Coragem para não revidar

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Posted on 26th fevereiro 2010 by Roberto in Reflexões

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“Deus não nos deu espírito de covardia, mas espírito de poder, amor e domínio próprio” (I Tim 1:7).

Jesus disse que se alguém vai à peleja contra um inimigo que vem contra ele com o dobro do contingente que ele tem para defender-se, uma corajosa decisão deve ser tomada: ir ou não ir à peleja. E Ele não disse que a coragem é ir, mas sim a moderação que DECIDE se aquilo é ou não sábio, ou se tem alguma a coisa a ver com o bom combate.

Jesus nos libertou da tirania das falsas coragens!

Ora, se a decisão é “não ir”, ninguém pode dizer que aí houve covardia, visto que o poder, conforme a Palavra, não é suicida e nem homicida. Além disso, o verdadeiro poder tem “domínio próprio”.

Assim, o corajoso não é o que vai de qualquer modo, mas aquele que tem a sabedoria para decidir o modo como vai.

Poder, amor e domínio próprio são a antítese espiritual da covardia.

O Covarde vai se pode ganhar, e quando vai, o faz sem amor, mas movido pelo ódio; daí não haver magnanimidade do covarde. Somente os corajosos são magnânimos.

Além disso, a coragem da qual a Palavra nos fala é também coragem para não ir contra a sabedoria. E, sem dúvida, esta é uma das mais difíceis formas de coragem, pois, implica, muitas vezes, na capacidade de sacrificar a honra em nome da sabedoria, do amor e do bom-senso.

De fato, coragem não é enfrentar algo fora de nós, mas sim enfrentar em nós aquilo que só pode ser enfrentado como uma decisão de não fazer, quando se PODE fazer, mas não se DEVE.

Ontem eu tive vontade de dar uns catiripapos numa pessoa. Mas seria covardia total. Então, tive que exercitar a mais terrível das coragens, que é aquela de decidir não reagir. E, lhes garanto, tal decisão é bem mais difícil que aquela de revidar, pois, nesse caso, o inimigo a ser vencido não é o fracote que está do lado de fora, e que não agüenta um cascudo, mas o que está do lado de dentro, e que sou eu, e pode fazer a covardia de subjugar aquele que não agüenta o que pede.

Assim, covardia, muitas vezes, é partir para provar que se pode.

Mas o grande poder, é aquele que se exerce com amor, e que implica em domar o pior bicho, eu, e que precisa ser contido pela coragem do domínio próprio.

Levar um tapa na cara e dar a outra face quando você pode quebrar o pescoço do franguinho, demandar coragem muito maior que aquela necessária para enfrentar gigantes.

Deus, todavia, não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação.

A grande coragem é a DECISÃO!

Nele,

Caio

Julho de 2004

Mais reflexões em www.caiofabio.com

E como fica o dízimo?

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Posted on 24th fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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Caio, o que você acha do dízimo?” — é uma pergunta recorrente aqui no meu computador.

Entretanto, para quem usa o sistema de “Busca” do site [por mais deficiente que ele esteja], nele ainda é possível encontrar muita coisa sobre Dízimo — eu pelo menos encontro nele [...]

Entretanto, acerca de Dízimo, já há os seguintes textos escritos no site:

E COMO FICA O DÍZIMO?

QUESTÕES SÉRIAS DE UM JOVEM: G12, DÍZIMO, MELQUISEDEQUE

ONDE DEVO DAR O DÍZIMO?

QUEM NÃO DÁ O DÍZIMO DEVERIA SER PRESO?

PASTOR, SE EU NÃO DER O DÍZIMO EU VOU PRO INFERNO?

E SEM LEI, QUEM VAI CONTRIBUIR?

EU OUVI DO PÚLPITO DA MINHA IGREJA: “QUEM NÃO É DIZIMISTA, V

O DÍZIMO, É UMA LEI PARA HOJE?

ESTOU DEVENDO O DÍZIMO E ESTOU ME DANDO MAL

DÍZIMO OU RECEITA CELESTIAL?

Ora, se você leu o que já está escrito, então prossiga lendo; do contrário, vá ler o que está nos links acima, pois, o que está dito lá não será repetido aqui.

Além disso, leia também o link do meu livro “Uma Graça que poucos desejam” [http://caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=03194]

Isto feito… — tenho a acrescentar apenas o seguinte, e apenas com finalidade pedagógica de mera simplificação.

Leia o que Jesus disse em Mateus:

  • Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas. Mateus 23:23

Agora o que Ele disse conforme Lucas:

  • Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais a justiça e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. Lucas 11:42

Ora, o que fica do dízimo para nós hoje?

1.        Ele fica como medida mínima da dádiva, mas não como Lei da Oferta, pois, antes de tudo, o que vale não é o dar o dízimo, mas sim a sua dádiva com amor, alegria e gratidão. Sem tais coisas nada é dízimo espiritualmente falando.

2.        Ele fica como referência prática do que o amor e a justiça e miseriócordia realizam quando nos habitam.

3.        Ele fica como algo invadido pelo amor ao próximo, e não apenas como ritual do templo.

4.        Ele fica divorciado do Templo como único lugar para se dizimar o bem material, pois, agora, em Cristo, o dar é em amor ao próximo carente, e, também, segundo Paulo, para ajudar a continuidade do anuncio do Evangelho. Isto pode acontecer também num lugar de culto, mas não se circunscreve a ele.

5.        Ele fica como algo a ser gerido pelo próprio discípulo, devendo ele dar prioridade ao pai e a mãe, e, depois, aos pobres e ao anuncio do Evangelho. E gestão é do discípulo por é fruto do amor, e ninguém pode fazer gestão de amor por nínguém. Simples assim.

Desse modo, conforme Jesus, deve-se dar o dízimo assim como se deve viver em justiça, amor e misericórdia; ao mesmo tempo em que aquele que vive em justiça, amor e misericórdia dá todos os dízimos, sem deixar de contribuir materialmente com as causas e necessidades reais.

No entanto, o espirito não é aquele de Malaquias, com as maldiçoes do devorador. Pedro disse a Anananias e Safira que retendo o que deram com mentira [com exagero na dadivosidade, fazendo um marketing de filantropia pessoal], nada de mal lhes aconteceria. Como, porém, a situação deles era a de quem mentia ao Espírito da Verdade, então, sobre eles viria o juízo.

Assim, a questão não estar no dar, mas em como se dá; posto que Ananias e Safira deram, mas o fizeram sem sinceridade nas motivaçoes e no modo.

Este é o espirito das contribuições conforme o Novo Testamento. Entretanto, quando digo este é o espirito, refiro-me a tudo quanto recomendei a você como leitura anterior.

Desse modo encerro por aqui as milhas falas sobre “Dízimo”.

Nele, em Quem amor e ato nunca se separam,

Caio

12/12/07

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.net

Estou muito feliz!

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Posted on 22nd fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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Creative Commons License photo credit: Emery_Way

Estou muito feliz. Alguém pergunta: “Como? Como estar feliz escrevendo o que você escreve sobre o futuro da humanidade?”

Jesus disse que quando “estas coisas acontecerem”, o que se deve fazer é erguer “as cabeças, pois a redenção se aproxima”.

“Exultai…” — ordenou Ele.

Paulo disse que se nossa esperança em Cristo (porém, sem Cristo pela falta de fé na Ressurreição) se limitasse apenas a esta existência, tal nos colocaria no ambiente existencial dos “mais infelizes de todos os homens”.

Assim, até para se ter qualquer que seja o significado para esta vida, tem-se que ter a força da vitalidade existencial e miraculosa da Ressurreição; primeiro como fato; depois como fator.

Entretanto, também estou feliz com tudo o mais.

Sim! A tragédia da Terra e da Humanidade está confinada à certeza da volta do Senhor. E a vida aqui na Terra, em razão de tal esperança e certeza, ganha um sabor diferente, e que tanto nos capacita a viver a gravidade feliz da consciência, quanto também nos permite a leveza de cuidar de plantas, flores, frutos, aves, peixes e jardins.

Se me dissessem que o Senhor voltaria amanhã à tarde, ainda assim amanhã cedo eu alimentaria todos os “meus bichinhos” no quintal e no jardim.

Nenhuma força de esperança deste mundo tem o poder de alegrar o coração de alguém que veja o mundo como um lugar de iminente juízo. Não! Não existe na Terra tal poder de significar a existência às portas da autodestruição.

Somente a certeza da Ressurreição carrega o poder de significar a existência hoje, em razão de sua ancora na Plenitude do Além Aqui.

Estou feliz. Sim! Exultante. Sim! Como um ser privilegiado. Como um escolhido para testemunhar a Glória que é precedida pelo padecimento, conforme a ordem determinada por Jesus, quando disse: “Por ventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?”

A vida não vai acabar. Somente o mundo. Mas para nós, que cremos, desde já existem, em nós, novos céus e nova terra, nos quais habitam justiça, alegria, festa, bodas, reconciliação, entendimento, cura, e intimidade com Deus, em crescente individuação — e tudo isto… e muito mais… além da compreensão…; acontecendo na plenitude da suportabilidade para o finito; porém, ainda finito invadido pelo Infinito.

O finito, todavia, será absorvido pelo Infinito, até que seja infinitamente finito em sua finita infinitude.

Estou in-finita-mente feliz!

Nele,

Caio

27/12/06

www.caiofabio.com


Pirataria da Palavra?Piratas da Palavra!

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Posted on 22nd fevereiro 2010 by Roberto in Cartas

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Mutiny
Creative Commons License photo credit: country_boy_shane

—–Original Message—–
From: Hamilton Gonzaga da Silva
Sent: sábado, 30 de agosto de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: Direitos Autorais e de reprodução…

Mensagem:

Pastor Caio,

Um assunto em especial tem me chamado a atenção.
Trata-se da extrema preocupação dos autores evangélicos em preservar as suas obras; ou seja qualquer coisa “criada” por eles.
Tudo vem acompanhado da advertência de que aquilo não pode ser utilizado devido aos direitos autorais.
Pergunto:
1) Foram criadas por eles e para eles?
2) A preocupação é que o sustento deles depende da criação deles?

Resumindo pastor, a minha preocupação é que estão mais preocupados com suas próprias criações do que com o Reino.

Um abraço,

Hamilton Gonzaga
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Resposta:

Meu amigo querido: Paz!
Cada um responda por si.
Aqui neste site está dito que tudo pode ser reproduzido.
Fique livre.
A única coisa que se pede é que se diga onde se “achou” aquilo.
Mas o que é de Deus, é de todos.
Você pode imaginar Paulo cobrando pela “excessiva” re-distribuição de uma carta dele?
Ele proibiria se alguém estivesse “lucrando” financeiramente. Ou seja: usando aquilo que ele estava dando de graça, a fim de ganhar dinheiro.
Do contrário, estava liberado.
De graça daí, o que de graça recebeste.
Se eu pudesse—e na medida que posso, faço!—, tudo o que produzo jamais teria custo.
Se eu pudesse ser completamente sustentado e financiado, nada meu teria custos.
Aliás, durante muitos anos todos os direitos autorais que eu recebi, re-investi no trabalho que fazia.
E na Editora Vinde (Vicom) tive dezenas de testemunhas de que muito raramente via a cor de qualquer dinheiro que ali aparecia. Tudo era reinvestido.
O mesmo posso dizer dos áudio-tapes, vídeos, etc…

Você pergunta: como começou essa preocupação evangélica com a “reprodução” de textos?

Bem, como sempre, tudo começa com uma boa finalidade, e que acaba virando um fim em si mesmo.
O objetivo era pregar a Palavra e ou edificar os cristãos.
Acompanhei no Brasil o processo das Casas Publicadoras irem, lentamente, virando empresas Editoriais.
Não há nada errado nisso.
Um livro, por exemplo, tem um custo a fim de ser produzido.
No mundo das materialidades nada é sem custo. Nem a proclamação da Graça. Na melhor das hipóteses alguém tem que pagar para que outros recebam.
No caso do livro, quem investe para produzi-lo, tem que tirar pelo menos o investimento feito.
Depois vieram os escritores. As Editoras, a fim de poderem ganhar em paz, tiveram que adotar o esquema das empresas de publicação seculares, e, assim, também passaram a remunerar os autores.
Pessoalmente eu acho o seguinte:
1. Se uma editora existe para publicar, e gasta para fazê-lo, ela tem que cobrar—a menos que ela tenha um funding, uma base de mantenedores.
2. Se uma editora cobra, o autor tem que receber a sua parte também. Autor come…
3. Mas nunca deveria haver a necessidade de preocupação com a pirataria. Como autor fico feliz com toda “pirataria da Palavra”. Quando me dizem que meus livros estão sendo copiados, fico feliz. Se eu pudesse gostaria que pirateassem a Palavra como bem desejassem. Que a espalhassem para todo o mundo!
4. Também não me preocupo com a “pirataria” porque sei que a Fonte é Inesgotável!
5. Em se tratando da net, fica ainda mais afirmado o meu desejo de que “distribuam” tudo o que aqui houver, e com toda liberdade. Os meus direitos são reservados a nenhuma reserva de distribuição.
6. E sobre citarem ou não que fui eu quem escreveu aquele texto ou falou aquilo, quando o fazem, acho bom. Mas já me acostumei a ver milhares usarem quase tudo, e depois adicionarem ao texto que escreveram ou a mensagem que falaram, pequenas citações de “outros”—apenas para desviar o foco em outra direção—, a fim de poderem usar o que escrevi ou falei, sem dizer que foi de mim que ouviram ou leram. Já vi tanto, que sou capaz de sentir esse cheiro a léguas. Mas nunca disse nada a ninguém. Temem que se disserem que se trata de uma síntese do que de mim ouviram, o povo venha direto a fonte, e eles não tenham mais como dizer que não passaram por ali antes…
7. O que todo mundo precisa saber é que enquanto a maioria está nas azeitonas, eu já comi algumas vezes a sobremesa dessa festa. No primeiro dedilhar já sei qual é a música.
8. A questão é que eu sei que o dom para “ver”, não me foi dado com a água do Rio Negro, no Amazonas; e não veio do leite de minha mãe. Mas foi livre graça e decisão de Deus me dar os dons que me deu. São “dons”, são graças, são dádivas—foi de graça e somente a Graça explica.
9. Assim, eu sei que nada tenho que não tenha recebido de graça. Apenas me esforço para a Graça não se torne vã na minha vida. Por isso, trabalho mais…
10. De fato, se eu tenho, e é de Deus, não é meu, é de Deus.

A difusão da Palavra é o único lugar onde a reprodução deveria ser completamente permitida.

Afinal, a Palavra é de Deus!

Um beijão,

Caio

www.caiofabio.com