Creio nos quatro evangelhos e em toda a Palavra de Deus! – A Verdade e a realidade como demonstrações…

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Posted on 16th outubro 2011 by Roberto in Reflexões

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Dando seqüência ao texto O JESUS QUE EU CONHEÇO!

 

Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João – temos a melhor e mais divina descrição de Jesus, não me fundamento nas discussões acerca de texto e autor; discussões que acompanhei durante anos, lendo livros de técnicos alucinados pela idéia de que seria possível atestar a veracidade do texto canônico pela sua antiguidade e proximidade das fontes históricas originais; sem falar que, além disso, havia ainda toda a questão relacionada ao ceticismo das décadas de 30 e 40 nos Estados Unidos e na Europa; fenômeno esse que levou de roldão a imaginação e a alma angustiada dos crentes da lógica teológica prevalente por milênios, e que já não sabiam o que pensar ante os novos fatos da ciência, e que, por causa disso, entregaram-se à tentativa de fazer de Jesus um ente mais palatável para aqueles tempos de não-milagre.

Sim! Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João — temos a imagem real de Jesus, pois temos a verdade essencial de Sua pessoa em plena e simples apresentação humana despretensiosa, exceto pela fé na Encarnação do Cristo, o Filho do Deus vivo — faço tal confissão não por causa da suposição de que os sábios inspirados na confecção do chamado cânon sagrado tenham sido inspirados a fazê-lo e ponto.

Houve um tempo em que foi assim para mim. Depois me esforcei mentalmente para dar razão à minha fé. Foi quando depois de anos de estudo de natureza apologética, verifiquei que tudo não passava de luta inócua, posto que nada sobre autorias, antiguidades, proximidade das testemunhas oculares, e integridade textual de manuscritos, tivesse qualquer valor se o conteúdo dos textos não se mostrasse verdadeiro no seu encontro com a natureza humana, com a história humana, e com os prognósticos ou profecias sobre o futuro humano e universal.

Ou seja:

Discerni que os Quatro Evangelhos como narrativas acerca de Jesus, somente seriam verdadeiros se tudo o que narrassem se mostrasse verdadeiro no encontro daquelas histórias e ensinos com a realidade das coisas criadas.

Então vi que o mesmo valia para tudo, só que agora a partir de Jesus, tendo-o como Referencia Absoluta para a validação de qualquer coisa na Escritura ou no que chamamos de Realidades e de História.

Então, bem jovem, vi que os evangelhos estavam certos sobre demônios, pois os vi em ação real, e atestei o poder de Jesus sobre eles.

O mesmo aconteceu com o chamado Sermão do Monte, por exemplo. Vi nas vidas de perdão e graça de meus pais que o Sermão do Monte era verdade porque era possível.

Gandhi foi uma figura muito importante para mim na demonstração da verdade pregada nos Quatro Evangelhos.

Sim! Pois Gandhi, sem livro e sem texto, sem usar o nome de Jesus e sem fazer proselitismo de natureza alguma, viveu os princípios do Evangelho com tanta tenacidade e fé, que, por ele, o mundo teve a primeira experiência global com o poder demolidor dos ensinos de Jesus no Sermão do Monte.

O mesmo digo de tudo o mais…

A autoria de Paulo, Pedro, Lucas, Marcos, Mateus, João, Tiago, Judas, e quem quer que tenha escrito Hebreus, não se fundamenta na autoria, mas na verdade ou não do conteúdo; pois, se o conteúdo não for maior que a realidade em sua proposição, e inescapável na sua analise e diagnostico do mundo real e porvir [profético], então, poder-se-ia encontrar meleca de Mateus no texto original, com prova de DNA, que nem assim para mim seria verdade, sendo apenas arqueologicamente verdadeiro quanto a autoria.

O que torna o Evangelho verdade histórica é a própria história como testemunho da verdade do Evangelho, para o bem e para o mal.

Por exemplo, não importa se quem escreveu o Apocalipse foi o João Apóstolo de Jesus ou um certo João de Pátmos. O que importa é que hoje até a ciência se ocupa do Apocalipse pela inegabilidade de suas predições sobre o mundo e seus sistemas, sobre os fenômenos ecológicos e climáticos que o livro descreve, pelas forças globais de poder, pela crescente capacidade de controle universal, pela coisificaçao do homem chegando ao nível da possibilidade de que o homem vire quase um robô e os robôs se tornem humanóides de laboratório [estatuas falantes], até ao ponto de que o próprio homem se assentará no trono de Deus, como abominável da desolação, intervindo em todas as áreas possíveis do saber, exercendo o arbítrio de mudar o homem, as criaturas e a natureza das coisas; isso indo da inteligência artificial, passando pela revolução bio-tecnológica [manipulando de todos os modos o DNA, para o bem e para o mal impensável], e, sobretudo, pela necessidade que toda a humanidade terá de se vincular pelo conforto, pelo comercio e pela comodidade, a um Poder Central que saberá de tudo e de todos, e, por fim, a tudo controlará.

Assim, que razão em saber quem é o autor do Apocalipse?

O mesmo posso dizer, por exemplo, sobre as questões supostamente tão importantes da autoria do Gênesis ou mesmo acerca de sua literalidade ou não.

Ora, nada disso é importante. De fato o que importa é que o cenário do Gênesis é tão real e verdadeiro que se repete todos os dias diante dos nossos olhos.

Vejo a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, a Serpente, os humanos, a Árvore da Vida, o um dia Jardim; e vejo que nada mudou, exceto pelo fato de que tudo se repete cada vez mais pioradamente, sem jamais deixar de se repetir.

Portanto, o que é importante: Quem escreveu o Gênesis ou qual seja o seu estilo literário ou se o que ele diz é verdade na realidade das coisas?

Acabo de ver em companhia da Adriana uma série de três horas no History Channel chamada “Visões do Futuro”.

Ora, as tais visões do futuro são tão assombrosamente apocalípticas e genesisticas em tudo o que afirmam como futuro, de um lado, e como origem do desejo de comer do fruto mais alto a qualquer preço, de outro lado — que, sinceramente, toda a questão acadêmica acerca do Apocalipse ou do Gênesis se torna insignificante ou mesmo blasfema, em razão de seu interesse por espinha no rosto quando se está ante o Incêndio do Mundo.

Alguns judeus indagavam Jesus acerca de que sinais Ele apresentava a fim de demonstrar a verdade da autoria de Suas declarações. Jesus, entretanto, perguntou se eles, os indagantes, cerzidores de roupa mortuária, não sabiam ler os sinais do tempo, como, por exemplo, os sinais de chuva à vista ou de grande calor chegando.

Assim, o que Jesus dizia também era que a Verdade da Palavra tem que ser vista na Realidade da Existência, para o bem e para o mal.

Ora, é porque vejo que o que a Palavra diz é verdade nos intestinos da realidade, para o bem e para o mal, que sei que o que os Quatro Evangelhos dizem acerca de Jesus é verdade; pois, se não fosse, não teria a pertinência de espada de dois gumes que possui e com a qual fere a realidade e as nações, conforme a profecia — ou seja: com o cetro de Sua Boca.

E mais: tudo na existência que carregue a mesma pertinência de analise inescapável da realidade, será verdade; pois, a verdade não é um livro, é apenas Verdade.

Quanto mais a História cresce, mais vejo que a Bíblia é a verdade da analise da condição humana; e mais vejo que nela, o Novo Testamento é o remédio desprezado e que poderia salvar o mundo, na mesma medida em que pela sua rejeição os mesmos homens que dizem crer no “Jesus do Cristianismo”, são as que hoje destroem o mundo.

Assim, não apenas a humanidade, tanto em sua condição e natureza, quanto também em sua realidade e perspectiva histórica, e dentro dela o próprio Cristianismo — me provam por antítese todos os dias que a Palavra de Jesus é a Verdade; e que, portanto, o Jesus apresentando nos Quatro Evangelhos e no Novo Testamento, corresponde ao Jesus em cujo ombro João reclinou a cabeça e perguntou: “Senhor, quem é o traidor?”

 

Nele, em Quem se fica sabendo que se for Verdade libertará sempre, ainda que assuste os que estão ainda na luta de crerem ou não,

 

Caio

21 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

Amar é sofrer?

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Posted on 20th junho 2011 by Roberto in Cartas

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the prayer
Creative Commons License photo credit: Eddi van W.

Link: O SANGUE DE TUDO QUE SEJA AMOR É UM SÓ

Olhe só:

“….O amor é capaz de suportar toda dor e não deixar de ser benigno….  O amor nunca busca primeiro os seus próprios interesses… O amor é forte, por isso, tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta… O amor jamais acaba…”

Não seria por isso que se diz que “amar é sofrer“?

Ainda que seja um sentimento maravilhoso, nem por isso é necessariamente uma fonte de felicidade.

POR EXEMPLO: a mãe sofreria NADA se não amasse o filho bandido que seqüestrou, matou e está preso. Mas ela não consegue deixar de amar.

Você está sofrendo porque ama seu pai. E sofre ao ver que sua mãe sofre. Não há como se livrar disso. Você não pode nem escolher não amá-los para não sofrer.

Existem mil outros exemplos. No casamento então, nem se fala!  Há pessoas que não fazem seu cônjuge feliz, mas é impossível se livrar delas por causa do amor (por serem um pedaço do próprio coração, sei lá.).

Querido Caio:

Você concorda que “amar é sofrer”?



Cristina Faraon

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Resposta:

Querida Cristina: Graça e Paz!

Felicidade não é Facilidade!

Por isso, do ponto de vista de Jesus, os Bem-aventurados são… — os humildes, os que choram, os mansos, os que buscam justiça, os puros de mente, os que vivem pela paz, e todos os que são perseguidos por fazerem e serem como Jesus e os profetas.

Facilidade tem sido confundida com Felicidade por que as pessoas julgam o sucesso pelo Destino mensurável e não pelo Caminho imensurável.

Por isto, Destino é um deus na Bíblia; um deus pagão.

Jesus não é Destino, Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; e o destino é o Pai, acerca de Quem Ele diz: “…ninguém Vem ao Pai se não por mim”.

Assim, o Alfa e o Omega não somam para criar o Destino, mas sim o ser; posto que o destino do Caminho em Jesus é nos chamar para Deus em nós; assim como Ele disse que o Pai-destino, estava Nele [...vem ao Pai...]; o que faz com que o destino seja a jornada, seja o Caminho, já que o Alvo nos habita.

Portanto, a Felicidade não está na Facilidade do Caminho, mas sim na alegria de provar cada momento dá viagem com a língua do amor; e não temer nada que nos venha, pois, tudo faz parte do caminho no Caminho; e, assim, tudo é felicidade, é bem-aventurança; posto que o que faz feliz é amar cada momento no dia chamado Hoje, e, em cada um deles ver o significado que o amor dá a tudo.

Quem não ama nunca chora, mas também nunca vive.

Quem não sofre nunca ama, e, assim, nunca vive.

Pois o amor sofre a dor como amor, e o amor tudo sofre apenas porque tudo o que sofre não o sofre como quem perde; pois, o amor nunca perde nada; nem quando não ganha nada; sendo que esta última possibilidade é impossível de acontecer.

Depois, o que é sofrer? Por que sofrer é tão ruim assim?

É assim mesmo, meu filho!” — disse papai tentando engolir sem conseguir. E todas as vezes que você fala no amor de Deus no ouvido dele ele ri de alegria…

Todas as pessoas felizes que já conheci agiam do mesmo modo; e agiam porque viam do mesmo modo — elas mudam tudo o que é mutável conforme o amor; elas resistem pacificamente a tudo o que é contra o amor; e elas se contentam apesar de tudo, com tudo o que lhes venha, sem que com isto jamais deixem de mudar ou de processar cada coisa que seja mutável ou processável; e o que não cabe em nenhuma dessas duas perspectivas, elas jogam fora como lixo. E seguem…

É um prazer sofre com meu pai, minha mãe, meus filhos, meus amigos e todo ser humano!

Seria isto uma espécie de piedoso masoquismo?

Certamente não, pois, podendo evitar a dor eu a evito. Mas a dor inevitável, sendo vista como o outro lado da benção do sentir, é apenas uma dor. Dor sem moral e sem filosofia dói muito menos; e até pára de doer.

Sim! É apenas uma dor; e que vai adoçando o coração; a tal ponto que ela se torna um sentir calmo e sereno; afinal, emoções são naturais; e, além disso, sofrer nem sempre dói; e chorar menos ainda; visto que o que dói mesmo é não amar. Esse sim é o grande sofrimento e a grande angustia humana!

O amor todo sofre, porque tudo crê; e tudo suporta porque tudo sofre crendo. Por isso, também jamais acaba, jamais se acaba, e jamais acabou com ninguém. Ao contrário, sem ele não há vida.

Assim é o amor. Assim é a vida. Qualquer outra coisa nem mesmo os vegetais conhecem, porque as plantas também sentem quem ama e quem não ama.

Nele, que ensina que o verdadeiro destino é o Caminho, a Verdade e a Vida [no Pai-Nele em nós],

Caio

02/09/07

Manaus

AM

Ed René Kivitz – Unção dos 900 reais

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Posted on 31st maio 2011 by Roberto in Uncategorized

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Por que editei e postei esse vídeo?
http://irmaoeduardo.blogspot.com/2010/11/por-que-editei-esse-video.html

Assista o vídeo em que o pastor pede os 900 reais
http://www.youtube.com/watch?v=PvW738BT0nQ

Silas Malafaia chamando de Idiotas os pastores que não pregam Prosperidade:
http://noticias.gospelmais.com.br/silas-malafaia-pastores-teologia-prosperida…

Gostaria de sugerir que ouçam também a mensagem na integra
Download: http://www.ibab.com.br/mensagens/20090920_erk.mp3

Link da música original: Mente e Coração – Vencedores por Cristo
http://www.youtube.com/watch?v=1gZF2KBnQyg

Rádio VPC – Músicas Cristãs que não tocam mais!
http://radiovpc.blogspot.com/

Siga-me no Twitter – @irmaoedu

Outros vídeos do Ed René Kivitz, Ricardo Gondim, Caio Fábio, Russell Shedd, Ariovaldo Ramos, Anésio Rodrigues e muito mais
http://www.youtube.com/user/duduhhhhhhhhhhhhhh

Sobre o falar em línguas

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Posted on 16th abril 2011 by Roberto in Uncategorized

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A man of many language symbols
Creative Commons License photo credit: Eyesplash

Olá pastor Caio…

Eu preciso saber algo…sempre freqüentei igrejas pentecostais…e nelas também fui ensinado sobre o dom de línguas…hoje sei que o dom nada tem a ver com o que chamam de “batismo com o Espírito Santo“…tenho isso como assunto esclarecido.

Li alguns textos e entendi que as línguas das quais falavam “nos tempos apostólicos” eram línguas terrenas, ditas por quem não as havia aprendido…

Isso ficou muito claro pra mim quando recorri às Escrituras…hoje não consigo entender as línguas que ouvimos falar nas igrejas, tidas como “línguas dos Anjos“, como um dom realmente.

Veja só…por exemplo, quando dá-se numa reunião pentecostal o que chamam de interpretação…um fala “em línguas” e outro interpreta…minha dúvida é:

Interpreta o quê?…visto que uma mesma “palavra” recebe várias interpretações diferentes…não sei se estou conseguindo esclarecer qual seja minha dúvida.

Pra mim acabou por ficar claro que o que acontece é que as pessoas produzem sons…sons são diferentes de línguas…sons não precisam ter lógica…línguas eu entendo que sempre tem lógica…mesmo quando são línguas que não entendemos, sabemos que elas tem uma lógica.

Essa dúvida voltou quando li no site sua posição em relação às línguas…você disse que fala em línguas.

Pastor Caio…o que é então o tal dom de línguas conforme entendemos hoje?

Anjos que se apresentaram a pessoas, na Bíblia, sempre se comunicaram na língua de quem o via e ouvia, ou não?

Por vezes sonho que estou falando em línguas…isso me traz uma sensação estranha…logo que acordo me sinto como quem deixou algo de importante para trás…mas esse sentimento logo passa…é difícil voltar a praticar algo depois que perde o sentido fazê-lo.

Se puder me dizer algo sobre o assunto, agradeço…já lí no site os textos que falam sobre isso…mas eles não esclarecem minhas dúvidas quanto a isso.

Fica na Paz!!!
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Resposta:

Meu querido amigo Cláudio: Amor é o que faz tudo ser língua!

Sim, desde 1 de janeiro de 1977 que falo em línguas, mas ninguém nunca o ouviu, exceto pessoas muito íntimas, pois as línguas são para edificação de quem fala. Quando desejo edificar outros, falo em português e em outras línguas de homens da Terra.

O dom de línguas tem duas manifestações. A primeira é um dom sobrenatural de falar em línguas que não se aprendeu, e que não se sabe. Nesse caso, quem fala não SABE a língua, mas alguém que a saiba, a entende. Esse tipo de manifestação acontece como SINAL para quem ouve. Pessoalmente conheço vários casos em que isto aconteceu, e quem ouviu “caiu com o rosto em terra dando glória a Deus“, conforme Paulo diz em I Coríntios 14.

A segunda manifestação é de natureza completamente subjetiva, e não é passível de ser entendida com os ouvidos físicos, pois não é uma língua que possa ser filologicamente definida como tal. Trata-se, ao contrário, de uma língua do espírito, pois aquele que a fala está orando “em espírito”. Nesse caso, trata-se de uma expressão do ser profundo manifestando seus sentimentos diante de Deus como “linguagem irreferível”, pois ninguém mais o entende, conforme Paulo, também em I Coríntios 14.

No primeiro caso a língua em si é compreensível para alguém que conhece aquele idioma, daí ser um SINAL para os incrédulos, visto que aquele que ouve sabe que aquele que está falando não conhece o idioma que fala. Portanto, a interpretação não é sobrenatural, sendo sobrenatural apenas o ato de falar daquele que diz o que ele mesmo não sabe o que é, sabendo apenas tratar-se de uma mensagem de Deus.

No segundo caso a sobrenaturalidade se manifesta nas duas pontas do processo, pois o que fala está “derramando” sua alma de um modo não racional—sendo apenas uma expressão da liberdade de seu espírito para dizer o indizível em forma não lógica—, e aquele que ouve, não traduz, visto que não há nada a ser TRADUZIDO, mas apenas INTERPRETA, pois o que não é lógico não é passível de TRADUÇÃO, mas sim de INTERPRETAÇÃO.

Daí Paulo mandar que tais línguas não traduzíveis sejam faladas em segredo, com recato e total discrição, pois edificam somente aquele que a fala, e ninguém mais. Paulo disse que preferia dizer em público umas poucas palavras inteligíveis, que milhares de palavras ininteligíveis. Portanto, esse festival de línguas que a gente vê nas igrejas, em geral, são uma violação do próprio ensino apostólico.

A interpretação da língua ininteligível acontece de modo raro, e não é essa maluquice que a gente vê por aí. Isto porque a verdadeira língua espiritual só é interpretada como SINAL e como mensagem PROFETICA se ela trouxer alguma realidade do coração dos ouvintes à luz, e não é um mero repetir de “Assim diz o Senhor” seguido de um monte de promessas de VIAGEM, BONS NEGÓCIOS, OU DE UMA SALVA DE PRATA PASSANDO COM DONS que estejam sendo distribuídos no ambiente.

Na maior parte das vezes eu sinto e sei quando as interpretações são genuínas ou são apenas a expressão da vaidade do “interprete”, como acontece entre nós na maioria das vezes.

O objetivo das línguas é edificar a quem fala, pois não havendo interpretação, ninguém mais é edificado; assim como ninguém o será se eu começar a dizer gúgú dádá…

Além disso, a INTERPRETAÇÃO das línguas requer um certo ambiente de quietude e paz a fim de que haja sintonia. Ora, nos cultos atuais onde tais línguas superabundam, há tudo, menos paz; e o que há em abundancia é euforia carnal.

Ouvindo línguas há cerca de 40 anos eu aprendi algumas coisas:

1. As línguas existem mesmo, e nas duas categorizações acima descritas, e são vigentes hoje, assim como serão sempre…até que desapareçam com a manifestação final do que é PERFEITO, conforme I Coríntios 13.

2. Boa parte das línguas que eu ouço nas igrejas são apenas um fenômeno de “repetição de sons”, e isto porque dependendo do grupo denominacional, as “línguas” se repetirão como se fosse um Wizard de ensino de línguas. Dependo da língua, em geral, já sei até a igreja que a pessoa freqüenta, ou onde aprendeu a falar aquelas algaravias estáticas.

3. As línguas genuínas produzem SINAL E SAÚDE. No primeiro caso é SINAL para os de fora, quando há alguém que entenda a língua humana que está sendo falada por quem não a conhece como razão e lógica. No segundo caso, é SAÚDE para a alma e o espírito, pois “edifica aquele que fala”, sendo um recurso dado por Deus para que o inconsciente se abra e se derrame de modo a orgasmar o ser interior, ou expressar o íntimo de modo não racional, o que trás consigo alívio e conforto para além da razão.

O que passar disso—como o atribuir um poder espiritual especial às línguas—é pura fantasia, e não tem base no ensino apostólico, como de resto se pode dizer de milhares de outras práticas tão comuns entre nós.

Receba meu carinho.

Nele, para Quem nenhuma língua vale sem amor,

Caio

www.caiofabio.net