UM LUGAR PARA SE VER O “JESUS HISTÓRICO”

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Posted on 16th abril 2008 by Roberto in Reflexões

UMA PESSOA QUE nasça de uma virgem, que cresça na obscuridade, que apareça do nada e comece a ensinar, curar, realizar milagres, ressuscitar os mortos e perdoar pecadores; que morra violentamente por amor à humanidade; e que saia da morte ressuscitada e apareça aos seus seguidores durante muitos dias; que coma e beba com eles depois disso; e, ao final, suba aos céus ante os olhos de algumas dezenas de pessoas, dizendo que voltará do mesmo modo como foi visto subir; e que deixe para trás de si um grupo de pessoas capazes de morrer por essa certeza, pois que se tornaram incapazes de não declarar o que viram, ouviram, pegaram, sentiram, e creram — Sim! Tal pessoa só poderia ser objeto de todo tipo de questionamento histórico.

Ora, assim seria porque Alguém com tal “histórico” não caberia na zona de conforto de ninguém neste mundo, a menos que a pessoa cresse e se entregasse a Ele. Isto porque a entrega em amor a Alguém que tenha vivido conforme acima descrito, implica num dar-se tão radical e visceral, que ninguém que não veja tal pessoa com amor e fé, jamais poderá entender, aceitar, ou mesmo viver tranqüilo sob a possibilidade de que um “mito” tão devastador possa ser realidade histórica.

Assim, Jesus ou é crido, ou então é insuportável para o coração honesto, que ainda não tenha sido mexido pela revelação.

É normal não se crer em Jesus. E por que deveria ser normal crer-se em Alguém que não se assemelha a ninguém entre nós?

O normal é não se crer em ninguém como Jesus.

Sim! Como poderia eu, por mim mesmo, aceitar que certo homem era o próprio Deus?

Como poderia eu crer que tal pessoa é o criador de tudo o que existe?

Como poderia eu crer em alguém que só deixou para trás de si amor, paixão, vontade de vida e altruísmo incondicional, se tal pessoa não deixou nenhuma evidencia que seja cientificamente utilizável, a fim de que nele se creia com tranqüilidade?

Como pode alguém crer em alguém como Jesus?

Ora, em minha opinião só crê em Jesus como crença fácil quem nasceu no “ambiente de tal crença”; ou quem é familiarizado com cultos loucos e radicais. Do contrário, uma mente sóbria não poderia ler os evangelhos e concluir que esteve lendo os atos de Deus encarnado entre os homens.

Esta é minha convicção: Eu jamais creria em Jesus se Jesus não tivesse se revelado a mim, pois, em mim, tudo o que existe é contra a entrega de minha existência a qualquer projeto que seja como o de Jesus.

Assim, pela via da filosofia e do pensamento Jesus é loucura, e pela via da crença Jesus é escândalo!

Jesus seria perfeito sem Seus exclusivismos e sem Sua megalomania divina. Mas assim, tão “Eu sou o…” em relação a tudo que seja essencial, fica demais.

Sim! Bem melhor seria um Jesus menor; mais mestre que divino; mais sábio que revolucionário; mais de palavras que de atos e gestos; mais de ensino baseado em escola acadêmica do que num entendimento que não é deste mundo; mais previsível que livre…

Enfim, nos seria bem melhor um Jesus mais homem, mais profeta e mais fundador de religião, do que esse desvairado que além de tudo ainda diz: “Antes que Abraão existisse, eu sou”; ou ainda: “Sem mim nada podeis fazer”.

Portanto, desse modo, o que se aprende é que para Jesus a única evidencia história de Sua existência, é a minha Nele. Pois, fora de mim Nele, que mais há para ser mostrado como evidencia de que Ele era quem de fato disse ser?

Sim! A minha existência cheia de fé, tomada de amor, disposta a entrega mais visceral, apaixonada pela loucura da pregação da loucura de Deus (Jesus) — é o grande testemunho de Jesus na História.

Buscar a comprovação histórica de Jesus por meios científicos, é loucura.

Jesus só não é loucura quando tenho a coragem de dizer que cri na loucura de Deus. De outro modo, é imbecilidade pretender que Jesus, sendo quem disse que é, seja passível de demonstrações históricas fixas; pois, pela natureza de Sua vida entre os homens, sua única demonstração de historicidade manifesta-se na não-fixidez histórica do testemunho existencial de quem apenas diz que não viu e creu.

Assim, que ninguém blasfeme contra Deus buscando ajudar Deus a se fazer histórico conforme os caprichos humanos ou conforme a História como ciência.

Quem tiver que crer em Jesus terá sempre que se confessar discípulo da loucura. Pois, se assim não for, o que se terá será sempre apenas o Jesus para exumação histórica, mas não o Jesus da loucura do amor, que só pode ser examinado pela prova histórica dos frutos de Sua presença nas vidas dos Seus discípulos ou pelo testemunho deles.

“A razão da esperança que há em mim” não é um discurso filosófico ou teológico, nem tão pouco é algum tipo de prova histórico-humana de Sua ressurreição.

“A razão da esperança que há em mim” é “Cristo em mim, a esperança da glória”.

A única apologia de Jesus que pode ser feita é aquela que brota dos lábios dos que dizem: “Não são porventura galileus esses que aí estão falando? Como, pois, os ouvimos falar as grandezas de Deus em nossa língua materna?”

O que passar disso é a loucura dos que ainda não viram que a sanidade de Deus é loucura para os homens.

Desenlouquecer Jesus para que Ele se torne mais historicamente palatável aos homens que exigem tais coisas, é trazer o Evangelho para o plano da normalidade, o que de fato acaba com ele, posto que Jesus só é Deus se não se tentar anular a categoria da loucura.

Portanto, o que foi dito um dia, terá seu valor imutável todos os dias:

“Bem-aventurados os que não viram e creram”.

Jesus viveu na história, e, portanto, é Histórico. Mas o chamado “Jesus Histórico” dos teólogos, nada mais é do que o Jesus da Paleontologia e da Arqueologia. Ou seja: um Jesus que não existe, pois, se desse modo se fizesse “História”, deixaria de ser quem Ele é, o qual é tão mais histórico quanto menos couber nas definições de “História”. Afinal, se a História servisse para explicar Jesus, Jesus não serviria à História.

Ora, nesse sentido Jesus é uma total decepção — pois, a manjedoura se perdeu, o presépio sumiu, o pão do milagre não foi guardado, o vinho de Cana foi todo tomado, o barco da tempestade acalmada apodreceu no lago de Genezaré, o cálice da última ceia ficou sujo no lugar onde primeiro esteve, a Cruz se decompôs no lugar onde caiu, os panos que envolveram o corpo foram largados dentro da tumba, e Sua subida aos céus não deixou qualquer evidencia além do olhar de quem viu, creu e guardou na memória.

Esta é a resposta do Jesus Ressuscitado aos que buscam fazer Dele apenas o “Jesus da História”.

Nele, em Quem historiador só sabe a História de joelhos,

Caio

24/05/07

Manaus

Amazonas
www.caiofabio.com

Pornografia na internet

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Posted on 15th abril 2008 by Roberto in Cartas

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Ricardo Gondim

Amigo, pastor,

Sou XXXX, aos XXX entrei para igreja e sempre amei a Jesus.

Sou casado com uma bela mulher , grande companheira. Hoje sou muito feliz nada me falta, não sou rico porém vivemos com dignidade.

Nestes últimos tempos tenho tido desejos de sexo anal, fotos pornográficas e pior, agora dei para fazer amizade por bate- papo na internet , o que sinto mais dia menos dia me levará ao adultério , pois sei que há um pecado sendo gerado dentro da minha alma, sei que é possível retroceder , quanto menor a distancia percorrida mais breve é o regresso, mais quando se esta no centro do furacão é difícil observar o estrago que esta sendo feito a sua volta

Sei que Jesus morreu ,virá ,que Ele me ama , que Deus tem o mais lindo plano de salvação para todos os homens, sei tudo , mais acho que em todos estes anos nada disso ficou tatuado em minha alma.

Jamais gostaria de trair a minha esposa, meu casamento é lindo, não olharia para minha filha com a mesma ternura, jamais conseguiria ser o mesmo com Deus , as vezes lembro me de DAVI “ se tanto mais me tivesse pedido tato mais lhe teria acrescentado”, sei que todo pecado e horrível mais as marcas e o preço do adultério são sempre de arrasadores.

Todas as vezes que olho para minha companheira e filha e penso no que pode acontecer sinto vontade de chorar .Um simples contato sexual para satisfazer as delícias da carne jamais seria comparável que todo bem que Deus tem me feito.

Quando olho para um funeral meu coração chora, penso ser o meu .Sabe Pastor não sou um cabra safado ou molenga sinto me apenas um ser humano, e o pior e que tudo o senhor tem me dado, a minha grande cobrança não é na casa ,no dinheiro ,na doença ,infelicidade, insatisfação e sim minha consciência cobrando dia após dia com a seguinte pergunta: Como posso ser tão mal com alguém que a cada despontar da aurora só me faz bem? Pastor Ricardo, Deus te alegre sempre o coração.

Meu caro irmão,

Seu e-mail trouxe muita misericórdia ao meu coração. Em primeiro lugar porque eu entendo o seu drama e em segundo lugar porque há milhares de pessoas que vivem angústia semelhante. Quero falar-lhe sem acusação.

1. Em primeiro lugar é importante você reconhecer que a pornografia age como um tóxico. As pessoas que se viciam, entram em uma vereda cada vez mais profunda e que finalmente as matará. A Internet é uma supridora deste tóxico. Ela possibilita se achar a droga da pornografia sem restrição alguma (as páginas de sexo se multiplicam aos milhões). Assim, quando alguém se vicia em pornografia e dispõe dos serviços da internet, se assemelha a um drogado que administra uma fábrica de cocaína ou é dono de uma boca de fumo. É necessário você reconhecer uma dura realidade: você é um toxicômano.
2. Não esqueça que o mundo da pornografia é todo montado na ilusão. Ele não existe como vem retratado. As pessoas que imaginam o sexo como a pornografia mostra, se machucarão profundamente. A continuar se alimentando do lixo pornográfico você estará criando o seu próprio inferno.
3. Não adianta se punir, prometer a si mesmo. Quanto mais você prometer fugir, mais aguçada estará a sua curiosidade. É necessário pedir ajuda e prestar contas a alguém que lhe ajude a administrar esse vício horrível. Fale com um amigo do seu problema, peça a ele que lhe cobre sobre sua vida privada. Procure alguém que lhe dê a mão.
4. Os alcoólatras anônimos têm um lema: Evite o primeiro gole. Lembre-se: todo alcoólatra admite que será um alcoólatra para sempre; que jamais poderá se permitir um só trago de bebida, qualquer uma. Assim, se conscientize que você será sempre um “porno-coólatra”; evite entrar em páginas de sexo. Coloque um protetor, não fique só, coloque o seu computador em um lugar público, mostre para sua mulher como administrar o histórico que fica registrado das páginas visitadas. Enfim, não tente resistir, fuja.

Espero que eu tenha ajudado um pouco.

Ricardo Gondim
www.ricardogondim.com.br

Masturbação e culpa

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Posted on 15th abril 2008 by Roberto in Cartas

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Ricardo Gondim

Peço incarecidamente que o Sr. responda. Pastor, sou casado tenho XXXX anos. Tanto eu como minha esposa somos convertidos, eu amo minha esposa demais, mas não consigo parar de trair ela em pensamentos… Tenho o vício da masturbação, não consigo me livrar deste vício, estou em comunhão com minha igreja e tento buscar ser mais santo, meus colegas de trabalho me chamam de pastor, alguns deles se converteram. mas minha busca por santidade esbarra no meu pecado, não sei como livrar-me dele, e ele me acusa, minha esposa me acha um super crente e sinto que as pessoas tem super espectativas por mim… Mas o meu pecado me acusa e me separa de Deus, tenho vergonha de orar. por favor me ajude, canci de ler silhões de livros e não tenho intimidade com nenhum líder religioso para me abrir desta forma e para ser verdadeiro meu nome não é xxxxx. Desculpe. Espero de todo o meu coração que o senhor me responda

Meu querido irmão,

Sei de sua luta e me solidarizo com você. Vou tentar ajudar.

1. A masturbação acontece na adolescência como um processo normal de descoberta do sexo. Naquele período, nossos hormônios começam a nos tirar da infância e nos levar para a vida adulta. Quando digo um processo normal é porque a esmagadora maioria dos rapazes se masturbam (os estudiosos avaliam e 98%).
2. Quando os jovens não sabem lidar com esse florescimento da libido sexual devido a repressão religiosa, preconceito familiar e falta de informação, a prática da masturbação passa significar um pecado. O sexo então perde o elemento mais bonito dele que é a relação com a parceira. A pessoa fica inibida de se imaginar amando uma pessoa e prefere praticá-lo na solidão.
3. Adultos que se masturbam, mesmo casados, têm um problema relacional profundo. Insisto: antes de ter um problema com a masturbação, você carrega um problema relacional. Disso eu tenho certeza. Você não se entrega totalmente à sua esposa. Você se dá a ela parcialmente. Sugiro que procure ajuda de um psicólogo. Ele lhe ajudará a sair de uma adolescência relacional.
4. Sua imaturidade sexual não é simplesmente um pecado. É um distúrbio emocional. Você não precisa apenas de arrependimento, mas de cura. Essa cura virá com oração, mas também precisará de ajuda profissional. Há bons psicólogos que podem ajudar-lhe – a psicologia é um presente de Deus.

Conte comigo,

Ricardo Gondim
www.ricardogondim.com.br

O Natal e a Revelação aos marginais da religião

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Posted on 15th abril 2008 by Roberto in Reflexões

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Os textos chamados natalinos são todos de natureza revolucionária e marginal. José é maior que o machismo, e aceita sua mulher, sem poder explicar para ninguém a gravidez dela (isso se alguém tivesse descoberto), mas apenas aceita o testemunho de um anjo, e, ainda pior: num sonho. José torna-se marginal. Deflagra as chamas da revolução da dignidade. Os magos do oriente chegam conforme a Ordem de Melquizedeque, pois, sem terem nada a ver com a genealogia de Abraão, seguem uma estrela que anda no interior deles, e, caminhando nessa simplicidade discernem aquilo que os teólogos de Jerusalém só sabiam como “estudo bíblico”. Os que tinham a Escritura (os escribas), não tinham a Revelação. E quem nada sabia da Escritura tinha sabido o necessário acerca do Verbo pela via da Revelação. Uns sabiam o endereço: “Em Belém da Judéia…”, mas não tinham a disposição de sair do lugar… amarrados que estavam à idéia de que conhecer o texto leva alguém a qualquer lugar. Já os que perguntavam (os magos), estavam no caminho… seguiam… e são eles os que chegam onde Jesus estava. Eles dão testemunho do potencial revolucionário do Evangelho para qualquer alma da Terra. Esta é a revolução supra religiosa, conforme a Ordem de Melquizedeque. A velha Isabel dá a luz um filho. Seu velho marido não pode nem contar a história, pois fica mudo. É a revolução dos estéreis e mudos. O rei dos judeus não tem onde nascer! Esta é a subversão dos poderes! Pastores distraídos são visitados por miríades de anjos—e eles representam os homens de boa vontade. É a marginalidade da Glória! Nenhum dos sábios de Jerusalém discernem o Príncipe Eterno quando seus pais o levam ao templo para a circuncisão, mas apenas uma profetiza velha e um ancião sem significado religioso. A revelação não sabe os nomes dos sacerdotes! Ou seja: a começar da Encarnação como Natal (nascimento), o Evangelho é para aqueles que não se esperava que fossem discerni-lo. A Revelação é quase sempre marginal! Os grandes atos de Deus não acontecem em Palácios, mas em choupanas e estrebarias. E a voz mais veemente do natal é a voz da virgem, da Maria simples, e que troveja a justiça de Deus sobre as nações. Ela é quem anuncia a grande subversão divina. E faz isto como um Cântico. Dedico este texto a todos os que hoje se sentem afastados da religião, e que ainda carregam a culpa de assim estarem afastados. Deus não é oficial. A vida não é oficial. O amor não é oficial. A Graça de Deus é sempre subversão e marginalidade. Na oficialidade são feitos os julgamentos. Na marginalidade explode a vida. Abra seu coração e siga o Guia, conforme os magos. Seja generoso como José. Corajoso como Maria. Fértil como a estéril Isabel. Convicto como o mudo Zacarias. Alegre como aqueles que são acordados nos campos pela voz de anjos. Capaz de antever a salvação como esperança mesmo que você seja velho como Simeão e idoso como Ana. Nas narrativas do Natal nas Escrituras não são as pessoas que vão a Deus, mas Deus que vai às pessoas. O Natal acontece como afirmação de que em Jesus, Deus se reconciliou com os homens. Assim, não se sinta excluído, pois, eu sei, nestes dias, Deus enviará corais de vozes interiores, e nos ajudará a discernir o caminho interior da estrela, e nos fará contentes com a Graça de Hoje, e que será a esperança de amanhã, para nós e para todos os humanos. No Natal Jesus é a alegria dos homens! Nele, Caio