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	<title>Site cristão &#187; Artigos</title>
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		<title>Acerca do sexo anal</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 19:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Postei alguns textos “antigos” num único texto,  pois, ultimamente, conforme acontecia quando comecei a responder aqui,  muita gente que está chegando agora, e que ainda não entrou no site, e  em tudo o que ele diz e guarda de informação —, tem me perguntado as  mesmas coisas de antes. 
E como [...]<p><br>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;">Postei alguns textos “antigos” num único texto,  pois, ultimamente, conforme acontecia quando comecei a responder aqui,  muita gente que está chegando agora, e que ainda não entrou no site, e  em tudo o que ele diz e guarda de informação —, tem me perguntado as  mesmas coisas de antes. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E como está tudo aqui, e como não mudei de  pensamento, apenas transcrevi, em ordem, algumas cartas sobre o tema  <a href="http://www.robertosoares.com/tag/sexo/" class="kblinker" title="More about sexo &raquo;">sexo</a> anal. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não é o tema de minha vida desde que sou muito  jovem. Mas cada um anda conforme já alcançou.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Portanto, o que aqui segue é apenas uma ajuda para  os que estão chegando agora e ainda não leram os conteúdos acerca de  quase tudo e que aqui já estão tratados em Cartas, Reflexões, Artigos,  Opiniões e até em Devocionais.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um beijo a todos!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Nele, que nunca se escandalizou de nada que fosse humano,</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Caio</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">9/6/06</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
____________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Mensagem:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Caro pastor Caio. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Estive lendo algumas orientações suas acerca da  prática sexual anal e oral. Concordo em parte com o que você escreve.  Por exemplo: penso, como você, que dentro de um quarto o casal decide o  que ele julga válido ou não. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sobre o sexo oral eu não tenho grande desconforto  por não ver na sua prática nada que possa se contrapor ao mesmo.<br />
Contudo, em se tratando do <a href="http://www.sitecristao.com/acerca-do-sexo-anal/" class="kblinker" title="More about sexo anal &raquo;">sexo anal</a>, eu gostaria de contribuir com uma  análise de natureza fisiológica. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não existe em nenhum compêndio de anatomia humana a  atribuição para o ânus de o mesmo ser um órgão de funcionamento sexual. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sua estrutura interna dotada de válvulas não  colaboram com a penetração, pois são estruturas internas de retenção  quando contraídas, e de expulsão quando relaxadas. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Logo, me parece que um relacionamento anal é no  mínimo agressivo à natureza orgânica e isso nada tem a ver com Rm. 1.26  conforme você já discorreu com tanta propriedade. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Eu penso que a relação sexual anal além de  traumática, agressiva e intensamente algésica, traz desconfortos para o  casal além de outros tipos de dificuldades. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Conta um amigo meu, médico, que ele presenciou  quando de um plantão em um Pronto Socorro em nossa Cidade, a chegada de  um casal literalmente conectado pela via anal. A mulher havia travado  involuntariamente o pênis do seu companheiro e precisaram tomar um  relaxante muscular para poderem se desvencilhar. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sendo assim, penso que questões como essas podem  ajudar alguns casais a refletirem sobre a melhor decisão a tomar no que  tange à liberdade deles no trato da questão sexual. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por razões como essas que eu levantei e por viver  na perspectiva do que eu acredito, eu sou contra a prática sexual anal. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Na paz do Imolado e Ressuscitado, </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">______________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Resposta:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Flávio, meu amigo:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Acho que há elementos de natureza higiênica que também precisam ser  levados em consideração. Mas minha tese aqui é simples. A pergunta sobre  sexo anal me soa, quando feita, como algo que carregue “impureza”  espiritual, ou “moral”. Pra mim, entretanto, é como carne de porco. Não  deve comer quem não gosta do sabor. Mas se alguém gosta, então, prepare  bem, e coma sem dúvida.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A maioria dos casais que &#8220;perguntam&#8221;, é porque  &#8220;fazem&#8221; sempre; porém nunca deixam de carregar Rm 1: 26 como  “lubrificante”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Trava mesmo! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Nesse caso, dói como queimadura de pimenta  malagueta; não no corpo, mas na alma.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas há infinitamente mais gente fazendo, que  perguntando. E os que perguntam, o fazem não para decidir se fazem ou  não; mas apenas na esperança de poderem fazer em paz.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O fato é simples: há pessoas que jamais sentiram  ou sentirão conforto físico no sexo anal.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Encontro mulheres que adorariam agradar a seus  maridos com uma “oferta” dessas. Mas, simplesmente, não relaxam; não  descontraem nunca. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Nesses casos, acho que um marido com um mínimo de  bom senso, jamais deveria conduzir as coisas nessa “direção”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">De um outro lado, ouço muitas outras mulheres  contarem de como não apenas fazem, mas como também desenvolveram  suficiente “relaxamento” anal, que permite a elas, inclusive, não  praticarem apenas para “agradar ao marido”, mas, sobretudo, para agradar  a si mesmas. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Gostam e sentem muito prazer também! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A maioria sensata usa preservativo e lubrificante a  fim de realizar o ato.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Certos homens muito “avantajados” deveriam antes  olhar para si mesmos; e ver que a presença deles “ali”,  jamais poderá  significar conforto pra ninguém; nem mesmo para a mulher que gosta de  “receber”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Enfim, o que penso é o que já disse:<br />
Cada um veja como faz; e que o faz — se o fizer —, faça-o com higiene,  cuidado, bom senso, consideração pelo desejo ou não do outro, e pela  consciência de liberdade e conforto para ambos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E mais: se todas as vezes que acontecer for um  desconforto para a mulher — raramente o é para o homem —, que não se  insista em tal prática; afinal, alguém está gemendo não de prazer, mas  de dor. E não é bom que as coisas sejam assim!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sentir muita dor por falta de “relaxamento” na  intimidade, não é também incomum até mesmo em relações sexuais  “normais”. Há mulheres que sofrem de excesso de contração vaginal, o que  dificulta sempre a penetração.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O que sinceramente acho, é que quem sabe fazer  relaxar e sabe o jeito das coisas, não apenas tem o que gosta; mas só  continuará a desejar ter, se vir que o outro está apreciando muito  também. Se for bom apenas para um, não deve ser praticado por dois.  Afinal, os dois estão ali para que seja bom e prazeroso para ambos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Gostei muito de você. E, sobretudo, gostei de seu  jeito limpo de colocar as coisas.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um abração,</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Caio<br />
_______________________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Caro pastor Caio,<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Com relação ao sexo anal, quero dizer o que penso:</p>
<p>Sobre Romanos 1 de 18 a 32, não creio que Paulo se referisse somente aos  <a href="http://www.robertosoares.com/?s=pecado" class="kblinker" title="More about pecado &raquo;">pecados</a> dos romanos em suas festas de orgias, bacanais e libertinagem.<br />
Para mim essa carta, embora dirigida especialmente aos romanos, é  universal. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Aí encontramos a condenação de <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> a todo esse  comportamento, que tem existido em todas as nações e em praticamente  todas as épocas da história.<br />
Estou enganada? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Está escrito que o homem é condenado porque a  verdade lhe foi dada e que por suas ações ele a rejeitou. (vv. 19-20 e  vv.21-32) </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E também não está &#8220;dito&#8221;?</p>
<p>Pastor, olha que maravilha, que beleza de texto:</p>
<p>&#8220;quando pois os gentios que não têm lei, procedem por natureza de  conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si  mesmos; estes mostram a norma da lei gravadas em seus corações,  testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos  mutuamente acusando-se ou defendendo-se, no dia em que Deus, por meio de  Jesus Cristo, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu  evangelho&#8221;. (Rom.2:14 a 16).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Agora, pastor, com relação às experiências de cada  um, eu posso testemunhar de dois parentes muito próximos, já falecidos.<br />
Um deles era bi-sexual e até casou-se e teve filhos. Tinha &#8220;colite&#8221;, que  é uma séria inflamação no colo do reto, e sofria muitas dores, que  muitas vezes não lhe permitiam trabalhar. Morreu com 37 anos.<br />
O outro era homossexual e precisou fazer cirurgias no colo do reto.Vivia  com dores e machucados precisando de tratamentos e  de providências de  higiene bem constrangedoras. Este morreu com Aids também muito jovem. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O que o sr. me diz se, numa relação sexual anal  homem-mulher, acontecerem esses traumatismos na mulher? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Para mim, a prática do sexo anal  com uma mulher é  a mesma coisa que sodomia! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Se eu estiver errada, por favor me esclareça.</p>
<p>Um abraço</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">___________________________________________</p>
<p>Resposta:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Minha amada amiga e irmã: a senhora é muito amada!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Romanos é universal! Sim, é católico! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Toda e qualquer fala de Deus, é para todo homem;  sempre que o homem colidir com a Palavra; ou a fim de preveni-lo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mesmo os textos culturalmente ultrapassados —  quanto ao aplicativo imediato; como é caso do texto do véu em I Co 11 —,  continuam a ser princípios universais.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas pessoas não entendem o princípio, nem tampouco  sua aplicabilidade, como texto, no contexto cultural ocidental. Afinal,  ninguém anda mais de véu no ocidente; embora num país árabe, o  princípio pudesse ser naturalmente aplicado, pois, entre eles as  mulheres ainda usam véu, e pelas mesmas razões que usavam no passado.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas quem não entende o contexto de I Coríntios 11,  considera o texto ultrapassado, e joga a bacia, a água, o véu e o  menino pela janela — isso tudo junto com o princípio.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E por que a senhora perguntou sobre Romanos e eu  venho com Coríntios?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Porque também é Palavra de Deus. E para que se a  interprete corretamente, tem-se que entender o contexto; caso contrário,  o texto, sem o contexto, nos deixaria ou diante do patético — sair por  aí usando véu —; ou nos poria diante do total descaso sobre a  possibilidade de que ali houvesse um contexto histórico, e que naquele  contexto o texto cabia como uma luva, mas que houve mudanças culturais,  sendo que há um principio ainda vigente. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ou seja: I Coríntios 11 está descartado de  qualquer ensino cristão contemporâneo — a menos que seja literalmente  entendido e em algumas poucas <a href="http://www.robertosoares.com/voce-e-da-igreja-de-jesus/" class="kblinker" title="More about igreja &raquo;">igrejas</a> as mulheres ainda coloquem o véu  na hora do culto!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ora, isto é assim apenas porque não se conhece o  contexto.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sem o contexto histórico a maior parte dos textos  ficam soltos, no vazio.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Então, como ficam ali, suspensos, existindo como  afirmação, porém sem uma prévia explicação de porque ele está ali; e  passa a ser veladamente visto como algo ultrapassado—daí a senhora  praticamente jamais ouvir pregações sobre a questão do véu em I  Coríntios; é ou não é verdade?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A senhora escreveu: </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">“Sobre Romanos 1 de 18 a 32, não creio que Paulo  se referisse somente aos pecados dos romanos em suas festas de orgias,  bacanais e libertinagem. Para mim essa carta, embora dirigida  especialmente aos romanos, é universal. Aí encontramos a condenação de  Deus a todo esse comportamento, que tem existido em todas as nações e em  praticamente todas as épocas da história”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Concordo com a senhora em gênero, numero e grau! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É claro que a Palavra não ficou presa ao contexto  dos Romanos; assim como I Co 11 não ficou morta com a mudança cultural  havida no resto do planeta: o princípio está vivo, e sua aplicabilidade é  a mesma, sempre e onde o contexto corresponder às intenções originais  do texto!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Portanto, Romanos 1: 18-32 é para hoje, como para  Hoje é toda a Palavra!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Então, como ficamos?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Bem, antes de dizer o que penso sobre o tópico em  questão, desejo dizer o seguinte:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A epístola aos Romanos tem uma estrutura. Ela é  uma construção crescente. Para mim é a mais estruturada de todas as  cartas de Paulo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ora, essa “construção” começa com a descrição do  estado de coisas que se instalara — e que se instala em qualquer  sociedade humana onde a inversão dos valores e das percepções se  estabeleçam com as mesmas categorias em que estavam estabelecidas no  império romano!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A senhora quer uma prova disso?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Leia o próprio texto que a senhora transcreveu,  tirado já de Romanos 2—portanto, na seqüência de Romanos 1.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">&#8220;Quando pois os gentios que não têm lei, procedem  por natureza de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de  lei para si mesmos; estes mostram a norma da lei gravadas em seus  corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos  mutuamente acusando-se ou defendendo-se, no dia em que Deus, por meio  de Jesus Cristo, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o  meu evangelho&#8221;. (Rom.2:14 a 16).</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Ora, o contexto do texto acima já não é mais o imediato anterior: o das  orgias coletivas e do anestesiamento quase que total da consciência,  descrito por Paulo em relação aos “romanos”, onde a disposição mental  reprovável conduziu a consciência ao auto-anestisiamento; portanto,  impossibilitando-a de se perceber conforme Romanos 2: 14-16. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Em Romanos 2: 14-16 os gentios têm sensibilidade, e  podem interagir com a voz de Deus na consciência. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não era mais o caso apresentado por Paulo quando  da analise do “primeiro caso”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">De fato Paulo está “examinando casos”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Começa com o caso da sociedade poderosa,  dominante, narcisista, cultuadora dos prazeres, e entregue coletivamente  à dissolução. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Seria essa uma situação “geral” nos dias de Paulo? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É claro que não! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não era verdade geral para a percepção de mundo  dele, e nem era tampouco universalmente verdadeira se comparada com os  registros históricos do que acontecia na civilização humana enquanto  Paulo escrevia aquilo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O que estou dizendo?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Bem, Romanos 1: 18-32 caía como uma luva na  sociedade dos romanos, mas era totalmente inaplicável aos índios  americanos ou aos indígenas da Amazônia; que já existiam desde muito  antes de Paulo escrever aquelas palavras.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ou seja: Romanos 2: 12-16 é o que descreve muito  bem a dignidade daquele tipo de gentio que não era parecido com o gentio  dos bacanais de dissolvência do ser, conforme as praticas coletivas de  grande parte da sociedade romana.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O mesmo se pode dizer de outras porções daquela  descrição evolutiva.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Paulo estava trabalhando com um único critério:  colocar a todos sob o pecado, a fim de afirmar a Graça todos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Assim, ele começa com os romanos—era, afinal, para  eles que estava escrevendo de modo imediato—; e continua falando de um  outro tipo de comportamento humano—conforme a senhora mesma transcreveu  no cap. dois da epístola—; e avança para incluir os judeus, cujo  processo de anestesiamento do ser não era fruto de bacanais e orgias;  mas sim de uma orgia de presunções religiosas, que fazia com que eles  odiassem a idolatria, mas roubassem o ouro do <a href="http://www.robertosoares.com/o-idolo-nao-e-nada-no-mundo/" class="kblinker" title="More about ídolo &raquo;">ídolo</a>, etc&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Toda a construção caminha para demonstrar que não  há nenhum justo, nem um sequer&#8230;pois todos pecaram, e todos igualmente  carecem da gloria de Deus.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Paulo, em outras palavras, nos diz: </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Os Romanos se des-sensibilizaram porque  obstacularam a verdade simples de Deus, preferindo a mentira; o que os  levou ao estado de insensibilidade. Já os Judeus ficaram pedrados por  outra via, porém, igualmente condenável, e capaz de produzir o mesmo  resultado de des-sensibilização. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Já os &#8220;gentios longínquos&#8221; podem muitas vezes  parecer bárbaros à distancia, porém, não sem <a href="http://www.robertosoares.com/culpaprova-algo/" class="kblinker" title="More about culpa &raquo;">culpa</a> e não sem pecado,  ainda assim têm uma relação de interatividade com suas próprias  consciências, que não são interações comuns de encontrar entre os  sofisticados romanos e nem entre os empertigados e auto-exaltados  judeus.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E concluiu nos mandando preparar o coração para  surpresas, no dia em que os segredos do coração forem abertos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ora, se Paulo estivesse colocando os gentios de  Romanos 2 exatamente no mesmo nível de obviedade tanto dos romanos,  quanto dos judeus—cujas expressões ele apresenta como gritantemente  obvias—, ele não teria estabelecido a possibilidade da surpresa  positiva.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ou seja: com relação aos demais não deveria haver  surpresas; as surpresas estariam vindo de onde nosso juízo já está  preconceituosamente estabelecido—os pagãos que viviam sem lei.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Portanto, minha querida, Romanos é universal, tão  universal quanto seus aplicativos sejam universalmente encontrados;  podendo ser entre romanos-cariocas, ou romanos-evangélicos, ou  romanos-indígenas, ou romanos-germânicos ou romanos-árabes.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Romano, aqui, é todo homem; embora nem todo homem  seja um romano!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Cada um tem seu próprio aplicativo contemporâneo  de romanos, conforme a condição de correspondência com o espírito do  texto em que venham a encontrar-se.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Daí eu afirmar que o contexto de Romanos 1: 16-32  não ser descritivo de um vínculo conjugal entre um homem e uma mulher,  mas sim a descrição de uma sociedade adoecida pelo entorpecimento da  consciência coletiva.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Com relação ao tema tópico—a questão do sexo  anal—, tenho a dizer, em acréscimo ao que já disse nos textos  anteriores, que não repetirei o que já escrevi aqui sobre o assunto!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Quero apenas acrescentar o seguinte:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">1. Quem tem suas certezas, não precisa ter  dúvidas.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. Quem não gosta, que não faça.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">3. Quem faz, não o faça como regra de prática  sexual; do contrário, terá problemas de ordem fisiológica.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. Quem não faz sexo anal, mas faz em excesso até  mesmo o sexo  “normal”, ainda assim tem que se precaver; afinal,  irritações, inflamações, e outras coisas, também podem atingir a  genitália; obviamente se o excesso for absurdamente maior que o que pode  ser designado como excesso na prática anal — onde o risco de  inflamações é incomparavelmente maior.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">5. Os casais que gostam da prática, não pleiteiam a  liberdade como regra, mas tão somente como opção; e conforme um  critério de auto-permissão eventual.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">6. Quem pretende substituir a prática frontal —  sexo normal —, pela prática anal, está se candidatando a ter as  conseqüências físicas que a senhora mesma descreveu tão bem em sua  carta, conforme os exemplos que deu. Sem falar que tal busca de  &#8220;substituição&#8221; já denota certas disfunções psicológicas na sexualidade  do casal.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">7. O mesmo se pode dizer do sexo oral. A boca não  foi prioritariamente feita para a prática do sexo oral; assim como  também não foi feita prioritariamente para o beijo: foi feita para a  ingestão de alimentos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pois bem, em resumo, não estou advogando nada.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um homem maduro na Palavra de Deus não precisa  discutir assuntos para ver até onde vai a minha própria liberdade em  Cristo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A fé que eu tenho, tenho-a para mim mesmo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Além do mais, não estou trabalhando com as  categorias do que é lícito ou não; mas do que convém ou não convém.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O que tenho respondido aqui é semelhante ao que  fiz a vida toda.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Exemplo: Eu não era do PT. Os <a href="http://www.robertosoares.com/o-que-jesus-faria-se-fosse-evangelico/" class="kblinker" title="More about evangélico &raquo;">evangélicos</a> quase  todos — inclusive os que hoje estão bajulando o Lula —, diziam que o PT  era do <a href="http://www.sitecristao.com/quem-sao-os-anjos-e-demonios/" class="kblinker" title="More about diabo &raquo;">diabo</a> e que o Lula era mensageiro de satanás, que trazia em si um  espírito de guerrilha.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Levantei-me contra. Fui acusado de ter interesses  pessoais, etc&#8230; Ou seja: nem tudo o que defendo como direito de meu  próximo é aquilo no que, pessoalmente, me engajo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E fiz isto desde sempre!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Advogava em meu próprio favor?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É claro que não!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Eu não era petista. Mas achava que as  “interpretações” eram falsas.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Aqui é a mesma coisa. Não preciso advogar nada em  causa própria. Minha vida acontece no espaço confortável de minha  própria consciência; e não me permito ser julgado por homem algum.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Advogo apenas a liberdade de que todo casal  adulto, responsável e consciente do que deseja, e de como deseja, exerça  tal liberdade na intimidade da própria conjugalidade sem culpa e sem  censores.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">De fato, o que estamos discutindo aqui não é sobre  sexo oral, anal, ou qualquer outro tipo. Mas sim, estamos falando de  que cada um cuide de si mesmo; e que não faça de seus gostos ou  desgostos pessoais, regras para a vida de ninguém.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Espero ter me feito claro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Receba meu beijo e meu carinho cheio de admiração  pela senhora. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um beijo,</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Caio</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">_______________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
&#8212;&#8211;Original Message&#8212;&#8211;<br />
From: Acerca do Pecado<br />
Sent: quinta-feira, 28 de agosto de 2003<br />
To: contato@caiofabio.com<br />
Subject: Existe distinção entre pecado objetivo e subjetivo? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mensagem:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Minha dúvida é a seguinte: </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Existe o pecado objetivo? ou o pecado é  considerado somente na subjetividade de cada pessoa? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Respeitando que você não quer tocar mais no  assunto sobre sexo oral, anal, normal&#8230; mas tirando o princípio do que é  pecado, de repente me pareceu que o pecado é algo subjetivo&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não sei se deu pra entender minha dúvida.<br />
Não estou falando da nossa posição em Cristo, de justificados, mas de  nosso estado real de pecadores.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Citei os textos de Marcos e Romanos porque me  parecem coisas subjetivas, mas aí para uns o pecado seria uma coisa e,  para outros, outra coisa.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um abraço,</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">____________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Resposta:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Meu querido amigo: Graça e Paz!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Existe pecado!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Há aqueles que ficam somente na subjetividade. Há  outros que se tornam objetivos. Mas nenhum pecado viaja do objetivo para  o subjetivo. Ao contrário: sempre vai do subjetivo para o objetivo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">No caso dos sexos e seus anais, a questão está não  em como se faz, ou do que se gosta.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A questão é de quem se gosta; de quem se não  gosta, mas se &#8220;usa&#8221; assim mesmo; do que se gosta de usar, mas não se  gosta de quem se usa; e de porque se gosta daquilo que se gosta.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O problema não é o sexo anal.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Antes o problema é a “fissura” em ter que se ter  ou fazer sempre.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Assim como a questão não é sobre o tipo “normal”  de sexo, mas sim sobre a &#8220;anormalidade&#8221; da busca de um padrão de  “normalidade” — o que já é anormal, se for uma “fixação”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Deus olha a normalidade do ser, mesmo em seu  estado caído.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por “anormalidade” refiro-me ao espírito de &#8220;uso&#8221; e  de &#8220;abuso&#8221; que se faz do próximo; a anormalidade é tratar o próximo  como se ele fora apenas um objeto; ou mesmo um fetiche.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Nesse caso, tanto faz como se faz; o por que se  está “fixado” no tema já realiza o pior, mesmo que nada de pior se  esteja fazendo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Odiar e matar — ambas são homicídio diante de  Deus.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas diante dos homens, somente a última é pecado.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E por que?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Porque os homens não podem julgar segundo o  coração, mas apenas conforme a aparência.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Daí o ladrão que morria ao lado de Jesus na Cruz,  ter sido absolvido por Deus de todo o pecado, mas não ter sido livre de  morrer pelos seus crimes objetivos, conforme a lei.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Espero que tenha entendido.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Aqui no site há longo texto sobre as  diferenciações entre as expressões de pecado.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Navegue e leia.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um beijão,</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Caio<br />
__________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">&#8212;&#8211;Original Message&#8212;&#8211;<br />
From: Mulher <a href="http://www.robertosoares.com/crente-divorciado-pode-casar-de-novo/" class="kblinker" title="More about crente &raquo;">Crente</a><br />
Sent: sexta-feira, 8 de agosto de 2003<br />
To: contato@caiofabio.com<br />
Subject: Sexo Oral ou Anal</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mensagem:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Olá Pastor Caio, a paz de Jesus! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Gostaria de saber o que o senhor acha do sexo  anal, e do sexo oral, qual seu ponto de vista a respeito? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Segundo a <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/" class="kblinker" title="More about Bíblia &raquo;">Bíblia</a> é pecado? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É abominação para Deus, como muitos dizem por aí?? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Andei lendo alguns artigos evangélicos a respeito  do assunto (por curiosidade), e ao que me pareceu, essa prática é  considerada um pecado terrível no meio da igreja. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Será??? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Onde esta escrito? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Gostaria que o senhor me esclarecesse melhor. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um casal (crente) deve abominar essa prática do  seu relacionamento sexual? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Agradeço desde já! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um abraço</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">____________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Resposta:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Minha irmã:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pecado terrível não vem da região anal, vem do  coração, de onde procedem não anais desígnios, mas mau  desígnios—conforme Jesus. E o pecado da língua não é sexual, mas é o uso  perverso e mentiroso da língua para destruir toda uma carreira humana —  conforme o irmão de Jesus, Tiago.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A Bíblia não fala disso.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pecado sexual a gente comete até transando com o  cônjuge que a gente não ama, às vezes, até detesta.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E há muita mulher que transa com o marido e vai  pro banheiro vomitar, até de culpa!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">As mulheres sabem do que estou falando!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A Bíblia não se refere ao que um homem e uma  mulher devem fazer na cama. Não há descrição de “posições sexuais” boas  ou más na Bíblia. Há sim, em Cantares de Salomão, a afirmação de que a  genitália da esposa era o copo de vinho do marido. Mas o pudor dos  “tradutores”, mudou a zona descrita para uma região uns poucos  centímetros acima da genitália, e traduziram por “umbigo”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sobre como o cristianismo é sexualmente uma  <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religião &raquo;">religião</a> doente, recomendo a leitura do livro &#8220;<a href="http://www.robertosoares.com/eunucos-por-amor-ao-reino-de-deus/" class="kblinker" title="More about eunuco &raquo;">Eunucos</a> Por <a href="http://www.robertosoares.com/e-pelo-amor-que-somos-reconhecidos-como-discipulos-de-cristo/" class="kblinker" title="More about amor &raquo;">Amor</a> ao Reino  de Deus&#8221; (você pode achá-lo nas boas livrarias seculares).</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Prosseguindo:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Depois que Paulo diz que o corpo do marido não  pertence a ele, e sim à sua mulher; e que nem o corpo da mulher pertence  mais a ela, mas sim ao seu marido; fica difícil desejar criar zonas  proibidas no corpo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Daí em diante passa a ser apenas questão de gosto  mútuo, como em toda a relação sexual.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Nabal não conheceu sua “esposa” Abigail.<br />
Davi, que veio a desposá-la após o enfarto do malvado, com certeza  conheceu Abigail completamente.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por isto, é que a experiência ensina o seguinte:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Uma mulher que não quer se dar toda, é porque  ainda não encontrou tudo.<br />
Quem encontra, não restringe; e, muito menos, tem qualquer grilo sobre o  assunto.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Quem está grilada (o), é porque ou ainda está sob  muita neura religiosa; ou porque está se escondendo atrás da Bíblia pra  não conceder intimidade a quem não ama tanto, ou nem ama; ou mesmo  porque pensa que Deus está preocupado em diminuir o prazer humano. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Portanto, que ninguém se entregue a quem não ama  de verdade.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A promiscuidade nasce da banalização do encontro  sexual.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Me se houver amor, vá firme e seja muito feliz.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Quem proíbe, geralmente é porque não tem, e  gostaria de ter; ou, não quer ter com quem tem o direito da intimidade; e  , por isto, não quer que mais ninguém tenha; ou proíbe porque está  apenas expressando sua própria doença sexual como proibição para os  outros.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Tem tarado de todo tipo!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E mais: 80% dos crentes que estão lendo esta  resposta, fazem o que sabem que gostam, mas, ainda assim, guardam uma  “culpinha pro gasto”. Parece até que sem culpa não há santificação!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sem rodeios e sem conversa fiada, é isto que digo a  todo mundo há pelo menos 20 anos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E recomendo a leitura de meu livro Entre um Homem e  Uma Mulher: um texto sobre Cantares de Salomão.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Que Deus a abençoe!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas lembre, você tem todas as razões do mundo para  não se entregar a alguém que você não ame!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Respeitosamente,</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Caio</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">______________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Outra pessoa, outra carta, a mesma questão.<br />
___________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
&#8212;&#8211;Original Message&#8212;&#8211;<br />
From: G.<br />
Sent: terça-feira, 12 de agosto de 2003<br />
To: contato@caiofabio.com<br />
Subject: Acerca do que pode no sexo&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mensagem:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Querido pastor Caio, </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Em Rom.1:26 está escrito assim: </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">&#8220;Por causa disso os entregou Deus a paixões  infames, porque até suas mulheres mudaram o modo natural de suas  relações íntimas, por outro contrário à natureza;&#8221; e continua&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Pastor, já no seu livro &#8220;Brincadeira de gente  grande&#8221; e agora no site em sua resposta a uma carta, &#8220;Sexo oral ou  anal&#8221;, eu entendi que o sr. desconsidera Rom.1: 26. Gostaria de saber  porquê.<br />
Um grande abraço da<br />
G.<br />
***************************<br />
Resposta:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Minha amada irmã e querida amiga:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Paulo falava dos bacanais de lesbianismo e de  homossexualismo em Roma.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">César era o amante de todas as esposas, e era a  mulherzinha de todos os maridos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Uma viagem histórica pelo mundo de Paulo nos faz  enxergar melhor o que ele estava dizendo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ele falava das saunas de promiscuidade; dos  banquetes de glutonaria e orgia; e dos grandes e públicos bacanais de  dissolvência de todo pudor humano.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Aliás, o contexto histórico nos fala de algo muito  mais forte que a mera ocorrência homossexual individual. Veja que todos  os termos são plurais. Trata-se de uma descrição de um estado coletivo  de existência. E, honestamente, conhecendo a Bíblia como Palavra, a  História como contexto, e a realidade da natureza humana como  condição-em-si, não poderia ter outra opinião.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Roma, como a senhora e todos sabem, era um grande  bacanal publico e oficial.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Em Roma a orgia era parte oficial da instituição. É  a História quem nos fala disso.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">No mais, minha amada amiga, creio que o que  acontece dentro de um quarto de qualquer casal — entre um homem e uma  mulher —, concerne apenas aos dois, e a mais ninguém.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não pode haver abusos. Mas também não deve haver  pudores que ofendam a alegria de ambos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Portanto, quem não quer e quem não gosta, que não  faça. Mas também não julgue a quem, na intimidade de sua própria vida,  pensa e sente diferente, sem que de nada lhe acuse o coração.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Ou por que dois, dentro de um quarto, haveriam de ser julgados pela  consciência fraca de outros dois, em qualquer outro quarto de casal da  terra?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Uns fazem distinção até mesmo entre dia e dia—veja  o nível de consciência fraca!<br />
Outros consideram iguais a todos os dias—veja o nível de liberdade!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Todavia, repito insistentemente, o de sempre: a fé  que tu tens, tem-na para ti mesmo. E, bem-aventurado é todo aquele que  não se condena naquilo que aprova. Pois tudo o que não provêm de fé, é  pecado.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Portanto, quem não tem fé para exercer sua  liberdade conjugal, que fique nos parâmetros de sua própria consciência,  mas também não se queixe!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Honestamente é o que penso!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E com isto não estou “ensinando” ninguém a “fazer  nada”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Estou apenas dizendo que “nada”, tem que ser  “nada”. E nada além de nada. Mas cada um deve saber o que é nada para si  mesmo!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Por último, quero dizer que não &#8220;desconsidero&#8221;  Romanos 1: 26.<br />
Sinceramente apenas acho que entendo Romanos 1:26; e não tenho medo de  dizer isto.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">De fato, não digo nada que eu não creia conforme o  meu entendimento da Palavra. E vivo com as conseqüências.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Um beijão carinhoso.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Caio </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">_________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">&#8212;&#8211;Original Message&#8212;&#8211;<br />
From: G.<br />
Sent: sábado, 16 de agosto de 2003 15:10<br />
To: contato@caiofabio.com<br />
Subject: Anais do sexo</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Mensagem:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Caro pastor Caio, </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Muito grata por responder o e-mail.<br />
Só que não entendi a resposta!!!!! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Enfim, paciência. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um abraço da </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">G.<br />
____________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Resposta:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Minha amada amiga:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Se ainda for sobre a questão de Rm 1:26, o que lhe digo é que Paulo  estava falando das relações de homem com homem, e mulher com mulher.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O “contrário à natureza” não é o modo como um  homem e uma mulher fazerem amor.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Paulo está se referindo é a anormalidade de ser  homem com homem, e mulher com mulher; e em grande orgias, bacanais e  surubas, conforme o português bem claro. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Isso é contrário á natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas quando Paulo diz: “até as suas mulheres”&#8230; — e  descreve que elas agiam contra a natureza; ele não fala do “modo” como  um casal se relacionava, mas sim que Roma estava um caos tão grande, que  homens <a href="http://www.robertosoares.com/o-que-e-casamento-afinal/" class="kblinker" title="More about casado &raquo;">casados</a> tinham os seus amantes masculinos; e as mulheres casadas  tinham suas amantes femininas.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">No princípio, conforme a natureza, Deus criou  Homem e Mulher.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um homem e uma mulher: esse é o padrão da  natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Nesse caso, o que viola a natureza das coisas?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Bem, estamos falando de sexo e de sua realização. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Nesse caso, veja o que Romanos nos faz pensar que  seja contra a natureza; ou seja: desconforme com a ordem original:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um homem e mais de uma mulher — é contrário a  natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Uma mulher e mais de um homem — é contrário a  natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um homem com um ou mais homens — é contrário a  natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Uma mulher com uma ou mais mulheres — é contrario a  natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um ser humano com um o mais animais — é contrario a  natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O que é conforme a natureza?</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um homem e uma mulher — é conforme a natureza.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E quanto a “como” e “o quê” um homem e uma mulher  “fazem” sexualmente, deve ser conforme a natureza de ambos goste; de  acordo com seus próprios acordos íntimos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Mas saiba: há uma infinidade de coisas que são  contra a natureza, e que nós fazemos, em todas as áreas da vida, e  ninguém diz nada.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Nesse caso, mesmo dizendo apenas o que Paulo disse  em Romanos 1:26, quero deixar claro que se transgressões contra a  natureza são assim tão importantes, os cristãos deveriam ampliar  bastante a lista. Pois, para Deus, o padrão da natureza não se confina  ao sexo. Todavia, a fixação cristã no tema, já revela a fixação do tema  como realidade psicopatológica na cabeça dos cristãos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Enquanto sexo for a coisa mais importante, para o  mal, nas cabeça dos crentes, a “igreja” será sempre a mais adoecida de  todas as comunidades humanas, sexualmente falando.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Espero que esteja mais claro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Um beijo,</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Caio<br />
___________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">&#8212;&#8211;Original Message&#8212;&#8211;<br />
From: CONFUSA&#8230;E CANSADA DE MEU MARIDO:ELE SÓ QUER ANAL&#8230;<br />
To: contato@caiofabio.com<br />
Subject: ELE SÓ QUER SEXO ANAL</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Mensagem:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Gostaria de ouvi-lo sobre a minha questão. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Vou fazer 8 anos de casamento. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Tenho uma filha ainda bebê. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Há dois anos meu esposo me traiu.<br />
Foi muito difícil. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Fui acompanhada pelo meu pastor, que foi como um  pai, me deu colo, me ouviu &#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Eu decidi então pelo perdão e tentamos retomar. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ele pediu demissão do trabalho ( pela própria  vontade), já que a pessoa era sua colega de trabalho. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Fizemos terapia individual/casal &#8211; o que nos  ajudou muito nesse recomeço. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Depois de tudo, Deus me deu um emprego  maravilhoso, o qual recebi como um prêmio. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Bem, aí vieram os problemas&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Meu esposo continua em casa, atrás de um <a href="http://www.sitecristao.com/sonho-seu-mar-e-seu-deus-calvinista-i-e-ii/" class="kblinker" title="More about sonho &raquo;">sonho</a>  profissional muito difícil de se realizar. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Eu mantenho a casa e tenho estado muito  desgastada, estressada. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não temos tido um relacionamento sexual  satisfatório, pois só temos tempo à noite/madrugada, quando a filha  dorme; e eu não consigo muito corresponder; acordo muito cedo prá  trabalhar; também não tenho tido desejo&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ele está chato, implicante, reclama de tudo, diz  que eu quero mandar nele, etc&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Estou distante. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Sei que é uma crise conjugal, mas estou muito  confusa. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Algo em mim não vai bem. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Tenho questionado se foi certa a decisão de  retomar o casamento, meus sentimentos&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Além disso, existe a questão sexual. Meu esposo  tem verdadeira compulsão por sexo anal. Não quero, não concordo, não  gosto, odeio&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ele não aceita, tenta me convencer, brigamos&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Será que terei que viver o resto da vida assim ?! </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não quero ! Não posso ! Estou confusa&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Ele me disse que tenho que provar biblicamente que  ele está errado. E agora ? </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Estou disposta a me separar se ele continuar com  essa questão. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Conversamos, mas estamos num impasse. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Enfim, resumindo, está tudo ruim: sexualmente,  relacionalmente, etc&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Depois de tudo o que passei resolvi que estou  disposta a não mais ser infeliz, e nem deixar que NINGUÉM me faça  infeliz. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Eu me amo muito para permitir isso. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">AUTO-PRESERVAÇÃO. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Não sei, mas acho que algo se perdeu em mim, e que  nunca mais retornará. Só ainda não descobri o que é&#8230; o brilho se foi  &#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Obrigado por me &#8220;ler&#8221; &#8230;.. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Com carinho.<br />
________________________________________</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Resposta:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Minha querida amiga: Paz e Lucidez!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Realmente é muito difícil recuperar um casamento depois de uma <a href="http://www.robertosoares.com/voce-nunca-adulterou/" class="kblinker" title="More about traição &raquo;">traição</a>.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A coisa é tão séria que na antiguidade nem havia  discussão sobre a questão.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">De fato, a questão não é apenas relacionada ao  Perdão. Perdão acontece entre a maioria dos casais que passam por tal  crise.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O problema é a encantação. Aí, neste sentido, a  maioria se perde na desvanecencia&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O que “li” e senti em sua carta é basicamente o  seguinte:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
1. Você se decepcionou terrivelmente com ele.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. O perdoou por amor a firma conjugal, como quase  sempre acontece.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">3. Ele além de ter perdido o brilho como marido,  perdeu também como homem. Prova disso são suas palavras: “Meu esposo  continua em casa, atrás de um sonho profissional muito difícil de se  realizar”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. Você, além de desiludida com o marido e com o  homem, ainda sustenta a casa; o que certamente o deixa inseguro; daí as  chatices dele, e o seu cansaço com ele, que é perceptível mesmo na  carta.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">5. E ainda há essa fixação dele na relação anal, o  que também denota um sexo que não contempla a graça do amor, por parte  dele. Já que quem ama não quer só isto; e quem ama, não constrange o  outra a tal se nem é vontade da pessoa.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">6. Seu arrependimento quanto a ter “perdoado”  expressa sua vontade de pular fora.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">7. E seu discurso de Auto-Preservação confirma  isto. Nada de errado. Mas é preciso chamar as coisas pelo nome próprio.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Bem, este é o quadro. Agora vamos às  considerações.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">1. Provavelmente vocês de fato não tenham mais  como acender esse fogo. A menos que você me diga que já houve um tempo  no qual você realmente o amou, e GOSTOU dele como homem, macho, amigo,  amante, marido e companheiro. Se houve esse tempo, há esperança. Mas se  nunca houve, e as coisas foram como foram e ficaram como ficaram,  sinceramente, só um milagre que raramente vejo acontecer pode reverter o  quadro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">2. As demais questões se tornam irrelevantes  diante desse quadro básico, de natureza essencial. Por exemplo, mesmo  crendo que um homem com fixação em sexo anal — ou seja: um cara que só  pensa em sexo com essa inclusão — esteja revelando algo mais profundo de  si mesmo, e não apenas de seus gostos — embora, quem visite este site  saiba que para mim essa é uma questão de acordos internos entre os  casais —, está sobretudo expressando a sua própria falta de realização  no significado do ato sexual. Um homem que só quer fazer se for anal —  ou de qualquer outra forma que se expresse como uma fixação —, está com a  alma tomada não de amor, carinho e desejo, mas de fetiche. Aliás, o  perfil que você descreveu da condição de vida dele bem explica essa  necessidade de ter um fetiche. Fetiches, quase sempre, são fruto da  insegurança, e da necessidade de afirmação e de supremacia.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
3. Diante de tudo o que você disse e descreveu, a questão da fixação  anal dele — e que você usou como um pretexto para terminar o casamento  —, deve ser colocada em seu próprio lugar. Na realidade, se você o  amasse ou gostasse dele, mesmo não gostando dessa fixação anal, você  encontraria um modo de “educá-lo”, e de “moderá-lo”, chegando a níveis  “razoáveis” em relação à questão. O problema é outro. Mesmo essas  questões de tempo, trabalho, filho, dormir tarde e acordar cedo, etc&#8230;  são apenas desculpas. Você acredita que se vocês estivessem bem de alma  um com o outro, qualquer dessas coisas seria um problema? É claro que  não! Gente que se gosta “faz” em qualquer lugar, a qualquer hora, e não  sabe o que é problema. Somente gente que não se gosta é que tem no sexo  um problema. Mesmo aqueles que sofrem de disfunções orgânicas ou  psicológicas, quando se amam, sempre encontrarão um bom caminho sexual.  Desse modo, minha querida, tudo isto é pretexto; e pretexto para algo  que não precisa de pretexto: você não gosta dele, está cansada, perdeu o  encanto, não o admira, detesta transar com ele, e ainda tem que lidar  com o infantilismo fetichista dele, que não quer fazer amor, quer apenas  extravasar a raiva e a frustração dele.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">4. Portanto, pense em tudo com lucidez e decida.  Mas não precisa de muito “arranjo” para justificar. Dois não podem andar  juntos se não houver acordo entre eles? Quando são casados, fica  insuportável a tentativa, por tudo o que um casamento implica.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Bem, era apenas isto que eu teria por enquanto  para lhe dizer. Afinal, quem está dentro desse buraco é você, e não há  ninguém neste mundo com autoridade para ordenar que você fique. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Essa é uma decisão que passa apenas pela sua  relação com Deus, e pelas decisões que você mesma julgue que promovam a  vida, e não o rancor, a amargura, o ressentimento, a frustração, e o  repudio&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Minha oração é que seja qual for o encaminhamento,  você jamais use nada contra ele. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">É lícito a uma mulher “sair fora” simplesmente  porque não mais suporta estar dentro.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">E mais: se você vai sair, saia assim como você  está. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Numa hora dessas o outro começa a pedir uma “razão  objetiva” para explicar a decisão do cônjuge que deseja sair. E, não  raramente, o conjugue já quebrado, carente, cansado e de saco cheio,  acaba arranjando uma “razão objetiva”. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Assim, se relaciona com alguém a fim de ser  descoberto, ou apenas para poder dizer: Viu? Não dá!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O problema é que em geral isso desgraça a  existência da pessoa.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">A melhor e mais razoável razão para duas pessoas  não ficarem juntas, é uma só: elas não se amarem, e não gostarem nem do  cheiro uma da outra!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">O que passa disso é camuflagem da religião a fim  de não encarar um fato simples da confissão cristã:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">“Se eu não tiver amor&#8230;nada me aproveitará”&#8230;nem  o casamento!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Deus abençoe vocês, e os ilumine nesta hora tão  crucial.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Nele, que não se divorcia de nenhum de Seus filhos (mesmo os  divorciados),</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><br />
Caio </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;">Todas as respostas aconteceram em 2003 </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.caiofabio.net">www.caiofabio.net</a><br />
</span></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/acerca-do-sexo-anal/">Acerca do sexo anal</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A moral não é a ética dos evangelhos</title>
		<link>http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 18:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Gênesis do ministério de Jesus é tomar as “talhas que os judeus usavam  para as  purificação” e enchê-las de vinho!
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<a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/">A moral não é a ética dos evangelhos</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Gênesis do ministério de Jesus é tomar as “talhas que os judeus usavam  para as  purificação” e enchê-las de vinho!</p>
<p>E mais: é inegável que Jesus  estivesse também dizendo que Nele, <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a>  estava casando agora apenas com quem  queria talhas religiosas com vinho  novo, na pior das hipóteses; ; e, na melhor  delas, o que se deveria  fazer, era deixar de lado o vinho velho e seu odre roto  e pingantemente  misturado ao próprio vinho, pois, nesse estágio, já não se sabe  mais o  que é odre e nem tampouco o que é vinho! O que se deve fazer é começar   outra vez à partir de conteineres que se deixem curtir no vinho novo,  que de  acordo com o apóstolo João, não é novo, mas aquele que desde o  princípio  tivemos!</p>
<p>Sim, para Ele, aquele odre-vinho-vinho-odre—o da <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religião &raquo;">religião</a> das  talhas de  pedra usadas para as purificações—era já um vinagre, que servia apenas   para ser bebido por aqueles que de tão acostumados que estão aos gostos  ruins,  já não sabem a diferença entre o gosto-gostoso e o  gosto-viciado. É para o  de-Lei-te de seus viciados consumidores que o  vinho-odre-odre-vinho serve ainda  como diversão, sendo que o juízo ao  próximo é o espetáculo!</p>
<p>Os  discípulos de Jesus, todavia, não devem perder tempo com essas  questões, e, por  isto, precisam partir resolutamente para buscar odres  mais adequados à sempre  auto-renovação desse Vinho Novo. Afinal,  ninguém que tenha se viciado no vinagre  dirá que o vinho novo é  excelente.</p>
<p>Ora, a Teologia <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">Moral</a> de Causa e  Efeito é a fabrica de Odres com Grife e  também a marmorearia onde são esculpidas  as talhas de pedra usadas  para as purificações!</p>
<p>O problema é que em  Jesus não dá para se fazer mais nenhum tipo de  aproveitamento dessa Industria  Religiosa e de suas Grifes e Selos  Autorizadas. E a razão é simples: ela está  para o Evangelho de Jesus  assim como um perverso e desumano traficante de  cocaína e heroína está  para o bom samaritano—digo: mal comparando, e, apenas, no  plano das  relatividades humanas, pois, espiritualmente, o meu exemplo é muito   menos grave que o contraste espiritual que tento expressar!</p>
<p>Dali,  infelizmente, nada se aproveitava, pois eles pensavam que fora  dali nada mais  tinha valor.</p>
<p>A prova dessa impossibilidade de reutilização daquele  sistema de  pensamento e suas construções, alcança seu ápice quando Jesus diz que   aquele Templo seria derrubado e que dele não ficaria pedra sobre pedra.</p>
<p>No entanto, para que não sejamos exaustivos demais na demonstração,   quero apenas que você compare os valores anti-téticos dos ensinos de  Jesus em  relação aos da Teologia Moral de Causa e Efeito, vigentíssima  em Seus dias, e,  infelizmente, no nosso tempo também!</p>
<p>E para isto, não precisamos ir além  do Sermão do Monte, ou do Abismo,  como eu explico que ele pode se tornar em O  Enigma da Graça!</p>
<p>A Teologia Moral de Causa e Efeito não pode praticar o  sermão do monte  porque ele inverte complemente os princípios de causalidades por  ela  ensinados. Jesus subverte radical e rupturalmente, de uma vez e para  sempre,  com essa lógica predatória.</p>
<p>Para Jesus os heróis da Graça eram os  anti-heróis da religiosidade que o  circundava e dos valores por ela ensinados.</p>
<p>Para a Teologia Moral de Causa e Efeito, TMCE— como daqui para frente   chamaremos esse derivado natural da Teologia da Terra, filha religiosa  do  Sacrifício Competitivo de Caim —, o humilde de espírito era o lixo  da  espiritualidade; os que choravam eram vistos como  culpados-infelizes; os mansos  eram percebidos como desinteressados pelo  zelo que disputava o espaço no chão da  Terra; os que tem fome e sede  de justiça eram interpretados como seres  equivocados em suas  ignorâncias radicais, pois, a única justiça que os mestres  da TMCE  conheciam era aquela que eles mesmos decidiam.</p>
<p>Já os  misericordiosos eram os que tinham algo a esconder, daí se  protegerem sendo bons  com o próximo; os limpos de coração eram eles  mesmos— os membros daquela  confraria de amigos de Jó, é claro! afinal,  não enxergavam seus próprios  corações, pois só viam para fora de si  mesmos, e, também, não esqueçamos:  lavavam as mãos antes de comer!<br />
Os pacificadores eram, em geral, considerados  amigos de hereges; os  perseguidos por causa da justiça, eram comum-mente aqueles  acerca de  quem eles patrocinavam o cartaz Wanted Dead or Alive! De preferência,   bem dead !</p>
<p>E os injuriados e perseguidos figuravam, sobretudo, como foi  no caso  dos profetas, em sua lista de Most Wanted ! Esses, afinal, os Profetas,   eram sempre a sua pior desGraça, eram os mais terríveis subversivos!</p>
<p>O  seu “sal” não era para a Terra, era apenas uma produção egoísta e  independente  fadada a se petrificar em seus sa-Lei-ros inúteis. Afinal,  não se viam no papel  de dar gosto à vida, mas, ao contrário, o de  roubar-lhe todo o sabor!</p>
<p>Luz do Mundo? Como? Eles não reconheciam nenhum outro mundo que não   fosse o deles!</p>
<p>Quanto a Jesus ter vindo para cumprir a Lei, eles se  perguntavam: Que  Lei? Afinal, Jesus era o des-cumprimento de suas “Leis” a fim  de poder  ser o único cumpridor da Lei da Graça em nosso lugar, para, então,   dizer: “Está Consumado”.</p>
<p>Até mesmo o des-cumprimento da Lei pelos  homens—todo aquele que&#8230;—,  Jesus trata com relatividade quanto a seus efeitos.  Ensina-la  erradamente, faz alguém ser pequeno; ensina-la corretamente e vive-la,   torna alguém grande no reino dos céus. Assim Ele está dizendo que não se  deveria  jamais ensina-la de modo adaptado e nem tampouco cumpri-la de  modo farisaico ou  religioso, pois, para Ele, a justiça excede as  exterioridades na direção de  dentro, pois, nasce no coração.</p>
<p>O que segue é uma des-construção total  de todas as “interpretações” da  Lei, especialmente as explicitamente defendidas  pelos discípulos da  teologia dos amigos de Jó, os escribas e fariseus dos dias  de Jesus e  seus confrades em nossos dias!</p>
<p>“Não matarás”—era o que estava  escrito. Homicídio, todavia, é algo que  sempre começa, lentamente, nos ambientes  de causa e efeito das normas  adoecidas do coração, e tem uma progressão que vai  da ira sem motivo às  tentativas de des-construir o ser do próximo. Por isto, Ele  ensina que  todo homicida existencial precisar se livrar dos desejos de morte   durante o caminho, do contrário, duas coisas lhe acontecerão: ele nunca  mais  terá nenhuma razão para falar com Deus ou tentar cultua-Lo e,  também, esse homem  se tornará vítima de seu próprio ódio e se  alimentará de suas próprias carnes,  por muito tempo—pelo menos enquanto  o tempo for tempo!<br />
O <a href="http://www.robertosoares.com/voce-nunca-adulterou/" class="kblinker" title="More about adultério &raquo;">adultério</a>, para  Ele, acontecia na cama—ou em qualquer outro  lugar—apenas depois de ter sido  praticado muito tempo antes no coração.<br />
Portanto, os maiores adúlteros podem  nunca ter praticado um ato sequer  de adultério. É quando o fazer é um detalhe se  comparado ao permanente  estado de ser dos que nunca cometeram historicamente o  delito, mas que  vivem em permanente estado de imersão interior nos abismos e  dinâmicas  permanentes do adultério fantasioso.</p>
<p>O interessante é que entre  o tema do Adultério e o do <a href="http://www.robertosoares.com/tag/divorcio/" class="kblinker" title="More about divórcio &raquo;">Divórcio</a>, Jesus  introduz a questão das perdas  circunstanciais ou até mesmo de natureza  disciplinar-existencial, que eram nada  se comparadas aos ganhos que  certos “cortes e amputações” produzem para o bem do  ser.</p>
<p>E Sua preocupação maior quando fala do divórcio, não é com o   divórcio-em-si, mas com suas vítimas. Naquele caso, era sempre a mulher.<br />
E  por quê? Porque naqueles dias ela era o objeto descartável em  questão, fruto da  dureza de coração de todos nós e todas as sociedades.  Ele trabalha contra expor  alguém a tornar-se “algo” apenas porque “sem  motivo” sua pessoa foi descartada.  A denuncia, portanto, recai sobre  aquele que “expõe” o outro a ser aquilo que  este não deseja ser. E  depois, o descartador, ainda faz pior: estigmatiza o  “outro” pelo que  ele mesmo decidiu: des-carta-lo! Assim, Jesus se insurge contra  a  estigmatização das desgraças causadas pela infelicidade humana. O que  era uma  total violação dos ensinos da TMCE!</p>
<p>Juramentos e promessas são por Ele  totalmente rejeitados. Primeiro  porque ninguém pode bancar nada em espaço ou  dimensão alguma da vida.<br />
Depois, porque a única dimensão que vale diante de  Deus é a do Hoje.<br />
Portanto, o que Ele espera é que as respostas do ser não  sejam  piedosas, necessariamente, mas, ao contrário, realidades verdadeiras,  como  “sim, significando sim” e “não, eqüivalendo a não”. Para Ele o  “maligno” morava  na fantasia que falsificava a realidade.</p>
<p>“Olho por olho, dente por  dente”—era e ainda é a Lei áurea da TMCE.</p>
<p>Jesus, porém, a relativiza  para sempre, mostrando sua des-construção  como negação de seus princípios de  causa e efeito. Afinal, o que Ele  recomenda é o oposto daquilo quem em qualquer  Moral social, é chamado  de Direito. Ser Seu discípulo não implica em que se  obedeça tais Leis  de causa e efeito, podemos apanhar, ser obrigados, ser até  mesmo  altruisticamente abusados. Estamos livres para tal. Ou seja: Jesus   recomenda que não obedeçamos as Leis de causa e efeito a fim de podermos  ser  Seus discípulos. E isto inclui os inimigos, que são os que mais  poder tem de nos  desviar do curso da Graça e nos fazer cair nas guerras  patrocinadas pela TMCE. O  que eles esperam é uma reação de causa e  efeito. O que Jesus propõe é um efeito  (misericórdia) sem causa  equivalente!</p>
<p>E, assim, Jesus prossegue  des-construindo a Teologia Moral de Causa e  Efeito.</p>
<p>“Guardai-vos de  exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de  serdes vistos por eles;  doutra sorte, não tereis galardão junto ao  vosso Pai que está nos céus”.</p>
<p>Ora, esta declaração de Jesus nos des-monta de tudo o que a TMCE ensina   como verdade, justiça e piedade.</p>
<p>“Perdoa as nossas dívidas assim como  nós perdoamos aos nossos  devedores”—é o golpe de misericórdia que Ele dá na  estrutura de  pensamento desse engano humano.</p>
<p>E pior: as causas de vida e  morte na Terra são aquelas cujos efeitos  são invertidos nos céus. O dinheiro  incluído no pacote das inversões de  valores.</p>
<p>E avisa sobre a não  causalidade entre o comportamento e a verdade do  ser, pois, a “luz que há em  ti”, segundo Ele, podem se tornar nossas  trevas.</p>
<p>Então, Jesus dá um  Xeque-mate! Tem-se que fazer uma opção sobre quem é o  nosso Senhor. E, sendo Ele  o Senhor, o que sobra é “aborrecer-se” e  “desprezar” o antigo senhor, e que  agora tem que ser coisa de nosso  perdoado passado.</p>
<p>Quando Ele fala das  ansiedades da vida e nos recomenda descansar na  Graça Providencial de Deus, o  que Ele também está fazendo é afirmar que  as “Leis de causa e efeito” estão  relativizados pela Graça da  Providência.</p>
<p>O grito que se faz ouvir em  objeção ao juízo contra o próximo, é curto e  decisivo. Juízo tem, quem se  enxerga. Juízo tem, quem não julga. E  juízo tem, quem sabe que por melhor que se  veja a si mesmo, jamais se  verá completamente. Por isto, é melhor não julgar a  alma do próximo  nunca. E a razão é simples: as medidas de nosso próprio juízo  estão  estabelecidas pelos nossos próprios critérios no julgamento que  exercemos  contra o próximo!</p>
<p>E mais: Ele recomenda que não se use nunca as pérolas  da verdade de  nosso ser para alimentar quem só gosta de babugem e depois se  volta  contra nós. A percepção da verdade não a banaliza e nem se faz suicida  por  ela!</p>
<p>Ao recomendar a oração, Jesus estabelece a quebra dos princípios de   causa e efeito. A oração é a devoção que em si quebra as Leis do carma. A  oração  anula a Teologia Moral de Causa e Efeito, pois, dela, até o  pecador sai  justificado.</p>
<p>Neste ponto Ele diz que a Lei e os Profetas não eram  inimigos entre si.  Ao contrário, os Profetas haviam sido os melhores interpretes  da Lei.  Ou seja: antes do Verbo haver se encarnado, foi nos Profetas que a Lei   encontrou sua interpretação e seu melhor cumprimento existencial.</p>
<p>Jesus,  porém, nos diz:</p>
<p>“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam,  assim fazei-o vós  também a eles; porque esta é a lei e os profetas”.</p>
<p>O  “resumo” que Jesus faz de todo o seu ensino é horroroso para o  coração honesto.  Primeiro, porque ninguém, de fato, indo dos abismos da  alma à prática cotidiana,  consegue encarnar o tempo todo essa verdade.<br />
Ao contrário: nós vivemos a  maior parte do tempo de modo oposto, pois,  uma das coisas que a Queda gerou em  nós foi um terrível poder de  auto-engano e auto-anestesiamento.</p>
<p>A  segunda razão pela qual o “resumo” de Jesus é contra nós tem a ver  com sua  propositividade. Jesus propõe que tomemos a iniciativa sempre—  sem amargura, sem  troca e sem negociação—e tratemos o próximo, seja ele  quem for, do modo como  gostaríamos de ser tratados se estivéssemos no  lugar dele. E aqui não importa em  que lugar o outro está, pois, há  única pergunta a fazer é: “E se eu estivesse  nesta situação, como  gostaria de ser tratado?” Ou ainda uma única confissão de  fé a ser  declarada sempre: “Sistematicamente farei pelos outros aquilo que   desejo que os outros façam também por mim o tempo todo”.</p>
<p>Sem falar que  quando alguém não se trata bem costuma piorar no  tratamento com o próximo. Aqui  todos nós temos que humildemente assumir  nosso déficit de bondade e nossa  profunda capacidade de nos  anestesiarmos na vida. A prova disto é que o mundo é  como é—e, pior  ainda: a “igreja” é como é!</p>
<p>Então, Ele entra no Caminho  Estreito e adverte contra o Caminho Largo.  Ora, como nos enganamos! Pensamos  sempre que o <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-o-caminho-estreito/" class="kblinker" title="More about caminho estreito &raquo;">Caminho Estreito</a> é o dos  Fariseus e que o Caminho Largo e o dos  Publicanos e Pecadores. O  Caminho Estreito conduz a Vida, Ele diz.</p>
<p>Então, é fácil saber do que é que Ele está falando. Jesus só recomenda   como Caminho aquilo Ele viveu, e como amigos de caminhada, gente como  aquela com  a qual Ele conviveu.</p>
<p>Como podemos então pensar de modo inverso?</p>
<p>É que somos discípulos da TMCE e não o sabemos. O Caminho Estreito, na   Terra, para Jesus, era justamente aquilo que os fariseus chamavam de  Caminho  Largo. E o que Jesus chamava de Caminho Largo era aquilo que os  fariseus  chamavam de Caminho Estreito.</p>
<p>O Caminho é Jesus, e o jeito de ser, é  também o Dele!</p>
<p>Chega então a vez dos “falsos profetas que se apresentam  disfarçados de  ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. E que ironia.  Jesus diz  que se deve observar causa e feito apenas nas produções do ser.<br />
Isto porque, na utilização do Nome de Jesus com fins lucrativos e   roubadores— ou mesmo pela simples e mera auto-sedução narcisista que o  poder de  encantar e seduzir com o sobrenatural faz nascer como doença  em muitos— não há  uma relação de causa e efeito entre o ser-devorador  (os lobos) e os milagres que  acontecem do lado de fora quando o lobo  fala usando o nome de Jesus.</p>
<p>Não  há nada no mundo espiritual que negue mais as relações de causa e  efeito que  essa inversão. A Graça de Deus é livre para des-conhecer o  suposto  “cordeiro-lobista” e levar a Graça do Cordeiro a quem quiser e  como bem desejar.</p>
<p>Todavia, que ninguém faça disso a evidência de sua <a href="http://www.sitecristao.com/voce-gostaria-que-poucos-fossem-os-salvos/" class="kblinker" title="More about salvação &raquo;">salvação</a>. A salvação   é conhecer e ser conhecidos por Deus, em Jesus. E mais: é produzir o  fruto que  dessa verdade de ser nasce agora naturalmente de modo  sobrenatural.</p>
<p>A  conclusão Dele nos põe diante da necessidade de escolhermos de duas   alternativas, Um Fundamento para a nossa vida. Ou o alicerce de Rocha ou  o  alicerce das regiões arenosas. A emoção cristã, em geral, quando lê  isto aqui é  também pervertida. Pensamos na Rocha com categorias  farisaicas, com suas  manifestações de rigidez, e, sobretudo, de  imutabilidade-morta, sem vida e,  portanto, estática!</p>
<p>Assim, lemos a des-construção da Teologia Moral de  Causa e Efeito feita  por Jesus, no Sermão do Monte para, então, no final,  voltarmos às  emoções patrocinadas pelas Tábuas da Lei de Pedra.</p>
<p>Então,  transformamos o Sermão do Monte em Lei, e, por essa razão, ele,  no mesmo  instante, se torna o Sermão do Abismo, pois, como Lei ele  apenas nos enferma  ainda mais profundamente por dentro, mas não nos  resolve como pessoas, nem  dentro e nem fora—pois em ambas as “locações”  o Sermão do Monte se mostra  inviável: dentro, porque sabemos o quão  anti-natural ele é para a nossa própria  natureza atual, caída; e fora,  porque nossas existências, desde o intimo até ao  comportamento,  inviabilizam sua pratica, isto se não estivermos falando de   amestramento na conduta, mas da honestidade de quem quer ser conforme  sabe que  deveria ser, e não é!</p>
<p>E a maioria de nós existe nesse limbo entre o véu  e a revelação, entre  as Pedras das Leis e a Graça de Pedra. Mas poucos sabem da  Graça da  Rocha e da Rocha da Graça.</p>
<p>E por quê?</p>
<p>Porque nós não  cremos, de fato, que Jesus é a Pedra Angular—não o Jesus  de nossas invenções,  mas o do Evangelho—e nem tampouco cremos que é em  Sua Graça que temos a Rocha da  Nossa Salvação!</p>
<p>A Rocha é essa Palavra da Graça, que quebra os carmas,  destroi os  destinos, arrasa as certezas, desmonta os esquemas, a fim de que  aquele  que se gloria, glorie-se no Senhor. De outra sorte, onde estaria nossa   confiança? Na fé no Deus de toda Graça ou na nossa capacidade de sermos  o  alicerce de nós mesmos?</p>
<p>A Graça é onde o poder se aperfeiçoa na fraqueza,  daí ser o estarmos  fundados nessa Rocha o que nos faz, mesmo em fraqueza,  vencermos as  ondas, os ventos e os açoites das tempestades , e, não tendo do que   gloriar, pomo-nos em pé e dizemos:</p>
<p>Jesus, obrigado por teres feito o  Caminho Largo o Suficiente para eu  passar! E obrigado, porque na minha fraqueza  teu poder se aperfeiçoou  e, assim, tendo provado de todos os tempos, épocas e  estações da vida,  aqui estou para dizer, mais uma vez: ‘Para quem irei? Só Tu  tens as  Palavras da Vida Eterna!</p>
<p>A Rocha é a Graça e a Graça é a Rocha. E  a Palavra é a Vida que se vive  buscando em fé alcançar e conquistar aquilo que  já nos alcançou,  embora nós ainda não a tenhamos plenamente conquistado!</p>
<p>E quem é Esse que deve ser Aquele que é o nosso Caminho? E que Caminho é   esse? e que Rocha é essa?</p>
<p>Jesus é Caminho, Sua Palavra-Encarnada é a  Rocha, e Sua Graça é a Lei  do caminhar!</p>
<p>Jesus é aquele que quando se vê  no Pai recebendo um filho—qualquer  filho—de volta, de antemão avisa: “Não  esperem de mim nada menos que  uma festa regada ao melhor vinho, pois os <a href="http://www.robertosoares.com/?s=pecado" class="kblinker" title="More about pecado &raquo;">pecados</a>  já foram lavados com o  melhor Sangue!”.</p>
<p>Nesse Caminho com Ele, que é um  tabernáculo em movimento, tem de tudo:  <a href="http://www.sitecristao.com/quem-sao-os-anjos-e-demonios/" class="kblinker" title="More about demônio &raquo;">demônios</a> de todos os tipos, tempestades,  perplexidades, interesses  escusos, certezas satânicas, exageros desnecessários,  zelos homicidas,  familiares em pânico, medo de trair, frágeis certezas de jamais  trair,  traição explicita e implícita, negação e morte !</p>
<p>Mas, para além  disso tudo, vê-se que no Caminho com Ele, os ventos  cessam, as ondas se  abrandam, as Leis fixas do universo são  relativizadas, os demônios sabem quem  Ele é e quem somos Nele; e,  assustados reconhecemos Quem Ele É!</p>
<p>Nesse  Caminho as maiores demonstrações de fé vêm de fora da religião,  e, também  ouve-se a ameaça freqüente que Ele faz para que não se julgue  segundo a  aparência, mas conforme a reta justiça, pois, não raramente,  o que é elevado  entre os homens é abominação diante de Deus. Por essa  razão, tanto “malandros  arrependidos” quanto “réus confessos” podem  encontrar seu repouso.</p>
<p>E,  para além de tudo isto, a gente vê a morte sendo morta  definitivamente na  Ressurreição. Todavia, nele também se aprende que se  o Verbo entrou no mundo  pelas entranhas de uma virgem, Ele, no  entanto, saiu da morte ante o olhar de  uma mulher,  ex-possessa-prostituta!</p>
<p>Assim, a Encarnação des-instala a  Moral e a Ressurreição põe o  ser-moral no papel de ouvinte provocado, pois, tem  que crer no  testemunho da Graça nos lábios de quem não gostaria que tivesse sido   escolhida, se acontecesse no dia de Hoje—não para dar testemunho do fato  da  Ressurreição!</p>
<p>Do ponto de vista de uma moral-marketeira-publicitária  Madalena seria  uma testemunha que não seria selecionada, afinal, ela não tinha  nenhuma  credibilidade.</p>
<p>Nesse Caminho ninguém é perfeito, mas é da boca  de crianças de peito e  de pecadores quebrantados onde Ele enxerga louvor.</p>
<p>Sim, nesse Caminho você aprende o que é não estar nem varrido nem   ornamentado, porém, sabendo que se a festa já começa com o melhor vinho,  que  esperar então? Algo menos que a Ressurreição?</p>
<p>Nesse Caminho a gente  aprende que Ele nos conhece pelo nome, mesmo no  dia seguinte àquele no qual o  tenhamos negado—então, choramos amarga e  docemente!</p>
<p>A Graça é a Lei do  Caminho!</p>
<p>E, logo se percebe, porque Ele mostra, que o Caminho é Ele  mesmo, é ser  dele e ser conhecido por Ele, e que isto nos tira todo medo, e nos   conduz à Verdade, e que é somente nela que se pode experimentar a Vida.</p>
<p>Então você olha e o vê em você!</p>
<p>Você já não vive?</p>
<p>Não!  Ele vive em você!</p>
<p>E quem tentará tomar para si esse ser-tabernaculo que  se move pelo e no  Caminho?</p>
<p>Quem?</p>
<p>Não esqueça, o Mais Valente, é o  que faz Mais Valer!</p>
<p>No Caminho, Ele nos garante sempre! Pois é também  apenas no Caminho que  somos salvos de nos tornarmos parte de uma geração  perversa e que  espreita como ave de rapina a alma de seu próximo!</p>
<p>No  Caminho, “o diabo”, está amarrado e suas possessões na casa do  coração são  saqueadas pelo Mais Valente! E “ele” está “amarrado” porque  o “escrito de  dívidas que havia contra nós e que constava de  ordenanças” foi irreversivelmente  “rasgado e encravado na Cruz”.</p>
<p>Nós, por isto, estamos para sempre  livres!</p>
<p>E quando se fala assim, se diz que a salvação humana só acontece  num  embate de Deus contra Deus, onde o próprio Deus seja o Réu-Justo, sendo   julgado pelo Justo-Juiz, o qual, sendo também o Advogado do réu-réu— o  homem—,  possa oferecer o Réu-Justo como substituto em lugar do réu-réu.  Assim é que o  Réu-Justo—aquele que recebe o castigo da mais absoluta  justiça divina contra o  réu-réu—pode ser, Ele mesmo, também, o Advogado  do réu-réu.</p>
<p>E, em toda a  História só há um lugar onde Deus enfrenta Deus, num  combate onde Deus ganha e  Deus perde; onde o réu é condenado e  absolvido; onde Aquele que é o Justo é  feito o Injusto; o que não teve  pecado, é feito pecado em favor do homem e de  Deus!</p>
<p>Somente na Cruz de Cristo Deus-enfrenta-Deus, e Deus se aniquila e  se  supera a um só tempo . Na Cruz, Deus vence a Si mesmo e Sua Misericórdia   prevalece sobre o Seu próprio juízo; sendo Suas palavras finais a  respeito desse  Combate, as seguintes: “Está consumado!”</p>
<p>Ou seja: “Esta luta acabou”.  Mas para os “amigos de Jó” a luta continua  e a alma tem que sofrer todos os dias  a dor de acusações que só a  tornam menos alma e mais feia!</p>
<p>Nós, todavia,  não negociaremos, nem por um momento, a libertação que o  Evangelho de Cristo nós  trouxe de uma vez e para sempre da Teologia  Moral de Causa e Efeito!</p>
<p>Foi  para esses—os discípulos da TMCE—a quem Paulo disse: “Quanto ao  mais, ninguém me  moleste, pois eu trago no corpo as marcas de Jesus”.<br />
“Sem fé é impossível  agradar a Deus”. E sem Deus-contra-Deus é  impossível haver uma fé que justifique  o homem diante de Deus e que  traga a justiça de Deus para a consciência humana.  E essa certeza não  vem com explicações racionais. Ela é filha de uma inerente e   incompartilhável certeza de harmonia com Deus, mesmo no caos! E é filha  da  presença da Cruz sobre nós!</p>
<p>Aos amigos de Jó, o Evangelho diz que o  Senhor Jesus contou uma  parábola:</p>
<p>Propôs também esta parábola a alguns  que confiavam em si mesmos, por se  considerarem justos, e desprezavam os outros:</p>
<p>Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o   outro, publicando.</p>
<p>O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo,  desta forma: Ó Deus,  Graças te dou porque não sou como os demais homens,  roubadores,  injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas  vezes  por semana e dou o <a href="http://www.sitecristao.com/para-que-servia-o-dizimo/" class="kblinker" title="More about dízimo &raquo;">dízimo</a> de tudo quanto ganho.</p>
<p>O publicano,  estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os  olhos ao céu, mas batia  no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim,  pecador!</p>
<p>Digo-vos que este  desceu justificado para sua casa, e não aquele;  porque todo o que se exalta será  humilhado; mas o que se humilha será  exaltado.<br />
?</p>
<p>Somente “os amigos de  Jó” podem ler o Evangelho de Jesus e continuar  pensando como os fariseus. A  Ética do Amor—que é a única ética do  Evangelho— nega todos os pressupostos da  Teologia Moral de Causa e  Efeito.</p>
<p>A Graça inverte os pólos da Ética,  que, em Cristo, se vincula não à  Moral, mas à obediência amorosa a Deus; e se  expressa como resposta da  consciência do <a href="http://www.robertosoares.com/e-pelo-amor-que-somos-reconhecidos-como-discipulos-de-cristo/" class="kblinker" title="More about amor &raquo;">amor</a> à inconsciência do próximo, mesmo  que seja o  inimigo!</p>
<p>E só assim se pode estar livre para agir desse modo,  porque quem vive  na Graça também já não tem mais nada a provar. Afinal, ou é ou  não é! e  também não depende nem de quem quer nem de quem corre, mas de usar Deus   de misericórdia para com esse ser humano! para conosco! os que nos  entregarmos  em fé!</p>
<p>Conforme o apostolo João, a si mesmo se purifica, no amor, todo  aquele  que tem em Jesus sua esperança. Dessa forma, o Evangelho insiste em que   se ande no Caminho da Vida, cuja Porta é Estreita—embora esteja aberta a  todos—e  que nos põe sobe a Lei do Amor.</p>
<p>Sim! o Evangelho insiste em que a Lei do  Amor é o melhor de todos os  fundamentos para a vida!</p>
<p>E isto, para agora  usarmos outra imagem, nos faz ramos da Videira  Verdadeira, tornando-nos, assim,  pela prática da palavra-amor, Seus  ramos-discípulos.</p>
<p>E dessa Videira são  cortados apenas os ramos que se auto-excluem pela  presunção de pensarem que o  ramos pode dar fruto de si mesmo.</p>
<p>À esses, a Videira diz: “Sem mim nada  podeis fazer!!!”</p>
<p>Assim, somos chamados a mamar o amor de Deus e a  crescermos Nele na  frutificação do amor e da misericórdia praticada uns aos  outros.<br />
Isto fará com que o mundo nos odeie!</p>
<p>Afinal, o mundo,  incluindo sobretudo a moral religiosa, é feito de  todos os ramos que  auto-engaram-se crendo que o ramo pode produzir  fruto de si mesmo!</p>
<p>O  mundo são todos os ramos que não vivem da seiva da Videira, por isto  secam e são  lançados ao fogo.</p>
<p>Todo aquele que não depende da seiva da Graça que da  Videira Verdadeira  procede—não importa quem ele seja—, jamais produzira o fruto  que  permanece, pois, este, é o fruto do amor e da vida que brota do  casamento do  ramos com a Videira-Jesus!</p>
<p>Esses não são nunca amigos de Jó, pois, na  Graça, foram feitos amigos  de Jesus, pois, à esses, Ele disse tudo o que tinha  ouvido de Seu  Pai-Agricultor:</p>
<p>“Quem me ama, guarda os meus mandamentos;  assim como eu amo o Pai e  guardo os Seus mandamentos. E os mandamentos, são um:  que vos amais uns  aos outros, assim como eu vos amei.”</p>
<p>Caio</p>
<p><a href="http://www.caiofabio.net">www.caiofabio.net</a></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/">A moral não é a ética dos evangelhos</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O segredo não confessado de Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 03:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[espinho na carne]]></category>
		<category><![CDATA[fraqueza]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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		<category><![CDATA[teologia da prosperidade]]></category>

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 photo credit: [JP] Corrêa Carvalho &#8211; يوحنا بولس
Espinho na carne e carne no Espinho! Que problemão! Será?
Paulo disse que teve grandes visões e revelações espirituais-foi  levado ao Paraíso e ouviu o que ninguém ouve e sabe contar-, e que por  causa disso foi-lhe enviado da parte de Deus um mensageiro de Satanás [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/o-segredo-nao-confessado-de-paulo/">O segredo não confessado de Paulo</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



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<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A doença do véu!'>A doença do véu!</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/sonho-seu-mar-e-seu-deus-calvinista-i-e-ii/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sonho: Seu mar é seu Deus calvinista (I e II)'>Sonho: Seu mar é seu Deus calvinista (I e II)</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Achiote (Bixa orellana) - Urucum" href="http://www.flickr.com/photos/36773603@N04/3567229557/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2425/3567229557_c6d50cbb6d.jpg" border="0" alt="Achiote (Bixa orellana) - Urucum" /></a><br />
<small><a title="Attribution License" href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" target="_blank"><img src="http://www.sitecristao.com/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="[JP] Corrêa Carvalho - يوحنا بولس" href="http://www.flickr.com/photos/36773603@N04/3567229557/" target="_blank">[JP] Corrêa Carvalho &#8211; يوحنا بولس</a></small></p>
<p>Espinho na carne e carne no Espinho! Que problemão! Será?</p>
<p>Paulo disse que teve grandes visões e revelações espirituais-foi  levado ao Paraíso e ouviu o que ninguém ouve e sabe contar-, e que por  causa disso foi-lhe enviado da parte de <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> um mensageiro de Satanás  para que o esbofeteasse, a fim de que o apóstolo não se ensoberbecesse  com a grandeza das coisas que a ele estavam sendo reveladas.</p>
<p>Pediu a Deus três vezes para ficar livre daquele &#8220;<a href="http://charlesgomes.wordpress.com/2009/03/19/espinho-na-carne/">espinho na carne</a>&#8220;.<br />
O Senhor, todavia, não o removeu, tendo apenas dito a Paulo &#8220;a minha  Graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza&#8221;.</p>
<p>Que espinho era esse?</p>
<p>Muita gente boa já fez considerações sobre o assunto. O <a href="http://www.sitecristao.com/o-segredo-nao-confessado-de-paulo/">espinho de  Paulo</a> já foi sua conjuntivite crônica, já foi a perseguição dos  judaizantes, já foi o ter que trabalhar a fim de sustentar seu  ministério, já foi o estilo calamitoso e desassossegado de vida que o  acometeu, já foi a sua não aceitação pela <a href="http://www.robertosoares.com/voce-e-da-igreja-de-jesus/" class="kblinker" title="More about igreja &raquo;">Igreja</a> de Jerusalém, já foi  muita coisa&#8230;</p>
<p>No início da década de setenta, nos Estados Unidos, e depois na década  de oitenta, no Brasil, o espinho de Paulo ganhou outro &#8220;diagnóstico&#8221;.</p>
<p>Li e ouvi pessoas tentando convencer o público do contrário. No auge  da Teologia da Prosperidade, com seus líderes anunciando uma era na qual  a fé rehma curava tudo e que quem não ficasse curado era porque não  cria, o espinho de Paulo deixou de ser associado a qualquer forma de  doença ou debilidade física ou financeira.</p>
<p>Paulo não podia mais ficar doente e só passava privações por  deliberação própria. Gostava! Virara o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Super-Homem_%28filosofia%29">super-homem  de Friedrich Nietzsche</a>. Nem o próprio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche">Nietzsche</a> acreditaria que Paulo se tornou o super-homem dos cristãos, superior ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assim_Falou_Zaratustra">super-homem  de Zaratustra</a>.</p>
<p>O fato é que Paulo, agora, não tinha mais permissão para adoecer.  Seria falta de fé. Afinal, como poderia ele curar se estava doente?</p>
<p>Num mundo onde o poder é do homem, somente seres absolutamente sãos  podem transmitir saúde. Afinal, o dom não é da Graça, mas uma virtude  desenvolvida pelo super-homem.</p>
<p>Assim, o espinho na carne de Paulo deixou de ser qualquer coisa  anteriormente relacionada a ele, tornando-se, assim, qualquer coisa,  menos uma doença física-psicológica ou afetiva, nem pensar!-, mas não  foi identificado como nada objetivo. Apenas se sabia que Paulo tinha um  &#8220;espinho na carne&#8221;, mas não devia ser tão &#8220;importante&#8221;, pois Deus não  quis removê-lo&#8230;</p>
<p>Até mesmo a afirmação apostólica de que o espinho tinha finalidades  terapêuticas não foi mais levada em consideração.</p>
<p>Paulo ensoberbecer?</p>
<p>Jamais!-bradam os <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/" class="kblinker" title="More about santo &raquo;">santos</a> mais santos que Paulo.</p>
<p>E, assim, vão desespinhando a Paulo por uma única razão: Para nós a  Graça não basta e o poder não se aperfeiçoa na fraqueza!</p>
<p>Essa &#8220;graça&#8221; só basta como confeito ao bolo de nossas próprias  virtudes.</p>
<p>Essa &#8220;nossa graça&#8221; não gera humildade e dependência ao Senhor, mas  arrogância e autonomia em relação a Deus.</p>
<p>Esse &#8220;poder&#8221; só se aperfeiçoa como status atribuído ao sucesso das  virtudes da &#8220;fé&#8221; obstinada e que chega onde quer porque assim determina.</p>
<p>Esse &#8220;poder&#8221; gera seres malévolos e essa &#8220;fé&#8221; pode até colocar o  individuo onde ele quer, mas não o põe onde Deus deseja.</p>
<p>Para que se entenda o que aconteceu a Paulo não se tem que saber o que  aconteceu com ele-mas em sua vida interior.</p>
<p>E para sabermos do que se trata, basta que olhemos para nós mesmos.  Boa parte do tempo que se gasta tentando saber informações históricas  sobre o &#8220;espinho histórico&#8221; de Paulo, rouba-nos o tempo da viagem para  dentro de nós mesmos, onde o fenômeno se repete, ainda que exteriormente  ele tenha outra cara, talvez diferente da de Paulo.</p>
<p>Há três princípios que precisam ser entendidos a fim de que se  compreenda acerca do que o apóstolo está falando.</p>
<p>1. O princípio das polaridades:</p>
<p>À toda virtude humana-se assim pudermos definir o que não nasce em nós,  mas vem de Deus-corresponde um pólo desvirtuoso.<br />
Assim, é a abundancia do <a href="http://www.robertosoares.com/?s=pecado" class="kblinker" title="More about pecado &raquo;">pecado</a> que faz superabundar a Graça.<br />
Ou seja: é porque a  mulher da noite escura havia  se dado em muitos falsos  amores-na vivencia de sua  própria carência-, que agora ela ouve o elogio do Senhor dizendo que ela  &#8220;muito ama&#8221;.<br />
Tanto <a href="http://www.robertosoares.com/e-pelo-amor-que-somos-reconhecidos-como-discipulos-de-cristo/" class="kblinker" title="More about amor &raquo;">amor</a>!</p>
<p>Mas e o que havia dentro dela?</p>
<p>Os produtos daquela mesma virtude já tinham tido cara de leviandade,  promiscuidade e vagabundagem-para os expectadores, como o fariseu dono  da casa.</p>
<p>Desse modo, sempre que se vir grandes virtudes pode-se saber que  existe o equivalente polar dentro do mesmo ser.</p>
<p>Daí grandes &#8220;revelações&#8221; se fazerem acompanhar de &#8220;mensageiros de  Satanás&#8221; a fim de equilibrar o bem em nós.</p>
<p>Não há em nós equilíbrio nem para se viver o bem absoluto.</p>
<p>Nada absoluto pode ser dado a um ser caído.</p>
<p>Corrompe-o.</p>
<p>Adoece-o.</p>
<p>O faz cair da Graça.</p>
<p>O único absoluto que não se corrompe num mundo caído é o Absoluto do  amor de Deus.</p>
<p>Afinal, esse é o mundo caído. E nele muitas vezes é do abismo que  somos catapultados aos céus mais elevados na Graça!</p>
<p>2. O principio da corruptibilidade de qualquer poder sem fraqueza:</p>
<p>Todo poder num mundo caído, corrompe-quanto mais todo-poder!<br />
Não apenas o poder político, econômico, intelectual e cultural  corrompem e se tornam instrumentos de controle e soberania, mas até  mesmo as virtudes do poder ético, da <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">moral</a>, da santidade e da própria  sabedoria-quanto mais a revelação!</p>
<p>Por isso é que todos os homens que manifestaram o poder de Deus na  <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/" class="kblinker" title="More about Bíblia &raquo;">Bíblia</a> tiveram que viver em fraqueza.</p>
<p>Poder de Deus sem fraqueza gera o <a href="http://www.sitecristao.com/quem-sao-os-anjos-e-demonios/" class="kblinker" title="More about diabo &raquo;">diabo</a> no ser. Transforma o &#8220;Querubim  da Guarda&#8221; no &#8220;Acusador dos Irmãos&#8221;.</p>
<p>Para o bem da própria alma o ser tem que conhecer, sem poder realizar  tudo o conhece; saber, sem atingir tudo o que discerniu; alcançar, sem  poder dizer que chegou lá sozinho.</p>
<p>É assim que tem que ser num mundo caído!</p>
<p>3. O princípio da Graça só opera como Graça produtiva na fraqueza:</p>
<p>Sem que a Graça se manifesta na fraqueza, não é e nem há Graça. Pois,  nesse caso, a virtude humana e a gloria, é de quem pensa que conseguiu  por conta própria.</p>
<p>Para que a Graça cresça em nós nunca pode haver dúvida acerca de pelo  menos duas coisas: a primeira é que &#8220;não vem de nós&#8221;; e segunda é que  &#8220;não vem de nós para que ninguém se glorie&#8221;.</p>
<p>Então alguém pergunta: Por que?</p>
<p>Ora, digo eu: é que eu sou como eu sou e você é como você é!</p>
<p>Você poderia se imaginar como um ser todo-poderoso e, ainda assim,  essencialmente bom?</p>
<p>Logo que algumas pequenas conquistas aparecem no horizonte mais  banal-não importa se promoções ou se revelações-e o individuo já começa a  mudar.</p>
<p>Chega ao ponto em que a pessoa já fala de si mesma como se fosse uma  &#8220;terceira pessoa&#8221;, um ente diferenciado dele-como se eu só me referisse  aos meus gostos como &#8220;o pastor Caio gosta disso&#8221;-e que passa a ser  tratado como o santo do próprio &#8220;santo&#8221;.</p>
<p>É quando eu sou o santo de mim mesmo!</p>
<p>Poder nas mãos do homem tem que se fazer exercer com espinho na carne.</p>
<p>E Graça na vida humana tem que ser experimentada em fraqueza.</p>
<p>Do contrário, o ser se converte em diabo.</p>
<p>Assim, aprende-se que é melhor ter revelações e ainda assim ter que se  conviver com o mensageiro de Satanás que nos esbofeteia, que ter apenas  cogitação de poder humano e de sabedoria humana, sem qualquer espinho  na carne!</p>
<p>E pior: sem também ter a satisfação de ouvir Jesus dizer: &#8220;A minha  Graça te basta, pois o poder se aperfeiçoa na fraqueza&#8221;. Não se tem que  achar o espinho, ele nos acha!</p>
<p>Não se tem que procurar a fraqueza, ela existe em nós!</p>
<p>Não se tem nem que falar no assunto, ele tem voz própria!</p>
<p>O segredo é aceitar o fato e não deixar de buscar conhecer todos os  andares dos céus dos céus, sabendo que não é a minha virtude que me leva  tão alto, mas a Graça que usou a minha fraqueza para revelar tanto, a  quem antes de tudo já sabe que não tem do que se gloriar.</p>
<p>O espinho na carne de Paulo interessa muito pouco saber qual era.  Interessa mesmo é saber que ele tinha que estar lá.</p>
<p>Caio</p>
<p>Escrito em 6/8/03</p>
<p>Mais textos em <a href="http://www.caiofabio.net">www.caiofabio.net</a></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/o-segredo-nao-confessado-de-paulo/">O segredo não confessado de Paulo</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


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		<title>O que é ser santo?</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 23:54:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[santidade]]></category>

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		<description><![CDATA[(Trecho do livro Oração para Viver e Morrer , páginas 38 a 41, por CAIO FÁBIO, 1994. Digitação de Dora Ramos)
Vejamos o que Jesus estava nos ensinando quando relacionou o tema da santidade à Palavra e aquilo que Deus faz a nosso favor.
1. O tema da Santidade conforme relacionado à Palavra de Deus (João 17:17). [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/">O que é ser santo?</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Trecho do livro Oração para Viver e Morrer , páginas 38 a 41, por CAIO FÁBIO, 1994. Digitação de Dora Ramos)</p>
<p>Vejamos o que Jesus estava nos ensinando quando relacionou o tema da santidade à Palavra e aquilo que <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> faz a nosso favor.</p>
<p>1. O tema da Santidade conforme relacionado à Palavra de Deus (João 17:17). Para Jesus, a Palavra de Deus era o que poderia nos santificar. E para Ele não se tratava de uma definição de santificação esotérica e mágica. Ele não tinha em mente nenhum tipo de exposição mágica da alma humana à Palavra ao fim da qual a pessoa estivesse mais santa. Na sua mente não passavam aquelas &#8220;percepções&#8221; de que a mera exposição à Palavra santificava o ouvinte. Para Jesus, ser santificado tinha, na verdade, uma profunda e indissolúvel relação com a assimilação dos conceitos da verdade de Deus, mediante um aprendizado não apenas teórico e teológico da letra da Palavra, mas mediante a vivência da presença de Deus na história em conformidade com o padrão da Palavra de Deus feita verdade no coração.</p>
<p>Tal percepção da relação da Palavra com a vida deve nos comprometer com a confissão de que Deus é <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/" class="kblinker" title="More about santo &raquo;">santo</a> e com a vivência da santidade. Além disso, ela nos induz também a perguntar por dois conceitos básicos encontrados na prática de Jesus. O primeiro tem a ver com o conceito de Palavra de Deus no entendimento de Jesus. E o segundo é aquele relacionado a como Jesus, à luz de Sua interpretação da Palavra, entendia o tema da santidade.</p>
<p>Comecemos com o que a Palavra significava para Jesus e o que Ele chamava de Palavra de Deus. Inicialmente devemos dizer que Jesus olhava para a totalidade do Velho Testamento como Palavra de Deus (Jo. 5:39). Para Ele a questão nunca esteve entre o que era ou não Palavra de Deus no Velho Testamento, mas, apenas, em como entender, interpretar e aplicar essa Palavra ao contexto da vida humana. Ora, neste sentido Mateus 22:23-46 é o melhor exemplo disso. Nos três episódios narrados naquele texto, a grande questão não é o que é Palavra de Deus, mas como entendê-la e aplicá-la (Mt. 23:2,3). É por esta razão que nós não vemos na prática de Jesus querelas teológicas, na perspectiva seletiva a respeito do que deveria ser retirado do Velho Testamento para ser abandonado ou reforçado na prática dos seus discípulos (Lc. 24:45). Pelo contrário, para Ele, o Velho Testamento dava uma base e finalidade histórica (Lc. 4:16-19). Sua missão tinha suas raízes mais profundas nos <a href="http://www.sitecristao.com/sonho-seu-mar-e-seu-deus-calvinista-i-e-ii/" class="kblinker" title="More about sonho &raquo;">sonhos</a> dos profetas (Lc. 24.27). Seus sofrimentos e glórias já tinham sido vistos e saudados desde o início da caminhada histórica do povo de Israel (Lc. 22.36,37). Ele próprio tinha sido alegria existencial e a inspiração dos patriarcas e profetas (Jo. 8.56). Sua mensagem não era nova, mas o aprofundamento da revelação já existente (Mt. 22:34¬40; Lc. 10.25-28). Sua expectativa de aceitação e rejeição do seu ministério se baseava naquilo que a Palavra lhe autorizava a esperar (Mt. 13.14,15). A própria maneira sombria pela qual ele anuncia sua morte se fundamenta numa interpretação teológico-ideológico da freqüente e histórica atitude do povo de Israel, conforme descrita nas Escrituras (Lc 13.31-35). Para Ele, o Gênesis de 6 a 11 era digno de confiança histórica (Mt. 24.38-39). Além disso, o modo pelo qual ele interpretava a saúde relacional do homem e da mulher se fundamentava na originalidade do plano da criação conforme revelado no Gênesis (Mt. 19.4-6). A conexão entre <a href="http://www.robertosoares.com/?s=pecado" class="kblinker" title="More about pecado &raquo;">pecado</a> e queda, bem como entre ideal e realidade era para ele extraída da Escritura (Mt. 19:7-9).</p>
<p>Até mesmo textos do V.T. de ares místicos foram encarados por ele como absolutamente simples e reveladores do modo pelo qual Deus age na história (Mt. 16.1-4). Assim, tudo que Jesus fazia tinha seu fundamento no Velho Testamento. Seu território ministerial (Mt. 4.12-17), o exercício das curas (Mt. 8.16-17), a <a href="http://www.robertosoares.com/deus-nao-depende-de-pregadores-para-falar/" class="kblinker" title="More about pregação &raquo;">pregação</a> (Lc. 4.16-19), o ensino (Mt. 6-7) e a atitude de discrição e singela misericórdia (Mt. 12.15-21) estavam fundamentados no Velho Testamento. Seu sermão do Monte era, em síntese, a pregação do sonho dos profetas. De fato, o Sermão do Monte é a condensação das utopias dos profetas. Aquilo que eles não tinham conseguido chamar de História, Jesus chamou Vida.</p>
<p>Concluindo, nós poderíamos dizer que, literalmente, toda a Escritura tem em Jesus sua afirmação: o Pentateuco (Mt. 22.23-29), os <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/livros" class="kblinker" title="More about livros &raquo;">livros</a> históricos (Mt. 12.1-7), os poéticos (SI. 118.26;22.8), as sabedorias (Mt. 12.42) e os profetas (Mt. 26.31). O próprio fato de as genealogias de Jesus estarem incluídas nos evangelhos com todas as ambigüidades &#8220;morais&#8221; às quais elas estavam sujeitas, pois Jesus descende de gentios (Mt. 1.3,5), adúlteros (Mt. 1.3-6), prostituta (Mt. 1.6), homicidas (Mt. 1.10) e ancestrais cheios de sincretismos (Mt. 1.7-10), nos mostra que, propositalmente, Ele quer estar ligado à História do Velho Testamento (Jo. 5.39).</p>
<p>Isto posto, devemos agora relacionar a Palavra com o fato de Jesus ter dito que deveríamos ser santificados por ela. Ora, nesse caso nossa visão do escopo e da profundidade da santificação muda radicalmente. Ser santo é buscar ser essencialmente humano, ser parte da história porém vivendo a presença de Deus no mundo (Lc. 7.39). Ser santo tem relação com a busca de uma sociedade sem desigualdades e onde os mais fracos jamais sejam despojados (Mt. 23.14). Ser santo é viver a alegria do conhecimento de Deus com oração e fé e é sofrer as angústias da história como resultado de nossos vínculos com um padrão que o mundo não conhece (Mt. 11.25-27; 5.11-12). Ser santo é ser separado, não dos pagãos; como Israel equivocadamente tentou, mas é viver a diferença radical dos valores do Reino em meio às sociedades pagãs (Mt. 5.43-48). Ser santo é ter na paixão dos profetas a motivação existencial para o nosso enfrentamento histórico do mal (Lc. 13.33). Ser santo é, mesmo em dia de sábado, trabalhar a favor da santidade de vida (Lc. 14. 1-6). Ser santo é colocar o valor da vida acima do valor das coisas, mesmo aquelas mais &#8220;sagradas&#8221; (Mt. 23.23). Ser santo é entender que o altar diante do qual Deus nos quer ver prostrados não é apenas o altar do templo, mas também os altares ensangüentados dos corpos dos nossos irmãos de história e que estão caídos nas esquinas da vida (Lc. 10.25-37). Ser santo é viver a misericórdia no agitado ambiente secular, ao invés de viver a quietude alienada do ambiente religioso que não tem janelas para a história da dor humana (Mt. 9.9-13). Ser santo é acreditar que a santidade não se polui quando toca com <a href="http://www.robertosoares.com/e-pelo-amor-que-somos-reconhecidos-como-discipulos-de-cristo/" class="kblinker" title="More about amor &raquo;">amor</a>, aquilo que é sujo (Mt. 8.1-4; Mc. 7.1-23). Ser santo é não temer ser mal interpretado pela mente daqueles que estão sujos de pretensa santidade.(Mc.7.5;Lc.7.39).</p>
<p>Para Jesus, ser santo é ser verdadeiro para com a nossa condição humana: é ter a <a href="http://www.sitecristao.com/coragem-para-nao-revidar/" class="kblinker" title="More about coragem &raquo;">coragem</a> de chorar em público (Jo. 11.35), de admitir perdas e saudade (Jo. 11.36), de gritar de dor (Mt. 27.50), de confessar depressão (Mt. 26.38), de pedir ajuda emocional (Mc. 27.50), de se confessar cansado (Jo. 4.6), de dizer tenho sede (Jo. 19.28), de confessar dificuldades familiares (Mc. 3.21;Jo. 7.1-9), de admitir que a privacidade é um direito e uma necessidade de sobrevivência (Mc. 6.30-32,45,46). Ser santo é admitir que o amor pode ser exercido na perspectiva da disciplina física (Mc. 11.15-19) e que o &#8220;desabafo&#8221; é um sadio escape quando se está farto de estupidez (Lc. 11.31-32). Ser santo é continuar sendo de Deus mesmo em meio ao mais profundo e inexplicável silêncio divino (Mt. 27.46).</p>
<p>Desse modo, não santificamos a Deus quando falamos o seu nome enquanto furtamo-nos à verdade e praticamos todas aquelas coisas que a Palavra de Deus decreta como abominações, ainda que disfarçados pela nossa pseudo-moralidade. Também não santificamos a Deus com a nossa teologia reducionista e domesticadora da divindade, que pretende reduzi-lo a dogmas, ritos, liturgias e espaços. Também não santificamos a Deus com a nossa noção de sermos secretários da divindade, achando que sabemos tudo sobre Ele, achando que discernimos toda a Sua vontade, como se tivéssemos todas as manhãs uma entrevista marcada com Ele, na qual nos mostrasse detalhadamente todos os caminhos da vida. Blasfema contra Deus quem não pode dizer como Paulo em Romanos 11:33-36, que ninguém jamais conheceu ou penetrou na totalidade dos seus caminhos. Blasfema contra Deus quem não se abriu para o ministério de Deus. Não santificamos a Deus quando todo o nosso interesse em relação a Ele é sermos &#8220;ajudados&#8221;. Ofendemos a Deus não somente pela negação do Seu poder, mas também pela súplica egocêntrica. Não se santifica a Deus quando se estabelece um lugar para ele morar, caindo nas teologias pagãs do &#8220;lugar santo&#8221;. Ora, lugares só são santos quando santificados pela presença de homens santos que cultuam ao Deus Santo. Não se santifica o nome de Deus quando se viola a sua imagem e semelhança nos seres humanos que nos cercam. Não se santifica a Deus onde os pequenos são apenas suportados e os grandes são preferidos. Não se santifica a Deus nas nossas ruas cheias de meninos nus e crus, que perambulam como cães virando latas de lixo. Não se santifica a Deus quando a <a href="http://www.robertosoares.com/voce-e-da-igreja-de-jesus/" class="kblinker" title="More about igreja &raquo;">Igreja</a> se toma um &#8220;bastião&#8221; do poder religioso, capaz de favorecer influências políticas mundanas e iníquas. Não se santifica a Deus quando nossa esposa não é santificada pelo nosso convívio e os nossos filhos e amigos não provam o benfazejo resultado da nossa ligação com Deus.</p>
<p>2. A obra redentora de Jesus conforme relacionada ao tema da santidade: &#8220;E a favor deles eu me santifico a mim mesmo&#8230;&#8221; (v.19) A segunda idéia à qual o tema do Pai Santo e da santidade está relacionada em João 17 é a obra salvífica de Jesus. Isso porque a santificação que o Pai santo pede dos Seus filhos só pode ser vivida em Cristo. É por isso que Jesus, conquanto nos desafie concretamente à vivência da santidade, nos faz provisão espiritual para que tal santificação seja uma possibilidade. Sem tal provisão espiritual a vida cristã é simplesmente impossível. Talvez essa seja justamente a nossa principal falha histórica: tentar viver por nossa própria conta e meios a santidade para a qual somos chamados. Talvez o mais terrível exemplo disso na atualidade esteja exatamente demonstrado na queda dramática e escandalosa de pregadores cujos projetos teológicos e pessoais pregam comportamentos de santidade antropocêntrica. Ora, a única diferença entre legalismo e santidade é que o primeiro é esforço humano e o segundo é obra do Espírito.</p>
<p>Por que estou dizendo isso? Simplesmente para mostrar o que Jesus dissera quando afirmou que a &#8220;favor dos discípulos Ele se santificava a si mesmo&#8221;, era muito mais do que poesia sacerdotal. De fato, tratava-se da mais fundamental afirmação de segurança espiritual que a Palavra de Deus nos oferece. É sabido por todos nós, que Jesus Cristo é a única provisão de Deus para a <a href="http://www.sitecristao.com/voce-gostaria-que-poucos-fossem-os-salvos/" class="kblinker" title="More about salvação &raquo;">salvação</a> humana. E na minha maneira de ver, salvação e santificação andam extremamente ligadas. Para entendermos o tema da santificação, precisamos entender primeiro o tema da salvação e aquilo a que ela está ligada.</p>
<p>Ora, Deus está redimindo hoje o espírito humano de modo forense e judicial, por causa da obra de Jesus na cruz. No entanto, tal salvação também traz consigo o anúncio das boas novas de um processo redentivo, multidimensional, que Deus continua a realizar, atingindo variados segmentos da nossa própria vida. É isto que Paulo diz num texto que tem criado problemas na mente de muitos irmãos: &#8220;&#8230; desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar segundo a sua vontade&#8221; (Fp. 2.13). O fato de a salvação precisar ser desenvolvida não significa que ela tem de ser conquistada. Nós só desenvolvemos aquilo que temos, e nós temos a salvação, definitivamente, pela fé na Graça de Cristo. Tal salvação, precisa apenas expandir-se, corporificar-se e multidimensionar-se na existência humana. É também por isso que Paulo continua apresentando alguns exemplos básicos de como fazer a salvação &#8220;crescer&#8221;: &#8220;sem murmurações nem contendas&#8221;. Ora, isto tem a ver com a nossa interioridade curada e com as relações que precisam ser reconciliadas para que, na História, nos tornemos &#8220;irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, e inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta&#8221;.</p>
<p>A salvação judicial e forense, por meio da fé em Jesus, deve desembocar num processo de humanização, tendo Jesus como protótipo, conforme diz Romanos 8.29 &#8220;Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos&#8221;. A salvação que se recebe pela fé, desse momento em diante, entra na fase de desenvoltura dentro de cada pessoa para quem Jesus é o Salvador, o projeto, o protótipo, a referência e o Mestre. Isto porque o plano de Deus é que esta salvação se multidimensione em cada um de nós, de modo a caminhar na direção de tornar cada pessoa &#8220;conforme a imagem de seu Filho, para que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos&#8221;, os quais são parecidos com Ele.</p>
<p>Assim é que, metafisicamente, aos olhos de Deus, nós somos uma obra acabada. Sua graça nos fez totais aos Seus olhos, de modo que judicial e forensemente estamos justificados. Mas historicamente falando, porém, veja o que Paulo diz em Filipenses 3.12,13: &#8220;Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus&#8221;. No versículo 16 diz ainda: &#8220;Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos&#8221;. O versículo 15 ele já havia dito: &#8220;Todos pois que somos perfeitos, tenhamos este sentimento&#8221;. Os dois elementos (salvação-forense-judicial versus salvação-histórico-processual) estão presentes nestas citações.</p>
<p>Veja o que se diz acerca da salvação forense-judicial: &#8220;Nós que somos perfeitos&#8221; (v.15). Ora, tal afirmação só é possível em Cristo. Fora dele, nenhum de nós, inclusive Paulo, é imperfeito e inacabado.</p>
<p>Veja agora o que se diz sobre a salvação histórico-processual: &#8220;não tenho obtido a perfeição&#8230;mas prossigo para conquistar&#8230;todavia andemos de acordo com o que já alcançamos&#8230;&#8221; (v.12,13,16).</p>
<p>Assim é que, forense e judicialmente estamos perfeitos em Cristo.</p>
<p>Historicamente, porém, estamos ainda a caminho, de modo que a justificação já realizada e acabada em Cristo não deve estagnar o processo histórico de continuidade de nossa salvação. Com relação a este último aspecto, Paulo utiliza em Filipenses três palavras e expressões processuais do tipo &#8220;prossigo&#8221;, &#8220;avançando&#8221;, &#8220;andemos&#8221;, &#8220;não alcancei&#8221;, e &#8220;tenho um alvo&#8221;. São palavras e expressões que nos colocam a caminho e que não permitem que a justificação se engesse no moralista religioso ou se apóie na graça barata.</p>
<p>Ainda em Filipenses 3, Paulo diz que a salvação, enquanto obra a ser desenvolvida, implica num processo histórico, pois tem relação com três tempos: passado, presente e futuro. Ele diz que as &#8220;coisas que para trás ficam&#8221;, para trás ficam; que as coisas do presente ao presente pertencem (&#8220;não que eu tenha alcançado&#8221;) e que as coisas do futuro, &#8220;diante de mim estão&#8221;. Ora, isto é precisamente o que compõe a História: presente, passado e futuro. Portanto, tal salvação-santificação tem que se desenvolver aqui, na História.</p>
<p>Paulo também afirma que este processo histórico pode ser chamado de processo de &#8220;cristificação&#8221;. Esse processo é dinâmico. Ele diz: &#8220;&#8230;não obtive, porém prossigo&#8230;&#8221;. Todos nós podemos alcançar tudo quanto Deus colocou à nossa disposição.</p>
<p>Ora, aqui neste ponto nós voltamos objetivamente ao tema da santificação, e com uma pergunta. Isto porque uma vez que os conceitos básicos relacionados com a salvação estão postos, nós devemos perguntar o que isso tem a ver com a nossa santificação. Não devemos nos esquecer de que em João 17, texto de nosso estudo, o Senhor Jesus disse que Ele mesmo se santificava a nosso favor. Ou seja: há algo da vicariedade de Jesus na nossa santificação também. É bom afirmar isto, pelo simples fato de que há muito legalismo com relação à perspectiva da santificação. Na maioria das vezes, a santificação tem sido entendida como sendo o &#8220;lado humano&#8221; da salvação. Ou seja: &#8220;Cristo nos salvou e cabe a nós tornarmo-nos dignos da salvação através da santificação&#8221;. No entanto, não há santificação possível que prescinda também da graça santificadora de Deus. Com isto não estou dizendo que a santificação não implica em compromissos éticos concretos na história. Se assim fosse, eu estaria negando tudo o que escrevi a respeito da necessidade das nossas vidas confirmarem a revelação da Palavra. Como diz Willian Barclay: &#8220;o cristianismo, como também o judaísmo, é essencialmente uma <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religião &raquo;">religião</a> ética. Por isso se deve dizer que o cristianismo insiste que o ser humano deva viver um certo tipo de vida e ser um certo tipo de pessoa&#8221; (William Barclay; &#8220;The Mind of ST. Paul&#8221;, pág 75).</p>
<p>Do mesmo modo que o Novo Testamento ensina que a salvação é fruto da graça de Deus realizada e consumada em Jesus Cristo, ele nos ensina também que a realidade da santificação se alimenta da mesma fonte de eficácia espiritual: a Graça. A santificação resulta de uma vida que antes de tudo se viu morta em Jesus Cristo para o pecado (Rm. 6.11-14). Na realidade, a questão-chave da santificação se resume na expressão &#8220;estar em Cristo&#8221;. Estar em Cristo significa TUDO na vida cristã. Literalmente, não há qualquer progresso humano possível, fora desse estar &#8220;em Cristo&#8221;. Neste sentido, há uma diferença fundamental entre estar &#8220;em Cristo&#8221; e estar &#8220;na igreja&#8221;. Obviamente acredito que estar em Cristo significa também estar na IGREJA de Cristo. A questão, no entanto, é que a Igreja de Cristo se misturou com aquilo que nós chamamos de Cristandade. Foi precisamente nesse sentido que Santo Agostinho disse &#8220;que a igreja tem muitos aos quais Deus não tem e que Deus tem muitos aos quais a igreja não tem&#8221;. Para Santo Agostinho, a &#8220;igreja&#8221; não era necessariamente a IGREJA. Podia ser apenas uma deformação institucionalizada daquilo que Jesus sonhara.Isso porque, Santo Agostinho quanto nós, acreditamos que quem de fato está em Cristo está na IGREJA, e na comunhão da fé que a verdadeira Igreja promove e para a qual nos convida. No entanto, há aqueles que estão na IGREJA e que não conseguem &#8220;entrar nas igrejas&#8221;. Esses são cristãos, mas não suportam aquilo que nós chamamos de &#8220;cristianismo&#8221;.</p>
<p>Descrevendo esse afastamento do cristianismo em relação à IGREJA conforme exposta no Novo Testamento, Jacques Ellul afirma em &#8220;Subversion of Christianity&#8221; o momento histórico em que essa mudança teve e tem lugar. O momento é exatamente quando sai-se da perspectiva orgânico-qualitativa de igreja para a perspectiva organizacional-institucional (por exemplo, quando a comunidade da fé vira &#8220;-ismo&#8221;). Nesse caso, é como se uma fonte de água viva fosse transformada em um canal de irrigação mais ou menos regulado e estagnado, até ao ponto em que a água da fonte original torna-se totalmente poluída na medida em que ela vai sendo &#8220;mecânica e artificialmente trabalhada&#8221; pelo sistema de distribuição.</p>
<p>De fato, o grande segredo da santificação, como já dissemos, é estar em Cristo e tendo sempre a coragem de verificar se estamos mesmo nEle (II Co. 13.5) Este é o princípio essencial à santificação e às demais virtudes da fé cristã. Do ponto de vista do Novo Testamento, &#8220;em Cristo&#8221; nós temos:</p>
<p>1. Consolação: &#8220;Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, completai a minha alegria&#8230;&#8221; (Fp. 2.1,2).</p>
<p>2. Ousadia: &#8220;Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém &#8221; (Fm 8).</p>
<p>3. Liberdade: &#8220;E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus, e reduzir-nos a escravidão&#8221; (Gl. 2.4).</p>
<p>4. Vitória contra a mentira: &#8220;Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no <a href="http://www.sitecristao.com/busco-o-batismo-no-espirito-santo-e-nao-recebo/" class="kblinker" title="More about Espírito Santo &raquo;">Espírito Santo</a>, a minha própria consciência&#8221; (Rm. 9.1).</p>
<p>5. Promessas: &#8220;&#8230;a saber que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho&#8221; (Ef. 3.6).</p>
<p>6. O AMÉM de Deus à vida: &#8220;Porque quantas são as <a href="http://www.sitecristao.com/angustia-humana-por-promessas-divinas/" class="kblinker" title="More about promessas de Deus &raquo;">promessas de Deus</a> tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para a glória de Deus, por nosso intermédio&#8221; (11 Co. 1.20).</p>
<p>7. Somos santificados: &#8220;À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso&#8221; (1 Co. 12).</p>
<p>8. Somos sábios: &#8220;Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos e vós fortes; vós nobres e nós desprezíveis&#8221; (Co. 4.10).</p>
<p>9. Somos novas criaturas: &#8220;E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: As coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas&#8221; (II Co. 5.17).</p>
<p>10. Somos chamados: &#8220;Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente o que foi chamado, sendo livre. é escravo de Cristo&#8221; (I Co. 7.22).</p>
<p>11. Temos o mais elevado objetivo: &#8220;Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus&#8221; (Fp 3.14).</p>
<p>12. Apesar de tantas vezes sermos imaturos, somos salvos: &#8220;Eu. porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais; e, sim, como a carnais. como a crianças em Cristo&#8221; (I Co. 3.1).</p>
<p>13. Estamos estabelecidos: &#8220;Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus&#8221; (11 Co. 1.21).</p>
<p>14. Podemos andar em vitória: &#8220;Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele&#8221; (Cl. 2.6).</p>
<p>Tudo isso parece simples demais para as mentes mais sofisticadas e teológicas, as quais, por certo, até &#8220;pularam&#8221; esta série de 14 afirmações decorrentes de se &#8220;estar em Cristo&#8221;. No entanto, as coisas acima mencionadas são seriíssimas. Senão veja: se elas são assim tão simples, por que há tão poucas evidências dessa santificação em nosso meio? Por que tanto pecado, imoralidade, roubo, mentira, descrença, administração iníqua dos bens da igreja por parte de líderes? Por que tanta <a href="http://www.robertosoares.com/voce-nunca-adulterou/" class="kblinker" title="More about traição &raquo;">traição</a>, falsidade, calúnia, inveja e maldade? E mais: por que isso acontece tão intensamente dentro da igreja quanto acontece fora dela? E mais: por que os grupos cristãos mais legalistas são, tantas vezes, as mais desgraçadas vítimas desse fracasso?</p>
<p>Talvez tudo isso aconteça pela simples razão de que aquilo que o evangelho nos convida a ser tem íntima ligação com a Graça de Deus. E, nesse sentido, aquilo que o evangelho oferece é intolerável e inaceitável. Você julga que há alguma coisa aceitável na graça? Não! As pessoas não gostam da graça justamente porque a graça não lhes dá controle sobre a situação. A graça não depende de mim. Ela extrapola meu domínio. Não há nada de seguro no fato das pessoas condenadas à morte estarem livres dela porque um desconhecido e Estranho Soberano simplesmente as livrou disso, sem lhes dar qualquer razão justificável para tal ato. A graça é totalmente arbitrária: &#8220;Eu serei gracioso para quem Eu quiser ser gracioso e misericordioso para quem Eu quiser ser misericordioso&#8230;&#8221; Nesse caso não há nada que possamos fazer: não há sacrifícios, ritos, orações, atos de bondade, busca de sabedoria, ascetismo <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">moral</a> e religioso, etc. Nada pode ser feito para se ter controle sobre a graça. Não há trocas a serem feitas, e assim nos sentimos extremamente humilhados na nossa incapacidade de &#8220;justificar&#8221; a relação, pelo menos por um pouco. A graça exclui tudo aquilo que nos garante segurança. Nossos sacrifícios não são aceitos, nossos moralismos são ridicularizados, nossas liturgias são chamadas de cansativas, e nossas justiças próprias são chamadas de trapos de imundícia. Pode haver algo mais afrontoso para a natureza humana do que esse estado de absoluta impotência no qual a graça coloca a todos nós? Não! E por isso que o legalismo é o supremo ato de rebelião contra Deus. O legalismo é mais blasfemo do que o desconhecimento de Deus (Rm. 2.12-16). O sincretismo, o paganismo e a promiscuidade suscitaram menos a ira de Jesus do que o legalismo que lutava contra a graça. Todos nós ficamos possuídos por um desejo obcecante de justiça própria. Temos obcecante desejo por nos mostrar justos e retos. Nossa maior idolatria é aquela na qual nós mesmos somos os &#8220;nichos&#8221; e os &#8220;santos&#8221; do nosso culto moral. Nosso maior prêmio é sermos vistos como justos pela nossa comunidade. Ora, nesse sentido, nós, &#8220;religiosos&#8221;, somos menos suscetíveis à graça de Deus do que as meretrizes e os pecadores da nossa sociedade? Eles já estão &#8220;como canas quebradas e como torcidas que fumegam&#8221; (Mt 12.20). Eles já perderam a chance de lutar pela sua justiça própria. Foi por isso que eles foram os mais receptivos à graça de Deus durante o ministério de Jesus.</p>
<p>Eu quero dizer que a única maneira de receber o beneficio da graça de Jesus que nos santifica é mediante a aceitação da nossa total incapacidade de justificar o que Deus fez e está fazendo em nós. Somente quando nossas armas estão completamente depostas é que o Espírito pode atuar em nós, a fim de nos fazer entrar no profundo processo da santificação. Cristo já fez tudo na Cruz. O que nos resta é exorcizar os <a href="http://www.sitecristao.com/quem-sao-os-anjos-e-demonios/" class="kblinker" title="More about demônio &raquo;">demônios</a> das nossas pretensões religiosas, a fim de sermos suficientemente simples para receber aquilo que só os humildes de espírito admitem: a graça de Deus.</p>
<p>Paginas 38 a 47 de Oração Para Viver e Morrer , escrito por <a href="http://www.caiofabio.net" class="kblinker" title="More about Caio Fábio &raquo;">Caio Fábio</a> em 1992  e publicado em 1994.</p>
<p><a href="http://www.caiofabio.com">www.caiofabio.com</a></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/">O que é ser santo?</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Divórcio</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 23:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto, Palavra ou a Esquizofrenia de Jesus?
Nós lemos Mateus 5: 31 e 32 e pensamos nele com nossas categorias ocidentais, posteriores à predominância política do Cristianismo sobre este lado do planeta, impondo não uma nova consciência, mas apenas uma nova Moral.
Todavia, quase nunca levamos em consideração o contexto no qual Jesus disse esta palavra. Naqueles [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/divorcio/">Divórcio</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto, Palavra ou a Esquizofrenia de Jesus?</p>
<p>Nós lemos Mateus 5: 31 e 32 e pensamos nele com nossas categorias ocidentais, posteriores à predominância política do Cristianismo sobre este lado do planeta, impondo não uma nova consciência, mas apenas uma nova <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">Moral</a>.</p>
<p>Todavia, quase nunca levamos em consideração o contexto no qual Jesus disse esta palavra. Naqueles dias, embora a poligamia e a bigamia-tão constantes no Antigo Testamento- ainda existissem, desde o exílio em Babilônia que ela vinha diminuindo-por questões econômicas, como é obvio! Todavia, ainda que ambas não fossem a norma para a maioria, na prática, no entanto, era ainda uma consciência prevalecente.</p>
<p>Prova disso é que em João 8, no episódio da mulher adultera e Jesus, não se apresenta o &#8220;homem&#8221; com quem essa &#8220;adultera&#8221;, adulterara. &#8220;Ele&#8221;, o homem, estava isento das pedradas. Mas a mulher estava lá, seminua ou nua, exposta a todos.</p>
<p>Portanto, quando Jesus diz que a Lei dizia que um homem poderia des-cartar a sua mulher dando-lhe uma carta de <a href="http://www.robertosoares.com/tag/divorcio/" class="kblinker" title="More about divórcio &raquo;">divórcio</a>, Ele falava isto a uma assembléia machista, que praticava isto com muita alegria e facilidade. Tudo era motivo para se divorciar. Literalmente, por qualquer motivo, como vemos em Joaquim Jeremias e outros especialistas ( Mt 19:3)</p>
<p>Isto para não falarmos na briga doutrinária que havia, nos dias de Jesus, entre as escolas de Shamai e Hillel em relação ao tema em questão. Era o reino da banalidade relacional.</p>
<p>Nesse caso, o que Jesus diz, levando-se em consideração o &#8220;contexto historio&#8221;, é basicamente o seguinte:</p>
<p>1) Se, para vocês, a mulher é adúltera quando trai o seu <a href="http://www.robertosoares.com/o-que-e-casamento-afinal/" class="kblinker" title="More about marido &raquo;">marido</a>, dando-se fisicamente a um homem, todavia, vocês, os homens, cometem muito mais <a href="http://www.robertosoares.com/voce-nunca-adulterou/" class="kblinker" title="More about adultério &raquo;">adultério</a> pelo modo &#8220;natural&#8221; como olham e desejam mulheres (MT 5: 28);</p>
<p>2) Neste mundo onde o homem &#8220;descarta&#8221; a mulher-ela sem direitos a mesadas e a patrimônio, estigmatizada pela Moral vigente e, praticamente, entregue a sobreviver como pudesse-a única clausula, de permissão ao divorcio era se a esposa traí-se o marido; ou seja: &#8220;&#8230; em caso de adultério&#8221; (5: 32b). Nessa caso, o homem poderia dar a ela carta de repudio e divorcio. Naqueles dias, mulheres não se divorciavam dos homens. Era a Lei.</p>
<p>3) A razão, portanto, tinha a ver com o estigma que a &#8220;repudiada&#8221;, a divorciada, carregaria, naquela sociedade, daí para frente. Ao homem era permitido-por qualquer motivo-desamparar a esposa, repudiando-a, e, então, depois disto, era-lhe &#8220;lícito&#8221; escolher outra mulher e seguir adiante com sua vida. Não era sempre bigamia, mas era sempre uma monogamia sucessiva. Ela era extremamente praticada até que Shamai, um rabino, se levantou contra aquela injustiça, discutindo os &#8220;motivos justos para dar uma carta de divorcio&#8221;, que, à semelhança de Jesus, para ele, também era o adultério.</p>
<p>Todavia, a preocupação era com o estado de desamparo no qual ficava a mulher repudiada-divorciada, pois, para todos, ela passava a ser fadada a nunca mais amar ninguém e nem ter ninguém, apenas porque alguém não a quis mais, por qualquer motivo.</p>
<p>Esta é a razão pela qual Jesus-após denunciar o adultério subjetivo de todos os homens-diz que a preocupação era com expor a mulher a tornar-se adultera (Mt 5: 32c), e, também com &#8220;aquele&#8221; que, porventura, à ela se ajuntasse, pois, ele também, passaria a ser visto como o marido da repudiada.</p>
<p>Numa sociedade onde o homem tinha todos os privilégios, incluindo o de ter uma segunda esposa caso a pudesse sustentar, descartar a esposa e entrega-la ao mundo com uma letra R, de Repudiada, escrita na testa, e, ainda, esperar que ela vivesse de vento, expunha-a a tornar-se adultera-fosse pela necessidade de ser sustentada por alguém, fosse pela realidade de ter encontrado alguém. Assim, em Mt 5: 27-28, Ele iguala a todos no nível do adultério subjetivo.</p>
<p>Já em Mt 5: 31-32, Ele nos mostra como uma vítima da dureza de coração de um homem-que descarta e não cuida da vida humana que ao seu lado esteve-pode, numa sociedade regida pela Teologia dos Fariseus, ser ainda mais des-graçada.</p>
<p>O &#8220;repudio&#8221; do homem tornava a mulher, no mínimo, uma &#8220;repudiada&#8221; e, no caso dela prosseguir com a vida-sem ter que se entregar à mendicância-,a exporia a ser vista, para sempre, como adultera. Dessa forma, Jesus afirma duas coisas: primeira, a seriedade do vinculo entre dois seres humanos numa relação de casamento; e, a segunda, a possibilidade de que a alma humana pudesse se endurecer tanto, que usasse a do outro, e depois, simplesmente a descarta-se, sem cuidado e sem proteção. Em outras palavras: Jesus não entrou na questão da Lei-até Moisés teve mais de uma esposa-, mas na questão da misericórdia, e, sobretudo, no tema da descriminarão Moral do infeliz; e, também no tema da Teologia dos Fariseus e a sua dureza predatória- suas Leis de causa e efeito da infelicidade-, que, naquele caso, era uma Lei animal, que tratava a companheira como lixo.</p>
<p>E por que digo isto?</p>
<p>Por duas razões:</p>
<p>1) Porque é o que vejo no trato de Jesus com as mulheres de todos os tipos de vida durante os Evangelhos. Quase todas elas vinham de vidas infelizes, mas todas foram absolutamente acolhidas, a Samaritana, inclusive, com seu &#8220;companheiro&#8221;, acerca de quem Jesus disse: &#8220;&#8230;chama teu marido e vem cá&#8230;&#8221;</p>
<p>2) Minha leitura da <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/" class="kblinker" title="More about Bíblia &raquo;">Bíblia</a>, toda ela, está irremediavelmente ligada à única chave hermenêutica que eu creio que é absoluta: &#8220;O Verbo se fez carne&#8221;-essa é a chave hermenêutica! Logo é no Verbo Encarnado, Jesus, onde vemos o Verbo virar Vida, em todos os sentidos.</p>
<p>Ora, isto nos leva não a ler o que Jesus disse e , para melhor entender o texto, fazermos uma exegese da passagem. Ao contrário: isto nos leva a ler e ouvir o que Jesus disse, e, ver, nos evangelhos, como Ele encarnou aquele Verbo.</p>
<p>Ora, quando fazemos isto, não temos mais o Evangelho que Jesus falou e nós &#8220;interpretamos&#8221; como bem desejamos; e o Evangelho que Jesus viveu, que nós usamos para nos inspirar na fé na fé. E esquecemos que são naqueles encontros com a vida que cada um de Seus ensinos-literalmente, cada um deles-, teve sua verdadeira interpretação.</p>
<p>Jesus nunca ensinou aquilo que Ele não encarnou, como manifestação da Graça!</p>
<p>A tentativa de fazer exegese das falas de Jesus, e não levar em consideração como Ele tratou as pessoas pelo caminho, é audaciosa, pois, coloca-nos como &#8220;os interpretes da Lei&#8221;: com a Chave da ciência debaixo do braço, pondo-nos numa posição na qual Jesus pode ser esquizofrenizado pelas nossas doutrinas e Teologias; ou seja: ensinando uma coisa-geralmente legalista em seus conteúdos-, conforme nós &#8220;interpretamos&#8221; as falas de Jesus; enquanto, também evangelizamos, falando do modo misericordioso como Jesus tratou com <a href="http://www.robertosoares.com/e-pelo-amor-que-somos-reconhecidos-como-discipulos-de-cristo/" class="kblinker" title="More about amor &raquo;">amor</a> os pecadores.</p>
<p>O problema é que, na maioria das vezes, o Jesus que encontra pessoas pelo caminho-gente de todo tipo-, não combina com as &#8220;interpretações&#8221; que fazemos de Suas Palavras.</p>
<p>Quem é que está com problemas? Seria Jesus um &#8220;esquizofrênico&#8221;?</p>
<p>Seria Ele como os fariseus, que diziam e não faziam?</p>
<p>Ou como os &#8220;interpretes da Lei&#8221;, que punham fardos pesados sobre os homens que eles nem com o dedo queriam tocar?</p>
<p>Ou nós é que continuamos sofrendo da doença deles?</p>
<p>Responda-me:</p>
<p>Crendo que Jesus é o Verbo encarnado, como você interpreta o que Ele disse?</p>
<p>À luz dos ensinos de nossos interpretes da Lei? Ou, quem sabe, para o seu próprio bem, conforme o Verbo Encarnado em Jesus!</p>
<p>Jesus é a Palavra sendo interpretada aos nossos olhos!</p>
<p>Afinal, o Verbo se fez carne e habitou entre nós&#8230;e vimos a Sua Gloria&#8230;!</p>
<p><a href="http://www.caiofabio.net" class="kblinker" title="More about Caio &raquo;">Caio</a> Fábio</p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/divorcio/">Divórcio</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


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		<title>A doença do véu!</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 06:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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É somente na Graça que a Escritura não é uma pedra seca e morta. Ora, para que entendamos isto melhor, é necessário que olhemos com carinho para o texto de Paulo em II Coríntios 3: 1 a 18.
A relação de Paulo com os Coríntios foi forte e contundentemente passional. Ele chegara à cidade e lá [...]<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/">A doença do véu!</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>



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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Somebody is watching us por lepiaf.geo, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/ajawin/2834168125/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3212/2834168125_22af31f3e2.jpg" alt="Somebody is watching us" width="500" height="333" /></a></p>
<p>É somente na Graça que a Escritura não é uma pedra seca e morta. Ora, para que entendamos isto melhor, é necessário que olhemos com carinho para o texto de Paulo em II Coríntios 3: 1 a 18.</p>
<p>A relação de Paulo com os Coríntios foi forte e contundentemente passional. Ele chegara à cidade e lá encontrara Priscila e Áquila—um casal de Judeus que haviam deixado Roma porque Cláudio, o Imperador, ordenara que de lá saíssem todos os judeus!</p>
<p>E como eram do mesmo ofício, Paulo e Áquila, começaram a trabalhar e morar juntos, fazendo tendas. Aos sábados, todavia, Paulo pregava na sinagoga!</p>
<p>Havendo conturbação entre os judeus ante a mensagem da Graça em Cristo anunciada pelo apóstolo, Paulo não teve mais ambiente para permanecer usando a sinagoga como lugar de pregação. Então, iniciou seus ensinos da Palavra na casa de Tício, que era vizinha à sinagoga.</p>
<p>Em meio a não poucos conflitos, envolvendo ameaças de natureza tanto legal quanto à vida de Paulo, este temeu. O Senhor, todavia, numa daquelas noites, lhe falou, dizendo: “Não temas! Fica na cidade pois eu tenho muito povo nela”. Paulo, portanto, permaneceu em Corinto quase dois anos.</p>
<p>A relação dele  com a <a href="http://www.robertosoares.com/voce-e-da-igreja-de-jesus/" class="kblinker" title="More about igreja &raquo;">igreja</a> que ali nasceu tornou-se forte, e, como já disse, de certa forma,  passional!</p>
<p>Para concluir isto, basta que se Leia as duas epístola que Paulo lhes escreveu. Todavia, é na segunda carta aos Coríntios que esse sentir apaixonadamente dolorido melhor se expressa.</p>
<p>O interessante é que mesmo em meio à paixão humana do apostolo, é fácil perceber como seus sentimentos aparecem sem comprometer jamais a verdade da Palavra.</p>
<p>Paulo era um homem que sabia sentir a dor da rejeição sem deixar de expor, com isenção, a verdade da Palavra, não adulterando-a jamais a seu favor!</p>
<p>Ora, é nessa viagem entre o sentir humano e a revelação da Palavra, que a verdade se manifesta como resposta divina ao contexto em questão!</p>
<p>A revelação, raramente, não se faz acompanhar pelo sentir de seus mensageiros. Sábios são aqueles que a separam de seu próprio sentir ou os que sentem sem, todavia, sentimentalizarem a revelação à seu favor.</p>
<p>É só assim que uma carta de um ser machucado pode se tornar uma epístola de  um ser inspirado!</p>
<p>Neste trabalho, no entanto, não desejo explorar essa dimensão da veicularão da revelação através dos ambientes conturbados da alma do mensageiro. Para mim, isto é tão óbvio que, pelo menos agora, não é do nosso interesse imediato.</p>
<p>A epístola toda tem sido objeto de inúmeros estudos eruditos. Os “arranjos” à que ela tem sido submetida, são inúmeros. Para nós, no entanto, todas as discussões de natureza literária são irrelevantes. O que vale é a mensagem e, esta, não importando as interpretações de natureza histórico-literária, é a mesma:</p>
<p>Um apóstolo apaixonadamente sofrido, sentindo-se traído e desconsiderado pela igreja que fundou, e que, agora, além de des-conhecer seu pai espiritual, ainda se entregava às seduções de “falsos apóstolos”, dos “obreiros fraudulentos”, que “adulteravam a Palavra de Deus”, e criavam um “outro evangelho”, pois eram, de fato, “mercadores do “evangelho”, ainda que tivessem o impressionante “poder” de se transformarem em “anjos de luz e ministros de justiça”.</p>
<p>A questão é: que “obreiros” são esses e que “evangelho” é esse que subverte aquilo à que Paulo chama de Evangelho da Graça de Deus?</p>
<p>É opinião praticamente unanime que os tais “adulteradores da Palavra” eram os cristãos judaizantes ou os judeus próximos à igreja, e que tentavam, insistentemente, trazer aos cristão a <a href="http://www.robertosoares.com/culpaprova-algo/" class="kblinker" title="More about culpa &raquo;">culpa</a> de não serem pessoas que observam a Lei de Moisés. A prova disto é a seqüência do texto, onde as ilustrações são todas as da Lei e de sua produção na mente humana.</p>
<p>Como eu disse inicialmente, corre-se o risco de se ficar tão impressionado com as “pulsões” emocionais do homem Paulo neste embate, que deixa-se de perceber a mensagem.</p>
<p>Ou seja: fica-se com o que está “escrito” e não se percebe, ao nível da Palavra, o que está, também, “dito”, como expressão dos conteúdos da revelação!</p>
<p>Propositadamente abandono aqui os aspectos de natureza histórico-factual e mergulho exclusivamente na mensagem que Paulo faz viajar em meio às suas dores e passionalidades apostólicas.</p>
<p>Ora, assim fazendo, o que  se vê, é, basicamente, o seguinte:</p>
<p>O que o ministério de Paulo gerara neles, pela obra do Espírito, era algo que realizava o <a href="http://www.sitecristao.com/sonho-seu-mar-e-seu-deus-calvinista-i-e-ii/" class="kblinker" title="More about sonho &raquo;">sonho</a> dos profetas, que era ver a Palavra inscrita não nas exterioridades do comportamento assustado pela Lei, mas impressa na consciência, nos ambientes do coração.</p>
<p>Os resultados da interiorização da Palavra, inscrita pelo Espírito do <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> vivente na consciência humana, não era humanamente realizável, sendo, portanto, algo à que Paulo se refere excluindo-se como agente essencial, pois, ele sabia, aquela era uma obra para a qual não há meios humanos de faze-la acontecer. A participação de Paulo era—sem suficiência própria—, apenas <a href="http://www.robertosoares.com/deus-nao-depende-de-pregadores-para-falar/" class="kblinker" title="More about pregar &raquo;">pregar</a> o Evangelho da Graça e crer que o resto do trabalho era obra do Espírito de Deus.</p>
<p>A certeza de Paulo de que dera uma passo muito para além das basicalidades das pregações estereotipadas e exteriorizadas sobre as virtudes da Lei, vinha do fato que ele sabia que a Lei—conquanto boa e santa—, servia apenas para mostrar a nossa “insuficiência”, em relação a sermos salvos por ela. Paulo não se sentia suficiente nem mesmo para pregar a Graça e suas virtudes—como se procedessem dele—, quanto mais a Lei, como se por ela alguém pudesse ser salvo!</p>
<p>O argumento dele é o de sempre: “a letra mata”. A observância da Lei salvaria apenas aquele que pudesse cumpri-la toda. E como não existe, à parte de Jesus, ninguém que a tenha cumprido complemente—dos ambientes interiores às suas sutis exterioridades—,todos, portanto, por ela, se colocavam apenas sob os desígnios da culpa e da morte.</p>
<p>Tendo isto em mente, chega agora a hora de olharmos para a Palavra e não apenas para a “epístola de Paulo”. E qual é a “mensagem” que ela carrega para nós hoje?</p>
<p>Inicialmente, Paulo diz que a Lei e sua Gloria são coisas de outrora, diante da sobreexcelente Gloria do evangelho da Graça de Cristo. Todos os verbos por ele usados em relação à Lei a posicionam no passado da revelação da Graça.</p>
<p>O que segue é a incomparabilidade de ambas as revelações: A Lei era externa, a Palavra é interna. A Lei era o ministério da morte, a Palavra é o ministério da Vida. A Lei falava de condenação, a Palavra fala de justificação. A Lei se desvanecia, a Palavra brilha de Gloria em Gloria.</p>
<p>E é neste ponto que Paulo assume a maior ousadia quando compara a caducidade, o esclerosamento da Lei frente a eterna vida produzida pelo ministério do Espírito.</p>
<p>Mas sua ousadia não pára aí. Ele chama, fundado na  certeza da Graça, até mesmo Moisés para um frente a frente, pois, diz:</p>
<p>“E não somos como Moisés que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do se desvanecia”.</p>
<p>Assim, ele diz que na Graça ele se sente com ousadia para tirar até mesmo a mascara de Moisés. O véu de Moisés, para Paulo, não escondia a Gloria, mas seu desvanecimento, sua morte, sua incapacidade de reacender a face, mediante a Lei, com a Luz da Graça.</p>
<p>O problema, para o apostolo, é que aquele véu se tornara um elemento de natureza espiritual. O véu se transformara numa camada de presunção que cegava os sentidos para as demais percepções da vida!</p>
<p>Ora, como a Lei estava dada, e sua constituição era fixa—desde o elemento no qual fora inscrita: pedra—, até mesmo as suas observâncias externas tornavam-se, também, fixas. Portanto, dela não se poderia esperar que nascesse vida, pois, esta acontece apenas onde há o humos da liberdade.</p>
<p>Assim, diz Paulo, há um véu espiritual sobre os sentidos  embotados de todos os legalistas, sejam eles judeus ou não!</p>
<p>A Lei embota os  sentidos!</p>
<p>A Lei tira a sensibilidade para a Palavra!</p>
<p>Somente a “conversão” ao Senhor—e aqui Paulo não fala de se tornar “cristão” ou “membro de igreja” ou “crentes na Bíblia”, conforme hoje entendemos a idéia de “conversão”, mas de se render à Graça em Cristo—, é o que pode des-anuviar os sentidos cegados pela presunção gerada pelo sentimento de superioridade oriundo da observância externa da Lei, bem como, pelo pre-conceito que dela se origina, criando uma barreira invisível para a percepção da Palavra no coração.</p>
<p>“Até  hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que diz  Paulo!</p>
<p>O que Paulo nunca imaginou é que dois mil anos depois nós ainda constatássemos a mesma cegueira, e muito menos ainda poderia ele imaginar que tivéssemos que repetir a sua frase relacionada aos judeus legalistas, agora, reatualizada e aplicada aos “cristãos”.</p>
<p>“Até hoje, quando é lida a <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/" class="kblinker" title="More about Bíblia &raquo;">Bíblia</a>, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que com dor melancólica tem-se que dizer acerca da grande maioria dos cristãos, especialmente de seus “lideres” e “mestres”.</p>
<p>Assim, o que se disse acerca “deles” é o mesmo que hoje temos que admitir acerca de “nós mesmos”, pois, se ainda há Lei, não há revelação da Graça.</p>
<p>Isto porque somente na Graça o véu é retirado. E este tirar o véu é fruto da libertação do medo, e que só acontece em nós como obra do Espírito no coração do ser humano que não tem nenhum tipo de auto-suficiência, porque confiou des-assustadamente na obra consumada de Jesus na Cruz.</p>
<p>Assim, onde  está-há o Espírito do Senhor, aí está-há liberdade!</p>
<p>Neste ponto o argumento  de Paulo nos remete, na Graça, para uma postura diametralmente oposta àquela  gerada pela Lei!</p>
<p>A Lei cobre o rosto, esconde o ser, camufla a culpa, veste-se de exterioridades compartimentais, se jactancia de seu conhecimento e teme mostrar a cara a Deus e ao próximo, daí, pela Lei, o ser não revelar jamais seu interior, pois, em o fazendo, mostrar seu estado de desvanecencia!</p>
<p>Na Graça, todavia, a <a href="http://www.sitecristao.com/voce-gostaria-que-poucos-fossem-os-salvos/" class="kblinker" title="More about salvação &raquo;">salvação</a> é o posto. Se a Lei cobre a face e esconde o ser, o Espírito, e a confiança na suficiência de Cristo, nos põe no extremo oposto dessa atitude:</p>
<p>“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando como por espelho a gloria do Senhor, somos transformados de gloria em gloria, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”—é o argumento antitético de Paulo.</p>
<p>E mais: não é algo apenas que ocorre na perspectiva individual, mas  também, comunitária. Afinal, Paulo diz: “E todos nós&#8230;”</p>
<p>A minha tentação agora é prosseguir em II Coríntios. Todavia, julgo ser mais sábio—a fim de ser também sintético—, parar por aqui a fim de verificarmos as implicações dessa verdade em relação à nossa temática.</p>
<p>Primeiramente quero chamar a sua atenção para um fato. A maioria dos comentaristas bíblicos fica tão aferrado ao sentido “histórico” da Escritura em questão que não se dedica à percepção do que está dito para nós hoje.</p>
<p>Em segundo lugar, fica também claro que como nós somos seres ocidentais— de origem não judaica apesar de que, quase todos nós, sermos pessoas de origem culturalmente judaico-cristã—, na maioria das vezes, nos permitamos ler a passagem apenas como critica aos judeus legalistas ou aos cristãos judaizantes; esquecendo-nos que a Escritura em questão não é “pedra”, é Palavra do Deus Vivente, e é re-atualizada em cada novo contexto da história. Portanto, é algo para nós, hoje!</p>
<p>A terceira observação é que as implicações do que Paulo diz aqui, transcendem, em muito, ao contexto histórico imediato, e recaem sobre todos os conteúdos da Teologia <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">Moral</a> de Causa e Efeito—sejam eles judaicos, espíritas kardecistas, afro-ameríndios, católicos, <a href="http://www.robertosoares.com/o-que-jesus-faria-se-fosse-evangelico/" class="kblinker" title="More about evangélico &raquo;">evangélicos</a>, animistas ou hindus!</p>
<p>Aí está o nosso problema: nós lemos a Palavra emblematicamente, o que nos faz pensar que ela foi dirigida a “outros”, não à nós!</p>
<p>Assim, onde se diz judeu não se pensa em nada que não seja “judaico”. É o que está “escrito” trabalhando contra o que foi “dito”!</p>
<p>A questão é que na maioria das vezes, onde se lê, negativamente, “judeu” ou “fariseu”, dever-se-ia ler “legalista”, “moralista”, “auto-suficiente”, ou mesmo, um praticante de qualquer Teologia Moral de Causa e Efeito e seus pretensos elementos de auto-justificação, fundados na presunção humana de agradar a Deus por seus próprios méritos!</p>
<p>Ora, isto posto, o texto em questão tem naqueles que Paulo chama de “todos nós com o rosto desvendado” um grupo que na história do Cristianismo é uma minoria insignificante!</p>
<p>A maior parte de nós é membro da “igreja em Corinto” e somos traidores do apostolo Paulo, pois nos entregamos aos “falsos apóstolos” e a seu “evangelho adulterado”, mesmo que embrulhado com papel de presente estampados com símbolos “cristãos”.</p>
<p>Quem,  honestamente, pode dizer que a História do Véu não é também a História do  Cristianismo?</p>
<p>Quem, sinceramente, não percebe que nós somos hoje, na maior parte dos casos, a repetição dos mesmos conteúdos humanos e espirituais contra os quais Jesus, os profetas, Paulo, os apóstolos e a Palavra se insurgem nas Escrituras?</p>
<p>Ninguém se engane!</p>
<p>Nós, cristãos, somos também parte do Povo  do Véu! E nossos sentidos estão igualmente embotados para a percepção do  Evangelho!</p>
<p>Como eu já disse antes, a aceitação do Jesus Histórico nada tem a  ver com o acolhimento dos conteúdos de Sua Palavra!</p>
<p>Ou seja:</p>
<p>É possível  conhecer a Jesus segundo a carne e não segundo o Espírito!</p>
<p>É a pressuposição da vigência da Lei o que nos impede de discernir o espírito da Palavra e a palavra do Espírito, com liberdade para mostrar a cara, crendo que somente pela expressão des-amedrontada do ser que confiou na Graça, é que vem a conversão incessante, de gloria em gloria, tendo a Jesus como a referência-infusa-cotidiano-existêncial, para a mudança.</p>
<p>Hoje as pessoas se  convertem à “igreja”, não à Cristo!</p>
<p>É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados entre nós. E pior: não enxergamos nada disso, pois, à semelhança deles—os judeus, os fariseus, os cristãos judaizantes—, nossos sentidos também estão “embotados”.</p>
<p>A Graça é hoje a mais  escandalosa de todas as mensagens cristãs!</p>
<p>E é por esta razão que não se pode nem mesmo usar mais as “nomenclaturas” do Cristianismo a fim de definir o conteúdo das palavras do Evangelho, pois, quase todos os termos se revestiram de outras conotações e de outros conteúdos.</p>
<p>A terminologia já não serve mais, pois, seus conteúdos foram adulterados por um “outro evangelho”, que usa os termos de sempre, mas nega, na prática, seus conteúdos inegociáveis e eternos!</p>
<p>Por exemplo, para Paulo, “lutar juntos pela fé evangélica” significava não fazer concessões que adulterassem os conteúdos do Evangelho da Graça de Deus!</p>
<p>Hoje, todavia, isto significa nos unirmos contra os que não  nos aceitam como os “representantes” de Cristo na Terra!</p>
<p>Ora, neste sentido—com as conotações que a palavra “evangélico” carrega entre nós—, Paulo já não a usaria, pois, nossa prática relacional nega aquilo que ele entendia como evangelho; e nossos conteúdos, falsificam ainda mais o significado original da mensagem à qual ele fazia referência.</p>
<p>Pior do que isto, entretanto, é saber que Paulo, por exemplo, não nos reconheceria como cristãos, mas como pagãos não convertidos ao Evangelho da Graça de Deus!</p>
<p>Por muito menos ele  escreveu aos Galatas e aos Coríntios temendo haver corrido em vão!</p>
<p>Mas e se ele estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? se visse “cristãos” curvados aos <a href="http://www.robertosoares.com/o-idolo-nao-e-nada-no-mundo/" class="kblinker" title="More about ídolo &raquo;">ídolos</a> visíveis e invisíveis, cultuando imagens—que vão das de barro e gesso à imagem como reputação ou, marketeiramente, apenas como “imagem”? e se assistisse pela <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/televisao" class="kblinker" title="More about televisão &raquo;">televisão</a> a venda de todos os significados cristãos na forma de crença em objetos de energia espiritual pagã? e se visitasse uma “igreja” e assistisse filas de pessoas para andarem sobre sal grosso, ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus—que nesse caso é iluminada com neon e não passa de um tapume religioso extremamente brega—a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? e se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como <a href="http://www.sitecristao.com/para-que-servia-o-dizimo/" class="kblinker" title="More about dízimo &raquo;">dízimos</a>, como troca de bênçãos por dinheiro, de cura pelo sacrifício de longas novenas e correntes, que só não são “quebradas” se a pessoa não deixar de largar sempre algum dinheiro no altar-bolso dos pastores?</p>
<p>O que enojaria a Paulo, todavia, seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” ––e que no caso é um suco de uva—e, segundo o anuncio, a pessoa deve ir ao templo e levar para casa o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. Desse modo estão voltando para muito menos que as materialidades da imolação do sangue de um cordeiro—ordenada por Deus no Êxodo — indo para um poderoso suco de uva. E o suco de uva, que é menos que o sangue de um cordeiro na simbolização do Êxodo—período usado pela seita para amparar biblicamente a sua campanha de dinheiro—, é apresentado como “o Sangue do Cordeiro”, que não é mais o que Jesus fez na Cruz e é apropriado somente pela fé na Palavra, mas passou a ser um fetiche, uma pedra de toque, uma imantação animista da uva, uma regressão ao paganismo mais primitivo, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico de uma verdade com a qual não se brinca impunemente: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, tem a vida eterna&#8230;As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida”—conforme o Cordeiro.</p>
<p>Desse modo, Paulo veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos à Baal, para as imagens de escultura, para um tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir.—coisas essas, que até mesmo perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas! A epistola aos Hebreus foi escrita por muitíssimo menos!</p>
<p>Fazer o que estão fazendo da <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/" class="kblinker" title="More about santidade &raquo;">santidade</a> do sangue do Cordeiro, tornando-o num amuleto de infusão animista e de interesse cambista, e que se materializa num suco de uva que carrega em si o poder de benzer uma casa e protege-la de todo mal, é insuportável, enojante, blasfemo e é Anátema!</p>
<p>Paulo vomitaria!</p>
<p>E Jesus?</p>
<p>O escritor de Hebreus diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias—fazendo Dele um produto de barganha, mágica e fetichismo, e que leva as pessoas não à Jesus, mas sim à “sessão”, pois, também segundo os mesmos “pastores”, Deus só fala no lugar onde eles, os pastores, estão com a sacola na mão!</p>
<p>E eles precisam que Deus se confine em seus templos, se imante nos seus sucos de uva—e outros produtos mágicos—e se deixe comprar pelo dinheiro depositado como sacrifício aos pés desses lobos que oferecem a Jesus como “poder” que se leva para casa em “pacote”; Cristo como “produto simbólico” que pode ser o Pai das luzes, não conforme Tiago, mas conforme Alam Kardec; o Sangue do Cordeiro como suco de uva bom para “proteger a casa”; sim! assim fazendo do que foi feito por Jesus, de Graça, de uma vez e para sempre, algo a ser vendido pelos camelôs do engano e do estelionato!</p>
<p>Meu Deus, e se&#8230; Paulo visse&#8230;!?</p>
<p>Sim, e se Paulo nos visitasse? que epístola nos escreveria? Será que a escreveria? Será que não nos trataria como o fez com as “sinagogas” durante a sua vida?</p>
<p>Ou seja: sendo acolhido e sendo-lhe dada a palavra, ficava até ser expulso, para depois disso abrir uma nova porta à Palavra, mesmo que fosse na casa vizinha, como foi no caso de Corinto!?</p>
<p>Ora, ser evangélico, antes–digo: para Paulo—significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma “igreja”, uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo, falsificou-o e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” simbólico.</p>
<p>Assim, ser evangélico já não tem nada a ver com ser Povo das Boas Novas de Jesus, mas ser membro de uma instituição religiosa que se utiliza das terminologias, enquanto, na maior parte das vezes, nega os conteúdos originais da expressão.</p>
<p>E se continuarmos assim, dentro de pouco tempo, quem for genuinamente evangélico—ou seja: alguém que crê conforme a Boa Nova da Graça em Cristo revelada nos evangelhos—, terá que deixar de se auto-definir desse modo sob pena de que as pessoas pensem que o Evangelho tem alguma coisa a ver com os “evangélicos”.</p>
<p>Nos dias de hoje, quase sempre, ser “um evangélico” já não  tem nada a ver com ser evangélico conforme o apostolo Paulo.</p>
<p>Hoje, quando um evangélico “evangeliza”, em geral, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder histórico visível. Ou seja: “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de que se quer salvar as almas do <a href="http://www.robertosoares.com/cristo-salva-ate-no-inferno/" class="kblinker" title="More about inferno &raquo;">inferno</a>. Pelo menos é isto que se diz e é isto que as “ovelhas” pensam, pura e ingenuamente.</p>
<p>De fato, se se conversar ou se se tiver alguma intimidade com o meio pastoral, ver-se-á que na maioria das vezes corre-se não atrás da vida humana, mas dos recursos humanos que com as multidões também chegam para dentro do negócio <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religioso &raquo;">religioso</a>.</p>
<p>Portanto, não é de admirar que o marketing seja hoje um dos mais importantes instrumentos usados pela “igreja”. Apenas uma “igreja” precisa de marketing. Isto porque quem de fato é, não tem que se preocupar em parecer ser.</p>
<p>O marketing religioso é o lugar onde nossos ídolos são fabricados e polidos, de tal modo que sua “imagem” possa continuar a inspirar os devotos ou a enganar os que se impressionam com aparências.</p>
<p>O marketing como pro-moção pessoal, é  moral, pois, é imagem de escultura, sendo, também, idolatria!</p>
<p>Explosão numérica, na História da Igreja, quase sempre correspondeu a diluição tanto da Palavra, como do caráter do discipulado, bem como implicou em des-significação da alma humana, afinal, uma multidão pode se beneficiar da Palavra, quando há Palavra, mas não pode experimentar reconstruções de individuação, pois, nas massas, ninguém cresce como indivíduo na comunhão fraterna, na afirmação individual e nos carinhos de quem conhece e se importa, pois, tais realidades, inexistem em todo processo de massificação.</p>
<p>Além disso, milhares de “acomodações” precisam ser feitas em relação ao conteúdo essencial do evangelho quando se utiliza do marketing religioso ou das associações políticas, culturais e econômicas que daí advêm— ou seja: da rendição ao significado-des-significado do capital das massas, que são reduzidas apenas ao testemunho de poder majoritário que elas trazem aos lideres, enquanto as almas dos indivíduos viram apenas números.</p>
<p>Quando Paulo evangelizava isto significava levar às pessoas a consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na perspectiva individual, como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura, que já começa a se humanizar na Terra, nos vínculos e nas mutações dinâmicas e permanentes que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!</p>
<p>Desse modo, como já disse antes, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois, voltamos atrás, e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo!</p>
<p>Isto nos coloca, no mínimo, diante de três reflexões. A primeira é que a atual “consciência cristã”, é, na maior parte das vezes, anti-cristã, e uma clara e escrachada negação dos conteúdos do Evangelho de Jesus!</p>
<p>A segunda, é a impossibilidade hermenêutica de que a Leitura da Escritura feita com “véu na face” possa nos conduzir à revelação da Palavra da Graça!</p>
<p>Portanto, não importa o “método” ou a “escola hermenêutica” em questão. Na Graça até o pior de todos os “métodos” trás mais revelação da Palavra que o melhor método hermenêutico usado com as viseiras da Lei, da Moral, dos Legalismos, dos Carismatismos narcisistas (que faz do totem carismático a forma referencial de ser para os demais), e seus derivados!</p>
<p>Todos são apenas  o sub-produto da formula conceitual da Teologia Moral de Causa e Efeito!</p>
<p>?</p>
<p>É triste ver pessoas cristãs, inteligentes, cultas, preparadas, letradas, instruídas, e com capacidade de “ler”, não conseguirem levar as implicações do que entendem, mesmo do ponto de vista da compreensão cognitiva, até as últimas conseqüências de sua própria percepção!</p>
<p>E por quê? Porque ainda estão presas às sistematizações da Lei às quais o Cristianismo subjugou a Palavra que pode nos libertar! Mas não sendo a Palavra, não liberta. E se não liberta, escraviza e gera medo!</p>
<p>Enquanto não se abandona o véu e se põe a cara para fora, olhando na Graça para a Graça, não se vive a dinâmica da conversão que muda não apenas as exterioridades do comportamento, mas as essências do ser e isto de modo constante e permanente.</p>
<p>Afinal, são dinâmicas  diametralmente opostas entre si: uma cobre a face, a outra a põe para  fora!</p>
<p>Ora, isto no remete para a terceira constatação. A Teologia Moral de Causa e Efeito—que é a mãe da Síndrome do Véu—é a patrocinadora de nossas piores doenças!</p>
<p>O medo que esconde o ser transforma o interior humano num viveiro de enfermidades psicopatológicas. Literalmente, o ser se desvanece. Assim é que a História do Cristianismo é eivada de enfermidades numa demonstração tão escandalosa que nega a fé em Jesus.</p>
<p>Ou seja: se o Evangelho de Cristo gera algo como o Cristianismo e seus derivados históricos—incluindo-se, obviamente, os “evangélicos”—então, ele não é a Verdade!</p>
<p>Assim, os cristãos, até neste particular, foram objeto de seu próprio veneno e juízo sobre os demais homens. Pregaram não a Graça, mas a teologia de causa e efeito e seus veredictos.</p>
<p>Hoje—e não é de hoje—os mesmos critérios se voltaram contra nós. Ao nos oferecermos ao mundo como o efeito visível de nossa relação causal com Deus, e, após isto, com a maior cara-de-pau, nos exibirmos como a demonstração comportamental do efeito, sem o percebermos, demos e continuamos a dar um passo a mais em nosso auto-enagano: jactamo-nos de nosso comportamento e, sem o discernirmos, tornamo-nos aos olhos do mundo a Causa de nossa própria salvação. E como nosso “showcase” de comportamento nega a mensagem de Jesus, e, pior ainda, como nossa saúde humana e histórica não visibiliza nem mesmo aquilo do que nos jactamos—nossa superioridade Moral e humana sobre os demais homens—, caímos em nossa própria armadilha e desviamos o olhar humano do único ponto de referência para todos—para o indivíduo, a igreja e o mundo—, que é Cristo.</p>
<p>Esta é a razão pela qual o Cristianismo, no mundo ocidental, tornou-se o principal patrocinador da des-percepção do Evangelho e o agente mais corruptor de todos os conteúdos da Verdade de Deus em Sua Palavra.</p>
<p>O Cristianismo histórico se tornou o pior promoter de qualquer Palavra do Evangelho, pois, para nós, o Evangelho é apenas uma versão cristã da Lei, e de uma Lei brega, feia, estereotipada, infantil, presunçosa e des-cumprida pelos seus patrocinadores.</p>
<p>Assim, a doutrina do Purgatório é verdade para todos os cristãos—incluindo  os protestantes e evangélicos!</p>
<p>E por quê? Ora, dizemo-nos “salvos” pela Graça, na chegada. Daí em diante, somos “santificados” pela Lei. Então, ficamos num limbo, num purgatório existencial sobre a Terra, pois, nem nos tornamos filhos da Graça a vida toda e nem nos entregamos aos rigores da Lei com honestidade. Desse modo, não usufruímos nem a saúde e nem a paz que vem da Graça e, nem tampouco, conseguimos viver pela Lei. Ou seja: vivemos em permanente estado de transgressão e culpa.</p>
<p>E quanto mais existimos nesse “purgatório”, mais orgulhosos, raivosos, arrogantes e mal-humorados nos tornamos. Afinal, nós sabemos que nós não passamos de um grande “estelionato” histórico, pois, no coração, nós temos consciência de que não somos nem uma coisa nem outra: nem Gente da Graça e nem tampouco o Povo da Lei.</p>
<p>Então, nos tornamos os doentes  que vendem cura!</p>
<p>Somos como o homem que sofreu um derrame generalizado—perdendo seus movimentos e poder de agir—e, ainda assim, se oferece ao mundo para dar aula de levantamento de peso, estética corpórea, e garante que é capaz de correr as Olimpíades, não sendo capaz de nem mesmo enxugar a própria baba que cai de seus lábios arrogantemente murchos, e, muito menos ainda, é capaz de cuidar do próximo que vive ao seu lado no mesmo estado.</p>
<p>O  Cristianismo não se enxerga. E os cristãos, raramente, o conseguem fazer!</p>
<p>Meu trabalho há muitos anos é tentar separar, ante a percepção histórica das pessoas, o que é o Evangelho daquilo no que o Cristianismo se tornou. Assim, vou vendo muitos voltarem a Cristo, ainda que, em muitos casos, jamais consigam botar os pés numa “igreja”. E, agindo assim, penso estar, de fato, também evangelizando, anunciando a Boa Nova aos Gentios como eu mesmo; ou seja: dizendo-lhes que estamos livres do Cristianismo a fim de podermos servir a Deus em novidade de vida e não segundo a caducidade da letra e nem tampouco de acordo com a perversão cristã do evangelho.</p>
<p>Assim faço por julgar que essa é a única maneira de ajudar aqueles que encontraram a Jesus, mas que jamais conseguiram encontrar na Terra a Sua Igreja porque esta não está perceptível aos nossos sentidos históricos, institucionalmente falando!</p>
<p>O Cristianismo não  carrega nem os conteúdos do Evangelho e nem se parece com Jesus!</p>
<p>E como creio que o Evangelho de Cristo é a Verdade que liberta, só posso—juntamente com milhões de outros seres humanos—, pensar que o que experimentamos, na maior parte do tempo, até aqui, é uma “falsificação do evangelho”, especialmente porque os conteúdos do Evangelho de Cristo foram institucionalizados como doutrinas ( a letra mata) e formas (odres envelhecem) que negam a Graça, a Misericórdia e a Liberdade em fé, que Jesus conquistou na Cruz.</p>
<p>Jesus não veio ao mundo para criar um Circo, em alguns casos; uma Penitenciária, conforme outros casos; um Estado Soberano, conforme o Vaticano Católico e os “vaticaninhos” dos outros grupos e seitas cristãs; e, nem tampouco, um Hospício, como acontece na maioria dos casos!</p>
<p>Além disto, Ele não veio ao mundo para que Sua mensagem se transformasse numa ideologia moral ou política; e, nem ainda, para que ela, a mensagem, gerasse uma espécie de Admirável Mundo Novo, onde, pelo controle, todos se tornassem clones de comportamentos que matam as produções individuais e saudáveis das dinâmicas do ser.</p>
<p>Até mesmo a Reforma Protestante não percebeu o tamanho nem a profundidade do engano ao qual nós, cristãos, nos havíamos rendido, inconscientemente, é claro!</p>
<p>As 95 tese de Lutero puseram a Escritura, Cristo, a Graça e a Fé num pacote “sistematizado”, como se fossem coisas diferentes uma da outra.</p>
<p>O que nem Lutero e nem Calvino—o mais culto deles, embora Lutero pareça ter sido mais humano em suas expressões francas sobre sua condição humana— perceberam em plenitude, é que havia não apenas uma “Reforma Doutrinária” a ser feita, mas, muito antes disso, uma “Desconstrução do Pressuposto Conceitual” a ser realizada!</p>
<p>E por quê? Porque o problema não era, sobretudo, “doutrinário”. Os erros doutrinários da Igreja Católica não eram “tópicos isolados”. Eles eram todos o sub-produto da mesma e única coisa: a Teologia Moral de Causa e Efeito, que estava presente em tudo e que continuou, mesmo que sob outras insígnias, a determinar também os valores do Protestantismo.</p>
<p>Crendo assim, Lutero não precisaria de 95 teses. Bastava uma. E essa é aquela “única” tese de Paulo em todas as suas epístolas: a Graça de Cristo é o fim de toda Lei e o começo-realizado de toda Vida, para a paz e a justiça de todo aquele que crê!</p>
<p>As demais “teses” não passavam de aplicativos históricos e circunstanciais, mas o Protestantismo as transformou, posteriormente, em letras e formas fixas, perdendo assim, outra vez, as mobilidades e liberdades histórico-aplicativas da missão de fazer nascer uma reforma que sempre se auto-reformasse, conforme os tempos e as épocas, e de acordo com a Imutabilidade dos Princípios da Palavra. A tese, portanto, é uma só. Os aplicativos e suas des-construções e re-construções é que precisam ser permanentemente re-atualizados!</p>
<p>E mais: é somente quando se tem a <a href="http://www.sitecristao.com/coragem-para-nao-revidar/" class="kblinker" title="More about coragem &raquo;">coragem</a> de se fazer essa ruptura radical é que o véu sai da face e nós ganhamos, movidos pelas certezas da fé na Graça, a coragem de botar o rosto para fora, saindo de nossos medos, sombras, fobias e auto-justificações neuróticas!</p>
<p>Neste sentido, perdoem-me os irmãos que beatificaram São Lutero e São Calvino—que, sem dúvida, são “santos protestantes” com as mesmas características de infalibilidade interpretativa da Escritura de um Papa Católico—, acerca dos quais eu digo, sendo muito menos atrevido do que Paulo— quando do ponto de vista judaico de seus dias, disse “E não somos como Moisés&#8230;”—, que aqueles dois baluartes da fé, Lutero e Calvino, ainda ficaram aquém do que é radicalmente proposto, pois, por razões que somente a Deus pertencem.</p>
<p><span style="font-family: Arial;">(Escrito em 20/04/2003 - primeiro ano do site <a href="http://www.caiofabio.net">www.caiofabio.net</a> )</span></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/">A doença do véu!</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A cultura pop chegou para ficar?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 01:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Operado de uma simples hérnia, vi-me obrigado a uma razoável quarentena em casa. Com bastante tempo à minha disposição resolvi, por um dia, mergulhar no mundo televisivo. Liguei minha Sony e com o controle remoto na mão viajei, via cabo, às diversas opções oferecidas pela mídia eletrônica. À noite, senti-me vencido. O que assisti não [...]<p><br>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="TV; &amp;quot;Brainwashed&amp;quot; por Aaron Escobar, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/aaronescobar/2170448724/"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2389/2170448724_0025ab2cc8.jpg" alt="TV; &amp;quot;Brainwashed&amp;quot;" width="500" height="375" /></a></p>
<div>Operado de uma simples hérnia, vi-me obrigado a uma razoável quarentena em casa. Com bastante tempo à minha disposição resolvi, por um dia, mergulhar no mundo televisivo. Liguei minha Sony e com o controle remoto na mão viajei, via cabo, às diversas opções oferecidas pela mídia eletrônica. À noite, senti-me vencido. O que assisti não era lazer, tampouco cultura. Era pura perca de tempo. Cada dia mais me espanto com a superficialidade de minha geração.</div>
<div>
<p>Na <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/televisao" class="kblinker" title="More about televisão &raquo;">televisão</a>, os noticiários estão cada vez mais rasos; evitam os temas relevantes, fogem da discussão imparcial. A &#8220;ratinização&#8221; dos programas de auditório chega a agredir o bom senso. A dramaturgia das novelas é um acinte à arte teatral. Os diálogos são patéticos. Bons atores são logo substituídos por moças e rapazes bonitinhos. Não sabendo representar, mecanicamente repetem scripts. Os programas infantis, nada educam. Simplesmente enchem os cofres de suas apresentadoras que nada têm na cabeça e que ensinam comportamentos éticos, no mínimo questionáveis.</div>
<div>
<p>Na música, as letras medíocres, para fazer sucesso, necessitam apelar para sentidos ambíguos. Os rebolados das dançarinas tentam compensar a rima pobre. Os grandes poetas e músicos se esforçam, mas parecem carecer da inspiração de tempos não muito antigos quando escreviam e cantavam com maestria.</p></div>
<div>
<p>Os filmes, fazendo apologia da violência, exploram o macabro e o terror. Não conseguem criar tramas inteligentes. Mostram-se diante de nossas telas produções com enredos repetitivos, direção mal feita; claramente produzidos para dar lucro. Filmes destituídos do ideal de fazer arte.</p></div>
<div>
<p>As revistas que entulham as bancas e os <a href="http://www.robertosoares.com/lojinha/livros" class="kblinker" title="More about livros &raquo;">livros</a> que aparecem nas listas dos best-sellers são risíveis sob o ponto de vista literário.</div>
<div>
<p>Os estudiosos de nossos tempos dizem que uma das características da pós-modernidade é a falência da chamada &#8220;alta cultura&#8221; e a emergência da &#8220;cultura pop&#8221;. Por &#8220;alta cultura&#8221; devemos entender como o esforço humano de dar estrutura à vida. É a complexa produção humana que inclui o saber, crenças, arte, <a href="http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/" class="kblinker" title="More about moral &raquo;">moral</a>, leis, costumes e todas as expressões humanas.</div>
<div>
<p>A &#8220;cultura pop&#8221; fortaleceu-se com a massificação dos meios de comunicação. A indústria da informação e do lazer que oferece um franco acesso ao conhecimento, vagarosamente nivelou a produção cultural por baixo. Hoje, poucos conhecem Shakespeare, nunca leram Dostoievski, mal saberiam mencionar algum livro de Machado de Assis ou de Graciliano Ramos. Rapazes e moças detestariam uma ópera de Wagner ou de Carlos Gomes. A grande maioria nunca leu Carlos Drummond e nem sabe dizer quem foi Fernando Pessoa. Em compensação, conhece bem os filmes de Van Damme e do Bruce Willis.</p></div>
<div>
<p>Gosta de ler Paulo Coelho e canta as músicas do Tchan. Meninos e meninas ainda cantarolam as letras dos Mamonas Assassinas. Diariamente acompanham a novela das oito dando-lhe índices de audiência acima de cinqüenta pontos. Adolescentes deliram com a mocinha vestida em roupas íntimas, insinuando cenas de sado-masoquismo.</p></div>
<div>
<p>O ocidente termina o século vinte impregnado de uma &#8220;cultura pop&#8221; que Richard Hamilton, artista inglês, conseguiu descrever como: &#8220;dirigida às massas, compreensível sem exigir reflexão, facilmente substituível por outra emoção, produzida às pressas, sensual, glamorosa, aética e sempre visando o máximo de lucro.&#8221;</p></div>
<div>
<p>A produção cultural do ocidente empobreceu. Daí a pertinência do lamento de T. S. Eliot: &#8220;Onde está a vida que perdemos vivendo? Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos com a informação? Os ciclos do céu em vinte séculos nos levaram para mais longe de <a href="http://www.sitecristao.com/qual-e-a-vontade-de-deus-para-mim/" class="kblinker" title="More about Deus &raquo;">Deus</a> e mais próximos do pó.&#8221;</div>
<div>
<p>Mais triste é constatar que a <a href="http://www.robertosoares.com/voce-e-da-igreja-de-jesus/" class="kblinker" title="More about igreja &raquo;">igreja</a> também foi afetada por essa cultura de massas. Primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa e agora na América Latina, há uma forte tendência a transformar a igreja em &#8220;big business&#8221;. Pior, &#8220;big business&#8221; do lazer espiritual.</div>
<div>
<p>Pastores e padres abandonaram sua vocação de portadores de boas novas. Assumiram novos papéis: animadores de auditórios e levantadores de fundos. O púlpito transformou-se em mero palco. A igreja, simples platéia. O clero arremedou a fama dos artistas. Com estilos de vida extravagantes e caros inebriam as multidões que também almejam galgar a celebridade.</p></div>
<div>
<p>Outros viram-se como empresários, vestiram-se como empresários e, pasme, contrataram guarda-costas armados para serem protegidos. Acham-se seqüestráveis. Os cultos já não estão centrados na máxima de <a href="http://www.robertosoares.com/joao-batista-maltratava-pecadores/" class="kblinker" title="More about João batista &raquo;">João Batista</a> – importa que ele cresça e que eu diminua. Sermões podem ser facilmente confundidos com palestras de neurolingüística. Cantores e &#8220;artistas&#8221; se atropelam querendo renome e gordos cachês. O cristianismo ocidental não conseguiu salgar, perdeu o sabor e conformou-se em ser raso. Os vendilhões do templo voltaram e armaram suas tendas.</div>
<div>
<p>Infelizmente atraem-se grandes multidões não pela força argumentativa do evangelho, mas pelo bem concatenado marketing. Impressionam-se as platéias pela capacidade de aproximar a linguagem religiosa da &#8220;cultura pop&#8221; e não por propor conteúdos sólidos de vida. Até pouco tempo, as igrejas neo-pentecostais acreditavam que seu descomunal crescimento vinha de uma bênção especial de Deus sobre suas novas propostas de prosperidade. Hoje, a explosão pop do catolicismo já atrai multidões tão enormes quanto as dessas bem sucedidas igrejas evangélicas. Prova-se assim que qualquer credo, ou confissão religiosa que souber promover um culto com as mesmas características da &#8220;cultura pop&#8221;, também experimentará um crescimento vertiginoso.</p></div>
<div>
<p>Sempre que a igreja começou a percorrer uma senda perigosa e a aproximar-se dos sistemas doentes que deveria denunciar, houve fortes movimentos contrários. Quando Roma parecia estar à venda e o clero católico se emaranhou com o poder dos reis, as ordens monásticas apareceram. Quando Tetzel vendeu indulgências, prometendo menos sofrimento no purgatório em troca de algumas moedas, Lutero protestou. Quando a igreja protestante se institucionalizou e perdeu relevância, surgiram os anabatistas propondo a separação radical da igreja e do estado. Quando a rigidez teológica tentava sufocar a ação de Deus, os pentecostais levantaram-se mostrando que ele age como quer e não respeita as sistematizações humanas.</p></div>
<div>
<p>Precisamos de novos movimentos de reforma e protesto dentro do cristianismo ocidental. Os desafios de hoje requerem que os pastores voltem a &#8220;apascentar o rebanho de Deus, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto&#8221; (I Pe 5.2). Que as igrejas sejam espaços de fraternidade onde nos revestimos como &#8220;eleitos de Deus, <a href="http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/" class="kblinker" title="More about santo &raquo;">santos</a>, e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade&#8221; (Cl 3.12).</div>
<div>
<p>Diante do estrelismo, os pastores precisam optar pela discrição; reaprender a ser singelos de coração. Devem lembrar-se de uma citação antiga: &#8220;A glória é como um círculo n&#8217;água que nunca deixa de aumentar, até que por força de seu próprio crescimento dispersa-se em nada&#8221;.</p></div>
<div>
<p>O crescimento numérico das igrejas engana. Tem mais a ver com fenômenos sociais que uma legítima ação do <a href="http://www.sitecristao.com/busco-o-batismo-no-espirito-santo-e-nao-recebo/" class="kblinker" title="More about Espírito Santo &raquo;">Espírito Santo</a>. Líderes <a href="http://www.sitecristao.com/o-insoluvel-conflito-entre-a-religiao-e-o-evangelho/" class="kblinker" title="More about religioso &raquo;">religiosos</a> devem evitar essa corrida insana de notoriedade. A riqueza e popularidade de alguns nada significam nas realidades espirituais. Euclides da Cunha advertia em Os Sertões: &#8220;Se um grande homem pode impor-se a um grande povo pela influência deslumbradora do gênio, os degenerados perigosos fascinam com igual vigor as multidões tacanhas&#8221;. Deixemos que o apóstolo Paulo fale novamente aos nossos corações: &#8220;Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E na verdade, tenho também por perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo&#8221; (Fp 3.7-8).</div>
<div>
<p>A igreja será sal e luz, somente quando caminhar na rota inversa das tendências de sua geração e mostrar-se simples em suas ambições. Caso contrário, continuará dizendo a si mesma: &#8220;Estou rica e abastada e não preciso de coisa alguma&#8221;. Mas ouvirá de Cristo: &#8220;Não sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre cega e nua&#8221;.</p></div>
<p>Que Deus nos ajude a comprar ouro refinado pelo fogo para nos enriquecer, vestiduras brancas para nos vestir, a fim de não ser manifesta a vergonha da nossa nudez. Compremos colírio para ungir os nossos olhos e vejamos&#8221; (Ap. 3.17-18).</p>
<p><a href="http://www.ricardogondim.com.br">www.ricardogondim.com.br</a></p>
<p><br>
<a href="http://www.sitecristao.com/a-cultura-pop-chegou-para-ficar/">A cultura pop chegou para ficar?</a> publicado por: <a href="http://www.sitecristao.com">Site cristao</a></p>


<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.sitecristao.com/o-que-e-ser-santo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O que é ser santo?'>O que é ser santo?</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-doenca-do-veu/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A doença do véu!'>A doença do véu!</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/o-segredo-nao-confessado-de-paulo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O segredo não confessado de Paulo'>O segredo não confessado de Paulo</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/acerca-do-sexo-anal/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Acerca do sexo anal'>Acerca do sexo anal</a></li>
<li><a href='http://www.sitecristao.com/a-moral-nao-e-a-etica-dos-evangelhos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A moral não é a ética dos evangelhos'>A moral não é a ética dos evangelhos</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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