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    <title>Novidades do Site cristão</title>
    <link>http://sitecristao.com</link>
    <description>Novidades do site</description>
    <language>pt-br</language>
    <managingEditor>roberto@sitecristao.com</managingEditor>
    <webMaster>roberto@sitecristao.com</webMaster>
    <copyright>Roberto Donizeti Soares</copyright>
    <item>
      <title>O “JESUS” QUE JESUS NÃO CONHECE!</title>
      <pubDate>Wed, 14 May 2008 00:43:18 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/reflexoes/jesusquejesusnaoconhece.htm</link>
      <category>Reflexões</category>
      <description><![CDATA[Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem, mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho. 
<p>O ardil é simples: </p>
<p>A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo]. </p>
<p>Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”. </p>
<p>Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”. </p>
<p>Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal! </p>
<p>Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos]. </p>
<p>E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo. </p>
<p>Assim, vão se enganando enquanto enganam! </p>
<p>O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida! </p>
<p>O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida! </p>
<p>Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais! </p>
<p>Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica! </p>
<p>Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas. </p>
<p>Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada. </p>
<p>Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho! </p>
<p>Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus! </p>
<p>O que esperar como bem para tal povo? </p>
<p>Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo. </p>
<p>Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem! </p>
<p>Nele , que não é quem dizem que Ele é, </p>
<p>Caio </p>
<p>09/05/08 </p>
<p>Lago Norte </p>
<p>Brasília </p>
<p>DF </p>
<p><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title> ESTOU COMO UMA BOLA LADEIRA ABAIXO!</title>
      <pubDate>Tue, 13 May 2008 01:18:38 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/bolaladeiraabaixo.htm</link>
      <category>Cartas</category>
      <description><![CDATA[----- Original Message ----- 
<p>From: ESTOU COMO UMA BOLA LADEIRA ABAIXO! </p>
<p>To: <a href="mailto:contato@caiofabio.com">contato@caiofabio.com</a> </p>
<p>Sent: Monday, May 12, 2008 3:21 AM </p>
<p>Subject: HELP me please! </p>
<p>Caro Pr. Caio, </p>
<p>Venho nessa carta juntar-me a várias e várias pessoas que reconhecem em vc a autoridade e sabedoria que vem do alto e que necessitam de sua ajuda! </p>
<p>Acho que entrei em mais uma furada... Estava exercendo várias funções ministeriais; a maioria delas eu me identificava muito e exercia com muito amor e dedicação, gerando muitos frutos, e outras poucas nem tanto. </p>
<p>Eu era da igreja Renascer, comecei a questionar e a discordar de muitas coisas, e a me sentir um peixe fora d'água, então orei e fui me desligando. Minha filha mais velha estava começando a freqüentar uma outra igreja e eu fui com ela e me senti bem, me identifiquei, gostei do ambiente. Até que, apesar de me preocupar com as vidas que ficariam lá na Renascer, alunos que eu teria que deixar, discipulado, etc., era uma questão de escolher entre elas ou eu, pois sentia como se eu estivesse morrendo! </p>
<p>Falei com meu marido, (que a princípio não queria sair de lá) e acabei saindo. Foi uma luta grande, pois nem ele nem a minha outra filha queriam que eu saísse, e também não queriam sair nem muito menos irem pra outra igreja. </p>
<p>Foi então água mole em pedra dura... </p>
<p>Acabaram indo comigo sem compromisso, e o Pastor daqui todo simpático com eles... </p>
<p>Resumindo: estamos todos lá há mais ou menos oito meses. Pensei que os piores problemas em relação à igreja seriam na Renascer!... Hoje em dia não sei mais o que é pior! Será que eu estou ficando maluca? Não sei mais em que acredito... </p>
<p>Pr. Caio, me dê uma direção! </p>
<p>Quando fui pro Igreja, já estava fazendo um tratamento pra depressão, enxaqueca e angustia há pouco mais de um ano e fazia psicoterapia com uma psicóloga que não era cristã. </p>
<p>Lá na Igreja eles me falaram que eu não preciso tomar os remédios que eu tomo pra depressão... Que isso é dependência química! </p>
<p>Até tentei, mas não consegui, passei mal, fiquei muito ansiosa. Aí fui numa neurologista e ela está me ajudando, estou fazendo um tratamento há dois meses com FRONTAL 0,5, SERTRALINA, TOPIRAMATO E QUANDO PRECISO RIVOTRIL SUBLINGUAL DE 0,25. Mas, não falei com ninguém lá na Igreja que ainda tomo todos esses remédios... </p>
<p>O pastor falou pra mim que eu não tomasse remédio pra dor, que eu agüentasse... Não testificou, achei esquisito, continuei meu tratamento. </p>
<p>A psicóloga realmente eu larguei porque além do meu marido implicar eu não estava me identificando. </p>
<p>No início desse ano, passei uma luta tremenda com minha mãe, que teve um infarto e foi internada às pressas, de madrugada. Quase a perdemos! Precisou fazer uma angioplastia e teve um outro infarto na sala de cirurgia... Consegui transferi-la depois de muita oração, tive que processar o plano de saúde e graças a Deus ela foi pra um hospital perto da casa dela, onde meu pai podia vê-la todos os dias, e onde eu pude ficar com ela na UNIDADE CORONÁRIA como acompanhante. Enfim, passei dois meses nessa batida... Decepcionei-me muito com o pastor e a pastora (da atual Igreja), que não foram nenhuma vez visitar minha mãe. Não entendi nada! Falamos várias vezes com eles... Em nenhum momento se interessaram em ir... Acabei perguntando! Teve um dia que disseram que não atendiam ao telefone porque estavam em jejum; em outro dia disseram que Deus falou pra eles não irem... </p>
<p>Tinha horas que eu precisava de companhia. Eu ficava direto lá no hospital... Apesar de orar, ler livros, a bíblia, ouvir louvores, eu sentia necessidade de um ombro. Aí liguei pra uns amigos nossos que são pastores de outros ministérios, eles na mesma hora quando souberam foram lá, oraram pela minha mãe, me fizeram companhia, mamãe aceitou Jesus! </p>
<p>Senti mesmo que Deus providenciou outras pessoas para irem lá, e quando o pastor da Igreja soube, ele ficou sério, parece com ciúmes, sei lá, tudo muito estranho. Agora, minha mãe já está em casa a dois meses, fazendo oxigenoterapia, também nunca quiseram ir lá. Tudo isso me fez ver amigos que eu não sabia que tinha se reaproximarem, e outros que eu julgava amigos não aparecerem nem uma só vez. </p>
<p>Agora, uma outra situação me desapontou: Um rapaz lá na Igreja estava se aproximando da minha filha mais velha, chegando a perguntar para amigos em comum se ela estaria interessada em alguém, se ele teria chances com ela, como ela era, do que gostava etc. Convidou-a p/ sair algumas vezes em grupo, sempre se aproximava dela, mandava recadinhos etc. Ela começou a se interessar por ele e até pensou em namorá-lo. De repente, de uma hora p/ outra o rapaz fica indiferente e aparece na igreja com outra, mas só acompanhado sem mãos dadas nem nada, porque lá na Igreja antes de qualquer coisa tem que ter autorização do pastor pra orar alguns meses e depois se for de Deus poder namorar. Algumas pessoas na igreja já estão comentando que o rapaz está orando com a tal garota. Quando vi minha filha decepcionada e sem entender nada, fui falar com o pastor. Perguntei a ele se ele sabia de alguma coisa, ele disse que não, que o rapaz estava só vendo se era de Deus primeiro. Então eu contei que o rapaz há pouco tempo estava interessado na minha filha e que ela estava triste. O pastor disse que o rapaz NUNCA esteve interessado na minha filha e que a minha filha não está preparada pra namorar nenhum rapaz de DEUS, porque há pouco tempo atrás ela estava ainda nas baladas! Engoli em seco, mas depois fiz questão de mandar um e-mail pra ele com provas que o rapaz tinha se interessado sim pela minha filha e que todos estavam sabendo desse quase namoro dele com a outra garota. Para minha total surpresa, o pastor me contou então que a garota é a ex-esposa do rapaz que vendo a mudança na vida dele está vindo p/ igreja, e continuou dizendo que o rapaz é um santo e que a minha filha está com a motivação errada, que a motivação dela tem que ser Jesus e que o rapaz nunca quis nada com ela, que eu estou a superprotegendo, que eu tenho que edificar a minha casa só na oração... Que o rapaz e a garota será mais casamento restaurado na igreja, que eu fui usada pelo diabo pra manipular ele contra o rapaz! E falou que não ia ver as provas porque não era certo e que na igreja tudo ele sabia o que estava acontecendo com as ovelhas. </p>
<p>Socorro! Não sei mais o que pensar, não sei onde estou,não consigo entender porquê o pastor coloca a mão no fogo pelo rapaz e não vê o lado da minha filha. Eu conversei com ela e ainda não contei tudo que o pastor disse a respeito dela, porque acho que não seria nem um pouco positivo. Com tudo isso, ela está bem, já falou que não quer saber mais desse rapaz, eu falei que Deus tem o melhor pra ela. </p>
<p>Por favor, Pr. Caio, me responda! Com relação ao meu marido, há pouco tempo, antes dessa ultima situação acontecer, eu abri meu coração com o pastor e a pastora, num dia de crise aqui em casa, e falei sobre a instabilidade de humor do meu marido, sobre muitas vezes ele ser generoso com outras pessoas e não ser comigo. O pastor me disse que Deus tinha mostrado a ele que meu marido tinha seqüelas na mente por ter sido viciado em drogas durante 25 anos... Mas que Deus iria curá-lo. Que meu marido precisava de libertação e que precisava se converter! E ainda falou que os dias estavam contados e que Deus ia ensinar ao meu marido, mesmo que fosse da pior forma! Desde esse dia, nosso casamento está abalado, pois sinto que não tenho tido o carinho para lidar com ele que eu tinha antes. </p>
<p>Caio, (se posso lhe chamar assim), por favor, me ajude! Será que eu estou tão errada assim em tudo? Eu não sei mais o que pensar nem dizer a respeito dessas coisas... Só mais uma coisa, eu te peço, se for por um acaso publicar essa carta, não diz o nome da igreja que eu estou, ta? </p>
<p>Desde já agradeço. </p>
<p>_____________________________________ </p>
<p>Resposta: </p>
<p>Minha querida irmã: Graça e Paz! </p>
<p>Sua carta reflete o que acontece de loucura no ambiente da “igreja gueto”. E, nesse aspecto, não faço apenas referencia ao lugar do qual você saiu e ou apenas ao lugar para onde você [vocês] foi e está. </p>
<p>Não! O seu problema de hoje é o “normal” nessas “igrejas” nas quais o “pastor” é um interventor na vida dos discípulos. </p>
<p>Sim! Eles não crêem em Deus! Não crêem que Deus cuida! Não crêem que Deus trata! Não crêem que Deus é Deus e não deu a nenhum homem a prerrogativa de fazer como eles fazem em nome de Deus! </p>
<p>Não! Eles têm que se meter! Têm que ser “deuses” nas vidas dos irmãos! Tragédia! </p>
<p>O lugar no qual você estava é ruim por outras razões. Mas eles pelo menos não se metem tanto na “vida privada”, exceto se mexer no bolso ou na autoridade deles. Aí, porém, onde você está agora, a coisa é assim mesmo: o pastor é Deus dos particulares da vida humana! </p>
<p>Além “deles” existem “vocês” como parte do problema. Sim! Pois “vocês” se tornaram aqueles crentes teleguiados, e que só dão passos se o “pastor” estiver validando! </p>
<p>Ou seja: eles estão doentes e vocês também! </p>
<p>O nome dessa doença é “igreja-acefalia”! </p>
<p>Mais do que qualquer coisa vocês precisam conhecer o Evangelho como Boa Nova e como caminho de entendimento e de liberdade responsável e lúcida! </p>
<p>Recomendo a você a ajuda que posso dar, a saber: </p>
<p>1. A leitura do Novo Testamento como se fosse pela 1ª vez na vida. Sim! Leia tudo outra vez! </p>
<p>2. A leitura do <a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a> – no qual vocês encontrarão todo o entendimento de que precisam agora a fim de se re-posicionarem na vida. </p>
<p>3. A audição da rádio do site, no qual vocês ouvirão mensagens do Evangelho como ele é: simples e libertador. </p>
<p>4. A congregação do “Caminho da Graça” no caso de vocês morarem em um lugar onde haja Estação do Caminho. No meu site você tem todos os endereços no link “Caminhando”. </p>
<p>Faça isto durante um mês e me escreva! </p>
<p>Sinceramente duvidarei se as coisas continuarem as mesmas em sua mente! </p>
<p>É o que responsavelmente posso lhe dizer hoje! </p>
<p>Receba meu carinho! </p>
<p>Nele , que nos chama à liberdade e à paz, </p>
<p>Caio </p>
<p>12/05/08 </p>
<p>Lago Norte </p>
<p>Brasília </p>
<p>DF </p>
<p><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a> </p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>JESUS LIA AS ESCRITURAS</title>
      <pubDate>Tue, 13 May 2008 00:59:38 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/reflexoes/jesusliaasescrituras.htm</link>
      <category>Reflexões</category>
      <description><![CDATA[Sendo o Verbo, como Ele não conheceria um derivado da Palavra, que é a Escritura?

 

A questão, porém, é outra: Como Jesus lia as Escrituras?

 

Ou como ouvia as palavras dela? Aqui falo do modo como Jesus interpretou as Escrituras, e do espírito de entendimento que Ele nos dá a fim a discernirmos a Palavra na Escritura. Isto porque Jesus diz que Suas palavras são a Palavra, e nos recomenda que as percebamos como espírito e vida, e não como letra estática, morta, mumificada, e que se oferece para exumação aos “Caçadores de Múmias”, nos quais se tornaram muitos exegetas e hermeutas da Escritura.

 

Um exemplo extraordinário está mostrado em Lucas 20: 27-40 e Mateus 22: 23-33. A narrativa diz que chegaram alguns dos saduceus, que diziam não haver ressurreição—e que também não criam em anjos e em coisas do gênero—, e perguntaram-lhe: Mestre, Moisés nos deixou escrito que se morrer alguém casado, porém sem filhos, o irmão dele deve casar-se com a viúva de seu irmão, a fim de lhe suscitar descendência. Pois bem, havia, entre nós sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos; então o segundo, e depois o terceiro; e assim todos os sete tanto se casaram com ela, como também morreram, sem deixar filhos.

 

Ora, os saduceus não criam em ressurreição, e nem em anjos. Jesus ensinava o oposto.

 

Alguém diria: que sorte da mulher deles! Enfim, morreu também a mulher.

 

Todos estavam ouvindo. Então, eles disseram: Agora é o problema.

 

Nossa questão é a seguinte:

 

Na ressurreição, de qual deles será ela esposa, pois os sete por esposa a tiveram? Respondeu-lhes Jesus: Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus. Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento; porque já não podem mais morrer; pois são como os anjos nos céus, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. E já que eles tinham usado o letrismo de Moisés a fim de criar uma Escritura, literalmente, sem espírito, Jesus também lhes disse, citando Moisés: Quanto a ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, quando o próprio Moisés indicou, na passagem a respeito da sarça, chamando ao Senhor de o Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó? Ora, Ele não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para Ele todos vivem!

 

Veja por você mesmo. Peça a Deus que o ilumine, a fim de que você discirna o espírito da Palavra. Jesus é questionado com algo que deveria criar um problema moral e legal para a mensagem da ressurreição, visto que a Doutrina Moral, para os saduceus—que eram também, na sua maioria, da classe sacerdotal—, era muito mais importante que a vida; pois quem perde o espírito da Palavra, fica apenas com a falta de ressurreição das letras da Escritura.

 

Então, Jesus lhes responde apanhando o problema moral e legal, e o redimensionando na escala do espírito. Simplesmente diz que a imortalidade também não será moral e nem legal. E isto porque os elementos que condicionam a legalidade e moralidade são inexistentes numa dimensão onde cada um experimenta individuação completa e mergulha no amor e no entendimento absoluto. No entanto, Ele fala não apenas do que sabe em-si-mesmo.

 

Ele toma a Escritura em Gênesis—cujo texto, em total simplicidade, Jesus atribui a Moisés—, e mostra o que não está escrito, porém está dito. O espírito da Palavra não está no que está escrito, mas no que está dito. E o modo como Jesus lê as Escrituras nos mostra a diferença entre uma coisa e outra; entre a letra e o espírito da Palavra. Não está escrito que Deus é Deus de vivos e não de mortos, e que, portanto, a ressurreição é um estado também natural.

 

Em nenhum lugar do Velho Testamento isto está escrito. Todavia, está dito. E Jesus nos mostra isto apenas mostrando a sutileza do espírito do texto, e que se manifesta pela simples afirmação PRESENTE de que Deus É o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.

 

E como não se diz que Deus FOI o Deus daqueles homens; e como mesmo os três tendo existido na Terra em estado de contemporaneidade por algum espaço de tempo; tendo eles também morrido em sucessão; seria uma incongruência não os enterrar no passado da história, se tivessem morrido. Como porém viviam; era certo chamá-los na relação de vida PERMANENTE diante de Deus, pois para Deus, todos vivem.

 

Assim, Jesus não lhes tira dúvidas. Ao contrário, lança dúvidas nas certezas deles com a simples afirmação de Seu imperturbável entendimento espiritual. E mostra a eles que era Verdade o que Ele dizia, mas os deixa sem poder pegar em nada, visto que aquilo não estava escrito para dizer o que Ele disse, ainda que dissesse exatamente isto.

 

É assim o espírito da Palavra!

 

Caio

 

Copacabana - 2004

www.caiofabio.com]]></description>
    </item>
    <item>
      <title> AJUDE-NOS A COMBATER OS ATEUS!</title>
      <pubDate>Tue, 13 May 2008 01:17:44 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/ateus.htm</link>
      <category>Cartas</category>
      <description><![CDATA[----- Original Message ----- 
<p>From: AJUDE-NOS A COMBATER OS ATEUS! </p>
<p>To: <a href="mailto:contato@caiofabio.com">contato@caiofabio.com</a> </p>
<p>Sent: Tuesday, March 04, 2008 12:14 AM </p>
<p>Subject: Ateísmo </p>
<p>Olá Caio! </p>
<p>É um prazer falar com você. Sempre admirei seu trabalho e li alguns livros seus e sempre percebi inteligência e honestidade em suas publicações. </p>
<p>Desejo a você sucesso neste novo projeto. </p>
<p>Será que você podia dar algumas respostas Inteligentes aos céticos, agnósticos e ateus, que vem se organizando e Debochando de tudo que esta relacionado a Deus? </p>
<p>www [deu o endereço do site de um rapaz de 25 anos que se arvora a escrever sobre ateísmo]. </p>
<p>e etc.... </p>
<p>Acredito que você já tenha algo pronto, se não tiver é um material extremamente necessário para nós. </p>
<p>A J U D E N O S! SOCORRA-NOS. </p>
<p>Fica na paz! </p>
<p>Abraços, </p>
<p>_________________________________________________________________________ </p>
<p>Resposta: </p>
<p>Meu filho querido, </p>
<p>Se sua carta tivesse chegado há trinta anos, certamente eu escreveria um livro contra a idéia do moço do site. Hoje, porém, depois de muitas viagens e jornadas, digo a você apenas o seguinte: </p>
<p>Não perca seu tempo com isso. Você apenas alimentará o rapaz. É um menino de 25 anos, presunçoso, que nunca levou um pau da vida, que pensa que existência é livro, e que ainda vai saber com quantos paus se faz uma cangalha. </p>
<p>Não divulguei o endereço do tal portal porque não estou aqui para promover o que não creio. Também porque tudo o que não desejo provocar é uma avalanche de cartas de crentes sobre o rapaz ateu, pois, isto apenas alimentará ainda mais a necessidade dele radicalizar-se naquelas tolices. </p>
<p>Deixe que Deus, que o ama, cuida dele do modo certo! </p>
<p>E mais; Deus não precisa de defesa. Você é que parece precisar. Se for você, me fale; pois, Deus eu sei que não precisa nem de defesa e nem de defensores. </p>
<p>O moço é um tolo vaidoso. Tem um site para os filósofos e um outro para o seu caos particular. No 1º ele tenta mostrar cultura. No 2º ele mostra a inventividade de sua imaturidade livresca. </p>
<p>É só isto! </p>
<p>Não perca seu tempo. </p>
<p>Faça como Jesus: pregue para quem quer ouvir! </p>
<p>Crente é que sente essa terrível obrigação de pregar pra quem não quer ouvir, isso enquanto deixa de se dedicar a quem quer ouvir e saber mais. </p>
<p>Jesus não era assim! </p>
<p>Você lembra de Jesus procurando algum grupo hostil e tentando de todos os modos falar com eles? </p>
<p>Trate os homens como Jesus tratou e não se preocupe com nada mais; pois, o mais, Deus fará. </p>
<p>Deus é! Ele está presente. E Ele age e fala. É confiar! </p>
<p>Em minha opinião os ateus que revoltam a Deus não são como esse menino da internet, mas sim os que pregam e falam de Deus sem crerem Nele. </p>
<p>Receba meu beijo, e também minha palavra, que é fruto de experiência. </p>
<p>Nele, que fala de Si mesmo a quem Ele mesmo deseja falar, </p>
<p>Caio </p>
<p>04/03/08 </p>
<p>Lago Norte </p>
<p>Brasilia </p>
<p>DF <br/><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a> </p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Você está em adultério com Jesus?</title>
      <pubDate>Tue, 4 Mar 2008 15:04:45 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/adulteriocomjesus.htm</link>
      <category>Cartas</category>
      <description><![CDATA[----- Original Message ----- 
<p>From: VOCÊ ESTÁ EM ADULTÉRIO COM JESUS ? </p>
<p>Sent: Saturday, March 01, 2008 2:20 PM </p>
<p>Subject: Igreja Bola de Neve e "sua doutrina" de não poder casar novamente. </p>
<p>Caio, </p>
<p>Gostaria de saber sobre artigos ou cartas em que você esclareça sobre esta doutrina que a Bola de Neve vem colocando: que se divorciando não pode casar-se novamente, e sim somente com um único marido na vida, mesmo que tenha havido infidelidade. </p>
<p>Minha amiga teve um casamento de 8 meses e o marido se envolveu com drogas, adultério e brigas. </p>
<p><br/>Houve a separação, porem, a moça foi para esta igreja, Bola de Neve; e lá disseram para ela que "Ou você volta com seu marido ou deverá ficar solteira e esperar a morte do mesmo.” </p>
<p>Ela se encontra infeliz, pois não consegue viver bem emocionalmente e nem tampouco deseja a morte do ex-marido para que possa casar-se novamente. </p>
<p>Tentei falar que a Graça de Deus está acima disto, mas o jugo que colocaram sobre ela deixou-a confusa e a ponto de se desviar por completo e viver na prática deliberada e sem compromisso com Deus, já que para ela não teria "solução", e estaria em constante pecado... </p>
<p>Este é o preço de uma doutrina que se apega em textos para dizer que o casamento é para sempre. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se pudesse me ajudar com algum texto (artigo) bem explicativo, pois, iria repassar para ela. </p>
<p>No demais agradeço a atenção. </p>
<p>_______________________________________________________________ </p>
<p>Resposta: </p>
<p>Meu querido amigo: Graça e Paz! </p>
<p>Veja Você! </p>
<p>A coisa é mesmo uma bola de neve ! </p>
<p>Inspirados em uma interpretação bíblica que faria de Jesus um grande liberal no trato do assunto e das pessoas, eles, em nome de Jesus, induzem uma menina a desejar a morte do marido, mantendo-se em estado de vigília emocionalmente homicida; ou, como aconteceu, entregam-na aos braços da promiscuidade. </p>
<p>É ou não é uma bola de neve ladeira abaixo? </p>
<p>Jesus disse que “ em caso de relações sexuais ilícitas ” o que foi traído está livre para não apenas se divorciar, mas casar novamente sem qualquer preocupação. </p>
<p>Eles, porém, querem ser mais justos que Jesus. Tornaram-se fariseus; e se estivessem diante de uma situação com Jesus sem saber que Jesus era Jesus, ficariam do lado dos fariseus e dos tiranos dos homens. </p>
<p>A bola de neve da Lei não reconhece Jesus! </p>
<p>Paulo diz aos Romanos que a Lei morreu em Cristo [e afirma o mesmo em todos os seus escritos e mensagens]. Também escrevendo aos Romanos [cap. 7], ele ilustra a morte da Lei como marido de cada um de nós, dizendo que com a morte do marido-lei [que morreu em Cristo, na Cruz] estamos livres para casar de novo; posto que Jesus cumpriu a lei do casamento na Cruz, a fim de que não apenas fiquemos livres da Lei como meio impossível de salvação, mas, sobretudo, fiquemos livres para casar na aliança da Graça; sendo assim postos numa nova relação: casados com Cristo como gente que um dia esteve esposada pela Lei. Gente que ficou livre para viver outra vez em razão do marido ter morrido para sempre e sem chance de ressurreição. Não há ressurreição na Lei e para a Lei. </p>
<p>Eles, no entanto, não lendo direito Romanos sete, aferram-se ao texto, quando diz: “... a mulher está pela lei ligada ao marido enquanto este vive ...” — e, assim, ressuscitam a Lei na forma da vigência da Lei como Lei, fazendo com que a lei do casamento tenha ficado fora da Lei que em Cristo morreu na Cruz. E se alguma parte da Lei ficou fora do poder da Cruz, então Jesus morreu em vão. </p>
<p>Parece coisa da família Adams. Na Cruz teria morrido quase todo o corpo da Lei, menos “a Mão”, que, nesse caso, seria a vigência da Lei na forma da não inclusão da lei do casamento no todo da Lei que em Cristo morreu sem com Ele ressuscitar. </p>
<p>Ora, Paulo apenas dizia que na lei a mulher está ligada ao marido enquanto este vive; e, como Jesus é aquele que cumpriu toda a Lei [e morreu em tal cumprimento absoluto], a Lei com Ele morreu; porém, com Ele não ressuscitou; pois, Jesus ressuscitou dos mortos para que todos nos casássemos com Deus mediante a fé, e em total Graça divina — o que seria totalmente ilícito se a Lei estivesse viva. </p>
<p>No entanto, nossas grandes certezas não vêm de Paulo, mas de Jesus mesmo, no modo como tratou os quebrados e arrebentados desta vida. </p>
<p>Essa “doutrina” nada de Jesus. De fato, ela é anti-Jesus; pois, nega o que Jesus encarnou como amor em favor de todos os homens, dentro e fora da Lei. </p>
<p>Sim! Se a Lei estivesse viva todos nós estaríamos em adultério com Cristo , afirmando que somos salvos por Sua Graça, e não segundo a Lei. </p>
<p>Se a Lei [toda ela] não morreu na Cruz, então, somos bígamos e adúlteros; pois, estando casados com a Lei, nos apaixonamos e nos amasiamos com Jesus mediante a sedução da justiça da fé [a qual é oposta à justiça da Lei] — sendo, portanto, segundo a Lei, seres em estado de adultério espiritual, que é de fato como se sentem a maioria dos “cristãos”, visto que confessam Jesus com os lábios, porém, interiormente, existem sob as angustias da traição à Lei [o marido]; e, mais cedo ou mais tarde, cedem: terminam o caso com Jesus , e voltam para o marido-Lei. Depois ficam com saudades de Jesus e sem coragem de deixar a Lei. E, assim, vão levando, sem Lei e sem Jesus. Viram “crentes” em estado de angustia e culpa. </p>
<p>O pior é quando a pessoa um dia casou direto com Jesus , sem conhecimento da Lei, solteira de tudo, desgraçadamente livre caminhante da morte; e, assim, graciosamente, vem a conhecer Jesus, para, então, depois de um tempo , conhecer a Lei e fazer opção pela falsa segurança que ela oferece; e, assim, deixar Jesus, indo morar na casa do Zumbi-Lei, dando-se a ele em devoção apavorada e estúpida. </p>
<p>Diga à sua amiga que estou chamando para a mim a responsabilidade do que digo, diante de Deus, se o que digo não for a verdade do Evangelho de Cristo Jesus! </p>
<p>Peça à sua amiga que leia esta carta e que entre no site e comece a ler o que aqui existe como Graça de Deus para ela. Peça a ela em meu nome que pare com essa loucura, pois, não há nenhuma condenação para quem está em Cristo Jesus. </p>
<p>Minha oração é no sentido de que a mente dela seja desanuviada por completo, e que ela enxergue a grandiosidade da salvação que está a todos nós oferecida em Jesus. </p>
<p>Não sei de onde você escreve, mas veja se há uma Estação ou grupo do Caminho da Graça por aí. Sim! Veja no site, no link Caminhando ou clicando no ícone do Blog do Caminho. Em ambos os lugares há uma lista das Estações e grupos. </p>
<p>Receba meu abraço. </p>
<p>Nele , em Quem morreu “o marido” que me batia e me matava , </p>
<p>Caio </p>
<p>03/03/08 </p>
<p>Lago Norte </p>
<p>Brasília </p>
<p>DF </p>
<p>OBS: No site há algumas cartas que tratam de questões ligadas ao grupo ao qual você fez menção. <br/><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a> </p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>A religião acha Jesus louco - sempre achou!</title>
      <pubDate>Tue, 4 Mar 2008 14:59:44 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/reflexoes/jesuscomolouco.htm</link>
      <category>Reflexões</category>
      <description><![CDATA[Fazendo ele deste modo a sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar . Atos dos Apóstolos 26:24 
<p>&nbsp;</p>
<p>Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. 1 Coríntios 3:18 </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque, se enlouquecemos, é para Deus; se conservamos o juízo, é para vós . 2 Coríntios 5:13 </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nada é mais libertador para o homem de consciência do que ver-se livre dos demônios da coletividade hipócrita. Entretanto, dura coisa é essa. </p>
<p>Na verdade a maioria dos que ficam livres dos demônios da coletividade são aqueles que se tornam os demônios da coletividade — como é o caso de ladrões, homicidas, estelionatários, corruptos e toda sorte de perverso e de bandido. </p>
<p>Esses, quando presos, cobrem o rosto não de vergonha, mas apenas para proteger a identidade, visando os negócios futuros e a liberdade de ir e vir sem serem identificados. </p>
<p>Mas não é de demônios humanos que assolam a coletividade acerca do que aqui falo. </p>
<p>Refiro-me sim ao oposto disso. Trato de gente boa e honesta, mas que tem a consciência cativa de opiniões (boas ou más). </p>
<p>Isto porque a sociedade criou padrões aos quais chama pelo apelido de reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência, coisas pelas quais as mentes fracas estão dispostas a matar ou morrer; e até suicidarem-se. </p>
<p>Ora, é por tais “valores de cera” que se mente (para manter a reputação), se mata ou digladia (para manter a honra), se fazem inimigos (para manter a dignidade), esconde-se da verdade de ser (em razão da vergonha dos outros acerca de nós), cria-se uma persona fantasiosa para consumo público (a fim de manter a imagem), e adquirem-se bens e símbolos de poder e por eles faz-se qualquer sacrifício (tudo em razão do poder da aparência). </p>
<p>Quando eu era menino fui educado em quase todos esses valores, exceto no que tangia à imagem e à aparência; pois, na casa de meu pai (avós, tios, tias, etc.) esse tipo de farisaísmo nunca existiu. </p>
<p>Na juventude alienada do Evangelho chutei tudo isso para fora do campo, para o fosso, e num fosse tão distante quem nem os gandulas conseguiriam ir buscar tal bola. </p>
<p>Então conheci o Evangelho; e, com ele, pela via do convívio com os crentes, de súbito me vi preocupado com tudo isso — reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência. </p>
<p>Assim, tomei muitas decisões em razão desses demônios educados, mas que nada têm ou tinham a ver com Jesus. </p>
<p>Afinal, tais coisas só têm a ver com Jesus quando se tem a coragem da verdade que é; mesmo quando à volta se chama a bondade do nosso andar por nomes que o falsificam como se fossemos transgressores e amantes do que é mal. </p>
<p>Nesse caso o que é reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência — não são a mesma coisa que tais adjetivos significam para a sociedade hipócrita. De fato, muitas vezes eles significam o contrario. </p>
<p>De um modo geral, entretanto, nem mesmo é bom usar tais termos, posto que eles quase nunca retratam a verdadeira reputação (que tem que ser verdadeira), nem a honra (que tem que ser o que é, sem defesa), nem a vergonha (que tem que ser apenas a tristeza do arrependimento), e nem a imagem e nem a aparência (que têm que ser a cara da gente, e não a nossa máscara). </p>
<p>Jesus, entretanto, disse que tudo o que é elevado entre os homens (e assim mantido pela vida do status e das vaidades relacionais divorciadas da verdade que é) é abominação diante de Deus. </p>
<p>Assim, Ele não deu a mínima para reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência — não conforme os demônios da coletividade; e que nos dias Dele tinham nos religiosos os mais ardorosos Xerifes de tais “virtudes de plástico”; e que tinham nos fariseus os executivos verdugos e carcereiros dos juízos que sobre tais fundamentos de areia são construídos. </p>
<p>Pela reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência — Jesus não teria feito nada, dito nada, realizado nada. </p>
<p>Afinal, como Jesus seria Ele mesmo preso aos demônios da reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência? </p>
<p>Desse modo [conforme Isaías] olhamo-Lo e não vimos imagem, nem aparência e nem formosura, e nem mesmo vimos qualquer coisa que não fosse como uma raiz de uma terra seca; ou ainda, que não fosse como a reputação de um amaldiçoado, ferido de Deus e oprimido. Sim! Um de quem os homens escondem a face e dele não fazem caso; ou seja: desprezam. </p>
<p>Ora, Jesus não ficou assim na Cruz; ao contrario, Ele foi à Cruz por ser visto assim pelos homens! </p>
<p>Ora, além de ver o modo como o trataram e o desprezaram e Dele não fizeram caso, basta também ver os títulos que a Ele deram. </p>
<p>Louco : foi o que disseram os seus familiares; e, depois, os religiosos: “Estás louco?”. </p>
<p>Samaritano louco : foi o que Dele disseram quando Seu amor pelos excluídos ofendeu os incluídos por si mesmos; e quando disse sobre Deus o que eles não podiam suportar. </p>
<p>És Samaritano e tens demônio : afirmaram a fim de ofenderem-no [como se pudessem] chamando de herege sem pedigree puro [Samaritano] e de demente [tentando fazer com que o povo o visse como um desequilibrado]. </p>
<p>Suicida : foi o que Dele disseram quando Ele disse: “Procurar-me-eis e não me achareis...”. Disseram: “... tem Ele a intenção de suicidar-se?” — e isto com muita ironia. </p>
<p>Possesso de demônios e possesso de Belzebu : foi o que disseram quando [no 1º caso] Ele disse que era Um com o Pai; já associado ao maioral dos demônios (Belzebu) eles disseram quando Ele expulsou demônios apenas com a Sua palavra [no 2º caso]; o que revelaria uma “intimidade” ente Jesus e Belzebu. </p>
<p>Blasfemo : foi o que Dele disseram o tempo todo, até conseguirem leva-Lo à execução por heresia. </p>
<p>Tens demônio : disseram Dele SEMPRE que Seu discurso ofendia a razão religiosa. </p>
<p>Glutão e bebedor de vinho : diziam Dele por sentar em todas as mesas e não fazer acepção de pessoas. </p>
<p>Amigo de pecadores : em razão de que os marginalizados amavam Sua companhia. </p>
<p>Embusteiro : quando temeram pela Sua ressurreição e decidiram criar uma versão de roubo do corpo; o que veio a prevalecer entre os judeus de então. </p>
<p>E assim vai... E tem mais... Mas esses “títulos” nos bastam a fim de ilustrar a perversidade religiosa ante a verdade incontestável. Afinal, por eles [pelos títulos] Jesus se tornou PHD em anti-titularidade religiosa e moral. </p>
<p>Assim, quem se preocupa com reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência... — ainda nada entendeu do Evangelho! </p>
<p>Re-puta-ção é, de fato, aquilo que se atribui acerca de alguém; sendo que reputar é o imputar que se faz resposta pública à conduta de uma pessoa; boa ou má (do ponto de vista da moral pública). No fim, no entanto, torna-se algo mais comum para a ação da puta que deseja não ser uma re-putada fora da hora de trabalho [Rsrsrs]. Reputação é o que os outros dizem de nós, mas não tem necessariamente nada a ver com quem somos. </p>
<p>Honra é o sentimento da justiça-própria feito direito até de matar. Os crimes contra a honra foram por muito tempo justificáveis. </p>
<p>Dignidade é a valentia dos que sabem que não são o que se diz, e, assim, tornam-se o que não eram no ato de defenderem-se do que não são. </p>
<p>Vergonha é aquilo que acontece depois do flagrante. Mas raramente antes. </p>
<p>Imagem e aparência : são as mascaras que escondem o ser. </p>
<p>Nas últimas três semanas recebi cartas de pessoas me perguntando se eu sabia que a moda entre os “pastores” apavorados com minha existência é dizerem que estou louco . Sabia, mas mesmo assim ri muito. Somente isto. </p>
<p>Ora, se isso fosse há trinta anos eu ficaria louco de angustia e iria procurar tais pessoas para provar que estariam equivocadas sobre mim. </p>
<p>Hoje , entretanto, depois de ser chamado de anticristo, de possesso, de herege, de adúltero, de drogado, de falsário, de intermediador de dinheiro político, de casamenteiro de gays, de estimulador de divórcios, de infiltrado católico para minar os evangélicos, de caído, de desligado de Cristo, de pervertido, etc. — ser chamado de louco é bolinho de bacalhau. </p>
<p>Até oito anos passados eu era chamado por eles mesmos de “Bom Pastor”, “Homem de Deus”, “Santo Varão”, “Profeta”, “Paulo de hoje”, “apóstolo do milênio”, “Presente de Deus à Igreja”, “o maior evangelista”, “o grande pensador”, “o homem sem medo”, “o ousado que enfrenta bandidos e policia”, “a reserva ética da nação”, “um dos cristãos mais influentes do mundo”, e, como disse um amigo americano me disse, e depois uma revista inglesa repetiu: “...uma mistura de Billy Graham, John Stott, Martin Luther King, Jacques Ellul, Kierkegaard, Paulo, e Gandhi”. </p>
<p>Tanto o que de “bom” diziam quanto que de “mal” dizem, é bobagem, loucura e procede do mesmo pai: o diabo. </p>
<p>No primeiro caso [mal] é para tentar achatar e calar você, além de criar um ser para você junto ao povo [versão]. No segundo caso [bom] é para inflar você; e isso faz mais mal do que o que é tido como “mal”. </p>
<p>Aprendi a ser exaltado e a ser humilhado; e, pela Graça de Deus, hoje, tudo posso naquele que me fortalece. </p>
<p>Mudei eu? </p>
<p>Não! Mudaram eles! </p>
<p>E o que mudou? Foi meu divorcio? Ah! Não! Mil vezes não! Afinal, antes de mim muitos pastores de separaram [e de modo totalmente indigno]; e depois de mim muitos outros [pouparei seus nomes]. E o que a eles aconteceu? Ora, nada! </p>
<p>Então por que comigo é diferente? </p>
<p>É diferente apenas porque eu disse que não fazia mais parte da “Confraria Evangélica”. Pois, se eu tivesse dito: “Meus irmãos. Perdoem-me. Pequei. Mas confesso a vocês meu arrependimento. Ajudem-me. Levem-me pela mão. Socorro!” — eles estariam dizendo de mim o que diziam antes. Porém, como entendi que tudo aquilo aconteceu para um fim maior, e que era sair de dentro da caixa-preta evangélica a fim de pregar o reino na liberdade de Jesus nos evangelhos, ele me tiveram e têm como inimigo. </p>
<p>Afinal, quem não é dos evangélicos é do diabo! </p>
<p>Esta é a doença, a blasfêmia e a indizível presunção infernal que os habita! </p>
<p>Assim, quem lê o que eu dizia antes acerca da “igreja” vê que hoje digo as mesmas coisas; só que antes eu era um deles falando (e assim era profeta); e hoje eu sou um de fora deles falando as mesmas coisas (o que me faz louco e herege, no mínimo). </p>
<p>Eu, todavia, tenho muita gratidão a Deus por ter me dado aquela cara de diamante duro que Ele deu a Ezequiel; pois, nem que todos eles se reunissem à minha porta teriam o poder de mover-me um centímetro do lugar no qual o Evangelho plantou a minha consciência. </p>
<p>Quanto ao mais — eles se entenderão com o Grande Louco: Jesus de Nazaré! </p>
<p>O hino que ecoa e perturba a alma desses que de tão loucos desejariam que eu assim estivesse, é um só; e terão que ouvi-lo, caso não se convertam, até na hora de morrer; pois jamais deixará de perturbar as suas consciências. </p>
<p>Assim, meu hino aos falsos protestantes é o hino que cantavam aos católicos medievais, dos quais hoje eles [os falsos protestantes] tornaram-se os principais representantes e remanescentes obscurantistas: </p>
<p>Castelo Forte é nosso Deus, <br/>defesa e boa espada; <br/>da angústia livra desde o mal <br/>Nossa alma atribulada. Investe Satã <br/>com hábil afã <br/>e sabe lutar <br/>com força e ardil sem par; <br/>igual não há na terra. </p>
<p>Sem força para combater, <br/>teríamos perdido. <br/>Por nós batalha e irá vencer <br/>quem Deus tem escolhido. <br/>Quem é vencedor? <br/>Jesus Redentor, <br/>o próprio Jeová, <br/>pois outro Deus não há; <br/>triunfará na luta. </p>
<p>O mundo venham assaltar <br/>demônios mil, furiosos, <br/>jamais nos podem assombrar, <br/>seremos vitoriosos. <br/>Do muno o opressor, <br/>com todo rigor <br/>julgado ele está; <br/>vencido cairá <br/>por uma só palavra. </p>
<p>O Verbo eterno ficará, <br/>sabemos com certeza, <br/>e nada nos perturbará <br/>com Cristo por defesa. <br/>Se vierem roubar <br/>os bens, vida e o lar - <br/>que tudo se vá! <br/>Proveito não lhes dá. <br/>O céu é nossa herança. </p>
<p>(Considerado o hino símbolo da Reforma Luterana, Castelo Forte - letra e música - foi composto por Martinho Lutero em 1528, sob o título Ein feste Burg, com base em passagens bíblicas como o Salmo 46, e trechos do Evangelho de Mateus e da Carta aos Romanos.) </p>
<p>Este é meu canto enquanto blasfemam contra a verdade do Evangelho! </p>
<p>Nele , que é Amigo de Pecadores, </p>
<p>Caio </p>
<p>19/08/07 </p>
<p>Manaus </p>
<p>AM <br/><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Cobiça é sempre pecado?</title>
      <pubDate>Wed, 20 Feb 2008 15:57:55 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/artigos/cobica.htm</link>
      <category>Artigos</category>
      <description><![CDATA[Temos visto muitas pessoas afirmarem que cobiça é pecado simplesmente por ser cobiça, mas será que é isso o que a Bíblia diz? Ou será que cobiça é só pecado se o objeto cobiçado for coisa do outro? 
<p>O mandamento: </p>
<p>Não cobiçarás a casa do teu próximo , não cobiçarás a mulher do teu próximo , nem o seu servo , nem a sua serva , nem o seu boi , nem o seu jumento , nem coisa alguma do teu próximo . (Êxodo 20 : 17) </p>
<p>Nesse mandamento podemos perceber que a cobiça não é condenada simplesmente por ser cobiça mas por que cobiça não é bom para com as coisas dos outros. <br/>Você pode querer algo mas não pode querer algo que já tem dono. </p>
<p>No famoso texto de Mateus 5:28 o Senhor Jesus diz: </p>
<p>Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. </p>
<p>Baseado nisso muitos dizem que não se pode cobiçar mulher nunca, porque Jesus teria proibido no versículo exposto se esquecendo que o contexto era sobre o adultério. </p>
<p>27 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. 28 Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar , já em seu coração cometeu adultério com ela . </p>
<p>Podemos ver no texto que enquanto a lei só falava sobre o adultério real, Jesus fala sobre o adultério mental que é o primeiro que ocorre antes do ato mesmo. <br/>Você pode querer alguém, mas não pode querer alguém que já esteja com alguém, ou então se tu tens alguém não deves querer outra. </p>
<p>Para aqueles que ainda acham que cobiça é sempre sinônimo de pecado vai mais um versículo: </p>
<p>Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne ; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. (Gálatas 5 : 17) </p>
<p>Esse versículo simplesmente diz que assim como a carne, o Espírito também cobiça! a diferença é que ambos cobiçam coisas opostas um contra o outro. </p>
<p>Roberto<br/><a href="http://robertoonline.blogspot.com">robertoonline.blogspot.com </a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Lançando pérolas aos porcos</title>
      <pubDate>Wed, 20 Feb 2008 15:56:29 -0300</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/devocionais/porcos.htm</link>
      <category>Devocionais</category>
      <description><![CDATA[Não lançar pérolas aos porcos é não oferecer os tesouros do ser a quem come apenas lama e babugem, e pisará em nossos tesouros do coração por não ver valor algum em pérolas da alma, assim como é também não oferecer nossos bens do coração aos que apenas pisarão sobre tal riqueza interior. 
<p>As pérolas são as verdades de Deus em nós, as mais íntimas e preciosas, que só devem ser compartilhadas com quem lhes dá valor. </p>
<p>O insensato é que abre seu coração e expõe todo o seu interior àqueles que têm no coração a fome e o apetite dos porcos - por lama - e têm ojeriza aos bens do ser. </p>
<p>Veja com quem você abre seu coração! </p>
<p>Veja com quem você divide sua intimidade humana e espiritual! </p>
<p>Veja a quem você serve as preciosidades de seu ser! </p>
<p>Não basta que a pessoa seja “cristã” ou de “igreja”. Isso não significa nada. Amigos de alma e de tesouros são raros, e só se os conhece com o tempo, em meio à fidelidade na dor e nas dificuldades da existência. </p>
<p>Toda hora vejo alguém servindo suas preciosidades de alma a quem não tem uma alma. O resultado é previsto por Jesus: eles pisam nas pérolas e depois devoram aqueles que as serviram. </p>
<p>Seu tesouro está em seu coração. Seja cuidadoso na entrega de sua intimidade. Procure antes comer muito sal com a pessoa. Não se exponha a quem não dá valor à alma. </p>
<p>Muita dor acontece em razão do romantismo de se pensar que basta a nossa sinceridade. Não! Não basta. Do outro lado tem de haver gente. E gente boa de Deus. Do contrário, o que se faz é apenas entregar nossa intimidade a quem se utilizará dela para nos destruir. </p>
<p>Infelizmente o mundo (e nele se inclua a religião) está cheio de suínos existenciais, os quais se alimentam de homens e abominam os tesouros da alma. </p>
<p>Jesus mesmo disse que tinha ainda muita coisa a dizer, mas que os discípulos ainda não estavam preparados para ouvir. Ora, eles não eram suínos existenciais, porém ainda estavam longe de poder entender e apreciar a beleza de muitas coisas. </p>
<p>Para Jesus o não lançar nossas pérolas aos porcos era equivalente a não abrir os tesouros do reino com aqueles que só buscavam pretexto para a matança. </p>
<p>Ora, esse mandamento de Jesus é o que nos protege daqueles que se oferecem como amigos, namorados, companheiros e irmãos, mas que não têm espírito de amor e de cuidado com a alma do próximo. </p>
<p>Ao contrário, para tais pessoas esses segredos das verdades mais íntimas do coração são apenas alças para que nelas se agarrem a fim de nos comerem vivos. </p>
<p>Portanto, veja a quem você está dando os seus tesouros de intimidade, verdade e preciosidades de Deus em sua vida. </p>
<p>Não namore ou se case com o suíno com esperança de ser bem tratado(a). Não fique amigo de suínos existenciais, pois além de não enxergarem você, eles ainda vão pisar em sua vida e devorá-la. </p>
<p>Você jogaria suas pérolas aos porcos, na lama? </p>
<p>Ora, se você não faria isso com jóias materiais, por que você faz isso com os tesouros imateriais? </p>
<p>Pense nisso e organize seus vínculos e amizades! </p>
<p>NEle , em Quem o amor é realista, </p>
<p>Caio </p>
<p>25/10/07 </p>
<p>Manaus </p>
<p>Am<br/><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a>&nbsp;</p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>A desgraça da teologia da prosperidade</title>
      <pubDate>Sat, 26 Jan 2008 16:54:55 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/prosperidade.htm</link>
      <category>Cartas</category>
      <description><![CDATA[----- Original Message -----<br/>From: A DESGRAÇA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE<br/>To: <a href="mailto:contato@caiofabio.com">contato@caiofabio.com</a> <br/>Sent: Wednesday, February 08, 2006 5:27 AM<br/>Subject: Megalomania... 
<p>Rev. Caio, como vai? Gostaria de saber do senhor por que quase todo “crente da prosperidade”, de várias vertentes evangélicas, sempre têm discursos megalômanos, de conquistar, de ser, de poder-ter? Por que eles só falam disso? Por que eu quase não vejo nesses crentes a disposição de servir - não de ser servido por um deus capacho; de dar - não de receber? Isso sem falar do resto do cristianismo como religião de controle e manipulação, que quer-porque-quer impor o reino de Deus na terra como se isso fosse uma coisa literal... Quando eles vão tomar consciência que o Reino não vem com visível aparência, porque está em cada um de nós, conforme vamos crescendo no conhecimento do Evangelho e da Graça de nosso Senhor Jesus Cristo? Esse negócio de querer impor esse reinado literal na terra, através de guerras, de manipulação, por meio de homens que só tem em mente o PODER-TER, não cheira a Anticristo? O cristianismo está se tornando megalomaníaco novamente, meu querido pastor? Será que eu estou tendo um surto psicótico agora mesmo, a essa hora da madrugada? Não sei... Passo a bola pra senhor... Um beijo no senhor, André Pompeu. Itajubá - MG</p>
<p>________________________________</p>
<p>Resposta: Meu caro amigo no Senhor: Graça e Paz! <br/>Como é possível crer que o significado da vida é feito de bens e posses; de poderes e cargos importantes; de superioridade sobre os demais por se ser “filho do Rei”; crer que Deus responde ao dinheiro muito mais do que a uma oração quebrantada; e entender prosperidade como algo a ser medido por conquistas materiais — e não colocar o coração em poder-ter e em “ser-alguém” porque se tem poderes ou posses? <br/>Simplesmente é impossível confessar tais coisas, e pensar que o resultado e o significado podem ser diferentes. Sim, porque cada um fica do tamanho do seu ídolo-teológico; e também cada um se torna a imagem de sua própria confissão com a boca. Esses senhores da prosperidade são filhos da avareza, que é idolatria; posto que só se ocupam das coisas desta vida. Paulo diria que o “Deus deles é o seu próprio ventre”. A desgraça chamada de Teologia da Prosperidade, é uma das coisas mais demoníacas que já aconteceram à “igreja”; e uma das principais responsáveis por pegar o que restou da Igreja, saqueando-a de suas ultimas purezas, e, assim, tornado-a “igreja”. Ora, a tal “Prosperidade Idólatra e Materialista”, além de ser total perversão da mensagem e sentido do Evangelho Eterno, acontece também, entre outros fatores, em razão do complexo de inferioridade da “igreja”; e também em razão de que a maioria dos proponentes de tal “teologia”, quase sempre, são pessoas de origem simples, e que viveram na pobreza, ou que não tiveram muita instrução, ou que viram na “igreja” o melhor negócio de suas vidas. Afinal, que negócio é mais lucrativo na Terra do que a religião? Veja: Não dá nada pra ninguém e recebe de todos; não vende nada material, mas recolhe grana como quem vendeu diamantes invisíveis; não investe em produção, mas ganha muito como industria de promessas de milagres; não tem que manufaturar nada, pois apenas tem que manipular tudo; não tem que convencer ninguém de nada, posto que, pela pobreza, pelo medo, e pela infelicidade da existência, tais indivíduos, os “fiéis”, já compraram o “pacote” como quem compra o poder de um “despacho”, etc... Isto porque a visão de Deus anunciada nesses grupos, é a de um “Deus” perverso, avaro, ganancioso, inescrupuloso, louco por prata e ouro, e que não agüenta receber uns trocados sem dar uma demonstração pagã de poder (coisa de pequenas e medíocres divindades). Desse modo, meu irmão, ainda que conhecendo milhares que conhecem a Deus mesmo na “igreja”, a maioria, entretanto, apenas sabe de Deus pela boca doutrinária de terceiros, o que os deixa à mercê das intenções de todos os inescrupulosos. Enquanto os “evangélicos” não pararem de ouvir somente os “pastores”, e passarem a ler de fato a Bíblia que apenas carregam como amuleto divino em baixo do braço, o paganismo reinará na “igreja”. O povo perece sempre por falta de conhecimento de Deus e da Palavra! Essa tal “teologia” é o conteúdo espiritual de um deus pagão. Sim, um deus que responde à mecânica ritual das campanhas de prosperidade, e que se deixa mandar pelas ordens e caprichos dos pastores; e que, além disso, faz acepção de pessoas, pois, apenas é bom para os que dão dinheiro à “ele”; e também só é bom para aqueles que não faltam os encontros com “ele” nos horários predefinidos pelos “seus” donos na terra: os sacerdotes da religião. No caso em questão, falo dos “sacerdotes” da religião evangélica; que foi a mais afetada por essa filosofia dos gurus indianos na América na década de 60 e 70. Sim, porque a “Teologia da Prosperidade” apareceu na carona do “deus rico” dos gurus da Califórnia; e seu conteúdo é idêntico ao “deles”; ou seja: a divindade tem seus “gurus”, os quais, em sendo “servidos pelo povo”, carreiam para os “servos” as bênçãos que apenas são liberadas, se eles, os gurus, forem servidos abundantemente e em primeiro lugar. Como se não bastasse, essa tal “teologia” também é feita do mesmo material de conteúdo das principais correntes da mecânica da neuro-lingüística da Nova Era. Desse modo, Deus virou deus; e de Criador passou a Criado; e de Provedor virou Garçom de Crente; e de Senhor passou a ser Servo das ordens e caprichos dos pastores que “o” controlam, e dos crentes que com “ele” fazem suas barganhas. De fato estamos falando de uma “coisa” que seria mais bem chamada de Evangecumba. Sim, a “teologia da prosperidade” não passa de paganismo feito dos mesmos elementos mantricos e das mesmas repetições pagãs às quais Jesus denunciou. Você pergunta se isto é anticristo? Ora, é claro que é. Por muito menos Paulo disse que os judaizantes de seus dias — os quais eram teologicamente “puros” perto dos proponentes da “prosperidade” —, eram “inimigos da cruz de Cristo”. Preste bem atenção: Eu não tenho a menor dúvida que tudo isto que acontece à “igreja” hoje é coisa do diabo, e creio que o “espírito” que age em tais lugares, não é o Espírito de Deus, mas o espírito do mundo que jaz no maligno. Ora, esta não é uma opinião minha, pois, quem quer que seja honesto, e que conheça a Palavra, haverá de saber que tudo o que disse acima é verdade conforme Jesus e o Evangelho Eterno e Imutável. Desse modo, não tenho nenhum temor quanto a dizer que entre muitos que são sinceros, ainda que enganados pela total ignorância espiritual na qual vivem, há também uma legião de mal intencionados, os quais, na sua maioria, não são os crentes, que apenas ouvem o que é dito, mas sim os pastores que se fizeram mediadores entre os pobres crentes e “Deus”. Ora, para mim, tal realidade equivale a ver “o abominável da desolação assentado no lugar santo”, e dando ordens em nome de Deus, como se Deus mesmo eles fossem. O “Cristianismo” , como em abundancia aqui tenho escrito, é mais uma Religião Pagã. Em seu meio, desde o inicio — ou seja: desde Constantino, que é o seu criador —, o que prevaleceu foi à magia, a bruxaria que buscava bruxas para matar com mórbido tesão, e toda sorte de tentativas de controle do nome de Deus a fim de manipular o povo ou negociar com os príncipes e com as potestades políticas. Vejo todas essas maneiras perversas de relação com “Deus”; e também vejo como sendo coisa que se equivale à bruxaria dos “Enoquianos”, por exemplo, que é uma seita que crê que, por meio de palavras mágicas de ordem, pode-se por os anjos a serviço do homem, quando este bem entende, sendo os anjos sujeitos aos homens e aos seus caprichos. Somente quem não conhece a Jesus e Sua Palavra pode pensar que minhas palavras são ácidas. Pois, quem de fato conhece a Palavra, sabe que não digo aqui nada que Paulo, Pedro e Judas não tenham dito em suas cartas e epistolas. E mais: somente quem não conhece o espírito do Evangelho e seu conteúdo, é que pode se entregar à loucura, ao devaneio, ao surto da “teologia da prosperidade”, crendo que se trata de algo genuíno ou de Deus. O “Deus” ensinado pela “teologia da prosperidade” é a cara do Diabo! Assim, meu irmão, não perca mais seu tempo com esses caras e nem com tais loucuras, pois, de certo, o fim deles, não será bom; especialmente o fim daqueles muitos que se servem de tais práticas apenas para enganar o povo, conforme um vídeo novo do senhor Edir Macedo, e que circula pela net, no qual, sem pudor, ele ensina seus “pastores”, explicitamente, acerca de como devem proceder para arrancar grana do povo, mesmo e especialmente dos pobres. Ora, o escracho e maldade propostas, são explicitas, e ainda a se faz afirmar a partir da seguinte convicção: “No meio daquele povo, vai ter gente não gostando... Mas e daí? Tem que dar. E sempre tem gente para dar...” Deus é Vivo! E todos eles, logo, logo, estarão diante do Eterno; e então verão com quantos paus se faz uma eterna cangalha!<br/>Receba meu carinho!<br/>Fique firme no Evangelho da Graça! <br/>Nele, em Quem a prosperidade é riqueza de boas obras e amor, e não grana e poder humanos, Caio <br/><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Jesus sempre estava em casa</title>
      <pubDate>Sat, 26 Jan 2008 16:52:08 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/reflexoes/jesusemcasa.htm</link>
      <category>Reflexões</category>
      <description><![CDATA[Quando leio os evangelhos sempre vejo Jesus em casa. Sim , em casa em todo lugar. Sem que Nele sejam percebidos constrangimentos, tentativas de diplomacia, incitamento de camaradagem barata, necessidade de explicar-se, busca de conciliação, sorrisos fingidos, declarações sobrando, interesse de agradar, ou fartas declarações verbais de amor. Nada disso aparece em Suas ações e atitudes. Entretanto, Ele sempre está em casa. 
<p>Ele está em casa na casa dos inimigos. Está em casa na casa dos que o observavam apenas. Está em casa na casa de Lázaro, Marta e Maria. Está em casa na Casa de Caifás, no Palácio de Herodes ou na Fortaleza Antônia com Pilatos. </p>
<p>Em cada lugar Ele é apenas Quem é. E diz somente o que tem de ser dito. E, podendo fazer, Ele não fala, faz. E faz como Quem está em casa, até na casa dos outros, onde poderá haver invasões de gente não convidada, como uma mulher aos prantos e que Lhe beijava os pés, ou ainda como um destelhamento não consentido com a seguida invasão do especo pelo teto, de onde foi baixado por amigos um paralítico para o meio do salão. </p>
<p>Ele fala quando quer. Pode fazer silencio sem nenhuma necessidade de não deixar a conversa criar barriga. Pode responder com uma pergunta. Pode ser que responda com uma parábola. Pode ser que apenas estenda a mão e cure, ou ponha no colo, ou diga: Eu irei contigo. </p>
<p>Leva sustos ante um Centurião e uma mulher siro-fenícia, mas nunca se surpreende com os que dizem que são e sabem. </p>
<p>Ele reina entre as hienas e passeia entre lobos e leões como que entre gatinhos. E usa serpentes como minhocas para adubar a terra dos corações. </p>
<p>Ele chora sobre Jerusalém e ante a Tumba de Lázaro. E não se diz que Ele chore em nenhum outro momento, embora não Lhe tenham faltados momentos de evocação do choro. </p>
<p>Jesus tem emoções, mas não é emocionado e nem emocionável. Sua emoção decorre do encontro com a verdade e com Seu próprio eterno-momento humano de ser. Mas não é um estado que o controla. Ele nunca esteve susceptível a nada. Ninguém jamais pôde Dele dizer: “Hoje não toque neste assunto com Ele, pois Ele não está bem”. </p>
<p>Seu olhar dizia sempre tudo. Quando alguém olhava para Ele era olhar para o fundo de si próprio, e, então, ou amá-Lo para sempre ou Dele fugir apavorado ante a auto-revelação. </p>
<p>Ele é a Verdade. Sua vida era a Verdade. Tudo Nele era Verdade. Por isso Ele estava sempre em casa. A Verdade é a única casa que se pode ter neste mundo de engano. </p>
<p>Ora, quem busca andar como Ele andou também se sentirá em casa em todos os lugares. Os donos das casas é que deixam de se sentirem em casa quando a Verdade chega. </p>
<p>Quanto mais se ande na Verdade, mais a casa é em nós mesmos, em qualquer lugar. Pois assim mostrou Jesus, a Verdade. </p>
<p>Nele , </p>
<p>Caio </p>
<p>26/01/08 </p>
<p>Lago Norte </p>
<p>Brasília </p>
<p>DF </p>
<p>Brasil <br/><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>COMO VOCÊ VÊ AS PROFECIAS?</title>
      <pubDate>Wed, 23 Jan 2008 22:53:37 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/profecias.htm</link>
      <category>Cartas</category>
      <description><![CDATA[----- Original Message ----- <br/>From: COMO VOCÊ VÊ AS PROFECIAS? <br/>To: <a href="mailto:contato@caiofabio.com">contato@caiofabio.com</a> <br/>Sent: Friday, September 01, 2006 7:01 AM <br/>Subject: É o mesmo espírito? 
<p><br/>Bom dia, Pastor, </p>
<p>Freqüento o Caminho da Graça no La Salle com a minha esposa, e tenho sido muito edificado. </p>
<p>Gostaria de saber sua análise a respeito daqueles que buscam saber, através das "profecias", o que Deus teria para&nbsp;elas. Sei de inúmeras frustrações e erros através dessas buscas, por isso eu vivo através da Fé e não de profecias. </p>
<p>A pergunta é a seguinte: Os que buscam "profecias" e aqueles que no mundo vão a "adivinhos"... ou "mãe fulana de tal"... não estariam sob o mesmo espírito? Ou seja: “o que me reserva?”, “o que será que virá?” etc. </p>
<p>Obrigado! </p>
<p>Carlos Carvalho <br/>______________________________________________ </p>
<p>Resposta: </p>
<p><br/>Carlos, meu querido: Graça e Paz! </p>
<p><br/>Que bom que Deus, pelo Evangelho, está enchendo a sua vida de fé e confiança! </p>
<p>Aqui no site há diversas manifestações minhas acerca do tema das Profecias. Vá às Cartas e você as encontrará. </p>
<p>Creio em profecias, mas não creio em profetas de plantão. Profecias desse tipo que você mencionou existem, mas não são feitas em escala industrial como se vê no meio pentecostal ou carismático. Por isso, raramente são genuínas. </p>
<p>Quem procura profecias acaba apenas encontrando profétidos e profetadas. </p>
<p>Tenho dito que embora tenha ouvido muitas profecias, entretanto, dentre todas, muito poucas me vieram como genuínas. </p>
<p>A maioria é ou coisa da vaidade do profeta, ou é insegurança dele, ou é fruto da pressão que fazem sobre o profeta (que fica na obrigação de atender a demanda), ou é cobiça e doença do profeta, tomado pelo espírito do adivinho que fatura sobre a impressão que causa nos tolos, ou pode ser mera capacidade de perceber, como acontece nos fenômenos de percepção psicológica, ou pode ser apenas paranormalidade, mas não algo que veio de Deus, tendo apenas vindo de uma capacidade de ler mentes, memórias e traumas. Por último, pode ser profecia. </p>
<p>Todavia, a profecia genuína procura a gente, e não nós a ela. Além disso, uma profecia só pode ser aferida de dois modos. </p>
<p>A primeira é pela coerência ou não com a Palavra. Se for coerente com a Palavra, dou ouvido, não para fazer qualquer coisa, mas apenas para guardar no coração, como Maria fazia. </p>
<p>A segunda é quando se trata de algo que não se referencia na Palavra, mas que não se choca contra ela; e, portanto, sem ansiedade, deve apenas ser guardada para fins de conferência e cautela, mas jamais a fim de guiar a vida por ela. </p>
<p>Tais profecias (do segundo tipo) só se provam verdadeiras ou falsas com o tempo. Por isso a sabedoria de Moisés mandou que se observasse o que foi profetizado. Pois, em sendo algo divino, cumprir-se-á com o tempo. </p>
<p>As profecias, entretanto, especialmente no meio pentecostal ou carismático, acabam sendo um horóscopo de crente, uma consulta mesa-branca-evangélica. Entretanto, na maioria das vezes, o que prevalece no profeta é o espírito de domínio e controle do bruxo, ou, então, prevalece o espírito pagão dos consultantes. </p>
<p>Já contei aqui no site que apenas uma vez na vida procurei um senhor com claros dons proféticos, e o fiz depois de quinze anos de observação. Todavia, quando estive com ele, devidamente disfarçado por não querer condicionar a mente do homem (se fosse o caso) — não perguntei nada, não disse nada, não informei nada. Daí o que ouvi naquele dia ter sido tão relevante para mim. Especialmente porque alguns anos depois tudo começou a se cumprir, e sem qualquer participação minha. </p>
<p>Outra coisa importante é que além de que não se deve buscar profetas e nem profecias, também não se deve viver em função delas. Pois, quando é assim, o homem vive pela fé na profecia, e não em Deus. E é muito fácil para a alma imatura passar a crer mais no profeta do que em Deus, e mais na profecia do que na Palavra. </p>
<p>Ora, o fim disso é trágico, e você sabe bem do que estou falando. </p>
<p>Fora tudo o mais, especialmente a Palavra escrita, Deus me fala muito em sonhos. Não os sonhos dos outros, mas os meus próprios. Assim, medito muito mais nos sonhos que tenho do que em qualquer profecia, especialmente porque com os anos vi que Deus me falava muito por aquele meio, o que me fez desenvolver bastante o dom de interpretação de sonhos. Mas, em geral, uso tal discernimento apenas para interpretar meus próprios sonhos. Entretanto, apenas corrijo rotas por meio deles, mas nunca estabeleço um programa de vida em razão deles.&nbsp;</p>
<p>Receba meu beijo e todo carinho! </p>
<p>Vejo você e sua esposa no domingo, na reunião “dos do Caminho”, La no La Salle. </p>
<p>NEle, cujo testemunho é o espírito da profecia, </p>
<p><br/>Caio </p>
<p><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a> </p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title> A IMPOSIÇÃO DE MÃOS: uma rápida história e reflexão</title>
      <pubDate>Tue, 22 Jan 2008 23:58:03 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/reflexoes/imposicaodemaos.htm</link>
      <category>Reflexões</category>
      <description><![CDATA[Geralmente, quando se fica confinado ao espírito de submissão interpretativa em todas as coisas, corre-se o risco de se pensar que o mundo começa e termina onde estamos, freqüentamos ou pertencemos. Por exemplo, a “imposição de mãos”, acerca da qual os evangelhos sobejam em afirmações, aparece antes que neles, ainda no Velho Testamento, como expectativa relacionada à cura, apenas nas crenças de Naamã, o sírio, o qual esperava que sua cura incluísse um movimento de mãos sobre ele, como veremos adiante. Fora da alusão feita pelo pagão Naamã, ninguém mais menciona o assunto até Jesus aparecer. Portanto, mais uma vez tem-se que admitir que na Bíblia há muitas coisas que já faziam parte de crenças universais, mas que em Jesus ganharam o caráter de realidade instantânea e, portanto, empiricamente verificável de modo súbito. Identificar as origens da imposição de mãos é realizar longa viagem aos tempos imemoriais de indefinível distancia. A imposição de mãos nasceu nas civilizações antigas, como um ritual das crenças primitivas. A agilidade das mãos sugeria a existência de poderes misteriosos, praticamente comprovados pelas ações cotidianas da fricção que acalmava a dor. As bênçãos paternas foram as primeiras manifestações típicas das imposições de mãos como transmissão do bem. No Antigo Testamento, em II Reis, encontramos a expectativa de Naamã: "...pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, ‘moveria' a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso". Era, portanto, um homem distante da cultura religiosa de Israel quem associava o mover das mãos, à cura; e somente ele no Antigo Testamento faz tal alusão. Entretanto, na Caldéia e na Índia, os magos e brâmanes, respectivamente, buscavam curar pela aplicação do olhar, estimulando a letargia e o sono. No Egito, no templo da deusa Isis, as multidões ali acorriam, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos. Dos egípcios, os gregos buscaram aprender as artes de curar. O historiador Heródoto destaca, em suas obras, os santuários que existiam nessa época para a realização das fricções com as mãos. Em Roma, se cria que a saúde poderia ser recuperada através de imposição de mãos. Hipócrates também falava de uma medicina que relacionava cura à imposição de mãos e aos sonhos. Depreendemos, a partir desses breves registros, que a crença na cura pela imposição de mãos era algo normal desde tempos antigos e que não se limitava à sua prática conforme se lê na Bíblia, especialmente no Novo Testamento. Então, que diferença há na imposição de mãos praticada nos relatos dos evangelhos e do Novo Testamento, e os relatos de curas realizadas pela mesma prática? O episodio de Marcos seis, no qual aparece a história da admiração de Jesus com a incredulidade dos Seus conterrâneos em relação a Ele; incredulidade essa que fez com que ali em Nazaré Ele não pudesse fazer muitos sinais, exceto realizar alguns milagres pela imposição das mãos, bem ilustra duas realidade: o toque CARREGAVA a cura no caso das sensibilidades humanas estarem diminuida; a realidade da cura divina aumenta quando a alma se mostra aberta. Ou seja: a imposição de mãos, neste caso, aparece como uma espécie de brutalidade e total não-sutileza na pratica da cura, posto que, sem o recurso sensorial do toque das mãos, praticamente nenhum deles se despertaria para a possibilidade de receber o beneficio da restituição da saúde. No caso de Jesus, que curava a distancia, ou meramente com a palavra, embora pudesse também aplicar saliva nos olhos ou na língua dos doentes, ou mesmo fazer aquela ‘massa' de terra com saliva, que aplicou nos olhos do cego de nascença — a imposição de mãos era quase como que uma total falta de sutileza, mas à qual Ele recorre, apenas porque sem sensorialidade certas mentes não se abrem para a fé que trás cura. Assim, em minha opinião, há dois tipos de poder na imposição das mãos, e, em Jesus, foi o único momento nesta vida onde ambos se fundiram em plenitude: o natural e o sobrenatural; gerando o naturalsobrenatural. Ora, do que estou falando? Hoje é mais que sabido que a mente em si mesma carrega poder. E tal poder não é pequeno, e se manifesta para o bem e para o mal. Há inúmeros estudos, desde há mais de quarenta anos, que mostram que o ato de impor as mãos com desejo de cura, deflagra um processo, na maioria das vezes lento, porém benéfico; e isto independentemente de tal imposição de mãos ter sido carrega de fé ou de ser simplesmente uma bondosa esperança em amor. Assim, se determina que pode haver troca natural de energia psíquica entre as pessoas, por várias vias, mas também pela imposição de mãos. Até aqui, entretanto, se está falando de algo natural, ainda que operando de modo psíquico. E afirmo isto também baseado no fato de que a humanidade inteira não creria nos benefícios da imposição de mãos, não tivesse tal beneficio sido verificado durante milênios. Portanto, afirmo que creio num poder natural de curar, pela imposição de mãos; e, neste caso, o beneficio é fruto do toque carregado de amor e esperança de cura, o que beneficia quem impõe as mãos com amor, pois ama; e beneficia aquele que recebe a imposição das mãos, se a receber de modo grato e esperançoso. Entretanto, percebesse melhora; e tal melhora é sempre processual, quase nunca instantânea. Muitos, entretanto, não crêem que a mente seja mais que o cérebro, e, portanto, todas as manifestações do tipo definido acima, quando acontecem, ou são negadas pelos céticos; ou são afirmadas como “obra do diabo”, isto no caso dos crentes. Em geral crente não crê na mente. Tudo existe entre Deus e o diabo. Nesse caso, a imposição de mãos que aconteça sem a consciência carismática-cristã-pentecostal, e que produza algum resultado de cura, é sempre vista como manifestação do poder dissimulado e bonzinho do diabo através daquele que impôs as mãos. Eu, entretanto, tanto creio no poder da mente, como também no poder de manifestações espirituais. E mais: sei que impor as mãos com amor, sempre é benéfico e ajuda em todo processo de cura. E isto sem que necessariamente o praticante o faça como oração de cura. Também creio que além do poder da mente, há forças espirituais que podem se utilizar de tais manifestações para o bem ou para o mal. Entretanto, eu creio que tais forças espirituais somente se manifestam mediante a barganha que as pessoas façam com tais poderes. No entanto, o que vem de Deus, vem sempre de Graça e sem barganhas. Todavia, para que, por exemplo, uma imposição de mãos carregada de força maligna se faça transmitir para outra pessoa, alguma forma de consentimento tácito já se estabeleceu com aquele poder. Desse modo, há imposição de mãos cujos resultados são de natureza fenomenológica e estudável; bem como há a imposição de mãos cujos resultados são obtidos por intervenção espiritual, podendo ser boa ou má, independentemente do possível fato da cura acontecer. Ora, esse segundo tipo, em geral, não é de resultados processuais e lentos, como acontece com o fenômeno natural, mas sim intervenções que geram a cura súbita. Em Jesus o natural e o sobrenatural operavam em plenitude de poder; daí eu ter dito que Nele, e Nele somente, houve a fusão absoluta de ambas as dimensões, fazendo nascer o naturalsobrenatural. O naturalsobrenatural é a harmonia de todas as coisas. Assim, quando Jesus impunha as mãos, tanto a mais plena força humana e mental de poder se abria em direção ao sujeito-objeto da intervenção, como também Dele vazava o poder divino de curar até o impensável, e instantaneamente. Por esta razão é que conquanto Ele cure com soberania absoluta, todavia, se limita pela incredulidade dos de Nazaré, onde não pode realizar muitos sinais, senão umas poucas curas, realizadas pela brutalidade sensorial da imposição de mãos. O interessante é que a imposição de mãos, em Jesus, não é algo mágico, mas apenas sensorial, simbólico, e inter-relacional; o que atingia a simplicidade da compreensão humana milenar de que a imposição das mãos poderia curar; e o que gerava SUSTO, é que as curas eram de toda sorte e instantâneas. Além disso, também a imposição de mãos, em Jesus, é a realidade mais básica do ato de curar. Isto porque, de fato, as maiores curas e milagres de Jesus não aconteceram mediante o toque, ou a imposição de mãos. Ao contrário, quando levanta o filho da viúva de Naim dos mortos, Ele apenas toca o caixão e fala ao morto, o qual ergueu-se. Também quando ressuscita Lázaro dentre os mortos, não há qualquer toque, mas apenas um chamado feito pela Sua palavra: Vem para fora! Estou escrevendo isto porque me parece que os discípulos já não impõem as mãos; e, quando o fazem, o fazem mecanicamente. Meu desejo ao escrever esse rápido texto, é simples. Quero sugerir que levemos a sério o ato de tocar. E mais: quero afirmar que toda imposição de mãos feita em amor, move a vida na direção da saúde, sendo ou não uma oração formal. Além disso, digo também que no impor das mãos com consciência em fé e com amor deliberado e consciente, em tal gesto, há grande meio de Graça humana e divina de cura humana; sendo que tal, gesto praticado em amor humilde, tem em si a carga da graça que habita todo amor genuíno. <br/>No entanto, saiba que tudo é Graça, pois, que amor há no homem que não seja dom de Deus?<br/>E que cura pode nos alcançar para o bem, e sem barganhas, se não for tão somente Graça?<br/>Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm de Deus; descendo do Pai das Luzes, em quem não há mudança ou sombra de variação!<br/>Nele, que é Aquele que cura pela fé que atua pelo amor,<br/>Caio 
<p><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>O LEÃO, A PASTORA E O GUARDA-ROUPA</title>
      <pubDate>Fri, 28 Dec 2007 02:11:14 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/leao.htm</link>
      <description><![CDATA[----- Original Message ----- 
<p>From: O LEÃO, A PASTORA E O GUARDA-ROUPA </p>
<p>To: <a href="mailto:contato@caiofabio.com">contato@caiofabio.com</a> </p>
<p>Sent: Friday, June 22, 2007 12:31 PM </p>
<p>Subject: O LEÃO, A PASTORA E O GUARDA-ROUPA </p>
<p>Graça e Paz Caio, </p>
<p>Caso ainda não tenha visto... </p>
<p>A matéria abaixo foi retirada de um blog e o vídeo do YouTube... e diz respeito a uma show feito pelo Diante do Trono em Anápolis (GO). </p>
<p>******************************************** </p>
<p>Saímos para a ministração às 16h. Me vesti de acordo com o que o Espírito colocou em meu coração . Um vestido de veludo azul que comprei há mais de 10 anos no Seminário em Dallas. Um cinto preto largo com “cara” de autoridade. Botas pretas , assim como na última viagem em Florianópolis, com essa mesma mensagem de força, poder, autoridade, e conforto necessário para pular e pisar com força, profeticamente, na cabeça do diabo. Meu cabelo , cacheado, restaurado como no princípio. Meus brincos comprados em Israel, e o anel com a pedra ametista que ganhei quando eu nasci. Olhei para mim mesma no espelho e vi uma guerreira . </p>
<p>Tivemos um tempo de oração precioso no camarim atrás do palco. Foi interessante o peso espiritual que queria vir sobre nós . Todos se levantaram e resistiram. E foi contagiante a alegria que nos encheu. Senti como se em meu corpo minhas forças estivessem sendo sugadas, sem forças para respirar fundo, muito menos cantar. Mas no meu coração havia confiança de que tudo iria se romper. </p>
<p>O CTM ministrou e foi muito bom. É tremendo para mim ver esta nova geração, em especial a Marine, em quem tenho acreditado e investido. Depois deles comecei, e instante após instante senti a direção do Espírito me guiando e dando as palavras certas, as melodias espontâneas, a unidade entre a equipe. Ainda que muitas vezes me esforçasse, rompendo pela fé, agindo com força, sentindo fraqueza. </p>
<p>As pessoas estavam totalmente abertas, sedentas, participando, cantando tudo. O evento foi no estacionamento da Uni Evangélica, que mais tarde fique sabendo que é ultra tradicional. Graças a Deus não me disseram isso antes, e não me intimidei em nada. </p>
<p>Quando a Helena ministrou “Lugares altos” trouxe uma palavra sobre Joás e Eliseu, e o episódio da “Flecha da vitória do Senhor”. Mal podia imaginar que o Senhor estava ministrando a intensidade e a fé no ato profético, que eu iria precisar mais à frente. </p>
<p>Houve um momento em que fez um “ clique ”. Uma mudança na atmosfera. Depois da música “Manancial” comecei a receber palavras proféticas em meu coração para liberar sobre as cidades de Goiás ali representadas. Foi muito forte. A música acompanhou. Nunca antes havia visto os músicos, especialmente o Bruno na bateria, e o teclado, que agora é tocado pelo Vinícius, com tanta unção, poder e unidade. Recebi a direção de palmas. A multidão ia junto comigo, quando de repente a Zê chegou perto de mim e disse que estava vendo o Leão , com os pés em fogo, ali no palco . O poder de Deus era palpável, e as palavras proféticas continuaram. Um cântico espontâneo sobre o Cordeiro e o Leão marcou para sempre a minha vida. E a unção de autoridade foi ministrada sobre nós, sobre a Igreja de Anápolis. De um estado de fraqueza, passamos à força. De intimidação à ousadia. Ao mesmo tempo em que nos levou a um refrigério e descanso que como ovelhas do Sumo Pastor podemos experimentar. </p>
<p>De repente, começamos a celebrar, mas foi diferente. Eu saltava e parecia que estava em um trampolim, uma cama elástica. Se antes pulava para romper, agora eu me sentia voando, pulando muito alto, minhas pernas esticadas iam alto , ao menos essa era a sensação, mas depois outras pessoas confirmaram. O vento nos meus cabelos e a sensação era de pulos muito altos . Eu sabia que algo diferente estava acontecendo. Quando pulei uma última vez, senti que era para me assentar. Não sabia se teria forças para me levantar outra vez. Foi quando senti o impulso, me agachei e comecei a andar como o Leão . </p>
<p>Pensamentos vieram à minha mente. Eu disse ao Senhor: “ É… agora a minha reputação acabou. Agora vou ver quem vai ficar comigo ”. Mas prossegui, consciente do que estava acontecendo, e senti a direção até mesmo de onde eu deveria ir. </p>
<p>Quando parei , não sabia como ou que fazer ao me levantar . Ainda no chão, me ergui de meio corpo e gritei: “ Um brado de vitória ao Senhor ”, (sem saber se alguém responderia), e o som foi poderoso. A música terminou grandiosamente. Era o Leão da Tribo de Judá. </p>
<p>Relato da Ana Paula Valadão no blog do Diante do Trono s/ a ministração ocorrida em Anápolis. </p>
<p>******************************************** </p>
<p>Retirado do Orkut - Comunidade do Diante do Trono </p>
<p>Manchete : </p>
<p>Pastora&nbsp;(Ana Paula Valadão) sai imitando leão em palco de Show evangélico em Anápolis, Goías. </p>
<p>O Leão, a pastora e o guarda-roupa <br/>"Qualquer comentário sobre a ministração em Anapólis sobre a unção que foi derramada lá independente se falar bem ou mal, a pessoa será banida da comunidade" (advertência postada nesta semana na comunidade Diante do Trono , no Orkut. Mais de 280 mil internautas fazem parte do grupo. Clique aqui para ver o vídeo). </p>
<p>******************************************** </p>
<p>Um carinhoso abraço </p>
<p>Riva Moutinho <br/>Visite: <a href="http://www.acaoreacao.blogspot.com">www.acaoreacao.blogspot.com</a> <br/>"JESUS SAVE" </p>
<p>_______________________________________________ </p>
<p>Resposta: </p>
<p>Amado Riva: Graça e Paz! </p>
<p>Li a matéria e até a já citei no dia de hoje aqui no site. </p>
<p>Tenho apenas algumas observações a fazer sobre o que essa moçada chama de espiritualidade. </p>
<p>Vi o vídeo e outros do gênero, inclusive o outro que se diz ser o originador do show de Anápolis: uma espécie de plágio de transe . </p>
<p>Assim, pergunto: </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você pode imaginar Jesus dizendo — “ Naquele Dia vesti minha túnica sem costura, pus as sandálias que o centurião romano me deu, tomei de uma pequena vara que me foi doada pela Siro-Fenícia, olhei meu rosto contra o reflexo do Poço de Siloé, e disse: ‘Você é o Filho de Deus! '”? Ou pode você ver qualquer pessoa séria do Evangelho, ou nas narrativas bíblias, sentirem as coisas assim? Ou o que diria Pedro à cantora? Sim! Ele que disse que o que deve ornar as mulheres é um coração manso e moderado? Mas para essa moçada do “Bom Dia Espírito Santo” (discípulos de tudo o que fez mal à fé e àquilo que um dia foi igreja), o Espírito Santo se tornou o Costureiro, o Design de Moda, o camareiro da cantora . </p>
<p><br/>Você pode imaginar qualquer dos apóstolos dizendo que começou a pular e a levantar as pernas, numa sensação alucinantemente gostosa, no meio de uma Praça de Roma ou Éfeso, apenas porque teve um click ? Esse entusiasmo não vem do Espírito, mas de outras fontes. Vem até da fuga. </p>
<p><br/>Você pode imaginar alguém de confiança no Evangelho dizer que, de repente, no areópago, após ter um click que o fizera dançar como uma das sacerdotisas de Afrodite fazia, em transe ante o público; e, após um tempo, ter ouvido de um discípulo que disse estar vendo o Leão, com fogo ao redor; e que, em razão disso, a pessoa pulante viesse a se jogar no chão, totalmente consciente de si (fazendo do transe anterior uma farsa); e, após isso, começar a andar como uma leoa, de quatro, com um Sure bem fálico na mão, indo de um lado para o outro; enquanto pensava: “ É… agora a minha reputação acabou. Agora vou ver quem vai ficar comigo ”? Sim! Porque houve transe para tudo: para andar de quatro; para virar Leão porque alguém disse; e porque outros igualmente do ramo já fizeram a mesma coisa. E mais: houve tempo no transe para se preocupar com a própria “reputação”. E ainda: houve transe para (no transe no qual ela se preocupa com sua própria reputação) receber direção de palco do próprio Leão , etc. Só não houve transe em dois momentos : quando ela teme pela reputação; e quando ao terminar o show do Leão, a moça disse que não sabia como levantar e nem o que dizer . Então, na dúvida, assim procedeu: “ Quando parei , não sabia como ou que fazer ao me levantar . Ainda no chão, me ergui de meio corpo e gritei: “ Um brado de vitória ao Senhor ”, (sem saber se alguém responderia), e o som foi poderoso.” Portanto, a imagem pública tem tudo a ver com tais transes, para o bem e para o mal. Assim, que transe é esse? Ou não está o espírito dos profetas sujeito aos próprios profetas? Acontece que esses profetas são pró-festas; e pronto. </p>
<p><br/>Você pode imaginar que nos ensaios deste grupo eles recebam o Leão, sem Sure na mão, sem luzes e palco, sem show e público? Sim! Porque se eles assim fizerem sozinhos; ou, melhor ainda: sem ninguém, no quarto ou em casa — mesmos achando tudo uma grande maluquice, e mesmo sabendo que tais coisas são manifestações da alma sem raiz no espírito do Evangelho, porém possessa de vaidades que decorrem das síndromes de lúcifer que acometem “estrelas” (soberba psicológica, sutil e progressiva), ainda assim eu respeitaria como engano e infantilidade sinceros. Mas no palco, com os aparatos dos shows, em suposto transe que não suspende a preocupação com a imagem nem na hora de receber o Leão — fica difícil sequer apenas olhar o lado da loucura psicológica e apenas para o surto de messianismo narcisista, pois, as implicações sobre milhares de alminhas tolas, são fortes e danosas. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lamento muito! </p>
<p>Por que começam no Espírito e terminam sempre no espírito Costureiro, ou Banqueiro, ou Interesseiro? </p>
<p>Por que não podem amar a sobriedade e apenas buscarem ser o que Jesus ensinou? </p>
<p>Por que será que sem loucura eles não conseguem crer no poder de Deus? </p>
<p>A palavra que conhecem é a de seus corações e não a que é Sobre seus corações; pois, caso tivessem a palavra na Palavra e não em seus impulsos sem a Palavra, jamais fariam loucuras desse tipo em nome do Leão da Tribo de Judá. </p>
<p>Ninguém deixe de vigiar a fim de não brincar com fogo estranho ! </p>
<p>Sim! É preciso ter cuidado com o fogo estranho . É preciso lembrar sempre dos filhos do sacerdote Arão. </p>
<p>Isso, amigo Riva, é o que tenho a dizer como coisa que julgo séria e importante. </p>
<p>Um beijo! </p>
<p>Nele , que é o Leão de Judá, mas nunca andou de quatro e nunca rugiu para mostrar que era, </p>
<p>Caio </p>
<p>27/06/07 </p>
<p>Lago Norte </p>
<p>Brasília </p>
<p><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Bem e mal</title>
      <pubDate>Fri, 28 Dec 2007 02:08:18 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/reflexoes/bememal.htm</link>
      <category>Reflexões</category>
      <description><![CDATA[Ricardo Gondim 
<p>Naran, meu neto, gosta de classificar os personagens de seu mundo infantil em rígidas categorias. Vez por outra, ele me pergunta: “Vovô, o Homem Aranha é do bem ou do mal?”. Claro, procuro antecipar-me às suas expectativas e digo que o seu herói é do bem. Certo dia, vi-me num beco sem saída. Sério como um professor na hora da sabatina, ele me questionou: “Vô, Davi era do bem ou do mal?”. Eu respondi sem titubear: “Do bem”. “E Golias?”. Não hesitei: “Do mal”. Com essas duas respostas para trabalhar em sua cabecinha, ele recontou o que aprendera sobre o célebre embate entre o rei e o gigante, e emendou: “Mas, vô, Davi cortou a cabeça de Golias depois que o derrubou com uma pedra, não foi? Naquela hora ele não virou num homem do mal?”. Só consegui responder: “Eu nunca tinha pensado assim, mas acho que você tem razão”. </p>
<p>Nossa disposição para separar as pessoas em arraiais distintos, além de ingênua, não subsiste aos questionamentos de uma criança. Os seres humanos são infinitamente mais complexos que nossas pobres categorizações. Recentemente, vi o filme sobre a vida da cantora francesa Edith Piaf. Sua história mexeu com as minhas emoções, saí do cinema com o coração comovido. Sua infância, suas constantes perdas, sua adolescência nas sarjetas a tornaram uma mulher tempestiva, que bebia demais e parecia desequilibrada. Mas ela não podia ser rotulada com gradações que vão de boa a perversa. </p>
<p>Os personagens bíblicos são inconstantes em suas virtudes e os vilões não encarnam o mal absoluto. O único personagem bíblico absolutamente mal é Satanás. Todos os demais agem com vileza e bondade; são execrados e aplaudidos. Abraão creu, hesitou, mentiu. Moisés ousou, titubeou, perseverou. Davi amou, assassinou, arrependeu-se. A seqüência de exemplos lota o texto sagrado. Todos os heróis são cavalheiros e nobres, réprobos recomendáveis. </p>
<p>Jesus lidou com a alma humana como um vasto universo. Ele era extremamente cuidadoso e jamais subestimava a subjetividade de cada pessoa. Não deixou que apedrejassem a mulher apanhada em adultério. Considerava injusto que aqueles religiosos não levassem em conta o passado, os traumas, as feridas anteriores de tal muher. Não, ele não permitiria que a história dela fosse jogada na sarjeta só para que a lei fosse mantida. Quando li a biografia do Garrincha, talvez o maior ponta-direita do futebol brasileiro de todos os tempos, não consegui depreciá-lo como um devasso, mas como um desafortunado, um alcoólico carente de misericórdia. Chorei por sua sorte. </p>
<p>Li uma frase no blog do Allyson Amorin ( <a href="http://alyssonamorim.blogspot.com/">http://alyssonamorim.blogspot.com/</a> ) que apreciei bastante: “Por trás de uma grande queda há sempre uma curva acentuada”. Quanta verdade! Devemos olhar não apenas para as quedas, mas considerar também as curvas acentuadas. </p>
<p>A monumental obra de Victor Hugo Os Miseráveis expôs Javert como um homem detestável, porque não conseguia conceber que um condenado pudesse ter alguma nobreza no coração. Uma vez condenado, para sempre perdido. Os maus mereciam, segundo sua percepção, os rigores da lei. </p>
<p>Jean Valjean, criminoso execrado por um homicídio, foi tenazmente perseguido por Javert, que só se preocupava em mostrar sua coerência com a lei. Durante toda a narrativa, Victor Hugo revela outro lado: o fugitivo era correto, bondoso, nobre, enquanto o legalista, um detestável vingativo. O caráter impoluto do policial camuflava um homem inclemente. A lei e o aparato policial escondiam a pequenez de Javert. </p>
<p>Preocupo-me com os religiosos que identificam facilmente quem vai para o inferno. Regras, conceitos teológicos e catecismos não conseguiriam por si só peneirar os bons dos ruins. Joio e trigo se parecem e é necessário esperar pelo fim dos tempos. </p>
<p>Só Deus conhece os porões de cada vida. Só ele sabe as guinadas que a existência de cada um sofreu, e só ele tem critérios suficientes para lidar com as histórias humanas. E a melhor notícia é que Deus não nos trata segundo uma lei fria. Ele é um pai tão compassivo e bom que no Salmo 103 considera nossa fragilidade como pó e, por isso, afasta de nós as nossas transgressões. </p>
<p>Quando penso em certo e errado, ordem e desordem, ligado e desligado, me esqueço da graça e dessa infinita capacidade divina de nos entender sem explicação. Sem a graça, resta o pavor da lei, que não considera as inadequações humanas, com agravantes e atenuantes. Sim, o justo juiz é um pai que me pôs em seu regaço, sem precisar esclarecer o porquê do seu amor. </p>
<p>Todos nós já nos comportamos como Davi. Em algumas circunstâncias o rei “virou do mal”, mas encontrou a infinita disposição de Deus para tratar-lhe com misericórdia. Essa disposição é a causa pela qual nós também não fomos destruídos. </p>
<p>Soli Deo Gloria. <br/><a href="http://www.ricardogondim.com.br">www.ricardogondim.com.br</a> </p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Busca evangélica na sua Google Toolbar</title>
      <pubDate>Wed, 19 Dec 2007 13:24:11 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/buscaevangelica</link>
      <category>Busca evangélica</category>
      <description><![CDATA[Se você usa a Google Toolbar, pode adicionar o&nbsp; nosso botão para&nbsp;incluir a busca de sites evangélicos clicando <a href="http://toolbar.google.com/buttons/add?url=http://www.sitecristao.com/botaotoolbar.xml">aqui</a>, além da busca o botão também exibe as novidades do site.<br/>Se ainda não tem&nbsp;o Firefox com Google Toolbar, pode baixá-lo clicando aqui.<br/>&nbsp;]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Natal segundo a nata de cada alma</title>
      <pubDate>Wed, 19 Dec 2007 13:20:00 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/reflexoes/datadonatal.htm</link>
      <category>Reflexões</category>
      <description><![CDATA[Paulo disse que não era para guardar mais festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas. Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória, e ninho em nós. Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”; ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação. No entanto, aqui, há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais: 
<p>1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro.</p>
<p>2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, e que foi instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais.</p>
<p>3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal—embora Jesus possa ter nascido em outubro—, mas sim um acontecimento existencial, e que tem seu inicio em nós quando cremos que “Deus estava em Cristo”; e se renova em nós cada vez que vivemos no amor de Deus, confiantes na Graça da Encarnação e na Encarnação da Graça: Jesus, o Emanuel.</p>
<p>4. Que conquanto o Natal da Cristandade não seja nada além de uma celebração religiosa e sincrética, nem por isto ele faz mal a quem o celebra como quem come o pão e bebe o vinho do Amor de Deus em Sua Encarnação. Isto porque, como qualquer outra coisa, o que empresta sentido às coisas não são as coisas mesmas, mas o olhar de quem nelas projeta, simbolicamente, o seu próprio coração. Assim, que cada um tenha o natal que nele tiver sido gerado! O meu é todo dia, pois, a cada dia vivo apenas porque creio que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo. Do contrário, para mim, não haveria natal; posto que, um homem como eu, já não encontra ilusões viáveis como paliativo e auto-engano para a existência. Por isto digo: sem o meu natal de fé em Cristo sobraria apenas o meu funeral de tristeza. Há quem faça um natalzinho existencialmente do tipo “Casas Bahia”. Há quem o torne algo tão “exato”, que não celebrar é como não comparecer ao “Aniversário de Jesus”. Há quem não o celebre por julga-lo uma festa pagã. E há também quem o denuncie de modo estapafúrdio, como um certo “apóstolo”, o qual, desejando “teologizar”— coisa para ele mais difícil do que boi voar—, disse que a Encarnação não é para ser celebrada, mas apenas a Ceia do Senhor. E concluiu que quem celebra a Encarnação, celebra o Primeiro Dia, ao invés de celebrar o Sétimo. Assim, conclui ele, tal pessoa voltou atrás. E isso tudo sem lembrar que João diz que todo espírito que não confessa a Encarnação, não procede de Deus, pois é espírito do anti-cristo, o qual já está no mundo, e, segundo João, “procede do meio de nós”. Sem Encarnação Aquele que morreu e ressuscitou não poderia dizer: “Vede! Um espírito não tem carnes nem ossos, como vedes que eu tenho!” Sem começo, não há fim. Portanto, tratando-se de Deus, Alfa e Omega são a mesma coisa; pois, Aquele que é, é; e não se pode separar Nele eventos que salvam e eventos que não salvam. E isto por uma única razão: Quem salva é Ele, e não pedaços Dele! Portanto, como todos os dias, celebre seu natal com a gratidão dos filhos da Graça que se encarnou como manifestação de uma reconciliação que já estava feita antes de acontecer na História, visto que o Cordeiro de Deus já havia sido imolado desde antes da fundação do mundo. Portanto, não há nada tão final quanto o próprio começo de tudo! <br/>Nele, Caio<br/><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>TOMEI O SANTO DAIME. O QUE VOCÊ ACHA?</title>
      <pubDate>Wed, 19 Dec 2007 13:18:23 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/santodaime.htm</link>
      <category>Cartas</category>
      <description><![CDATA[----- Original Message -----<br/>From: TOMEI O SANTO DAIME. O QUE VOCÊ ACHA?<br/>To: <a href="mailto:contato@caiofabio.com">contato@caiofabio.com</a><br/>Sent: Monday, June 13, 2005 10:30 AM<br/>Subject: santo daime<br/>Querido Caio, Sempre leio seu site e acho suas respostas às cartas maravilhosas, aprendo muito com elas. Estou escrevendo porque queria saber o que o Sr. acha do chá Santo Daime - ayahuasca. Eu tomei nesse final de semana e foi a melhor experiência da minha vida, vi a morte e a vida ao mesmo tempo, eu nasci de novo para o mundo. Responda quando puder e se puder por favor. Um grande abraço e que Deus continue iluminado sempre sua vida. DRG Ps: queria dizer tb que não uso drogas a não ser tomar umas cervejinhas de vez em quando, hehehehe. ____________________________________________________________ Resposta: Meu irmão: Graça e Paz! Tomei ayahuasca na juventude, antes de me converter ao Evangelho. Não somente tomei ayahuasca — que na minha terra, o Amazonas, já é conhecido desde sempre — , como também chás de cogumelos, ácidos, anfetaminas, e outros alteradores de consciência. Quando encontrei Jesus parei com tudo de uma vez! Quando eu era jovem, entretanto, e antes da conversão, provei tudo isto mais de uma vez, mas nunca gostei de nenhuma onda que roubasse a “impressão do real”, ou que me levasse por meios “quimicamente induzidos” a qualquer coisa que me tirasse a lucidez e sobriedade do pensar e sentir. Talvez por essa razão, na juventude, o único “alterador” de consciência que eu gostava, fosse a maconha, posto que ela apenas acalmava, mas não mudava a impressão do real para mim. Prova disso é que eu jogava bola, nadava, lutava Jiu-jitsu, etc... sempre de “cabeça feita”, e nunca me senti paralisado. Mas sei que não é assim com todos, visto que tenho amigos que ficaram “lesados” pelo excessivo uso da maconha. O bom mesmo é viver de cara limpa! A experiência com ayahuasca veio em razão de um amigo carioca que queria experimentar. Eu morava no Amazonas, e, naquele tempo (70s), Manaus era uma praça de hippies do mundo todo. Esse meu amigo tomou grandes quantidades e fez viagens horríveis. Eu, vendo o que lhe acontecera, tomei conforme a “recomendação”, mas não gostei. Por natureza, como disse, mesmo antes do Evangelho ser meu valor supremo, nunca gostei de nada que me induzisse a qualquer coisa para fora da realidade. Acho perigoso, arriscado, e algo que põe a mente num limiar muito ruim. É verdade que nunca vi ninguém viciado em “Santo Daime”, mas já vi gente ficar psiquicamente alterada depois da experiência; e, alguns, vi perderem a “liga” com a realidade, em razão de que alguma “referencia” do real, no cérebro, foi alterada. Na realidade, se você quiser falar de “onda”, as melhores que conheço, são:
<p>1. O gozo do Espírito Santo quando enche você de dentro para fora como uma fonte eterna.<br/>2. O êxtase de uma relação sexual onde paixão, amor, desejo e intimidade se encontram em estado de total liberdade, confiança, entrega e simbiose entre as partes.<br/>3. As alegrias que vêm da paternidade. O nascimento de meus filhos me deixou em estado de êxtase.<br/>4. A pregação da Palavra, quando sai como um transe. O que muito comumente me acontece, e é maravilhoso.</p>
<p>Acho que experiências psíquicas, pela via da indução, são muito perigosas. Você falou que foi maravilhoso, e, justamente por esta razão é tão perigoso. Você também falou em “conhecer a morte e a vida”. Pois saiba: não foi nem a morte e nem a vida o que você conheceu, mas apenas um truque químico, e que foi produzido por um “agente externo”, e que apenas abriu seu inconsciente para expressar seu tema mais fixo: morte e vida. Mas, como disse, ainda é uma produção fantasiosa de seu inconsciente, e não o fruto de uma conexão com Deus, visto que, no que tange a Deus, ninguém precisa de indução química para conhecê-Lo ou experimentá-Lo. Para mim, este negocio de usar algo alienígena a fim de provocar o cérebro e ou o aparelho psíquico a fim de ficar mais “aberto para o mundo espiritual”, é um fria; posto que “abre” mesmo, mas a influencia, saiba, não vem de Deus; antes, na melhor das hipóteses, vem apenas de seu próprio inconsciente. Eu jamais faria nada que deixasse minha mente aberta e vulnerável ao que quer que seja! Nesse “abrir” de mente pode entrar muita coisa!... e você não terá controle sobre isto... sem falar que isto pode alterar de fato suas referencias do Real, mergulhando a sua mente numa necessidade permanente de alteração do Real a fim de que esse tal estado, agora, lhe sirva de Nova Realidade. Você pode imaginar Jesus tomando o Santo Daime para ter uma onda melhor na Transfiguração? Você conhece experiências mais maravilhosas do que aquelas que são patrocinadas pelo Espírito Santo, Ele mesmo, sem a “ajuda” de nenhuma “santa raiz da natureza”? Deus não precisa de nenhum Santo Daime para levar você a de fato conhecer o significado profundo das coisas! E mais: o tais significados novos e maravilhosos que você experimentou, não vieram do céu, mas sim de uma indução da terra, e somente da terra, e, os resultado, como já disse, são fruto de sua produção inconsciente. Se puder lhe dar um conselho, sem caratice, mas apenas com experiência e bom senso, lhe diria para não entrar nessa; pois, mesmo que não vicie, todavia, deixa as referencias da mente alteradas, e, por tal fato, a realidade pode ser falsificada. E o nosso chamado como discípulos de Jesus é para viver na realidade-na-verdade. É isto que penso, e espero que o que lhe disse lhe seja útil! Um beijão! Nele, em Quem a Água da Vida não falsifica a Realidade e nem é Santo Daime, <br/>Caio</p>
<p><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>]]></description>
    </item>
    <item>
      <title>Ser cristão é privilégio e conquista</title>
      <pubDate>Wed, 19 Dec 2007 13:16:39 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/opiniao/sercristao.htm</link>
      <category>Opinião</category>
      <description><![CDATA[Ricardo Gondim 

Em 29 de junho de 2007, o papa Bento 16 assinou um documento que aponta a Igreja Católica como a única capaz de reunir todos os requisitos da comunidade fundada originalmente por Cristo e seus apóstolos. Logo que a notícia correu o mundo, recebi vários pedidos para que escrevesse sobre o assunto. 

Não escrevi porque, se o fizesse, teria de aconselhar os evangélicos a não ficarem tão enfurecidos. Bento 16 não disse nada que os próprios crentes não acreditam ou não tenham falado. Quantos líderes igualmente se consideram como a autêntica expressão do cristianismo! 

Se não simpatizei com a declaração do papa também não concordo com o ufanismo profundamente entranhado entre muitos evangélicos. 

Eles se enxergam como os mais puros e mais autênticos defensores da verdade, enquanto fazem vista grossa para os grupos neopentecostais que achincalham os valores mais elementares da ética. Acho esquisito que se critique as igrejas adeptas da teologia da prosperidade, mas se faça uso de seu crescimento para cevar as estatísticas sobre a presença evangélica no país. 

Por que gabar-se do crescimento desses grupos? E o que fazer com seus escândalos horrorosos? Os abalos provocados pelos neopentecostais parecem insuficientes para que as igrejas históricas se mobilizem por uma grande vigília ética, infelizmente. 

Eles se esforçam em mostrar que preservam a reta doutrina, mas, ao mesmo tempo, se mantêm omissos na defesa das crianças pobres, dos índios, das mulheres negras e dos idosos. Por que tanto zelo em proteger a ortodoxia enquanto deixam um imenso desprezo pela vida? 

Entre os crentes, sobra ortodoxia e falta ortopraxia. O movimento carece de mobilizações pela defesa do meio ambiente; de quem escreva contra os efeitos terríveis da globalização; de mais passeatas em protesto contra a pedofilia e o trabalho escravo. Restam poucos profetas. Precisa-se de mulheres e de homens que se recusem a vaticinar paz, paz, no meio de tanto sofrimento e morte. 

Triste ver a esperança propositalmente vendida como ilusão, a fé confundida com a manipulação do sagrado, assistir às multidões procurando um alívio mágico para suas angústias existenciais nas igrejas e serem pilhadas em seus magros salários. Enquanto os membros esperam um milagre, os pastores faturam para deslancharem seus projetos megalomaníacos. É preciso questionar as intenções e os objetivos subjacentes desses sermões pretensamente evangélicos. Aumentar o número dos convertidos? Convertidos de quê a quê? Quanta jactância dos crentes continuarem a aferir a aprovação de Deus pelas estatísticas de seu crescimento. 

Infelizmente alguns líderes confundem inchaço com verdadeiro crescimento e com avivamento. Com João Wesley, aconteceu um genuíno avivamento e ocorreram mudanças na Inglaterra. Nos avivamentos de Jonathan Edwards e Charles Finney, ambos abolicionistas, leis mais justas foram promulgadas nos Estados Unidos. No Brasil, mesmo com a presença da igreja em áreas pobres, dificilmente acontecem câmbios sociais. 

Triste observar como algumas lideranças se deixam picar pela mosca azul. A cada eleição, oligarcas espertíssimos procuram os pastores em busca de alianças. Estes, por sua vez, manipulam seus rebanhos, alegando que a igreja precisa de alguém que “faça a diferença”. Os candidatos dos evangélicos são eleitos, mas acabam rebaixados à categoria de “nanicos”. E só se ouve falar neles novamente na eleição seguinte ou quando pipocar algum escândalo. 

Triste observar como os crentes nutrem uma visão idealizada de si mesmos. Acho estranho que se divulguem libertações com testemunhos fantásticos enquanto uma grande maioria é obrigada a viver com sua realidade inalterada. Toda semana recebo mensagens de pessoas feridas e decepcionadas; perdidas por não saberem relacionar os sermões com suas contingências concretas. Por isso, aumenta tanto a população dos “ex-evangélicos” e dos “sem-igreja”. 

Triste observar como os cambistas voltaram. Os evangélicos oram pouco e negociam muito. Infelizmente, mais igrejas buscam requintar seu buffet de serviços religiosos e mais pastores tentam ser palestrantes motivacionais bem-sucedidos. 

Triste observar como os ambientes evangélicos se ensimesmam. Desconectados da vida, líderes insistem em responder a perguntas que ninguém faz; e há um despreparo para dialogar sobre os novos questionamentos. Poucos evangélicos escrevem para o mundo secular; faltam pesquisadores com respeitabilidade acadêmica. 

Acho insuportável o clima beligerante de algumas igrejas em relação ao mundo, aos poetas, às artes, aos esportes e ao diálogo inter-religioso. A intolerância recrudesce e novos preconceitos confirmam que os evangélicos permanecem proselitistas. 

Antes de sentirem raiva do papa, os evangélicos deveriam se perguntar o que estão fazendo para honrar o nome de cristãos. 

Soli Deo Gloria. 

www.ricardogondim.com.br	]]></description>
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    <item>
      <title>Busco o batismo com o Espírito Santo e não recebo</title>
      <pubDate>Mon, 10 Dec 2007 15:35:29 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/cartas/batismonoespirito.htm</link>
      <category>Cartas</category>
      <description><![CDATA[-----Original Message-----
From: BUSCO O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E NÃO RECEBO To: contato@caiofabio.com 
Subject: CONFLITO ESPIRITUAL
Mensagem: O choro, o Espírito Santo e eu... 
A paz irmão!! Sabe, percorrendo em seu site vi inúmeras questões, temas, perguntas, dúvidas e também seu apelo para não perguntarem o que já está respondido no site. Mas ainda não vi nada parecido com o que lhe colocarei aqui. Sou crente desde os meus 13 anos, vai fazer 8 anos que sou evangélico, e Graças a Deus por isso. Já viu aquele filme “O Troco”? se já viu, o Sr. Phorter, personagem central, seria exatamente o meu espelho, de como seria o meu “eu” se não fosse o evangélico. E no decorrer desses anos de crente, já vi muita coisa, milagres, benção de todos os tipos; eu sou uma dessas bençãos ambulantes! Sou imensamente sensível a voz do Senhor, muito mesmo. Agora, tenho em mim um "espinho" me incomodando: não sou batizado no Espírito Santo; acho que me falta ser menos sistemático e deixar de pensar que na hora do batismo o que eu falar será da carne. Sei que tem pessoas que há anos são evangélicas, e não são Batizadas no Espírito, e sei que não é porque não merecem, mas também por não ser a vontade de Deus. Pois bem, eu tenho em mim que me falta tirar esse "espinho" para receber esta benção, pois já tive vontade de falar em línguas e retive; em sonhos falava, e tal; e isso me faz pensar em algo que não faço, chorar. Chorei um vez na presença de Deus, e me pergunto: se realmente sou sensível à voz de Deus, ao Espírito. Pois se fosse deveria chorar na hora da luta, da angustia, da alegria ... Te confesso uma coisa, nem no velório de minha mãe chorei, mas, vontade de berrar vinha; lágrimas vinham até a "porta dos meus olhos" visíveis a todos; mas não as deixava cair; assim é diante de Deus. Sabe o que é ter vontade de chorar, e não chorar?? esse choro se verter pra dentro de si e quem acaba chorando é sua alma; que se deixasse as lágrimas saírem seria um berreiro que só? Minha alma chora no lugar do meu corpo, não tem choro dolorido pior que esse. Assim me pergunto: se eu não choro não é porque tenho o meu coração duro? Como disse, sou sensível a voz de Deus, minha alma chora, mas será isso mesmo? O meu coração não é duro ao ponto de impedir o choro de brotar? A resposta que EU encontrei é: Não, o meu coração não pode ser duro; se Deus fala eu faço; se o meu irmão fala, pede, e Deus com a pontinha do dedo me cutuca, eu realizo o pedido do meu irmão; se meu irmão só precisa de alguém para fazer-lhe companhia, ali eu estou, padecendo junto com ele. Sou tão sensível que um dia um irmão e uma irmã foram cantar na minha igreja, um casal lindo, daqueles bem tradicionais—o ritmo dos hinos bem tradicional não é meu estilo—, e quando terminou o culto foram vender os Cds deles na porta da igreja. Ao passar pelo irmão, ele nem se quer olhou pra mim, e me deu uma queimação que comprei o Cd. Algo em mim disse: compre, é pra obra de Deus! Escutei o CD uma vez, como disse não é meu estilo. Ao olhar o irmão, não pude conter a voz doce e agradável que me mandava comprar o Cd apesar de não ser meu estilo. E por isso que venho até o senhor. Não para buscar resposta, se estou certo ou errado; pois creio que não choro, pois minha alma chora; seguro o choro por sempre acreditar que tudo vai ficar bem; pois tenho um Deus. Engulo e bola frente; e isso acarreta em meu interior rios e rios de lágrimas; acho que se chorasse carnalmente seria mais fácil. Assim quero do senhor uma opinião, pois nunca falei isso com ninguém. Fico com medo de falar isso com meus pastores, e eles acharem uma tremenda bobagem, e se não acharem, não souberem dar uma opinião, e encherem lingüiça com coisas que julgam ter a ver com a questão, e me deixarem mal. O que pode me dizer? Um abraço e até. 
********************
Resposta: Meu irmão: Paz! O Batismo com o Espírito Santo é sinônimo de conversão e regeneração. É a mesma coisa que “nascer de novo”. Você já nasceu de novo? Creio que sim! Seu problema é duplo: 

1. Você deve ser membro de uma igreja que ensina que o “falar em línguas” é o sinal do “Batismo com o Espírito Santo”. E nessa essa igreja o Batismo no Espírito deve ser visto do modo pentecostal clássico: como um revestimento especial de poder para dar testemunho. 

2. Você iniciou me oferecendo um “reflexo”, um “espelho” seu que há num filme; onde haveria um personagem que bem ilustra a sua personalidade. A seqüência de tudo o que você disse, confirmou minhas suspeitas: você vive de emoções. Apesar de tudo o mais ter sido aparentemente contra tal diagnóstico. A diferença é que suas emoções explodem para dentro, mas são muito fortes.

E emoção não é a base da vida. O justo vive pela fé, não pela emoção. Você é cristão. Você crê em Jesus. Você é batizado no Corpo de Cristo, o que equivale a ser batizado no Espírito Santo. E PONTO. Entendeu? PT Saudações! It is over! Está Consumado! Agora você crê ou não crê. Mas se você continuar vivendo de choro para dentro e emoções travadas para fora, você vai ficar mais doente ainda. De fato, você está precisando urgentemente de pastor (sério e sereno), e de um terapeuta. Por que? Porque você pode ficar muito doente mesmo. Essa fixação no Batismo com o Espírito Santo, quando exposta como você fez na sua carta, revela um estado emocional perigoso, e prestes a mergulhar você em fobias, manias, medos e fixações espirituais muito piores. Você precisa relaxar, tentar ser um jovem da sua idade, passar a usar a mais a cabeça—a história do CD mostra o quão místico você anda—e buscar ser menos emocional, menos fervente, e mais maduro. Entregar-se a emoções e sensações pode ser uma desgraça—e aí tanto faz se você chora para dentro ou para fora. Jesus chorou! A saúde é chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. A saúde é possuir senso de propriedade em tudo. Estou falando isto depois de já ter visto milhares de pessoas fazerem o seu caminho e terminarem muito mal. Na minha opinião o “Batismo com o Espírito Santo” tornou-se o seu álibi para não enfrentar outras questões de natureza emocional e afetiva, e que foram represadas em razão do tipo de fé que lhe foi ensinada. Por que você disse que o Sr. Phorter, personagem central, seria exatamente o meu espelho, de como seria o meu “eu” se não fosse o evangélico? Fiquei pensando nisto! E, sinceramente, acho que você deveria me escrever dizendo quais seriam as coisas que você faria e seria se você não fosse evangélico! Creio que aí está o problema! Enquanto isto, fique calmo e ame a Deus e o próximo sem stress. A fé é maravilhosa. E é dela que se tem que viver. Mas as emoções podem ser desastrosas quando tomam o comando da vida. Por trás de todas as maluquices da religião há pessoas emocionalmente desequilibradas, e que confundem suas emoções com a vontade de Deus. Não há seita que não tenha exatamente esse perfil de adeptos angustiados e emocionalmente ávidos por um choro arrebatador e uma queimação extraordinária. Cuidado com a saúde de sua mente. Leia a Palavra e creia nela. O Evangelho nos basta. A sanidade e o equilíbrio de Jesus é o que devemos buscar. Quanto mais longe da referencia Humana que Jesus nos oferece alguma coisa, pessoa ou instituição estejam, mais certamente adoecidos estarão. Receba meu beijo e carinho. Nele, que é a Paz de nosso crer, Caio 

www.caiofabio.com


]]></description>
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    <item>
      <title>O que é ser santo?</title>
      <pubDate>Mon, 10 Dec 2007 15:26:10 -0200</pubDate>
      <link>http://sitecristao.com/textos/artigos/sersanto.htm</link>
      <category>Artigos</category>
      <description><![CDATA[(Trecho do livro Oração para Viver e Morrer , páginas 38 a 41, por CAIO FÁBIO, 1994. Digitação de Dora Ramos) 


Vejamos o que Jesus estava nos ensinando quando relacionou o tema da santidade à Palavra e aquilo que Deus faz a nosso favor. 

1. O tema da Santidade conforme relacionado à Palavra de Deus (João 17:17). Para Jesus, a Palavra de Deus era o que poderia nos santificar. E para Ele não se tratava de uma definição de santificação esotérica e mágica. Ele não tinha em mente nenhum tipo de exposição mágica da alma humana à Palavra ao fim da qual a pessoa estivesse mais santa. Na sua mente não passavam aquelas "percepções" de que a mera exposição à Palavra santificava o ouvinte. Para Jesus, ser santificado tinha, na verdade, uma profunda e indissolúvel relação com a assimilação dos conceitos da verdade de Deus, mediante um aprendizado não apenas teórico e teológico da letra da Palavra, mas mediante a vivência da presença de Deus na história em conformidade com o padrão da Palavra de Deus feita verdade no coração. 

Tal percepção da relação da Palavra com a vida deve nos comprometer com a confissão de que Deus é santo e com a vivência da santidade. Além disso, ela nos induz também a perguntar por dois conceitos básicos encontrados na prática de Jesus. O primeiro tem a ver com o conceito de Palavra de Deus no entendimento de Jesus. E o segundo é aquele relacionado a como Jesus, à luz de Sua interpretação da Palavra, entendia o tema da santidade. 

Comecemos com o que a Palavra significava para Jesus e o que Ele chamava de Palavra de Deus. Inicialmente devemos dizer que Jesus olhava para a totalidade do Velho Testamento como Palavra de Deus (Jo. 5:39). Para Ele a questão nunca esteve entre o que era ou não Palavra de Deus no Velho Testamento, mas, apenas, em como entender, interpretar e aplicar essa Palavra ao contexto da vida humana. Ora, neste sentido Mateus 22:23-46 é o melhor exemplo disso. Nos três episódios narrados naquele texto, a grande questão não é o que é Palavra de Deus, mas como entendê-la e aplicá-la (Mt. 23:2,3). É por esta razão que nós não vemos na prática de Jesus querelas teológicas, na perspectiva seletiva a respeito do que deveria ser retirado do Velho Testamento para ser abandonado ou reforçado na prática dos seus discípulos (Lc. 24:45). Pelo contrário, para Ele, o Velho Testamento dava uma base e finalidade histórica (Lc. 4:16-19). Sua missão tinha suas raízes mais profundas nos sonhos dos profetas (Lc. 24.27). Seus sofrimentos e glórias já tinham sido vistos e saudados desde o início da caminhada histórica do povo de Israel (Lc. 22.36,37). Ele próprio tinha sido alegria existencial e a inspiração dos patriarcas e profetas (Jo. 8.56). Sua mensagem não era nova, mas o aprofundamento da revelação já existente (Mt. 22:34¬40; Lc. 10.25-28). Sua expectativa de aceitação e rejeição do seu ministério se baseava naquilo que a Palavra lhe autorizava a esperar (Mt. 13.14,15). A própria maneira sombria pela qual ele anuncia sua morte se fundamenta numa interpretação teológico-ideológico da freqüente e histórica atitude do povo de Israel, conforme descrita nas Escrituras (Lc 13.31-35). Para Ele, o Gênesis de 6 a 11 era digno de confiança histórica (Mt. 24.38-39). Além disso, o modo pelo qual ele interpretava a saúde relacional do homem e da mulher se fundamentava na originalidade do plano da criação conforme revelado no Gênesis (Mt. 19.4-6). A conexão entre pecado e queda, bem como entre ideal e realidade era para ele extraída da Escritura (Mt. 19:7-9). 

Até mesmo textos do V.T. de ares místicos foram encarados por ele como absolutamente simples e reveladores do modo pelo qual Deus age na história (Mt. 16.1-4). Assim, tudo que Jesus fazia tinha seu fundamento no Velho Testamento. Seu território ministerial (Mt. 4.12-17), o exercício das curas (Mt. 8.16-17), a pregação (Lc. 4.16-19), o ensino (Mt. 6-7) e a atitude de discrição e singela misericórdia (Mt. 12.15-21) estavam fundamentados no Velho Testamento. Seu sermão do Monte era, em síntese, a pregação do sonho dos profetas. De fato, o Sermão do Monte é a condensação das utopias dos profetas. Aquilo que eles não tinham conseguido chamar de História, Jesus chamou Vida. 

Concluindo, nós poderíamos dizer que, literalmente, toda a Escritura tem em Jesus sua afirmação: o Pentateuco (Mt. 22.23-29), os livros históricos (Mt. 12.1-7), os poéticos (SI. 118.26;22.8), as sabedorias (Mt. 12.42) e os profetas (Mt. 26.31). O próprio fato de as genealogias de Jesus estarem incluídas nos evangelhos com todas as ambigüidades “morais” às quais elas estavam sujeitas, pois Jesus descende de gentios (Mt. 1.3,5), adúlteros (Mt. 1.3-6), prostituta (Mt. 1.6), homicidas (Mt. 1.10) e ancestrais cheios de sincretismos (Mt. 1.7-10), nos mostra que, propositalmente, Ele quer estar ligado à História do Velho Testamento (Jo. 5.39). 

Isto posto, devemos agora relacionar a Palavra com o fato de Jesus ter dito que deveríamos ser santificados por ela. Ora, nesse caso nossa visão do escopo e da profundidade da santificação muda radicalmente. Ser santo é buscar ser essencialmente humano, ser parte da história porém vivendo a presença de Deus no mundo (Lc. 7.39). Ser santo tem relação com a busca de uma sociedade sem desigualdades e onde os mais fracos jamais sejam despojados (Mt. 23.14). Ser santo é viver a alegria do conhecimento de Deus com oração e fé e é sofrer as angústias da história como resultado de nossos vínculos com um padrão que o mundo não conhece (Mt. 11.25-27; 5.11-12). Ser santo é ser separado, não dos pagãos; como Israel equivocadamente tentou, mas é viver a diferença radical dos valores do Reino em meio às sociedades pagãs (Mt. 5.43-48). Ser santo é ter na paixão dos profetas a motivação existencial para o nosso enfrentamento histórico do mal (Lc. 13.33). Ser santo é, mesmo em dia de sábado, trabalhar a favor da santidade de vida (Lc. 14. 1-6). Ser santo é colocar o valor da vida acima do valor das coisas, mesmo aquelas mais "sagradas" (Mt. 23.23). Ser santo é entender que o altar diante do qual Deus nos quer ver prostrados não é apenas o altar do templo, mas também os altares ensangüentados dos corpos dos nossos irmãos de história e que estão caídos nas esquinas da vida (Lc. 10.25-37). Ser santo é viver a misericórdia no agitado ambiente secular, ao invés de viver a quietude alienada do ambiente religioso que não tem janelas para a história da dor humana (Mt. 9.9-13). Ser santo é acreditar que a santidade não se polui quando toca com amor, aquilo que é sujo (Mt. 8.1-4; Mc. 7.1-23). Ser santo é não temer ser mal interpretado pela mente daqueles que estão sujos de pretensa santidade.(Mc.7.5;Lc.7.39). 


Para Jesus, ser santo é ser verdadeiro para com a nossa condição humana: é ter a coragem de chorar em público (Jo. 11.35), de admitir perdas e saudade (Jo. 11.36), de gritar de dor (Mt. 27.50), de confessar depressão (Mt. 26.38), de pedir ajuda emocional (Mc. 27.50), de se confessar cansado (Jo. 4.6), de dizer tenho sede (Jo. 19.28), de confessar dificuldades familiares (Mc. 3.21;Jo. 7.1-9), de admitir que a privacidade é um direito e uma necessidade de sobrevivência (Mc. 6.30-32,45,46). Ser santo é admitir que o amor pode ser exercido na perspectiva da disciplina física (Mc. 11.15-19) e que o "desabafo" é um sadio escape quando se está farto de estupidez (Lc. 11.31-32). Ser santo é continuar sendo de Deus mesmo em meio ao mais profundo e inexplicável silêncio divino (Mt. 27.46). 

Desse modo, não santificamos a Deus quando falamos o seu nome enquanto furtamo-nos à verdade e praticamos todas aquelas coisas que a Palavra de Deus decreta como abominações, ainda que disfarçados pela nossa pseudo-moralidade. Também não santificamos a Deus com a nossa teologia reducionista e domesticadora da divindade, que pretende reduzi-lo a dogmas, ritos, liturgias e espaços. Também não santificamos a Deus com a nossa noção de sermos secretários da divindade, achando que sabemos tudo sobre Ele, achando que discernimos toda a Sua vontade, como se tivéssemos todas as manhãs uma entrevista marcada com Ele, na qual nos mostrasse detalhadamente todos os caminhos da vida. Blasfema contra Deus quem não pode dizer como Paulo em Romanos 11:33-36, que ninguém jamais conheceu o