Fui pedir um conselho e acabei tendo um caso erótico-virtual

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Posted on 9th janeiro 2011 by Roberto in Cartas

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—– Original Message —–
From: FUI PEDIR UM CONSELHO E ACABEI TENDO UM CASO ERÓTICO-VIRTUAL
To: contato@caiofabio.com
Sent: Monday, June 05, 2006 8:25 PM
Subject: Desesperada, Ele vai embora!

Pastor Caio, a paz do Senhor!

Estou completamente desesperada. Fiz uma coisa terrível. Pequei contra os céus, e contra todos. Sei que sou a pior das mulheres, que não mereço o perdão, mas preciso de ajuda. Por favor, diga-me o que fazer. Só tenho pensamentos errados. Penso até em… sei lá… morrer; mas quero viver muito.

Pastor, meu marido quer ir embora de casa porque fiz algo terrível contra ele. Mas eu não sou essa mulher horrível por dentro. Sou uma mulher apaixonada, romântica, e agora infeliz. Sempre fui muito alegre, e sempre passei aos outros essa alegria. Minha mãe costuma dizer que sou uma palhacinha, porque adoro fazer as pessoas que me cercam, felizes; com minhas brincadeiras, com meu sorriso… No meu casamento não é diferente: sempre quis fazer meu marido feliz; e acho que consegui, apesar dele ser o oposto de mim! Não concordamos em relação ao modo de sentir e ver as coisas… Sempre fui muito coração, coloco coração em  tudo o que faço; e ele é a razão em pessoa: sempre muito fechado; até mesmo comigo; nunca quis conversar sobre nosso relacionamento, se estava faltando alguma coisa ou não; nunca queria sair comigo, só se estivesse com muito dinheiro no bolso — mas na realidade eu só queria sair, mesmo que fosse pra darmos uma volta de ônibus… Queria que ele me levasse pra ver o mar, ir à praça, não precisávamos comer nada, apenas sairmos pra passear; mas ele nunca quis!

Em casa sempre muito concentrado. Quando eu fazia alguma brincadeira ele embarcava…; se não, ficava no comutador trabalhando até altas horas da madrugada, e eu esperando ele pra dormirmos… Sei que isso não é justificativa pro meu erro, mas nós nos perdemos dentro da nossa própria casa.

Pastor eu adoro carinhos, amo ouvi-lo dizer que me ama… Mas para mim carinhos não têm que ser só na cama.

Ele sempre me deixou ir aonde eu quisesse… Nunca se importou comigo… Se estava demorando, me dava carta branca. Cheguei a pensar que ele não me amasse, pois ele nunca teve ciúmes de mim. Isso me incomodava, pois eu queria que ele estivesse ali junto de mim… Na igreja, quando alguém viesse fazer alguma gracinha, eu queria que ele estivesse ali pra se impor, dizer que eu era sua esposa, ou pelo menos me abraçar, pra que a outra pessoa se tocasse, mas ele nunca se importou… Ele dizia que era pela confiança que tinha em mim, mas eu queria tanto que ele fizesse essas coisinhas simples, que nos deixam felizes.

Pastor, tenho 30 anos e ele 34. Há 8 anos estamos casados. Sempre tivemos uma boa relação, sem muitas brigas. Mas quando discutíamos, sempre por bobagens… ciúme meu… (sou muito ciumenta), ele ficava dias sem falar comigo, pois ele é muito orgulhoso, e cabeça dura… Aí eu sempre tinha que dar o braço a torcer, sempre me humilhava e chorava, só que não adiantava muito, pois ele dizia que quanto mais eu chorava mais ódio ele tinha… Aí eu chorava mais…, porque sou uma manteiga derretida… por tudo eu choro…

Essas palavras me cortavam a alma, e ainda mais porque todas as vezes ele dizia que ia embora…, aí é que eu me desesperava mesmo… Um dia cheguei a me ajoelhar nos pés dele pedindo pra
ele não ir… Isso aconteceu umas três vezes… Na quarta vez eu disse que ele poderia ir… Claro que chorando muito eu disse isso, pois eu não agüentava mais aquela situação… Só que graças a Deus ele não foi, e ainda foi atrás de mim no meu trabalho… Ah, Pastor! Achei aquilo lindo. Me joguei nos braços dele e fomos pra casa e fizemos amor como nunca; e ficamos bem; só que sempre aconteciam essas coisas.

Pastor, meu marido é um grande homem. Sempre quis me dar o melhor. Ele é incrível. Só tem esse detalhe.

Só que de tanto eu sofrer por isso, resolvi conversar sobre algumas coisas com um obreiro diácono da minha igreja. Foi aí que errei… Ele me deu bons conselhos, mas também disse aquilo que toda mulher quer ouvir: palavras lindas, doces ao ouvido…; e eu, pastor, retribuí… Tivemos um relacionamento via telefone, por meses, acho que uns seis…; e nesses seis meses falamos de tudo: de sexo, de igreja, de pessoas… — o assunto não girava somente em torno de sexo, falávamos sobre igreja e diversos assuntos… até sobre dúvidas que eu tinha sobre algum assunto da Bíblia… Só no último mês ele criou um hotmail pra ele, e conversamos três vezes no MSN, no meu trabalho. Só que meu marido também trabalha lá…, e o “histórico” ficou salvo numa pasta que eu não sabia… E essas conversas que eram muito “calientes”, meu marido leu; e não quer mais ficar comigo…

O obreiro é muito amigo dele. Ele disse que foi traído duplamente. Ele não acredita que ficou apenas em conversa. Ele diz que eu fui pra cama com o diácono. Mas eu não fui. Só foram conversas. Disse que vai embora. Já falou com meu pais. Só que não posso viver sem ele… não sei fazer isso!

Já pedi perdão, já implorei pra ele ficar… E quanto mais eu choro, mais ele se aborrece…! Só que eu não consigo!

Pastor, estou desesperada, me ajude, por favor! Sei que errei, mas eu preciso que ele acredite em mim… Não posso perdê-lo! Se ele for embora, ele não volta mais, eu sei. Ele vai se envolver com outra e não vai voltar.

Ele já marcou duas vezes pra ir embora… Só que não deu certo. Ele ficou. Só que disse que eu vou ter que respeitar a vontade dele, que é de não usar aliança; que eu não posso me intrometer na vida dele; que ele não me deve satisfação, pois não sente mais nenhum compromisso comigo como marido… Assim, eu se quiser posso tirar minha aliança e não preciso lhe dar explicações de nada… Só que não consigo viver assim… Tudo bem que ele está em casa, mas eu não sei o que ele está fazendo. Ele colocou senha no celular dele, pra eu não mexer… Eu o amo, e sofro com isso. Eu sei que ele está muito ferido e sofrendo também. Sei que machuquei muito aquele coração, mas estou arrependida, e quero salvar  meu casamento. Eu tenho orado, buscado a Deus…, mas ele continua irredutível, duro… Nosso relacionamento sexual ficou mais intenso… Mas o sexo não vai salvar meu casamento. Não temos filhos. Tive uma gravidez gemelar, mas perdi minhas filhas, que seriam idênticas, com oito meses de gestação… Quase morri. Fui para um hospital do coração e fiquei internada na UTI, mas Deus me tirou de lá. Mas eu não entendo. Deus sabe do nosso futuro, por que eu fiz isso? Ele permitiu que eu fizesse, pastor. Por quê?

Aquela garota alegre não existe mais… Eu estou só tristeza… Não consigo mais sorrir, porque sei que sou culpada e estou pagando um preço alto pelo meu pecado… A lei da semeadura… Sou consciente disso.

Pr. Caio, eu só queria salvar meu casamento. Amo meu marido, mas não vejo solução. Não quero desistir, mas as lutas estão sendo muito grandes. Ele não vai esquecer nunca o que eu fiz, mesmo porque ele acredita que foi muito mais.

Me ajude! Diga-me o que fazer! Estou perdida…

Desculpe-me se fui longa demais no meu comentário.

Sua irmã em Cristo

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Resposta:

Minha querida amiga: Graça e Paz!

De fato um “abismo chama outro abismo” sempre!

Uma mulher apaixonada, porém derramando carências — é como você está —, dificilmente não acabará se fazendo mal.

Sim, porque para alguém que ama o marido, sua passagem de um estado para o outro — de mulher buscando um conselho, para uma mulher em estado de excitação erótica com o diácono, ao telefone — foi muito rápida; e só posso atribuir tamanha e brusca mudança de comportamento, numa mulher que diz amar o marido, a uma imensa carência.

Carência sem consciência de si mesma é uma desgraça, pois põe a pessoa num lugar psicológico de “transferências” e “projeções” psicológicas. No seu caso, você transferiu desejos e projetou sonhos acerca de seu marido, no diácono.

Assim, frustrada e carente, os conselhos do diácono foram ouvidos como se procedessem da boca de seu marido; e você embarcou na brincadeira de masturbar o coração!

É óbvio que ele pode não querer mais. E, além disso, pode até ser que ele “use” isto para deixar um casamento do qual ele já ameaçou sair antes cerca de três vezes.

O que fazer?

Não há nada a fazer! Numa hora assim só vale orar e mostrar o que não se pode esconder quando é genuíno: o verdadeiro arrependimento!

O mais, de fato, não está mais em suas mãos!

Você, por favor, não tente se justificar diante de seu marido. Apenas diga a verdade, sem enfeites. Pois se a verdade não convencer o seu marido, o que mais poderá convencê-lo?

Sexo, de fato, não salva nenhum casamento sozinho. Não salva, mas ajuda muito! Especialmente no que tange a dar segurança a um homem. Sexo e desejo são linguagens que, em geral, os homens entendem melhor do que quaisquer outras!

Ele, provavelmente, depois de tudo isto, jamais conseguirá ver sei “jeito dado e expansivo” como coisa boa. Sim, por que se ele já não gostava de seu modo “dado e feliz” antes, imagine agora?

Desse modo, a melhor coisa a fazer é demonstrar amor genuíno, não se justificar, expressar arrependimento, se mostrar mais contida, e não parar de fazer amor com ele… e até provocar isto… você mesma!

O mais, minha querida, nem eu e nem você sabemos!

Agora é a hora da espera em esperança. Mas não se pode dizer nada além disso!

Entretanto, se ele decidir que vocês ainda podem ter uma chance juntos, ele terá que perdoar você. Do contrário, sem perdão, será um inferno de lembranças e acusações dele, que você não suportará!

Sinto muito, de todo o coração!

O que todos temos que saber é que a mentira tem pernas muito curtas e o diabo pernas longas para fazê-la visível!

Leia o site. Senti que você me escreveu no desespero, mas sem muito conhecimento do que está por trás de tudo isto. Leia o site, especialmente as Cartas, e você vai começar a entender melhor o que está acontecendo com você e com ele também.

Quanto ao mais, vamos esperar que Deus aja no coração dele, e no seu também. E, enquanto isto, faça apenas o que lhe disse acima.

Agora, calma e serenidade. Ele precisa ver um arrependimento maduro e sério em você. A história de “menina alegre” já acabou. Bem-vinda à realidade da vida adulta, na qual cada ação produz uma conseqüência séria. Agora chegou a hora de não mais brincar de nada, nem de palhacinha e nem de garota carente. Tudo tem conseqüências. E, depois, não adianta explicar… Como você mesma sabe agora.

Conte comigo!

Escreva e me fale de como as coisas vierem a evoluir, para o bem ou para o mal. Não importa. Estou aqui!

Ah! Não fique fazendo dramalhão, chorando e chorando, pois pode ser que isto até mesmo o afaste mais ainda de você. Daí tudo ter que ter a devida gravidade. E mais: você tem de dar tempo a ele. Ninguém fica curado de um baque desses assim… do dia pra noite! Portanto, paciência e sobriedade!

Nele, em Quem somos permanente flagrante,

Caio

Sobre infidelidade virtual

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Posted on 21st setembro 2010 by Roberto in Cartas

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Gidea and Mel get Nawty w Neva d
Creative Commons License photo credit: Imelda Whitfield

—–Original Message—–
From: M. S.
Sent: sexta-feira, 4 de julho de 2003 21:58
To: contato@caiofabio.com
Subject: Sexo Virtual

Mensagem:
Qual a sua visão sobre a infidelidade virtual?

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Resposta:

Meu querido irmão,

Não conheço isso!
Não existe “esse lugar” onde a infidelidade seja suspensa…se ela for infidelidade.
Toda infidelidade é infidelidade!
E isto no céu, na terra, debaixo dágua, debaixo da terra, voando, escalando, ou fazendo de conta que o mundo existe para contato, mas não existe de verdade…conforme a Internet.
Tudo o que acontece neste site, por exemplo, existe.
Esta carta, existe.
O que escrevo, existe.
O que me dizem, existe.
E encontro muita gente “aqui”.
Existe para con-tato, não existe como tato…mas existe…
Jesus disse que toda infidelidade começa no coração.
Se por “virtual” você entende essa coisa internetiana de se masturbar enquanto o outro (a) fala o que está fazendo e sentindo do “lado de lá”, acho pura doença.
Coisa para fariseu pós-moderno, virtude adoecida da geração “Matrix”, que se vangloria de não ter “tocado”…mas que transforma a mente num bordel de doenças piores do que a de qualquer bordel sem a virtude do virtual, mas que pelo menos tem a virtude do real…
A fala cabe no virtual…o sexo não.
Sexo virtual é como fala sem som.
É dublagem.
Todavia, existe como infidelidade…se há alguém sendo traído…e só há alguém sendo traído porque há alguém se sentindo e se sabendo infiel.

Meretrizes da esquina precedem no reino de Deus a todos os fariseus virtuais!

Pensar que não tocar, não pegar e não provar…faz menos mal, tem apenas aparência de pudor, mas não tem nenhum valor contra a idolatria dos sentidos, a sensualidade.
Ao contrário, tudo o que tira o ser humano da realidade da existência…adoece incomparavelmente mais a alma.
Se tivesse que escolher entre tais males, um menor, eu diria: vá às vias de fato…assuma o que está acontecendo…veja a razão de você estar praticando o “ascetismo” do sexo virtual…discirna seu próprio estado e condição psicológica…analise o infantilismo emocional desse ato…e pergunte a si mesmo o que está havendo.
Digo “você mesmo”…mesmo que não seja “você” a pessoa em questão.
Mas como isso aqui é a Internet…e como estamos falando mediante a virtualidade de um site…decidi dizer “você” apenas como substituição para “quem quer que…”

Toda cobiça é virtual!

Mas sexo só acontece cara-a-cara, pele-a-pele, com cheiro e realidade para todos os sentidos.
Sexo virtual é apenas a mais nova forma de doença da sexualidade não assumida.
Assim, há muitos adultérios virtuais…que nunca se encarnaram…muitas emulações homossexuais…e muitas trocas de casais virtuais…que se escondem sob o pretexto de não haver toque, etc…

O que os cristãos precisam saber para sempre é que Deus vê acima de tudo o virtual!

Ele vê o coração…

Assim, não existe sexo virtual, mas toda infidelidade é virtual, e só se materializa no real quando já foi concebida no virtual.

No virtual já adulterou com ela—diria Jesus numa visão internetiana do Sermão do Monte.

É como o “evangelista” que eu vi se vangloriar de não ter adulterado contra a esposa, pois, contratou a Escort Girl, fê-la despir-se, masturbar-se para ele, dançar e rebolar, expor-se em todas as possíveis “posições”, etc…mas, segundo ele, nada aconteceu…pois não houve “toque” e nem “penetração”.

Este é um tempo em que as doenças da alma ganham outros nomes, mas o que há “no fundo” é sempre a mesma coisa…com o agravante de que a virtualidade gera “paralelismo psicológico”, e tudo aquilo que é “para-alguma-coisa”—no sentido de ser para-lelo, como para-nóia—, faz a mente ficar mais doente…pois cria uma mundo virtual.

O que é, é…isto é tudo…e tudo é!

Caio Fábio

www.caiofabio.com

Não é Malu Mulher… é Mulher Mula!

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Posted on 31st julho 2010 by Roberto in Opinião

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let's party!!!
Creative Commons License photo credit: quali-T

Por que as mulheres agüentam tanta loucura de homem?…

Por que mulheres boas, lindas, inteligentes, independentes, solteiras ou livres caso desejem, apesar disso, adotam um homem, um sacana, um aproveitador, um escorão, um progenitor que além de sêmen nada tem…, um macho somente reconhecível pela existência do pinto…, um bobão que só fala de futebol, ou da cerveja como assunto…, ou do carro como troféu…, ou do trabalho como sentido da vida…, ou do salário como validador do sucesso…, ou de livros como se fossem concorrentes…, ou de reflexão como “coisa de mulherzinha”…?…

Sim, por quê?…

E pior:…

Por que as mulheres em geral se apaixonam justamente pelos homens que fazem sofrer?…

Noto cada vez mais que o padrão de paixão feminino mudou…

Agora as paixões olham perfis e a capacidade do cara se vender conforme o mito da expectativa feminina…

As mulheres estão se apaixonando cada vez mais por homens atores…

E mais:…

Quanto mais surtado, mais ciumento, mais capaz de rodar a baiana…, mais capaz de bater de paixão, de espancar por “amor”, de babar de raiva, de fazer sexo como quem agride de desejo, como quem diz “Ou você é minha ou não será de mais ninguém”… — mais desejado o maluco será; e mais louca como uma égua no cio tal mulher escrava da loucura como amor se tornará…

Para esse tipo de mulher… homem bom é homem arriscado… é homem impossível… é homem proibido… é homem moleque e leviano…

E mais:…

A doença dos perfis também cria outro subproduto… Sim, o produto é uma expectativa inatingível…

Sim, por razões que somente a ela cabem saber…, a mulher prefere a impossibilidade gostosa à verdade disponível…

No entanto, como ela não se aprecia, ela inventa um perfil, o qual falsifica a aparência física dela, embora capriche nas descrições de quem seja a pessoa; ou seja: de quem a mulher quer ser, embora ela não seja…

Assim, como ela agora está linda no perfil, julga que o perfil lhe trará um homem lindo…

Então, em algum chat da vida, ela encontra alguém…

Assim, inicia-se uma câmara de mentira e fantasia…

Até que o cara venha e veja…

Ora, já que ele fez a viagem, ele come…

Como e vai…

Limpa a boca e não aparece mais…

E assim vão as mulheres…

Outro perfil…

Quem sabe outro cara…

Além disso, há os casos presenciais…

Entretanto, o mesmo fenômeno está presente…

Sim, quase todas as mulheres querem um homem de novela…

Ora, os homens de novela são uma novela…

Não dará certo, mas ela será comida mais uma vez…

Então a mulher se frustra de novo…

Muitas falam comigo…

Digo que elas têm expectativas fantasiosas…

Informo sobre a existência de homens legais e bons…

Mas as mulheres não se interessam…

Dizem que falta charme…

Falta “pegada”…

Falta loucura agressiva na cama…

Falta cara de homem de novela…

Apresento gente boa…

Mas gente boa não serve…

Parece que as mulheres preferem cada vez um bom risco de desgraça do que uma boa chance de sucesso relacional…

Para cada 10 cartas de mulheres que recebo reportando problemas afetivos ou relacionais, saiba: sete a cartas nada mais me dizem além do fato que a mulher escolheu como quis e porque quis, e, depois, diz ter se surpreendido com o óbvio…

Encontrou o cara no adultério, e quer fidelidade; encontrou o cara na paquera leviana, e depois quer sobriedade; encontrou o cara na casualidade, depois quer compromisso e sentido; encontrou o homem como se fora um menino, e, depois, quer que o homem vire um sábio…

Encontram alguém, e para encontrarem-se têm que mentir, mas depois de um tempo a mulher me escreve dizendo que não entende como seu companheiro mente e engana tanto…

No passado as mulheres eram mais realistas, apesar de todas as limitações sociais e econômicas que condicionavam as suas vidas frequentemente ao que não desejavam como casamento…

Mas o senso de realidade era tão maior, que, apesar disso, muitas mulheres com tais limitações ainda encontravam vínculos muito melhores…

E por quê?…

Ora, é porque não havia fantasia…

Hoje as mulheres buscam fantasia, não relacionamentos…

E pior: ficará ainda bem pior!…

Mas que me espanta, creia, me espanta…

Sim, assusta ver como a preferência é pela possibilidade da tragédia, desde que o cara tenha qualquer charme novelesco…

E depois ainda tem gente que me escreve e me pergunta: “Caio, onde estava Deus que me deixou amar esse maluco?”

Ora, minha resposta é uma só…

“Deus estava sendo Deus, deixando você ser você no exercício da sua loucura!’…

Cometa a sua loucura…

Ela é sua…

Mas tenha a dignidade de dizer:

“Eu gosto de apanhar… Adoro o risco de uma safadeza… Não temo ser usada e descartada… Valerá a pena, mesmo que seja apenas umas transadas sem significado…”

Melhor essa honestidade do que colocar fogo nos seios e ficar escandalizado com o fato de que as vestes se incendiaram…

O que não dá é para semear espinhos e ficar com raiva da vida quando somente nascerem espinhos e não uvas!…

Quer morrer de apanhar?…

Quer ser usada e esgarçada para além do que sua alma agüente arreganhar-se?…

Quer gozar como quem come a última refeição?…

É problema seu!…

O que você não pode é perguntar:

“Deus! Por quê?”

A menos que você queira que Deus diga:

“Se enxergue sua mula!”…

Pense nisso…; e não reclame mais; ou, se reclamar, melhor será se esbofetear até se auto-nocautear!…

Caio

22 de setembro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

Não consigo parar de trair meu marido…

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Posted on 10th maio 2010 by Roberto in Cartas

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Placas do Brasil
Creative Commons License photo credit: jmarconi

Querido Pastor Caio, graça e paz!!

Meu querido pastor, já enviei um e-mail para o senhor, mas não tive nenhuma resposta. Por isto resolvi lhe escrever de novo.

Minha historia é muito longa, mas vou tentar resumir o quanto puder, pois sei que o senhor tem muitas ocupações. Mas gostaria muito que o senhor me desse alguns conselhos, pois me encontro nesse momento passando por uma luta interior muito grande.

Sou casada e tenho dois filhos maravilhosos, e um marido também. Sou evangélica e tenho 38 anos.

Minha vida tem sido recheada de adultério. Eu já trai meu marido muitas vezes. Primeiro tive uma pessoa que eu achava que era o homem da minha vida. Mas puro engano. Depois desse rapaz, com quem eu tive um caso que durou 4 anos, eu me envolvi com mais três homens.

Mas esse homem com quem estou tendo um caso foi o que mais me trouxe estragos emocionais. Mas mesmo assim não estou tendo força para deixá-lo. Sabe, pastor, com esse já faz 6 anos que eu estou envolvida, e durante esses anos, eu já sofri muito por causa dele.

Quando começamos tudo era muito bom entre nós. Só que começaram a acontecer muitas coisas entre nós. Ele é uma pessoa que muda de humor muito rápido. Quando eu passei a conhecê-lo melhor, fui descobrindo que ele não era essa pessoa que eu achava tão maravilhosa que antes eu tinha conhecido. Eu saí muitas vezes com ele para motéis, e numa dessas vezes ele me acusou, dizendo que eu tinha colocado o papel do pagamento do motel dentro do carro dele só pra a mulher dele pegar. Mas pastor, eu lhe juro que jamais, em momento algum, eu pensei em fazer uma coisa dessas. Pro senhor ver até que ponto esse homem tentou me prejudicar.

Mas o pior disso tudo é que depois de algum tempo ele me procura e começamos a nos encontrar de novo. Eu tentei fugir, mas só que eu já estava muito envolvida com ele. Eu sou daquelas pessoas que sempre acha que a outra pessoa merece uma segunda chance, só que ele me magoou muitas vezes. Ele é o tipo de homem que se envolve com muitas mulheres e não sabe o que quer da vida. Tem um casamento que é a vida dele, mas trai a esposa, que fica achando que ele a ama mesmo traindo. Isto porque ele é do tipo de homem que não vive sem “dar em cima de mulher”, o conhecido GARANHÃO.

Não sei por que, depois de tanta coisa que ele já me fez, eu não consigo me desligar dele. Será que o amo? Não sei, pois às vezes tenho muito pavor só de pensar que vou sair com ele de novo, mas quando me vejo, já estou nos braços dele de novo. Posso dizer pro senhor que eu me sinto como se estivesse presa.

Tenho orado muito, pois muitas vezes eu tenho até vontade de morrer. Já não sei mais o que fazer. Gostaria muito que o senhor me respondesse, pois tenho entrado no seu site e tenho sido muito edificada. Por favor, pastor, me responda, pois preciso muito dos seus conselhos. Me diga como devo agir, pois estou muito perdida.

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Resposta:

Minha querida amiga e irmã: Graça e Paz!

Você inicia falando de filhos e marido maravilhosos. Porém, apesar disso, você diz que “não se segura”; e, durante o casamento, já teve longos casos sexuais.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção é que você abandona a sua narrativa da família maravilhosa, e passa a falar dos casos sexuais, especialmente deste último, com o “seu galinha”… Mas nunca fala de sonho, ou de culpa, ou de dor existencial, ou de amor, ou de ter uma vida boa e fiel a seu marido, ou de qualquer desejo mais profundo para a sua alma.

A própria narrativa acerca do homem, de como e quem ele é, de sua repulsa por ele, mas de seu vício em se dar a ele já suscita em qualquer mulher a seguinte pergunta: “Minha filha, o que você ainda está fazendo aí?” Ora, isto tudo segue acrescido do fato de que você ainda suporta as grosserias e indiferenças dele, posto que você mesma sabe que para ele você é apenas mais uma transa gostosa, e na hora que ele quer.

Todavia, como você suporta ser parte desse harém pertencente a esse Sheik Galinha, passa pela sua cabeça que tal sujeição pode ser amor. Amor? Que amor? Amor por quem? Por ele? Não, minha querida, é justamente a falta de amor que faz isto, especialmente a falta de amor-próprio. É a total falta de valor próprio, movida pela falta de amor conjugal e libido em seu casamento, aquilo que põe você nas mãos desse “Matador”. Somente uma mulher sem nenhum amor próprio se submete a isto, até mesmo sendo mal casada.

Você falou em já ter tido vontade de morrer, mas nunca associou a sua não-morte a uma esperança de cura na vida conjugal com seu marido. Às vezes dá até a impressão de que se o cara não fosse tão ruim e perverso, você estaria contente; digo, no caso de ele ser um amante fiel, amigo, meigo, cuidadoso, afetivamente ligado a você, etc… Ou seja: em momento algum sua dor é pela traição a seu marido, mas apenas vincula-se ao fato de que você se entrega a um amante perverso e fica com pena de você mesma.

Na realidade, possivelmente você não ame ninguém e nem jamais tenha amado. E por quê? Porque quem não se ama não tem poder para amar ninguém, posto que para amar o próximo, eu preciso amar a mim mesmo antes. Nosso potencial para amar o outro é sempre proporcional ao amor próprio e ao respeito próprio que a gente possui. Gente que não se ama jamais saberá amar, nem tampouco saberá o que é amor por outros!

Se você se amasse, você não estaria casada sem amor. Isto porque se você amasse seu marido de verdade, não estaria tendo todos esses casos sexuais. Depois, caso você se amasse, certamente jamais se entregaria a um homem como esse. Além disso, se você se amasse, não amando o seu marido como macho e homem, você iria preferir terminar o casamento a traí-lo. Sim, porque você iria desejar muito mais amor do que sexo. Você desejaria antes de tudo amar e ser amada.

Assim, pra gente não perder tempo, me fale de você, de como foi sua vida, sua iniciação sexual, e, sobretudo, como é a sua vida com seu marido; e, também, como é que ele não desconfia de nada, e há tanto tempo… Só assim poderei entender você um pouco melhor, e, desse modo, tentar ajudar nas soluções, não apenas nos paliativos.

E por falar em paliativo, pare logo de sair com esse cara. Você não merece isso. Não atenda mais aos telefonemas dele (aliás, mude de número). E não faça concessões. E isso não tem nada a ver com coisa alguma que não seja respeito próprio. Você precisa começar a exercitar seu amor próprio. Chega de ser eguazinha desse garanhão viciado que já virou um pangaré.

No mais, saiba que manter esse estado de alma será destruidor para você. Essa sua vontade de morrer é fruto dessa falta de significado para a sua vida. Isso porque sem amor a vida não tem significado. Só o amor justifica a vida para a própria alma.

Quanto a ser “evangélica”, esqueça isso. Você precisa mesmo é de um encontro profundo com Deus, mediante a internalização do Evangelho. Portanto, leia os evangelhos, de cabo a rabo. E desenvolva uma vida de devoção e oração. Mas não fique fazendo “orações pelo cara”, pois, desse modo, a oração vai virar tentação. Ore apenas a Deus por Deus, e por você mesma.

Faça isso todos os dias. Mude seus pensamentos. Ocupe-se. E quando a mente a tomar de assalto lembrando de “tesões com o garanhão”, não lute contra, mas apenas mude o olhar, pense nas coisas que dão significado à vida e discirna que esse homem não é um homem, mas só um pedaço de carne. E lembre-se que nas mãos dele você é apenas, na melhor das hipóteses, uma “Picanha”.

Receba meu abraço e minhas orações!

NEle, que nos ama, e quer que nos amemos a fim de podermos amar,

Caio

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Pastor Caio, graça e paz para o senhor!

Li sua resposta e gostaria muito de lhe agradecer por tudo.

O senhor pediu para que eu lhe falasse mais sobre meu casamento e minha vida sexual.

Eu me casei com 19 anos. Ele foi o meu primeiro namorado. Tivemos um namoro legal. Me casei virgem. Nossa relação sexual sempre foi muito boa. Mas, passando algum tempo, eu fui me desencantando com ele… Já não conseguia mais sentir muito tesão por ele. Eu sei que isso não é tudo, mas foi uma das causas (eu acho) que me fez traí-lo.

Eu sei que sou uma pessoa covarde, porque até hoje eu não tive coragem de deixá-lo. Mas tudo tem sido muito difícil pra mim. O senhor não sabe como eu tenho me sentido suja e imunda com tudo isso. Eu sei que meu marido não merece, e muitas vezes eu me arrependi muito de ter feito isso, pois eu sei que eu fiz mal a mim mesma. Todas as vezes que eu o traio, eu me sinto muito mal.

Não pense o senhor que eu não quero sair desta situação e que eu gosto de viver desse jeito. Só que muitas vezes eu tento, mas só que não tenho tido forças. Eu já chorei muito, já entrei em depressão por causa desta situação. Sabe o que é você entrar em uma situação e não ver uma saída? Eu confesso que já não sei mais o que fazer, pois me sinto com se estivesse presa (e estou).

Me ajude, em nome de Jesus, pois estou muito desesperada e quero ser uma pessoa livre; quero e preciso muito ter comunhão com Jesus Cristo, pois eu sei que não existe nada melhor do que ter uma vida na presença de Deus. Só que esse pecado sempre me afasta da Sua presença.

Sabe, pastor Caio, eu tenho lutado muito contra isso, só que esse homem é do tipo que nunca deixa a pessoa em paz. Ele muitas vezes passa um tempo sem me procurar, mas depois aparece e me convidar para sair… e eu, como não sei dizer não, caio nos braços dele de novo.

Eu sempre falo que a mulher que se envolve com ele sempre sai muito machucada, porque ele é do tipo que só pensa nele. Agora não me pergunte por que eu fico. Eu sei disso tudo e mesmo assim não o deixo… O porquê nem eu mesma sei…

O senhor também me pediu pra falar de como esse tempo todo eu venho traindo meu marido e ele nunca desconfiou de nada. Eu acho que ele até já desconfiou, porque muitas vezes já tentei falar em separação com ele. Mas só que ele é do tipo que prefere não saber da verdade. Eu já dei muitos sinais de que não o amo mais. Mas ele prefere ficar calado a falar sobre qualquer coisa que esteja relacionada à nossa situação.

Pastor, minha situação é muito complicada, porque eu tenho muito medo de que um dia toda essa situação venha à tona. O que vai ser de minha vida? Estou muito angustiada, pois não sei como resolver tudo isso… Ou até sei, mas só que não estou com força pra resolver.

Me ajude, por favor. Desde já agradeço o seu carinho e cuidado em me ajudar. Pois o senhor não sabe como a resposta que o senhor me mandou tem me feito parar e pensar seriamente na minha situação. O senhor tem sido uma bênção na minha vida e na vida de muitas pessoas. Pode ter certeza disso. Eu o admiro muito.

Peço, em nome de Jesus, que o senhor ore por mim; para que Jesus possa realizar um milagre na minha vida. Pois o meu maior desejo é servi-lO de todo meu coração e com toda a minha alma. Minha alma tem muita sede de Deus.

Um forte abraço, e que Deus lhe abençoe por tudo. Aguardo sua resposta, se possível.

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Resposta:

Minha querida amiga: Graça e Paz!

Antes de ser o seu marido quem não merece isto, eu lhe digo: você é quem não merece isto.

E pior: é você quem está cometendo este atentado contra você mesma.

“Passividade” é seu escudo para não mudar! Todos arranjamos álibis a fim de não nos encararmos e não assumirmos responsabilidades. O seu álibi é a sua passividade. O amante diz “vem”, e você vai… O marido não diz nada, ou evita a conversa, e você deixa tudo como está.

Em ambos os casos você descreveu os dois homens (o amante e o marido) como sendo “do tipo de homem” que é do jeito que é… E você se conforma com ambas as situações.

E você? De que tipo é? Do tipo que se conforma? Que aceita? Que obedece ao outro apenas porque não tem coragem de dizer “eu quero” ou “eu não quero”?

Outra vez você não falou em amor, mas apenas em sexo bom (durante um período com o marido), vindo, depois, a falta de tesão… Você disse que crê que esta é uma das causas em razão das quais você começou a trair o seu marido. No entanto, a falta de tesão pelo marido leva apenas um pequeno grupo de mulheres a terem casos extraconjugais (falo de algumas “matadoras”), posto que a maioria, caso venha a fazer tal coisa, o faz, em geral, porque não ama o marido (e nem se sente amada), mas não porque acabou o tesão.

Na realidade, o tesão acabou porque provavelmente nunca houve amor. Ora, a menos que ele tivesse traído você ou atentado contra o casamento, poderia haver uma explicação para o arrefecimento do amor entre vocês. Porém, aparentemente, isso não aconteceu. Assim, melhor é assumir que você provavelmente nunca o tenha amado.

Se ele sente ou desconfia que você o trai, mas não faz nada, sobram poucas alternativas: a) ele é um marido covarde, que prefere dividir você com outros a correr o risco de ficar só, caso abra o assunto; b) ele é um ser muito inseguro e adoecido de alma, que veio a se tornar totalmente dependente de você; c) ele também não ama você, mas ama a vida familiar, e por tal razão prefere não “mexer” no assunto, pois sabe o que vai achar…

O que você deve fazer é uma decisão sua. Minha opinião, todavia, é que você deveria conversar com seu marido, não sobre as traições, mas sim sobre a ausência de razões para vocês continuarem juntos, já que aparentemente não há amor conjugal entre vocês. Isso porque se a situação é esta, melhor é que você se separe dele do que viver sempre traindo o cara. E, de fato, caso não haja amor conjugal entre vocês, as probabilidades de que coisas deste tipo aconteçam aumentam muito, especialmente quando já se traiu antes, como é o seu caso.

Pouca coisa é tão difícil de combater quanto o hábito de trair. Isso porque uma vez que a pessoa foi “desvirginada na traição”, por mais que ela sofra e ache errado, o “hímen psicológico da conjugalidade” foi rompido, o que torna a decisão de trair muito mais fácil. É o tal “trair e coçar é só começar”.

Você também sofre de um medo horrível de ficar só. Por isso é que você se dá a quem não merece você, e trai quem não merece ser traído (como se houvesse alguém que merecesse!). No fundo, tudo isso é fruto de falta de amor-próprio, conforme já lhe disse antes. No entanto, o que pode acontecer com você (e muito provavelmente irá acontecer caso você não mude seus caminhos), é que você venha a ficar só. Aliás, caso você nunca tenha amado o seu marido, o melhor a fazer é ficar só. Sim! Só, só, só… Sem ninguém de “estepe”, muito menos esse “estepe” rodado e esburacado que hoje lhe serve de perversa roda-quadrada: o garanhão-pangaré.

Portanto, três são as minhas sugestões:

1. Converse com seu marido. Simplesmente o faça parar e falar. Não precisa humilhá-lo contando os “casos”, mas diga a ele que o casamento de vocês virou um caso de enfermidade, covardia e morte afetiva.

2. Não atenda mais o “garanhão-pangaré”. E faça isso logo, pois mulheres como você tendem a se viciar no abuso. Sim, o abuso passa a dar tesão em almas esburacadas como a sua.

3. Leia os evangelhos todos os dias e dedique-se a buscar as coisas lá do alto, conforme já lhe disse antes. Leia o site o máximo que você puder. Tenho certeza que ele também a ajudará a se enxergar e a se entender. Não diga “não consigo”, pois caso você realmente deseje, você consegue.

Pelo fato de que você vem se submetendo a isso já há alguns anos, ouso dizer que você já está viciada no abuso como fetiche. A relação que você tem com o pangaré é sadomasoquista. Ele é sádico. Você é masoquista. Portanto, conforme já sugeri antes, inicie urgentemente um tratamento de natureza psicoterapêutica. Faça isso por amor e respeito a você mesma.

Como você vê, eu digo as mesmas coisas. Afinal, não há nada novo a dizer, mas sim muito a agir e decidir. E tal ajuda somente você pode dar a você mesma.

Receba meu carinho!

NEle, em Quem podemos encontrar Graça para ocasião própria,

Caio

www.caiofabio.net