debaixo do Altar no lugar do Trono clamaram em grande voz, dizendo:

Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?

Então, a cada um deles foi dada uma vestimenta branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus companheiros de testemunho e o número de seus irmãos que iam ser mortos, como um dia igualmente eles haviam sido.

Vi quando o Cordeiro abriu o Sexto Selo, e aconteceu grande terremoto. O sol escureceu como se coberto por um saco de carvoeiro, a lua toda ficou como sangue, as estrelas do céu caíram pela Terra como uma mangueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus frutos maduros, e o céu recolheu-se como um antigo pergaminho quando era enrolado.

Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar na terra e no mar.

Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo homem escravizado e todo homem livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, em todos os abrigos profundos, e disseram aos montes e aos rochedos:

Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

Depois disto, vi Quatro Anjos em pé nos Quatro Cantos da Terra, conservando seguros os Quatro Ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.

Vi outro anjo que vinha do Nascente do Sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos que antes eu vira em pé nos Quatro Cantos da Terra, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo:

Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.

[Então foram selados os filhos de Israel, os que entre eles sustentaram o testemunho do Cordeiro representando aquele povo].

Ouvi o número dos que foram selados, que era 144 mil, de todas as tribos dos filhos de Israel:

Da tribo de Judá foram selados doze mil; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim foram selados doze mil.

Depois destas coisas, vi, e eis Grande Multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do Trono e diante do Cordeiro, vestidos com vestes brancas, com palmas em suas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo:

Ao nosso Deus, que se assenta no Trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.

[Sim! Pois os que são do Cordeiro dentre os filhos de Israel se podem contar — 144 mil —, mas os que dentre os povos são do Cordeiro são uma multidão que não se pode contar].

Vi que todos os anjos estavam de pé rodeando o Trono, ao redor do qual estão também os Vinte Quatro Anciãos e os Quatro Seres Viventes — e vi que ante o Trono todos os anjos se prostraram sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo:

Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!

Um dos Vinte e Quatro Anciãos tomou a palavra, dizendo-me:

Estes, que se vestem de vestes brancas, que são uma Grande Multidão, que carregam palmas em suas mãos, e que clamam dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no Trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação! quem são e donde vieram?

Eu, então, respondi ao ancião:

Meu Senhor, tu o sabes.

Ele, então, me disse:

São estes os que vêm da Grande Tribulação [antes anunciada], lavaram suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro, razão por que se acham diante do Trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e Aquele que se assenta no Trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, nem o sol os queimará mais, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do Trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

Quando o Cordeiro abriu o Sétimo Selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.

Então, vi os Sete Anjos que se acham em pé diante de Deus, os mesmos que no início tinham as Sete Trombetas e que prepararam-se para tocar.

Ora, veio outro anjo e ficou de pé junto ao Altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo junto com as orações de todos os santos sobre o Altar de ouro que se acha diante do Trono; e da mão desse anjo que estava junto ao Altar, subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.

E então o mesmo anjo que estava junto ao Altar tomou o incensário, encheu-o do fogo do Altar e o atirou à Terra.

E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto!

Então, os Sete Anjos que tinham as Sete Trombetas prepararam-se para tocar.

O Primeiro Anjo tocou a trombeta, e houve Saraiva e Fogo de mistura com Sangue, e foram atirados sobre a Terra. Então foi queimado 1/3 da Terra, e das árvores, e também toda erva verde.

O Segundo Anjo tocou a trombeta, e uma como que Grande Montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações.

O Terceiro Anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas uma Grande Estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram envenenadas e amargosas.

O Quarto Anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse tanto o dia como a noite.

Então, vi e ouvi uma Águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz:

Ai! Ai! Ai dos que moram na Terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!

O Quinto Anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na Terra. E foi dada à Estrela a chave do Poço do Abismo.

A Estrela abriu o poço do Abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos para a Terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da Terra, e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da Terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.

Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém.

Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles.

O aspecto geral dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; e tinham sobre eles, como seu rei, o Anjo do Abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.

O Primeiro Ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda Dois Ais.

O Sexto Anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos Quatro Ângulos do Altar de Ouro que se encontra na presença de Deus, dizendo ao Sexto Anjo, o mesmo que tem a trombeta:

Solta os Quatro Anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates.

Foram, então, soltos os Quatro Anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens. O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; ou seja: de 200 milhões; e eu ouvi o seu número.

Assim, nesta visão, vi os cavalos desses exércitos e vi que os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre.

Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da boca dos cavalos, foi morta a terça parte dos homens; pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano.

Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.

Vi outro Anjo Forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o seu rosto era como o sol, e as suas pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um Livrinho Aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os Sete Trovões as suas próprias vozes.

Logo que falaram os Sete Trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo:

Guarda em segredo as coisas que os Sete Trovões falaram e não as escrevas.

Então, o mesmo anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe:

Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do Sétimo Anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.

A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo:

Vai e toma o Livrinho que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o Livrinho.

Ele, então, me falou:

Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel.

Tomei o Livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo.

Então, me disseram [sobre o conteúdo do Livrinho]:

É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

Foi-me dado um Caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito:

Dispõe-te e mede o Santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram;     mas deixa de parte o átrio exterior do Santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, ou três anos e cinco meses, pisarão a Cidade Santa.

Nesse tempo darei às minhas Duas Testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.

Ora, as Duas Testemunhas são as Duas Oliveiras e os Dois Candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da Terra.

Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer.

As Duas Testemunhas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem.

Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, o Monstro que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, e o seu cadáver ficará estirado na praça da Grande Cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.

Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados.

Os que habitam sobre a terra se alegram por causa da morte deles, e, por isto, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a Terra.

Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as Duas Testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes:

Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram.

Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a 1/10ª parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.

Passou o Segundo Ai. Eis que, sem demora, vem o Terceiro Ai.

O Sétimo Anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.

E os Vinte e Quatro Anciãos que se encontram sentados no seu Trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo:

Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o Teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a Tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

Abriu-se, então, o Santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a Arca da Aliança no Seu Santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma Mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um Grande Dragão Vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.

A cauda do Dragão arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a Terra; e o Dragão se deteve em frente da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.

Nasceu-lhe, pois, um Filho Varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu Trono.

A Mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o Dragão. Também pelejaram o Dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles.

E foi expulso o Grande Dragão, a Antiga Serpente, que se chama Diabo e Satanás, o Sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos.

Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o Acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, venceram o Acusador por causa do Sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da Terra e do mar, pois o Diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.

Quando, pois, o Dragão se viu atirado para a Terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; e foram dadas à Mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da Serpente ou do Grande Dragão.

Então, a Serpente arrojou da sua boca, atrás da Mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.

A terra, porém, socorreu a Mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha arrojado de sua boca.

Irou-se o Dragão contra a Mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

E o Dragão se pôs em pé sobre a areia do mar!

E vi subir de um Mar de nações, povos e línguas um Monstro que tinha sete aliados e dez grandes outros poderes entre os homens. Os poderes aliados ao Monstro do Mar de Povos foram ungidos pela aceitação dos homens, e sobre as suas cabeças foram postos um nome de blasfêmia.

O Monstro que vi era semelhante a uma mistura de forças e poderes, como se fosse um ente parecido com um leopardo, mas com os pés como os de urso, a sua boca como a de leão…

[O Monstro é um mix de forças e poderes de naturezas distintas. O Monstro é um hibrido!]

E a Serpente deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

Então vi uma das suas cabeças de poder como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após do monstro.

[Pois a cura do Monstro foi celebrada com alegria e admiração entre muitos povos. Pois o mundo amava o Monstro].

E, [assim, por este modo], adoraram a Serpente, que deu ao Monstro o seu poder!

Também adoraram ao Monstro, dizendo:

Quem é semelhante ao nosso Monstro? Quem poderá batalhar contra ele?

[Assim, o Monstro torna-se objeto de toda admiração e fascínio].

E foi dado ao Monstro o poder de falar ao mundo, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por [pouco tempo, algo como se fora] quarenta e dois meses, [ou como três anos e cinco meses].

E, então, o Monstro abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e o seu testemunho, e também contra os que são os habitantes dos céus.

[O Monstro se tornou supremo sobre tudo. A Terra queria ouvi-lo! Os céus têm que calar!]

E foi concedido ao Monstro fazer guerra aos separados para Deus, e vencê-los; e, assim, deu-se ao Monstro poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.

[O Monstro surge do Mar de nações, e, por essas mesmas nações que a ele associam-se, é feito a Referencia de todos os humanos].

E, por isto, as nações adoraram ao Monstro; todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Se alguém tem ouvidos, ouça.

Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a dos santos.

[Suportar até que o ciclo de mortes se esgote, pois, a fome de vingança que existe na Terra é insaciável].

E vi agora, de outra feita, subir da terra outro Monstro, e tinha dois poderes; mostrava-se manso à semelhança da autoridade exercida por um cordeiro; embora falasse como o dragão-serpente.

[O 2º Monstro é também ambivalente: tem a cara boa de um cordeiro, mas suas palavras carregam o espírito do engano da Serpente, desde o início].

Ora, esse Monstro que vem da terra, não do mar, exerce todo o poder do 1º Monstro na presença deste; e faz que a terra e os que nela habitam adorem o 1º Monstro, que veio do Mar de Povos, o mesmo cuja chaga mortal fora curada.

E, assim, o Monstro da terra faz grandes sinais, [pois, tem modos de profeta], de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.

[No Monstro da terra existe carisma profético e violência; mas tal poder se associará ao 1º Monstro].

Portanto, o Monstro da terra engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse na presença do 1º Monstro, dizendo aos que habitam na terra que fizessem “uma imagem ao poder” deste, o qual tinha sido ferido, mas vivia.

[O 1º Monstro sofrerá um golpe mortal, mas conseguirá sair de tudo mais forte do que nunca; e daí resultará o fortalecimento do culto ao seu nome].

Ora, ao Monstro da terra foi-lhe concedido que desse vida à [“representação construída para designar”] a “imagem” do 1º Monstro, para que também a “imagem” dele impactasse o mundo; e fizesse que fossem mortos todos os que não se curvassem à representação do poder da “imagem mundial” do Monstro.

[O Monstro da Terra, mais antigo historicamente, embora mais fraco, tem poder, e, usa tal poder como profeta e abençoador do surgimento do 1º Monstro].

E, assim, o Monstro da terra faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome do 1º Monstro, ou o número do seu nome — concordando e convencendo o mundo de que o 1º Monstro, o Monstro dos Povos, é a salvação Econômica da Humanidade.

Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número do Monstro, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele 144 mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.

Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa.

Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos Quatro Seres Viventes e dos Vinte e Quatro Anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os 144 mil que foram comprados da terra.

São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.

Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um Evangelho Eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz:

Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo:

Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.

Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz:

Se alguém adora ao Monstro e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.

A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Então, ouvi uma voz do céu, dizendo:

Escreve:

Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.

Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.

Outro anjo saiu do Santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem:

Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!

E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.

Então, saiu do Santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada.

Saiu ainda do Altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o Fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo:

Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!

Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus.

E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios.

Vi no céu outro sinal grande e admirável: Sete Anjos tendo os Sete Últimos Flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus.

Vi como que um Mar de Vidro, mesclado de fogo, e os vencedores do Monstro, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no Mar de Vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo:

Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.

Depois destas coisas, olhei, e abriu-se no céu o Santuário da Tenda do Testemunho, e os Sete Anjos que tinham os Sete Flagelos saíram do Santuário, vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos ao peito com cintas de ouro.

Então, um dos Quatro Seres Viventes deu aos Sete Anjos, Sete Taças de ouro, cheias da cólera de Deus, que vive pelos séculos dos séculos.

O Santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no Santuário, enquanto não se cumprissem os Sete flagelos dos Sete anjos.

Ouvi, vinda do Santuário, uma grande voz, dizendo aos Sete Anjos:

Ide e derramai pela terra as Sete Taças da cólera de Deus.

Saiu, pois, o Primeiro Anjo e derramou a sua Taça pela terra, e, aos homens portadores da marca do Monstro e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas.

Derramou o Segundo Anjo a sua Taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar.

Derramou o Terceiro Anjo a sua Taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.

Então, ouvi o Anjo das Águas dizendo:

Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso.

Ouvi que do Altar que se dizia:

Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.

O Quarto Anjo derramou a sua Taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo.

Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.

Derramou o Quinto Anjo a sua Taça sobre o trono do Monstro, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.

Derramou o Sexto Anjo a sua Taça sobre o grande Rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.

Então, vi sair da boca do Dragão, da boca do Monstro e da boca do Falso Profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.

(Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.)

Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

Então, derramou o Sétimo Anjo a sua Taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo:

Feito está!

E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande.

E a Grande Cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações.

E lembrou-se Deus da Grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.

Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande.

Veio um dos Sete Anjos que têm as Sete Taças e falou comigo, dizendo:

Vem, mostrar-te-ei o julgamento da Grande Meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, [sobre muitas nações; de onde emerge o 1º Monstro], com quem se prostituíram os governantes da terra; e, com o vinho de sua devassidão foi que se embebedaram os [cidadãos da humanidade].

[Assim, a fim de me mostrar o que dissera], transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto, e, no deserto, vi uma Mulher montada num Monstro Escarlate, que era um Monstro repleto de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres .

[A Mulher inicia montada no 1º Monstro, até que o Monstro e os governantes conspirem contra a Mulher].

Eis como era a aparência da Mulher:

A Mulher vestia púrpura e escarlata, com jóias de ouro, de pedras preciosas e de pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição [universal].

Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA.

Então, vi a Mulher embriagada com o sangue dos santos da Terra e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto.

[Pois, era impensável o significado da Mulher na Revelação. Quem poderia imaginar?].

O anjo, porém, me disse:

Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da Mulher e do Monstro que tem as sete cabeças e os dez chifres e que é montado pela Mulher:

O Monstro que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo o surgir do Monstro que era e não é, mas aparecerá.

Aqui está o sentido, que tem sabedoria:

As Sete Cabeças são Sete Montes, nos quais a Mulher está sentada, [como é no caso da cidade de Roma, erguida sobre sete colinas]. Ora, essas colinas são também sete governantes, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.

[Clara alusão histórica imediata à seqüência de Imperadores Romanos até os dias do escritor dessas palavras].

E o Monstro, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.

[Assim, o 1º Monstro é o oitavo rei de uma sucessão espiritual da mesma qualidade, e que teve em vários Imperadores Romanos seus modelos arquetipicos].

Disse o anjo ainda:

Os dez chifres que viste são dez governantes, os quais ainda não receberam reino no poder, mas recebem autoridade como governante-representantes, junto com ao 1º Monstro, durante um tempo rápido como uma hora. Esses governantes têm um só pensamento: oferecer ao 1º Monstro o poder e a autoridade que possuem.

[Desse modo, surge uma convergência de interesses estranhos em total apoio ao 1º Monstro].

Assim, unidos, pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos governantes; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele.

Falou-me ainda o anjo:

As águas que viste no início, onde a Mulher Meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas.

[São também os povos e nações que antes seguiam a Mulher, que, agora, entregam-se ao 1º Monstro, traindo a mulher. Portanto, o Monstro que emerge do Mar, surge do desejo de muitos e muitos povos, culturas e interesses, os quais antes existiam sob o domínio das seduções da Mulher Meretriz do engano!].

[Entre os dez chifres que viste e o 1º Monstro, surgirá, portanto, ódio] contra a Meretriz, e a farão devastada e despojada [será a Era Pós Meretriz], e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo. Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, que o executem juntos e unidos, e dêem ao 1º Monstro o reino que eles [constituem em poder]; e isto será até que se cumpram as palavras de Deus.

A Mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os governantes da terra.

[Portanto, é a capital de Domínio mundial, onde quer que exista real Controle sobre a Humanidade, como no passado foi o caso de Roma, a cidade das sete colinas].

Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória.

Então, exclamou com potente voz, dizendo:

Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.

Ouvi outra voz do céu, dizendo:

Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela. O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.

Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem:

Ai! Ai! Tu, Grande Cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.

E, sobre ela, choram e pranteiam os Mercadores da Terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas. O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados.

Os Mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, dizendo:

Ai! Ai da Grande Cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza!

E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam:

Que cidade se compara à Grande Cidade?

Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam:

Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada! Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.

Então, um Anjo Forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo:

Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria.

E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.

Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo:

Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.

Segunda vez disseram:

Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos.

Os Vinte e Quatro Anciãos e os Quatro Seres Viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo:

Amém! Aleluia!

Saiu uma voz do Trono, exclamando:

Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes.

Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo:

Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.

Então, me falou o anjo:

Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.

Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse:

Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

Vi o céu aberto, e eis um Cavalo Branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão Ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e Ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.

Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito:

REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu:

Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes.

E vi o 1º Monstro e os governantes da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra Aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas o Monstro foi aprisionado, e com ele o 2º Monstro, o Falso Profeta que, com os sinais feitos diante do 1º Monstro, seduziu aqueles que receberam a marca do Monstro e eram os adoradores da sua imagem.

Os dois Monstros foram lançados vivos dentro do Lago de Fogo que arde com enxofre.

Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca Daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.

Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a Chave do Abismo e uma grande corrente. Ele segurou o Dragão, a Antiga Serpente, que é o Diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no Abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.

Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar.

Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram o Monstro, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.

Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos.

Esta é a primeira ressurreição.

Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na Primeira Ressurreição; sobre esses a Segunda Morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja.

O número deles é como a areia do mar.

Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o Acampamento dos santos e a Cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu.

O Diabo, o Sedutor deles, foi lançado para dentro do Lago de Fogo e Enxofre, onde já se encontram não só o 1º Monstro como também o Falso Profeta, o 2º Monstro; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

Vi um Grande Trono Branco e Aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.

Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono.

Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto.

E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.

Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.

Então, a Morte e o Inferno foram lançados para dentro do Lago de Fogo. Esta é a segunda morte, o Lago de Fogo.

E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do Lago de Fogo.

Então, vi Novo Céu e Nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

Vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.

Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo:

Eis o Tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

E Aquele que está assentado no Trono disse:

Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

Disse-me ainda:

Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Então, veio um dos Sete Anjos que têm as Sete Taças cheias dos Últimos Sete Flagelos e falou comigo, dizendo:

Vem, mostrar-te-ei a Noiva, a esposa do Cordeiro!

E me transportou, em espírito, até a uma Grande e Elevada Montanha e me mostrou a Santa Cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre as portas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Aquele que falava comigo tinha por medida uma vara de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.

A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais.

Mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, isto é, de anjo.

A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas.

O primeiro fundamento é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; o quinto, de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; e o duodécimo, de ametista.

As doze portas são doze pérolas, e cada uma dessas portas, de uma só pérola. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente.

Nela, não vi Santuário, porque o seu Santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.

A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.

As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque, nela, não haverá noite.

E lhe trarão a glória e a honra das nações.

Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.

Então, me mostrou o Rio da Água da Vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a Árvore da Vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.

Nunca mais haverá qualquer maldição.

Nela, estará o Trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.

Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.

Disse-me ainda:

Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer. Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.

Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo.

Então, ele me disse:

Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.

Disse-me ainda:

Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras {no sangue do Cordeiro}, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.        Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.

Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico:

Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.

Aquele que dá testemunho destas coisas diz:

Certamente, venho sem demora.

Amém! Vem, Senhor Jesus!

A graça do Senhor Jesus seja com todos.

Graça – você acha que é moleza?

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Posted on 21st março 2010 by Roberto in A mente de Paulo

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Ora, irmãos, não quero que vocês sejam ignorantes quanto ao fato que nossos pais, no Êxodo, estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar.

Assim, podemos dizer que todos eles foram batizados, tanto na nuvem como no mar; e isto no que dizia respeito a Moisés.

E mais: podemos dizer que todos eles comeram de um pão espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia…

A pedra era Cristo!

Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto.

Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.

Não se tornem, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.

Também não pratiquemos a promiscuidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil.

Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes.

Nem tampouco murmuremos, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador.

Ora, estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.

Não nos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, nos proverá livramento, de sorte que a possamos suportar.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria.

Paulo nos diz que o caminho do Evangelho, que é caminho de Graça — é bondade e favor de Deus para que vençamos as tentações da jornada.

Não nos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, nos proverá livramento, de sorte que a possamos suportar.

No entanto, Paulo também nos diz que as conseqüências de se querer a Graça de Deus como Graxa de Deus, são claramente demonstradas pelo caminhar do povo de Israel pelo deserto, conduzidos por Moisés.

A ênfase de Paulo é em “todos”. Todos receberam os benefícios. Todos saíram do cativeiro. Todos foram batizados tanto na chuva da nuvem [conforme o salmo] como no passar pelo mar sem se afogarem. Todos tomaram a “ceia do maná” e todos beberam da água viva que escorria da rocha. Mas a maioria deles não se fez agradável a Deus pelo seu modo de andar…

Paulo diz que os “sacramentos” da eucaristia e do batismo em nada os ajudaram, pois, a vida com Deus é feita de sacramentos de obediência e não de ritos.

Então o apóstolo adverte dizendo que houve algumas coisas no coração dos que peregrinavam pelo deserto e que são as mesmas coisas presentes em todos nós, os que caminhamos pelo chão árido desta terra de peregrinações.

Cobiçaram o que não tinham como se fosse obrigação de Deus libertá-los para uma vida de hedonismo. E faziam isto como fantasia, posto que desejassem agora os alhos e cebolas do Egito, dizendo: Como era boa a nossa vida na terra do Faraó!

Tornaram-se idolatras não por causa exclusivamente do culto ao Bezerro de Ouro, mas, sobretudo, diz Paulo, em razão de que a mente deles se tornara um altar de idolatria do prazer e do deus do imediato; posto que apenas pensassem na vida como um acontecimento de comida, bebidas e prazeres. E, segundo Paulo, este é o espírito mais sutil da idolatria: a idolatria do imediato e dos sentidos. É a tal vida feliz que só é feliz na confusão dos muitos folguedos o tempo todo. No tédio de Deus, então, devaneio…

Além disso, entregaram-se à promiscuidade, especialmente depois de pensarem que como Israel havia vencido a macumba de Balaão, agora, então, estavam livres para a promiscuidade; posto que se Deus os amava, como aparentemente demonstrara protegendo-os da “mandinga do Bruxo” — então, pensavam: “Se estamos livres da mandinga do Bruxo, estamos livres para pegar a mulher dos nossos amaldiçoadores!” Assim, agora, na confusão mental deles, a Graça era um sinal de que estariam livres para tudo. Portanto, mergulharam na promiscuidade.

Por último Paulo adverte contra o espírito de insatisfação e de murmuração, dizendo que tal espírito suscita na existência o poder do exterminador.

Assim, sem delongas, Paulo diz:

A Graça que cobre o pecado e o pecador, cobre todo pecado e todo pecador que deseje viver livre do pecado como escravidão; mas não é um documento de alforria das conseqüências da vida; como se por causa da Graça alguém recebesse permissão a fim de que viva como quem morra…; e, ainda assim, colham-se os frutos que somente colhem os que vivem como quem vive, segundo Deus.

Desse modo, Paulo lhes diz:

Vocês pensam que porque são de Cristo, foram libertos dos ídolos explícitos, receberam batismos, tomam a eucaristia do Corpo de Cristo e bebem da fonte da Vida — vocês ficaram imunes ao pecado?

Que nada! — diz ele.

E conclui:

Aquele que assim segue andando… crendo que  apenas porque tenha provado benefícios espirituais está livre para se entregar aos ídolos do coração: cobiça, volúpia, promiscuidade, hedonismo, alienação, auto-engano, murmuração, ingratidão, etc. — está caído no chão da vereda e não sabe.

Pode haver inflação de cultos, batismos, ritos, dízimos, ofertas, pertencimento ao grupo, etc. Mas se o coração não andar no caminho em Graça responsiva ante ao perdão e a libertação, esse fica no estado piorado do qual Jesus falou, sete vezes pior, e, também, põe-se no estado que Pedro descreveu como o de uma porca lavada que volta à lama.

Quanto a nós, cabe a advertência:

Aquele que julga está em pé, cuide para que não caia!

E a razão é simples:

Não nos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, nos proverá livramento, de sorte que a possamos suportar.

Nele, que nos tira de uma vida de cobra, comendo o pó da terra, e nos põe sobre os nossos próprios pés, andando como gente,

Caio

2 de fevereiro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

A moral não é a ética dos evangelhos

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Posted on 11th março 2010 by Roberto in Artigos

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O Gênesis do ministério de Jesus é tomar as “talhas que os judeus usavam para as purificação” e enchê-las de vinho!

E mais: é inegável que Jesus estivesse também dizendo que Nele, Deus estava casando agora apenas com quem queria talhas religiosas com vinho novo, na pior das hipóteses; ; e, na melhor delas, o que se deveria fazer, era deixar de lado o vinho velho e seu odre roto e pingantemente misturado ao próprio vinho, pois, nesse estágio, já não se sabe mais o que é odre e nem tampouco o que é vinho! O que se deve fazer é começar outra vez à partir de conteineres que se deixem curtir no vinho novo, que de acordo com o apóstolo João, não é novo, mas aquele que desde o princípio tivemos!

Sim, para Ele, aquele odre-vinho-vinho-odre—o da religião das talhas de pedra usadas para as purificações—era já um vinagre, que servia apenas para ser bebido por aqueles que de tão acostumados que estão aos gostos ruins, já não sabem a diferença entre o gosto-gostoso e o gosto-viciado. É para o de-Lei-te de seus viciados consumidores que o vinho-odre-odre-vinho serve ainda como diversão, sendo que o juízo ao próximo é o espetáculo!

Os discípulos de Jesus, todavia, não devem perder tempo com essas questões, e, por isto, precisam partir resolutamente para buscar odres mais adequados à sempre auto-renovação desse Vinho Novo. Afinal, ninguém que tenha se viciado no vinagre dirá que o vinho novo é excelente.

Ora, a Teologia Moral de Causa e Efeito é a fabrica de Odres com Grife e também a marmorearia onde são esculpidas as talhas de pedra usadas para as purificações!

O problema é que em Jesus não dá para se fazer mais nenhum tipo de aproveitamento dessa Industria Religiosa e de suas Grifes e Selos Autorizadas. E a razão é simples: ela está para o Evangelho de Jesus assim como um perverso e desumano traficante de cocaína e heroína está para o bom samaritano—digo: mal comparando, e, apenas, no plano das relatividades humanas, pois, espiritualmente, o meu exemplo é muito menos grave que o contraste espiritual que tento expressar!

Dali, infelizmente, nada se aproveitava, pois eles pensavam que fora dali nada mais tinha valor.

A prova dessa impossibilidade de reutilização daquele sistema de pensamento e suas construções, alcança seu ápice quando Jesus diz que aquele Templo seria derrubado e que dele não ficaria pedra sobre pedra.

No entanto, para que não sejamos exaustivos demais na demonstração, quero apenas que você compare os valores anti-téticos dos ensinos de Jesus em relação aos da Teologia Moral de Causa e Efeito, vigentíssima em Seus dias, e, infelizmente, no nosso tempo também!

E para isto, não precisamos ir além do Sermão do Monte, ou do Abismo, como eu explico que ele pode se tornar em O Enigma da Graça!

A Teologia Moral de Causa e Efeito não pode praticar o sermão do monte porque ele inverte complemente os princípios de causalidades por ela ensinados. Jesus subverte radical e rupturalmente, de uma vez e para sempre, com essa lógica predatória.

Para Jesus os heróis da Graça eram os anti-heróis da religiosidade que o circundava e dos valores por ela ensinados.

Para a Teologia Moral de Causa e Efeito, TMCE— como daqui para frente chamaremos esse derivado natural da Teologia da Terra, filha religiosa do Sacrifício Competitivo de Caim —, o humilde de espírito era o lixo da espiritualidade; os que choravam eram vistos como culpados-infelizes; os mansos eram percebidos como desinteressados pelo zelo que disputava o espaço no chão da Terra; os que tem fome e sede de justiça eram interpretados como seres equivocados em suas ignorâncias radicais, pois, a única justiça que os mestres da TMCE conheciam era aquela que eles mesmos decidiam.

Já os misericordiosos eram os que tinham algo a esconder, daí se protegerem sendo bons com o próximo; os limpos de coração eram eles mesmos— os membros daquela confraria de amigos de Jó, é claro! afinal, não enxergavam seus próprios corações, pois só viam para fora de si mesmos, e, também, não esqueçamos: lavavam as mãos antes de comer!
Os pacificadores eram, em geral, considerados amigos de hereges; os perseguidos por causa da justiça, eram comum-mente aqueles acerca de quem eles patrocinavam o cartaz Wanted Dead or Alive! De preferência, bem dead !

E os injuriados e perseguidos figuravam, sobretudo, como foi no caso dos profetas, em sua lista de Most Wanted ! Esses, afinal, os Profetas, eram sempre a sua pior desGraça, eram os mais terríveis subversivos!

O seu “sal” não era para a Terra, era apenas uma produção egoísta e independente fadada a se petrificar em seus sa-Lei-ros inúteis. Afinal, não se viam no papel de dar gosto à vida, mas, ao contrário, o de roubar-lhe todo o sabor!

Luz do Mundo? Como? Eles não reconheciam nenhum outro mundo que não fosse o deles!

Quanto a Jesus ter vindo para cumprir a Lei, eles se perguntavam: Que Lei? Afinal, Jesus era o des-cumprimento de suas “Leis” a fim de poder ser o único cumpridor da Lei da Graça em nosso lugar, para, então, dizer: “Está Consumado”.

Até mesmo o des-cumprimento da Lei pelos homens—todo aquele que…—, Jesus trata com relatividade quanto a seus efeitos. Ensina-la erradamente, faz alguém ser pequeno; ensina-la corretamente e vive-la, torna alguém grande no reino dos céus. Assim Ele está dizendo que não se deveria jamais ensina-la de modo adaptado e nem tampouco cumpri-la de modo farisaico ou religioso, pois, para Ele, a justiça excede as exterioridades na direção de dentro, pois, nasce no coração.

O que segue é uma des-construção total de todas as “interpretações” da Lei, especialmente as explicitamente defendidas pelos discípulos da teologia dos amigos de Jó, os escribas e fariseus dos dias de Jesus e seus confrades em nossos dias!

“Não matarás”—era o que estava escrito. Homicídio, todavia, é algo que sempre começa, lentamente, nos ambientes de causa e efeito das normas adoecidas do coração, e tem uma progressão que vai da ira sem motivo às tentativas de des-construir o ser do próximo. Por isto, Ele ensina que todo homicida existencial precisar se livrar dos desejos de morte durante o caminho, do contrário, duas coisas lhe acontecerão: ele nunca mais terá nenhuma razão para falar com Deus ou tentar cultua-Lo e, também, esse homem se tornará vítima de seu próprio ódio e se alimentará de suas próprias carnes, por muito tempo—pelo menos enquanto o tempo for tempo!
O adultério, para Ele, acontecia na cama—ou em qualquer outro lugar—apenas depois de ter sido praticado muito tempo antes no coração.
Portanto, os maiores adúlteros podem nunca ter praticado um ato sequer de adultério. É quando o fazer é um detalhe se comparado ao permanente estado de ser dos que nunca cometeram historicamente o delito, mas que vivem em permanente estado de imersão interior nos abismos e dinâmicas permanentes do adultério fantasioso.

O interessante é que entre o tema do Adultério e o do Divórcio, Jesus introduz a questão das perdas circunstanciais ou até mesmo de natureza disciplinar-existencial, que eram nada se comparadas aos ganhos que certos “cortes e amputações” produzem para o bem do ser.

E Sua preocupação maior quando fala do divórcio, não é com o divórcio-em-si, mas com suas vítimas. Naquele caso, era sempre a mulher.
E por quê? Porque naqueles dias ela era o objeto descartável em questão, fruto da dureza de coração de todos nós e todas as sociedades. Ele trabalha contra expor alguém a tornar-se “algo” apenas porque “sem motivo” sua pessoa foi descartada. A denuncia, portanto, recai sobre aquele que “expõe” o outro a ser aquilo que este não deseja ser. E depois, o descartador, ainda faz pior: estigmatiza o “outro” pelo que ele mesmo decidiu: des-carta-lo! Assim, Jesus se insurge contra a estigmatização das desgraças causadas pela infelicidade humana. O que era uma total violação dos ensinos da TMCE!

Juramentos e promessas são por Ele totalmente rejeitados. Primeiro porque ninguém pode bancar nada em espaço ou dimensão alguma da vida.
Depois, porque a única dimensão que vale diante de Deus é a do Hoje.
Portanto, o que Ele espera é que as respostas do ser não sejam piedosas, necessariamente, mas, ao contrário, realidades verdadeiras, como “sim, significando sim” e “não, eqüivalendo a não”. Para Ele o “maligno” morava na fantasia que falsificava a realidade.

“Olho por olho, dente por dente”—era e ainda é a Lei áurea da TMCE.

Jesus, porém, a relativiza para sempre, mostrando sua des-construção como negação de seus princípios de causa e efeito. Afinal, o que Ele recomenda é o oposto daquilo quem em qualquer Moral social, é chamado de Direito. Ser Seu discípulo não implica em que se obedeça tais Leis de causa e efeito, podemos apanhar, ser obrigados, ser até mesmo altruisticamente abusados. Estamos livres para tal. Ou seja: Jesus recomenda que não obedeçamos as Leis de causa e efeito a fim de podermos ser Seus discípulos. E isto inclui os inimigos, que são os que mais poder tem de nos desviar do curso da Graça e nos fazer cair nas guerras patrocinadas pela TMCE. O que eles esperam é uma reação de causa e efeito. O que Jesus propõe é um efeito (misericórdia) sem causa equivalente!

E, assim, Jesus prossegue des-construindo a Teologia Moral de Causa e Efeito.

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto ao vosso Pai que está nos céus”.

Ora, esta declaração de Jesus nos des-monta de tudo o que a TMCE ensina como verdade, justiça e piedade.

“Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”—é o golpe de misericórdia que Ele dá na estrutura de pensamento desse engano humano.

E pior: as causas de vida e morte na Terra são aquelas cujos efeitos são invertidos nos céus. O dinheiro incluído no pacote das inversões de valores.

E avisa sobre a não causalidade entre o comportamento e a verdade do ser, pois, a “luz que há em ti”, segundo Ele, podem se tornar nossas trevas.

Então, Jesus dá um Xeque-mate! Tem-se que fazer uma opção sobre quem é o nosso Senhor. E, sendo Ele o Senhor, o que sobra é “aborrecer-se” e “desprezar” o antigo senhor, e que agora tem que ser coisa de nosso perdoado passado.

Quando Ele fala das ansiedades da vida e nos recomenda descansar na Graça Providencial de Deus, o que Ele também está fazendo é afirmar que as “Leis de causa e efeito” estão relativizados pela Graça da Providência.

O grito que se faz ouvir em objeção ao juízo contra o próximo, é curto e decisivo. Juízo tem, quem se enxerga. Juízo tem, quem não julga. E juízo tem, quem sabe que por melhor que se veja a si mesmo, jamais se verá completamente. Por isto, é melhor não julgar a alma do próximo nunca. E a razão é simples: as medidas de nosso próprio juízo estão estabelecidas pelos nossos próprios critérios no julgamento que exercemos contra o próximo!

E mais: Ele recomenda que não se use nunca as pérolas da verdade de nosso ser para alimentar quem só gosta de babugem e depois se volta contra nós. A percepção da verdade não a banaliza e nem se faz suicida por ela!

Ao recomendar a oração, Jesus estabelece a quebra dos princípios de causa e efeito. A oração é a devoção que em si quebra as Leis do carma. A oração anula a Teologia Moral de Causa e Efeito, pois, dela, até o pecador sai justificado.

Neste ponto Ele diz que a Lei e os Profetas não eram inimigos entre si. Ao contrário, os Profetas haviam sido os melhores interpretes da Lei. Ou seja: antes do Verbo haver se encarnado, foi nos Profetas que a Lei encontrou sua interpretação e seu melhor cumprimento existencial.

Jesus, porém, nos diz:

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas”.

O “resumo” que Jesus faz de todo o seu ensino é horroroso para o coração honesto. Primeiro, porque ninguém, de fato, indo dos abismos da alma à prática cotidiana, consegue encarnar o tempo todo essa verdade.
Ao contrário: nós vivemos a maior parte do tempo de modo oposto, pois, uma das coisas que a Queda gerou em nós foi um terrível poder de auto-engano e auto-anestesiamento.

A segunda razão pela qual o “resumo” de Jesus é contra nós tem a ver com sua propositividade. Jesus propõe que tomemos a iniciativa sempre— sem amargura, sem troca e sem negociação—e tratemos o próximo, seja ele quem for, do modo como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos no lugar dele. E aqui não importa em que lugar o outro está, pois, há única pergunta a fazer é: “E se eu estivesse nesta situação, como gostaria de ser tratado?” Ou ainda uma única confissão de fé a ser declarada sempre: “Sistematicamente farei pelos outros aquilo que desejo que os outros façam também por mim o tempo todo”.

Sem falar que quando alguém não se trata bem costuma piorar no tratamento com o próximo. Aqui todos nós temos que humildemente assumir nosso déficit de bondade e nossa profunda capacidade de nos anestesiarmos na vida. A prova disto é que o mundo é como é—e, pior ainda: a “igreja” é como é!

Então, Ele entra no Caminho Estreito e adverte contra o Caminho Largo. Ora, como nos enganamos! Pensamos sempre que o Caminho Estreito é o dos Fariseus e que o Caminho Largo e o dos Publicanos e Pecadores. O Caminho Estreito conduz a Vida, Ele diz.

Então, é fácil saber do que é que Ele está falando. Jesus só recomenda como Caminho aquilo Ele viveu, e como amigos de caminhada, gente como aquela com a qual Ele conviveu.

Como podemos então pensar de modo inverso?

É que somos discípulos da TMCE e não o sabemos. O Caminho Estreito, na Terra, para Jesus, era justamente aquilo que os fariseus chamavam de Caminho Largo. E o que Jesus chamava de Caminho Largo era aquilo que os fariseus chamavam de Caminho Estreito.

O Caminho é Jesus, e o jeito de ser, é também o Dele!

Chega então a vez dos “falsos profetas que se apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. E que ironia. Jesus diz que se deve observar causa e feito apenas nas produções do ser.
Isto porque, na utilização do Nome de Jesus com fins lucrativos e roubadores— ou mesmo pela simples e mera auto-sedução narcisista que o poder de encantar e seduzir com o sobrenatural faz nascer como doença em muitos— não há uma relação de causa e efeito entre o ser-devorador (os lobos) e os milagres que acontecem do lado de fora quando o lobo fala usando o nome de Jesus.

Não há nada no mundo espiritual que negue mais as relações de causa e efeito que essa inversão. A Graça de Deus é livre para des-conhecer o suposto “cordeiro-lobista” e levar a Graça do Cordeiro a quem quiser e como bem desejar.

Todavia, que ninguém faça disso a evidência de sua salvação. A salvação é conhecer e ser conhecidos por Deus, em Jesus. E mais: é produzir o fruto que dessa verdade de ser nasce agora naturalmente de modo sobrenatural.

A conclusão Dele nos põe diante da necessidade de escolhermos de duas alternativas, Um Fundamento para a nossa vida. Ou o alicerce de Rocha ou o alicerce das regiões arenosas. A emoção cristã, em geral, quando lê isto aqui é também pervertida. Pensamos na Rocha com categorias farisaicas, com suas manifestações de rigidez, e, sobretudo, de imutabilidade-morta, sem vida e, portanto, estática!

Assim, lemos a des-construção da Teologia Moral de Causa e Efeito feita por Jesus, no Sermão do Monte para, então, no final, voltarmos às emoções patrocinadas pelas Tábuas da Lei de Pedra.

Então, transformamos o Sermão do Monte em Lei, e, por essa razão, ele, no mesmo instante, se torna o Sermão do Abismo, pois, como Lei ele apenas nos enferma ainda mais profundamente por dentro, mas não nos resolve como pessoas, nem dentro e nem fora—pois em ambas as “locações” o Sermão do Monte se mostra inviável: dentro, porque sabemos o quão anti-natural ele é para a nossa própria natureza atual, caída; e fora, porque nossas existências, desde o intimo até ao comportamento, inviabilizam sua pratica, isto se não estivermos falando de amestramento na conduta, mas da honestidade de quem quer ser conforme sabe que deveria ser, e não é!

E a maioria de nós existe nesse limbo entre o véu e a revelação, entre as Pedras das Leis e a Graça de Pedra. Mas poucos sabem da Graça da Rocha e da Rocha da Graça.

E por quê?

Porque nós não cremos, de fato, que Jesus é a Pedra Angular—não o Jesus de nossas invenções, mas o do Evangelho—e nem tampouco cremos que é em Sua Graça que temos a Rocha da Nossa Salvação!

A Rocha é essa Palavra da Graça, que quebra os carmas, destroi os destinos, arrasa as certezas, desmonta os esquemas, a fim de que aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. De outra sorte, onde estaria nossa confiança? Na fé no Deus de toda Graça ou na nossa capacidade de sermos o alicerce de nós mesmos?

A Graça é onde o poder se aperfeiçoa na fraqueza, daí ser o estarmos fundados nessa Rocha o que nos faz, mesmo em fraqueza, vencermos as ondas, os ventos e os açoites das tempestades , e, não tendo do que gloriar, pomo-nos em pé e dizemos:

Jesus, obrigado por teres feito o Caminho Largo o Suficiente para eu passar! E obrigado, porque na minha fraqueza teu poder se aperfeiçoou e, assim, tendo provado de todos os tempos, épocas e estações da vida, aqui estou para dizer, mais uma vez: ‘Para quem irei? Só Tu tens as Palavras da Vida Eterna!

A Rocha é a Graça e a Graça é a Rocha. E a Palavra é a Vida que se vive buscando em fé alcançar e conquistar aquilo que já nos alcançou, embora nós ainda não a tenhamos plenamente conquistado!

E quem é Esse que deve ser Aquele que é o nosso Caminho? E que Caminho é esse? e que Rocha é essa?

Jesus é Caminho, Sua Palavra-Encarnada é a Rocha, e Sua Graça é a Lei do caminhar!

Jesus é aquele que quando se vê no Pai recebendo um filho—qualquer filho—de volta, de antemão avisa: “Não esperem de mim nada menos que uma festa regada ao melhor vinho, pois os pecados já foram lavados com o melhor Sangue!”.

Nesse Caminho com Ele, que é um tabernáculo em movimento, tem de tudo: demônios de todos os tipos, tempestades, perplexidades, interesses escusos, certezas satânicas, exageros desnecessários, zelos homicidas, familiares em pânico, medo de trair, frágeis certezas de jamais trair, traição explicita e implícita, negação e morte !

Mas, para além disso tudo, vê-se que no Caminho com Ele, os ventos cessam, as ondas se abrandam, as Leis fixas do universo são relativizadas, os demônios sabem quem Ele é e quem somos Nele; e, assustados reconhecemos Quem Ele É!

Nesse Caminho as maiores demonstrações de fé vêm de fora da religião, e, também ouve-se a ameaça freqüente que Ele faz para que não se julgue segundo a aparência, mas conforme a reta justiça, pois, não raramente, o que é elevado entre os homens é abominação diante de Deus. Por essa razão, tanto “malandros arrependidos” quanto “réus confessos” podem encontrar seu repouso.

E, para além de tudo isto, a gente vê a morte sendo morta definitivamente na Ressurreição. Todavia, nele também se aprende que se o Verbo entrou no mundo pelas entranhas de uma virgem, Ele, no entanto, saiu da morte ante o olhar de uma mulher, ex-possessa-prostituta!

Assim, a Encarnação des-instala a Moral e a Ressurreição põe o ser-moral no papel de ouvinte provocado, pois, tem que crer no testemunho da Graça nos lábios de quem não gostaria que tivesse sido escolhida, se acontecesse no dia de Hoje—não para dar testemunho do fato da Ressurreição!

Do ponto de vista de uma moral-marketeira-publicitária Madalena seria uma testemunha que não seria selecionada, afinal, ela não tinha nenhuma credibilidade.

Nesse Caminho ninguém é perfeito, mas é da boca de crianças de peito e de pecadores quebrantados onde Ele enxerga louvor.

Sim, nesse Caminho você aprende o que é não estar nem varrido nem ornamentado, porém, sabendo que se a festa já começa com o melhor vinho, que esperar então? Algo menos que a Ressurreição?

Nesse Caminho a gente aprende que Ele nos conhece pelo nome, mesmo no dia seguinte àquele no qual o tenhamos negado—então, choramos amarga e docemente!

A Graça é a Lei do Caminho!

E, logo se percebe, porque Ele mostra, que o Caminho é Ele mesmo, é ser dele e ser conhecido por Ele, e que isto nos tira todo medo, e nos conduz à Verdade, e que é somente nela que se pode experimentar a Vida.

Então você olha e o vê em você!

Você já não vive?

Não! Ele vive em você!

E quem tentará tomar para si esse ser-tabernaculo que se move pelo e no Caminho?

Quem?

Não esqueça, o Mais Valente, é o que faz Mais Valer!

No Caminho, Ele nos garante sempre! Pois é também apenas no Caminho que somos salvos de nos tornarmos parte de uma geração perversa e que espreita como ave de rapina a alma de seu próximo!

No Caminho, “o diabo”, está amarrado e suas possessões na casa do coração são saqueadas pelo Mais Valente! E “ele” está “amarrado” porque o “escrito de dívidas que havia contra nós e que constava de ordenanças” foi irreversivelmente “rasgado e encravado na Cruz”.

Nós, por isto, estamos para sempre livres!

E quando se fala assim, se diz que a salvação humana só acontece num embate de Deus contra Deus, onde o próprio Deus seja o Réu-Justo, sendo julgado pelo Justo-Juiz, o qual, sendo também o Advogado do réu-réu— o homem—, possa oferecer o Réu-Justo como substituto em lugar do réu-réu. Assim é que o Réu-Justo—aquele que recebe o castigo da mais absoluta justiça divina contra o réu-réu—pode ser, Ele mesmo, também, o Advogado do réu-réu.

E, em toda a História só há um lugar onde Deus enfrenta Deus, num combate onde Deus ganha e Deus perde; onde o réu é condenado e absolvido; onde Aquele que é o Justo é feito o Injusto; o que não teve pecado, é feito pecado em favor do homem e de Deus!

Somente na Cruz de Cristo Deus-enfrenta-Deus, e Deus se aniquila e se supera a um só tempo . Na Cruz, Deus vence a Si mesmo e Sua Misericórdia prevalece sobre o Seu próprio juízo; sendo Suas palavras finais a respeito desse Combate, as seguintes: “Está consumado!”

Ou seja: “Esta luta acabou”. Mas para os “amigos de Jó” a luta continua e a alma tem que sofrer todos os dias a dor de acusações que só a tornam menos alma e mais feia!

Nós, todavia, não negociaremos, nem por um momento, a libertação que o Evangelho de Cristo nós trouxe de uma vez e para sempre da Teologia Moral de Causa e Efeito!

Foi para esses—os discípulos da TMCE—a quem Paulo disse: “Quanto ao mais, ninguém me moleste, pois eu trago no corpo as marcas de Jesus”.
“Sem fé é impossível agradar a Deus”. E sem Deus-contra-Deus é impossível haver uma fé que justifique o homem diante de Deus e que traga a justiça de Deus para a consciência humana. E essa certeza não vem com explicações racionais. Ela é filha de uma inerente e incompartilhável certeza de harmonia com Deus, mesmo no caos! E é filha da presença da Cruz sobre nós!

Aos amigos de Jó, o Evangelho diz que o Senhor Jesus contou uma parábola:

Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros:

Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicando.

O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, Graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!

Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.
?

Somente “os amigos de Jó” podem ler o Evangelho de Jesus e continuar pensando como os fariseus. A Ética do Amor—que é a única ética do Evangelho— nega todos os pressupostos da Teologia Moral de Causa e Efeito.

A Graça inverte os pólos da Ética, que, em Cristo, se vincula não à Moral, mas à obediência amorosa a Deus; e se expressa como resposta da consciência do amor à inconsciência do próximo, mesmo que seja o inimigo!

E só assim se pode estar livre para agir desse modo, porque quem vive na Graça também já não tem mais nada a provar. Afinal, ou é ou não é! e também não depende nem de quem quer nem de quem corre, mas de usar Deus de misericórdia para com esse ser humano! para conosco! os que nos entregarmos em fé!

Conforme o apostolo João, a si mesmo se purifica, no amor, todo aquele que tem em Jesus sua esperança. Dessa forma, o Evangelho insiste em que se ande no Caminho da Vida, cuja Porta é Estreita—embora esteja aberta a todos—e que nos põe sobe a Lei do Amor.

Sim! o Evangelho insiste em que a Lei do Amor é o melhor de todos os fundamentos para a vida!

E isto, para agora usarmos outra imagem, nos faz ramos da Videira Verdadeira, tornando-nos, assim, pela prática da palavra-amor, Seus ramos-discípulos.

E dessa Videira são cortados apenas os ramos que se auto-excluem pela presunção de pensarem que o ramos pode dar fruto de si mesmo.

À esses, a Videira diz: “Sem mim nada podeis fazer!!!”

Assim, somos chamados a mamar o amor de Deus e a crescermos Nele na frutificação do amor e da misericórdia praticada uns aos outros.
Isto fará com que o mundo nos odeie!

Afinal, o mundo, incluindo sobretudo a moral religiosa, é feito de todos os ramos que auto-engaram-se crendo que o ramo pode produzir fruto de si mesmo!

O mundo são todos os ramos que não vivem da seiva da Videira, por isto secam e são lançados ao fogo.

Todo aquele que não depende da seiva da Graça que da Videira Verdadeira procede—não importa quem ele seja—, jamais produzira o fruto que permanece, pois, este, é o fruto do amor e da vida que brota do casamento do ramos com a Videira-Jesus!

Esses não são nunca amigos de Jó, pois, na Graça, foram feitos amigos de Jesus, pois, à esses, Ele disse tudo o que tinha ouvido de Seu Pai-Agricultor:

“Quem me ama, guarda os meus mandamentos; assim como eu amo o Pai e guardo os Seus mandamentos. E os mandamentos, são um: que vos amais uns aos outros, assim como eu vos amei.”

Caio

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