Você gostaria que poucos fossem os salvos?

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Posted on 25th outubro 2008 by Roberto in Devocionais

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Into The Heavens

Para alguém se tornar cristão entre os cristãos e segundo a prática dos cristãos — o individuo tem que levantar a mão, aceitar a Jesus, ser batizado, freqüentar um lugar chamado “igreja”, dar o dízimo como imposto de renda mensal, e aprender as doutrinas da igreja. Ah! Se for casado tem que ser fiel pelo menos na aparência, se for solteiro tem que ficar casto, pelo menos na aparência. E também não deve fumar, beber e dançar. Assim fazendo será sempre um salvo-orgulho-da-igreja.
Jesus, no entanto, não sabe de nada disso!
Lucas 13 nos dá conta de que alguém perguntou a Ele se poucos seriam os salvos?
A resposta de Jesus é dupla:
De um lado disse que para quem vive de fazer contabilidade de salvos, a salvação é muito difícil, e mandou que se esforçassem a fim de entrar pela Porta.
E mais:
Disse que aqueles que se arrogam à salvação por convívio, estavam perdidos, pois, não adianta dizer “comíamos e bebíamos em Tua presença e ensinavas em nossas ruas”, visto que para Deus somente uma coisa interessa: se a pessoa a Ele se deu em entrega total ou não.
“Nunca vos conheci”. “Apartai-vos de mim”.
Então Ele diz que o inferno desses que faziam contabilidade de salvos, era justamente ver que para quem a salvação é apenas para poucos, a visão final seria a de que ela é para muitos.
Por isto esse que deseja ser um dos poucos salvos, sofrerá choro e ranger de dentes ao ver que muitos vieram do Norte, do Sul, do Oriente, do Ocidente, e, entraram no banquete com Abraão, Isaque e Jacó, enquanto os filhos da herança histórica da informação da fé, de fora estarão, posto que somente quisessem controlar a salvação, ao invés de a ela entregarem-se, como o fazem o pagãos que apenas querem estar dentro, de preferência com todo mundo.
Quem quer uma pequena salvação fica fora da tão grande salvação!
Nele,
Caio
15 de outubro de 2008
Lago Norte
Brasília
DF

A transfiguração era uma sessão espírita?

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Posted on 15th outubro 2008 by Roberto in Cartas

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DUCCIO di Buoninsegna Transfiguration, 1308-11

Pastor Caio: A paz do Senhor! Eu tenho uma pergunta incômoda, pelo menos para mim. Espero que a resposta seja satisfatória para todos aqueles que verdadeiramente buscam, no plano racional e, porque não dizer, espiritual também. Aí vai a dúvida: Na transfiguração, o que aconteceu? Pois vejo que pode haver uma brecha para um argumento de ordem espírita. Explico: Elias foi arrebatado,até ai tudo bem; afinal, assim podemos argumentar em favor da sua aparição na Transfiguração. Mas o que dizer de Moisés? Pastor, isso é importante, pois, quando nos deparamos com possíveis aparições de Maria, por quaisquer motivos, para explicar algo ou para consolar alguém, por exemplo; temos um problema. Dizer que o destino de Moisés é um enigma, não esgota a questão, apenas reforça a pergunta. O que se entende por comunicação? Ter uma visão não significaria também comunicar-se? Houve comunicação entre vivos e mortos? Aguardo ansioso por sua resposta. ____________________________________________________ Resposta: Jonas, querido: Vamos lá!

1. Deus é livre para fazer o que quiser. Ele não pede permissão a ninguém a fim de fazer qualquer coisa, muitos menos se preocupa com o que pensam os espíritas, os evangélicos e ou os budistas. Ele faz o que quer, e como bem entende.
2. Essa briga é religiosa. Deus não participa desse debate. Ri-se deles o Senhor!
3. Qualquer “resposta” a essa questão, na minha maneira de ver, tem que iniciar com a Soberania de Deus para ser Deus, e agir como bem entender. Deus não está confinado por aquilo que Ele nos proíbe de fazer.
4. Para mim, antes de responder à questão tópica, tem-se que saber disso, mais uma vez: Deus não está confinado por aquilo que Ele nos proíbe de fazer. Ele proíbe coisas para nós-Suas criaturas-, mas não para Si mesmo. A criação toda é um exemplo claro de que as espécies vivem cada uma ao seu próprio modo; e, muitas coisas naturais na criação, não são naturais para o homem. Por que? Porque Deus assim determinou. Mas, na criação, Deus nos mostra Sua total liberdade para criar o impensável, o absurdo, o que não faz sentido para nós.
5. Veja o fundo do mar, isso pra gente não ir mais distante. Faz algum sentido, para você, o que acontece naquele mundo? Os seres que ali aparecem, se nunca tivessem sido vistos como bichos da “Terra”, apesar de estarem no “mar”, nos seriam coisas alienígenas; os que possuem bio-luminicência, poderiam até ser confundidos com anjos, querubins e serafins. Mas não são. São apenas peixes!
6. E o que isto tem a ver com nosso tema? Bem, Deus é livre. Quando Ele me diz pra não fazer algo; isso não significa que Ele não possa fazer o que Ele me impede de fazer. Quem criou todas as coisas, pode todas as coisas para Si mesmo. Se Deus fez, Deus estabeleceu que Seu reino vai até os extremos de tudo o que criou; isso para não falar que Deus está sempre criando. Criar é o que procede de Deus; assim como respirar é o que nos faz viver. Estaria Deus preso à necessidade de criar? Claro que não. Mas porque Ele é, coisas são. E sempre estão sendo e se renovando Nele!
7. Bem, e Elias? E Moisés? O que eles tem a ver com isto? E as sessões espíritas? E as crises Evangélicas com os textos usados pelos espíritas?
8. Eu nunca consultei, não consulto, e jamais consultarei os mortos, porque Deus me disse para jamais fazê-lo. E ponto. Eu obedeço. Isso me basta!
9. Todavia, não o faço pela vitória doutrinária sobre a tesa espírita. Há muita coisa que é real, embora esteja proibida para nós. As coisas reveladas são para nós e os nossos filhos; as ocultas pertencem ao Senhor nosso Deus.
10. Estou fugindo da resposta? Não, não me tome por evasivo!
11. Eu penso o seguinte:
11.1. Moisés morreu, e o Senhor o sepultou-isso a Bíblia diz. Depois, em Judas, lemos acerca da disputa de Satanás com o arcanjo Miguel acerca do corpo de Moisés; ora, essa declaração vem de textos que não estão em nossas Bíblias, mas que foram usados pelos autores bíblicos; e tais declarações foram feitas nos textos da tradição judaica; alguns apócrifos para nós; outros, pseudo-epígrafes, como o Livro de Enoque. Paulo, Pedro e Judas serviram-se bastante dessas tradições. Paulo tem frases inteiras em seus textos que ecoam o livro de Enoque (Está saindo o meu livro Nephilim, com “notas de roda-pé”, e que explicará bem melhor essa questão).
11.2. A Cosmologia espiritual de Paulo (II Co 12; terceiro céu), vem do livro de Enoque. A segunda epístola de Pedro, é uma síntese de Enoque-mesmo tema, mesmo desenvolvimento, mesma viagem. Judas, em sua epístola, faz ainda isso de modo mais explicito. Chega mesmo a citar Enoque-com palavras literais do livro atribuído a Enoque-, e são de textos como esse que ficamos sabendo da disputa de Satanás acerca do corpo de Moisés, isso no Novo N.T. Assim, ficamos sabendo que houve uma batalha simbólica pela matéria de Moisés; seu corpo. Por que? Ora, a Bíblia quase nunca explica, apenas conta a história; e, pelo “tom” a gente fica sabendo se o assunto está aberto; ou se está fechado; sendo, nesse caso, apenas contado-e já deveríamos ficar agradecidos!
11.3. Bem, Elias, como você disse, foi trasladado, à semelhança de Enoque, para que não visse a morte.
11.4. Será que isto daria a eles um lugar garantido na Transfiguração em razão de não terem apodrecido no chão da Terra? Pessoalmente, não creio nisto. Se esse fosse o critério, Enoque teria que ter estado lá antes de qualquer outro.
11.5. Vou falar o que penso, mas quero deixar bem clara a ressalva de que Deus pode estar rindo de mim; Ele sabe que eu entendo esses risos Dele; especialmente quando afirmo aquilo que não pode ser “afirmado”, mas apenas expresso. Portanto, não afirmo expressamente, apenas expresso de modo afirmativo, minha própria convicção, e deixando bem claro que ela habita a periferia de minhas preocupações!
11.6. Sim, afirmo que Moisés e Elias estavam ali como uma “mensagem” de natureza histórico-salvífica. Ou seja: A Lei e os Profetas estavam dando testemunho do Filho de Deus. Ambos, Moisés e Elias, representavam uma legião de testemunhas.
11.7. A Transfiguração apontava a convergência da História da Fé para Aquele que era o Enviado; o objeto de todas as lutas e de todas as esperanças de todos os que nos precederam, e de toda a Revelação.
11.8. A Lei e os Profetas estavam fazendo sua síntese ali, em Cristo. 12. Quanto a isto parecer uma sessão espírita; e quanto a abrir precedentes para falsas interpretações, tenho algumas coisas a dizer: a) é problema de Deus, não meu; foi Ele quem fez a Transfiguração ser do jeito que foi; e, pelo visto, Ele não estava e nem está preocupado com isto;
b) o mandamento que proíbe a consulta aos mortos não nos fala nada sobre se tais contatos são possíveis ou não; apenas estabelece que isso é uma abominação ao Senhor; para mim isso basta; não preciso saber se não pode porque não acontece; ou se não pode porque acontece; ou se não pode porque o que “acontece” é obra do diabo; se Deus disse explicitamente algo, para mim está dito explicitamente; e vivo pela fé no bem de Deus para mim;
c) nosso problema com essas “coisas”, acontece porque ficamos querendo vencer as “outras convicções” em disputas doutrinárias e lógicas; e mais: transformamos um “precedente” na própria Bíblia, em algo a virar regra; responda-me: quantas vezes se lê na Bíblia coisas acerca disso? De fato, há os “precedentes” de Saul e a Pitonisa de Endor; há João Batista, que Jesus disse ser Elias; porém João, quando perguntado sobre sua “identidade Eliasiana” histórica, disse: “Não sou Elias”; e há a Transfiguração.
13. Ora esses precedentes estão todos sem explicação lógica, são apenas narrativas. E é bom notar que o próprio Jesus não facilitou as coisas; afinal, não deu maiores explicações sobre o tema de João ser Elias, mas apenas nos revelou Sua própria liberdade de falar sem explicar.
14. Então, voltando à questão, eu repito: essas coisas são um problema para nós; Deus não nos deixou isto como um problema; Moisés deixou claro que o oculto pertence a Deus; e foi nosso orgulho de supremacia “lógica” na argumentação o que nos levou a “criar o espaço” para o espiritismo.
15. Isso mesmo: o espiritismo é uma criação “cristã”. Veja que Jesus está lá, nos textos e doutrinas; e até com mais lógica de conteúdo que em muitas confissões evangélicas; como essas que hoje crescem e estão na televisão; erro por erro; uso indevido por uso indevido; falsificação de conteúdos por falsificação de conteúdos-teríamos que admitir que se fossemos honestos em nossas “apologias doutrinárias”, necessitaríamos dar o mesmo tratamento que damos ao espiritismo e seus co-relacionados, aos cultos evangélicos que criam a mesma relativização da Cruz, e do mundo espiritual, contra o Evangelho.
16. Então você me pergunta: Você acha possível que mortos-arrebatados ou não-possam falar com os homens?
17. Minha resposta mais honesta, pela ausência de explicação bíblica, é um “não sei”.
18. Mas se você me pergunta: você acha que isso possa acontecer sem a permissão divina? Minha resposta é um sonoro “Não”.
19. Então você me pergunta: O que, então, você crê acerca disso? Bem, falo do que eu creio para mim.
20. Creio que consultar mortos é uma abominação (Está escrito), e creio que não se deva fazê-lo por duas razões: 1) porque está explicitamente proibido; 2) porque se está proibido é porque é mal para os humanos. Para mim, sinceramente, isso encerra a questão. E, também, nunca entro nessas questões quando estou conversando com espíritas. Se me perguntam, eu falo. Se não me perguntam, eu falo de Jesus, da Boa Nova de que em Cristo não há carma, não há retornos de auto-purificação, não há purgatórios; nem no céu e nem na terra, onde se tenha que pagar as dívidas de existências anteriores. Pela Graça sois salvos! Meu amado, do ponto de vista “lógico” não há nada a ser dito. Mesmo que você parta do fato histórico da Ressurreição como sendo o validador de todas as nossas supostas certezas doutrinárias periféricas-digo isto porque o N.T. não se preocupa com essas outras questões: Cristo é o Senhor e Salvador!-; ainda assim, o pressuposto a ser a base para a certeza, ainda é a fé. A Ressurreição foi histórica: Jesus ressuscitou dos mortos. Mas nós não vimos, nós cremos no testemunho dos que viram; e fomos iluminados por essa fé, que, para nós, nos foi dada como revelação do Espírito. Então, temos que andar em fé. Portanto, não adianta a lógica. O que faz diferença é a natureza da fé; se ela se fundamenta em Cristo e Seus méritos de salvação a nós imputados; ou se se fundamenta no homem, e em suas conquistas morais, éticas, e de virtudes pessoais-ou de desvirtudes que recebem como punição uma “volta ao mundo” a fim de purgar pecados. Sem a fé em Jesus, qualquer coisa é qualquer coisa. E sobre todo pressuposto se pode construir belas doutrinas, todas muito bem concatenadas. Por isso, é pura perda de tempo tentar convencer espíritas de que eles estão errados e nós certos; sendo que na maioria das vezes eles são, como pessoas, mais “certas” do que a maioria de nós. É em razão disso que os evangélicos têm que ficar disputando doutrinas com os espíritas: não temos vida; então temos que ter vantagem lógica. Tudo bobagem! E, como disse, foi a perversão da fé cristã o que criou o espiritismo ocidental, todo ele bem cristão, e cheio de “evangelho”. E por que? Pelas mesmas razões de hoje: eles olhavam para nós e não viam em que nossa fé pudesse fazer qualquer diferença entre nós e eles; e como o Espírito Santo se manifestou muito pouco dentro da “oficialidade da fé cristã”, sobrou aos piedosos, porém equivocados, a seguinte questão: será que esse “vazio” espiritual não vem justamente pela falta desse “contato imediato” com os espíritos? Bem, a resposta está aí! Concluindo, quero dizer que nenhum morto jamais me apareceu ou aparecerá; e que qualquer coisa que vier-seja de que mundo for-, sairá em Nome de Jesus; pois, quem ordenou que não se consultasse os mortos, é o mesmo que nos deu autoridade sobre todo poder maligno-e eu jamais teria dúvidas, para mim, quanto a repreender tais coisas em Nome do Senhor de Todas as Coisas. Assim, passei minha vida toda. Houve momentos em que me parecia ser importante provar que aquilo tudo era do diabo. Hoje eu sei que até a tentativa de provar isso é também do diabo. Eu prego a Cristo, que morreu pelos meus pecados, segundo as Escrituras; e que ressuscitou dos mortos, também segundo as Escrituras; e que está acima de todo principado, trono e poder; e que é Senhor de vivos e de mortos. Portanto, tudo e todos estão sob a Sua Soberania. Quem crê nisto não tem mais problemas com essa questão. No fim, tudo volta ao de sempre: “O meu justo viverá pela fé; e se retroceder, nele não está o meu coração”-diz o Senhor. Todo espírito que não confessa que Jesus Cristo é Deus Encarnado, não procede de Deus, mas do anticristo. E todo espírito que confessar qualquer outra doutrina, tem que ser repreendido, solenemente, em Nome de Jesus! Espero ter sido útil.
Nele,
Caio 2003
Escrito em 2003

www.caiofabio.net

Creative Commons License photo credit: carulmare

Por que Jesus mandou pregar?

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Posted on 2nd outubro 2008 by Roberto in Reflexões

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Por que Jesus mandou pregar o Evangelho?
Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.
Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.
Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é…” assim ou assado…
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.
O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.
Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.
Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.
O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.
Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.
É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.
É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.
É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.
Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.
Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.
Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.
O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.
É simples assim.
O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.
Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.
É ou não é?
01 de outubro de 08
Lago Norte
Brasília
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