Lula lá e Dilma aqui: Um governo de aiatolá

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Posted on 29th outubro 2010 by Roberto in Opinião

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Comício da vitória com Mercadante, Lula e Dilma
Creative Commons License photo credit: Aloizio Mercadante

Nos últimos meses não respondi cartas por puro e simples cansaço. Depois foi porque ganhei um computador novo [o meu laptop há tinha quase cinco anos], e o pessoal que instalou Os novos programas no computador o fez na época em que mudávamos de .com para .net, e, por causa disso e de minha viagem à Turquia, Jordânia e Israel, não tive como re-configurar tudo outra vez, já que eu mesmo, sozinho, não sou bom nessas coisas. Portanto, não podia e nem posso ainda responder cartas; elas não vão…

Hoje, no entanto, abri o e-mail do que me chega já pelo .net do site [recebo, mas não consigo ainda enviar], mas confesso que a temática me deu dor nos ossos antes mesmo de tentar esboçar a 1ª resposta.

É muito nada sobre nada; é muita fofoca, tipo: “O senhor sabe o que o fulano diz sobre o senhor?”; ou então são os temas de sempre, para os quais não tenho mais respostas novas a dar, pois tudo gira em torno do sexo adoecido, da igreja adoecida, do cristianismo falido; ou, quando não [...], são ataques de Severos malucos a gente boa de Deus como meu amigo querido Ariovaldo Ramos.

Então meus braços descaem… Não tenho forças para responder mais nada disso. O meu site www.caiofabio.net está entupido de tais respostas e opiniões minhas a tais coisas; as quais me nego a responder definitivamente de-novo-velho.

Aplicar o coração a tais repetições é como mergulhar num pesadelo recorrente, que nunca acaba, e que jamais deixa que você também tenha o poder de acordar e dizer: “É só um pesadelo!” — sim, pois os mesmos temas não buscam resposta, mas apenas um retorno particular ao missivista que tem na minha resposta um fetiche…

Em meio a tantas cartas que eu já disse que não mais respondo em razão de que as respostas a elas existem em abundancia no meu site, vi que havia algumas indagações sobre minha Opinião acerca do que o “alinhamento” Lula , na ONU, e Dilma aqui, na Presidência, podem fazer de mal ao Brasil.

Ora, simplificando digo o seguinte:

1.   Não tenho nada contra o Lula desejar ser Sec. Geral da ONU; é direito dele sonhar… O problema é que ele não está fazendo isto como ex-presidente, mas como o atual Presidente em Exercício do Brasil; o que tanto é algo anômalo na ONU, como também é aético e perigoso para o Brasil; posto que assim fazendo ele use o Brasil como respaldo político e econômico para fazer seu lobby mundial; usando não apenas o peso político do cargo, mas, além disso, o dinheiro do Brasil para fazer tal Campanha mundial… Assim, a “máquina pública” do governo brasileiro está sendo usada no mínimo duas vezes: para financiar o PAC, que é o Programa de Apoio às Campanhas [do Lula], e não um programa de aceleração do crescimento [prova disso é que o PAC 1 não foi implementado em quase nada e já se lançou o PAC 2], e em razão da Campanha dupla do Lula, por si mesmo e pela Dilma.

2. Quando um Presidente pleiteia um cargo como esse, de Sec. Geral da ONU, o que é inédito na história daquela instituição/fórum/mundial, ele, o postulante, deve levar as suas opiniões fundadas em consensos estabelecidos em um programa de governo exposto ao povo e aprovado nas eleições; mas, ao contrário disso, o Lula usa o poder do cargo para fazer média e vínculos políticos nem sempre recomendáveis, a fim de dar base de sustentação ao seu projeto pessoal e ideológico, sem qualquer consulta ao povo que a ele emprestou tal poder pela via do processo democrático.

3.   Se o Lula tivesse dito nas duas últimas eleições que ganhou que sua política externa seria essa que se tem visto nos últimos dois anos, e em especial no último ano, e, mesmo assim tivesse sido eleito, por mais que eu achasse a mesma coisa sobre sua insanidade nessa área, ficaria calado, ou, pelo menos, diria o que digo com menos agressividade. Mas não foi assim… Portanto, digo que se trata de uma agenda pessoal, praticada como política externa oficial do Brasil, quando de fato não o é. Ou seja: se ele tivesse sido eleito com tal programa de PAC Mundial, mesmo reconhecendo o surto megalômano do “cara”, diria que era insanidade histórica total, bem como de natureza política insana, e, sobretudo, espiritual; porém, ainda assim aceitaria, embora não sem emitir a minha opinião. O problema é que o Lula jamais disse em nenhuma de suas campanhas que, uma vez eleito, levaria o Brasil para dentro dos piores antros de conflito mundial, apenas porque ele, o Lula, já tinha uma segunda agenda pronta para depois do fim do seu mandato; ou seja: tornar-se Sec. Geral da ONU.

4.   Além disso, o bem senso e a ética mandariam que ele deixasse a Presidência, para, então, com meios e carismas próprios, como fazem os demais postulantes ao posto da ONU, lançar-se à sua empreitada. Do contrário, ele usa a Presidência da Republica como trampolim para seu projeto particular; e com isso põe o Brasil numa lista ruim do ponto de vista das nações que lutam por um mundo sem loucuras e insanidades.

5.   Além disso, dado ao “histórico” que eu já cri no passado que no passado tivesse ficado, vejo que não sendo assim, o que o Lula busca como projeto político mundial e pessoal é tornar-se o homem mais importante do mundo, como um Sec. Geral da ONU alinhado com tudo aquilo que faz diferença na Terra entre legalidade e ilegalidade entre nações e nações, escolhendo o lado bandido das forças políticas do planeta, a fim de tornar-se o líder desses que não amam a humanidade, mas apenas seu próprio fanatismo político e ideológico; no caso das ligações com figuras terroristas, ligações de banditismo mundial.

6.    Fazer o que já está fazendo enquanto ainda é Presidente do Brasil, usando o Brasil e seu atual poder econômico como força de barganha para seu projeto mundialulal, ele, o Lula, vai se tornando uma Lula Gigante, surtada, buscando ter um tentáculo em cada poder maligno que ele julga poder dar a ele tudo, se pelo menos meio prostrado ele os adorar…

7.   Ora, se tudo isto acontecer [...], e que é errado em si mesmo, mas se não houver o correspondência de poder transferido dele para a eleição da Dilma, terá sido vergonhoso para o Brasil, e nem ainda por isto estaremos livres de sermos postos em lugares de risco [...], mas, pelo menos, não se terá o alinhamento entre o Lula das Nações Divididas, a ONU, que de fato é uma OND — e o Governo do Brasil; em tal caso o que faria o Lula Sec. da ONU falar apenas em nome de seus coleguinhas de tirania e de terror, mas não do Brasil. Mas com a Dilma aqui eleita por ele e por mais ninguém [...], posto que todos saibam que sem o Lulaaqui não tem Dilmalá, o que se terá será o alinhamento dos poderes do Lula Global com a Dilma Nacional, o que dará ao Lula Gigante um poder oficial de falar como Sec. Geral da ONU e Eminência Absoluta do Brasil; o que nos colocará numa zona de perigo sem tamanho nos anos por vir…

8.   A Dilma não existe a não ser como ecolulal… Portanto, elegê-la é também dar ao Lula o poder de praticar as políticas de solidariedade com amigos seus Marcolianos de natureza e amplitude mundial, sendo que com o amparo irrestrito do Brasil; coisa essa que se faria oficial pela autenticação ao Lula recebida em razão de ele ter elegido a Dilma.

9.   O Brasil está tendo a sua primeira boa e genuína chance de se tornar uma nação desenvolvida não apenas economicamente, mas também do ponto de vista da distribuição de renda real, e, além disso, podendo figurar entre as nações sóbrias da Terra, as genuinamente democráticas e pró-liberdade; o que pelas sinalizações do Lula não será um fato de âmbito político mundial, já que ele tem determinado quem são os seus colegas de sonho global; todos tiranos ou terroristas de Estado, ou mesmo surtados com desejo genocida.

10.                   Pode ser que eu esteja enganado, e que o Lula esteja fazendo essa Campanha Global por crer mesmo na causa do Irã, da Venezuela que virou uma moela do Hugo Chaves, ou que deseje apenas ser “o cara” [que o Obama jamais diria hoje que ele era ou seria...] dos pobres do Planeta ou dos radicais da morte aos quais ele chama de companheiros… Ora, se assim for é mal para nós também, mas se pelo menos tivéssemos outro governo que não fosse um Lulaaqui do ponto de vista político, poderia estabelecer a distinção para o mundo entre o Lula e o Brasil, o que hoje não possível, e nem o será se a Dilma ganhar.

11.                   O fato é que temos a nossa melhor chance histórica de fazermos parte de Grupos menos raivosos e hostis no Planeta se não for a Dilmalulal quem venha a ganhar. Qualquer outro candidato que não seja o Lula versão de saia, saberá fazer a distinção entre o Brasil e o Lulalá na ONU, se ele lá conseguir chegar. Mas um Lulalá com uma Dilmaqui será um governo de “Aiatolá” do Lulalá e da Dilmalá também; e, com eles, nós todos.

12.                   E a conversa que agora o Lula pretende impor como tema da Campanha aqui, ou seja: que nunca antes na história desse país se terá a chance de se ter um Brasil Soberano, ainda que de soberania unida às forças da não soberania democrática na Terra — será do mesmo tom que ele antes se queixava de que contra ele fosse praticada; ou seja: de que a presença de qualquer outro vai parar o processo de sorte petrolífera dos últimos anos; o que tanto não é verdade como também não é verdade…

13.                   Preguei domingo passado direto de Jerusalém dizendo que não se trata apenas de um tema político [mesmo que a política seja um poderoso principado espiritual], mas, sobretudo, que se trata de um tema de natureza espiritual; afinal ele, o Lula, está se associando ao Principado da Pérsia, o Irã, contra Miguel e as forças espirituais vinculadas a Israel, que não mudaram desde que o Profeta Daniel assim advertiu, visto que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis — mas, além disso, pela ignorância ambiciosa do Lula, por tal alinhamento louco, ele nos põe como pombas simples no meio do viveiro das serpentes…

14.                   Basta ao Brasil o seu próprio mal. Tudo o que não precisamos é de um Presidente com sede de poder mundial; e nem de uma sucessora dele que nada mais seja do que sua amante política sem voz e sem autodeterminação para além de sua paixão endividada para com seu chefe e senhor; no caso o Lula.

Infelizmente não tenho errado nas percepções dessas coisas, o site dá testemunho disto desde 2003; mas peço a Deus que tudo seja um exagero meu, um grande equivoco, e que contra todas as evidencias nada disso venha a acontecer.

Por enquanto, todavia, tudo em mim grita tais MINHAS ANGUSTIAS LULARAFATIANAS E DILMAHMADINEJADIANAS…
Leia mais…

Ainda leia: O LULA DAS CAUSAS NUCLEARES…

Eu disse o que disse; e peço a Deus que esteja engano; se estiver ficarei feliz; e se estiver certo ficarei muito angustiado pelo Brasil e até pelo mundo; pois se o Lula tratar a maluquice mundial como ele trata as maluquices, por exemplo, do MST aqui, nós estaremos danados…

É o que penso!

Nele, em Quem peço para não estar certo,

Caio

3 de abril de 2010

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

As angústias de Caio Fábio relacionadas a Lula e Dilma

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Posted on 28th outubro 2010 by Roberto in Opinião

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Comício com Lula e Dilma - Mauá
Creative Commons License photo credit: Aloizio Mercadante

Acabamos de deixar Israel e escrevo de dentro de um avião da Air France de volta ao Brasil.

Nesta viagem o que mais me impactou foi a Palavra que o Senhor permitiu que saísse de minha boca; tudo pela sua Graça; e quem desejar começará a assistir na www.vemevetv.com.br dentro de alguns dias.

Entretanto, para além da Palavra, fiquei impressionado com a “boa impressão” que o Lula causa hoje em dia entre todos os árabes e africanos; e nos territórios Palestinos dentro de Israel.

Tentei conseguir uma camisa do Lula vestido de Arafat — eles bem que se parecem —, mas me foi impossível; estavam esgotadas.

Na Faixa de Gaza Lula inaugurou a Avenida do Brasil, que, segundo me disseram, o fez muito feliz e orgulhoso; visto que a rua começa em frente ao monumento ao homem que Lula chama de “companheiro Arafat”.

Quando éramos próximos ele assim o chamava; e por vezes disse a ele que, depois de anos vindo a Israel ou à Palestina — como preferirem — nunca havia conseguido ver o “companheiro dele” com bons olhos; e a razão era simples: para dentro da Palestina [bad] ele era uma coisa, e, para consumo mundial [...] outra completamente diferente.

Além do que, em minha opinião, não há nada que justifique a covardia do “terrorismo”; nem mesmo no Islã se pode encontrar tal proposta.

E foi como terrorista agressivo que Arafat começou, e, depois que se fez “figura política mundial” [graças à antiga União Soviética], foi no terrorismo consentido que ele se manteve no poder internamente.

Sim, pois, mesmo depois de dizer para “fora” que buscava a paz, nunca de fato se levantou contra o terrorismo “dentro” das fronteiras de Israel ou da Palestina; sendo apenas esse o seu discurso “para fora”; e isto apenas depois de anos de prática pessoal do oposto dentro de Israel. Depois que decidiu mudar sua imagem para “fora”, todavia, internamente se mantinha no poder deixando “a coisa rolar”.

Arafat era inteligente. Uma serpente de duas caras e de venenos tanto amargos quanto doces; tudo em razão do seu carisma, e, também, da capacidade que teve de vender-se como o representante dos interesses de todos os Palestinos que vivem em Israel.

Entretanto, o homem também era um grande ladrão. O palácio que tem e que hoje é habitado pela sua esposa — não na Faixa de Gaza ou na Cisjordânia, mas em Paris — é estimado em milhões de dólares; isso enquanto ele declarava ao mundo que recebia apenas comida e moradia entre os Palestinos.

Depois de sua morte se descobriu que a fortuna que ele amealhara passava os trezentos milhões de dólares; herança que deixou para sua viúva; a mesma que mora no palácio de milhões de dólares na França.

Indignados os Palestinos conseguiram demandar e foram capazes de reaver parte da bolada: cerca de 150 milhões de dólares; mas a pobre viúva ainda mantém o restante; isso enquanto a população morre de fome.

Os “palestinos” de Israel ninguém quer; aparentemente apenas Israel está disposto a fazer qualquer negócio para lhes encontrar lugar de pouso; isso se o Hamas e outros grupos radicais não continuarem a impossibilitar todas as tentativas de paz que já foram propostas.

Isto porque a Autoridade Palestina que não tem quase nada, menos do que nada tem de fato autoridade interna; estando sempre tendo que fazer o jogo duplo: um discurso de sobrevivência para dentro [ou seja: não podendo desagradar demais os terroristas internos; de fato uma minoria], e outro para fora; para consumo da mídia mundial.

Em meio a tudo isso Israel já cometeu muitos erros. Há três semanas cometeu mais um [...] ao anunciar que construiria mais alguns assentamentos na área Leste de Jerusalém, densamente habitada por palestinos radicais; os mesmos da antifada.

Entretanto, talvez o maior erro de Israel tenha sido logo depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando obteve tão esmagadora vitória contra Sírios, Egípcios e Jordanianos, que, àquela altura, caso as vozes mais lúcidas tivessem sido ouvidas, o Estado Palestino autônomo teria sido criado sem dificuldades; visto que a grande maioria da população de Israel assim queria, e os palestinos [não aceitos pelos seus irmãos árabes], também teriam aceitado a criação de seu Estado nas áreas que naturalmente já tinham ocupação mais densa de sua própria população. Isto sem falar que teriam tido todo apoio logístico de Israel; que, naquele tempo tinha genuínos líderes, ricos em humanidade.

Mas então sempre entra a Religião

Aquela altura os radicais do Likud, partido que naquele tempo era muito mais radical do que hoje em dia, não aceitava que “as fronteiras bíblicas” de Israel fossem negociadas…

Perderam a grande chance. Foi depois disso que Arafat se tornou poderoso como homem do terror e como representante dos descontentamentos de uma expressiva parcela da população palestina.

É bom lembrar que os Palestinos são tão Jordanianos quanto qualquer judeu do norte de Israel é judeu em relação aos judeus do sul de Israel. Mas quando os Palestinos tentaram morar na Jordânia, na década de 70, milhares e milhares deles não apenas foram expulsos pelos seus irmãos jordanianos, como também foram mortos aos milhares, episódio trágico que veio a ser conhecido como Setembro Negro; que matou milhares de vezes mais palestinos do que todas as guerras ou lutas entre Israel e os militantes guerrilheiros, incluindo as mortes de inocentes que vivem entre os palestinos, e que são usados como escudo humano pela covarde desumanidade da guerrilha e do terrorismo.

A loucura de tudo isto vem da religião e de uma Psicologia de Amarguras Milenares.

Tanto judeus quanto árabes são descendentes de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, filho de Abraão com a serva de sua mulher, Sara, a qual era egípcia e se chamava Hagar. Além disso, os filhos de Ismael também se aparentarem outra vez na segunda geração de Abraão, quando o neto deste, Esaú, filho de Jacó, que é Israel, casou-se com uma das filhas de seu meio/tio/avô Ismael.

Já os judeus de hoje [Israel] continuam a ser os descentes diretos de Abraão e sua mulher Sara.

Na Bíblia, para os que julgam que a questão tem de ser resolvida conforme as fronteiras geográficas estabelecidas nas Escrituras do Velho Testamento [já que no Novo Testamento o tema é irrelevante do ponto de vista político] há duas promessas de terra feitas por Deus a Abraão. A primeira dizia que Deus daria à descendência do Patriarca os termos que iam do Nilo ao Eufrates; do Mediterrâneo ao profundo do deserto: ou seja: do Egito ao que hoje é o Iraque.

Já a segunda promessa era exclusivamente pertinente a Israel [os judeus de hoje], e que dizia que as fronteiras da nação iriam de Dan, ao Norte, tendo o Monte Hermon como fronteira, e ao sul até Berseba, no extremo do deserto do Neguebe.

O Israel bíblico, portanto, era bem menor em tamanho do que a terra que Deus prometera dar ao restante dos descendentes de Abraão.

Ora, todos sabem que o mundo Árabe de hoje possui exatamente as dimensões geográficas da Bíblia, indo do Egito/Árabe de hoje á Mesopotâmia/Iraque de hoje; ou seja: do Nilo ao Eufrates, enquanto se aprofunda pelo deserto da Arábia.

Israel, todavia, que nunca saiu de sua terra por vontade própria, mas sempre pela opressão de agentes tirânicos — tenham sido os babilônios do século VI AC, ou tenham sido os Romanos do ano 70 DC — viu-se, como nação, por quase dois mil anos, sem o poder de retornar ao seu lugar de origem; isso enquanto vagaram por todos os países, da Rússia à Portugal, e, depois, nos Estados Unidos e todos os países da America Latina — entre tantos outros.

No curso desses dois mil anos de “Diáspora” ou “Dispersão”, os judeus foram perseguidos por quase todos os poderes políticos que encontram no curso dos séculos; mas nada se comparou à perseguição imposta pelo “Cristianismo”, que é a Religião fundada pelo Imperador Constantino, e que é, para os “cristãos”, é a mesma coisa que o Evangelho de Jesus. De fato é uma comparação tão esdrúxula quanto dizer que índios americanos são os fundadores dos Estados Unidos da America como a nação que hoje conhecemos.

Jesus nunca teve nada a ver com o Cristianismo; assim como o Cristianismo nunca teve nada a ver com o Evangelho de Jesus.

Sim, é tão louco como sugerir que o Bin Laden seja discípulo do Mahatma Gandhi!

O que aconteceu aos judeus na Alemanha Luterana da Segunda Guerra Mundial foi apenas o último e mais insuportável de todos os dilúvios assassinos que da parte do “Cristianismo” os judeus sofreram no curso dos séculos.

Foi porque o ocorrido foi tão inconcebivelmente desumano que as Nações Unidas, com o voto decisivo do Brasil pelas mãos de Oswaldo Aranha, que o povo Judeu recebeu permissão para voltar ao que antes era Israel, desde que os Romanos de lá os expulsaram por insubordinação às imposições daquela Besta de 10 cabeças que já era o Império Romano.

Eles voltarem, mas sem ajuda financeira de quase ninguém; afinal é um mito que os judeus americanos ou os Estados Unidos tenham dado rios de dinheiro para que os judeus lá se assentassem.

Não foi assim… De fato sempre houve judeus vivendo nos antigos termos de Israel, mas sempre oprimidos e sem autodeterminação.

Quando os que retornaram o fizeram depois de 1948, chegaram a uma terra de ninguém; abandonada por árabes e mais ocupada por judeus pobres até do que por beduínos árabes.

A terra não valia à pena. Tornara-se um deserto inóspito e cheio de doenças como a Malaria. Era o lugar que ninguém queria; e se hoje mana leite e mel foi apenas e exclusivamente pelo modelo comunista dos Kibutzim e semi-comunista dos Moshaves — que lutavam contra tudo e todas as coisas a fim de tentarem tornar novamente habitável a terra de sua própria história. O único comunismo que deu certo na Terra foi o praticado dentro dos Kibutzim de Israel.

A ajuda Americana, quando veio, não aconteceu por nada além de medo de que aquela parte do mundo caísse em mãos comunistas, já no início da Guerra Fria, visto que a antiga União Soviética armava os Sírios e os Egípcios com grande poderio militar.

Todo apoio “americano” a Israel teve sempre e tão somente, exceto nos anos do Presidente Carter, o interesse de proteger a região de qualquer que pudesse ser o alinhamento dos árabes ao comunismo Soviético; ou, no mínimo, pelo medo que os Soviéticos lá estabelecessem bases de operação militar. Nada além disso… Até que o terrorismo ali aprofundou as suas bases…

De fato se Israel é hoje um país desenvolvido e próspero, o é exclusivamente em razão de sua perseverança, coragem, força de trabalho e genialidade inegável.

Hoje, depois de tantas guerras maiores e menores, o povo de Israel está vivendo em estado de exaustão… E pior: sem lideranças que espelhem o espírito dos fundadores do Estado de Israel em 1948 e depois disso nos 25 anos seguintes.

Entretanto, tem-se que dizer que com erros e acertos Israel já tentou todo tipo de acordo de paz… Já trocaram terras bíblicas por paz… Já deram quase tudo, menos a bunda, mas não houve paz; posto que além dos Palestinos da linha antiga do Arafat ou da linha horrenda do Hamas, há ainda o ódio e o recalque histórico dos países árabes que cercam Israel; e que os odeiam por odiar; numa espécie de nazismo abraâmico e familiar incompreensível.

Para quem deseja entender a evolução ideológica que levou o Islã de Maomé a tornar-se o Islã do Bin Laden, recomendo a leitura do livro do Ali Kamel, “Acerca do Islã”, e que pode ser encontrado em qualquer boa livraria do Brasil.

Hoje o Hitler mais ameaçador que Israel tem no mundo é o atual presidente do Irã, amigo do Lula: Mahmoud Ahmadinejad.

Do ponto de vista histórico Lula está se fazendo um pequeno Mussolini no contexto do lado equivocado que ele está escolhendo para defender… Sim, sem saber onde se mete, dono de profunda ignorância histórica e incontrolável ambição, o Lula está virando um Lulaline ou um Mussolula, dadas as escolhas que anda fazendo… O Lula está virando um “argentino de cabeça” [...] na sua vontade de escolher qualquer que seja o lado do que lhe surja como interesse imediato e narcista. Rsrsrs!

Um dia o Lula me falou de sua amizade com o Kadaf [abril de 1998 dentro do meu escritório na Fábrica de Esperança]. Á época o Kadaf era ainda explicitamente um terrorista com ar de oficialidade presidencial. Segundo o Lula disse na minha sala, com o testemunho do Paulo Sérgio Rosa e de outros que ele não imagina que ouviam na sala ao lado, posto que falasse alto demais - o tirano presidente terrorista da Líbia, o Kadaf, queria dar 35 milhões de dólares para a Campanha dele em 1998.

Lula buscava então alguém para internalizar o dinheiro, pois teria que ser algo ilegal e sem que os radicais/morais do PT soubessem… Ele dizia que ou botava o dinheiro pra dentro do Brasil ou teria que ter o Dossiê contra o Presidente Fernando Henrique, do contrário não ganharia a eleição daquele ano.

Lula sabe que não minto e que não tenho medo!

Ele sabe que eu disse a ele naquele dia que quem me contara a “história” do Dossiê, e que ele se queixava de que eu a ele nada dissera [nem a ninguém], era o mesmo amigo dele que na minha sala estava; e mais: que se desejasse falar de internalização de dinheiro, que falasse com a mesma pessoa; posto que ela sim era enfronhada no mundo de tais conhecimentos…

Ele jamais teria a coragem de me desmentir, nem nisto e nem em qualquer outra coisa que eu diga!

Digo isto depois que me senti no direito de falar as coisas como elas foram, especialmente depois que li as mentiras de seus depoimentos a meu respeito no processo no qual ele era o grande interessado e único beneficiário, chamado de Dossiê Cayman, mas que, sem qualquer escrúpulo, teve a coragem de dizer que tudo aquilo era “coisa do Caio Fábio”.

Voltando à vaca fria…

O conflito entre árabes e judeus tem natureza psicológico coletiva; é fruto de amarguras e recalques milenares. Mas o ódio do Presidente do Irã [Mahmoud Ahmadinejad] a Israel remonta-se a um conflito de outra natureza, este metafísico e não de natureza apenas política [ninguém tem que crer no que digo; posto que falo com base apenas na fé que tenho nas Escrituras, especialmente no que vejo, leio e penso entender do Profeta Daniel].

O Profeta Daniel nos diz que havia uma guerra espiritual entre o Principado Espiritual da Pérsia e o Principado Espiritual de Israel!

Isto porque quando Israel foi para o Exílio em Babilônia no VI Século AC, Daniel disse que se estabeleceu um conflito entre o Principado Espiritual da Pérsia e Israel. Ora, a Pérsia de antes é o Irã de hoje. E o mesmo conflito ou ódio louco está presente hoje; agora sob a suposta alegação de que tem a ver com o Islã, quando de fato não tem; até porque o Alcorão jamais estimulou tal ódio entre mulçumanos e seus parentes judeus.

Ora, isto para não falar que os iranianos são mulçumanos, mas não são árabes; assim como os Turcos, por exemplo, são constituídos de maioria mulçumana, mas também não são árabes.

O problema agora é que o Lula está levando o Brasil, do ponto de vista de sua política internacional, para um terreno perigoso e que o Brasil não precisa conhecer.

Sim, pois tanto é um chão milenar de uma guerra que não nos diz respeito [bastam-nos nossas guerras internas contra a corrupção, a miséria, a polícia corrompida, o Congresso ladrão, os governos bandidos, e os traficantes desesperados e loucos, e contra a miséria e a pobreza]; como também é uma associação com aquilo que, do ponto de vista da Bíblia, seria algo semelhante a aliar-se a uma espécie de “magia negra global”.

E como é que o Lula nos está pondo em tal estado de perigo político e espiritual?

Ora, não mais podendo governar o Brasil [tenta fazer sua sucessora de saias... e que nela nem sempre caem bem...], ele, Lula, que se dizia “Paz e Amor”, vem mostrando que sua grande ambição não é elevar o Brasil à categoria de potencia econômica mundial, mas sim de elevar a si mesmo a uma categoria nova; ou seja: de Presidente do Mundo como Secretário geral da ONU, posto no qual crê ele, “nunca antes na história desse planeta” houve nenhum cara com sua capacidade, ambição e poder carismático… E é verdade; como também nunca houve nenhum antes dele tão ignorante da História e dos conflitos implicados na questão…

Para isto, vendo que o apoio dos Estados Unidos não viria jamais à sua candidatura a Secretário da ONU, em razão de suas amizades estranhas e longas com gente como Fidel, Kadaf, Hugo Chaves, Mahmoud Ahmadinejad, entre outros malucos da terra; e que o mesmo estava acontecendo pela mesma razão em toda a Europa [ele bem que tentou “cantar” o Presidente da França como pôde, mas não conseguiu] — o antes Lulinha Paz e Amor pôs-se a buscar apoio entre todos os países pobres da África [onde quaisquer milhões de dólares fazem uma festa], entre todos os países árabes, e, do ponto de vista mais explicito ainda, entre os piores inimigos dos Estados Unidos e de Israel; inclusive fazendo de conta que não sabe que o maluco do Mahmoud Ahmadinejad já disse que assim que puder explodirá Israel e o riscará do mapa.

Além disso, graças às loucuras de seu amigo Hugo Chaves, cujas loucuras o inviabilizaram como líder latino americano, Lula agora é “o cara” seguindo a cúpula dos países Americanos; e que açambarca países do México para baixo…

Com a soma dos votos dos malucos com assento para votar no novo Secretário Geral das Nações Unidas, existe grande chance de que o Lula venha a ser o próximo presidente da ONU; e, então, preparemo-nos [...], visto que no melhor das possibilidades econômicas do Brasil, sem que o tenhamos elegido um Presidente para que ele se propusesse a tais “campanhas de surtos pessoais-globais”, o Lula colocará o Brasil numa zona mais que perigosa, convidando para dentro de nossa história aquilo que, “nunca antes na história desse país” teve qualquer coisa a ver conosco.

Fico imaginando um Brasil rico, porém atolado em conflitos que nunca antes na história desse país nos disseram respeito!

Afinal, pergunto:

Quem deu ao Lula o direito de entrar em tal empreitada ainda como Presidente do Brasil e colocando o país numa zona de guerra que não nos diz respeito?

Já gostei do Lula; quando ele era apenas um cara que dizia: “Me ensina; porque eu não sei nada!”

Hoje, todavia, ele se coloca em uma linha de fogo político e espiritual para o qual nenhum brasileiro jamais votou nele para ver acontecer!

Muito pior tudo ficará se quem ganhar as eleições deste ano for a Lula-de-saias, a Rousseff…

Deus nos livre!

Era só o que nos faltava: um país acerca do qual o mundo concorda que em breve será a 5ª Potencial Econômica da Terra, podendo vir a tornar-se a 3ª em não muito tempo [e isto não foi um milagre do São Lula, como ele amaria ser adorado...] — porém com um ex-presidente sofrendo de um surto de insanidade de potencia global, de vaidade cósmica; e pior: podendo ainda “presidir o mundo” via ONU [e ele, sendo eleito, o fará]; tendo ainda o poder de ser o Real Presidente do Brasil; posto que a Rousseff será apenas um fantoche do Lalarafat!

Eu nunca antes declarei em quem votei ou votaria; porém, agora, ainda que apenas para poder dormir com a consciência tranqüila [...] declaro que votarei na Marina Silva; que pode ter a saúde fraca, mas tem caráter e consciência; e melhor: não caiu no surto diabólico que hoje possuiu o Lula que, no passado, costumava me ligar aos sábados para comentar a mensagem que eu tinha acabado de pregar no meu programa de televisão “Pare & Pense”.

Naquele tempo eu abominava o que os evangélicos diziam e projetavam sobre ele… Mas hoje vejo que estavam errados na temática do medo, mas que estavam certos no medo, ainda que sem tema.

O Lula de hoje me faz mais mal como idéia de Brasil Futuro do que quase qualquer outra ameaça nacional que ainda esteja por vir a ser criada; exceto essa que se Rousseffa bem diante dos meus olhos.

Lalarafat e Rousseffarat me dão angustia pelo futuro do Brasil no mundo; ou seja: na Terra!

Afinal, nem por ser um chavão deixa de ser verdade o que todas as sabedorias passadas nos ensinaram…

Dize-me com quem andas, comes e gargalhas, e eu te direi quem tu és; ou, pelo menos, no que tu te tornarás!

Outro dia ouvi o Lula dizer que as criticas que começa a receber [tardiamente no Brasil] não são justas; pois, diz ele, um estadista tem que ser amigo de todos, do Obama ao Mahmoud Ahmadinejad.

Mentira! Na Verdade o Presidente do Brasil não tem permissão eleitoral para fazer amizades com bandidos em nome de uma Fraternidade de Ambições pessoais!

O Lalarafat pode fazer amizade com quem quiser quando deixar a Presidência, mas não teve nossa permissão para aliar-se aos Marcolas e aos Beira-Mar do Planeta.

O que ele não tem é coragem de dizer que a sua Grande Campanha está em curso, e que para ele, hoje, mais importante do que eleger a Dilmahmadinejad é ganhar o lugar de Secretário Geral das Nações Unidas.

É ver e crer… Mas tem que ficar de olhos bem abertos!

Caio

29 de março de 2010

Avião da Air France; lendo jornais do mundo todo; e temendo pelo Brasil de todos nós.

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A lei está matando a humanidade – A morte da consciência

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Posted on 16th outubro 2010 by Roberto in Reflexões

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White, Gray and Blacks
Creative Commons License photo credit: Hamed Saber

Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.

É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.

Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.

Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.

Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.

Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”

Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…

Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.

É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!

Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.

A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!

A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

Caio

(Escrito no início de 2004)

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Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.

É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.

Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.

Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.

Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.

Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”

Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…

Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.

É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!

Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.

A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!

A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

Caio

(Escrito no início de 2004)

Puxando redes de culpa

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Posted on 8th outubro 2010 by Roberto in Devocionais

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João 21

A culpa ganha muitas caras. Uma, dentre milhões de caras, é aquele que se apresenta como piedade sacrificial.

Foi o caso de Pedro. Culpado por haver negado, agora, na praia de Tiberíedes, ao saber que Jesus estava às margens do lago, ressuscitado, atira-se à água e nada; chegando primeiro dos que outros seis discípulos, que vieram trazendo o barco cheio de peixes.

Silêncio. Pedro e Jesus na praia. Os outros chegando. Somente o singrar dos remos se fazem ouvir cortando a água. O silencio só era quebrado sutilmente pelo vivo farfalhar prateado dos peixes na rede.

Trazei alguns dos peixes que acabastes de apanhar!” — disse-lhes Jesus. Mas não disse “Trazei todos os peixes que acabastes de apanhar!”.

Pedro, porém, não deixou ninguém ajudar; e puxou sozinho não “alguns dos peixes”, mas a rede toda, com cerca de 153 grandes peixes.

Após comerem, Jesus perguntou a Pedro: “Tu me amas?

Ora, o que teria sido de Pedro se a questão toda não tivesse sido retirada do plano do arrependimento esforçado e trabalhador para o do serviço amoroso e grato?

Sem a conversa do “tu me amas?” Pedro teria se tornado um neurótico devocional para o resto da vida.

Culpa faz muitas vezes a pessoa carregar sozinha todos os pesos. Pesos desnecessários. Quantidades não solicitadas. Tudo por causa da culpa!

Pergunta:

Sua culpa não tratada por você diante de Deus está levando você a escolher sacrifício, trabalho neurótico, missões solitárias?

Pense quais são as motivações para o tamanho de seus esforços para agradar a Jesus mais do que qualquer outro consiga.

Tudo é muito bonitinho, mas, continuando, acaba com a vida!

Nele, que não nos chama para puxarmos as redes da culpa,

Caio

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