Ed René Kivitz – Unção dos 900 reais

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Posted on 31st maio 2011 by Roberto in Uncategorized

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Por que editei e postei esse vídeo?
http://irmaoeduardo.blogspot.com/2010/11/por-que-editei-esse-video.html

Assista o vídeo em que o pastor pede os 900 reais
http://www.youtube.com/watch?v=PvW738BT0nQ

Silas Malafaia chamando de Idiotas os pastores que não pregam Prosperidade:
http://noticias.gospelmais.com.br/silas-malafaia-pastores-teologia-prosperida…

Gostaria de sugerir que ouçam também a mensagem na integra
Download: http://www.ibab.com.br/mensagens/20090920_erk.mp3

Link da música original: Mente e Coração – Vencedores por Cristo
http://www.youtube.com/watch?v=1gZF2KBnQyg

Rádio VPC – Músicas Cristãs que não tocam mais!
http://radiovpc.blogspot.com/

Siga-me no Twitter – @irmaoedu

Outros vídeos do Ed René Kivitz, Ricardo Gondim, Caio Fábio, Russell Shedd, Ariovaldo Ramos, Anésio Rodrigues e muito mais
http://www.youtube.com/user/duduhhhhhhhhhhhhhh

Sobre o falar em línguas

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Posted on 16th abril 2011 by Roberto in Uncategorized

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A man of many language symbols
Creative Commons License photo credit: Eyesplash

Olá pastor Caio…

Eu preciso saber algo…sempre freqüentei igrejas pentecostais…e nelas também fui ensinado sobre o dom de línguas…hoje sei que o dom nada tem a ver com o que chamam de “batismo com o Espírito Santo“…tenho isso como assunto esclarecido.

Li alguns textos e entendi que as línguas das quais falavam “nos tempos apostólicos” eram línguas terrenas, ditas por quem não as havia aprendido…

Isso ficou muito claro pra mim quando recorri às Escrituras…hoje não consigo entender as línguas que ouvimos falar nas igrejas, tidas como “línguas dos Anjos“, como um dom realmente.

Veja só…por exemplo, quando dá-se numa reunião pentecostal o que chamam de interpretação…um fala “em línguas” e outro interpreta…minha dúvida é:

Interpreta o quê?…visto que uma mesma “palavra” recebe várias interpretações diferentes…não sei se estou conseguindo esclarecer qual seja minha dúvida.

Pra mim acabou por ficar claro que o que acontece é que as pessoas produzem sons…sons são diferentes de línguas…sons não precisam ter lógica…línguas eu entendo que sempre tem lógica…mesmo quando são línguas que não entendemos, sabemos que elas tem uma lógica.

Essa dúvida voltou quando li no site sua posição em relação às línguas…você disse que fala em línguas.

Pastor Caio…o que é então o tal dom de línguas conforme entendemos hoje?

Anjos que se apresentaram a pessoas, na Bíblia, sempre se comunicaram na língua de quem o via e ouvia, ou não?

Por vezes sonho que estou falando em línguas…isso me traz uma sensação estranha…logo que acordo me sinto como quem deixou algo de importante para trás…mas esse sentimento logo passa…é difícil voltar a praticar algo depois que perde o sentido fazê-lo.

Se puder me dizer algo sobre o assunto, agradeço…já lí no site os textos que falam sobre isso…mas eles não esclarecem minhas dúvidas quanto a isso.

Fica na Paz!!!
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Resposta:

Meu querido amigo Cláudio: Amor é o que faz tudo ser língua!

Sim, desde 1 de janeiro de 1977 que falo em línguas, mas ninguém nunca o ouviu, exceto pessoas muito íntimas, pois as línguas são para edificação de quem fala. Quando desejo edificar outros, falo em português e em outras línguas de homens da Terra.

O dom de línguas tem duas manifestações. A primeira é um dom sobrenatural de falar em línguas que não se aprendeu, e que não se sabe. Nesse caso, quem fala não SABE a língua, mas alguém que a saiba, a entende. Esse tipo de manifestação acontece como SINAL para quem ouve. Pessoalmente conheço vários casos em que isto aconteceu, e quem ouviu “caiu com o rosto em terra dando glória a Deus“, conforme Paulo diz em I Coríntios 14.

A segunda manifestação é de natureza completamente subjetiva, e não é passível de ser entendida com os ouvidos físicos, pois não é uma língua que possa ser filologicamente definida como tal. Trata-se, ao contrário, de uma língua do espírito, pois aquele que a fala está orando “em espírito”. Nesse caso, trata-se de uma expressão do ser profundo manifestando seus sentimentos diante de Deus como “linguagem irreferível”, pois ninguém mais o entende, conforme Paulo, também em I Coríntios 14.

No primeiro caso a língua em si é compreensível para alguém que conhece aquele idioma, daí ser um SINAL para os incrédulos, visto que aquele que ouve sabe que aquele que está falando não conhece o idioma que fala. Portanto, a interpretação não é sobrenatural, sendo sobrenatural apenas o ato de falar daquele que diz o que ele mesmo não sabe o que é, sabendo apenas tratar-se de uma mensagem de Deus.

No segundo caso a sobrenaturalidade se manifesta nas duas pontas do processo, pois o que fala está “derramando” sua alma de um modo não racional—sendo apenas uma expressão da liberdade de seu espírito para dizer o indizível em forma não lógica—, e aquele que ouve, não traduz, visto que não há nada a ser TRADUZIDO, mas apenas INTERPRETA, pois o que não é lógico não é passível de TRADUÇÃO, mas sim de INTERPRETAÇÃO.

Daí Paulo mandar que tais línguas não traduzíveis sejam faladas em segredo, com recato e total discrição, pois edificam somente aquele que a fala, e ninguém mais. Paulo disse que preferia dizer em público umas poucas palavras inteligíveis, que milhares de palavras ininteligíveis. Portanto, esse festival de línguas que a gente vê nas igrejas, em geral, são uma violação do próprio ensino apostólico.

A interpretação da língua ininteligível acontece de modo raro, e não é essa maluquice que a gente vê por aí. Isto porque a verdadeira língua espiritual só é interpretada como SINAL e como mensagem PROFETICA se ela trouxer alguma realidade do coração dos ouvintes à luz, e não é um mero repetir de “Assim diz o Senhor” seguido de um monte de promessas de VIAGEM, BONS NEGÓCIOS, OU DE UMA SALVA DE PRATA PASSANDO COM DONS que estejam sendo distribuídos no ambiente.

Na maior parte das vezes eu sinto e sei quando as interpretações são genuínas ou são apenas a expressão da vaidade do “interprete”, como acontece entre nós na maioria das vezes.

O objetivo das línguas é edificar a quem fala, pois não havendo interpretação, ninguém mais é edificado; assim como ninguém o será se eu começar a dizer gúgú dádá…

Além disso, a INTERPRETAÇÃO das línguas requer um certo ambiente de quietude e paz a fim de que haja sintonia. Ora, nos cultos atuais onde tais línguas superabundam, há tudo, menos paz; e o que há em abundancia é euforia carnal.

Ouvindo línguas há cerca de 40 anos eu aprendi algumas coisas:

1. As línguas existem mesmo, e nas duas categorizações acima descritas, e são vigentes hoje, assim como serão sempre…até que desapareçam com a manifestação final do que é PERFEITO, conforme I Coríntios 13.

2. Boa parte das línguas que eu ouço nas igrejas são apenas um fenômeno de “repetição de sons”, e isto porque dependendo do grupo denominacional, as “línguas” se repetirão como se fosse um Wizard de ensino de línguas. Dependo da língua, em geral, já sei até a igreja que a pessoa freqüenta, ou onde aprendeu a falar aquelas algaravias estáticas.

3. As línguas genuínas produzem SINAL E SAÚDE. No primeiro caso é SINAL para os de fora, quando há alguém que entenda a língua humana que está sendo falada por quem não a conhece como razão e lógica. No segundo caso, é SAÚDE para a alma e o espírito, pois “edifica aquele que fala”, sendo um recurso dado por Deus para que o inconsciente se abra e se derrame de modo a orgasmar o ser interior, ou expressar o íntimo de modo não racional, o que trás consigo alívio e conforto para além da razão.

O que passar disso—como o atribuir um poder espiritual especial às línguas—é pura fantasia, e não tem base no ensino apostólico, como de resto se pode dizer de milhares de outras práticas tão comuns entre nós.

Receba meu carinho.

Nele, para Quem nenhuma língua vale sem amor,

Caio

www.caiofabio.net

Carta aberta às mães e pais

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Posted on 14th abril 2011 by Roberto in Cartas

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Grandpa
Creative Commons License photo credit: conorwithonen

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri
Luciana Ivanike www.lucianaivanike.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

Fui pedir um conselho e acabei tendo um caso erótico-virtual

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Posted on 9th janeiro 2011 by Roberto in Cartas

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—– Original Message —–
From: FUI PEDIR UM CONSELHO E ACABEI TENDO UM CASO ERÓTICO-VIRTUAL
To: contato@caiofabio.com
Sent: Monday, June 05, 2006 8:25 PM
Subject: Desesperada, Ele vai embora!

Pastor Caio, a paz do Senhor!

Estou completamente desesperada. Fiz uma coisa terrível. Pequei contra os céus, e contra todos. Sei que sou a pior das mulheres, que não mereço o perdão, mas preciso de ajuda. Por favor, diga-me o que fazer. Só tenho pensamentos errados. Penso até em… sei lá… morrer; mas quero viver muito.

Pastor, meu marido quer ir embora de casa porque fiz algo terrível contra ele. Mas eu não sou essa mulher horrível por dentro. Sou uma mulher apaixonada, romântica, e agora infeliz. Sempre fui muito alegre, e sempre passei aos outros essa alegria. Minha mãe costuma dizer que sou uma palhacinha, porque adoro fazer as pessoas que me cercam, felizes; com minhas brincadeiras, com meu sorriso… No meu casamento não é diferente: sempre quis fazer meu marido feliz; e acho que consegui, apesar dele ser o oposto de mim! Não concordamos em relação ao modo de sentir e ver as coisas… Sempre fui muito coração, coloco coração em  tudo o que faço; e ele é a razão em pessoa: sempre muito fechado; até mesmo comigo; nunca quis conversar sobre nosso relacionamento, se estava faltando alguma coisa ou não; nunca queria sair comigo, só se estivesse com muito dinheiro no bolso — mas na realidade eu só queria sair, mesmo que fosse pra darmos uma volta de ônibus… Queria que ele me levasse pra ver o mar, ir à praça, não precisávamos comer nada, apenas sairmos pra passear; mas ele nunca quis!

Em casa sempre muito concentrado. Quando eu fazia alguma brincadeira ele embarcava…; se não, ficava no comutador trabalhando até altas horas da madrugada, e eu esperando ele pra dormirmos… Sei que isso não é justificativa pro meu erro, mas nós nos perdemos dentro da nossa própria casa.

Pastor eu adoro carinhos, amo ouvi-lo dizer que me ama… Mas para mim carinhos não têm que ser só na cama.

Ele sempre me deixou ir aonde eu quisesse… Nunca se importou comigo… Se estava demorando, me dava carta branca. Cheguei a pensar que ele não me amasse, pois ele nunca teve ciúmes de mim. Isso me incomodava, pois eu queria que ele estivesse ali junto de mim… Na igreja, quando alguém viesse fazer alguma gracinha, eu queria que ele estivesse ali pra se impor, dizer que eu era sua esposa, ou pelo menos me abraçar, pra que a outra pessoa se tocasse, mas ele nunca se importou… Ele dizia que era pela confiança que tinha em mim, mas eu queria tanto que ele fizesse essas coisinhas simples, que nos deixam felizes.

Pastor, tenho 30 anos e ele 34. Há 8 anos estamos casados. Sempre tivemos uma boa relação, sem muitas brigas. Mas quando discutíamos, sempre por bobagens… ciúme meu… (sou muito ciumenta), ele ficava dias sem falar comigo, pois ele é muito orgulhoso, e cabeça dura… Aí eu sempre tinha que dar o braço a torcer, sempre me humilhava e chorava, só que não adiantava muito, pois ele dizia que quanto mais eu chorava mais ódio ele tinha… Aí eu chorava mais…, porque sou uma manteiga derretida… por tudo eu choro…

Essas palavras me cortavam a alma, e ainda mais porque todas as vezes ele dizia que ia embora…, aí é que eu me desesperava mesmo… Um dia cheguei a me ajoelhar nos pés dele pedindo pra
ele não ir… Isso aconteceu umas três vezes… Na quarta vez eu disse que ele poderia ir… Claro que chorando muito eu disse isso, pois eu não agüentava mais aquela situação… Só que graças a Deus ele não foi, e ainda foi atrás de mim no meu trabalho… Ah, Pastor! Achei aquilo lindo. Me joguei nos braços dele e fomos pra casa e fizemos amor como nunca; e ficamos bem; só que sempre aconteciam essas coisas.

Pastor, meu marido é um grande homem. Sempre quis me dar o melhor. Ele é incrível. Só tem esse detalhe.

Só que de tanto eu sofrer por isso, resolvi conversar sobre algumas coisas com um obreiro diácono da minha igreja. Foi aí que errei… Ele me deu bons conselhos, mas também disse aquilo que toda mulher quer ouvir: palavras lindas, doces ao ouvido…; e eu, pastor, retribuí… Tivemos um relacionamento via telefone, por meses, acho que uns seis…; e nesses seis meses falamos de tudo: de sexo, de igreja, de pessoas… — o assunto não girava somente em torno de sexo, falávamos sobre igreja e diversos assuntos… até sobre dúvidas que eu tinha sobre algum assunto da Bíblia… Só no último mês ele criou um hotmail pra ele, e conversamos três vezes no MSN, no meu trabalho. Só que meu marido também trabalha lá…, e o “histórico” ficou salvo numa pasta que eu não sabia… E essas conversas que eram muito “calientes”, meu marido leu; e não quer mais ficar comigo…

O obreiro é muito amigo dele. Ele disse que foi traído duplamente. Ele não acredita que ficou apenas em conversa. Ele diz que eu fui pra cama com o diácono. Mas eu não fui. Só foram conversas. Disse que vai embora. Já falou com meu pais. Só que não posso viver sem ele… não sei fazer isso!

Já pedi perdão, já implorei pra ele ficar… E quanto mais eu choro, mais ele se aborrece…! Só que eu não consigo!

Pastor, estou desesperada, me ajude, por favor! Sei que errei, mas eu preciso que ele acredite em mim… Não posso perdê-lo! Se ele for embora, ele não volta mais, eu sei. Ele vai se envolver com outra e não vai voltar.

Ele já marcou duas vezes pra ir embora… Só que não deu certo. Ele ficou. Só que disse que eu vou ter que respeitar a vontade dele, que é de não usar aliança; que eu não posso me intrometer na vida dele; que ele não me deve satisfação, pois não sente mais nenhum compromisso comigo como marido… Assim, eu se quiser posso tirar minha aliança e não preciso lhe dar explicações de nada… Só que não consigo viver assim… Tudo bem que ele está em casa, mas eu não sei o que ele está fazendo. Ele colocou senha no celular dele, pra eu não mexer… Eu o amo, e sofro com isso. Eu sei que ele está muito ferido e sofrendo também. Sei que machuquei muito aquele coração, mas estou arrependida, e quero salvar  meu casamento. Eu tenho orado, buscado a Deus…, mas ele continua irredutível, duro… Nosso relacionamento sexual ficou mais intenso… Mas o sexo não vai salvar meu casamento. Não temos filhos. Tive uma gravidez gemelar, mas perdi minhas filhas, que seriam idênticas, com oito meses de gestação… Quase morri. Fui para um hospital do coração e fiquei internada na UTI, mas Deus me tirou de lá. Mas eu não entendo. Deus sabe do nosso futuro, por que eu fiz isso? Ele permitiu que eu fizesse, pastor. Por quê?

Aquela garota alegre não existe mais… Eu estou só tristeza… Não consigo mais sorrir, porque sei que sou culpada e estou pagando um preço alto pelo meu pecado… A lei da semeadura… Sou consciente disso.

Pr. Caio, eu só queria salvar meu casamento. Amo meu marido, mas não vejo solução. Não quero desistir, mas as lutas estão sendo muito grandes. Ele não vai esquecer nunca o que eu fiz, mesmo porque ele acredita que foi muito mais.

Me ajude! Diga-me o que fazer! Estou perdida…

Desculpe-me se fui longa demais no meu comentário.

Sua irmã em Cristo

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Resposta:

Minha querida amiga: Graça e Paz!

De fato um “abismo chama outro abismo” sempre!

Uma mulher apaixonada, porém derramando carências — é como você está —, dificilmente não acabará se fazendo mal.

Sim, porque para alguém que ama o marido, sua passagem de um estado para o outro — de mulher buscando um conselho, para uma mulher em estado de excitação erótica com o diácono, ao telefone — foi muito rápida; e só posso atribuir tamanha e brusca mudança de comportamento, numa mulher que diz amar o marido, a uma imensa carência.

Carência sem consciência de si mesma é uma desgraça, pois põe a pessoa num lugar psicológico de “transferências” e “projeções” psicológicas. No seu caso, você transferiu desejos e projetou sonhos acerca de seu marido, no diácono.

Assim, frustrada e carente, os conselhos do diácono foram ouvidos como se procedessem da boca de seu marido; e você embarcou na brincadeira de masturbar o coração!

É óbvio que ele pode não querer mais. E, além disso, pode até ser que ele “use” isto para deixar um casamento do qual ele já ameaçou sair antes cerca de três vezes.

O que fazer?

Não há nada a fazer! Numa hora assim só vale orar e mostrar o que não se pode esconder quando é genuíno: o verdadeiro arrependimento!

O mais, de fato, não está mais em suas mãos!

Você, por favor, não tente se justificar diante de seu marido. Apenas diga a verdade, sem enfeites. Pois se a verdade não convencer o seu marido, o que mais poderá convencê-lo?

Sexo, de fato, não salva nenhum casamento sozinho. Não salva, mas ajuda muito! Especialmente no que tange a dar segurança a um homem. Sexo e desejo são linguagens que, em geral, os homens entendem melhor do que quaisquer outras!

Ele, provavelmente, depois de tudo isto, jamais conseguirá ver sei “jeito dado e expansivo” como coisa boa. Sim, por que se ele já não gostava de seu modo “dado e feliz” antes, imagine agora?

Desse modo, a melhor coisa a fazer é demonstrar amor genuíno, não se justificar, expressar arrependimento, se mostrar mais contida, e não parar de fazer amor com ele… e até provocar isto… você mesma!

O mais, minha querida, nem eu e nem você sabemos!

Agora é a hora da espera em esperança. Mas não se pode dizer nada além disso!

Entretanto, se ele decidir que vocês ainda podem ter uma chance juntos, ele terá que perdoar você. Do contrário, sem perdão, será um inferno de lembranças e acusações dele, que você não suportará!

Sinto muito, de todo o coração!

O que todos temos que saber é que a mentira tem pernas muito curtas e o diabo pernas longas para fazê-la visível!

Leia o site. Senti que você me escreveu no desespero, mas sem muito conhecimento do que está por trás de tudo isto. Leia o site, especialmente as Cartas, e você vai começar a entender melhor o que está acontecendo com você e com ele também.

Quanto ao mais, vamos esperar que Deus aja no coração dele, e no seu também. E, enquanto isto, faça apenas o que lhe disse acima.

Agora, calma e serenidade. Ele precisa ver um arrependimento maduro e sério em você. A história de “menina alegre” já acabou. Bem-vinda à realidade da vida adulta, na qual cada ação produz uma conseqüência séria. Agora chegou a hora de não mais brincar de nada, nem de palhacinha e nem de garota carente. Tudo tem conseqüências. E, depois, não adianta explicar… Como você mesma sabe agora.

Conte comigo!

Escreva e me fale de como as coisas vierem a evoluir, para o bem ou para o mal. Não importa. Estou aqui!

Ah! Não fique fazendo dramalhão, chorando e chorando, pois pode ser que isto até mesmo o afaste mais ainda de você. Daí tudo ter que ter a devida gravidade. E mais: você tem de dar tempo a ele. Ninguém fica curado de um baque desses assim… do dia pra noite! Portanto, paciência e sobriedade!

Nele, em Quem somos permanente flagrante,

Caio